Por Edição MMA Brasil | 25/06/2021 18:50

UFC segue sua sequência no habitual UFC Apex na cidade de Las Vegas, Nevada (EUA) para realizar mais um evento. Neste sábado (26), chega a vez da organização realizar o UFC Vegas 30, evento que traz uma série de duelos intrigantes em diversas categorias.

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Na luta principal do evento, o francês Ciryl Gane tenta encaminhar uma futura disputa de cinturão contra mais um desafio difícil. Invicto na carreira, o número três do ranking dos pesos pesados agora irá enfrentar o russo Alexander Volkov, ex-campeão do Bellator que tenta provar que pertence ao topo da divisão para, quem sabe, se aproximar de um confronto pela cinta da divisão.

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Já na luta coprincipal do evento, o canadense Tanner Boser enfrenta o veterano Ovince Saint-Preux, também pela categoria dos pesados, com objetivos diferentes dos atletas da luta principal. Ambos querem uma vaga na ranking da divisão e uma vitória pode ser fundamental para isso.

Mais três lutas chamam bastante atenção ao longo do card. Nos galos, o brasileiro Raoni Barcelos retorna ao octógono depois de um considerável hiato para enfrentar o russo Timur Valiev. Nos meios-médios, o dinamarquês Nicolas Dalby retorna ao octógono e enfrenta o norte-americano Tim Means em confronto de veteranos. Por fim, nos leves, Renato Moicano tenta recuperar o bom momento na carreira ao enfrentar o inglês Jai Herbert, que tenta vencer pela primeira vez no UFC.

O UFC Vegas 30 será realizado na tarde deste sábado (26) e terá transmissão exclusiva do Canal Combate, com as duas primeiras lutas sendo transmitidas gratuitamente no SporTV3. O início do card preliminar está previsto para às 14h, enquanto o card principal deve ir ao ar por volta de 17h (horário de Brasília).

Peso pesado: #3 Ciryl Gane (FRA) vs. #5 Alexander Volkov (RUS)

Por Idonaldo Filho

Atualmente o 3º colocado do ranking dos pesados, o francês Cyril Gane (8-0 no MMA, 5-0 no UFC) pode ser considerado como o principal sopro de renovação recente na categoria, com um retrospecto impecável no esporte e, consequentemente no evento até então. O nome de maior relevância no cartel do atleta da MMA Factory é o do ex-campeão Junior Cigano, que foi nocauteado. Em sua última aparição no octógono, contra Jairzinho Rozenstruik, um dos mais perigosos pesados do UFC, Cyril aplicou um baile, vencendo em uma tranquila decisão unânime.

O Bon Gamin é um sujeito muito calmo em pé, com amplo repertório técnico, oriundo da trocação pura, onde conseguiu vencer campeonatos em seu país natal. Ex-campeão do TKO MMA, no Canadá, Gane se destaca pela habilidade de conseguir dominar a peleja na longa distância, utilizando da boa envergadura e ligeiros jabs, além da movimentação acima da média, mas também tendo plena capacidade de causar muito dano na curta distância, principalmente com seu poderoso muay thai, que incluí duras joelhadas efetuadas geralmente no clinch. Cyril também surpreendeu no UFC com seu jiu-jítsu, batendo oposição porca com certa facilidade, chegando a obter inclusive uma vitória com chave de calcanhar.

O apelido de Drago já entrega de quem estamos falando. Alexander Volkov (33-8 no MMA, 7-2 no UFC) da Rússia é ex-campeão do Bellator e, vem tentando se tornar desafiante no UFC, embora ande fracassando justamente quando a impressão é de que será o próximo. No alto de seus dois metros de altura, Alexander está em boa fase, com duas vitórias sobre atletas conhecidos por definirem seus duelos, nocauteando Walt Harris e Alistair Overeem. Contra Gane, terá um desafio e tanto, considerando a perícia do francês em pé e o fato de enfrentar um atleta não-decadente.

