Por Edição MMA Brasil | 27/09/2019 15:10

A estreia do UFC na Dinamarca será realizada neste sábado. O UFC Copenhague recebeu um card que, embora não tenha grandes nomes, possui lutas bem interessantes e bem casadas pela organização. O palco escolhido para sediar o evento foi a Royal Arena, que deve receber um bom público para apoiar os lutadores europeus da noite.

Na luta principal, o sueco Jack Hermanson se estabilizou com uma ameaça ao topo da categoria após bater o experiente ex-desafiante Ronaldo Jacaré em uma bela atuação. Agora, o quinto colocado do ranking dos médios enfrenta o surpreendente Jared Cannonier, que vem de vitória sobre o brasileiro Anderson Silva e de um renascimento desde que desceu dos pesados para a atual divisão. A segunda luta mais importante da noite fica para o intrigante duelo de grapplers que estão evoluindo na luta em pé: o islandês Gunnar Nelson e o brasileiro Gilbert Durinho, que assumiu a luta com duas semanas de antecedência após a lesão de seu compatriota Thiago “Pitbull” Alves.

Outros combates de alta relevância no card são entre Ion Cutelaba Khalil Rountree na divisão dos meio-pesados, Ovince St. Preux contra Michal Oleksiejczuk também nos meio-pesados, Alex “Cowboy” Oliveira enfrentando Nicolas Dalby nos meio-médios e, por fim, Marc Diakiese contra Lando Vannata nos leves.

O UFC Copenhague será transmitido neste sábado ao vivo e exclusivo pelo Canal Combate, com o card preliminar às 12:00h e o card principal com início previsto às 15:00h, sempre no horário oficial de Brasília.

Peso Médio: #5 Jack Hermanson (SUE) vs. #9 Jared Cannonier (EUA)

Por Diego Tintin

Jack Hermansson (20-4 no MMA, 7-2 no UFC) obteve, em sua última apresentação, aquela vitória marcante que eleva o atleta de nível imediatamente. Após sofrer com alguns grapplers na carreira, ele tinha que lidar com um dos maiores de todos na história do MMA e saiu-se muito bem. Antes de vencer Ronaldo Jacaré, o sueco radicado na Noruega tinha perdido duas lutas no Brasil para Cezar Mutante e Thiago Marreta. Foram os únicos revezes no UFC, com boas vitórias sobre Thales Leites e David Branch e, lógico, Jacaré servindo como sua redenção. Antes disso, Jack teve uma experiência frustrada no Bellator, onde sofreu as outras duas derrotas de sua carreira.

O “Joker” é chegado numa pancadaria, gosta de botar pressão com um boxe não muito polido, mas veloz para a divisão e de muita potência. Na curta distância, Hermansson é perigoso tanto distribuindo pancadas, quanto em tentativas de quedas para surpreender o adversário. No solo, tem razoável controle quando em posição dominante e pouca habilidade da guarda, buscando apenas se defender burocraticamente nesta situação. O condicionamento é bom e um ponto a melhorar em seu jogo é o sistema defensivo nas três camadas do MMA, uma vez que deixa brechas em pé, nas transições e no solo.

Jared Cannonier (12-4 no MMA, 5-4 no UFC) nasceu no Texas, mas iniciou sua carreira no MMA profissional em pequenos eventos no Alasca. Apesar de não ser um cenário que rende muitos frutos para eventos maiores, o “Gorila Assassino” conseguiu se destacar a ponto de sair de lá diretamente para o UFC, onde começou uma trajetória irregular, mas vem se estabilizando. Chegou como peso-pesado, fez cinco lutas como meio-pesado, perdendo três delas e resolveu tentar a sorte no peso médio, mais adequado para suas dimensões. Na estreia nesta divisão, nocauteou o valoroso David Branch e ganhou uma luta no Brasil, contra a lenda Anderson Silva, como recompensa. Não lutou muito bem, mas maltratou as pernas do brasileiro até conseguir um nocaute, chegando a lesionar o oponente com certa gravidade.

Cannonier não é muito veloz, a técnica é rudimentar, a defesa vem melhorando, mas ainda tem dificuldades e a luta agarrada é abaixo da média. O que resta para ele? Um poder de nocaute assustador, grande resistência a pancadas e tranquilidade em situações adversas. Desde sempre, é possível visualizar que o seu teto é baixo e dificilmente romperá uma barreira técnica bem flagrante, mesmo em uma divisão envelhecida e com problemas de renovação. Em sua defesa, Jared compensa algumas deficiências entregando quase sempre diversão de qualidade para a audiência.

