Por Edição MMA Brasil | 26/10/2018 11:45

O UFC Moncton não é o evento de formato Fight Night mais badalado do ano e sequer chega perto disso. Entretanto, o card possui um bom valor e lutas bem interessantes, principalmente a principal, o embate entre os meios-pesados ascendentes Volkan Oezdemir e Anthony Smith.

A equipe do MMA Brasil analisou as principais lutas do evento canadense, que contará com a cobertura completa na noite de sábado.

Peso Meio-Pesado: #2 Volkan Oezdemir (SUI) vs. Anthony Smith (EUA)

Por Bruno Costa

Volkan Oezdemir (15-2 no MMA, 3-1 no UFC) chegou ao UFC causando impacto imediato em uma categoria que tem notória dificuldade de renovação e carente de desafiantes e integrantes do seu topo. Após uma boa sequência de três vitórias, duas delas em rápidos nocautes devastadores, teve a chance de disputar o cinturão dos meio-pesados contra Daniel Cormier, um monstro em forma de homem que demonstrou ao suíço que existem diversos níveis mesmo no topo das categorias do esporte.

Oezdemir é um trocador muito oportunista, com fortíssimo trabalho de mãos. Seus principais golpes partem da sua mão esquerda, em forma de ganchos e cruzados potentes que já mandaram diversos adversários para a vala. “No Time” cumpriu três rounds completos no UFC apenas em sua estreia, quando teve um ótimo início contra Ovince St Preux e apresentou queda de rendimento devido a um aparente esgotamento físico no round final. Contra Misha Cirkunov, demonstrou que pode capitalizar rapidamente na superexposição dos seus adversários com rápidos contragolpes na curta distância. Contra Jimi Manuwa, muita potência no boxe partindo do trabalho de clinch que acabou culminando em uma saraivada de golpes potentes para encerrar a peleja.

Os problemas defensivos demonstrados contra Daniel Cormier, principalmente da defesa de quedas e tentativas de obstar o avanço posicional do adversário, não devem ser um problema nem contra o oponente deste sábado, nem contra a absoluta maioria dos lutadores da categoria.

Anthony Smith (30-13 no MMA, 6-3 no UFC) é um jovem veterano que chegou aos meio-pesados após ter interrompida uma sequência de vitórias no peso médio por Thiago Marreta. Chegando na nova categoria em busca de um respiro na carreira, recebeu como presente dois adversários ex-campeões do evento em um momento físico que não lhe permitem competir em alto nível, e acabou por aproveitar suas chances nocauteando Rashad Evans e Mauricio Shogun em menos de dois minutos e meio (somando o tempo total dos dois combates).

Um lutador muito agressivo, o “coração de leão” tem conseguido regular com mais eficiência seu condicionamento físico. Por muitas vezes em momentos anteriores da carreira, chegou perto de finalizar seus combates, mas diante do insucesso inicial, sucumbiu parecendo pagar pelo excesso de força despendido. No arsenal ofensivo, as principais armas são os golpes retos se aproveitando da envergadura, excelente até para a nova faixa de peso que habita. O wrestling ofensivo é muito pouco utilizado, e parece até insuficiente para ser utilizado contra oponentes de maior nível técnico – mesmo que estejamos falando de uma decrépita categoria como a dos meio-pesados.

Mesmo que tenha tido uma fase na carreira em que utilizava todo o seu tanque de gás na fase inicial dos combates, é notório que os primeiros minutos são os mais difíceis para Smith, pelo seu início lento que oportuniza aos adversários que tomem conta da luta. O coração e capacidade de absorver castigo lhe renderam algumas vitórias por virada nos últimos anos da carreira, mas é clara a vulnerabilidade que ainda se apresenta como característica.

