Por Edição MMA Brasil | 14/12/2018 14:52

A última edição da série UFC on Fox, de número 31, acontecerá no sábado na Wisconsin Entertainment and Sports Center, em Milwaukee, Wisconsin.

Kevin Lee e Al Iaquinta protagonizam na luta principal do UFC On FOX 31 uma inesperada revanche, de um combate acontecido quase cinco anos atrás em busca de posição de destaque no top 10 da categoria mais disputada do MMA. Na mesma divisão, Edson Barboza busca encerrar a série de duas derrotas seguidas e será o responsável por testar se a evolução de Daniel Hooker é o suficiente para levá-lo à parte mais alta da divisão dos leves.

Sergio Pettis sobe aos galos diante da incerteza sobre o futuro do peso mosca na organização, e terá em Rob Font um duríssimo desafio buscando acesso ao ranking da divisão já em sua primeira luta de retorno à categoria. Abrindo o card principal, em mais uma revanche que ninguém pediu, o recordista de finalizações no UFC Charles Oliveira busca sua terceira vitória consecutiva contra o veterano Jim Miller.

O UFC on Fox 31 será transmitido ao vivo e na íntegra pelo canal Combate. O card preliminar inicia às 18:30h e a abertura do card principal está marcada para 23h, pelo horário oficial de Brasília.

Peso Leve: #6 Kevin Lee (EUA) vs. #8 Al Iaquinta (EUA)

Por Thiago Kühl

Kevin Lee (17-3 no MMA, 10-3 no UFC) já enfrentou seu adversário deste sábado mas, aquela sua versão de 2014, que estreava no maior evento do mundo, já não existe mais. Além da derrota para Iaquinta há quase 5 anos, Lee sofreu apenas mais outros dois revezes no octógono. Um bem surpreendente contra Leo Santos e um bem previsível, contra Tony Ferguson na disputa pelo cinturão interino. A parte disto, Kevin venceu ótima concorrência, o que justifica a atual quarta posição no ranking do peso. Dentre as vítimas do Motown Phenom estão, por exemplo, os ótimos Edson Barboza e Michael Chiesa.

Lee está evoluindo a passos largos. Mesmo com a derrota na disputa de cinturão interino, cada vez vemos menos buracos no jogo do filho de Detroit. O ótimo wrestling que possui desde o início de sua caminhada está atingindo cada vez mais um nível insano. Contra Edson – a parte do susto levado no terceiro round – ele teve atuação inapelável. Seu volume e técnica na trocação tem evoluído, mas ainda não é suficiente para definir suas lutas em pé, ao menos conta a elite, como se viu no segundo round da luta com Ferguson. No chão, Kevin tem habilidade para fazer transições e pegar as costas dos adversários, mas não é tão eficiente defensivamente, o que não deve ser um problema neste final de semana.

Al Iaquinta (12-4-1 no MMA, 7-3 no UFC) fará, neste sábado, duas lutas em um mesmo ano pela primeira vez desde 2015, isto porque as lesões tem atormentado a vida do pupilo de Matt Serra. Apesar da recente inatividade, Al tem boas sequências no evento. Depois de perder a final do TUF 15 para Michael Chiesa, ele venceu três lutas – uma delas contra o próprio Lee – e sofreu uma derrota absurda para Mitch Clark. Em seguida, quando vinha de uma série de cinco vitórias, se viu na situação de assumir a luta principal do UFC 223 de última hora, disputando o cinturão vago do peso leve com o atual campeão Khabib Nurmagomedov. Para surpresa de ninguém, Raging Al foi amplamente dominado em uma luta completamente unidimensional e desproporcional, com direito a 50-43 na marcação dos juízes laterais.

Mesmo sofrendo uma derrota inapelável, Iaquinta é um lutador de muito valor. Contra Khabib havia pouco a se fazer mas, a manutenção do nova-iorquino dentro dos rankings do peso mais competitivo do UFC mesmo tendo passado por diversos hiatos sem lutar, deixa claro que ainda se aposta muito em Al. Na parte técnica, ele possui um arsenal ofensivo vasto, sendo dono de um kickboxing bem alinhado e preciso, conseguindo fazer as transições de nível de forma perfeita ao encontrar o tempo de queda com precisão. Suas quedas em si são explosivas e rápidas, e o Raging mostra também um bom controle posicional quando leva os lutadores ao solo. Na parte defensiva, seu maior buraco ainda é o jiu-jítsu, tendo sofrido derrotas para Chiesa e Clark justamente por finalização. Em relação à defesa de quedas, não se pode levar somente em conta sua última luta contra o dínamo russo. Al tem condições de manter o jogo em pé se necessário, exceto contra gênios.

