Por Edição MMA Brasil | 01/02/2018

No próximo sábado, o UFC fará uma justiça histórica. Em sua 31ª viagem ao Brasil, finalmente a maior organização do MMA mundial montará o octógono na cidade que mais apoia o esporte no país, no berço do Gracie Jiu-Jítsu, num ginásio de nome maravilhoso. A Arena Guilherme Paraense, batizada em homenagem ao primeiro brasileiro campeão olímpico, será palco do UFC Fight Night 125, o primeiro evento do UFC na região Norte do país.

Nada mais justo – e óbvio – do que convocar o maior herói local para liderar o card de Belém. O ex-campeão Lyoto Machida tenta afastar a má fase contra o ascendente e invicto americano Eryk Anders.

Quatro outros combates do card principal contam com lutadores ranqueados. Pelo peso galo, o décimo colocado, Pedro Munhoz, recebe o oitavo, John Dodson. Valentina Shevchenko, principal favorita a tomar o recém-criado cinturão do peso mosca feminino, dá as boas-vindas a Priscila “Pedrita” Cachoeira. Pelo peso pesado, Timothy Johnson, número 15, encara Marcelo Golm, enquanto Thiago Marreta, 15º dos médios, pega Anthony Smith. Complementando o sexteto de combates, o local Michel Trator mede forças com Desmond Green.

A noite será longa para o UFC Belém. A primeira luta do card preliminar está marcada para iniciar às 22:00h, enquanto a porção principal vai ao ar a partir de 01:00h, sempre pelo horário oficial de Brasília. O canal Combate transmite o evento ao vivo e na íntegra. A Rede Globo também o fará, mas ainda não há confirmação do horário inicial.

Peso médio: #13 Lyoto Machida (BRA) vs. Eryk Anders (EUA)

Por Alexandre Matos

Lyoto Machida

O tempo foi implacável com Machida (22-8 no MMA, 14-8 no UFC). Em suas primeiras quatro lutas no peso médio, ganhou bônus em todas, venceu três vezes, com dois nocautes em um minuto cada, e entregou a luta mais dura do então campeão Chris Weidman. De repente, parece que ele foi abduzido e trocado por um rascunho de si próprio. Nos três duelos seguintes, não apresentou resistência ao ser finalizado por Luke Rockhold e nocauteado por Yoel Romero e Derek Brunson, este há pouco tempo, no fim de outubro, em São Paulo.

Não foi só com os resultados que o tempo foi cruel com o Dragão. Seu estilo, muito dependente da velocidade, do tempo de reação e da precisão do caratê shotokan, que um dia já foi um quebra-cabeça indecifrável, ficou muito mais fácil de ser mapeado até mesmo por um sujeito mais bruto do que talentoso como Brunson. Sem as três características citadas, Lyoto não consegue mais levantar a fortaleza defensiva e, por conta disso, a eficiência do contra-ataque, sua mais brilhante face, afundou junto. É verdade que um sujeito com a capacidade de Machida, excelente em todas as fases do jogo, sempre pode ter uma sobrevida, mas isso fica cada vez mais difícil conforme o tempo passa.

Eryk Anders

Com apenas duas lutas no octógono, Anders (10-0 no MMA, 2-0 no UFC) chegou fazendo barulho. Na estreia, em julho do ano passado, ele atropelou e aposentou Rafael Sapo. Em seguida, recebeu a estreia do talentoso Markus Maluko e se aproveitou da forte queda de rendimento do brasileiro para anotar mais uma vitória de impacto. Casado com uma brasileira, Eryk terá mais um representante do país pela frente.

