UFC Fight Night 114: Pettis vs. Moreno – Prévia do Card Principal

UFC Fight Night 114: Pettis vs. Moreno – Prévia do Card Principal
MMA

Os matchmakers do UFC não se preocuparam muito em escalar estrelas para o único evento de agosto, mas capricharam nos quesitos agressividade, explosão e entretenimento. O UFC Fight Night 114 é uma boa pedida para divertir os fãs.

O recheado mês de julho ficou para trás e é hora de a maior organização do MMA mundial tirar férias. Neste sábado, o UFC Fight Night 114 marca a única vez que o octógono será montado em agosto. O evento acontece na Arena Ciudad de México, a 2.250 metros de altitude, condição que deve aumentar o grau de imprevisibilidade dos combates.

Entretenimento explosivo na luta principal entre Sergio Pettis e Brandon Moreno, dois dos mais quentes prospectos da atualidade em busca de uma chance de disputar o cinturão do peso mosca. Eles antecederão a volta da menina-prodígio do país-sede do evento, Alexa Grasso, que tenta se recuperar do primeiro revés da carreira diante da veterana canadense Randa Markos.

O nível de nitroglicerina segue elevado no combate entre os meios-médios Alan Jouban e Niko Price. Agressividade também será a pedida quando os mexicanos vencedores do TUF América Latina Martín Bravo e Alejandro Perez encararem o peruano Humberto Bandenay e o americano Andre Soukhamthath respectivamente. Entre estes dois combates, o ex-campeão dos meios-pesados Rashad Evans tenta a primeira vitória em quase quatro anos contra Sam Alvey.

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O UFC Fight Night 114 terá transmissão ao vivo e na íntegra pelo canal Combate. A programação começará às 20:00h para o card preliminar. A porção principal vai ao ar a partir das 23:00h, sempre no horário oficial de Brasília.

Peso Mosca: #6 Sergio Pettis (EUA) vs. #7 Brandon Moreno (MEX)

Por Alexandre Matos

Sergio Pettis

É muito legal quando vemos a evolução diante de nossos olhos. Mesmo com apenas 23 anos, Pettis tem histórico de veterano no octógono. O começo, com três vitórias e duas derrotas, aconteceu ainda sob a pecha da inexperiência. Algumas coisas mudaram na vida do caçula do ex-campeão dos leves Anthony Pettis e ele se recuperou com três vitórias seguidas, a mais recente contra o ex-desafiante John Moraga.

Pettis mostra talento desde sempre, desde antes de desembarcar no UFC. Era nítido em seu jogo uma tentativa de emular o irmão famoso. A predileção pelo espalhafato em vez da simplicidade custou as duas derrotas na carreira, especialmente contra Ryan Benoit, que era dominado. Foi quando Sergio entendeu que era preciso mudar. Mais maduro, mais consistente, ele provavelmente aprendeu com os erros do irmão e se tornou um lutador mais completo, dando ênfase a todas as vertentes do MMA, evoluindo no wrestling e simplificando o kickboxing, tornando-o mais efetivo e verdadeiramente mais difícil de ser previsto. Ainda faltam acertos no sistema defensivo em geral, mas disso o tempo se encarregará.

Brandon Moreno

Por outro lado, Moreno tomou o UFC como um furacão. Depois de surpreender no TUF 24, quando chegou como o último do ranking e deu um trabalho tremendo para o primeiro, ele aproveitou a chance oficial finalizando o ranqueado Louis Smolka em meio round. Na sequência, venceu o mesmo Benoit que nocauteou Pettis e finalizou o durável Dustin Ortiz. Em três lutas, dois bônus de desempenho e muitos torcedores angariados.

Não é só a habilidade na luta agarrada que chama atenção no jogo do mexicano. O faixa-roxa de jiu-jítsu é um lutador hiper agressivo, muito confiante, corajoso, versátil e oportunista (só não venceu três lutas por interrupção, somando 10 finalizações e um nocaute, seis delas no primeiro assalto). Na troca de golpes em pé, Brandon atua melhor na curta distância, apoiado num ritmo forte de socos e no queixo duro, mas também varia o jogo com joelhadas voadoras ou chutes altos, executados com a tranquilidade como se estivesse bebendo água. Assim como Pettis, tem um caminho a percorrer no aspecto defensivo, até mesmo porque ambos têm a mesma pouca idade.

