Por Edição MMA Brasil | 18/05/2018

A expansão internacional do UFC ganha mais um país no tabuleiro do WAR. O octógono mais famoso do mundo desembarca neste sábado em Santiago, capital chilena, para o UFC Fight Night 129, que será disputado na Movistar Arena, uma das maiores arenas da América do Sul.

O evento será liderado por um combate muito interessante, que remete à mais antiga rivalidade do UFC, quando o ás do jiu-jítsu Demian Maia, quinto do ranking dos meios-médios, retorna para encarar o ascendente wrestler Kamaru Usman, que ocupa a sétima colocação no ranking.

Outro interessante duelo de estilos foi marcado para a luta coprincipal, que envolve a mexicana Alexa Grasso e a americana Tatiana Suarez, pelo peso palha. Ainda na escala das grandes promessas, o evento chileno traz Dominick Reyes contra Jared Cannonier. Nos combates iniciais, a campeã da LFA Andrea Lee estreia contra Veronica Macedo, enquando a maior promessa de pancadaria abre o card principal com Vicente Luque contra Chad Laprise, pelo peso meio-médio. O país-sede será representado por Diego Rivas, que encara o argentino Guido Cannetti, mas a prévia recupera Alexandre Pantoja contra Brandon Moreno das preliminares, muito mais relevante.

O UFC Fight Night Chile será transmitido ao vivo e na íntegra pelo canal Combate e contará com cobertura local do MMA Brasil. A primeira luta preliminar está agendada para às 19:30h, enquanto o card principal deve ir ao ar a partir das 23:00h, sempre pelo horário oficial de Brasília.

Peso Meio-Médio: #5 Demian Maia (BRA) vs. #7 Kamaru Usman (NIG)

Por Alexandre Matos

Demian Maia

Depois de garantir a chance de disputar o cinturão pela segunda categoria, com uma linda série de sete vitórias, Demian (25-8 no MMA, 19-8 no UFC) foi apresentado a uma realidade que ficou escondida pelo caminho tomado nesta corrida ao cinturão. Quando bateu de frente com wrestlers sólidos, teve dificuldades enormes e não passou pelo campeão Tyron Woodley nem pelo ascendente Colby Covington.

Aos 40 anos, é incrível que Maia ainda tenha vitalidade demonstrada. Porém, aos 40 anos, é compreensível que ele não tenha mais a explosão e a velocidade de outrora. Por conta disso, ele ficou numa encruzilhada: desde que apostou todas as fichas em resgatar os valores de seu jiu-jítsu sobrenatural, ele nunca tinha precisado tanto de um wrestling fortalecido para superar quem defende quedas desde criança. Arriscando muito singles e double legs sem maiores fintas e sem explosão/velocidade, a tarefa de derrubar gente como Woodley ou Covington torna-se muito mais espinhosa. E este é o cenário que ele encontrará no sábado.

Kamaru Usman

Por fora do alcance do radar de muitos, Usman (12-1 no MMA, 7-0 no UFC) foi crescendo na selva dos meios-médios e agora é um respeitado integrante do top 10. Ele ostenta no momento a mesma sequência de vitórias que levou Demian ao cinturão, embora lhe falte resultados contra integrantes do próprio ranking. O vencedor do TUF 21 já lutou em 2018, quando passou por Emil Meek, no combate seguinte ao que aniquilou Serginho Moraes.

Quando venceu o reality show, Usman era um wrestler de muita força física, excelente quedas, controle posicional e ground and pound. Essas características se mantêm cada vez mais agudas, mas agora ele aprimorou especialmente o boxe, que virou uma arma de definição de combates graças aos punhos pesados, e os chutes baixos, excelente opção para quebrar o equilíbrio dos oponentes. No entanto, o wrestling segue sendo uma arma mortal: Usman aplicou 28 quedas em suas apresentações oficiais no octógono, uma média de quatro por luta.

