O retorno do The Ultimate Fighter: Team Volkanovski vs. Team Ortega – Episódio 1

Por Felipe Freitas | 02/06/2021 22:04

Mudaram as estações, nada mudou…

Com essas belas palavras escritas por Renato Russo e cantadas na voz grave de Cássia Eller, abro o retorno do The Ultimate Fighter e minhas resenhas. O que mais mudou na verdade foi a minha pessoa. Sobre reality, o centro de treinamento mudou: agora é no UFC Apex. Dana White manteve o tradicional discursinho motivacional, destacando o fato da nova sede do programa. Ah, e o nome dessa temporada é The Return of The Ultimate Fighter. Que, por questão de caracteres no título, nas próximas resenhas será intitulado The Ultimate Fighter 29.

Os treinadores dessa edição são o campeão Alexander Volkanovski e Brian Ortega. O duelo entre os dois estava programado para 27 de março deste ano. Porém, o campeão teve Covid e a luta foi adiada. Falando na pandemia, ela foi o motivo do TUF 29 não contar com duelos eliminatórios antes da escolha dos lutadores. Melhor para mim, que estou enferrujado em analisar lutas.

Ao invés do retorno das lutas entre participantes, o The Return of The Ultimate Fighter manteve a avaliação dos lutadores através de treinos e fundamentos. Esse formato está presente desde o TUF 24. Ortega, além de avaliar os fundamentos dos lutadores, seguiu uma tática interessante: perguntar para os lutadores qual equipe eles gostariam de estar, qual time encaixaria melhor com seu estilo de luta. Segundo o desafiante, a maioria disse que queria estar no seu time. Já que eu posso opinar: uma pena que não tivemos as lutas eliminatórias. E sei que, com a pandemia, não seria nada seguro levar mais gente para o UFC Apex, mesmo testados. Mas, ao meu ver, mostrava mais sobre os lutadores que fundamentos do peneirão.

No cara ou coroa, o Time Volkanovski (copiando e colando o sobrenome para escrever no texto) venceu e optou pelo first pick; por conseguinte, Time Ortega ficou com a primeira luta. Relembrando: no TUF, o matchmaking é definido pelo time que vence a luta. Não existe prova do líder, nem do anjo e nem luta falsa.

Os times ficaram assim:

Time Volkanovski:

Galos: Mitch Raposo (primeira escolha), Dustin Lampros, Ricky Turcios, Brady Hiestand.
Médio: Ryder Newman, Gilbert Urbina, Aaron Phillips, Bryan Battle.

Time Ortega

Galos: Dan Argueta, Liudvik Sholinian, Josh Rettinghouse, Vincent Murdock.
Médio: Andre Petroski, Tresean Gore, Miles Hunsinger, Kemran Lachinov.

A primeira luta ficou entre os médios Andre Petroski (Ortega) e Aaron Phillips. Andre disse que é um matchup bom para ele já que Aaron vem do wrestling e ele, Andre, treina com ótimos wrestlers e é o melhor wrestler entre os dois.

Na casa, já somos informados de amigos em times opostos: Josh Rettinghouse e Brady Hiestand (cara de TI) nos galos e Ryder Newman e Miles Hunsinger, médios da Xtreme Couture. Ah, memórias do TUF BR 1 e Belfort casando luta entre dois amigos… Aliás, Hunsinger é uma mistura de Paul Felder com Sam Alvey. Pelo último, estou odiando-o.

Na URSS, o toco de árvore corta você. Fonte: Reprodução.

Depois do treino, é passado um pouco dos lutadores interagindo para que os conheçamos. Eles mostram fotos da família uns para os outros, conversam sobre como é ser pai e vemos um vídeo da rotina de Andre Petroski na sua casa. Petroski mostra a filha e a sua casa, que fica na beira de um rio. Para ele, é um ótimo ambiente para a filha crescer. E devo concordar. Deve ser bom poder tomar um banho de rio sem sair de casa.

Nos preparativos para a luta, Aaron comenta da sua confiança que irá nocautear ao ver uma abertura em Petroski. Para Ryder, colega de time, o plano de luta deles será bem executado e Aaron sairá vencedor da luta.

Ortega fala de seu lutador ser um bom grappler, com ótimo jiu-jitsu e wrestling. Petroski diz ser um lutador versátil, com fortes golpes na trocação.

Aaron Phillips mostra sua rotina na sua cidade natal, Kotzebue, Alaska. A cidade, de 4 mil habitantes, fica 30 milhas acima do Círculo Polar Ártico. Deve ser agradável acordar pela manhã para treinar. Pelo que entendi, ele costuma ir treinar em Denver. Uma baita diferença climática. Não que não seja frio em Denver no inverno, segundo a Wikipedia, mas não é uma cidade quase vizinha do Polo Norte. Essas resenhas do TUF ainda são cultura e conhecimento.

Luta do episódio: Aaron Phillips vs. Andre Petroski

O primeiro round teve um início lento, com os dois lutadores fintando, tentando encontrar distância. Aaron pareceu ganhar mais confiança, lançando os primeiros golpes e buscando o combate. Petroski, mesmo atacando menos, em um primeiro momento, também foi evoluindo na ação, andando para frente, fazendo a luta se mover e ganhando o centro do octógono. Mesmo quando “encurralado”, o americano descendente de russos mantinha a calma e recuperava o espaço. Andre foi para o single-leg e terminou no 100 quilos. Aaron não teve reação, não pareceu esforçar para sair da posição e Petroski tentou montar com uma guilhotina encaixada. Ele passou uma perna, montou e o Alaskense/Alaskiano deu os três tapinhas. Bela performance do americano-URSS. Como destacaram no episódio, ele foi paciente e, adiciono, preciso na busca pela finalização.

A veia saltada entrega se pegou ou não. Fonte: reprodução.

Com a vitória, o Time Ortega mantém o Poder do Matchmaking (salve Idonaldo!). Próxima luta será no peso galo. Ortega escolhe Liudvik Sholinian contra Mitch Raposo.

Primeiro episódio costuma ser mais parado. As brigas, xingos e zoeiras costumam acontencer mais para frente.

Contente com o retorno do TUF? Conte para nós nos comentários!