Wladimir Klitschko: O adeus do campeão diferente

Dono de diversos recordes, mas com derrotas como momentos definitivos. Um dos mais dominantes campeões da história dos pesados, mas com aura de vulnerável. Poliglota, PhD, defensor de necessitados, combatente político. Wladimir Klitschko sai dos ringues e entra para a história, inclusive fora dele.

Não há mais Klitschkos por aí. Três anos e meio depois de Vitali Klitschko se aposentar do boxe para se dedicar à vida política, chegou a vez do caçula Wladimir Klitschko pendurar as luvas. O ucraniano anunciou a decisão nesta quinta-feira, 3 de agosto, surpreendendo quem aguardava ansiosamente por uma revanche contra Anthony Joshua.

O momento de decidir parar é simbólico e mostra como Wlad é um lutador diferente. Ao invés de faturar horrores na revanche do duelo que levou 90 mil torcedores ao estádio de Wembley e tentar aquela que seria a maior vitória de sua carreira, Klitschko sai de cena derrotado duas vezes seguidas. E sai maior do que nunca. Porque ele é diferente.

Quando se fala da aposentadoria de um superastro, é comum lembrar as grandes conquistas, as grandes vitórias. Ao contrário do que acontece com praticamente todos os grandes ícones esportivos, Wladimir tem em derrotas os seus momentos marcantes. Porque ele é diferente.

Wlad perdeu apenas cinco das 69 lutas profissionais que disputou. Em três delas estavam em jogo um ou mais cinturões mundiais. Na primeira, um título Internacional. Na outra, o posto de campeão linear. Apenas na última, ele não era favorito. Nas três primeiras, o favoritismo era imenso e as derrotas foram duras.

Fisicamente falando, Wladimir era notável. Um gigante de 1,99m de altura, 2,06m de envergadura e estrutura muscular impecável mesmo aos 41 anos. A mobilidade e o condicionamento eram compatíveis com os de alguém bem menor. E foi justamente isso que lhe custou os nocautes para Ross Puritty, em 1998, e Lamon Brewster, em 2004. Klitschko estranhamente cansou demais e acabou vitimado.

Freddie Roach:

“Wladimir bate muito forte, mais forte que (Mike) Tyson. Certa vez, ele correu 12 tiros de 800 metros, cada um abaixo de três minutos, com um minuto de descanso entre cada tiro. Eu cronometrei todos e todos ficaram abaixo de três minutos. Nunca vi um peso pesado fazer algo sequer perto daquilo. Ele treina muito duro. Conseguir fazer aquilo, um cara de 115 quilos… uau. Ele é um dos melhores atletas que eu já treinei.”

A derrota para Corrie Sanders, em 2003, expôs a maior crítica que Wladimir teve que lidar durante toda a sua carreira: a que ele não conseguia encaixar golpes, que não tinha “coração de lutador”. Certa vez, o treinador Vladimir Zolotarev fez uma comparação entre os irmãos dizendo que “Vitali era como pedra, duro de moldar e duro de quebrar; Wladimir era como argila, fácil de moldar e fácil de quebrar”. Nem mesmo superar os três knockdowns aplicados por Samuel Peter, talvez o mais violento peso pesado de sua era, para vencer uma decisão por larga margem, ajudou a limpar a barra de Klitschko. Como aquela espécie de “Doríforo do boxe” podia ser tão vulnerável?

Durante todo o seu reinado, Wladimir foi ainda criticado por mais dois motivos: não enfrentou nenhum lutador da elite histórica e mantinha um estilo um tanto robótico de lutar. Sobre o primeiro caso, ele não teve culpa de a categoria mais nobre do esporte ter passado por uma grave entressafra. Wladimir até tentou enfrentar Lennox Lewis no seu primeiro reinado, mas quem conseguiu a luta foi Vitali.