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Na luta contra Meek, o nigeriano aparentou uma certa prepotência que quase lhe causou problemas. Contra Demian, se fizer o mesmo, fatalmente será pego. Talvez esta possibilidade tenha dado ao brasileiro a esperança necessária para aceitar um desafio tão duro e tão ruim para seu jogo com apenas três semanas de antecedência. Diante da maior oportunidade de sua vida, da chance de vencer um top 5 e se colocar em definitivo nas conversas de disputa de cinturão, Usman deve encarar o combate com a seriedade que merece.

Demian deverá encontrar imensas dificuldades de levar o duelo para o chão e sofrerá com mais golpes do que Woodley ou Covington quiseram executar. Usman deve apostar nos combos de jabs com chutes baixos no começo, mesclando com alguns diretos, para controlar a distância e diminuir cada vez mais a eficiência das tentativas de queda do paulista, fazendo-o cansar. Em seguida, será a vez de derrubar o brasileiro e sufocá-lo perto da grade com ground and pound visceral.

Pelo queixo resistente, a expectativa é que Maia suporte o castigo, mas há a possibilidade de uma interrupção quando o árbitro julgar que a ação se tornou unilateral e sem muitos cuidados defensivos. Como o combate será de cinco rounds e o lutador nove anos mais novo está de camp completo, a expectativa é que Usman termine pela via rápida dolorosa no terceiro round.

Peso Palha: #9 Alexa Grasso (MEX) vs. #12 Tatiana Suarez (EUA)

Por Diego Tintin

Alexa Grasso

Alexa Grasso (10-1 no MMA, 2-1 no UFC) chegou com boa expectativa ao maior evento do mundo. Habilidosa, com bom currículo e atraente para o público médio com seu carisma e beleza, a mexicana vinha de boas vitórias no Invicta FC sobre Mizuki Inoue e Jodie Esquibel. Estreou no octógono na capital de seu país natal e venceu a dura Heather Jo Clark. Em seguida, enfrentou duas top 10 da divisão e mostrou seu valor em lutas muito disputadas contra Felice Herrig e Randa Markos, perdendo a primeira e vencendo a segunda.

A jovem mexicana começou a treinar boxe ainda na adolescência e desenvolveu uma movimentação interessante, bom volume de golpes, quase sempre fazendo uso de combinações. Alexa tem ainda base decente de treinamento na luta agarrada, embora o confronto contra Herrig tenha deixado claro que, para disputar contra a elite, faz-se necessário mais ferramentas nesta área. Grasso demonstra oportunismo e criatividade no ataque, entretanto precisa de ajustes defensivos, o que é natural no atual estágio de sua carreira.

Tatiana Suarez

Tatiana Suarez (5-0 no MMA, 2-0 no UFC), uma wrestler bem-sucedida, treinava para disputar as Olimpíadas de Londres quando uma lesão no pescoço a tirou dos Jogos. Nos exames em tratamento ao problema, a americana descobriu um câncer na tireoide e passou pelo difícil tratamento até finalmente ficar curada e voltar a treinar, migrando para o MMA em seguida.

O que vemos no novo esporte é uma lutadora muito tenaz, aguerrida e que aproveita de sua grande técnica na luta agarrada para impor um forte volume no jogo de quedas e no solo. Até o momento, a filha de mexicanos dominou as oponentes em todas as suas lutas, fazendo uso de força e resistência física acima da média.

Suarez apareceu no TUF 23 de forma dominante, finalizando seus dois combates na casa e culminando com um passeio sobre Amanda Cooper na final do programa. Em um aumento no nível de competição, passou como um rolo compressor sobre a promissora brasileira Viviane Sucuri, com grande atuação. E o desafio deste sábado representa novamente encarar uma jovem revelação, esta em estágio mais avançado de desenvolvimento.

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O clássico “grappler vs. striker” tem nuances ainda mais acentuadas que o comum neste duelo, já que as jovens atletas, especialistas em suas áreas, estão muito cruas no campo de domínio da oponente. Por conta disso, para o triunfo, é vital impor a vontade e levar o combate para sua zona de alto desempenho. Diante de tal panorama, é provável que Tatiana enfrente alguns contratempos, contudo consiga mais tempo de superioridade e arranque uma vitória na decisão.