Brandon Moreno vs Sergio Pettis odds - BestFightOdds

Provavelmente quase ninguém dará a mínima para este combate, o que será um grande erro para quem gosta de verdade de MMA. A chinela vai cantar ardida, num cenário que vai misturar intensidade com habilidade.

O caminho de cada um é claro. Pettis precisa controlar a distância e Moreno deve chegar ao infighting. Para manter o mexicano longe, o americano terá que produzir um ritmo ofensivo forte, sem quedas de rendimento, porque Brandon só precisa de uma pequena janela de oportunidade para chegar ao solo. Como já mostrou algumas vezes dificuldade em manter posição no chão, Pettis deve usar as quedas e o ground and pound com parcimônia. Sergio provavelmente passará 25 minutos em risco de ser nocauteado ou finalizado, mas deve prevalecer numa decisão muito apertada.

Peso Palha: #9 Randa Markos (IRQ) vs. Alexa Grasso (MEX)

Por Anderson Cachapuz

Randa Markos

A “Tempestade Silenciosa” Randa Markos (7-4 no MMA, 3-3 no UFC) chegou exatamente assim à casa do TUF 20: sem muitas expectativas. E foi assim que ela chocou os fãs ao alcançar a semifinal do torneio. De lá para cá, nunca repetiu um resultado no UFC. Após a derrota para Jessica Penne na estreia oficial, venceu Aisling Daly, perdeu para Karolina Kowalkiewicz, venceu Jocelyn Jones-Lybarger, nova derrota para Cortney Casey e uma boa recuperação com vitória não tão clara assim contra Carla Esparza.

Aos 31 anos, a iraquiana-canadense é uma lutadora valorosa. Tem um coração muito maior do que seu refinamento técnico, apesar de ser inteligente e ter boa visão de luta. Sua abordagem é muito calma e metódica, deixando no passado sua predileção por finalizar os combates, normalmente usando armlocks – ela é faixa-roxa de jiu-jítsu para tal. Randa tem boas transições por cima e é bem flexível, procurando sempre uma brecha para chegar ao golpe fatal. Sua trocação serve basicamente para encurtar e chegar ao clinch, de onde aplica algumas boas quedas para chegar ao seu objetivo. Defensivamente, possui muitos buracos, inclusive no solo, onde lutadoras mais habilidosas e mais rápidas podem capitalizar. Em pé, o queixo duro e o coração de aço garantem um cartel limpo para nocautes. Ela precisa melhorar a velocidade e o cárdio, que a faz terminar seus combates bastante cansada.

Alexa Grasso

Ao contrário de sua adversária, a mexicana Alexa Grasso (9-1 no MMA, 1-1 no UFC) chegou ao maior evento do mundo com toda a pompa que a expectativa depositada sobre ela justificaria. Um dos principais prospectos da categoria, invicta, com uma aparência física bem agradável (algo, infelizmente, muito considerado ainda nos dias de hoje), agressiva, muito habilidosa e por duas vezes “quase desafiante” do cinturão do Invicta FC (não lutou com Livia Renata nem com Angela Hill), Grasso possuía todos os ingredientes que um “bom produto” deve ter.

A boa vitória sobre Heather Clark, já abrindo um card principal no UFC, não foi suficiente para manter o hype freado com a derrota a seguir, quando foi dominada por Felice Herrig no jogo de solo. Apesar disso, ainda há muita esperança para o futuro de Grasso no UFC, principalmente numa categoria já praticamente desvastada por uma polonesa violenta.

Grasso começou no boxe, treinando na academia do pai, e depois partiu para o jiu-jítsu. Com uma abordagem muito mais agressiva do que a de Markos, a mexicana é habilidosa, com uma técnica muito bem refinada na trocação, impondo uma pressão grande, com bom volume e movimentação incansável. Ela possui boa visão de luta e é inteligente o suficiente para capitalizar os erros adversários, mas ainda tem dificuldade quando não consegue fazer valer o seu jogo, como ficou claro na frustração contra Herrig. Mais jovem, aos 23 anos, Grasso possui gás suficiente para manter ritmo constante durante três rounds, mas ainda tem muito a evoluir, principalmente na parte defensiva.

