Por Edição MMA Brasil | 12/09/2019 22:03

Dando prosseguimento ao tour pelo mundo, o UFC retorna ao simpático país do Canadá para realizar mais um evento em seu território. Agora, chegou a vez de Vancouver, uma das cidades mais etnicamente diversas do globo terrestre, receber um evento da maior organização de MMA do mundo após três longos anos de espera. Mas o UFC Vancouver compensa o longo hiato. Na luta principal, um combate espetacular promete levar o público ao delírio, com o experiente Donald Cerrone tentando provar seu real valor contra o nocauteador nato Justin Gaethje, que pode ficar numa posição bem próxima do topo em caso de vitória.

Já na luta coprincipal da noite, o velho leão de guerra Glover Teixeira tenta prolongar a vida útil de sua carreira contra um perigoso e complicado adversário em Nikita Krylov, que tenta, enfim, recompensar toda a expectativa em cima de seu talento e obter resultados convincentes dentro do cage da organização. Se o brasileiro veterano soma três triunfos em suas últimas quatro lutas, o russo de soma uma vitória e uma derrota depois que retornou ao UFC.

Outras lutas do card principal, o brasileiro Antônio Cara de Sapato tenta se recuperar de sua última luta e voltar ao caminho dos triunfos contra Uriah Hall, em duelo válido pela categoria dos médios. Além disso, Misha Cirkunov tenta provar que ainda tem gasolina no tanque ao enfrentar o promissor Jim Crute, pela categoria dos meios-pesados.

O UFC Vancouver terá transmissão ao vivo e na íntegra pelo Canal Combate na noite de sábado. A primeira luta preliminar está marcada para 18:00h, enquanto a porção principal deve ir ao ar às 21:00h, sempre pelo horário oficial de Brasília.

Peso Leve: #4 Donald Cerrone (EUA) vs. #5 Justin Gaethje (EUA)

Por Bruno Costa

Recordista em número de vitórias no UFC, Donald Cerrone (36-12 no MMA, 24-9 no UFC) continua entregando combates em alto nível como um veterano do esporte. A luta de sábado será a quarta do “Cowboy” em seu retorno ao peso leve após uma incursão de altos e baixos na categoria acima.

Como peso meio-médio, Cerrone não tinha mais tanta diferença de velocidade contra adversários mais atléticos, mas a notável diferença de força física em alguns de seus combates parece ter feito com que tenha diversificado bastante o arsenal, melhorando consideravelmente o wrestling ofensivo para trabalhar o ótimo grappling com muita capacidade de finalização e o boxe para trabalhar mais combinações, uma vez que o jab se demonstrava de excelência há mais tempo.

Na volta ao peso leve, demonstrou continuidade na diversidade de planos de ação, trabalhando bem os golpes retos, investindo na linha de cintura dos oponentes, demonstrando os ótimos chutes que o caracterizaram durante a carreira e, ainda, aumentando a capacidade em retaliar um atlético e potente Alexander Hernandez que tentava pressioná-lo a todo custo. Especificamente neste combate, Cerrone deu amostras importantes de frieza e inteligência para lidar com alguém que não parava de investir em sua direção. Apostou em tentativas de quedas pegando o oponente desprotegido e com golpes de encontro que o levaram à vitória sobre um oponente de bom nível físico e técnico, mas menos polido e experiente do que o nível de elite da categoria.

Pelo tipo de luta que o sujeito oferece, é fácil esquecer que Justin Gaethje (20-2 no MMA, 3-2 no UFC) tem apenas 5 combates na maior organização de MMA do mundo. O primeiro compromisso foi épico, e os seguintes, em que saiu derrotado, não menos que isso. “The Highlight” é um apelido plenamente cabível ao homem que entrega violência sempre que pisa no cage. Já fazia isso desde os tempos em que dominou o extinto WSOF, mas mesmo com o abrupto salto no nível de competição, continua maravilhando quem acompanha o esporte.

