Por Edição MMA Brasil | 09/07/2020 22:16

Depois de uma fase de eventos realizados em Las Vegas, o UFC ruma para a Yas Island para inaugurar a Ilha da Luta com o ótimo UFC 251.

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O card é a melhor oferta do ano até aqui e traz três disputas de cinturão. Na luta principal, Kamaru Usman defende o título dos meios-médios diante de um Jorge Masvidal que aceitou o duelo com apenas uma semana de preparo. No segundo confronto mais importante da noite, Alexander Volkanovski concede a revanche imediata para Max Holloway valendo o posto de rei do peso pena.

A coroa do peso galo está sem dono e Petr Yan e José Aldo se enfrentarão para definir quem será o sucessor do recém aposentado Henry Cejudo. Além disso, Jéssica Andrade e Rose Namajunas farão uma empolgante revanche do duelo que anteriormente valeu o cinturão do peso palha e Amanda Ribas enfrentará Paige VanZant pelo peso mosca.

O UFC 251 será realizado neste sábado e terá início às 19h00 com o card preliminar, enquanto a porção principal tem o início previsto para 23h00, no horário de Brasília, com transmissão exclusiva do Canal Combate.

Cinturão Peso Meio-Médio: C Kamaru Usman (NIG) vs. #3 Jorge Masvidal (EUA)

Por Pedro Carneiro

Um monstro. Se você não acredita pergunte para Leon Edwards, Warlley Alves, Sergio Moraes, Demian Maia, Rafael dos Anjos, Tyron Woodley, Colby Convigton e as outras demais vítimas de Kamaru Usman (16-1 no MMA e 11-0 no UFC). Esse é o rastro de destruição deixado pelo campeão dos meios-médios do UFC desde que migrou para o MMA. Para isso, deixou uma sólida carreira no wrestling na qual foi campeão nacional e três vezes All-American da Divisão II da NCAA. Do circuito universitário passou por eventos relevantes, como RFA e Legacy, e recebeu a oportunidade de lutar no UFC através do TUF 21, que venceu, e foi subindo cada degrau enquanto evoluía e se colocava como um nome promissor.

O nigeriano superou todas estas expectativas por meio de um wrestling imponente e domínio de posições. O ground and pound beira o vandalismo, o clinch é sufocante e a força parece fora da realidade. Para o pesadelo do resto da divisão, Usman ainda foi aprender com Henri Hooft como melhorar seus potentes socos e de lá saiu com uma movimentação eficiente, o discernimento de quando usar os golpes mais potentes com a mão de trás e como se virar enquanto arma a arapuca de grudar e abafar os incautos.

Jorge Masvidal (35-13 no MMA e 11-6 no UFC) estava na santa paz de uma guerra por dinheiro com o UFC, que vem ocorrendo desde que venceu Nate Diaz pelo cinturão simbólico de BMF, no final de 2019. Como é de conhecimento de todos (mais ou menos), há uma epidemia que assola o mundo nos últimos três meses, e essa infeliz doença contaminou o brasileiro Gilbert Durinho que seria o adversário original de Usman. Com um punhado de dólares a mais, Masvidal resolveu suprir a carência da terceira disputa de cinturão da noite de sábado. Não é que ele não mereça a oportunidade, já que vem de nocautes impressionantes contra Darren Till e Ben Askren, além do já citado Diaz. Também tem se destacado pela gestão de imagem, o que o faz largar na frente dos demais que gostam do discurso de “luto com quem o UFC quiser, estou pronto” .

Jorge tem aquela combinação empolgante de wrestler que gosta de sair na porrada. Não à toa, a primeira oportunidade em que ficou conhecido foi nas rinhas humanas de quintal promovidas pelo falecido Kimbo Slice. Antes disso, o americano praticava wrestling na escola e com a migração pro MMA, acrescentou um boxe bastante eficiente e boas transições e finalizações para conversar com o jogo de quedas. Masvidal é um lutador bem completo, pecando muito mais por não colocar intensidade no que sabe, principalmente quando é ele quem precisa tomar a iniciativa. Defensivamente é razoável, e tem como trunfo um encaixe de golpes muito bom, afinal de contas saia na porrada sem luvas pelas rinhas da vida.

