UFC On FOX 25: Prévia do Card Preliminar

Com cinco brasileiros em ação, o card preliminar do UFC On FOX 25 mantém a tradição dos eventos na TV aberta americana de entregar duelos empolgantes.

No próximo sábado, o UFC faz a terceira incursão em 2017 na TV aberta americana, para o UFC On FOX 25. Como de costume nesta plataforma, o card reserva tantos combates de alto valor de entretenimento que justifica o retorno de uma prévia apenas para as preliminares.

Cinco brasileiros estão espalhados pela porção inicial do evento. Elizeu Capoeira encara o ex-campeão do Bellator Lyman Good; Rafael Sapo pega o o estreante Eryk Anders; Alex Cowboy mira o ranking contra Ryan LaFlare; Junior Baby estreia contra Timothy Johnson e Godofredo Pepey tenta sua maior vitória diante de Shane Burgos.

Completando o card preliminar, o peso pesado polonês Damian Grabowski encara o americano Chase Sherman; o pena americano Kyle Bochniak bate de frente com o canadense Jeremy Kennedy; o promissor peso galo americano Brian Kelleher encara o equatoriano Marlon “Chito” Vera; e os leves americanos Frankie Perez e Chris Wade abrem os trabalhos em Nova York.

Peso Meio-Médio: Lyman Good (EUA) vs. Elizeu “Capoeira” dos Santos (BRA)

Lyman Good

Fechando as ações na porção preliminar do evento, o novaiorquino Lyman Good volta ao octógono depois de dois anos, encarando o perigoso brasileiro Elizeu “Capoeira” dos Santos.

Com 32 anos de idade, Good (19-3 no MMA, 1-0 no UFC) surgiu no MMA em 2005 e ficou mais conhecido em 2009, quando se tornou o campeão inaugural dos meios-médios do Bellator. Depois de perder o cinturão, partiu para o CFFC e conquistou o título por lá também, antes de assinar com o UFC em 2015 e estrear batendo Andrew Craig. Lesões e um exame antidoping falhado acabaram dificultando seu retorno ao octógono.

Lyman é um atleta que tem o kickboxing como base, utilizando o jab para marcar os adversários e o direto de direita em contragolpes ou para encerrar as combinações. O americano também apresenta uma obediência tática muito boa, não se precipita para atacar e sabe perceber bem o momento que tem para encerrar a luta. O jiu-jítsu é de nível bom, mas nada que encha os olhos do resto da categoria.

Elizeu Capoeira

Ex-campeão do Jungle Fight, Elizeu (16-5 no MMA, 2-1 no UFC) tem a maior luta da sua carreira pela frente e uma boa oportunidade de se aproximar do top 15. Apesar de perder na estreia no octógono para o dinamarquês Nicolas Dalby, o brasileiro se recuperou com triunfos sobre Omari Akhmedov e Keita Nakamura.

Atleta da academia CM System, localizada em Curitiba, Elizeu é praticamente um pacote do que a equipe oferece de bom. Ele tem uma base bem agressiva no muay thai e um jiu-jítsu de nível bom, interessante para se defender e bem útil na hora de finalizar. Na troca de golpes, não apresenta uma defesa muito sólida, mas é bastante perigoso com os golpes que lança, principalmente os chutes altos.

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Se você pretende esnobar o card preliminar do UFC On FOX 25, vai perder um duelo que promete bastante agressividade. A expectativa é que Elizeu tome mais a iniciativa no combate, disparando combinações de socos e alguns chutes altos. Good hoje é um atleta imprevisível, já que os dois anos fora de combate podem atrapalhar o seu desempenho. Em dias normais, creio que apostaria na competência do americano em se defender, mas, dadas as circunstâncias, vejo o brasileiro vencendo no segundo round.

Peso Médio: Rafael “Sapo” Natal (BRA) vs. Eryk Anders (EUA)

Rafael Sapo

A categoria dos médios não é a das mais animadas do UFC, mas um duelo entre porteiro e prospecto deve ser relevante para o futuro do ranking da divisão. Este será o mote quando o brasileiro Rafael “Sapo” Natal encarar o estreante Eryk Anders no octógono.

Alternando bons e maus momentos no UFC, Rafael (21-8-1 no MMA, 9-6-1 no UFC) teve a sua melhor fase na organização entre 2014 e 2016, quando conseguiu quatro vitórias seguidas. Porém, assim que o nível foi elevado, o mineiro perdeu para o hoje campeão interino Robert Whittaker e para o campeão do povo Tim Boetsch.