Jack Hermansson vs Jared Cannonier odds - BestFightOdds

Enquanto Hermansson é um atleta adepto de pressionar seus oponentes, Cannonier é mais econômico, ficando à espreita, por um golpe definitivo. Mais ágil, o escandinavo deve assumir o controle das ações e o caminho natural é conseguir uma interrupção nos rounds finais, quando o estadunidense estiver mais desgastado. Contudo, o risco de Jared aproveitar um único vacilo do europeu e mandá-lo direto para a vala mais próxima não pode ser descartado. O palpite seguro é a vitória de Hermansson, por nocaute técnico.

Peso Meio-Médio: Gunnar Nelson (ISL) vs. Gilbert Durinho (BRA)

Por Rodrigo Rojas

Gunnar Nelson (17-4 no MMA; 8-4 no UFC) começou sua carreira no UFC com uma sequência de quatro vitórias contra bons nomes da categoria. Unindo isso ao estilo de luta agradável aos fãs, a personalidade peculiar e o fato de ser parça de Conor McGregor, o islandês criou para si um caminhão de expectativas. O hype foi freado por uma derrota para Rick Story, na primeira vez em que Gunni encabeçava um card do evento. Desde então, Nelson estabeleceu-se como um bom teste para lutadores que visam o top 15 da categoria, sendo brecada em todas as vezes em que tentou alçar voos mais altos.

Treinando no caratê desde os 13 anos de idade e jiu-jitsu desde os 17, Nelson goza de muita qualidade em ambas as modalidades. Na arte suave, chegou a ser campeão Pan Americano, além de ter atingido o quarto lugar no ADCC, em 2009. Com a base original do caratê, o islandês costuma utilizar golpes longo para manter a distância, além de combinar as mãos muito bem, principalmente nos contragolpes, facilitados pela movimentação de pés. O jogo de chão figura entre os melhores da categoria (o que isso diz sobre Demian Maia?), com finalizações oportunistas e precisas, especialmente nos botes no pescoço. As transições são muito fluidas, ainda que as quedas não sejam de elite.

Um dos maiores impedimentos para o crescimento de Nelson dentro da categoria é a parte física. Em uma divisão infestada por gigantes como Kamaru Usman, Leon Edwards e Santiago Ponzinibbio, Gunni segue o caminho contrário, evitando cortes de peso e lutando perto de seu porte físico natural. Assim, não sofre em lutas mais longas por não estar desgastado, mas acaba sofrendo com a pujança física dos adversários.

Por falar em jiu-jitsu, o adversário de Gunnar é Gilbert “Durinho” Burns (16-3 no MMA; 9-3 no UFC). Campeão mundial de kimono, duas vezes campeão mundial sem kimono, campeão da Copa do Mundo de Abu Dhabi e medalha de bronze no ADCC, Durinho é um dos mais condecorados na arte suave na categoria. Burns fará sua segunda luta seguida na divisão até 77kg, depois de uma atuação impressionante contra o até então invicto Alexey Kunchenko. Em uma sequência de três vitórias, Gilbert parece estar no melhor momento da carreira, e a luta do próximo sábado tem boas chances de elevar seu nível dentro da organização.

Enquanto a luta agarrada de Durinho dispensa apresentações, a luta em pé – que já foi praticamente nula – evoluiu de maneira significativa, chegando a um boxe decente e mãos pesadas, que renderam belos nocautes sobre Dan Moret e Jason Saggo. As quedas, ainda que não sejam de elite, são bastante decentes e vêm melhorando, como demonstrado na última apresentação. Na categoria dos meio-médios, Durinho melhorou seu condicionamento e resistência, ainda que possa ficar pequeno frente a alguns membros da elite.