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Nesse cenário de pandemia, as lutas se tornam mais imprevisíveis, principalmente por causa das dificuldades de os atletas treinarem de modo ideal. Para lutadores que usam bastante a força e o preparo físico como Usman, isso é uma desvantagem e pode mudar um cenário de CNTP. Por outro lado, Masvidal aceitou a luta de última hora e não sabemos como estará para o maior desafio da sua carreira. De todo modo, se os dois estiverem bem para o combate, o americano dependerá como nunca do seu queixo e da sua versatilidade na luta agarrada para não ser abafado e moído sem piedade.

Masvidal tem um bom poder de nocaute, mas, como sabemos, depender dessa mão solitária é depender da sorte. Jorge pode tentar finalizações, mas Usman também sabe se defender e não tem deixado brechas. O prognóstico é de que Usman use do clinch, do condicionamento e do ground and pound para vencer na decisão dos juízes, mas se eu fosse apostar em uma mão sortuda nocauteando, também seria a do nigeriano.

Cinturão Peso Pena: C Alexander Volkanovski (AUS) vs. #1 Max Holloway (EUA)

Por Pedro Carneiro

Após uma exibição de gala no UFC 245, Alexander Volkanovski (21-1 no MMA, 8-0 no UFC) fechou uma sequência absurda de vitórias contra Darren Elkins, Chad Mendes e José Aldo com a conquista do cinturão dos penas ao se impor sobre Max Holloway depois de cinco rounds.

Alexander chegou ao UFC aparentando ser mais um daqueles wrestlers fortes e raçudos, porém a cada luta era apresentada uma nova etapa da evolução. Assim se formou um lutador com boxe apurado e potente, bons chutes, explosão, pressão e ritmo constante. As quedas de excelente qualidade têm com antecessor um clinch de almanaque, que talvez seja o ponto mais forte do austríaco. A melhoria também ocorreu nos aspectos defensivos, que além da técnica no quesito é acompanhada por uma dose de calma e de estratégia. Como se já não fosse o suficiente, Volkanovski ainda nos presenteou no primeiro encontro com Holloway com uma capacidade absurda de leitura e adaptação dentro da luta.

Outro monstrinho lapidado dentro do UFC, Max Holloway (21-5 no MMA, 17-5 no UFC) também foi moendo carne até conquistar o cinturão da categoria. Antes da derrota recente, Holloway venceu Frankie Edgar, Brian Ortega, José Aldo (duas vezes), Anthony Pettis, Ricardo Lamas, Jeremy Stephens, Charlie do Bronx, Cub Swanson e mais de meia dúzia de adversários. O revés só tinha aparecido na categoria de cima em um espetacular combate contra Dustin Poirier, mas aí veio a luta contra Alexander e o barraco desabou.

Max parece que está lendo os movimentos dos adversários enquanto vai colocando o seu ritmo crescente ao longo da luta. O boxe que vai acelerando até uma chuva de socos de toda sorte é ampliado por um ótimo trabalho de pés e alguns chutes oportunistas. A defesa de quedas, que já foi um problema, agora é uma boa valência e o jiu-jítsu é apenas para emergências. Já o jogo defensivo é baseado na movimentação e nas leituras que faz do oponente.

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Holloway contava com a altura e com a sua leitura de movimentos para vencer uma luta que já se previa ser dura. Contudo, na hora da verdade deu tudo errado. Max foi surpreendido por uma leitura de movimentos tão boa quanto a sua, com um baixinho que sabia usar a envergadura maior, com chutes baixos que prejudicaram a sua movimentação e, principalmente, com um ritmo que devolvia todas as suas investidas com contragolpes fortíssimos.

Com a revanche, que talvez seja prematura, Holloway ainda não apresentou nada que indique mudanças, logo o esperado é de que os resultados sejam os mesmos. Mas o que o havaiano precisaria fazer de diferente? Usar a sua tempestade de golpes e pressão, se movimentar o tempo todo, impedir que a potência de Volkanovski quebre o seu ritmo e fazer tudo isso por, no mínimo, três rounds. Ambos já sabiam desse cenário antes da primeira luta, e eu não acho que Holloway vá conseguir fazer tudo isso sem ter o ritmo implodido como no primeiro embate. É possível fazer? Sim, mas é o cenário menos provável. Vitória do campeão na decisão é o palpite.