Anthony Smith vs Volkan Oezdemir odds - BestFightOdds
 

No sábado, Oezdemir tem totais condições de se utilizar de chutes baixos no início do combate até encontrar a distância para tentar se utilizar de suas mãos rápidas e potentes contra Smith. A armadilha para utilização de seu gancho de esquerda provavelmente irá se repetir, como feito em diversas ocasiões. Ainda, a favor do suíço o fato do seu oponente iniciar as lutas com muita lentidão, enquanto sua principal característica é tentar capitalizar nos erros do adversário o mais rápido possível. Um eventual prolongamento da luta principal tende a favorecer Smith, que vem se acostumando a ser castigado e mesmo assim se manter no combate. Contudo, cumpre apontar a grande diferença no nível de potência e auge físico dos adversários contra quem conseguiu protagonizar esses momentos e Oezdemir. A aposta é que “No Time” consiga um bom início de combate e tenha sucesso em chacoalhar o cérebro de Smith nos dez primeiros minutos, levando a mais uma interrupção pela via rápida dolorosa para sua coleção.

Peso Pena: Michael Johnson (EUA) vs. Artem Lobov (RUS)

Por Pedro Carneiro

Michael Johnson (18-13 no MMA, 10-9 no UFC) vinha da pior fase da carreira quando venceu Andre Fili em agosto do presente ano. Neste sábado, veremos a segunda luta de Michael na categoria dos penas, na qual “The Menace” tenta se reinventar e se manter relevante no UFC.

Wrestler de origem, Johnson chegou ao UFC através do TUF, em 2010, quando foi um dos finalistas do reality show. Além do passado no wrestling, Johnson possui um excelente boxe na curta distância, que se destaca pela capacidade de criar ângulos e pela precisão dos golpes. Apesar do cartel irregular, o americano só foi derrotado pela mais alta concorrência e não deu chance para nenhum lutador que tentou usá-lo como escada.

Artem Lobov (14-14 no MMA, 2-4 no UFC) é a explicação pela qual mostrar e citar o cartel tem relevância. Lutador mediano, talvez o russo jamais estivesse no UFC se não fosse parceiro de treinos de Conor McGregor na SGB Ireland. Assim como Michael Johnson, Lobov foi vice-campeão do The Ultimate Fighter, um grande feito para um lutador que teve uma carreira nada regular no circuito fora do UFC.

Lobov tem como arma principal o boxe, repleto de golpes retos atirados com toda força possível. Seu wrestling é ruim e o jiu-jitsu é ainda pior. As suas chances nas lutas são diretamente relacionadas ao sucesso na tentativa de transformar a ação numa troca de socos insana. Porém, trocar socos na curta distância contra um boxeador do calibre de Johnson não é uma boa ideia.

Artem Lobov vs Michael Johnson odds - BestFightOdds
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Tudo se resume a quão descuidado Michael Johnson pode ser em se deixar acertar por um soco potente de Lobov. Estamos diante de um confronto de lutadores de habilidades totalmente díspares e qualquer resultado favorável ao russo é um cenário de exceção.

Johnson possui um boxe técnico e rápido, podendo aplicar combinações associadas com alto volume e ainda tem a possibilidade de usar quedas caso as coisas ocorram fora do planejado. A aposta aqui é vitória do americano no primeiro ou segundo round. Lobov pode sair vitorioso caso os planetas se alinhem.

Peso Meio-Pesado: #11 Misha Cirkunov (LAT) vs. #14 Patrick Cummins (EUA)

Por Diego Tintin

Misha Cirkunov

Misha Cirkunov (13-4 no MMA, 4-2 no UFC) surgiu como uma boa esperança de renovação na divisão dos meios pesados que anda necessitada de talentos mais jovens. Obteve quatro animadoras vitórias por interrupção, a melhor delas sobre Nikita Krylov e já alcançou o acessível top 10 da categoria. Em um teste mais duro, foi reprovado em apenas 28 segundos, vítima da senhora patada suiça citada ali em cima no tópico sobre a luta principal. Em seguida, outra vez caiu para um sujeito bruto, o brasileiro Glover Teixeira que tirou de vez o letão naturalizado canadense da lista de possíveis desafiantes em médio prazo.

Misha tem um bom wrestling, ostenta faixa preta de jiu-jítsu e tem a base do seu jogo ofensivo na luta agarrada. Trabalha com tentativas de quedas insistentes e fluidez no jogo de solo, caçando finalizações. Já a habilidade na troca de golpes não é das maiores. Tem dificuldades na aproximação, sua movimentação é deficiente e o aspecto defensivo deixa a desejar. Outro problema costuma ser a velocidade, embora ainda não seja tão lento quanto seu oponente. A força física é uma qualidade visível e, com inteligência para explodir nas horas certas, Cirkunov compensa o pouco gás que é quase uma regra na divisão.

