Por Edição MMA Brasil | 22/03/2019 03:52

No próximo sábado, a Bridgestone Arena, em Nashville, Tennessee, será palco do UFC Fight Night 148, evento que traz uma curiosa luta principal cercada de combates que apostam na movimentação, dois deles essenciais em suas categorias.

Liderando o card do UFC Nashville, Stephen Thompson faz batalha de strikers plásticos em fases ruins contra o ex-campeão dos leves Anthony Pettis, que estreia na categoria de cima.

Os confrontos importantes em termos de ranking acontecem nas duas extremidades das divisões masculinas. Entre os pesados, Curtis Blaydes e Justin Willis vão em busca da elite da divisão. Nos moscas, Jussier Formiga e Deiveson Figueiredo lutam pelo posto de desafiante de Henry Cejudo, caso a categoria não seja extinta.

Completam o card principal os encontros entre John Makdessi e Jesus Pinedo, no peso leve; o “Violento Bob Ross” Luis Peña contra Steven Peterson, no peso pena; e Maycee Barber contra JJ Aldrich, no mosca feminino.

Peso Meio-Médio: #4 Stephen Thompson (EUA) vs. #8 LW Anthony Pettis (EUA)

Por Alexandre Matos

Ame-o ou odeie-o, mas poucos são indiferentes a Thompson (14-3-1 no MMA, 9-3-1 no UFC). Ele conquistou o posto de desafiante muito justamente, quando enfileirou sete vitórias, a última delas contra Rory MacDonald, considerado por alguns o melhor do mundo na categoria naquela ocasião. Desde então, a enorme série vitoriosa se tornou uma incômoda fase de apenas um triunfo em quatro lutas, num espaço de dois anos e meio, com uma derrota e um empate nas disputas de cinturão contra Tyron Woodley, um revés para Darren Till e uma vitória diante de Jorge Masvidal.

O “Wonderboy” é um dos lutadores mais reconhecidos entre os fãs de MMA pela técnica muito apurada na troca de golpes em pé. O multicampeão de kickboxing e caratê é muito hábil para esconder os golpes, especialmente os chutes, o que faz dele um potencial nocauteador. A defesa de quedas conta muito com a movimentação lateral e a evasão. Porém, essas mesmas características fazem com que muitos critiquem o estilo de extrema economia de golpes – às vezes há a impressão que, para Thompson, só serve se for gerar highlight. Contra Masvidal, mostrou um volume de boxe que raramente ele implementou. Ou seja, capacidade, ele tem. Falta trocar o senso de urgência do carateca pelo do lutador de MMA.

Talvez Pettis (21-8 no MMA, 8-7 no UFC) esteja perdido na carreira. Ainda em idade para render, ele não sabe se luta de pena, leve ou meio-médio, categoria na qual faz sua estreia neste sábado. Isso acabou dando num retrospecto de lutador medíocre na organização, com quase o cartel zerado. O ex-campeão dos leves do UFC e WEC venceu apenas três nas últimas nove apresentações, superando basicamente grapplers e caindo diante de oponentes com jogos parecidos com o dele próprio.

Assim como Thompson, Pettis também divide corações entre os fãs. E por motivos parecidos. Muito habilidoso no striking, o “Showtime” também parece querer sempre resolver as coisas de modo espetacular e acaba perdendo a mão quando deveria se ater ao básico. Dá a impressão que ele está sempre tentando repetir o knockdown com chute caminhando na grade, que ele imortalizou como “Showtime Kick”. O pupilo de Duke Roufus tem talento no solo, mas é pouco capaz de chegar lá em posição dominante por ter um wrestling insuficiente, apesar do longo tempo treinando com Ben Askren. Assim, ele acaba refém de oportunidades, que às vezes lhe trazem problemas ao ficar por baixo de ground and pound.

Anthony Pettis vs Stephen Thompson odds - BestFightOdds
 

Ambos são lutadores proporcionalmente talentosos – Thompson tem maior domínio na arte de mandar canelas nas cabeças alheias, mas Pettis é um finalizador mais capaz -, mas duas situações colocam as odds tão díspares como estão: a enorme desvantagem física que Pettis terá e a fase dantesca do ex-campeão, em que nada dá certo, apesar da muito divertida atuação na derrota para Tony Ferguson.