Peso Meio-Pesado: Jared Cannonier (EUA) vs. Dominick Reyes (EUA)

Por Thiago Kühl

Jared Cannonier

Jared Cannonier (10-3 no MMA e 3-3 no UFC) é um bom exemplo do atual cenário dos pesos meios-pesados do UFC: ex-gordo ex-peso-pesado, desceu de categoria e trouxe consigo um grande poder de nocaute e um cárdio pífio. O “Killa Gorilla” até chegou a demonstrar uma certa evolução no striking, com inclusão de um arsenal mais vasto em seu jogo, além do bem alinhado boxe. O problema é que a falta de outras valências e de velocidade sempre o limitou à portaria do ranking da categoria – o qual não integra hoje – de forma que, quando enfrentou adversários de melhor qualidade, não encontrou resposta dentro do seu limitado jogo para subir de nível.

Em sua última luta, foi completamente dominado por Jan Błachowicz, sem conseguir trazer resposta alguma contra um lutador mais completo, inclusive sofrendo em pé, dentro de sua especialidade. O que se pode discutir é se o adversário de sábado já está no mesmo nível do polonês.

Dominick Reyes

Integrante de nossa coluna “Top 10 do Futuro”, Dominick Reyes (8-0 no MMA e 2-0 no UFC) é dos prospectos mais interessantes da atualidade na combalida categoria dos pesos meios-pesados. Tem porte e condicionamento físico que se destacam na categoria, além de um jogo bastante letal – de suas oito vitórias, sete terminaram com interrupções ainda na primeira parcial. Com passagens pelo wrestling e futebol americano universitários, Reyes conseguiu estabelecer um jogo completo.

O californiano chega no Chile com objetivo de vencer um ex-ranqueado e colocar seu nome definitivamente no rol de lutadores que tem o objetivo de recuperar aquela que já foi a divisão mais interessante do UFC, não tem a necessidade de imprimir pressão desde o primeiro minuto de luta, já que o seu adversário de sábado praticamente só oferecerá perigo durante a primeira parcial.

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É verdade que Cannonier tem ferramentas para surpreender no primeiro round, mas não é o cenário mais provável para a luta de sábado. Principalmente quando se imagina o futuro de Reyes, não parece difícil apostar em seu favor; entretanto, o “Devastator” não pode vacilar e querer partir para cima dentro dos cinco primeiros minutos de luta, momento em que deve cansar seu adversário, o que deve facilitar o caminho para buscar uma interrupção no segundo assalto.

Peso Mosca: Veronica Macedo (VEN) vs. Andrea Lee (EUA)

Por Rafael Oreiro

Veronica Macedo

Uma das únicas representantes da Venezuela no UFC, junto com Maximo Blanco, Veronica Macedo (5-1-1 no MMA, 0-1 no UFC) fará somente sua terceira luta após quase três anos contratada pela organização, com problemas com contusões tendo forçado o cancelamento de algumas de suas lutas. Descendo para o peso mosca por causa de uma sugestão do UFC – apesar de a lutadora ter se mostrado contra – Macedo fez carreira lutando contra oposição de baixa qualidade na Europa, conseguindo cinco vitórias antes do chamado da maior organização de MMA do mundo. No UFC, acabou parada logo em sua primeira luta, perdendo para Ashlee Evans-Smith, em 2016, ano no qual realizou todas as suas sete lutas profissionais.

Campeã nacional de taekwondo cinco vezes nos Estados Unidos, Macedo é uma striker bastante técnica, tendo gosto por manter a luta em uma distância longa, utilizando golpes retos e uma boa variedade de chutes, incluindo os rodados. A venezuelana era bastante desfavorecida fisicamente no peso galo, como ficou claro no combate contra Evans-Smith, e o peso mosca parece ser o ideal para ela. Assim, Macedo terá mais chance de defender quedas e de resistir no chão, aspecto no qual deixou muito a desejar em 2016. Porém, como se trata de uma atleta jovem e com pouco tempo de carreira, fica difícil de se medir o progresso que pode ter sido feito nesses anos em que a venezuelana passou sem lutar, treinando em território francês na MMA Factory, junto de Francis Ngannou.