Alexa Grasso vs Randa Markos odds - BestFightOdds

Todas as vezes que duvidamos de Markos, ela vai e nos surpreende. Quando resolvemos apostar em sua evolução, nos surpreende de novo. Pela gangorra vitória/derrota, teoricamente esta é uma luta que Markos perderá. É claro que não só por este motivo, mas sim porque sua adversária é mais jovem, mais rápida e mais habilidosa. A inteligência também é suficiente para não deixar a canadense transformar a luta em “leite morno”. Uma possível saída para Markos é se aproximar, cautelosamente como sempre, travar a luta, derrubar e trabalhar pesando por cima rumo à vitória por decisão. Porém, minha aposta é que Grasso dará fim ao combate ainda na primeira metade, seja por nocaute ou com uma finalização, capitalizando algum dos muitos buracos que existem disponíveis no jogo da iraquiana.

Peso Meio-médio: Alan Jouban (EUA) vs. Niko Price (EUA)

Por Alexandre Matos

Alan Jouban

Jouban já foi um dos cidadãos mais malucos do plantel do UFC, que defendia soco com a cara, não se importava com a defesa. No ataque, parecia que o cérebro não oxigenava e ele apenas agia sem pensar nas consequências. Construiu uma reputação de favorito dos fãs, mas ficava preso numa gangorra de resultados. Até que, no combate contra o igualmente violento Mike Perry, Alan resolveu que era hora de correr menos riscos e passou a adotar uma abordagem mais metódica, expondo-se menos e aproveitando melhor as oportunidades. O retrospecto inicial de 3-2 virou um 3-0, mas a boa série ruiu diante do caratê e jiu-jítsu de Gunnar Nelson.

Aos 36 anos, não se espera grandes evoluções técnicas, mas Jouban vem mostrando que ao menos taticamente é possível se refazer. O muay thai é o porto seguro de seu jogo, especialmente quando consegue trabalhar as combinações sem afobação, explorando a criação de ângulos, o que tende a aumentar a potência. Alan é faixa-marrom de Eddie Bravo, com duas vitórias por gogoplata como amador e habilidade suficiente para dar conta das castas mais baixas, o que não era o caso de Gunni.

Niko Price

Muitos lutadores aceitam o chamado em cima da hora do UFC, mas poucos aproveitam. Um dos que aproveitou foi Price. Com apenas 15 dias de antecedência, ele substituiu Sabah Homassi contra Brandon Thatch e finalizou o troglodita no fim do primeiro assalto. No combate seguinte, ele foi novamente substituto contra Alex Morono e aplicou um nocaute sensacional no estouro do cronômetro encerrando o segundo assalto. Porém, esta vitória foi revertida pela patética comissão atlética do Texas, que o puniu no antidoping por maconha mesmo fora de competição.

Price se assemelha a Jouban em vários pontos. O muay thai super agressivo também é sua principal característica, ele é capaz de atacar com potência de todas as distâncias e troca de base com fluidez maior que a do oponente, mas causa mais danos quando atua dentro do raio de ação dos adversários. Outro ponto em comum é mandar o “mim acher” para o sistema defensivo – Morono venceu tranquilamente o primeiro round. Faixa-roxa de jiu-jítsu, Niko não costuma dar chances para mostrar suas capacidades na luta agarrada – e provavelmente não será neste sábado que vai fazê-lo -, mas tem algumas surpresas guardadas na manga quando atua no solo.

Alan Jouban vs Niko Price odds - BestFightOdds

Envolver dois lutadores que adoram uma carnificina tem tudo para produzir um combate daqueles. O estilo de Price é sob medida para fazer o espírito doentio de Jouban aflorar novamente e a porrada estancar no octógono, para alegria da garotada.

Controle de distância, movimentação circular, jabs e chutes baixos para ditar o ritmo das ações, tempo de execução dos contragolpes e quedas providenciais é o cardápio para Jouban vencer. Contra Price, aceitar a pancadaria violenta será um erro. Niko deve buscar a intensidade da curta distância, responsável pela virada contra Morono. Ele pode testar o queixo não muito confiável de Jouban ou mesmo aplicar uma queda rápida para cair por cima e finalizar. Na aposta dos dois cenários, fico com o primeiro, com o árbitro levantando o braço de Jouban ao final de 15 minutos.