Rafael teve uma evolução até notável na carreira. Especialista no jiu-jítsu, se mudou para os Estados Unidos e começou a melhorar na trocação e se tornou um lutador digno. Ele sabe muito bem entrar nas quedas e tem um katagatame poderoso. O grande problema de Natal é a sua confiança, já que ele passa a impressão de se achar um lutador melhor do que realmente é, o que acabou custando lutas para Ed Herman e Andrew Craig, por exemplo.

Dias após conquistar o cinturão da LFA, Eryk Anders (8-0 no MMA, 0-0 no UFC) recebeu o chamado para substituir Alessio di Chirico e fazer o duelo contra Natal. Invicto na carreira, ele chegou a lutar no Bellator.

O ponto forte de Eryk é a trocação. Ele é um atleta com um enorme poder de fogo, principalmente com sua mão esquerda. Apesar da força, ele não esbanja uma técnica das mais refinadas na troca de golpes. A parte de chão é até interessante, já que tem um bom tempo para entrar nas quedas e o ground and pound como a sua principal arma ofensiva.

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Rafael é um atleta mais habilidoso que Eryk e reúne as condições de vencer, principalmente se resolver colocar a luta no solo no início dos assaltos. Caso isso aconteça, não creio na probabilidade de Anders se desvencilhar do controle posicional do brasileiro. O grande problema é saber se Natal lutará com inteligência e colocará a estratégia em jogo, já que o poder de fogo do americano é ameaçador para o “Sapo”. Para não muretar, escolho Natal por decisão unânime ou finalização no terceiro round.

Peso Meio-Médio: #13 Ryan LaFlare (EUA) vs. Alex “Cowboy” Oliveira (BRA)

Por Rafael Oreiro

Ryan LaFlare

Apesar de ser o 13º no ranking da divisão, é estranho encontrar o americano Ryan LaFlare (13-1 no MMA, 6-1 no UFC) perdido no meio do card preliminar – ele é um dos lutadores que passa mais por baixo do radar no UFC. Depois de quatro vitórias seguidas desde sua estreia, LaFlare foi alçado a uma luta principal contra Demian Maia, no Rio de Janeiro, quando perdeu sua invencibilidade. Desde então, LaFlare conquistou duas vitórias, só que com um intervalo de mais de dois anos parado entre elas devido a lesões. Ele venceu Mike Pierce, em dezembro de 2015, e só voltou ao octógono em fevereiro deste ano, quando bateu Roan Jucão, ambos na decisão.

A principal qualidade de LaFlare é a luta agarrada, tendo sido um dos únicos nos últimos tempos a ter resistido à grande fase de Demian Maia. Entradas de queda variadas e precisas são seguidas por um ótimo jogo de controle posicional, do qual é muito difícil se escapar. Em pé, o americano faz um bom feijão com arroz, usando bastante os socos em linha e chutes tanto no tronco quanto nas pernas. O aspecto defensivo no qual LaFlare tem mais dificuldades é no chão, situação em que perdeu a luta para Demian e quase passou por apuros em um round com Jucão.

Alex Cowboy

Outra presença ilustre no meio das preliminares é a de Alex Cowboy (17-4-1 no MMA, 6-2-1 no UFC). O brasileiro honra o apelido de Donald Cerrone, tendo ajudado o UFC diversas vezes aceitando lutas em cima da hora, inclusive na sua estreia contra Gilbert Durinho, quando apresentou seu cartão de visitas apesar da derrota. Cowboy voltou a sentir o gosto da derrota no começo de 2016, quando novamente foi chamado de última hora como substituto, mas dessa vez para enfrentar o próprio Cerrone em um evento principal. Desde lá, o entrerriense emendou sua melhor sequência na carreira, vencendo James Moontasri, Will Brooks e Tim Means.

Depois de dois anos, Cowboy chega agora ao confronto que pode decretar sua entrada nos rankings do UFC. Com uma trocação habilidosa e potente, o brasileiro fechou buracos que ainda tinha com os treinos na American Top Team, otimizando o bom jiu-jítsu em seu campo de habilidades. Além disso, Alex vem lutando cada vem mais de um jeito inteligente, sabendo quando e como aproveitar certas situações de luta, como demonstrou em seu confronto contra o ex-campeão do Bellator Will Brooks.