Andrea Lee

Depois de alguns problemas com a política da USADA terem atrasado sua estreia, Andrea Lee (8-2 no MMA) fará finalmente sua primeira luta no octógono. Sempre tendo sido considerada um bom talento para o futuro do peso mosca, a “KGB” foi colocada contra oposição muito mais experiente bem cedo em sua carreira – perdendo para Roxanne Modafferi em sua terceira luta profissional – mas, uma vez na LFA, acabou deslanchando e tendo espaço para se desenvolver, conquistando o cinturão da organização e o defendendo uma vez antes de ser contratada pelo UFC.

Faixa-preta no caratê kyokushin, Lee é uma lutadora de boa técnica na troca de golpes – tendo vencido diversos torneios nacionais amadores de muay thai e kickboxing -, mas acaba se mostrando um pouco lenta e se movimentando muito pouco, com a tendência de ficar plantada na frente de sua oponente, o que pode dificultar tanto a defesa de golpes quanto a de quedas. Ainda assim, a americana tem um arsenal ofensivo bastante diversificado, com gosto pelos chutes nas pernas e potentes joelhadas do clinch. Extremamente forte para a categoria, Lee exibe um jogo de quedas também bem desenvolvido e, uma vez no chão – ela é faixa-marrom de jiu-jítsu – controla muito bem as posições e é agressiva, com variadas tentativas de finalização, incluindo kimuras e chaves de braço.

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Apesar de estar descendo de categoria, Macedo ainda irá encarar uma boa diferença de tamanho e força contra Andrea Lee, que possui um plano de luta muito claro a seguir: pressionar e não deixar sua adversária estabelecer a distância, buscando a luta de chão, onde deve levar clara vantagem. Apesar de uma possível evolução da venezuelana, a tendência é que Lee macedo ou mais tarde consiga a queda, controlando posição até uma eventual finalização no terceiro round.

Peso Meio-Médio: Vicente Luque (EUA) vs. Chad Laprise (CAN)

Por Matheus Costa

Vicente Luque

O card chileno promete entregar para os fãs locais alguns duelos interessantes. O confronto entre Vicente Luque e Chad Laprise é um dos que mais me intriga em todo o evento por conta confronto de estilos.

O brasileiro de descendência chilena e nascido nos Estados Unidos provavelmente lutará com o apoio da torcida local, mas pouco importa. Aos 26 anos de idade, Luque tenta retomar sua ascensão na categoria dos meios-médios e uma vitória sobre Laprise seria ótima para os seus planos. E vice-versa, pois o recém-chegado Laprise deu a impressão de que subir de peso para sofrer menos com a balança lhe fez muito bem, tendo em conta suas duas últimas atuações no octógono.

Vicente Luque (12-6-1 no MMA, 5-2 no UFC) é um daqueles lutadores que não mostram muitos defeitos. Ele tem um bom boxe tecnicamente, tanto na parte defensiva como na ofensiva, alinhando ótimas combinações com bastante noção de distância. Além disso, Luque, que possui uma mão esquerda pesada, tem um bom conjunto de chutes. Seu wrestling é bom o suficiente para o nível da categoria, já que ele gosta de jogar no clinch e tem certa facilidade com transições. Além de tudo isso, Vicente tem um jiu-jítsu promissor e ofensivo, com bons estrangulamentos na carreira. Mesmo que tenha uma idade ainda de um prospecto, Luque precisa mostrar qual é realmente o teto de seu potencial, já que uns esperam que ele chegue ao top 15 ou top 10 da categoria, e outros que pare no nível de adversários como o Leon Edwards, principalmente por seu preparo físico de nível um tanto quanto duvidoso.