Sobre o estilo robótico, a derrota para Tyson Fury poderia ter sido um golpe bem mais duro do que perder cinco cinturões de uma só vez. A atuação modorrenta de Klitschko aumentou a percepção em muita gente de que ele era um lutador chato. Eram raros os que acreditavam que Wladimir, aos 40 anos, ainda tinha algo a mostrar.

A atuação ruim contra Tyson Fury parecia ser uma melancólica despedida do boxe para Wladimir Klitschko

A atuação ruim contra Tyson Fury parecia ser uma melancólica despedida do boxe para Wladimir Klitschko

Wladimir surpreendeu quando resolveu desafiar os cinturões de Anthony Joshua depois de um ano e meio parado. Joshua, 14 anos mais jovem, é o principal representante de uma geração ansiada por recuperar o prestígio dos pesos pesados no boxe. Pela primeira vez, Klitschko seria azarão numa disputa de cinturão.

O que aconteceu naquela mágica noite de 29 de abril de 2017, no mítico estádio de Wembley, virou história. Wlad e Joshua entregaram a melhor luta do ano até agora. O veterano ganhou os corações dos críticos com uma atuação feroz, corajosa, que quase mandou o jovem fenômeno a nocaute. Ele perdeu – como não? – e saiu maior ainda. Como se fosse possível sair maior do que ele já era.

 

My HEART is at PEACE as I pass the torch to @anthony_joshua the next generation. Good luck little bro, I’m proud of you!

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Klitschko sai de cena com um histórico invejável. Campeão olímpico em 1996. Segundo maior reinado da história dos pesados (9 anos, 7 meses e 7 dias) e segundo que mais defendeu o cinturão da categoria consecutivamente (23). Peso pesado que mais disputou lutas por cinturão mundial (29) e que mais venceu oponentes invictos (12). Mais de US$ 100 milhões arrecadados apenas em bolsas. Mas não foi só pela dicotomia dos recordes e derrotas que fazem de Wladimir Klitschko um cara diferente. Ele também o foi fora dos ringues.

Num esporte conhecido por atrair gente com poucas chances de ascensão na vida, Wlad e seu irmão Vitali nunca precisaram do boxe para ter uma vida boa. Eles são fluentes em ucraniano, russo, alemão e inglês. São PhD em Ciência do Esporte pela Universidade de Kiev. Wladimir é professor-adjunto de um curso de mestrado da famosa Universidade de St. Gallen, na Suíça. Ele e Vitali lutaram juntos, no front, nas ruas, nos protestos contra o governo ucraniano, movimento que conduziu Vitali à prefeitura da capital Kiev. Os irmãos usam suas reputações e recursos para ajudar projetos da UNESCO no Brasil, Romênia, Namíbia, destinando milhões para ajudar crianças necessitadas. Em 2012, Wlad leiloou sua medalha de ouro olímpica e destinou o milhão de dólares arrecadado para projetos sociais na Ucrânia.

Os irmãos Vitali e Wladimir Klitschko apoiam a UNESCO desde 2002 e foram nomeados embaixadores da organização em 2006

Os irmãos Vitali e Wladimir Klitschko apoiam a UNESCO desde 2002 e foram nomeados embaixadores da organização em 2006

“Esta medalha trouxe sucesso para Vitali e para mim. Ela se tornou a base do nosso sucesso profissional e a chave que abriu muitas portas para nós. Nosso sonho se tornou realidade. E graças aos fundos que foram pagos por esta medalha pelo benfeitor, nós também vamos ajudar os sonhos de centenas de milhares de crianças ucranianas. Em nome dessas crianças, de seus pais e professores, agradeço pelo bem-estar das pessoas.”

Feliz do esporte que tem um ídolo gigante como Wladimir Klitschko dentro e fora dos ringues. Apesar das derrotas.

  • James sousa

    Depois da primeira luta queria ver uma revanche até para o Wladimir ganhar uma bolada na revanche , mas com a decisão de ser aposentar só resta aos fãs da nobre arte agradece por tudo que ele proporcionou

    • Ele se aposentou gigante. Todos os méritos da carreira, todas as marcas, os recordes, estão na História, intocados. De quebra, derrubou as últimas barreiras que recaíam sobre ele mesmo numa derrota. Por fim, reconheceu que está na hora de deixar o Joshua brilhar. O sujeito é gigante.