É bem capaz que os fãs acompanhem uma disputa de encaradas, com ambos respeitando a capacidade de definição do outro, ainda que isso não aconteça faz tempo com os dois. Dentro da morosidade da produção ofensiva, Thompson deve levar vantagem na potência nos golpes, visando bastante os chutes na linha de cintura de Pettis para minar seu gás e movimentação. Espera-se também algum serviço no clinch e um aumento no volume de chutes e socos por parte do Wonderboy até o nocaute técnico no terceiro ou quarto assalto.

Peso Pesado: #4 Curtis Blaydes (EUA) vs. #10 Justin Willis (EUA)

Por Idonaldo Filho

Com background no wrestling universitário, chegando a conquistar o título de All American na NJCAA, Curtis Blaydes (10-2,1NC no MMA, 5-2, 1NC no UFC) é uma criança na categoria dos pesados. Com apenas 28 anos mostrou que sua contratação ainda prematura, com apenas cinco lutas profissionais, foi um acerto, de forma que todo seu potencial tem se mostrado real. Hoje se mostra um um atleta que foi capaz de brutalizar um veterano de alto nível como Alistair Overeem, além de dominar lutas contra Mark Hunt e Alexey Oleinik, lutadores consolidados e experientes. O seu antagonista nas duas derrotas foi Francis Ngannou, que venceu ambas as lutas por nocaute técnico.

Invicto na carreira amadora, a passagem de Blaydes no cenário regional americano foi grandiosa e ele não tomou conhecimento dos oponentes, sendo contratado rapidamente pelo UFC. O americano é mais um exemplo de ótima adaptação do wrestling ao MMA, derrubando fácil e com velocidade, contando também com um condicionamento cardiorrespiratório raríssimo para os padrões da categoria. O boxe foi se desenvolvendo e notavelmente melhorou bastante no decorrer de suas lutas no UFC, embora defensivamente ele ainda seja razoavelmente atingível, mostra um queixo duro. Por fim, a melhor face de seu jogo é atuar por cima no grappling, aplicando um ground and pound destruidor, que faz o apelido de “Razor” ter sentido, com cotoveladas violentas como vimos contra Overeem. É um lutador de atributos raros para uma divisão tão rasa e sofrida quando falamos em talento e versatilidade.

Atleta da American Kickboxing Academy (AKA), Justin Willis (8-1 no MMA, 4-0 no UFC) foi jogador de futebol americano nos tempos de universidade e decidiu partir para o MMA. no início da carreira fez lutas no Japão e nos Estados Unidos. Contratado de última hora para enfrentar Marcin Tybura, Willis propiciou um momento raro no esporte e teve problemas para conseguir bater o limite da categoria dos pesados, adiando sua estreia. Com mais tempo de preparação foi um dos protagonistas de um sofrível embate contra James Mulheron, saindo vencedor. Ainda conquistou um nocaute contra Allen Crowder e acumulou mais duas lutas chatas, a última contra o veterano Mark Hunt.

O “Pretty Boy” não é tão credenciado nem lapidado tecnicamente quanto Blaydes, mas é um peso pesado que engana pela aparência. Willis circula muito no octógono, sabe utilizar o jab de forma útil em seu jogo e, mesmo se apresentando fora de forma, o preparo físico é decente. Justin utiliza o wrestling principalmente como resposta a ataques de seus oponentes, mas acaba abrindo-se muito defensivamente. Quando consegue levar os adversários ao solo na base da grosseria, não é muito ativo por cima, o que transforma suas lutas em episódios muito monótonos. Willis é acomodado e não busca atacar com frequência, mantendo o ritmo de seus combates muito lento, não utilizando a potência em seus punhos como deveria, espera sempre para agir como contragolpeador. Atá agora essa tamanha passividade ainda não resultou em nenhuma derrota, mas contra melhor oposição ele correrá mais riscos.

Curtis Blaydes vs Justin Willis odds - BestFightOdds
 

Os dois são grandões, Willis principalmente. Talvez Blaydes tenha um pouco de dificuldade para derrubar Willis pelo tamanho do oponente, mas tecnicamente Curtis é superior em todos os aspectos e deve escolher onde o combate será realizado, seja em pé utilizando o melhor boxe, ou no solo, onde também é mais habilidoso com as transições e muito mais agressivo. Ainda que o peso pesado seja a categoria mais propícia para zebras, Blaydes deve conseguir vencer na decisão dos juízes de forma segura e sem empolgar.