Patrick Cummins (10-5 no MMA, 6-5 no UFC) foi contratado pelo UFC para salvar uma luta de última hora contra o monstro Daniel Cormier, por conta da rivalidade de ambos nos tempos de luta olímpica na universidade. Devidamente atropelado por DC, Cummins buscou recuperação e chegou a se colocar como uma ameaça entre os meios-pesados. Mas aí o principal defeito de Pat foi o responsável pela sua irregularidade que sempre o limitou no octógono: quando a porta da grade se fecha, o rapaz é burro de dar dó.

Ex-membro da seleção americana no estilo livre, Cummins é um wrestler de alto gabarito, que possui uma base bastante pesada no solo – até o campeão mundial de jiu-jítsu Antonio Cara de Sapato teve problemas na guarda – e ground and pound imponente. No entanto, Patrick estagnou na luta em pé. Não consegue desenvolver técnicas apuradas em socos ou chutes, com problemas gritantes na defesa, tendo apenas uma certa potência como trunfo. Como foi dito anteriormente, outra dificuldade é a sua lentidão, que dificulta demais a aproximação para que possa fazer uso da sua principal habilidade que é o jogo de quedas.

Misha Cirkunov vs Patrick Cummins odds - BestFightOdds
 

Tecnicamente falando, não seria um confronto ruim para Cummins. Ele tem wrestling suficiente para neutralizar a luta agarrada de Cirkunov e pode até arrastar o duelo para uma decisão. Só que a dificuldade de impor um plano de luta eficiente o deixa vulnerável para cair em armadilhas táticas e estratégicas, luta após luta. Mais polido tecnicamente e maduro intelectualmente, Cirkunov deve administrar o duelo e sair com as pazes feitas com a vitória.

Peso Meio-Pesado: Gian Villante (EUA) vs. Ed Herman (EUA)

Por Diego Tintin

Gian Villante (16-10 no MMA, 6-7 no UFC) dividia o seu tempo na época de colégio e faculdade entre o futebol americano e o wrestling, com relativo sucesso nas duas modalidades. Foi sondado por alguns times da NFL e chegou ao posto de all-american na luta olímpica. Ele foi contemporâneo de Chris Weidman na universidade, de quem se tornou amigo e hoje é parceiro de treinos. Depois de se decidir pelo MMA, Gian nunca se firmou como um bom nome entre os meios-pesados como parecia no início da carreira. A gangorra de resultados seguiu com a mudança para o UFC, onde garante seu lugar na firma por entregar lutas divertidas, embora recheadas de momentos constrangedores.

O ítalo-americano é mais um exemplo de wrestler que, ao migrar para o MMA, tomou gosto por nocautear e acabou exagerando nessa busca, deixando de lado o tipo de jogo no qual poderia render melhor. Como um meio-pesado de tamanho respeitável, Villante seria mais perigoso se derrubasse e largasse a mão em posição dominante no solo. Mas ele só quer saber de trocar soco alucinadamente e defender os dos oponentes com o próprio focinho. O condicionamento físico é insatisfatório (conseguiu a proeza de morrer no gás contra Maurício Shogun) e já lhe causou algumas derrotas. Um bom resumo de suas habilidades é falarmos que carrega todas as esperanças nos punhos potentes e na capacidade de suportar castigo.

Ed Herman (23-13 1NC no MMA, 10-9 1NC no UFC) é um lutador em fim de carreira, que até conseguiu momentos de competitividade, mas nunca integrou a elite da divisão. Tem boas credenciais na luta agarrada, é faixa preta de jiu-jítsu e praticante de wrestling desde os tempos de colégio, influenciado pelo pai. Desenvolveu um jogo de quedas eficiente contra concorrência sem-vergonha, mas cada vez menos capaz de incomodar a atletas de qualidade.
Já vive a inevitável decadência que o avançar da idade, cedo ou tarde, traz para o atleticismo do lutador.