      Foi muito, muito, muito melhor parar assim. Ele corria o risco de ser nocauteado no começo da luta numa revanche e perder o respeito adquirido na luta anterior. Sem contar que ele não precisa de dinheiro, já é milionário e construiu um império ao lado do irmão.

  • João Gabriel Gelli

    Que belo texto! Que homem é Wladimir Klitschko!

  • Bruno Moraes da Costa

    Alexandre, que maravilha de texto sensacional! Pqp…

    Como não sou assíduo do boxe, ouvi muita gente tentando diminuir os irmãos Klitschko por serem supostamente chatos. Vou até recuperar maior quantidade de material que puder dos dois, história maravilhosa!

    • Wladimir tem lutas chatas e outras legais. O saudoso Emanuel Steward, um dos técnicos mais fodas da história, fez um trabalho monstruoso com ele. Wlad era muito agressivo, mas tinha problemas sérios com o queixo (com o sistema defensivo em geral) e com a dosagem de energia. Steward moldou uma fortaleza defensiva e transformou o Wladimir no campeão que todos esperavam que ele se tornasse. A parceria Wlad-Emanuel só perdeu a primeira luta (contra o Brewster), que foi vingada numa surra três anos depois. Steward morreu em 2012 sem ver o Wlad perder de novo. Eu acho que o trabalho de jabs do Wlad é o terceiro melhor da história do peso pesado, atrás somente do Larry Holmes e do Muhammad Ali. Tem o Big George nesse bolo também.

      Tem uma luta dessa parceria que é bem representativa, contra o Eddie Chambers. Ao contrário do que muita gente falava injustamente, o Steward incentivava o Wladimir a buscar o nocaute o tempo todo. Contra o Chambers, ele tinha vencido provavelmente todos os 11 assaltos e ainda assim continuou caçando o nocaute. Conseguiu faltando 5 segundos pra acabar a luta.

      Vitali era diferente. Ele não tinha o talento do Wladimir, mas sempre teve o coração de lutador que diziam que o Wlad não tinha. Se não me engano, Vitali tem a maior taxa de nocautes da história da categoria (45 vitórias, 41 por KO, que dá pouco mais de 91%). Para efeito de comparação, Mike Tyson tem 88% (44 KOs em 50 vitórias).

  • Gabriel Carvalho

    Que homens maravilhosos!

  • Bruno Fares

    Que texto!

  • Sexto Empírico

    Esses irmãos são foda. Classe! Mesmo diante da provocação daquele maloqueiro ingles, o Chisora, q deu um tapa na cara do Vitali e cuspiu no rosto do Wladimir, souberam manter a compostura como gentlemen q sempre foram. Apesar das críticas de Lenox Lewis, com certa razão, de q só deveria haver um campeão mundial, um melhor do mundo, os Klitschkos souberam dividir e administrar o enorme feudo q é o boxe mundial americano, suas mafias e suas várias organizações. Jovens, bem sucedidos, inteligentes e pro ativos, os irmãos Klitschkos dão um passo perigoso ao se meterem na complicada política “russa”. Com suas ideias de liberdade e ajuda aos menos favorecidos, andarão na corda bamba nesse mundo egoista e, ultimamente, “endireitado”. Boa sorte, anyway.

    • Sexto Empírico

      Q foto fantástica a segunda acima, com o Wladimir no chão e o Vitali com expressão angustiada ao fundo. Show!

      • Foi o primeiro knockdown da luta contra o Corrie Sanders, no final do R1. Poucas vezes eu fiquei tão chocado assistindo a uma luta como dessa vez.

    • Chisora foi acusado de tentar dar um tiro no David Haye numa coletiva de imprensa. Ele disse que não tava armado, que nunca teve arma, mas eu que não vou duvidar.

