Por Edição MMA Brasil | 25/09/2021 01:00

Depois de inúmeros eventos de baixa qualidade tanto técnico como de apelo, o UFC promove, enfim, um grande evento. Neste sábado (25), chega a vez do grandioso UFC 266, que traz duas disputas de cinturões diretamente da T-Mobile Arena em Las Vegas, Nevada (EUA).

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Na luta principal da noite, o campeão da categoria dos penas Alexander Volkanovski retorna ao octógono depois mais de um ano para defender o cinturão pela segunda vez após enfrentar o ex-campeão Max Holloway em duas oportunidades consecutivas. No entanto, desta vez quem será seu desafiante é Brian Ortega, que recebe mais uma oportunidade de lutar pela cinta da divisão.

Já na luta coprincipal da noite, a indomável Valentina Shevchenko pisa mais uma vez no octógono mais famoso do mundo para colocar o cinturão dos moscas pela sexta oportunidade num reinado bastante dominante. Desta vez, a desafiante é a veterana Lauren Murphy, que ganhou a oportunidade após somar cinco vitórias consecutivas e terá a missão de surpreender o mundo.

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card principal também ganha muito destaque. Pelo peso médio, o ex-campeão dos meios-médios Robbie Lawler sobe de categoria para enfrentar o folclórico Nick Diaz, que retorna ao MMA após mais de seis anos aos 38 anos de idade. No peso pesado, Curtis Blaydes tenta se recuperar na carreira contra o nocauteador Jairzinho Rozenstruik. Por fim, a ex-campeã dos palhas Jéssica Andrade tenta se recuperar da derrota contra a campeã dos moscas contra a promissora americana Cynthia Calvillo.

O UFC 266 será realizado neste sábado e tem o início previsto às 19:00h com o card preliminar, enquanto o card principal está previsto para iniciar às 23:00h. A transmissão do evento será realizada pelo Canal Combate de forma exclusiva no Brasil.

Cinturão peso pena: (C) Alexander Volkanovski (AUS) vs. #1 Brian Ortega (EUA)

Por Pedro Carneiro

Após fazer a dobradinha contra Max Holloway no UFC 251, Alexander Volkanovski (22-1 no MMA, 9-0 no UFC) segue acumulando vitórias em uma sequência absurda de vitórias que contava anteriormente com os nomes de Darren Elkins, Chad Mendes e José Aldo e a conquista do cinturão dos penas ao se impor contra o supracitado Max Holloway depois de cinco rounds.

Brian Ortega (Foto: UFC/Divulgação)

Alexander chegou ao UFC aparentando ser mais um daqueles wrestlers fortes e raçudos, porém a cada luta era apresentada uma nova etapa da evolução. Assim se formou um lutador com boxe apurado e potente, bons chutes, explosão, pressão e ritmo constante. As quedas de excelente qualidade têm com antecessor um clinch de almanaque, que talvez seja o ponto mais forte do austríaco. A melhoria também ocorreu nos aspectos defensivos, que além da técnica no quesito é acompanhada por uma dose de calma e de estratégia. Como se já não fosse o suficiente, Volkanovski ainda nos presenteou nos confrontos contra Holloway, uma capacidade absurda de leitura e adaptação dentro da luta.

De degrau em degrau, Brian Ortega (15-1 no MMA, 7-1 no UFC) foi se consolidando como um dos nomes mais divertidos de se assistir no plantel do UFC. A maior parte das vitórias foram na bacia das almas, quando até mesmo a deusa da vitória já tinha desistido do rapaz e a derrota numa demonstração de que para vencê-lo é necessário o uso de muita porrada. O super trunfo nas piores horas geralmente são as finalizações, essas o salvaram contra Diego Brandão, Renato Moicano e Cub Swanson. Após isto, um nocaute contra Frank Edgar, a derrota contra Holloway e uma vitória na decisão contra o Zumbi Coreano fizeram a trinca do retrospecto recente.

O americano é um faixa-preta de Ryron e Ralek Gracie, formado na máquina de moer gente da academia Torrence. Ali, a forja criou um lutador que gosta de trabalhar na curta distância, visando estar o mais próximo possível para tentar levar a luta para o chão. E quando a luta finalmente chega onde ele quer, ai a pressão e o ritmo ficam intensos, visando a finalização, com a preferência pelo triângulo, mata-leão e guilhotina. Defensivamente tem problemas, principalmente o descuido com a movimentação de cabeça e a exposição do queixo.

Alexander Volkanovski vs Brian Ortega odds - BestFightOdds

Ortega provavelmente irá usar a sua altura e agressividade para tentar acertar golpes com potência ou se aproximar para tentar levar a luta para o solo. Esse é o caminho da vitória para o americano e depois de tantas demonstrações de que ele é capaz de fazer o improvável, Brian é o tipo de lutador que não deve ser subestimado.