Chad Laprise

Quando Chad Laprise (13-2 no MMA, 6-2 no UFC) voltou à categoria dos meios-médios, na qual conquistou o TUF Nations, por dificuldades de bater o peso da divisão dos leves, não se esperava que seu desempenho fosse melhorar. Com a mão mais pesada e um preparo físico melhor, o canadense aparenta ter ficado com mais força física para colocar o seu bom wrestling em jogo. Antes, na maior parte de sua carreira, Laprise sempre apostou mais na troca de golpes em pé, seja no boxe ou kickboxing.

Contra o limitado Galore Bofando, mesmo que tenha sofrido um knockdown com menos de um minuto de combate, Chad usou seu jogo de clinch para levar a luta para o chão, posição na qual tem um bom controle posicional, para nocautear no ground and pound. Creio que a estratégia contra Luque seja parecida, podendo explorar o frágil preparo físico do brasileiro, cansando o oponente no clinch e por cima no chão.

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Laprise é um bom wrestler e tem um bom boxe alinhado, mas não confio muito em seu queixo. Vejo uma significativa vantagem de Luque em pé e, caso consiga manter a luta no striking, aposto em nocaute de Vicente pelo segundo round. Há a possibilidade de Laprise dominar o rival nas quedas e no clinch, mas Luque é superior em praticamente toda área do combate e é, de fato, um lutador mais talentoso e promissor do que seu adversário.

Peso Mosca: #7 Brandon Moreno (MEX) vs. #12 Alexandre Pantoja (BRA)

Por Idonaldo Filho

Brandon Moreno

O carismático mexicano Brandon Moreno (14-4 no MMA, 3-1 no UFC) era desconhecido e campeão do pequeno WFF quando entrou no TUF 24. Último do ranking, foi escalado logo para a primeira luta e mostrou suas qualidades em um duelo sensacional contra o mesmo oponente deste sábado. Mesmo saindo derrotado, foi convocado para lutar no UFC, entrando de última hora. Substituindo Sergio Pettis, Moreno entrou como grande azarão e surpreendeu o na época ascendente Louis Smolka, depois venceu Ryan Benoit e Dustin Ortiz, até ser derrotado pelo mesmo Pettis, a quem havia substituído em sua primeira luta.

Top 10 do UFC com apenas 24 anos, Brandon é um atleta muito agressivo, que possuí como base o jiu-jitsu (é faixa-roxa), mas não dispensa uma luta em pé, possuindo um ótimo queixo e tendências a conduzir os combates na pancadaria franca. O jogo de quedas vem melhorando cada vez mais e a defesa de golpes problemática vem sendo corrigida com boa movimentação e boa capacidade de evasão.

Alexandre Pantoja

Ex-campeão da antiga RFA, Alexandre Pantoja (18-3 no MMA, 2-1 no UFC) entrou no reality show como um dos grandes favoritos, mas foi derrotado por Hiromasa Ogikubo e não conseguiu chegar à final. Logo contratado pelo UFC, estreou vencendo o colega de programa Eric Shelton, frustrou a aposentadoria do irlandês Neil Seery e, ao subir o nível o nível de competição, sucumbiu ao wrestling de Dustin Ortiz, no UFC 220.

Também oriundo do jiu-jítsu, Pantoja tem um grappling muito competente, mas com condicionamento cardiorrespiratório e jogo de quedas que ainda podem ser melhorados, muitas vezes tentando quedas de longa distância que não resultam em nada. Em pé, Pantoja trabalha bem o muay thai, possuindo bastante agressividade, quase sempre mantendo o domínio do octógono para si, circulando e conseguindo bons socos, geralmente terminando suas sequências com chutes, tanto na perna quanto na cabeça. O brasileiro já mostrou brechas quando enfrentou bons wrestlers, que conseguiram anular seu jogo.

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É inexplicável o que essa luta faz no card preliminar. O primeiro combate entre eles foi o melhor do TUF 24 e, com os atletas mais experientes, tende a ser tão excelente quanto foi o primeiro.

Moreno evoluiu bastante desde a primeira luta, mas o brasileiro ainda sim é melhor lutador, tanto defensiva quanto ofensivamente. Na luta talvez mais equilibrada do card preliminar, a expectativa é de que Pantoja leve em uma decisão apertada.