Peso Mosca: #1 Jussier Formiga (BRA) vs. #4 Deiveson Figueiredo (BRA)

Por Thiago Kühl

Jussier Formiga (22-5 no MMA, 8-4 no UFC) vai cada vez mais consolidando a boa fase e mostrando que seis anos depois de sua chegada no UFC, no auge de seus 33 anos, ainda tem condições de ser considerado um lutador de elite. Desde 2012, quando estreou no evento com derrota para John Dodson, só teve uma oportunidade de chegar a quatro vitórias seguidas, quando perdeu para Henry Cejudo em uma eliminatória pelo cinturão em 2015. Desde lá são quatro vitórias em cinco lutas, sendo que nos últimos três combates venceu Ulka Sasaki, Ben Nguyen e Sergio Pettis. O número 1 do ranking do peso mosca chega a uma nova eliminatória, talvez para se credenciar para uma das últimas disputas de cinturão da categoria até 52 kgs, isso se a categoria não acabar antes.

Não é novidade que a especialidade do potiguar é a luta agarrada, ostentando faixa preta tanto em jiu-jítsu quanto em judô, o aluno de Jair Lourenço é um dos melhores praticantes da arte suave no MMA, que consegue buscar posições com velocidade, passeando no chão contra a maioria dos seus adversários. Em pé, quando a concorrencia era de altissimo nível, não tinha nível para bater de frente. Contra gente do calibre de John Dodson e Joseph Benavides, não deu conta da diferença de nível. Entretanto, quando o nível desce um pouco tem condições de se portar bem como contragolpeador e abrir brechas para impor seu grappling, como foi o caso contra Nguyen, quando um knockdown a partir de um belo soco rodado abriu espaço para um mata-leão.

Deiveson Figueiredo (15-0 no MMA, 4-0 no UFC) vai deixando um rastro de destruição em sua passagem no evento, já que em suas quatro vitórias, três terminaram pela via dolorosa rápida. A exceção, uma vitória sobre Jarred Brooks em decisão dividida, serviu para fazer Deiveson buscar treinos na Team Alpha Male, reconhecido celeiro de wrestlers, além de ser uma academia com muito material de treino no seu peso.

Deiveson tem mãos muito pesadas e uma movimentação bem ofensiva, tratando de encurralar seus adversários, sem imprimir muito volume, mas soltando combinações potentes. Defensivamente não é muito cuidadoso, deixa a guarda baixa muitas vezes – até por sua deficiencia na defesa de quedas – o que acaba fazendo com que o uso do queixo como defesa de golpes o deixe bastante vulnerável. Na luta agarrada sofreu muito contra Brooks, sendo quedado diversas vezes, e uma vez no solo, conseguiu travar o jogo e valer-se de guilhotinas e ataques no braço para se manter na luta.

Deiveson Figueiredo vs Jussier Formiga odds - BestFightOdds
 

O ponto de desequilíbrio nessa luta passa muito pela capacidade de Deiveson manter a luta em pé. Por mais que tenha boa qualidade no jiu-jítsu, o paraense dificilmente terá resposta para o alto nível de Formiga no chão. Entre suas duas últimas lutas mostrou evolução no jogo de quedas, conseguindo inclusive superar Moraga no quesito, no primeiro round daquela luta.

Se a luta se manter de pé, a preocupação maior fica do lado de Jussier, que poderá encontrar o mesmo problema que teve no passado contra Dodson e Benavidez, pois mesmo que Figueiredo não tenha a velocidade dos ex-desafiantes, tem agressividade e potência suficientes para levar o potiguar à lona. Imaginando que a evolução de Deiveson seguiu na mesma toada e que vá conseguir evitar as quedas de Jussier, apostaremos em mais uma vitória por nocaute na conta do “Daico Deus da Guerra”.