Gaethje é um wrestler de origem, All-American pela University of Northern Colorado, que só utiliza a ferramenta defensivamente há alguns anos, e com bastante competência. A mão de concreto, o queixo de titânio e a disposição de maníaco montam um lutador disposto a atrair os adversários para a pancadaria seja qual for seu estilo. Socos, chutes, joelhadas e cotoveladas em altíssimo volume de qualquer ângulo possível, pressão do oponente contra a grade e ótimo trabalhado no clinch e na sua saída caracterizam o que já vimos na carreira de “The Highlight”.

Após sair derrotado contra Eddie Alvarez e Dustin Poirier, que souberam lidar com a tempestade e fizeram o demônio de touro com contragolpes muito precisos, Gaethje pareceu executar a ainda incessante pressão levemente mais controlada e com golpes mais selecionados quando enfrentou James Vick e Edson Barboza, embora a curta duração das lutas não permita que cheguemos à conclusão de que essa seja uma nova tendência em sua carreira.

Donald Cerrone vs Justin Gaethje odds - BestFightOdds

O casamento de lutas não é favorável ao Cowboy. Lidar contra bons lutadores capazes de exercer pressão num forte ritmo é uma dificuldade recorrente em sua carreira, embora tenha melhorado consideravelmente o wrestling ofensivo para contra-atacar adversários que se exponham em excesso ao tentar persegui-lo e esteja utilizando cada vez mais joelhadas de encontro contra wrestlers que não utilizam fintas para colocá-lo de costas para o solo.

O problema é que enfrentará em Gaethje o mais intenso lutador de pressão da categoria, que terá capacidade em absorver danos e continuar em busca de arrancar a cabeça do adversário. Não que Cerrone seja incapaz de encontrar um nocaute trabalhando jabs e chutes altos nos minutos iniciais do combate – em que pese em algum momento da carreira tenha se caracterizado por inícios lentos, têm conseguido melhorar no quesito -, mas a aposta é que Gaethje consiga desgastar o rival encurralando-o contra a grade e saia vencedor do combate com nocaute a partir da parte final do segundo round.

Peso Meio-Pesado: #9 Glover Teixeira (BRA) vs. #13 Nikita Krylov (UKR)

Por Pedro Carneiro

Nem parece que Glover Teixeira (27-7 no MMA, 10-5 no UFC) já está no seu sétimo ano no UFC, desde a estreia no UFC 146 em 2012, quando finalizou Kyle Kingsbury. Desde então o mineiro construiu uma carreira sólida no maior evento do mundo, chegando até a ser um desafiante de título.

Contudo, sete anos depois o cenário é diferente. No seu último compromisso, Teixeira deu claros sinais de que os 34 combates e 17 anos de carreira estão cobrando o seu preço. Ao enfrentar Karl Roberson, que entrou na luta de última hora, o brasileiro quase sucumbiu a uma sequência de cotoveladas que se iniciaram após uma tentativa frustrada de queda, que culminou em uma posição de montada do adversário. Glover sobreviveu ao tiroteio e conseguiu uma finalização, mas fica a advertência. Antes disso, o retrospecto recente já era de alternância entre vitórias e derrotas. É importante salientar que derrotas para Alexander Gustafsson e Anthony Johnson não são um demérito para ninguém, mas também acabaram por situá-lo em um porteiro de elite da categoria.