Na fase atual, Herman dificilmente será uma ameaça real contra atletas de bom nível, porém, como Villante também já passou deste ponto, temos um casamento de luta razoavelmente justo. Conquistou vitórias importantes sobre Glover Teixeira (com ambos ainda iniciantes), Tim Boetsch e Rafael Natal, mas já sofreu passeios constrangedores contra Jake Shields, Thales Leites, Ronaldo Jacaré, entre outros.

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Esta é uma luta sem nenhum impacto no futuro da divisão, que está neste evento com a única pretensão de divertir o público. Sobre o decorrer do duelo, é possível que Villante fique no aguardo de Herman tomar a iniciativa, focando em contragolpes baseados na força bruta. Com o queixo rateando neste momento final da carreira, Ed precisa de uma aproximação cautelosa e partir para a luta agarrada, forçando o desgaste do oponente e preparando o terreno para uma submissão. Mesmo um pouco menos refinado, apostamos aqui em uma vitória de Gian, que deve ter um pouco mais de consistência física, uma vez que é cinco anos mais jovem e está em atividade com mais frequência que Herman nos últimos anos.

Peso Meio-Médio: Nordine Taleb (FRA) vs. Sean Strickland (EUA)

Por Thiago Kühl

No UFC desde 2014, Nordine Taleb (14-5 no MMA, e 6-3 no UFC) chegou por meio do TUF 19, chegou na organização na categoria dos médios e então desceu de peso para continuar sua carreira, assim como seu adversário na luta deste sábado. O retrospecto de seis vitórias em nove lutas poderia ser melhor se não tivesse vacilado contra Claudio Hannibal na última luta. Já dentre as vitórias mais recentes, se destacam os nocautes aplicados sobre Erick Silva e Danny Roberts, além da atuação segura contra Oliver Enkamp, no ano passado.

O franco-canadense é mais um produto da Tristar Gym, sem uma arte marcial mãe, é dono de um striking bastante potente e um clinch de bom nível. Sabe fazer pressão em seus adversários e tem capacidade suficiente no grappling para conseguir mudar a luta de nível, mas normalmente prefere manter os combates em pé, colecionado um punhado de nocautes na carreira. Taleb não é nenhum grande prospecto e dificilmente chegará a integrar o ranking do peso, mas é um lutador interessante, que raramente irá entregar uma luta fácil. No combate que fechará o card preliminar em Moncton, precisará evitar ao máximo os erros que cometeu recentemente, mas mesmo que veja a série de derrotas crescer, a escrita como um lutador duro deverá se manter.

Sean Strickland (19-3 no MMA e 6-3 no UFC) chegou no UFC ostentando o cinturão do King of the Cage e invicto, venceu duas lutas na sua categoria de origem, o peso médio, e então decidiu perder 7 kgs para entrar na selva dos meios-médios. Desde então, três derrotas em sete lutas mostraram que o californiano, ainda que bem completo, precisa evoluir para adentrar na parte superior de uma das categorias mais complicadas do MMA mundial. Contra concorrência que habita o ranking, não teve sucesso, foi vencido por Santiago Ponzinnibio em pé e completamente dominado por Kamaru Usman no grappling. Também contabilizou na conta das derrotas um nocaute de cinema de Elizeu Capoeira, no último mês de julho no Rio. Por outro lado, as quatro vitórias como meio-médio mostraram que se bem trabalhado, o talento do “Tarzan” pode aflorar e levá-lo para a parte de cima da categoria de até 170 libras.

Strickland é bem completo, striker metódico – as vezes chegando a ser chato – tem paciência para encontrar os melhores ângulos e queixo bem resistente, porém, precisa entender que existem momentos do combate em que se deve imprimir maior volume. De toda forma, a potência é suficiente para dar cabo daqueles que não se protegerem bem. No grappling, chega a ser maldade tomar por base a luta contra Usman, um dos melhores wrestlers no plantel do UFC. A realidade é que o americano tem condições de se apresentar melhor do que na derrota contra o sexto do ranking, principalmente na arte suave. Em resumo: Sean é completo, um lutador moderno de MMA, mas precisa cobrir algumas deficiências para permitir que o talento que possui se desenvolva.