Peso Mosca: Maycee Barber (EUA) vs. JJ Aldrich (EUA)

Por Bruno Costa

Maycee Barber (6-0 no MMA, 1-0 no UFC) busca a segunda vitória consecutiva lutando no octógono, a sétima na carreira invicta até o momento. Uma das lutadoras com maior potencial no MMA feminino, a jovem de vinte anos se apresentará pela primeira vez no peso mosca após dificuldades em atingir o limite da categoria de baixo. Oriunda do Contender Series, demonstrou em todos os seus combates agressividade e desenvolvimento técnico progressivo desde o início da carreira, como se espera de um prospecto de bom nível.

Barber é uma lutadora canhota e de muita força física, que prefere trocar golpes da média para longa distância, com espaço para potentes chutes e boa utilização de jabs e ganchos com a mão direita. Quando tenta alongar as combinações, tende a se expor mais do que o necessário e pode ter problemas contra adversárias de mãos rápidas que saibam explorar a troca de sopapos na curta distância. Embora não seja exatamente especialista na curta distância, Barber trabalha bem quando opta por aproximar das oponentes em busca do clinch, talvez sua arma mais poderosa. Dali, é muito forte em busca de potentes cotoveladas e tentativas de quedas colocando oponentes de costas para o chão, onde se defende muito bem de tentativas de finalização, imprime forte ritmo em busca de ground and pound imponente e apresenta oportunismo para finalizar seus combates.

Também advinda do peso palha, JJ Aldrich (6-2 no MMA, 3-1 no UFC) estreou na organização sendo dominada física e tecnicamente por Juliana Lima, em uma luta em que teve pouco tempo de preparação, mas emendou uma série de três vitórias consecutivas, surpreendente para uma lutadora que parecia ainda muito básica e crua.

Mesmo tendo como arte marcial base de formação o taekwondo, graduada faixa-preta terceiro dan, Aldrich utiliza muito pouco dos chutes. Talvez por conta da falta de explosão e força física, JJ trabalha procurando se expor o mínimo possível, com sequências curtas e preferencialmente em contragolpes. A técnica no boxe foi o principal avanço realizado nos últimos dois anos, embora o grappling defensivo, incluindo a defesa de quedas, também mereça destaque pela melhora. A abordagem conservadora acaba por tornar o estilo menos interessante para os fãs mas protege Aldrich o suficiente para que não seja obrigada a trabalhar no cenário mais arriscado, de costas para o chão, onde tem pouca intimidade.

J.J. Aldrich vs Maycee Barber odds - BestFightOdds
 

Barber tem muita vantagem física, no wrestling, jiu-jitsu e na troca de golpes na longa distância. Aldrich é um bom teste por ser capaz de aproveitar, com o boxe justo baseado nos contragolpes, de superexposição da adversária em eventuais descuidos ao tentar alongar combinações. A tendência é que Barber, mais vigorosa e com maior caixa de ferramentas, domine o combate desde o início e consiga uma interrupção no terceiro round.

Peso Galo: Marlon Vera (ECU) vs. Frankie Saenz (EUA)

Por Diego Tintin

O equatoriano Marlon Vera (12-5-1 no MMA, 6-4 no UFC) foi revelado na primeira temporada do TUF Latino. Não pôde seguir no programa devido a uma infecção, mas permaneceu no elenco do UFC pela boa impressão deixada. Depois de um início discreto, Vera ficou famoso ao jogar água no chope da despedida de Brad Pickett, com um nocaute sensacional no respeitável britânico. A boa fase se confirmou na luta seguinte, quando finalizou o duro Brian Kelleher em menos de meio round. As derrotas para os brasileiros John Lineker e Douglas D-Silva foram compensadas por vitórias contra Wuliji Buren e Guido Cannetti.

Marlon começou no jiu-jítsu, arte na qual é graduado com a faixa marrom, e adicionou alguns bons chutes no seu repertório, mas ainda mostra dificuldades no boxe defensivo. Na luta agarrada, é apenas razoável, tanto na defesa de quedas quanto na luta de solo. Dá espaços, não tem um controle muito firme, porém tem boa capacidade de criar situações de finalização. O equatoriano é resistente, costuma manter um ritmo interessante de movimentação e já mostrou poder de definição alto para um peso galo.