O problema é que do outro lado estará um baixinho que sabe usar a envergadura maior e é um dos lutadores com uma das melhores leituras de movimento do esporte. Além disso, o australiano conta no seu arsenal com chutes baixos que prejudicarão a movimentação de Ortega e, principalmente, com um ritmo que devolve todas investidas sofridas com contragolpes fortíssimos. A aposta aqui é de que o cinturão continue nas mãos do campeão.

Cinturão peso mosca: (c) Valentina Shevchenko (KGZ) vs. 4# Lauren Murphy (EUA)

Por Rodrigo Rojas

Se você não coloca Valentina Shevchenko (21-3 no MMA, 10-2 no UFC) entre os melhores lutadores em atividade no mundo – independente de gênero -, você está errado. No UFC, a loira só tem derrotas para Amanda Nunes, dupla campeã da categoria dos penas em duas lutas disputadíssimas. Na última, inclusive, muita gente marcou vitória para a campeã peso mosca. Após seu triunfo sobre Joanna Jedrzejczyk, quando conquistou o cinturão vago da categoria, a “Bullet” deu início a um reinado de terror na divisão com cinco defesas de título em sequência. O mais impressionante é o nível de disparidade técnica contra suas adversárias, o que deixa a impressão de que ela nunca será tocada.

Com mais de 50 vitórias no kickboxing (com três campeonatos mundiais ao longo do caminho), invicta no boxe profissional, faixa preta de taekwondo e com nove medalhas de ouro no muay thai, a quirguiz é provavelmente a melhor striker em atividade no MMA. Seus contragolpes são no estado da arte, como demonstrou na aula ministrada contra Holly Holm. As fintas também são impressionantes, unidas à movimentação e às combinações mesclando socos e chutes, que criam um jogo em pé dos mais mortais. Além disso, a faixa preta de judô garante um trabalho de clinch dos mais efetivos no esporte e quedas muito acima da média.

Valentina é tão boa que, mesmo sendo especialista na trocação, já mostrou que pode vencer lutas contra grapplers condecoradas no mais alto nível utilizando apenas a luta agarrada. O condicionamento físico se mostra perfeito na categoria dos moscas, assim como a capacidade de aproveitar qualquer brecha apresentada pela oponentes.

A devastação que Valentina causou na categoria dos moscas faz com que lutadoras pouco relevantes sejam elevadas ao posto de desafiante número 1. Exemplo disso é Lauren Murphy (15-4 no MMA, 7-4 no UFC), lutadora de 38 anos e que nunca teve muito destaque na categoria e que foi derrotada na primeira etapa do TUF 26. Murphy chegou ao posto com uma sequência de cinco vitórias, incluindo bons triunfos sobre Andrea Lee, Roxanne Modafferi e Jojo Calderwood. A americana não tem grande proeza técnica em nenhuma área, mas sabe se virar em todos os âmbitos, principalmente em comparação ao resto da fraca categoria.

Lauren usa a trocação destrambelhada para chegar à curta distância, onde tem preferência pelo clinch e por bons singles ou double legs. No chão, apesar de ter sido campeã mundial de jiu jítsu sem kimono na faixa azul, em 2014, não solta muito o jogo, preferindo segurar posições e pontuar com o ground and pound. Sua principal característica é a imponência física, que usa tanto no clinch quanto na luta de solo.

Lauren Murphy vs Valentina Shevchenko odds - BestFightOdds

Essa luta não deve ser competitiva. No âmbito técnico, Murphy é praticamente uma amadora perto da campeã. A americana pode até segurar as pontas fazendo força no clinch, mas a superioridade da quirguiz é tanta que, mais ou cedo ou mais tarde, ela deve definir o combate do jeito que preferir – seja em pé, via ground and pound ou por finalização.

Peso médio: Nick Diaz (EUA) vs. Robbie Lawler (EUA)

Por Israel Silveira

Nick Diaz

“Ruthless” Robbie Lawler (28-15 no MMA, 13-9 no UFC) vai dando seus últimos passos dentro do UFC e, possivelmente, na carreira. Dono de um cartel digno de muito respeito dentro da complicada divisão dos meios-médios do UFC, Lawler certamente já garantiu seu lugar entre os melhores da história da organização e provavelmente uma passagem para o obscuro hall da fama. Protagonista de inúmeras guerras, ele se tornou um favorito dos fãs por sempre fazer lutas disputadas, na vitória ou na derrota, contra duros adversários como Josh Koscheck, Rory MacDonald, Johnny Hendricks, Matt Brown e Carlos Condit. O americano vem na pior fase da carreira, amargando uma sequência de quatro derrotas, sendo dominado na maioria delas.