Cinturão Peso Galo: #3 Petr Yan (RUS) vs. #6 José Aldo (BRA)

Por João Gabriel Gelli

Petr Yan (14-1 no MMA, 6-0 no UFC) chegou ao UFC como campeão do ACA/ACB. Na organização russa já tinha vencido nomes fortes, como Matheus Mattos e Magomed Magomedov – seu único algoz. Já na maior promoção de MMA do mundo, teve uma rápida ascensão, com seis vitórias em dois anos sobre nomes como John Dodson, Jimmie Rivera e Urijah Faber. Dessa forma, se credenciou para uma disputa de cinturão e se colocou como um dos nomes mais empolgantes do MMA atual.

A característica mais marcante do arsenal de Yan é o ritmo que impõe. Ele faz um jogo claro de pressão, cortando ângulos para encurralar oponentes e usa combinações para atacar cabeça e tronco. Além disso, mostra um uso efetivo de mudanças de base, o que faz para atacar e cobrir espaço. Ele é bem consciente na curta distância e sabe atuar no clinch. Além disso, pode ser derrubado, mas trabalha rapidamente para levantar e trabalha com agressividade por baixo.

José Aldo (28-6 no MMA, 10-5 no UFC) é um dos melhores lutadores da história do MMA. Poucos rivalizam com o calibre de adversários que bateu e o nível técnico alcançado. No entanto, vem em retrospecto negativo desde 2017, com apenas duas vitórias e quatro derrotas. Em seu último compromisso, decidiu descer para o peso galo e acabou superado por Marlon Moraes em duelo parelho. Mesmo assim, foi escalado para disputar o cinturão contra Henry Cejudo, mas viu o combate ser cancelado por conta do coronavírus. Agora, terá a chance de lutar pelo título que ficou vago mesmo vindo de dois reveses.

Em seu ápice, Aldo teve o melhor sistema defensivo da história do MMA. Fazia um excelente trabalho tanto proativo quanto reativo para evitar golpes em pé e era uma barreira quase intransponível no wrestling. O problema é que a longa carreira e o tempo em alto nível já estão cobrando o preço. Ele ainda é capaz de lampejos de genialidade, bate pesado e tem um boxe arrumado, mas chuta muito menos do que nos tempos de glória. Todavia, não consegue mais manter este patamar por períodos prolongados. Atleticamente está em queda e não tem o condicionamento para atuar em ritmo elevado por cinco rounds.

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Este é claramente um duelo de gerações. Caso Aldo estivesse mais próximo do auge, seria um confronto de estilos no qual teria boas chances. Os chutes baixos podem ser uma ferramenta interessante para o brasileiro, uma vez que tem muita potência no golpe e Yan coloca muito peso na perna da frente em sua postura para pressionar. A questão é que este é um movimento cada vez menos usado pelo ex-campeão, então não podemos contar com isso.

No fim das contas, uma versão inferior do brasileiro deve ter algum sucesso no começo, mas verá o adversário tomar o controle do combate no seu decorrer. Assim, Yan tomará conta do duelo a partir do segundo assalto, aumentará o ritmo e não será acompanhado. Combinando isso a uma vantagem grande de velocidade, anotará muitos golpes sem resposta e conseguirá a interrupção no terceiro ou quarto round.

Peso Palha: #1 Jéssica Andrade (BRA) vs. #2 Rose Namajunas (EUA)

Por Rodrigo Rojas

A história de superação de Jéssica Andrade (20-7 no MMA, 11-5 no UFC) é uma das mais bonitas do nosso esporte. Outrora uma peso galo mediana, a paranaense desceu para os palhas e passou a ter uma força descomunal para a categoria, tratorizando suas adversárias até chegar a uma disputa de cinturão. Derrotada por Joanna Jedrzejczyk, Jéssica mais uma vez reinventou-se, conquistando vitórias dominantes sobre três das melhores da categoria, credenciando-se para uma nova disputa de cinturão. No duelo, Andrade era dominada por Rose Namajunas, até que encontrou um bate-estaca após uma tentativa de queda contra a grade, provando que seu apelido não é à toa para conseguir um nocaute dos mais brutais, o que lhe rendeu o título da categoria. No entanto, este foi tomado por Weili Zhang em 40 segundos na última luta, que era sua primeira defesa.