      As críticas do Lewis eram estranhas. Ele teria lutado contra um irmão? Acho que praticamente ninguém faria isso. E o Lewis mesmo deu sorte contra o Vitali de a luta ter sido interrompida, porque ele estava perdendo.

      Vladimir Putin é faixa preta de judô. Vitali Klitschko é ex-campeão mundial de boxe. Coloca os dois no octógono pra decidir a pendenga. Vou de Vitali KO R1.

  • Asisz Marco

    Ciganão derrotaria todos estes nomes do boxe puro com aquela sua guarda “chama soco” e com seus maravilhosos “mata-cobras” e seu excelente footwork; Cigano reinaria no boxe, talento puro.

    • Sexto Empírico

      Hahaha…. pior q ele achava isso mesmo. E o Miocic pensa q pode dar um coro no Joshua. E o Conor… bem, vc sabe. Esses caras do MMA são forgado.

      • Eu acho que o Miocic sabe que apanharia, ele só tá tentando faturar na aba de Mayweather-McGregor.

        Monta logo um card pra nego parar com essa chatice:

        Mayweather vs McGregor
        Anthony Joshua/Deontay Wilder vs Stipe Miocic
        Vencedor do World Boxing Super Series do peso cruzador vs Jon Jones
        Andre Ward/Adonis Stevenson vs Michael Bisping
        James DeGale/George Groves vs Tyron Woodley
        Keith Thurman/Terence Crawford vs Max Holloway
        Vasyl Lomachenko/Mikey Garcia vs Cody Garbrandt
        Leo Santa Cruz/Guillermo Rigondeaux vs Demetrious Johnson

        • Asisz Marco

          Poderia adicionar Ronaldo Jacaré, o footwork do cidadão é de dar inveja a muito profissional da nobre arte por ai

    • Cigano uma vez disse que só precisava de 4 meses de treinos pra ganhar do Wladimir. Risos.

  • André Guilherme Oliveira

    Baita texto Alê. E que pessoas são esses irmãos Klitschko.

  • Fannine

    Que texto foda! Grandeeeeeeeeeeeee Wladimir

  • Bruno Coelho

    Caramba, Alexandre, que texto! Parabéns! Bróder, você escreve sobre boxe em outros sites, tipo diariamente, ou somente aqui no MMA Brasil? Pergunto porque estou muito interessado em me instruir no boxe. Ler notícias todo dia, saber da data de lutas importantes, etc.

    Sou fã de MMA, do boxe as únicas lembranças que tenho eram das lutas do Tyson. Minha família e eu ficávamos acordados até tarde para ver o americano destruir outros caras em segundos.
    Contudo, May-Mac atiçou em mim um súbito interesse no boxe. Estou gostando tanto que penso até em começar a treinar!
    Vi a luta do Lomachenko ontem e gostei muito – apesar de ser leigo no que diz respeito às técnicas. Gostaria que você me recomendasse um site ou blog onde eu pudesse aprender mais sobre boxe. Agradeço desde já.

    PS. Tenho uma pergunta que é meio off-topic e espero que você não se importe em responder: Independentemente do resultado de May-Mac, qual poderá ser o peso desse camp intenso na trocação do Conor numa possível volta ao MMA?

    • Brunão, é aqui mesmo que você vai ficar sabendo. Nesta semana nós vamos entrar na nova fase do MMA Brasil. Vamos trabalhar também com notícias, além das matérias opinativas e analíticas que vocês já estão acostumados.

      Sobre começar a treinar, só te falo uma coisa: faça. Não vai se arrepender. Foi a modalidade que eu mais gostei de treinar na vida.

      Sobre aprender e se informar, além das notícias que passaremos a publicar aqui, você pode pegar ali em cima o menu Outros Esportes > Boxe. Acho que você vai gostar.

      E sobre seu off-topic, eu acho que o McGregor não voltará ao MMA. E se voltar, será pra mais uma luta apenas.