Em sua fase recente, Robbie se tornou um lutador hesitante e de pouquíssima movimentação, provavelmente pela piora no gás e por confiar menos no próprio queixo depois de tantas guerras sangrentas. o ex-campeão já foi dono de um dos melhores jogos de muay thai da divisão, sendo excelente com golpes retos, joelhadas e cotoveladas, além de ser ótimo cortando ângulos, o que ocasiona trocas de golpes favoráveis para Lawler com o adversário de costas contra a grade. No entanto, o atleta vem permitindo em suas últimas atuações que seus adversários ditem completamente o ritmo da luta e dominem o centro do octógono, o que também explica suas quatro derrotas consecutivas.

Fazendo sua primeira luta no UFC desde 2015, Nick Diaz (26-9 2 NC no MMA, 7-6 1 NC no UFC) vem para um não tão aguardado retorno ao octógono. Diaz vem em uma discreta segunda passagem no UFC após ter feito bastante barulho na divisão dos meios-médios de 2003 a 2006. O americano teve passagens curtas pelos eventos asiáticos PRIDE e DREAM além de uma muito bem sucedida passagem pelo Strikeforce, derrotando bons nomes da organização como Frank Shamrock, Evangelista Cyborg e Paul Daley. Em sua segunda passagem pelo UFC, Nick não fez lutas fáceis, encarando nomes como Carlos Condit, Georges St-Pierre, Spider Silva e BJ Penn, sendo essa sua última vitória – há 9 anos e 11 meses.

Nick Diaz é um dos maiores favorito dos fãs de todos os tempos, sendo talvez o criador da contra-cultura do MMA. “Bad boy”, estilo próprio de vida, sem papas na língua, personalidade atípica e um lutador que sempre entrega performances empolgantes na vitória ou na derrota. Diaz deve ser o maior representante do “boxe lango-lango” na história do MMA, estilo de trocação que envolve muitos socos sem os pés plantados e movimentação de tronco, utilizando a envergadura de 1,93m para levar vantagem na longa distância. Além disso, ele também utiliza o seu tanque de gás inacabável para lançar quantos golpes forem necessários na curta distância para sufocar seus adversários. Fora o striking eficiente, o veterano traz um dos mais afiados jiu-jitsus do UFC, sendo faixa preta sob César Gracie. Ele possui muitas deficiências defensivas, tanto para low kicks quanto para quedas. Sua defesa de low kicks inexistente acabou custando-lhe a luta contra Carlos Condit, enquanto Georges St-Pierre não teve trabalho em amarrá-lo por 5 rounds no chão, estratégias que provavelmente serão utilizadas pelo seu adversário na noite.

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Essa é uma excelente luta para os fãs que querem matar saudades de dois dos lutadores mais legais da história dos meios-médios, mesmo que essa luta tenha sido mudada para o peso médio em cima da hora a pedido do próprio Nick Diaz. No papel e considerando os dois lutadores em seus auges o confronto favoreceria bastante Nick Diaz tal qual na primeira luta entre os dois onde Lawler acabou nocauteado. Entretanto algo parece realmente muito fora do lugar na mentalidade de Diaz para este confronto. O lutador já falou ter se arrependido de ter marcado esse retorno, desistiu do corte de peso para os meios-médios e nos treinos parecer uma sombra do “bad boy de Stockton”. A aposta vai para Lawler por estar mais ativo na carreira e também por não fazer ideia de qual versão de Nick Diaz veremos no UFC 266.

Peso pesado: #4 Curtis Blaydes (EUA) vs. #6 Jairzinho Rozenstruik (SUR)

Por Idonaldo Filho

Um dos principais pesos pesados da atualidade, mas que vem mostrando uma tendência de sempre perder eliminatórias, Curtis Blaydes (14-3, 1NC no MMA, 9-3, 1NC no UFC) mais uma vez tentará se reerguer após uma pesada derrota. Em sua última aparição no octógono, Blaydes era bastante favorito, mas foi vitimado pelo imenso poder de nocaute de Derrick Lewis, que o congelou com um preciso uppercut. Antes de ser derrotado, Blaydes vinha de quatro vitórias em sequência.

O jogo de Curtis é bem conhecido. O americano é um wrestler de altíssimo nível, com muita habilidade para derrubar os oponentes tanto no centro do cage quanto rente a grade, algumas vezes incluindo alguns suplês mais plásticos. Uma vez que o oponente está cravado de costas para o chão, Blaydes sabe administrar bem o combate e leva muito perigo com as cotoveladas, que são a parte mais especial de seu arsenal no ground and pound. Aliás, se engana quem acha que Blaydes é unidimensional, pois o seu boxe é bastante alinhado e há muita habilidade no clinch, com joelhadas fortes. Ainda que seja um lutador excelente em todos os aspectos do jogo, muitas vezes acaba pecando defensivamente em pé, já tendo mostrado algumas dificuldades quando atingido.