Ex-linebacker da poderosa Universidade do Alabama, campeão nacional em 2009 ao lado do supercraque Julio Jones, Anders largou o futebol americano para trilhar um caminho interessante no mundo dos esportes de combate. Ele teve o cuidado de fazer cerca de 20 lutas amadoras depois de conquistar medalhas em pan-americanos de jiu-jítsu sem pano. Desde que se profissionalizou no MMA, em 2015, capturou o cinturão da LFA. A facilidade em aplicar tackles – ele liderou Alabama na final de 2009 neste quesito – se traduziu em quedas explosivas no MMA. A capacidade atlética adquirida no futebol americano lhe permite impor forte intensidade nos combates, refletida nas poderosas pancadas de esquerda e no ground and pound feroz, enquanto se mantém apto para lutas mais longas, ainda que tenha apresentado alguma queda de rendimento quando lutou cinco rounds na LFA.

Eryk Anders vs Lyoto Machida odds - BestFightOdds
 

Fosse contra o Lyoto de 2013-14 e Anders teria problemas. Porém, o americano tem importantes vantagens físicas sobre o atual Dragão para fazer com que as odds merecidamente fiquem ao seu lado e o combate funcione como mais uma passagem de guarda entre gerações.

Machida terá que exibir uma atuação como nos velhos tempos para vencer. Se continuar se movimentando lentamente, vai acabar abalroado pela pressão inicial de Anders e amargar mais uma derrota por nocaute. Eryk ainda mostra alguns buracos defensivos, mas tem vitalidade suficiente para encaixar os golpes de Lyoto e seguir avançando – o mesmo não se pode dizer do ex-campeão. Não acredito que o brasileiro suporte a pressão. Anders por nocaute na primeira etapa é o palpite.

Peso galo: #8 John Dodson (EUA) vs. #10 Pedro Munhoz (BRA)

Por Diego Tintin

John Dodson

John Dodson (19-9 no MMA, 8-4 no UFC) foi revelado na excelente 14ª edição do reality show “The Ultimate Fighter”, quando nocauteou o atual monarca da divisão TJ Dillashaw na final do programa. Com esta credencial, chegou com moral ao UFC e logo deixou um rastro de destruição no peso mosca até conseguir duas disputas pelo cinturão contra o já lendário Demetrious Johnson. Dodson levou o campeão ao inferno na primeira luta, ameaçou seu reinado, mas acabou derrotado nas duas oportunidades e buscou exílio no peso galo. Na nova divisão, Dodson venceu os medianos Manny Gamburyan e Eddie Wineland, mas ficou do lado derrotado em decisões divididas apertadas contra os brasileiros John Lineker e Marlon Moraes.

Dodson trouxe aos galos a velocidade inigualável que aterrorizava a divisão dos moscas. Junte a isso um poder de nocaute incomum para alguém de seu tamanho, uma movimentação difícil de desvendar e bom wrestling ofensivo e defensivo. Se há uma dificuldade que irá acompanhá-lo nesta divisão é a desvantagem física, tanto nas medidas de altura e alcance, quanto na força isométrica aplicada na luta agarrada.

Pedro Munhoz

Pedro Munhoz (15-2 no MMA, 5-2 no UFC) chegou à organização com a moral de portador do então importante cinturão da RFA. Na estreia, uma tremenda cilada contra o integrante da elite Raphael Assunção e Pedro conheceu sua primeira derrota, mas com atuação muito digna. Em seguida, sete lutas e apenas uma derrota contra outro top 5 da divisão, o americano Jimmie Rivera. Foram seis vitórias, uma delas transformada em luta sem resultado por conta de um resultado positivo no antidoping (testosterona acima do limite), que lhe custou um ano de suspensão. Entre as vitórias, três bônus de desempenho contra nomes importantes: Justin Scoggins, Rob Font e Russell Doane, todos vitimados pela especialidade da casa: a justa guilhotina que Pedrinho tem a manha e consegue aproveitar pequenas oportunidades como poucos.