Glover é um lutador completo, sendo um dos poucos lutadores brasileiros que tem um nível razoável de wrestling, e pode escolher onde a luta vai transcorrer quando pega atletas sem experiência na arte de derrubar pessoas. A luta em pé é de bom nível técnico, composta principalmente por um boxe alinhado e com bastante potência. As combinações são bem-feitas e até velozes para um sujeito desse tamanho, assim como o senso de distância e de timing para usar os golpes mais explosivos. Há uma dificuldade no uso dos chutes, que não pouco frequentes, embora dotados de muita força quando utilizados, o que torna o brasileiro em alguns momentos previsível. Seu jiu-jítsu também é bom, podendo surpreender os oponentes tanto quando está em cima com triângulos de mão ajustados, quanto quando está embaixo usando a guilhotina que é potencializada com a força equina do brasileiro. Todavia, apesar do excelente lastro de treinamentos em diferentes estilos, o que mais complica a vida é que todas essas valências são aplicadas com lentidão. Este problema foi o impeditivo para Glover não ter chegado mais longe na carreira e a passagem do tempo tende somente a piorar a situação.

Nikita Krylov (25-6 no MMA, 7-4 no UFC) surpreendeu a todos quando finalizou Ovince St.Preux no UFC 236 e reencontrou o caminho das vitórias desde o seu retorno ao maior evento do mundo. Antes disso, foi finalizado na selvageria por Jan Blachowicz na primeira luta dessa segunda passagem no UFC. O chamado para voltar foi garantido em virtude dos 4 nocautes e conquista do cinturão do Fight Nights Global, quando nocauteou Fábio Maldonado.

O estilo do ucraniano é agressivo, com origens no caratê, utilizando socos com grande poder de nocaute, chutes na longa distância e golpes em linha. Krylov gosta de trocar golpes sem muita preocupação com o que pode acontecer, confiando no peso da mão e na agressividade. O jiu-jitsu ofensivo é oportunista, porém deixa a desejar na parte defensiva. Na realidade os problemas defensivos no jogo de Nikita se aplicam a praticamente todas as valências do MMA e é um dos entraves para que possa dar um salto de qualidade, haja vista que em mais de 30 combates, o ucraniano nunca passou por uma decisão dos juízes.

Glover Teixeira vs Nikita Krylov odds - BestFightOdds
 

Anos atrás, com o queixo de titânio que lhe era característico, a aposta em Glover Teixeira seria muito segura. O problema é que os anos passaram, e o brasileiro não tem mais o encaixe de outrora. A agressividade de Krylov na luta em pé pode levar a um golpe potente e mais uma vitória por nocaute. Caso o brasileiro cometa os mesmos erros que ocorreram na última luta, um nocaute técnico ou finalização do ucraniano também podem dar as caras. Todavia, tecnicamente, Glover é um lutador melhor. O brasileiro precisa não se empolgar, e sim evitar o tiroteio para se aproveitar da defesa de quedas ruim de Nikita, derrubar e buscar uma finalização. Não há garantia que o brasileiro irá por esse caminho mais inteligente e com menos resistência, mas a aposta aqui é de que o brasileiro conseguirá uma submissão. Se resolver trocar sopapos, pode até vencer porque tem grande poder nos golpes, mas aí a tendência é a de que saia no prejuízo.

Peso Médio: #12 Uriah Hall (JAM) vs. #13 Antônio Cara de Sapato (BRA)

Por Rodrigo Rojas

Após uma senda de destruição no TUF 17, Uriah Hall (14-9 no MMA, 7-7 no UFC) chegou ao UFC com um caminhão de hype. As expectativas foram freadas por um par de derrotas para Kelvin Gastelum e John Howard. Desde então, o que vimos de Hall foi um show de inconsistência: o jamaicano ora vence Gegard Mousasi e Thiago Marreta, ora perde para Rafael Sapo e Derek Brunson. Nas últimas lutas, interrompeu uma sequência de três derrotas com uma virada contra Krzysztof Jotko em luta em que estava sendo dominado, nova derrota para Paulo Borrachinha e, na aparição mais recente, vitória no terceiro round contra o fraco Bevon Lewis.

