Por Edição MMA Brasil | 21/09/2018 12:15

O UFC retorna a São Paulo para o UFC Fight Night 137, realizado no Ginásio do Ibirapuera e dilacerado por sucessivas lesões e readequações que tornaram as lutas principais completamente diferentes do inicialmente planejado.

Na luta principal, Thiago Marreta estreia nos meio-pesados enfrentando o talentoso Eryk Anders, também oriundo do peso médio, em um combate que promete pancadaria das boas.

O “Cowboy” Alex Oliveira, que inicialmente enfrentaria Neil Magny, duelará contra Carlo Pedersoli, em mais um embate entre sujeitos de características muito ofensivas e belo potencial de ação.

O experiente Antônio Rogério Nogueira, o popular “Minotouro”, volta ao octógono no mesmo ginásio onde teve sua última aparição há quase dois anos, esperando melhor resultado quando enfrentar Sam Alvey. O ex-campeão do peso galo, Renan Barão, tenta encerrar sequência de maus resultados e performances pobres recebendo na organização o estreante Andre Ewell. Ainda, abrindo a porção do card principal, a experiente Randa Markos enfrentará Marina Rodriguez, que também faz sua primeira aparição no octógono após um bom desempenho no Contender Series.

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O canal Combate transmitirá o UFC São Paulo ao vivo e na íntegra. A primeira luta preliminar está marcada para 19:30h, enquanto o card principal deve ir ao ar a partir das 23:00h, sempre pelo horário oficial de Brasília.

Peso Meio-Pesado: Thiago Marreta (BRA) vs. Eryk Anders (EUA)

Por Bruno Costa

Thiago “Marreta” Santos (18 -6 no MMA, 10-5 no UFC) viu um de seus últimos adversários no peso médio, Anthony Smith (a quem liquidou com relativa tranquilidade), subindo à semideserta categoria dos meio-pesados e nocauteando dois ex-campeões em menos de meio round, e teve a razoável ideia de tentar replicar o mesmo. O primeiro desafio seria mais duro do que os recebidos por Smith, pelo menor declínio físico de Jimi Manuwa – top 5 da divisão e seu oponente original – mas serviria de igual forma como atalho pela busca de posição alta no ranking da divisão. Diante da lesão de Manuwa, o carioca se depara agora com um desafio contra Anders, prospecto da categoria dos médios, em um embate que promete uma recompensa muito menor que a inicial.

Marreta chegou ao UFC após sua participação no TUF Brasil 2, onde lutou como peso meio-médio, e demonstrava muito potencial atlético, mas total falta de experiência e pouca habilidade, principalmente na fase defensiva do jogo. O brasileiro subiu ao peso médio e, apesar da rápida derrota para Cezar Mutante em sua estreia, demonstrou evolução na defesa de quedas e trouxe à tona explosão e poder de nocaute para enfileirar alguns bons resultados na organização, ascendendo ao ranking e se tornando dono do maior número de interrupções por nocaute na categoria. As derrotas contra Gegard Mousasi e Dave Branch provavelmente sejam aquelas que definem o limite técnico de Marreta, mas o revés para Eric Spicely parece cada vez mais com algo acidental e de improvável repetição na carreira.

Os violentos chutes são a principal ferramenta de Thiago, que explode com muita facilidade por ser um atleta de ponta. O boxe é menos polido, mas o poder nas mãos – vindo dos diretos, ganchos e cruzados – é perigoso e teve mais efetividade em seus últimos compromissos, apesar dele por vezes ainda pecar pela superexposição desnecessária aos contra-ataques adversários. Ofensivamente, Marreta já deu amostras de ser capaz de utilizar seu jogo de solo visando um muito poderoso e violento ground and pound. Pode apresentar, mesmo tendo evoluído, dificuldades em controlar o ritmo de luta, algo normal a atletas de suas características, além do jogo de chão caso seja quedado pelo seu oponente, mas tem base relativamente sólida para evitar ficar de costas para o solo.