Para além de pegar o pescoço alheio, Pedrinho é um especialista na luta de solo. Faixa-preta de jiu-jítsu, campeão nacional sem pano, Pedrinho aplica boas quedas, tem movimentos explosivos e costuma punir oponentes que cometem erros de transição. O tempo que passou treinando com Rafael Cordeiro na Kings MMA o ajudou a aprimorar o muay thai. Hoje em dia, bate ponto em outra academia de elite, a American Top Team. Se não chegou a se tornar um nocauteador mortal, aprendeu a lidar de forma satisfatória com adversários mais experientes na luta em pé.

John Dodson vs Pedro Munhoz odds - BestFightOdds
 

Este é um duelo que tem tudo para ser muito dinâmico e com reviravoltas interessantes. Afinal, são dois lutadores corajosos, técnicos e sempre resilientes. Posso imaginar um começo com Dodson no comando das ações na luta em pé e Pedrinho esperando uma oportunidade para tentar a definição, como fez em seu último combate contra Font. O problema aqui para o brasileiro é que o estadunidense tem mais qualidade que sua última vítima. Minhas fichas vão para uma vitória de Dodson por decisão.

Peso mosca: Valentina Shevchenko (KGZ) vs. Priscila Cachoeira (BRA)

Por Diego Tintin

Valentina Shevchenko

Nascida na então república soviética do Quirguistão, naturalizada peruana, Valentina Shevchenko (14-3 no MMA, 2-2 no UFC) já é o maior nome da história do MMA dos dois países. Ela chegou no evento discretamente, vencendo a talentosa veterana Sarah Kaufman em decisão dividida. Na segunda apresentação, um duelo encardido contra Amanda Nunes, no qual Valentina foi ao inferno no round inicial, mas mostrou resiliência e ficou muito perto de virar o placar. Após este revés, a maior vitória da carreira, contra a ex-campeã Holly Holm, num duelo do mais alto nível do kickboxing mundial dentro do octógono. Depois de derrotar a sensação Juliana Peña com atuação de gala, Vale conquistou nova chance contra a agora campeã Amanda. Desta vez, os juízes tiveram uma missão espinhosa por conta de uma luta muito parelha em cinco rounds. Shevchenko precisa agora lidar com a decepção de, mais uma vez, ver a brasileira sair com a vitória.

As credenciais da “Bullet” na luta em pé são de impressionar: mestre internacional e campeã mundial de muay thai, faixa preta segundo dan de taekwondo, mais de 60 lutas profissionais entre boxe e kickboxing com apenas duas derrotas e vitórias em várias etapas do K-1. Para completar, tem outra campeã mundial de muay thai na família para fazer um sparring bacana, a irmã Antonina. A especialidade da casa são os contragolpes em alta velocidade e uma resistência acima da média.

Mesmo com uma barreira tão assustadora como Valentina pela frente, Priscila Cachoeira (8-0 no MMA, 0-0 no UFC) pode se orgulhar de já ter vencido os seus mais cruéis e devastadores adversários: o trauma de ser abusada por um cunhado, a depressão que se manifestou após uma grande decepção nos tempos de jogadora de vôlei na adolescência e o terrível vício em cocaína e crack. Partindo dessa vitória na vida, minha conterrânea de Bangu conquistou outras oito no MMA profissional para conseguir um contrato com a maior organização de MMA do mundo.

No cenário nacional, Pedrita travou verdadeiras guerras, sempre com entrega máxima e com grande poder de cativar o público. Foram quatro vitórias em 2017, uma delas, contra Marta Gladiadora, em Curitiba, que foi a Luta do Ano do Prêmio Osvaldo Paquetá, o mais importante do MMA brasileiro.

A pupila do mestre Gilliard Paraná e companheira de treinos de Jéssica Andrade na PRVT tem poder de nocaute acima da média, mas tecnicamente ainda precisa de mais refinamento. Profissional no MMA há menos de dois anos, tenta compensar a falta de experiência com garra, espírito e coração de quem usou o esporte para salvar a própria vida. A luta agarrada ainda não foi testada em um nível mais exigente, mas talvez não faça muita diferença neste combate.