Peso Leve: Martín Bravo (MEX) vs. Humberto Bandenay (PER)

Por Gabriel Carvalho

card principal também terá o famoso clássico México-Peru assim que os leves Martín “Toro” Bravo e Humberto Bandenay se enfrentarem.

Martin Bravo

Ex-Jungle Fight, Bravo (11-0 no MMA, 1-0 no UFC) ganhou mais destaque ao vencer a terceira temporada do reality show TUF: América Latina, batendo o também peruano Claudio Puelles na final, que aconteceu em novembro do ano passado, na mesma Cidade do México.

Com 23 anos de idade, Bravo ainda tem um bom tempo para evoluir, já que não é dos atletas mais técnicos do mundo. Sua trocação é mediana, com base no muay thai, mas sem os ajustes em golpes retos e chutes. Martín também sabe misturar as quedas em meio aos golpes estabanados, mas também não é um grande lutador no chão, com dificuldades em defender quedas – porém, tem capacidade de finalizar, com destaque para o mata-leão.

Substituindo o americano Chris Gruetzemacher, aparece o estreante peruano Humberto Bandenay (13-4 no MMA). Com apenas 22 anos, ele se destacou no MMA peruano e recebeu uma oportunidade de lutar nos Estados Unidos na sua última aparição, quando venceu Salim Mukhidinov no primeiro assalto.

Bandenay tem mais potencial do que Bravo na organização. Ele é um atleta que luta de forma inteligente, buscando o melhor aproveitamento possível dos golpes. O kickboxing é bem desenvolvido, com boas combinações e um chute alto poderoso. O jogo de chão foi um problema por um tempo, mas os treinos com Colin Oyama vêm aprimorando seu grappling. Um dos problemas do peruano é a falta de movimentação em alguns momentos cruciais, que é um prato cheio para nocauteadores.

Humberto Bandenay vs Martin Bravo odds - BestFightOdds

Apesar de não se tratar de dois primores de técnica, o duelo pode ser interessante no assalto inicial. Martín provavelmente será o agressor de início, tentando combinar golpes longos, enquanto Humberto provavelmente usará a base de contragolpeador, o que pode dar muito certo contra um atleta defensivamente esburacado como o mexicano.

A luta pode se desenvolver no chão também, com Bandenay procurando quedas e tendo vantagem quando cair por cima. Como o peruano aceitou o combate de última hora, ele corre o risco de cansar mais rápido e entrar numa briga contra Martín. A aposta é que Bandenay vença por nocaute, mas a chance de Bravo vencer também é grande.

Peso Médio: Rashad Evans (EUA) vs. Sam Alvey (EUA)

Por Diego Tintin

Rashad Evans

Quem viu Rashad Evans (14-6-1 no UFC) se arrastando pelo octógono nos últimos anos, tem até dificuldade de acreditar que é o mesmo sujeito que impôs muito respeito entre os meios-pesados na virada da década. A última vitória foi em 2013, contra Chael Sonnen, e desde então seguidas lesões tiraram todo o seu atleticismo. O que vimos contra Ryan Bader, Glover Teixeira e até contra o limitado Dan Kelly foi um veterano sem a iniciativa e a tenacidade que sempre marcaram suas atuações. Evans ainda tentou uma mudança significativa ao migrar para o peso médio contra Kelly, mas o resultado foi o mesmo marasmo físico visto em suas últimas lutas na divisão de cima.

Nos bons tempos, “Suga” era um fórmula-1 perto de adversários grandalhões. A velocidade impressionante o deixava sempre em boas condições de aplicar seu boxe bem ajustado com poder de nocaute impressionante. Ganhou o torneio do TUF 2 e chegou invicto ao cinturão após mandar Chuck Liddell e Forrest Griffin para a vala. Outra arma importante era o wrestling forjado na Michigan State durante os tempos universitários. Com muita confiança, dominou Rampage Jackson e Phil Davis nesta área do jogo.