Eryk Anders (11-1 no MMA, 3-1 no UFC) será parte de um evento principal no UFC pela segunda vez em sua carreira, e novamente em território brasileiro. “Ya boy”, que era estrela do futebol americano na Universidade do Alabama, é outro atleta de elite, muito explosivo e de mãos pesadas, o suficiente para causar impacto em sua recente chegada no peso médio. Em que pese tenha liderado card contra Lyoto Machida em fevereiro, Anders é relativamente novo no MMA e muito menos experiente que seu adversário do sábado.

O americano é canhoto e gosta de pressionar seus adversários, não se apressando para tomar a atitude mais adequada à situação de luta que se apresenta em sua frente. Muito embora Anders seja apto para os chutes (como vimos em sua última apresentação), a melhor arma ainda parece vir de sua capacidade de explorar as falhas defensivas adversárias no boxe. Defensivamente, ainda carece de maior amostra conhecermos as capacidades reais, algo que provavelmente venha a ser testado no próximo combate.

Outro ponto que pode ser testado é se Anders é capaz, contra nível mais alto de competição, de trabalhar com competência no clinch para travar o ímpeto de seus adversários e eventualmente até mesmo trabalhar no solo, onde se demonstrou eficiente controlando com boa pressão oponentes menos qualificados.

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Anders, apesar de muito menos experiente e do pouco tempo de preparação, possui atributos que podem causar problemas para Marreta, principalmente quando se percebe sua especialidade em aproveitar as falhas mais comuns do brasileiro. Contudo, a baixa velocidade em que o americano gosta de levar seus combates, mesmo tentando exercer pressão, pode contar pontos a favor de Marreta, uma vez que o brasileiro teria mais tempo de trabalhar seus chutes na longa distância.

O embate será um ótimo teste para conhecer a abordagem de Anders contra um adversário que ataca muito e com violência desde as primeiras ações na luta, além de testar sua durabilidade. Também é interessante observar como o brasileiro se comporta com o perigo apresentado por um adversário muito atlético, e se isso diminuirá o número de ações tomadas durante os possíveis cinco rounds. Muito embora ambos sejam mais adeptos da luta em pé, não podemos descartar a possibilidade de tentativas de transição para trabalhar no ground and pound.

O combate apresenta alto potencial de ser finalizado com um corpo estendido no chão, devido aos altos níveis de violência já demonstrados de parte a parte. Muito embora confie na ascensão de Anders ao top 5 do peso médio, o curto tempo de preparação e a falta de amostragem contra adversários de nível mais alto nos levam a apostar que Marreta consiga uma interrupção a partir do terceiro round, tirando vantagem de sua situação física com maior tempo de preparo.

Peso Meio-Médio: #14 Alex Cowboy (BRA) vs. Carlo Pedersoli (ITA)

Por Thiago Kühl

Alex “Cowboy” Oliveira (19-5-no MMA, 8-3 no UFC) teve uma ascensão meteórica em sua carreira. De um ilustre desconhecido chegando de última hora para enfrentar o relativamente famoso Gilbert Durinho até agarrar uma oportunidade de aparecer em uma luta principal contra Donald Cerrone, se passou pouco mais de um ano. Daí para frente, se consolidando como um dos favoritos dos fãs, Alex soube aproveitar as oportunidades que apareceram no UFC: são 13 lutas em cerca de três anos e meio na organização e quatro prêmios por boas atuações (1 luta da noite e 3 performances da noite). Além do main event contra o Cowboy americano, por duas vezes esteve envolvido na luta coprincipal, sempre mostrando um carisma e animação acima da média.

Além dos revezes contra Cerrone e Durinho, apenas mais uma derrota maculou o cartel do carioca no UFC, a fenomenal pancadaria contra Yancy Medeiros no excelente UFC 218. O seu estilo é formado por um muay thai bem alinhado e bastante potente, aliado a um jogo de chão de bom nível e qualidade nas transições, o que torna o brasileiro um lutador bastante completo e perigoso. O enorme coração, por sua vez, dá o tom das suas lutas, sempre muito movimentadas. O problema aqui é que ainda há pouca preocupação defensiva, sempre apostando alto para colher vitórias. Quando lembramos de suas últimas duas lutas vemos os dois lados dessa mesma moeda. Contra Carlos Condit, saiu das trevas no fim do primeiro round para finalizar o ex-campeão interino da categoria, já contra Yancy Medeiros, por sua vez, gastou todo o gás que tinha para quase nocautear o americano, sem sucesso, e sofreu uma das maiores viradas do ano de 2017.