Com origem no caratê, Hall tornou-se dependente dos golpes plásticos para definir a luta. Quando não acha o pancadão derradeiro, acaba sendo dominado por oponentes com alguma capacidade de diminuir a distância e impôr pressão. Contra Borrachinha, chegou a mostrar ter capacidade técnica para vencer a luta em pé, mas não conseguiu manter o plano de jogo por muito tempo. Enquanto mantém a distância ideal, Hall pode ser mortal, principalmente por sua capacidade de explodir em golpes singulares com muita potência. Uma vez que tem seu raio de ação invadido, porém, Uriah acaba se perdendo, o que acaba ocorrendo em boa parte de suas lutas. A defesa de quedas é mais baseada na movimentação do que qualquer coisa, sendo vazada com facilidade uma vez que seu oponente encurta a distância, e o jogo de chão não é dos melhores, apesar de já ter demonstrado um bom trabalho de ground and pound em algumas lutas. O atleticismo é acima da média e o condicionamento não costuma o deixar na mão.

Um dos bons nomes brasileiros na categoria dos médios, Antônio Carlos Júnior (10-2 no MMA; 7-2 no UFC), o “Cara de Sapato”, chegou ao UFC após vencer o TUF Brasil, superando Vitor Miranda na decisão, ainda entre os pesos pesados. Na segunda luta, baixou de categoria e foi controlado pelo wrestling de Patrick Cummins. Então, percebeu a necessidade de nova mudança e desceu mais uma categoria, passando a atuar como peso médio. Na divisão até 84kg, conquistou uma boa sequência de cinco vitórias, interrompida por Ian Heinisch, na última luta.

Após a descida para os pesos médios, o brasileiro evoluiu muito seu jogo com os treinos na American Top Team. Então, enfileirou cinco oponentes, quatro deles com seu mata-leão. Na última luta, não conseguiu superar o grappling defensivo e condicionamento de Heinisch, sendo derrotado por decisão unânime.

Campeão mundial de jiu jítsu em sua categoria e no absoluto, com vitórias sobre lendas como Romulo Barral, Leandro Lo e Bernardo Faria, a arte suave do paraibano figura entre as melhores dentro do UFC. Apesar disso, ele já mostrou que pode ser controlado por wrestlers fortes, e as quedas funcionam mais no ímpeto do que na técnica, além de ainda não terem sido testadas contra a elite da categoria. A trocação melhorou exponencialmente com os treinos com o amigo Júnior Cigano, e hoje conta com um boxe ofensivo decente, baseado na gigantesca envergadura para a categoria, junto a uma movimentação bastante digna, com habilidade para entrar, bater e sair, mas sempre com o objetivo de encurtar e levar a luta para sua área de conforto. A capacidade de dosar as ações para conservar a energia tem evoluído, mas o condicionamento ainda não é dos melhores, assim como o jogo defensivo, já que Sapato é bastante tocado em pé, além de ser derrubado e brevemente controlado por lutadores medianos como Eric Spicely e Marvin Vettori.

Antonio Carlos Junior vs Uriah Hall odds - BestFightOdds
 
O casamento de sábado apresenta um clássico confronto de estilos entre um striker e um grappler. Para evitar o clichê de que “quem impuser seu estilo vencerá”, cravaremos aqui que a vantagem está com o brasileiro. Maior, mais jovem e mais forte, Cara de Sapato tem as armas para evitar os contragolpes de Hall em pé, colar o jamaicano contra a grade e levar a luta para sua zona de conforto. Ali, o gap técnico é abismal em favor de Antônio Carlos. Assim, a aposta é em uma vitória do brasileiro por decisão ou, mais provavelmente, uma finalização tardia.

Peso Meio-Pesado: #15 Misha Cirkunov (LAT) vs. Jim Crute (AUS)

Por Gustavo Lima

Misha Cirkunov (14-5 MMA, 5-3 UFC) chegou a desfrutar do status de futuro da divisão dos meios-pesados há pouco menos de quatro anos, mas atualmente vive fase um tanto quanto irregular. Fato é que desde a grande vitória contra Nikita Krylov (dezembro de 2016), o lutador que boa fatia da comunidade do MMA esperava que Cirkunov se tornaria, acabou não aparecendo.