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A diferença do nível de ambos em relação a primeira luta é notável, principalmente por parte de Lee, que deixou completamente para trás o wrestler unidimensional. Na trocação, a vantagem ainda é de Al, que tem um kickboxing mais alinhado há mais tempo, porém a diferença entre os dois não é tão grande como no passado. Por outro lado, no grappling a vantagem é de Kevin, por ter um jogo de transições no chão mais versátil, atacando o grande buraco no jogo defensivo de Iaquinta.

Considerando este cenário, imagino que teremos uma luta se desenrolando principalmente na troca de golpes, já que ambos lutadores tem nível de wrestling para evitar o solo. Neste cenário vejo uma leve vantagem para Iaquinta. Entretanto acredito que eventualmente Lee conseguirá levar o combate ao solo, vencendo o nova-iorquino por finalização

Peso Leve: #5 Edson Barboza (BRA) vs. #14 Dan Hooker (NZL)

Por Bruno Costa

Edson Barboza (19-6 no MMA, 13-6 no UFC) tenta se recuperar da primeira sequência de derrotas sofrida na carreira – aqui, registre-se que contra adversários do nível mais alto possível e de estilo reconhecidamente problemático ao brasileiro. Ainda muito cru no momento em que chegou ao UFC, Edson evoluiu e surpreendeu a muitos ao avançar e permanecer no top 10 da organização já há bom tempo.

Dono dos chutes mais rápidos no MMA, o brasileiro utiliza com muita competência dessa arma, tendo conquistado nocautes com maravilhosas bicas nas pernas, corpo e cabeça de infelizes oponentes. O jogo que utiliza é ainda muito parecido com o que fazia tempos atrás, mas com evolução notória na parte técnica dos movimentos. O tempo que passou com Mark Henry foi muito útil para tralhar o boxe, sendo que Barboza atualmente é mais confiante para invadir o raio de ação dos adversários, bater e sair para rodar e voltar à sua predileta longa distância dos rivais.

Embora tenha melhorado a defesa de quedas, ainda é vazado quando encurralado contra as grades. A dificuldade em lidar com a pressão constante dos adversários capazes de executar esse plano de jogo continua sendo o principal defeito de Edson, muito embora esteja demonstrando muito mais resistência e capacidade de absorção de golpes. Um fator de novidade é a mudança de academia em que feito o camp de treinamento: Barboza migrou para a ATT e, embora tenha lá a figura reconhecida de um técnico de muay thai dos tempos de criança em Anderson França, a observar se apresentará novidades e adaptações no octógono.

Dan Hooker (17-7 no MMA, 7-3 no UFC) deixou de ser um peso pena gigantesco, mas irregular e lento, para se libertar em busca de evolução na demoníaca categoria dos leves. Antes quase que unicamente um contragolpeador previsível, de pouca movimentação e por isso facilmente encurralado, o neozelandês mudou completamente o rumo da carreira quando chegou à faixa de peso que melhor lhe cabe. As quatro vitórias consecutivas garantiram a ascensão ao ranking e a oportunidade de enfrentar um oponente reconhecidamente de alto nível.

Hooker evoluiu em passos largos e passou de um trocador que dependia muito de contragolpes e finalizações oportunistas para um lutador com maiores recursos e plano de jogo com variações. Nos últimos dois anos, já demonstrou ser capaz de trabalhar com muita competência quando atraindo adversários a tentar invadir seu raio de ação, sabendo capitalizar nessas situações, demonstrando repertório de diretos, ganchos e joelhadas mortais. Nesse quesito, muito diferente de quando no peso pena sofria pela dificuldade na movimentação lateral e diferença de velocidade contra oponentes de características que permitiam explorar essas falhas e um wrestling defensivo de baixo nível.