Muito alto, Volkov tem noção de seu tamanho e costuma lutar muito bem atuando na longa distância, com o uso de jabs e chutes no corpo, que são soltados com frequência. Possuíndo bom volume – o que disfarça a ausência do one hit power -, Volkov se sobressai também quanto ao condicionamento, que mesmo não sendo bom, já é alguma coisa se considerarmos o nível do pessoal que costuma habitar essa categoria. Seu principal problema é a defesa esburacada no chão e em pé, a última que lhe custou a inacreditável derrota contra Derrick Lewis, considerada por muitos uma das grandes vergonhas dos últimos tempos no UFC.

Alexander Volkov vs Ciryl Gane odds - BestFightOdds

São dois trocadores por preferência, mas Gane é o favorito na minha opinião. Volkov pode até ser mais testado, só que o francês tem muita variedade e já mostrou no octógono que é um atleta de elite, capaz de desempenhar bem em cinco assaltos, ainda que não conte com a preferência dos fãs devido a seu estilo estrategista. Acredito que Gane sairá vencedor na decisão dos juízes com larga vantagem.

Peso pesado: Tanner Boser (CAN) vs. Ovince Saint-Preux (EUA)

Por Gustavo Lima

Do alto de seus 38 anos de idade, Ovince St. Preux (25-15 MMA, 13-10 UFC) simplesmente não perde o seu desejo de competir e se arriscar dentro do cage do UFC. Independente das inúmeras ressalvas que possam ser feitas a respeito de suas limitações como lutador e da queda aparente de rendimento que pode ser notado ao longo dos últimos anos, é inegável que OSP não foge da raia, tendo enfrentado alguns dos atletas mais perigosos dos últimos anos e nunca fugindo de bons prospectos e nomes ascendentes.

Contudo, a sede e ímpeto do haitiano por grandes desafios não tem sido gentil com seu cartel: de 2015 pra cá, OSP ostenta um retrospecto de 7 vitória e 9 derrotas. Além disso, a idade e o tempo de rodagem também parecem estar cobrando seu preço: St. Preux nunca foi um lutador incrível e volta e meia era rotulado pela massa como um freak, mas costumava ser um oponente muito duro e complicado de enfrentar, fosse por sua força física, resistência ou imprevisibilidade. Em meio a tudo isso, mais uma vez o Rei do VonFlue Choke aceita um desafio na categoria dos pesados, sempre disposto a matar no peito o que vier em seu caminho.

O oponente deste sábado será Tanner Boser (19-8-1 MMA, 3-3 UFC). Dono de um dos cortes de cabelo mais exóticos de todo o plantel da companhia, o canadense de 29 anos chegou a figurar no top 15 dos pesados no meio do ano passado após bater Philipe Monstro e Raphael Bebezão, mas acabou caindo fora do topo da divisão após dois revezes consecutivos (Andrei Arlovski e Ilir Latifi).

Boser é um striker clássico, padrão meio de tabela do peso pesado. Com seu estilo fundamentado no caratê e no boxe, o “Bulldozer” faz o feijão com o arroz para conseguir deitar oponentes de nível um pouco mais modesto. É jovem, relativamente atlético para o padrão da divisão, tem boas mãos e um queixo que não o comprometeu desde a estreia na companhia. Em seu último combate, o canadense teve pelo seu caminho Ilir Latifi, que jogou a luta pra baixo e expôs a completa falta de desenvoltura de Tanner na luta agarrada.

Em outros tempos, eu colocaria facilmente minhas fichas em OSP, que sempre teve um aproveitamento excelente contra grapplers fracos e/ou com baixa defesa de quedas. Porém, além de Ovince não ser mais o mesmo, pesa também a diferença de peso existente entre os atletas. Em sua última empreitada na categoria até 120kg, o haitiano ficou fisicamente aquém de Ben Rothwell, um atleta muito longe de seu auge atlético (St. Preux acabou tomando uma queda inclusive).