Frankie Saenz (13-5 no MMA, 5-3 no UFC) teve um início de caminhada promissor na organização, com três vitórias seguidas, inclusive barrando um embalado Iuri Marajó no Brasil. Contudo, zerou o seu saldo ao sofrer três derrotas em sequência, contra Urijah Faber, Eddie Wineland e Augusto Tanquinho, esta última luta bonificada como a melhor da noite. A recuperação veio contra uma turma mais acessível do peso galo: Merab Dvalishvili e Henry Briones serviram para Frankie recuperar o prestígio e confiança.

Wrestler de origem no estilo livre, Saenz ataca preferencialmente as pernas de seus adversários para chegar às quedas. Objetivo alcançado, ele trabalha com um intenso ground and pound, amparado por um bom controle posicional. Na luta em pé, o boxe é bem ajustado, defensivamente seguro e com movimentação simples, porém bem feita. Ofensivamente, ainda precisa de mais refinamento, embora já tenha maturidade para se virar e encarar oponentes de fora da elite neste aspecto. O condicionamento físico é bom o suficiente para manter um ritmo estável em uma luta de três rounds, apesar dos seus 38 anos.

Frankie Saenz vs Marlon Vera odds - BestFightOdds
 

Interessante duelo no segmento intermediário da divisão, entre lutadores de virtudes flagrantes e disposição para entregaram boas pelejas. Saenz deve procurar o caminho das quedas, usando a troca de golpes em pé de forma cautelosa e como um percurso para a aproximação. Para Marlon, o ideal é manter uma distância entre média e longa, usar seus chutes com moderação para não ser derrubado e, quando isso ocorrer, buscar se levantar imediatamente. Vamos arriscar aqui e não ir no conforto do favoritismo do estadunidense: Vera vence na decisão.

Peso Mosca: #5 Alexis Davis (CAN) vs. #11 Jennifer Maia (BRA)

A veteraníssima Alexis Davis (19-8 no MMA, 6-3 no UFC) chega ao UFC Nashville para ser testada contra uma oponente mais jovem, buscando se recuperar de sua derrota para a promissora Katlyn Chookagian. E mesmo que esteja em uma batalha contra a idade, Davis ainda tem muito gás para oferecer a recém criada categoria. Além do revés em sua última luta, a americana somente sofreu outra duas derrotas no maior evento do mundo, para Ronda Rousey e Sara McMann, ambas integrantes da elite do peso de cima na época das lutas.

Faixa-preta de jiu-jítsu, a atleta é especialista na luta agarrada, sempre impondo com classe o jogo de quedas e pressionando bastante suas adversárias quando está em posições dominantes. Em pé, Davis possui uma trocação decente, mas está cada vez mais lenta, com menos explosão física e menos capacidade cardiorespiratória, o que pode ser um problema contra uma adversária tão agressiva como a brasileira.

Do outro lado, a luta de sábado é um teste bem decisivo para a ex-campeã peso galo do Invicta FC. Jennifer Maia (15-5-1 no MMA, 0-1 no UFC) não teve uma boa estreia e acabou sendo anulada pela também veterana Liz Carmouche e, caso não tenha corrigido seus erros, deve pagar da mesma maneira contra uma estrategista como Davis.

Especialista na luta em pé, o muay thai de Jennifer pode ser o diferencial da luta, com um estilo muito agressivo e de muita pressão. Entretanto, seu jogo de chão é sua maior fraqueza, e com uma defesa de quedas que mesmo tendo melhorado, provavelmente não será capaz de interromper o ímpeto de Davis.

Alexis Davis vs Jennifer Maia odds - BestFightOdds
 

O favoritismo fica com a americana para o confronto, que deve buscar a luta agarrada desde o início, abafando e levando para o chão. Entretanto, a estratégia tem que ser tomada realmente desde o início, pois a resistência é cada vez pior e o ritmo de Jennifer costuma ser alto.

A estratégia de Jennifer deve ser o bate e sai, com muita velocidade e movimentação lateral. Ela é muito mais rápida e resistente que Alexis, então deve se aproveitar disso. Trocar na curta distância não deve ser uma alternativa, pois basta um passo em falso para cair no bote de Davis, com uma viagem carimbada no chão.

No clássico duelo entre striker e grappler, fico com a grappler, que deve impor seu jogo de quedas e garantir a vitória por decisão unânime.