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Taleb contra Strickland tem muitas características de um bom combate. Lutadores duros, com ótimo nível na trocação e variáveis nos seus jogos que podem ser importantes para mudar a história da luta no seu decorrer. O franco-canadense pode colocar pressão sobre Sean e tentar dominar a luta como fez Usman. O americano, por sua vez, pode aproveitar de vacilos no chão para finalizar Nordine, assim como fez Hannibal. Entretanto, a aposta aqui é que ambos façam uma ótima luta em pé, com o braço de Sean Strickland levantado após três rounds bastante tensos.

Peso Leve: Thibault Gouti (FRA) vs. Nasrat Haqparast (ALE)

Por Bruno Costa

Thibault Gouti (12-4 no MMA, 1-4 no UFC) tem como feito mais impressionante no UFC o fato de ser um peso leve que se mantém empregado mesmo com um retrospecto horroroso na organização.

O francês chegou ao UFC enfrentando nível de competição parecido com o do cenário regional, e mesmo experimentando a primeira derrota da carreira, teve nos próximos dois combates oponentes de nível mais alto. Nesse momento, o francês engatou uma série de três derrotas que normalmente encerrariam as aparições de um lutador no octógono. Porém, escalado contra Andrew Holbrook, conseguiu um nocaute que deu respiro à sua continuidade no UFC. Em seu último desafio, contra Sage Northcutt, Gouti teve fraco desempenho, assim como seu adversário, e sofreu uma controversa derrota em luta com poucas ações.

Gouti é um trocador de técnica razoável no boxe e que tem se habituado a utilizar com mais constância os chutes, o que chegou a lhe render sua solitária vitória na organização. O wrestling ofensivo era o suficiente para lhe garantir posições de vantagem quando no cenário europeu, mas pouco tem funcionado atualmente, principalmente por não conseguir fazer transições com naturalidade. Mesmo quando em vantagem posicional, o francês tem muitas dificuldades para trabalhar com agressividade no ground and pound ou avançar posições em busca de finalizações. Os problemas defensivos também são sérios e decorrem do modo que Gouti se permite ser pressionado e número de golpes absorvidos em função da guarda vazada sem que os reflexos possam garantir a fuga dos ataques adversários.

Nasrat Haqparast (9-2 no MMA, 1-1 no UFC) é um jovem prospecto a se ficar de olho na categoria mais embolada do MMA. Com apenas 23 anos de idade, o alemão de origem afegã apresenta consciência e maturidade impressionantes.

Haqparast chegou ao UFC enfrentando, sem tempo de preparação, o experiente e talentoso grappler Marcin Held, e embora não tenha conseguido a vitória, deixou boa impressão na sua estreia. No seu compromisso seguinte, não houve qualquer tipo de cuidado quanto ao seu desenvolvimento e nível de oponente enfrentado: contra um explosivo e considerado à época também prospecto do peso leve, Marc Diakiese, o alemão soube levar a luta ao seu ritmo e trabalhar com muita competência para castigar o inglês, inclusive aplicando knockdowns, e levar com folga uma decisão unânime para casa.

Se utilizando de um ajustado boxe de combinações curtas e eficientes, sabe muito bem como pressionar os adversários sem permitir muitas chances de contragolpes por exposição excessiva de seu queixo – aliás, quando precisou dele, demonstrou tremenda capacidade de absorção de golpes. Embora tenha boas quedas seguidas de competente controle posicional, sua predileção têm sido pela troca de golpes em pé. Defensivamente, naturalmente tende a evoluir com a experiência que ganhará com tempo de octógono. A defesa de quedas já é ao menos sólida e provavelmente não seja um problema para o duelo de sábado.

Nasrat Haqparast vs Thibault Gouti odds - BestFightOdds
 

Haqparast é especialista em exercer boa pressão sobre seus adversários e Gouti se permite encurralar em diversas situações. O confronto de estilos é perfeito para finalmente começar a desenvolver com paciência o potencial do alemão, que pode em alguns anos chegar ao alto nível da categoria. A expectativa é que Haqparast leve a luta no seu ritmo, dando o tom das ações com alto volume de golpes, e consiga nocautear o francês de queixo suspeito ainda na primeira metade do combate.

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