Com 32 anos, o letão radicado no Canadá ainda possui grandes chances de se estabelecer no topo da divisão, mas o hype já não é o mesmo de outrora. Faixa preta de judô e com história na luta agarrada e que facilmente se confunde com sua própria história de vida, foi o grappling que proporcionou a Misha os maiores momentos de sua carreira. São oito vitórias por finalização, quatro delas dentro do octógono mais famoso do mundo.

Mesmo não sendo completamente desprovido de recursos na trocação e contando com alguns nocautes contra adversários modestos no início de sua carreira, o combate em pé é claramente o elo fraco do jogo de Cirkunov, fato endossado pelos três nocautes sofridos em suas últimas quatro lutas (Johnny Walker, Glover Teixeira e Volkan Oezdemir).

No corner oposto, Jim Crute (10-0 MMA, 2-0 UFC) tem o maior desafio de sua carreira até aqui e tem em mãos grande chance para se consolidar como nome de ponta e adentrar o ranking da divisão. O australiano de somente 23 anos tem cartel irrepreensível até aqui e a grande vantagem de já ter sido forjado dentro do MMA.

Ex-campeão meio-pesado do evento australiano Hex Fight Series, o “Bruto” chegou ao UFC após nocautear Chris Birchler na segunda temporada do Dana White’s Tuesday Night Contender Series. Desde que entrou em evidência, tem mostrado o quanto sua versatilidade pode fazer a diferença e ratificando o quão promissor é o seu futuro dentro do esporte.

Todavia, alguns aspectos do jogo de Crute carecem de ajustes pontuais. Com a devida cautela para não ser “injusto” com um atleta tão jovem e de pouca rodagem dentro dos cages, o australiano ainda mostra algumas brechas defensivas grandes especialmente na luta em pé, cometendo muitos erros e demonstrando um excesso de confiança que podem colocá-lo numa fria contra adversários de maior nível técnico. Enquanto os jabs e chutes baixos mostram grande consistência, algumas sequências, chutes altos e cruzados que Jim joga ao vento em diversas ocasiões poderão ser problemáticos (Chris Birchler o carimbou um punhado de vezes na luta do DWTNCS, por exemplo).

No combate deste sábado, a área determinante de jogo tende a ser a luta agarrada. Se Cirkunov não quiser voltar a coluna das derrotas, deve executar com precisão sua mistura de judô, luta olímpica e BJJ, sabendo explorar a vantagem que possui sobre o australiano nesta área, aliando suas habilidades a força físicas e estatura. Faixa-marrom e com uma vitória significativa por finalização contra Paul Craig, Jim Crute não é nenhum bobo lutando no chão, mas comete alguns erros que dificilmente são perdoados por atletas mais oportunistas.

Na ocasião em que fez o escocês batucar com uma kimura, Jim fora derrubado três vezes e teve a guarda passada com facilidade em certos momentos. É justamente a capacidade de capitalizar em situações desse tipo que se espera de um grappler experiente e nativo da área como Cirkunov – que traz de suas atuações anteriores credenciais de precisão e oportunismo.

Jim Crute vs Misha Cirkunov odds - BestFightOdds
 

Partindo do ponto de vista lógica de que o canadense pautará seu jogo em suas potencialidades e não dará bobeira em pé, Crute tem a árdua missão de evitar quedas e ofensas no solo, por mais que Cirkunov não seja nenhum mestre do controle posicional. Em pé, sua vantagem é teoricamente maior, mas Misha também não é nenhum Sam Alvey. A envergadura monstruosa do décimo-quinto colocado do ranking também pode ser mais uma pedra no caminho do jovem prospecto australiano. O resultado mais provável é Cirkunov saindo com o braço levantado por finalização ou decisão em um duelo que pode ser tornar um bocado modorrento caso se estenda demais.