OSP é maior e mais esguio que Boser, mas suas limitações técnicas e a falta cada vez maior de intensidade tornam difícil crer que alguma vantagem será imposta sobre o adversário deste final de semana na luta em pé. O grande equalizador para St. Preux deveria ser arrastar a luta pra baixo, mas eu tenho minhas dúvidas a respeito da capacidade do grandalhão de fazer isso. Aliás, eu tenho dúvidas a respeito de qual a ideia que embasará o gameplan dele, que é sempre uma caixinha de surpresas (e volta e meia, decorado com escolhas duvidosas dentro do cage).

Ovince St. Preux vs Tanner Boser odds - BestFightOdds

Tendo em vista a fase atual de ambos, aponto para uma vitória de Tanner Boser. Talvez decisão numa luta bem feia, talvez interrupção/TKO. Palpite apertado e com chance de alguma surpresa aí (o canadense é exatamente o tipo de adversário que morderia o VonFlue Choke). Eu definitivamente não apostaria dinheiro nessa luta.

Peso galo: Raoni Barcelos (BRA) vs. Timur Valiev (RUS)

Por Gustavo Lima

Raoni Barcelos (16-1 MMA, 5-0 UFC) é um dos nomes brasileiros mais interessantes a não figurar no ranking de nenhuma categoria dentro do UFC. Ex-campeão do RFA nos penas, Raoni vem numa sequência invicta de quatro duelos na divisão dos galos, derrotando bons oponentes como Khalid Taha e Said Nurmagomedov. Entretanto, se destacar numa categoria complicada e repleta de grandes talentos como esta demanda muito trabalho e alguma sorte com o matchmaking.

Durante a pandemia da Covid-19, Raoni acabou não sendo tão ativo dentro da organização, o que com certeza pode ter atrasado sua ascensão (na visão do relator, inevitável) ao Top 15 da faixa de peso. Entre evento cancelados, lutas canceladas e um teste positivo para o coronavírus, Barcelos acabou subindo apenas uma vez na jaula mais famosa do MMA nos últimos 18 meses.

No outro canto do cage estará o competente Timur Valiev (17-2, 1 NC no MMA, 1-0, 1 NC no UFC). Com boas passagens por WSOF e PFL, o russo demorou um tempo para chegar ao UFC, mas finalmente ganhou sua chance no ano de 2020. Logo na estreia, após diversas mudanças de oponente em cima da hora, foi nocauteado por Trevin Jones no segundo round. Essa vitória viria a ser revertida para no-contest após o estadunidense testar positivo para maconha no anti-doping.

Em fevereiro deste ano, Valiev voltou ao cage e conseguiu finalmente sua primeira vitória na organização: uma decisão unânime contra o questionável Martin Day. Suficiente para recuperar a confiança e colocá-lo na trilha das vitórias, mas um passo muito pequeno para qualquer tipo de projeção a respeito de qual o teto que o “Lucky” conseguirá atingir uma vez que engrenar (ou não) dentro da organização.

Quando colocamos ambos os atletas frente a frente, estamos falando de níveis um pouco diferentes de habilidade e potencial. Além de resultados, Raoni vem entregando tecnicamente uma qualidade muito maior que Valiev deste antes de sua chegada ao UFC, enfrentando oponentes de maior nível e exibindo uma curva de evolução bem mais chamativa. Timur, por sua vez, é bom lutador e mostrou isso na prática, mas precisará entregar ainda mais se quiser se destacar do pelotão, já que ser “apenas” bom é muito pouco em uma das categorias mais encardidas do UFC.

Apesar de ter suas raízes na luta agarrada, aprimorando seu BJJ e seu wrestling desde muito cedo, Raoni já entra no MMA como um produto moderno da modalidade, tendo em seu arsenal tudo o que se faz necessário para ser considerado um atleta completo. Este equilíbrio nos fundamentos básicos e a excelência em alguns aspectos de seu jogo tornam o carioca um forte candidato a fazer barulho nos degraus mais altos da categoria.