Gilbert Burns vs Gunnar Nelson odds - BestFightOdds

O confronto de sábado, que originalmente seria Nelson vs Thiago Pitbull, caiu muito para cima. Em um confronto entre dois dos melhores grapplers da divisão, ambos com qualidade na trocação, temos tudo para uma luta muito interessante. Na luta em pé, a vantagem clara é do islandês, que tem anos de experiência em cima do brasileiro. No chão, porém, Durinho é mais condecorado, e deve levar vantagem. Sabendo desse cenário, Gunni deve tentar evitar a luta agarrada, usando a movimentação e os contragolpes para manter a distância. Se conseguir ater-se ao plano de grudar o adversário e levar a luta para o chão, Burns tem boas chances de levar a vitória. Porém, o jogo de isometria é bastante cansativo, e Durinho entra na luta com pouca antecedência. Ainda assim, daremos um voto de confiança ao azarão, que pode amarrar Nelson por pelo menos dois rounds e levar a decisão. Uma vitória de Gunnar não deve ser descartada, no entanto.

Peso Meio-Pesado: Ion Cutelaba (MDA) vs. Khalil Rountree (EUA)

Por Idonaldo Filho

Diretamente da Moldávia, temos Ion Cutelaba (15-4 no MMA, 3-3 no UFC), jovem lutador conhecido pela tendência de se envolver em bons duelos mesmo em uma categoria mais pesada, onde é frequente o acontecimento de lutas arrastadas e deploráveis. Cria do bom WWFC, Cutelaba chegou no UFC em 2016 e, desde então, vem sendo bem irregular como o seu cartel no evento demonstra. Em sua última luta, Ion teve um grande desafio contra Glover Teixeira mas acabou sendo finalizado pelo veterano no segundo assalto.

No primeiro assalto é garantia de movimento. Cutelaba sempre inicia os combates com ritmo alto, explodindo e buscando a ação com sequências poucos técnicas, mas lançadas com muito poder e velocidade, além de mostrar um bom sambo e tem boas quedas – mas não apresenta boa defesa nesse fundamento. O moldavo sofre com um condicionamento cardiorrespiratório pobre e tem um QI de luta extremamente duvidoso, também tendo que evoluir ainda na defesa de golpes ainda que tenha uma boa absorção. É o típico lutador que se cria nessas categorias mais pesadas e se fosse um pouco mais leve nem teria nível de UFC.

Outro cara extremamente grosseiro é Khalil Rountree (8-3, 1 NC no MMA, 4-3, 1NC no UFC). Com carreira iniciada no extinto RFA, o americano chegou ao líder do mercado pelo TUF 23 conseguindo ser o vice-campeão do reality show do UFC. Também irregular, ele iniciou com duas derrotas, mas melhorou seu momento quando obteve três triunfos nos próximos quatro confrontos. Colocado contra o até então pouco conhecido Johnny Walker, ele foi nocauteado rapidamente, mas acabou recuperando-se da derrota com um belo desempenho sobre Eryk Anders.

Bastante parecido com Cutelaba, Rountree é um lutador mais atlético e que vem refinando sua trocação treinando na Tailândia, mostrando bons resultados em sua última luta onde mostrou que é mais do que um lutador de um só round, mostrando que tem potência de sobra para mais que cinco minutos e mostrando melhorias táticas também. Khalil bate sempre muito pesado e prefere utilizar o boxe predominantemente. Seu grappling é o grande ponto fraco, uma vez que o conhecimento na arte suave é nulo e não tem muitos artifícios, além da própria força para se defender.

Ion Cutelaba vs Khalil Rountree odds - BestFightOdds

Os dois são verdadeiros trogloditas e essa luta foi muito bem casada pelo UFC, reunindo lutadores de características similares que são loucos o suficiente para trocarem paulada como se fosse briga de portão de escola. A vantagem de Cutelaba é que ele tem um jogo de quedas funcional e pode aplicar muito bem se resolver pensar um pouco, porém, irei de Rountree por nocaute pois fiquei mais satisfeito com o último desempenho dele, impressionando contra um adversário menor, só que muito duro, mostrando melhorias.

Peso Meio-Pesado: Michal Oleksiejzkuk (POL) vs. Ovince St. Preux (EUA)

Por Idonaldo Filho

Michal Oleksiejczuk (14-2, 1NC no MMA, 2-0, 1NC no UFC) chegou no UFC como mais um polonês de nome difícil e sem muito hype, muito por nunca ter tido passagem pelo tradicional KSW – maior evento local. Porém, em seus três desempenhos, provou que é um bom valor para a divisão, derrotando Khalil Rountree – e caindo no doping depois -, Gian Villante e, por último, dando uma surra no afoito Gadzhimurad Antigulov, que pediu para ser derrotado em uma demonstração de como não se portar em um octógono. Agora, Michal tem a chance de encarar um ex-desafiante e de chamar mais a atenção dos fãs desavisados.