Em sua segunda aparição no octógono, Carlo Pedersoli Jr. (11-1 no MMA, 1-0 no UFC) novamente surge para salvar uma luta de última hora. O “Semento” fez praticamente toda a carreira na Europa – à exceção de uma luta no Japão – até conseguir o contrato com o UFC. Em maio passado, o ítalo-americano substituiu Salim Touahri de última hora para vencer Bradley Scott na decisão, no estreia da organização em Liverpool. Uma curiosidade sobre o ítalo-americano é que ele é neto daquele Carlo Pedersoli bem mais famoso. Não ajudei? O avô do lutador respondia também pelo nome artístico de Bud Spencer.

Em sua única luta no UFC, Carlo mostrou um variado rol de chutes e um jogo de mãos bem interessante, oriundos de sua base no karatê. Apesar de quase ser nocauteado por Brad Scott no primeiro assalto, conseguiu encontrar a distância e se aproveitou de alguns vacilos do inglês para imprimir bem seu ritmo na luta, chegando a mudar de nível para levar a luta na decisão. Pedersoli também possui um jiu-jitsu de bom nível, tendo chegado a competir tanto com quimono quanto em competições no-gi.

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Considerando que Cowboy deva estar com a defesa de quedas bem afiada – até porque estava treinando para enfrentar Neil Magny – o brasileiro deve manter a luta em pé, onde é mais agressivo e tem condições de usar a maior experiência a seu favor, encurtando a distância e ponto para jogo o potente muay thai. Pedersoli, por outro lado, tem como missão esfriar o ritmo da trocação mantendo o combate na longa distância, procurar brechas para causar dano em Alex e tentar colocá-lo de costas para o chão, posição em que terá mais vantagem e chances de vencer a luta. Entre os cenários aqui desenhados, imagino que o primeiro deva prevalecer se Cowboy souber dosar o gás. Nessa aposta vamos de Alex vencendo por nocaute na metade da luta.

Peso Meio-Pesado: #14 Sam Alvey (EUA) vs. Rogério Minotouro (EUA)

Por Diego Tintin

Sam Alvey (33-10 no MMA, 10-5 no UFC) tentou fazer parte do TUF 16, mas caiu ainda nas eliminatórias. Fez mais algumas lutas em eventos menores e finalmente foi contratado pelo UFC em 2014. Venceu nomes decentes como Dan Kelly, Cezar Mutante e os já decadentes Nate Marquardt e Rashad Evans. E costuma sucumbir diante de oponentes que trazem o grappling à mesa, como Thales Leites, que interrompeu uma sequência de quatro vitórias, seu melhor momento até então na organização. Sua marca registrada é o divertido sorrisão que nunca sai do rosto, o que o torna uma figura querida entre os fãs, apesar de fazer um monte de luta chata, como foi a última contra Gian Villante.

A habilidade do “Smilin” na troca de golpes não é utilizada como exemplo em almanaques, mas ele é dono de grande potência nos punhos. Alvey até consegue acertar o alvo de vez em quando, apesar do estilão desengonçado. Pupilo de Ricardo Pantcho, ele conseguiu uma pequena melhora no jiu-jítsu e seu wrestling defensivo só parece decente contra concorrência mais modesta. Em pé, tem a mania ruim de defender soco com o rosto. Outro problema atual é o preparo físico que faz o sujeito parecer bem mais velho que seus 32 anos mostram, mas isso é fruto de uma carreira desgastante, com 44 lutas, e muitas delas sem um saudável intervalo de tempo.

Rogério "Minotouro" Nogueira

Ao contrário de Alvey, Rogério Nogueira (22-8 no MMA, 5-5 no UFC) integrou por algum tempo a elite de sua divisão no MMA mundial. Estrela no PRIDE, onde travou uma guerra histórica contra Maurício Shogun, o irmão gêmeo de Minotauro chegou ao UFC com moral, porém a fase não era a mais produtiva. Embora tenha conseguido algumas boas vitórias, como as contra Tito Ortiz e Rashad Evans, não chegou a ser uma ameaça real na divisão e caminha hoje em direção ao fim da carreira atrás de vitórias cada vez menos frequentes.