Na luta em pé, Barcelos é muito consistente, com boa movimentação, bom jab, controle de distância e mix-up muito bom, incorporando bons chutes baixos e variação de nível muito interessante para conseguir se aproximar e utilizar toda a sua capacidade no grappling. A amplitude dos recursos, capacidade de adaptação e bom nível em todas as áreas tornam o brasileiro realmente diferenciado.

Fazendo uma análise ampla das características que o compõem, podemos dizer que Valiev é, em certo ponto, bem similar. Striker bom, seguro e versátil, Timur costuma explorar muito bem as brechas que possui para utilizar se jogo de luta agarrada. O russo também boa longevidade física e consegue manter um ritmo bem intenso ao longo dos três assaltos (caso a luta complete os quinze minutos).

Raoni Barcelos vs Timur Valiev odds - BestFightOdds

A diferença entre ambos os atletas mora no nível em que cada um deles é capaz de executar tais ações. Pelo que vimos até aqui, Raoni faz tudo isso com maior consistência, maior aproveitamento e é dono de força física notável, seja pra bater, seja pra derrubar. A derrota de Valiev para Trevin Jones não é lá um parâmetro tão grande, visto que o russo esteve melhor durante boa parte do confronto, mas o erro defensivo cometido e o queixo que o deixou na mão podem sim ser dois aspectos consideráveis ao fazer uma previsão do combate desse final de semana, especialmente contra um oponente de punhos destrutivos como Barcelos. Minhas fichas vão no brasileiro, talvez por decisão, talvez por interrupção, mas Timur deve vender esta derrota por um preço relativamente caro.

Peso meio-médio: Nicolas Dalby (DEN) vs. Tim Means (EUA)

Por Rodrigo Rojas

Nicolas Dalby começou sua carreira no UFC, em 2015, com um par de excelentes perfomances, superando Elizeu Capoeira e empatando com Darren Till – dois meio-médios de elite. Em seguida, sua carreira desandou e perdeu três lutas em sequência para lutadores de nível mediano. Então, voltou para o cenário regional europeu e conquistou o cinturão interino do Cage Warriors. Na luta de unificação da cinta, um dos desfechos mais inusitados da história: o combate foi interrompido por conta da quantidade de sangue no tablado, que fazia com que os lutadores escorregassem. Tim Means

Foi o suficiente para ser recontratado pelo UFC, vencendo o bom Alex Cowboy e sendo responsável pela única derrota de Daniel Rodriguez na companhia. Entre essas duas, foi finalizado por Jesse Ronson em luta que acabou virando no contest por causa de doping.

O dinamarquês é, essencialmente, um brawler. Versado em todas as vertentes do MMA, com preferência pela trocação e tendência a se meter em brigas malucas. Seus principais ataques são através de combinações de socos retos finalizadas com chutes altos, além de bons jabs e chutes baixos para marcar a distância. No chão, Dalby sabe se virar, mas não há dúvida de que está aí sua principal fraqueza. A resistência física e o condicionamento também são bons diferenciais.

O Matt Brown da deep web, Tim Means está inexplicavelmente em uma sequência de duas vitórias no UFC – em 2021. O Dirty Bird foi contratado lá em 2012, acabou demitido e voltou em 2014, quando conseguiu uma sequência de quatro vitórias. Depois disso, sua carreira é marcada pela inconsistência. Em 2020, venceu Laureano Staropoli e Mike Perry, dois bons nomes (risos) da divisão até 77kg.

Assim como Dalby, Means tem uma enorme tendência a se meter em brigas malucas, mas seu estilo é um pouco diferente. Assim como Matt Brown (por isso a piada), Means gosta de lutar “sujo” no clinch, usando o dirty boxing, cotoveladas e joelhadas. Desprezando o sistema defensivo, Means é adepto da filosofia de levar dois golpes para acertar um ou para chegar no clinch. A pressão e o volume também são constantes em seu jogo, o que, na maioria das vezes, o deixa muito exposto para contragolpes.