Não sendo muito grande para a divisão, Michal aproveita muito bem o tamanho com boa movimentação e punhos rápidos e precisos. O boxe é eficiente e apresenta sequências bonitas, incluindo o uso de golpes no corpo com eficácia e boa técnica, mostrando até mesmo contragolpes decentes, embora não tenha dinamite nos punhos como alguns lutadores da categoria. O condicionamento é outro ponto forte, aguentando combates duradouros e com queda de ritmo menor que a concorrência. Como é pouco atlético, mas muito esforçado, fica a dúvida se está perto de atingir o seu teto na divisão.

Membro clássico do top 10 dos meios-pesados, Ovince St. Preux (23-13 no MMA, 11-8 NO UFC) já tem 36 anos de idade e mesmo número de combates na carreira, deixando para trás o seu auge técnico e físico, quando chegou até mesmo a ser desafiante do cinturão da divisão – ainda que interino – enfrentando ninguém menos que Jon Jones – perdendo obviamente. A fase atual do haitiano é ruim e são duas derrotas seguidas que praticamente enterraram as chances de Ovince chegar novamente perto do título.

Todo mundo que conhece St.Preux sabe que o cara é meio estranho. Pouco ortodoxo, Ovince apela quase que sempre para a grosseria e atleticismo em suas tentativas de vencer uma luta. O boxe não é impressionante, sendo que a principal arma em seu curto repertório na trocação são os poderosos chutes altos. O wrestling é aplicado com poucos resquícios de técnica, mas força física St.Preux tem de sobra e consegue vantagem no clinch sobre boa parte da oposição que enfrenta. Defensivamente, em todos os sentidos, St.Preux não empolga, seja em pé ou no solo, enquanto a sua principal arma no chão, o estrangulamento Von Flue já está muito manjado, e mesmo com os meio-pesados sendo um oásis de gente desprovida de inteligência, dificilmente alguém vai cair nessa cilada.

Michal Oleksiejczuk vs Ovince Saint Preux odds - BestFightOdds

Enquanto Ovince St.Preux se aproxima do fim de sua carreira, Michal está apenas no início com 24 anos, representando bem uma nova geração que deve ocupar o ranking da categoria em breve. O polonês leva vantagem na trocação, porém, vai sofrer uma desvantagem física considerável, o que é um ponto a se relevar. Como vejo desgaste em St.Preux, vou apostar em renovação e o haitiano deve sair derrotado na decisão dos juízes, sofrendo com o bom volume de golpes do polonês.

Peso Meio-Médio: Nicolas Dalby (DEN) vs. Alex Cowboy (BRA)

Por Matheus Costa

Nicolas Dalby (17-3-1, 1NC no MMA, 1-2-1 no UFC) possui uma das histórias mais bonitas sobre redenção entre os lutadores que irão competir neste card. Demitido do UFC em 2016 após fraca passagem, o atleta dinamarquês se afundou no álcool e desenvolveu um caso de depressão profunda. Quando tudo parecia não ter uma solução para o atleta, ele voltou suas atenções ao MMA novamente e refez sua carreira pela Europa, onde se tornou campeão interino dos meios-médios do Cage Warriors. Em sua última luta, contra Ross Houston, o confronto terminou em No Contest de tanto sangue que havia no solo do octógono, ficando escorregadio.

Nada mais justo que definir o estilo de Dalby como paciente. O lutador possui um estilo moldado para ganhar rounds, com um bom e potente boxe e boas combinações, além de ter a noção de utilizar bons chutes da mesma forma, sempre se destacando pelo volume de golpes. Seu jiu-jítsu é bem preparado para a maioria dos oponentes, mas seu wrestling preocupa um pouco, principalmente na parte defensiva. Mas além de tudo já citado, vale ressaltar o quão duro é o lutador dinamarquês. Nunca finalizado ou nocauteado, o coração enorme do lutador sempre proporciona ótimas lutas contra seus adversários.