Minotouro também é faixa-preta de jiu-jítsu do mestre Ricardo de la Riva, como o irmão mais famoso. Para ajudar nas quedas, é graduado no judô com a mesma cor de faixa. Porém, é no boxe que o “Little Nog” concentra suas ações e tem sua maior qualidade. Dono de mãos rápidas e precisas, Rogério deitou muita gente na vida e tem no currículo uma medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2007. Hoje em dia, já apresenta dificuldades na movimentação e no jogo defensivo, problemas naturais em um atleta de 42 anos que sofreu com contusões ao longo de uma vida intensa nos esportes de combate. Uma situação recorrente em sua carreira é a dificuldade em conter wrestlers de alto nível, mas este não deve ser um grande problema neste sábado.

Antonio Rogerio Nogueira vs Sam Alvey odds - BestFightOdds
 

É ponto pacífico que Minotouro não é mais o grande lutador que por um bom tempo poderia fazer luta dura contra qualquer meio-pesado do mundo. O tempo chegou para o baiano e a lentidão é uma limitação cada vez mais decisiva. O americano, embora venha de apresentações bisonhas, está mais inteiro e carrega o favoritismo no duelo. Com tudo isso, uma das melhores chances que a lenda brasileira tem para uma despedida com vitória está em Alvey, que não é propriamente reconhecido por lutar em alta voltagem. Mais técnico e preciso, Rogério tem a missão de evitar a patada ignorante do americano e fazer a festa da torcida paulista. Nossa aposta (muito ousada) é que isso ocorre ainda na primeira parcial, via sequência de socos entrando na guarda esburacada de Alvey.

Peso Galo: Renan Barão (EUA) vs. Andre Ewell (EUA)

Por Matheus Costa

O MMA é um esporte bastante imprevisível, onde tudo pode mudar de forma radical em pouco tempo. Em 2015, o brasileiro Renan Barão (34-6 no MMA, 9-5 no UFC) tentava recuperar o cinturão dos galos contra TJ Dillashaw, mas acabou sendo surrado impiedosamente pelo americano. Desde então, Barão nunca foi nem a sombra daquele que foi um dia. Três anos depois, o brasileiro enfrenta um estreante em seu país natal tentando recolocar sua carreira nos trilhos e manter seu emprego.

Se um dia Barão encantou o mundo com a rapidez de seus golpes e sua ótima disciplina para seguir as estratégias arquitetadas por Dedé Pederneiras, esse lutador aparentemente não existe mais. Em 2018, Renan se tornou um lutador lento, previsível e cada vez mais exposto defensivamente. O poder de seu queixo é incrível, mas confiar demais em sua capacidade de ser atingido nunca é uma boa estratégia.

Barão possui um muay thai acima da média, mas com suas valências físicas em decadência, as suas qualidades em pé não são mais as mesmas. O wrestling do brasileiro é de um nível decente e seu jiu-jítsu é bem acima da média, mas ele também não vem mostrando uma boa defesa de quedas – o que já foi sua característica – há um bom tempo. Com uma vitória em suas últimas cinco lutas, uma derrota para Ewell pode colocar um fim na trajetória do atleta na organização.

A missão de Andre Ewell (13-4 no MMA) não é das mais fáceis. Logo em sua estreia, o atleta vem ao Brasil para enfrentar o ex-campeão de uma categoria na qual reinou durante anos, portanto, uma vitória pode fazer seu nome dentro do peso galo de forma imediata. E sinceramente? Não seria uma surpresa caso acontecesse.

Ex-campeão peso galo do CES MMA, o atleta de 30 anos possui 13 vitórias em 17 lutas, com sete nocautes e quatro finalizações ao longo de sua trajetória. Um fato curioso é que Ewell já possui a maior envergadura da categoria com 1.90m, fator do qual ele tira bastante vantagem usando seus jabs. Em pé, Ewell é bastante preciso e possui um alto volume de golpes, geralmente terminando combinações com seus diretos de esquerda. O ponto fraco do jogo de seu jogo é a defesa de quedas, já que seu chão não é bom e ele é o tipo de atleta que não sabe muito o que fazer quando fica de costas para o tablado.