  • Gabriel Fareli

    Que texto ! Tanto pra quem acompanhou a carreira dele como pra pessoas como eu que nao acompanham boxe com frequencia. Bom demais saber que existem homens como os Klitschko !

    Bela historia de vida e de carreira…

  • Carlos Felix

    Que texto maravilhoso. Explorou muito bem os aspectos profissionais e pessoais de Klitschko. Para mim uma das grandes personalidades dessa década. É um dos raros casos de esportista que transcende o esporte e virá um ídolo fora dele.

    • Tinha que explorar assim. Como você bem observou, é um cara que passou das fronteiras do esporte. E fez muito dentro dele.

  • Bruno Siqueira

    Rapaz, nunca tinha tido curiosidade de ver a história do Wlad. E agora que descobri, sinto que vacilei em não ter acompanhado a carreira dele. Que baita sujeito.
    Cada um torce por quem e da forma que achar melhor, sem problemas. Mas não consigo ver um homem que uma história e postura dessas e não torcer efusivamente por ele.

    E parabéns por mais esse texto incrível Alexandre. Não acompanho o boxe com muita frequência, mas nunca deixo de passar aqui quando tem alguma coisa da nobre arte publicada por ti.

    • Tô contigo, Bruno. Então te recomendo correr atrás do documentário dos irmãos.

      http://www.imdb.com/title/tt1885281/

      E fico muito feliz por você se interessar pelo boxe através das nossas matérias aqui.

      • Bruno Siqueira

        Já favoritei!! Valeu a dica.

        Foda que tenho preguiça de logar do Disqus e comentar, mas acompanho TODOS os especiais e lembranças de datas históricas que tu e o Pedro postam. Boxe ou qualquer coisa. Se sair um especial com o melhor do funk carioca ’90 capaz deu ler também.

        Aí aproveitando a deixa, faz tempo que eu fico matutando: há um motivo específico para o querido overhand/mata-cobra não estar no Glossário?

        Abração.

        • Tem uns 10 anos que eu não reviso o glossário. Vou fazer isso.

  • Vinicius Maia

    Chega arrepiar ler um texto tão bem escrito assim. Parabéns Alexandre!! Que texto sensacional. MMABrasil sempre me surpreende com a qualidade. Bela história de vida dos irmãos Klitschko. Que curta a merecida aposentadoria.

    • Obrigado, Vinicius! Esse feedback de vocês nos dá combustível pra seguir em frente.

  • Malk Suruhito

    Textasso!!
    (agora, que angulo daquela fotografia com o Fury, hein? Fez parecer que o Wlad é 3 categorias abaixo)

    • O melhor dessa matéria são as fotos. Disparado. Todas elas.

      • Malk Suruhito

        Humildade sua. A escolha delas inclusive faz parte do bom gosto da produção.

        • Nem seria questão de humildade porque quem escolheu as fotos fui eu mesmo. É que realmente eu achei o melhor dessa matéria. O mundo seria bem pior se não tivéssemos fotógrafos desse naipe.

  • Vicente Fernandes

    Excelente texto,esse ano graças as matérias do site eu tô acompanhando mais a nobre arte,tô vendo as lutas das grandes estrelas dá atualidade e tmb revendo as grandes lutas das grandes estrelas do passado,vou até pegar o gancho dá aposentadoria do Wlad pra rever algumas grandes lutas dele.

    • Boa! Veja essa contra o Joshua, as três derrotas do começo, contra o Kubrat Pulev, as duas contra o Samuel Peter.

  • Jose Bem Maior

    E não é só isso dos irmãos Klitschko…Os dois boxeadores ainda participaram ativamente das manifestações de 2014, contra o ex-presidente da Ucrânia Víktor Yanukóvych, envolvido em uma série de corrupções.., que culminou na sua destituição e fuga do país..
    Infelizmente no Brasil não temos nenhum tipo de esportistas do Nipe dos Klitischkos, somos demasiadamente atrasados.., aceitamos pacificamente a cultura escravocrata que nos é imposta pelo ladrões do erário..