Têm demonstrado, ainda, uma faceta que não tinha tido capacidade de exercer quando atingiu o alto nível, de exercer pressão sobre seus rivais. O trabalho de clinch já aparecia como plano de jogo no início de sua campanha no UFC, a defesa de quedas parece melhor, tendo inclusive conseguido quedar oponentes que tentaram deixa-lo colado contra a grade.

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O duelo de sábado promete nada menos do que um divertido combate pelas características e habilidades de dois top 15 da categoria mais disputada do MMA. Enquanto Hooker demonstrou ultimamente capacidade de buscar o jogo de pressão, reconhecido antídoto para o estilo de Edson, precisará lidar com nível de oponente e capacidade atlética que representam alto salto de qualidade em relação aos desafios que teve no peso leve.

A receita para Edson vencer o combate é fazer uma luta controlada e de inteligência, explorando à exaustão os chutes baixos para pontuar ao longo dos rounds e combinações curtas e muito cuidadosas visando diminuir o risco de ser pego num gancho ou direto do adversário de ótimo timing. Para Hooker, exercer constante pressão sobre Edson, tentando eventuais momentos de luta no clinch e até algumas quedas pontuais que garantam rounds. Em um provável duelo muito parelho, a aposta é que Edson, acostumado a adversários de bom nível, consiga atuar em maneira próxima ao duelo que teve contra Anthony Pettis, controle as ações pela maior parte dos 15 minutos e saia vencedor numa decisão.

Peso Galo: #11 Rob Font (EUA) vs. Sergio Pettis (EUA)

Por Thiago Kühl

Rob Font (15-4 no MMA, 5-3 no UFC) é mais um dos ótimos valores da profunda categoria dos galos no UFC. Um ótimo boxeador para o MMA, utiliza com competência sua envergadura, tem boa velocidade nas mãos e é capaz de protagonizar interrupções em seus combates como poucos integrantes da mesma faixa de peso.

O wrestling ofensivo é uma arma importante a ser utilizada caso Font necessite de um desafogo – embora essa ideia não devesse ter sido utilizada em seu confronto contra um especialista em colecionar pescoços alheios como Pedro Munhoz. Defensivamente, ele se sente muito incomodado quando pressionado por rivais com mãos potentes, fugindo à boa movimentação característica. A defesa de quedas baseada na movimentação é boa para a média de seus adversários, e Rob já demonstrou oportunismo finalizando oponentes de menor nível técnico com guilhotinas bem encaixadas.

Em seu último embate, chegou a iniciar bem contra Raphael Assunção, mas acabou sendo derrotado por um rival integrante do top 3 da divisão, mais experiente e qualificado. Contudo, teve a experiência de dividir o octógono com muita dignidade contra oposição do mais alto nível.

Sergio Pettis (17-4 no MMA, 8-4 no UFC) chegou ainda muito jovem ao UFC como promessa de fenômeno. Campeão no circuito regional nas categorias dos moscas e galos, iniciou sua trajetória na organização lutando na categoria mais pesada das duas. Derrotas inesperadas contra Alex Caceres e Ryan Benoit – esta com direito à humilhação gloriosa de chute no ## após o fim do embate – chegaram a colocar em cheque o status promissor do Pettis mais novo.

Porém, Sergio começou a evoluir com boa velocidade. A troca de golpes, antes muito baseada em tentativas cinematográficas de golpes plásticos em busca do nocaute, passou a ser muito mais bem trabalhada com boxe preciso, em volume crescente a cada luta e boa utilização de chutes baixos para pontuar e minar movimentação dos rivais.

Sergio só foi parado novamente quando enfrentou adversários mais experientes, de alto nível, com planos de jogo que expuseram seu mais notório problema: a vazada defesa de quedas. Tudo bem que um dos adversários é o atual campeão da incerta categoria dos moscas e wrestler campeão olímpico Henry Cejudo. O maior problema foi mesmo quando enfrentou Jussier Formiga dois meses atrás e continuou exibindo muita dificuldade em conter as investidas mesmo contra um lutador de pouca explosão. Imediatamente após essa atuação, Sergio informou que voltaria à categoria dos galos, focando os treinamentos mais em suas técnicas do que no corte de peso (ou com alguma informação privilegiada sobre o futuro do peso mosca na organização) e terá a chance de recuperar de uma recente derrota em seu estado natal.