Alex Cowboy (19-7-1 no MMA, 9-5 no UFC) não carrega este apelido sagrado à toa. Afinal, inspirado em Donald Cerrone, o Caubói de Três Rios gerencia sua carreira da mesma forma: qualquer luta, qualquer lugar, qualquer hora. Obviamente não é a forma mais inteligente de você construir seu legado dentro de uma categoria. Mas a verdade é que, se ele não liga, não sou eu que irá se importar com isso.

O brasileiro tem jogo baseado no bom kickboxing, que alia volume, potência e violência e costuma lhe render alguns bons nocautes. Seu estilo é extremamente ofensivo e sua defesa é bastante vazada, o que lhe rende problemas contra oponentes de maior gabarito na trocação. Mas não que isso faça diferença para o lutador, afinal, ele vai continuar andando para frente e jogando golpes fortes. No chão, ele vem mostrando uma grata evolução no wrestling e no jiu-jítsu, se tornando um grappler que oferece riscos no chão a uma boa parcela de lutadores. Seu preparo físico é um ponto importante a ser ressaltado, pois o ex-peso leve acaba gastando energia demais jogando golpes nos primeiros minutos de luta.

Alex Oliveira vs Nicolas Dalby odds - BestFightOdds

De longe, Cowboy e Dalby protagonizam uma das lutas mais legais deste card por seus estilos, que são parecidos em alguns sentidos, principalmente pelo coração dos atletas e pela mentalidade de nunca desistir. Agressivo, Alex pode nocautear nos primeiros minutos de luta caso consiga impor seu jogo, mas como Dalby oferece uma resistência muito acima da média, a tendência é que o atleta da casa tome controle do confronto ao passar dos minutos. A aposta é a vitória de Cowboy por decisão em uma grande luta.

Peso Leve: Marc Diakiese (ING) vs. Lando Vannata (EUA)

Por Matheus Costa

Vencendo ou perdendo, Marc Diakiese (13-3 no MMA, 4-3 no UFC) é um dos meus lutadores favoritos de assistir na categoria dos leves. Agressivo, talentoso e despojado, o “Bonecrusher” não conseguiu traduzir sua capacidade em resultados dentro do octógono mais famoso do mundo. Quando chegou ao UFC, o congolês naturalizado inglês era cercado de expectativas e tido como um dos principais prospectos, mas três derrotas consecutivas trataram de colocar água no chopp de Marc. Após a vitória em sua última luta, o atleta pode, enfim, respirar aliviado. Até certo ponto, é claro.

Antes de mais nada, Diakiese é um excelente striker. Bastante criativo, ele faz de tudo um pouco: aproveita sua enorme envergadura de 1,91m para usar e abusar de ganchos e cruzados, golpeia bastante na linha de cintura com socos e chutes, além dos famosos golpes plásticos: cotoveladas, chutes rodados e tudo o que tem direito. O caldo entorna quando falamos sobre o grappling de congolês, que é basicamente péssimo. O wrestling é muito vulnerável e facilmente vazado, assim como o jiu-jítsu do atleta, que é inofensivo.

Lando Vannata (10-3-2 no MMA, 2-3-2 no UFC) é outro lutador que também é muito legal de se assistir. Quando chegou ao UFC em 2016, o atleta da JacksonWink MMA chocou o mundo ao quase nocautear Tony Ferguson, que foi levado à águas profundas e quase perdeu para um estreante.

Forjado no wrestling de colegial, Vannata sempre gera uma certa expectativa quando vai lutar, já que ficou conhecido por seu estilo agressivo na trocação e muitos golpes plásticos, principalmente chutes rodados. Mas todo esse estilo tem um preço: acertar o rosto de Vannata é muito fácil e ele costuma pagar por isso, principalmente contra lutadores que possuem bom nível no boxe. No chão, o faixa roxa é agressivo, mas quase nunca utiliza suas habilidades.

Lando Vannata vs Marc Diakiese odds - BestFightOdds

Essa é uma das lutas mais promissoras do card preliminar na luta em pé, mas tudo depende da estratégia de Lando Vannata, que é o único que realmente tem condição e habilidade de levar a luta para o solo durante os três rounds. O confronto deve começar animado com os dois trocando socos e chutes como se não houvesse amanhã, mas acredito que chegue a hora que Vannata coloque seu wrestling em jogo para garantir o resultado. A aposta é de uma luta animada e a vitória de Vannata por decisão.