Sam Alvey

Sam Alvey vai para a sua 12ª luta oficial no UFC (tem 7-4), após passar praticamente anônimo pelas preliminares do TUF 16. Venceu nomes decentes como o mesmo Dan Kelly, que acabou de bater Rashad, Cezar Mutante e Nate Marquardt. E costuma sucumbir diante de oponentes que trazem o grappling à mesa, como Thales Leites, que interrompeu uma sequência de quatro vitórias na sua última apresentação. Sua marca registrada é o divertido sorrisão que nunca sai do rosto, o que o torna uma figura querida entre os fãs.

O “Smilen” só vive rindo, mas é daquele tipo que é engraçado de qualquer jeito, até sério. Sua habilidade na troca de golpes não é utilizada como exemplo em almanaques, mas ele é dono de grande potência nos punhos. Alvey até consegue acertar o alvo de vez em quando, apesar do estilão desengonçado. Pupilo de Ricardo Pantcho na Team Quest californiana, ele conseguiu uma pequena melhora no jiu-jítsu e adicionou uma ferramenta a mais a seu wrestling que é até decente. A defesa é um ponto em que ele apresenta a mesma falta de virtude de seu início de carreira. Adora mostrar as canjicas, mas defende golpes com o rosto e sucumbe a quedas de oposição mais qualificada.

Rashad Evans vs Sam Alvey odds - BestFightOdds

Numa análise inicial, poderíamos supor que o mínimo que ainda sobrou do velho Rashad seria suficiente contra um lutador cheio de limitações como o carismático Samuel. Porém, a altitude da Cidade do México pode ter um papel decisivo contra o ex-campeão, que necessita de intensidade para fazer seu jogo prevalecer. Alvey, jogando mais paradão, tem chances reais de acertar sua patada indigesta contra o veterano e conseguir a maior vitória de sua carreira. É a nossa (arriscada) aposta.

Peso Galo: Alejandro Perez (MEX) vs. Andre Soukhamthath (EUA)

Por Gabriel Carvalho

Alejandro Perez

Para abrir a porção principal do UFC Fight Night 114, um combate de nomes sem muitos holofotes, mas com a promessa de 15 minutos animados. O mexicano Alejandro “Turbo” Perez encara o americano Andre Soukhamthath, na categoria dos galos.

Vencedor da primeira temporada do TUF América Latina, Perez (17-6-1 no MMA, 3-1-1 no UFC) acabou frustrado logo em sua primeira luta depois do reality, quando foi finalizado por Patrick Williams em apenas 22 segundos. O mexicano se recuperou com vitórias por nocaute técnico sobre Scott Jorgensen e Ian Entwistle, mas acabou empatando em sua última apresentação, quando encarou Albert Morales.

Alejandro é um lutador conhecido por bastante movimentação e um interessante controle de distância. O problema é que ele sempre fica estático na hora de levar golpes. Seu aspecto técnico não é dos mais apurados, com destaques para os chutes baixos e alguns jabs de encontro. A defesa de quedas tem um enorme potencial para ser vazada, além do boxe defensivo não ser dos melhores também.

Andre Soukhamthath

Descendente de laocianos, Andre “The Asian Sensation” Soukhamthath (11-4 no MMA, 0-1 no UFC) se destacou no MMA regional americano e conquistou o cinturão dos galos do CES MMA, o necessário para receber o chamado do UFC e fazer sua estreia no octógono contra Albert Morales, em março. Num combate bem disputado, Soukhamthath saiu derrotado por decisão dividida.

O combate deste sábado definitivamente será a oportunidade de Andre mostrar o seu potencial. Atleta da Combat Club, de Henri Hooft, ele é agressivo e criativo na troca de golpes, sempre soltando boas joelhadas, cotoveladas, além de socos e chutes bem coordenados. O nervosismo aparentemente teve uma certa influência na sua estreia, mas creio que Soukhamthath já superou e está melhor preparado para a sua segunda luta.

Alejandro Perez vs Andre Soukhamthath odds - BestFightOdds

Andre definitivamente precisa ser o agressor da luta. Ele é mais lutador e tem as armas certas para bater Perez, resta saber se ele terá a capacidade de encurtar a distância e se conseguirá defender os chutes baixos, um dos principais pontos fracos de sua defesa. Perez provavelmente manterá o combate em pé, procurando se aproveitar de algum golpe maluco aplicado por Soukhamthath, o que deve acontecer com uma leve frequência. Acredito que serão três rounds bem movimentados, com Andre vencendo a sua primeira no UFC, por decisão unânime.