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Pettis provavelmente será o striker mais habilidoso entre os dois, mas o confronto de estilos favorece Font. Pettis não é lutador acostumado a sufocar seus rivais pressionando a cometer erros, como indicaria a estratégia mais adequada para sair vitorioso no embate. O cenário provável é de vermos Font mais veloz que o seu rival, conseguindo controlar a distância e ditando o ritmo da luta além de, se necessário for, emendando quedas eventuais em fins de rounds para garantir vantagens na pontuação, garantindo uma boa vantagem na decisão dos juízes.

Peso Leve: Jim Miller (EUA) vs. Charles do Bronx (BRA)

Por Diego Tintin

Jim Miller (29-12 no MMA, 18-11 no UFC) era um dos mais temidos pesos leves no início desta década, quando chegou perto de disputar o cinturão por duas vezes. Derrotas para Nate Diaz e Ben Henderson dissiparam as esperanças e marcaram o início de uma visível queda de rendimento. Momentos difíceis, com quatro derrotas em cinco lutas, até que a redenção chegou contra antigos colegas de geração. Ele venceu Takanori Gomi, Joe Lauzon, Thiago Pitbull e ensaiou uma recuperação que se mostrou tão difícil quanto o esperado. Perdeu para Dustin Poirier, Anthony Pettis, Francisco Massaranduba e Dan Hooker em sequência e só se recuperou quando enfrentou o limitado Alex White, voltando a finalizar, o que não acontecia desde 2014.

Nos bons tempos, Miller era um wrestler razoável, faixa-preta de jiu-jítsu de Jamie Cruz, com respeitável qualidade nas transições e tentativas de finalização. Com o tempo, o queixo vem deixando de ser confiável, o que é natural depois de tantas lutas de alto nível nas costas. Ainda é capaz de incomodar com um boxe de golpes retos bem escolhidos e combinações de jabs com cruzados e ganchos capazes de fazer estrago em uma luta mais longa. Contudo, defensivamente está vulnerável demais para fazer frente a uma concorrência mais sólida.

Charles Oliveira (24-8 no MMA, 12-8 no UFC) se notabiliza na organização por sua habilidade e instabilidade. A habilidade lhe rendeu o recorde de vitórias por submissão na história do UFC, com onze adversários se rendendo à perícia do paulista do Guarujá em catar braços, pernas e pescoços. A instabilidade se manifesta na dificuldade em emendar uma sequência razoável de vitórias e também na briga com a balança. Du Bronx já perdeu por quatro vezes esta batalha do peso, o que irritou a organização a ponto de ser obrigado a deixar a divisão dos penas para engrossar a fileira dos leves. Essa irregularidade ofusca algumas grandes exibições de Charles, como contra Will Brooks, Myles Jury, Nik Lentz e Jeremy Stephens.

Pupilo de Ericson Cardoso, Jorge Patino “Macaco” e Diego Lima, Oliveira é um dos sujeitos mais letais na luta agarrada que já pisaram no octógono. Técnico e criativo, ele já impressionava antes de chegar na faixa-preta de jiu-jítsu e desenvolveu um arsenal de ataque dos mais vistosos em chaves e estrangulamentos de todos os tipos. Na troca de golpes, também apresenta boas armas ofensivas, chutes plásticos e joelhadas na distância e no clinch. Todavia, é defensivamente que o brasileiro tem problemas que impedem uma caminhada a objetivos mais dourados. A baixa resistência a golpes o acompanha desde o início da estrada e até no solo costuma dar brechas demais para alguém tão talentoso no ataque.

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Esta é uma revanche de um animado combate disputado no longínquo dezembro de 2010. Na ocasião, o já experiente Miller brecou o começo animador de Charlinho com uma chave de calcanhar fruto de muita malandragem e técnica apurada. Tanto tempo se passou que esta primeira luta só serve mesmo como curiosidade histórica, sem nenhum valor na análise do que pode acontecer neste sábado. Agora, Du Bronx não é mais o lutador verde que bateu em desistência em Montreal, embora ainda não tenha tratado suas falhas defensivas. Miller, por sua vez, somou ainda mais experiência, mas seu corpo não é mais o de um atleta de elite, dando claros sinais que sua carreira está próxima do fim. Ainda é perigoso no começo dos combates, mas Charles já tem (ou deveria ter) tarimba suficiente para controlar o ímpeto inicial do americano e, assim que a oportunidade se apresentar, devolver a submissão, com oito anos de correção monetária e juros.