Ex-kickboxer profissional, Jairzinho Rozenstruik (12-2 no MMA, 6-2 no UFC) do Suriname é uma das gratas adições ao peso pesado nos últimos anos, estreando no líder do mercado em 2019. Em sua sequência inicial, Rozenstruik bateu quatro atletas,, incluindo os medalhões Andrei Arlovski e Alistair Overeem, conseguindo uma chance de encarar Francis Ngannou, que ainda não era campeão na época. Contra o francês, foi atropelado, mas logo se recuperou contra um decadente Junior Cigano. Contra outro francês, não foi páreo para Cyril Gane, que o venceu na decisão. Em seu último combate, Jairzinho tratou de vencer Augusto Sakai, nocauteando-o um segundo antes de finalizar o primeiro assalto.

Jairzinho é técnico, rápido e bate pesado demais. O volume de golpes até que não é tanto elevado, porém Rozenstruik tem bons chutes E, seus punhos tem bastante agilidade para o peso pesado e levam muito perigo, sem falar no clinch ofensivo que possui diversas ferramentas, auxiliado pela força física. Ainda que seja muito habilidoso em pé, o condicionamento não é lá dos melhores e seu chão não é de nível, o que é muito perigoso contra um oponente que tem preferência pela luta agarrada como Curtis Blaydes.

Curtis Blaydes vs Jairzinho Rozenstruik odds - BestFightOdds

Não duvido nada que mais uma vez Blaydes acabe nocauteado em uma mão vadia, mas ele possui muito mais recursos para levar a vitória. Acredito que Curtis conseguirá manter o foco no combate, encontrar o momento certo para levar para a grade e derrubar Jairzinho, conseguindo um nocaute técnico sobre o surinamês.

Peso mosca: 1# Jéssica Andrade (BRA) vs. 5# Cynthia Calvillo (EUA)

Por Matheus Costa

Depois de encantar o Brasil ao conquistar o cinturão dos palhas nos braços da torcida no Rio de Janeiro de forma emocionante, a brasileira Jéssica Andrade (21-9 no MMA, 12-7 no UFC) abraçou de vez a nova fase na categoria dos moscas para buscar um novo capítulo em sua carreira. Em sua estreia na nova categoria, no entanto, pegou a pedreira de enfrentar a campeã Valentina Shevchenko e acabou sendo nocauteada de forma brutal com cotoveladas enquanto estava envolvida num crucifixo. Por isso, a cria da PRVT precisa olhar para frente e se habituar na nova divisão, enfrentando uma nova pedreira.

Uma das atletas mais fortes de todas as divisões femininas do UFC, Jéssica Andrade é conhecida por seu ímpeto impressionante e pelo poder de nocaute mais impressionante ainda. Uma ameaça letal na curta distância, a lutadora de 29 anos se destaca pelo ritmo alto e pela pressão que impõe, sempre com um volume de golpes bem acentuado. A defesa de golpes continua sendo o principal problema, já que a “Bate-Estaca” sempre prefere partir para cima e acaba engolindo muitos golpes por se expor demais. Ela buscou evoluir na luta agarrada e se tornou faixa-preta de jiu-jítsu, área que pode ser importante para o duelo do próximo sábado.

Assim como Jéssica, Cynthia Calvillo (9-2-1 no MMA, 5-2-1 no UFC) também fez a transição da categoria dos palhas para a divisão dos moscas, mas por um motivo diferente. A atleta americana sempre sofreu para bater o peso limite e decidiu agredir menos o seu corpo com o severo processo de corte de peso.

O estilo de jogo de Cynthia Calvillo pode ser justamente o maior problema para esteja peleja contra a ex-campeã dos palhas. Conhecida por buscar a curta distância e adepta a pressão, Calvillo é uma boxer decente e que possui um jab um pouco interessante. No entanto, sua especialidade é o chão, já que estamos falando de uma grappler talentosa e inteligente. O jogo de quedas é bom, mas a americana terá que desenhar uma estratégia diferente para levar Jessica ao chão. No solo, sua principal valência é a astúcia para realizar transições, geralmente buscando as costas das adversárias.

Cynthia Calvillo vs Jessica Andrade odds - BestFightOdds

Se Calvillo teve grandes dificuldades para encontrar a distância e entrar no pocket contra Chookagian, que é uma kickboxer técnica com o poder de nocaute de uma criança de cinco anos, é difícil imaginar que a americana não terá dificuldades para encurtar contra a brasileira. A grappler é uma habilidosa adversária e pode levar muito perigo caso consiga derrubar Jéssica, mas acredito que não conseguirá lidar com a pressão da ex-campeã. Logo, a aposta fica para um nocaute no segundo round.