Amanda Nunes abre o jogo e explica saída da American Top Team: “Queria abrir o meu espaço”

Por Matheus Costa | 10/02/2022 15:07

Toda despedida é complicada, principalmente quando coloca um ponto final em uma parceria que trouxe tanto sucesso para os dois lados. Essa é basicamente a situação que resume a saída de Amanda Nunes da American Top Team depois de muitos e muitos anos após sua surpreendente derrota para Juliana Peña no UFC 269 que custou cinturão dos galos. No entanto, sua mudança de ares, segundo ela, não tem relação com seu revés.

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Durante a coletiva de imprensa do TUF 30, reality show que Amanda será treinadora contra Julianna Peña, Amanda abriu o jogo sobre a saída da academia americana e disse que sua motivação foi a vontade de abrir um espaço para treinar que fosse seu. Além disso, a “Leoa” contou que mesmo nos tempos de ATT ela já tinha uma agenda mais particular para os seus treinos.

“Sinceramente, eu sempre quis abrir o meu espaço. Eu nunca disse que eu vou abrir uma academia para competir com a ATT. Isso nunca saiu da minha boca. Mas eu sempre quis ter um espaço mais particular para mim porque até mesmo na American Top Team eu sempre fiz as minhas coisas separadamente. Eu tinha a minha hora para ir lá e os meus treinadores ficavam me aguardando para o meu camp. Sempre foi assim. Eu sempre tive na minha cabeça que um dia eu queria ter o meu lugar. Eu queria ver todos as minhas aulas na parede, criar o meu logotipo, todas essas coisas que os lutadores querem fazer em algum ponto de suas carreiras e eu sinto que esse é o momento para eu fazer isso. Eu quero seguir sozinha por um tempo. Eu fiz coisas maravilhosas junto com a American Top Team – todos os treinadores, a academia, o dono Dan Lambert. Eu sinto que a gente fez tudo um pelo outro. Mas agora eu tenho na minha cabeça que eu devo fazer aquilo que eu realmente quero fazer”, afirmou Amanda.

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A linha de raciocínio de Amanda Nunes para seguir seu próprio caminho, sem queimar pontes com sua antiga academia, é simples. A “Leoa” sente que chegou a um patamar de sua carreira e vida que já pode decidir tomar um caminho diferente e seguir a sua vontade de abrir uma academia. Não só isso, mas de fazer o que ela bem entender que for melhor para ela.

“Eu sinto que eu mereço fazer aquilo que eu quiser. Não tem nada com a academia e, sinceramente, nós temos uma boa relação. Eu ainda posso ir para lá e treinar o que eu quiser. Ainda temos um bom relacionamento. Eu não queimei a ponte porque nada de ruim aconteceu entre nós. Não aconteceu do jeito que eu queria, mas nós fizemos muita coisa juntos. Fizemos história juntos”, afirmou.

Amanda Nunes também deixa claro que sua experiência na American Top Team seguirá influenciando nos passos de sua própria academia. Ao apresentar dois de seus treinadores nessa nova fase – e que estarão com ela no TUF 30 -, a “Leoa” revela dois nomes que já trabalharam na sua ex-academia: Kami Barzini e Roger Krahl.

“Eu também queria fazer diferente e trocar alguns treinadores, mas os treinadores também trabalharam na American Top Team. Kami Barzini era o treinador de wrestling quando eu cheguei na ATT. Eu comecei treinando wrestling com ele na American Top Team, mas ele acabou saindo e eu comecei a treinar com o Mike Brown. E tem o Roger Krahl. Ele era treinador da American Top Team também. Eles não estão mais por lá, mas tenho certeza que eles também têm ótimos momentos que passaram por lá para relembrar”, finalizou Amanda.