Peso Leve: Drakkar Klose (EUA) vs. Bobby Green (EUA)

Por Idonaldo Filho

Em algum momento Bobby Green (24-8-1 no MMA, 5-3-1 no UFC) alcançou uma sequência de oito vitórias seguidas entre Strikeforce e UFC, e foi um membro do ranking do peso leve, algo do que um atleta profissional de MMA deve se orgulhar muito, por ser a categoria mais difícil do esporte. Porém, voltou a perder e emendou logo uma série de três derrotas seguidas – contra oponentes de ótimo nível como Dustin Poirier, Edson Barboza e Rashid Magomedov, é bom lembrar – e alguns problemas pessoais também surgiram, em momento que parecia o fim de sua carreira na organização.

Em janeiro desse ano, Bobby Green enterrou a má fase e voltou a vencer, acabando a sequência de quatro combates sem a vitória, ao vencer o também velho de guerra, mas novo de idade, Erik Koch. Cheio de fazer graça lutando, Green sempre busca um meio de “pilhar” o adversário, mas acaba que em sua sequência de derrotas era ele quem parecia não estar muito ligado no combate, mostrando-se muito apático. Embora não seja um lutador bom defensivamente,  que confia demais na esquiva (que não funciona sempre), tem um boxe de bom nível e bonito de assistir, preferindo a curta distância. Green ataca de diversos ângulos, e sempre está pressionando o adversário. Também possui poder de nocaute, em que pese não venha aparecendo com muita frequência. Ele já mostrou algumas vezes problemas com o grappling, e também não tem mais a velocidade de antes, se tornando um lutador mais de meio da tabela, mas que sempre promete lutas boas.

Um bom talento, que treina sob a tutela de Ben Henderson na MMA Lab, Drakkar Klose (9-1-1 no MMA, 3-1 no UFC) estreou no UFC para enfrentar Devin Powell, que havia sido contratado a dedo por Dana White, no seu programa “Looking for a Fight”. No duelo, Klose mostrou a que veio e não deu nenhum espaço para Powell, obtendo a vitória na decisão. Posteriormente envolvido em lutas contra prospectos, ele derrotou Mark Diakiese, perdeu para David Teymur, e saiu vencedor em um bom confronto contra Lando Vannata. Finalmente depois de enfrentar lutadores de experiência similar, ele vai enfrentar um veterano no UFC.

Klose pode não ser tão matador quanto o seu homônimo alemão, já que todas suas lutas no UFC foram para a decisão, mas se engana quem acha que ele é um lutador chato. Klose é um atleta completo, agressivo e que gosta de se envolver em trocas de golpes francas, principalmente quando pressiona o adversário e consegue colocá-lo de costas contra a grade sem espaço, também mostrando capacidade de trabalhar no clinch com joelhadas no corpo e no dirty boxing.

O wrestling é de bom nível, e o ritmo é alto, conseguindo se manter em três rounds sem esboçar cansaço, além de já ter demonstrado bom queixo quando foi atingido com duros golpes. Drakkar é um lutador que é bom em tudo, mas talvez falte um pouco de técnica e poder de nocaute. Em sua derrota contra Teymur, saiu frustrado contra um adversário que não sofreu com sua pressão e soube lutar andando para trás, e esse parece ser o antídoto para o lutador de 30 anos, mas que tem bom futuro ainda no evento.

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Quem tem mais armas para o combate é Klose, que tem a alternativa de levar a luta para o solo e de dominar no dirty boxing ou joelhadas no clinch. Já Green é mais técnico no boxe, e pode se dar bem na trocação se também prestar atenção em sua defesa de golpes, que só aparenta piorar.

O combate promete muito entretenimento, e os dois lutadores não são de decepcionar o público. Klose deve sair vitorioso na decisão dos juízes, em luta de animada troca de socos e momentos de clinch ofensivo.