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Essa é uma luta que envolve bastante risco para Barão, pois a chance dele ter problemas com o americano em pé são bem consideráveis. Por mais que tenha condições, o ex-campeão não deve se arriscar em pé e deve jogar na sua origem que é o jiu-jítsu. Portanto, aposto na vitória do brasileiro por decisão unânime, mas é bom ressaltar que ele pode se complicar bastante caso não consiga levar a luta para o chão.

Peso Palha: #13 Randa Markos (CAN) vs. Marina Rodriguez (BRA)

Por Thiago Kühl

Décima terceira do ranking do peso palha, Randa “Quiet Storm” Markos (8-6 no MMA, 4-5 no UFC) chegou no evento por meio do TUF 20, quando perdeu a semi-final para Rose Namajunas. Sem nunca repetir um resultado no UFC, a iraquiana radicada no Canadá, enfrentou boa parte das lutadoras hoje ranqueadas no peso, como Carla Esparza, Alexa Grasso, Courtney Casey e Karolina Kowalkiewicz, sendo, sem dúvidas, a mais experiente dentro do octógono no sábado. Em sua última aparição, em julho no UFC de Calgary, a canadense perdeu para Nina Ansaroff por decisão unânime, quando, após um bom primeiro round, deixou a americana crescer e dominar a luta.

Randa é uma grappler por definição. Até a postura corporal durante as lutas deixa claro o objetivo da iraquiana: sem medo de tomar pancada, avançar sempre no intuito de encurralar as adversárias contra a grade e buscar as quedas. Uma vez no chão, ela tem condições técnicas suficientes para avançar nas posições e aplicar o jiu-jitsu para controlar as lutas. Mesmo sem ter conseguido finalizar um combate desde sua vitória contra Felice Herrig no TUF 20, Markos mostrou no primeiro assalto contra Ansaroff boas transições, justificando a faixa-roxa concedida por Fabio Lima. Por outro lado, a estratégia de ir para cima de suas adversárias a qualquer custo, sempre fez com que trocadoras de bom nível conseguissem infringir dano suficiente para diminuir seu ímpeto.

Marina Rodriguez (11-0 no MMA) foi uma das contratas por meio da primeira temporada do Contender Series Brasil, depois de fazer Maria Oliveira desistir após uma série de joelhadas e cotoveladas no clinch. Invicta no cenário nacional, Marina chega o UFC invicta, após ter vencido seis de suas onze lutas por nocaute ou finalização. A brasileira, que luta na abertura do card principal em São Paulo, nunca fez uma luta fora do Brasil, sendo muito menos experiente que sua adversária.

A gaúcha é especialista em muay thai, tendo mostrado no programa e em suas lutas no cenário nacional bastante potência no clinch, onde possui velocidade suficiente para colocar combinações de joelhadas e cotoveladas com muita precisão. O jogo de chão – que não deve ser uma opção ofensiva na luta de sábado – já foi responsável por uma finalização em 2016 mas, sem nunca ter enfrentado uma boa wrestler, sua defesa de quedas fica difícil de ser avaliada.

Marina Rodriguez vs Randa Markos odds - BestFightOdds
 

As odds muito parelhas demonstram que os apostadores devem ter assistido a derrota de Randa para Nina, tendo notado que a iraquiana não conseguiu mais imprimir grande pressão após ter as pernas bastante machucadas pela americana, que não cedeu mais quedas após o primeiro round. Além disso, a sua postura é um prato cheio para trocadoras precisas como Marina.

A gaúcha precisará se movimentar muito, machucar as pernas de sua adversária com chutes baixos e evitar ao máximo ficar de costas para a grade. O grande problema é que Rodriguez, além de muito menos experiente, terá desvantagem física, o que deve facilitar o caminho para Markos impor seu jogo de quedas ao menos no início da luta. Com esse cenário, quem aplicar mais rápido e melhor seu jogo, deve sair com a vitória. No caso aqui, apostaremos numa vitória da por decisão da “Tempestade Silenciosa”, mas não sem deixar o octógono com o rosto inchado.

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