Priscila Cachoeira vs Valentina Shevchenko odds - BestFightOdds
 

O casamento desta luta é incoerente pelo momento da carreira em que as duas atletas se encontram. Enquanto Shevchenko está estabelecida como uma das favoritas a conquistar o cinturão do peso mosca em breve, Priscila ainda está atrás de um desenvolvimento técnico que lhe permita construir uma carreira sólida no UFC. Uma boa expectativa para a brasileira é entregar uma luta emocionante, resistindo heroicamente à maior experiência e polidez da ex-desafiante. Esperar uma vitória nestas condições insalubres será algo realmente ousado demais para o momento. Valentina é a maior favorita da noite e dificilmente deixará de confirmar a condição contra a valente Pedrita.

Peso leve: Michel Trator (BRA) vs. Desmond Green (EUA)

Por Bruno Costa

Michel Trator

O paraense Michel “Trator” (23-2 no MMA, 7-2 no UFC) receberá em sua casa “O Predador” Desmond Green (20- 6 no MMA, 1-1 no UFC) em uma promessa de bom embate pela categoria dos leves.

O brasileiro vem de boa sequência de cinco vitórias, em que pese tenha falhado em alcançar o peso limite da categoria em duas das suas últimas três lutas. Trator é um atleta de muita força e baixa estatura em relação à média da concorrência, mas que sabe se utilizar bem de suas características físicas. A troca de golpes é simples, sem maiores refinamentos na movimentação ou busca por diferentes ângulos, mas de boa contundência, com socos e chutes baixos pesados – embora não tenha conseguido finalizar seus combates por este método desde que embarcou na organização.

O bom jogo de quedas (ao menos para o nível de competição da parte de baixo do peso leve) é facilitado pela força física e pressão que impõe em seus combates, aliado a um competente controle posicional e busca por finalizações – Trator finalizou seus últimos dois oponentes com estrangulamentos norte-sul. Suas derrotas aconteceram em sua estreia, no peso meio-médio, e contra Kevin Lee, um oponente da mais alta qualidade e com defesa de quedas em nível de elite.

Desmond Green

O americano Desmond Green chegou ao UFC enfrentando duros desafios em suas primeiras lutas, após extensa carreira pelo circuito regional dos Estados Unidos e uma passagem importante pelo Bellator, quando foi finalista em um dos finados torneios da principal organização rival do UFC no peso pena.

Green é um lutador com bom nível de defesa de quedas e contará com algumas muito importantes vantagens de velocidade de movimentação e de envergadura no embate deste sábado. O wrestling ofensivo, desenvolvido na Universidade de Buffalo na Divisão I da NCAA, é de boa competência, mas não deve ser uma arma utilizada no confronto contra Michel Trator, sob forte risco de acabar se colocando em posição de risco bastante elevado, caso o corpulento brasileiro caia por cima.

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A aposta é que o combate entre Trator e Green aconteça com o americano conseguindo se manter longe do brasileiro, utilizando bem o controle de distância direcionado por jabs e diretos, imprimindo maior volume que o oponente. Nas ocasiões em que Trator conseguir encurtar a distância utilizando imposição de força física e golpes selvagens, Green deve defender as investidas no clinch e tentativas de quedas para frustrar o público ávido pela vitória de seu conterrâneo em uma equilibrada decisão.

Peso pesado: #15 Tim Johnson (EUA) vs. Marcelo Golm (BRA)

Por Bruno Costa

Tim Johnson

O experiente Timothy Johnson (11-4 no MMA, 3-3 no UFC) tentará no sábado evitar sua primeira sequência de derrotas na carreira. O americano é um wrestler pouco explosivo, boxeador de qualidade mediana e fôlego acima da média PARA A CATEGORIA (!!!) que habita. Como não é reconhecido exatamente pela explosão, Johnson recorre com frequência em suas lutas ao encurtamento de em busca de posições no clinch. Mesmo sendo essa a sua maior força, Johnson teve problemas na parte do jogo que apresenta como ponto forte nos seus últimos confrontos.