Nicolas Dalby vs Tim Means odds - BestFightOdds

O combate entre Means e Dalby foi bem casado e certamente deve levar o bônus de luta da noite, já que ambos gostam de trocar golpes sem muito amor por sua integridade física. Dalby é  um pouco mais técnico e mais completo, mas, por ter o tamanho, força e idade como vantagens, é o favorito. Esperem uma luta sangrenta com bons momentos dos dois lados e, provavelmente, uma vitória por decisão para Dalby.

Peso leve: Renato Moicano (BRA) vs. Jai Herbert (ING)

Por Rodrigo Rojas

Renato Moicano foi, até 2019, um dos principais prospectos em todo o UFC. Após vitórias sobre Jeremy Stephens, Calvin Kattar e Cub Swanson – intermeadas por uma derrota de virada para Brian Ortega -, o brasileiro chegou a ser o quinto ranqueeado da categoria dos penas, até que foi nocauteado em sequência por José Aldo e Zumbi Coreano – ambos combates em que era favorito nas casas de aposta. As derrotas sucitaram dúvidas sobre o poder de absorção de Moicano e uma subida para a categoria até 70kg, onde venceu o pouco relevante Damir Hadzovic. Na última aparição, enfrentou o talentosíssimo mas pouco conhecido Rafael Fiziev, e acabou nocauteado no primeiro round.

Faixa preta de jiu-jitsu, o peso leve teve a maior parte de suas vitórias através do já patenteado mata-leão, mas seu jogo vai muito além disso. Em pé, Moicano tem um jab educado e bom controle de distância, além de utilizar chutes baixos e mesclar quedas para quebrar o ritmo dos oponentes. No chão, tem facilidade para passar a guarda e chegar às costas, de onde é mortal com seus estrangulamentos. Quase todas as derrotas de Moicano (exceto contra Brian Ortega) foram por conta uma brecha defensiva: Renato tem a tendência a abaixar a mão direita ao sair do pocket, abrindo espaço para o cruzado de esquerda no contragolpe. Tirando isso, seu jogo, além de muito completo, é difícil de ser decifrado.

Jai Herbert veio do Cage Warriors com algum hype, e com razão: o britânico foi campeão do evento europeu, e ainda disputou o cinturão do BAMMA, quando foi nocauteado por Rhys McKee. Na estreia no UFC, ganhou notoriedade ao ser nocauteado brutalmente por Francisco Massaranduba, quando o vídeo do nocaute viralizou na comunidade do MMA.

Herbert teve uma carreira de respeito no MMA amador, antes de migrar para o profissional. Ele é, principalmente, um kickboxer, e aproveita da boa envergadura com bons golpes retos, abusando de combinações de jabs e diretos e chutes na linha de cintura.

Além disso, Jai é potente no jogo de clinch, utilizando as pernas compridas para acertar joelhadas e, eventualmente, quedas de quadril. No chão, o europeu tem bom ground and pound e finalizações oportunistas. Destaca-se, ainda, o instinto finalizador de Herbert: apenas uma de suas 12 lutas foi para a decisão dos jurados.

Jai Herbert vs Renato Moicano odds - BestFightOdds

O combate parece ter sido marcado na medida para que Moicano se recupere, já que, corrigidos os seus problemas defensivos, ele tem talento para se manter no top 5 e até almejar uma disputa de cinturão – principalmente se voltar para os 66kg, ou se adaptar melhor seu corpo aos 70kg. Salvo algum erro grotesco defensivo, Moicano deve controlar a luta com seus jabs e chutes baixos, levar o combate para o solo e finalizar com seu mata-leão. Para tanto, ele deve evitar ficar muito tempo no pocket ou no clinch e usar a movimentação e ângulos para conseguir a queda. A aposta aqui é em Renato Moicano por mata-leão na primeira metade do combate.