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O confronto entre LaFlare e Cowboy pode ser visto por alguns como um clássico entre grappler e striker, mas não é bem assim. Tanto LaFlare quanto Cowboy têm qualidade para levar perigo em qualquer área da luta na qual atuarem.

Temos uma promessa de equilíbrio na trocação, talvez tendendo um pouco mais para o brasileiro pela maior potência nos golpes. O que deve definir mesmo o combate deve ser a luta agarrada, quando Cowboy poderá ser ousado e levar o americano para o chão. Nesta situação, Alex pode levar vantagem por cima. Porém, a maior possibilidade é que LaFlare use habilidade e força nas quedas para vencer dois rounds, ganhando a luta na decisão dos juízes.

Peso Pesado: Damian Grabowski (POL) vs. Chase Sherman (EUA)

Damian Grabowski

Um fato que praticamente virou lei no UFC é: mesmo quando o card é bom, teremos luta de pesados para estragar. É óbvio que eles não ficariam de fora do UFC On FOX 25, com o duelo entre o polonês Damian Grabowski e o americano Chase Sherman.

Depois de chegar ao UFC com uma marca de 20 vitórias em 22 lutas, Damian (20-4 no MMA, 0-2 no UFC) acabou decepcionando no octógono, tanto que não chegou a durar três minutos somados em suas duas apresentações, quando foi nocauteado por Derrick Lewis e por Anthony Hamilton.

Existem diversas coisas complicadas no MMA, mas difícil mesmo é ver um ponto positivo sobre Damian Grabowski. “O Pitbull Polonês” não tem uma boa base em pé, toma diversos golpes, até mesmo socos telegrafados. Ele tampouco é forte no clinch, tem muita dificuldade em evitar quedas e gosta de jogar por baixo na guarda, o que é arriscado no MMA e muito mais no peso pesado. O jiu-jítsu se mostrou decente quando enfrentou baixo nível de competição, mas nada de impressionante.

Chase Sherman

É complicado aparecer um peso pesado novo no UFC e, quando aparece, você precisa ter mais paciência com ele. Os matchmakers tiveram com Chase Sherman (10-3 no MMA, 1-2 no UFC). Mesmo com duas derrotas nas duas primeiras lutas, ele recebeu mais uma chance na organização e nocauteou Rashad Coulter, no UFC 211, em combate que recebeu o prêmio de melhor daquela noite.

Com 27 anos de idade e um físico bem melhor do que o da maioria da divisão, Sherman usou bem os treinamentos na Jackson-Wink MMA para aperfeiçoar as suas técnicas. Ele é um atleta ágil, que usa bem os jabs e tem um inteligente arsenal de chutes baixos. O problema ainda é a sua defesa de golpes, além do estilo tiroteio que adota quando está em situações de risco, algo que pode servir para o bem e para o mal.

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De todos os combates da noite, este é o mais fácil de prever. Sherman é mais novo, mais rápido, mais talentoso e mais competente do que Grabowski. Se não inventar de se embolar na luta de solo, o “Vanilla Gorilla” tem tudo para nocautear o polonês ainda na primeira parcial.

Peso Pena: Kyle Bochniak (EUA) vs. Jeremy Kennedy (CAN)

No combate que fecha as ações no UFC Fight Pass, um interessante confronto no peso pena entre Kyle “Crash” Bochniak e Jeremy “JBC” Kennedy, que buscam um espaço próximo ao ranking da divisão.

Bochniak (7-1 no MMA, 1-1 no UFC) tenta mostrar porque está no UFC. Ele foi contratado após conseguir um cartel invicto de seis vitórias, mas estreou perdendo para Charles Rosa. Em seguida, enfrentou o peruano Enrique Barzola e venceu um combate de resultado bem controverso. Kyle é um atleta ainda cru. Ele é bom nos chutes baixos, mas ainda tem problemas para encontrar a distância. Seu jogo de quedas é interessante, mas o controle posicional é fraco.

Comendo pelas beiras, Jeremy Kennedy (10-0 no MMA, 2-0 no UFC) não chamou muita atenção no octógono, mas conseguiu vitórias sobre Alessandro Ricci e Rony Jason, que o ajudaram a crescer na categoria. Faixa-roxa de jiu-jítsu sob a tutela de Bibiano Fernandes, Kennedy tem o clinch como o seu trunfo. Ele sempre exerce ótimo domínio sobre os oponentes, principalmente na grade e inclusive quando enfrenta adversários mais fortes. A trocação é decente, mas nada de espetacular, assim como seu jogo de chão.