A troca de golpes se baseia no boxe de movimentos básicos e potentes, principalmente com overhands e cruzados – embora seja, via de regra, um lutador chatíssimo, levou problemas nessa área ao bom striker Alexander Volkov. Defensivamente, como a maioria dos pesos pesados, é bastante acertável. Mesmo sendo wrestler com status de All-American da Divisão II da NCAA, já apresentou problemas também em sua defesa de quedas, mas isso não deve ser uma preocupação para seu confronto do fim de semana.

Marcelo Golm

O brasileiro Marcelo Golm (6-0 no MMA, 1-0 no UFC) apresenta um sopro de esperança de renovação à pior categoria masculina do MMA mundial – por larga margem. Não fosse esse o caso, dificilmente enfrentaria um lutador integrante do top 15 do ranking em sua segunda luta na organização. Na estreia no UFC, o lutador oriundo do interior do Rio de Janeiro atropelou o terrível Christian Colombo mostrando muita potência na troca de golpes e oportunismo para finalizar a luta no solo.

Revelado pela parceria entre Anderson Silva e o Corinthians, Golm é um trocador violento que nunca viu suas lutas chegarem ao fim do primeiro assalto – 4:33 é sua apresentação mais longeva. Marcelo levará vantagem considerável de velocidade de punhos contra Johnson. Contudo, ao longo do combate, deve ter seu maior teste de resistência, paciência e consciência defensiva da carreira, além de precisar lidar com desvantagem de peso em relação ao adversário.

Marcelo Golm vs Timothy Johnson odds - BestFightOdds
 

Golm tem totais condições técnicas de aproximar ao adversário com cuidado e tocar o seu queixo, criando oportunidade para uma interrupção no round inicial. Contudo, a aposta aqui é que a experiência, maior versatilidade e força física de Johnson façam a diferença na luta, num combate com menos ação e que acabe numa decisão monótona a favor do americano. Dito isso, este confronto está no maravilhoso nível em que o “se a mão entrar” é um sério risco ao andamento de qualquer projeção. A torcida é por um fim de luta no round inicial, mas o risco de 15 minutos de marcha lentíssima é uma ameaça real.

Peso médio: #15 Thiago Marreta (BRA) vs. Anthony Smith (EUA)

Por Thiago Kühl

Thiago Marreta

Um dos mais bem-sucedidos lutadores advindos da segunda edição do reality The Ultimate Fighter Brasil, Thiago Marreta (16-5 no MMA, 8-4 no UFC), busca pela segunda vez no UFC atingir a marca de quatro vitórias consecutivas. O carioca, dono de um striking bastante ofensivo e potente, tem aparecido por diversas vezes como um top 15 dos médios da maior organização do MMA mundial, mostrando uma evolução bastante inesperada para aqueles que assistiram a sua passagem no programa capitaneado por Fabricio Werdum e Rodrigo Minotauro.

Já o americano Anthony Smith (28-12 no MMA, 4-2 no UFC) passeou por diversos eventos antes de se solidificar na categoria dos médios em sua segunda passagem pelo UFC, com quatro vitórias nas últimas cinco lutas, sendo a última um belo nocaute contra um já bastante combalido Hector Lombard.

Anthony Smith vs Thiago Santos odds - BestFightOdds
 

Ainda que o americano possua uma graduação maior no grappling que o brasileiro e até tenha aplicado um pouco de seu jiu-jítsu em concorrência de nível menos qualificado, a luta deve transcorrer em pé, situação em que ambos são mais versados e podem até desempenhar uma animada atração no card principal. Porém o mais provável aqui é que o ritmo inicial mais lento de Smith renda mais um nocaute para o cartel de Marreta ainda na primeira metade do combate, levantando o público belenense na abertura da porção principal do evento e solidificando de uma vez por todas a posição do carioca como integrante do top 15 da categoria.