  • Sexto Empírico

    Tá perigoso a luta do Rashad x Smiley ser a mais sonolenta do evento. E como mudou cenário do MMA, hein. Evans ja foi um poderoso Meio Medio, assim como Barão foi apontado por Dana, exageradamente, como o melhor p4p do mundo. Hoje, servem apenas pra rechear cards irrelevantes.

    • Eu quero saber como esses caras se prepararam pra lutar na altitude.

      Rashad foi um poderoso meio-pesado.

  • James sousa

    Que fase vive o Rashad Evans e azarão nessa luta e com razão depois das últimas atuações ruins especialmente contra o Dan Kelly . Essa luta contra a Randa e ótima para a Grasso se recupera

    • Cortar peso aos 37 anos não me parece uma boa ideia. Lutar na altitude nessa situação me parece menos ainda.

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Não boto fé na Grasso, atuação bem fraca contra a Herrig…

    • Deixa a menina se desenvolver com calma.

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        Eu deixaria, mas o UFC joga ela contra a Randa Markos… acho que não precisava disso não, tem gente mais vencível, ainda tem que evoluir, não me convenceu ainda como top 15.

        • Eu acho que a Randa é bastante vencível.

          • Idonaldo Gomes Assis Filho

            Na trocação com certeza a Grasso ia deitar e rolar, mas ela no chão é muito boa e acho que se chegar lá é só uma… tô achando que ela finaliza, o ideal pra Grasso seria uma Ju Clinche da vida que não é muito boa em nada.

  • Gabriel Carvalho

    Pô, sério que ninguém entendeu a piadinha do México-Peru?

    • Bruno Moraes da Costa

      MARAVILHOSA! Pior que dizer que é de 5ª série é… sei lá

    • Eu tirei o caps lock pra ver quem se ligaria.

  • Bruno Fares

    Evento tem potencial para ser bem divertido! Ainda bem que tem site sério valorizando todas as lutas do UFC, e não só evento estrelado.

  • Binho Vianna

    Grasso superestimada, nem bateu peso, nem de perto. Markos pela evolução e treinamento na Tristar deve prevalecer.Acho luta fácil para o Jouban, só tomar cuidado e esperar o doidão do Price ligar o ventilador todo aberto para tomar um KO e cair duro no chão. Discordo em relação ao Bandenay, o cara é substituto e vai lutar na altitude contra um mexicano agressivo com alta taxa de golpes desferidos de forma contundente.

    • Gabriel Carvalho

      ” A aposta é que Bandenay vença por nocaute, mas a chance de Bravo vencer também é grande”

      Esqueceu de ler essa parte

    • Sexto Empírico

      Superestimada? Ce vai ver só.

      • Gabriel Carvalho

        A mina tem 23 anos, espancou todo mundo e perdeu para uma veterana que tem potencial pra ser top 10 até. Mania do caralho que esse povo tem de chamar os outros de superestimado.

        • Ganhou bem da Inoue e da Esquibel, que são lutadoras muito decentes, melhores inclusive do que gente que está e passou pelo UFC na categoria, como a própria Heather Clark.

          A derrota da Grasso pra Herrig teve muito de experiência envolvida. Fosse dois anos depois e a Grasso provavelmente venceria tranquilamente.

      • Ela não tem nada de superestimada. É uma lutadora com potencial enorme, que tem tudo pra virar lutadora de elite quando treinar direto numa equipe de ponta.

    • Gabriel Carvalho

      ¯_(ツ)_/¯

      • Binho Vianna

        espero que não tenha levado para o lado pessoal, ela ganhou por split, não foi fácil como muitos acharam que eram pela odd dela 1.69@

        • Gabriel Carvalho

          Vamos fechar a análise de lutas e começar a analisar pelo valor em casa de apostas agora.

          • Binho Vianna

            Só teria sentido essa argumentação se você tivesse ido no azarão nas casas de apostas, só quis dizer que a maioria (não você) dava como muito certa a vitória dela e eu levei em conta a dificuldade de bater peso dela e o camp melhor da Marko. Só isso, relaxa, vc é muito bom ok?