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Não acredito que os ânimos ficarão exaltados nesta luta. Mais habilidoso, Kennedy deverá controlar as ações na maior parte do tempo, alternando entre quedas e controle posicional na grade para conseguir a sua terceira vitória no UFC, provavelmente por decisão unânime.

Peso Galo: Brian Kelleher (EUA) vs. Marlon Vera (EQU)

Um mês depois da épica vitória sobre Iuri Marajó e as cervejadas que tomou no Rio de Janeiro, Brian “Boom” Kelleher recebeu a oportunidade de lutar próximo do seu público conterrâneo. O adversário será o equatoriano Marlon “Chito” Vera, que surpreendentemente está bem posicionado na categoria.

Brian (17-7 no MMA, 1-0 no UFC) chegou na organização como o campeão dos galos do Ring of Combat e causou uma boa impressão ao finalizar o brasileiro Iuri Marajó, no UFC 212. Mesmo sem ser um dos caras mais técnicos na troca de golpes, Kelleher sempre propõe lutas interessantes em pé. Ele avança sem receio do adversário, mas desperdiça diversos golpes e insiste nos superestimados golpes giratórios. No chão, usa bem as quedas e tem um jiu-jítsu oportunista, com detalhe para a sua guilhotina.

Único lutador equatoriano do UFC, Marlon Vera (9-3-1 no MMA, 3-2 no UFC) teve um desempenho até interessante no The Ultimate Fighter: América Latina. Depois que foi contratado, surpreendeu e vem de três vitórias nas últimas quatro apresentações, incluindo um nocaute brutal que aposentou Brad Pickett, em março. Com certa habilidade no jiu-jítsu, Vera adicionou alguns chutes ao seu repertório, inclusive o que nocauteou Pickett, mas sua trocação apresenta diversas falhas, o que provavelmente freia sua ascensão ao topo da categoria.

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Junto de Good vs. Capoeira, esta é outra promessa de combate divertido da noite em Long Island. O americano tem condição de levar a luta para o chão e deixar as ações por lá mesmo, mas ele poderá perder um certo tempo na troca de socos e protagonizará grandes momentos. No final de tudo, Kelleher deve levar por decisão dos juízes.

Peso Pesado: #12 Timothy Johnson (EUA) vs. Junior “Baby” Albini (BRA)

Outra vez estragando o card, o duelo de pesados entre o americano Tim Johnson e o estreante brasileiro Junior “Baby” Albini não deve ser dos mais animados em Nova York.

Johnson (11-3 no MMA, 3-2 no UFC) não é um lutador excelente, mas faz o necessário para ficar entre os 15 melhores do UFC na divisão dos pesados. All-American da Divisão II da NCAA, ele se destaca pelas quedas e pelo clinch sufocante, que resultou em suas vitórias no octógono sobre Shamil Abdurakhimov, Marcin Tybura e Daniel Omielanczuk.

Por um bom tempo considerado como principal peso pesado do Brasil, Junior Albini (13-2 no MMA) finalmente faz a sua estreia na maior organização de MMA do mundo. Com 26 anos de idade, Baby até mostra um repertório interessante. É adepto do kickboxing e tem um estilo semelhante ao de um sniper. Tem um certo gabarito na luta de chão, que conseguiu no longo período em que treinou na Astra Fight Team, em Santa Catarina.

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Albini é um lutador que pode render alguns frutos caso o UFC queira investir nele, mas parece que não é o caso. Johnson é bem mais experiente e está num nível bem acima dos adversários que Junior já enfrentou na carreira. Usando o chatíssimo jogo de clinch na grade, Tim deve conseguir a sua segunda vitória consecutiva, fato inédito para ele no octógono.

Peso Pena: Shane Burgos (EUA) vs. Godofredo Pepey (BRA)

Mais um combate que chama atenção pela enorme possibilidade de entretenimento é o duelo no peso pena entre o americano Shane “Hurricane” Burgos contra Godofredo Pepey, vice-campeão da primeira temporada do TUF Brasil.

Com 26 anos de idade e ex-campeão do CFFC, Shane (9-0 no MMA, 2-0 no UFC) apareceu como um interessante nome para a violenta divisão dos penas, vencendo Tiago Trator e Charles Rosa nas primeiras oportunidades que pisou no octógono. O boxe de Burgos é o seu ponto forte, sempre com golpes potentes, difíceis de prever e sempre andando para frente. Ele também usa muito bem a envergadura e consegue até enganar com a postura ereta, algo que virá a ser um problema quando o nível de competição subir, mas não agora.

Personagem principal de uma das evoluções mais legais vistas no octógono, Pepey (13-4 no MMA, 5-3 no UFC) tem a missão de conquistar a maior vitória de sua carreira. Faixa-preta de jiu-jítsu, ele também virou um trocador bem animado, mas com problemas defensivos, principalmente quando se empolga e quer ir para a briga, algo mortal contra Burgos. Apesar de falhas no wrestling, Pepey consegue se virar na guarda em algumas oportunidades.

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O confronto é bem interessante e praticamente todo a favor de Burgos. O americano deve manter o estilo confiante, avançando, aplicando socos e tentando trazer o brasileiro para a pancadaria franca. Pepey não pode adotar a mesma estratégia da luta contra Mike de la Torre, mas deve buscar alguma brecha para puxar Shane para a guarda. O duelo deve ser muito animado e o jogo de Burgos deve prevalecer, produzindo um nocaute no meio do segundo ou do terceiro round.

Peso Leve: Frankie Perez (EUA) vs. Chris Wade (EUA)

Na luta que abre as ações no Nassau Coliseum, uma revanche na categoria dos leves. Frankie Perez e Chris Wade vão se enfrentar pela segunda vez, agora buscando recuperação. Na primeira luta, Wade venceu por decisão dividida.

Frankie (10-3 no MMA, 1-2 no UFC) chamou mais atenção no UFC quando conseguiu sua única vitória na organização, nocauteando o veterano Sam Stout no primeiro round e anunciando aposentadoria com apenas 26 anos de idade. Ele mudou de ideia um ano depois e acabou sendo vítima de Marc Diakiese, perdendo na decisão. O carro-chefe de Perez é o muay thai, situação em que mostra um certo conhecimento na troca de golpes. Por outro lado, seu grande problema é o jogo de chão, explorado por Diakiese, que não é nenhum tipo de Daniel Cormier do peso leve.

Após um começo muito bom no UFC, Wade (11-3 no MMA, 4-2 no UFC) sofreu dois choques de realidade nos confrontos contra os russos Rustam Khabilov e Islam Makhachev. Porém, mesmo com os tropeços, vejo um futuro interessante em Chris. All-American na Divisão III da NCAA e faixa-roxa de jiu-jítsu, ele também já mostrou habilidade no judô em suas lutas. Wade é sempre agressivo no chão e é um grappler de nível alto.

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No famoso duelo de grappler contra striker, a vantagem acaba sendo do grappler. Wade é um atleta muito forte nas quedas e no controle no solo e dificilmente terá dificuldades para colocar Perez no chão. A aposta é que Chris vencerá por finalização no primeiro round com um mata-leão.

  • James sousa

    Card preliminar tá bem maneiro com lutas bem interessantes

    • Gabriel Carvalho

      On Fox sempre é assim.

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Não acho o Grabowski tão mediocre, tem vitórias bacanas no cenário regional, acho que tá sentindo a idade talvez. O Sherman não me pareceu ter muito volume nas lutas que vi, só tem queixo duro, acho que em algum momento o Grabowski clincha e queda e finaliza, mas as últimas atuações…

    E Johnson é o mito do grinding, até Francimar Bodão tem inveja do jogo dele de ir pra grade, o juiz voltar, e ele ir pra grade novamente, durante 15 minutos, precisamos de Johnson vs Lewis em 5 rounds!

    • Gabriel Carvalho

      Ele durou 14 segundos com o Anthony Hamilton, concordo que não é medíocre, é muito ruim mesmo.

      Johnson vs. Lewis provavelmente seria replay de Lewis vs. Abdurakhimov, com o Johnson ganhando três rounds e sendo nocauteado no quarto.

      • João Gabriel Gelli

        Johnson ganharia do Lewis. Lutador mais subestimado no peso pesado!

        • Idonaldo Gomes Assis Filho

          Futuro campeão kkk

        • Também acho que ganharia.

    • Cara, Grabowski é muito ruim mesmo.