Não é segredo para ninguém que o maior ponto forte de Jéssica é a força física. Em pé, ela trabalha com cruzados e uppercuts com muita potência, sempre andando para a frente e tentando encurralar as oponentes contra a grade. As quedas – geralmente, bate-estacas – também são de grande valia, e são seguidas de um ground and pound potente e, eventualmente, finalizações sobre pescoços incautos. O estilo agressivo de Andrade concede avenidas em sua defesa, facilmente exploradas por adversárias técnicas e rápidas. Outro problema latente é a incapacidade de golpear andando para trás e de solucionar o jogo de adversárias que usam bem a movimentação.

Rose Namajunas (8-4 no MMA, 6-3 no UFC) evoluiu a olhos vistos no MMA. A americana participou do TUF 20 com apenas 22 anos, e atravessou sua concorrência. Ainda muito crua, ela acabou dominada pela wrestler Carla Esparza na final. Após a derrota, emendou uma trinca de vitórias sobre bons nomes, interrompida pelo jogo de clinch de Karolina Kowalkiewicz. Uma vitória sobre Michelle Waterson carimbou seu passaporte para enfrentar a invicta e dominante Joanna Jedrzejczyk pelo título. Ela aproveitou a oportunidade para chocar o mundo, nocauteando a polonesa ainda no primeiro round. Na revanche, uma atuação de gala, dominando a striker em seu próprio jogo, a consolidou como a melhor peso palha do mundo. Seu reinado foi encerrado pela brutalidade da adversária do próximo sábado.

Oriunda do taekwondo, arte em que começou a treinar aos 5 anos de idade, Rose desenvolveu ao lado do marido, o ex-UFC e kickboxer Pat Barry, um jogo em pé dos mais belos do MMA. A movimentação é brilhante, acompanhada por um boxe alinhado trabalhado em combinações tecnicamente perfeitas, além dos belos chutes originados da arte marcial coreana. O clinch também se tornou uma arma útil, facilitando quedas que permitem que Rose mostre seu enorme talento no jiu-jítsu, que conta com kimuras, chaves de braço voadoras e uma facilidade tremenda para chegar nas costas das adversárias. A defesa de quedas é uma parte bastante negligenciada do jogo de Namajunas, fato que ela tenta compensar com uma guarda ativa de costas para o chão.

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Na primeira luta entre elas, Rose jantava Jéssica até cometer o erro de se prender a uma finalização e ser arremessada de cabeça no chão. Foi um show de jabs, diretos e cruzados enquanto bailava em volta da adversária, completo com queda e knockdown com uma joelhada. Não fosse o nocaute inesperado – que, é claro, foi mérito da brasileira -, falaríamos sobre uma das atuações mais dominantes dos últimos tempos.

Como Rose apresenta evoluções importantes a cada luta, acredito que ela tenha aprendido com o erro (no caso, segurar uma finalização em pé contra alguém como Jéssica) e mantenha a estratégia que fez tanto sucesso no primeiro round da última luta. Caso não sofra demais com os problemas psicológicos que a atormentam, Namajunas deve conquistar o triunfo por decisão em uma luta eletrizante.

Peso Mosca: #14 SW Amanda Ribas (BRA) vs. Paige VanZant (CAN)

Por Bruno Costa

Amanda Ribas (9-1 no MMA, 3-0 no UFC) rapidamente tem se tornado um dos bons valores do peso palha. Ela avançou no ranking com três vitórias dominantes contra oponentes de bom nível desde sua estreia no UFC, em junho do ano passado.

Uma suspensão de dois anos imposta pela USADA acabou por afastar Ribas do MMA antes de sua estreia na organização. O período de inatividade parece ter sido de muito aprendizado para a ex-integrante da seleção brasileira de judô. O jogo de grappling, especialidade da casa, foi aperfeiçoado para trabalhar sem pressa as transições e aprimorar as finalizações. Mas foi na troca de golpes que evoluiu mais níveis no período de treinamentos na American Top Team. Trabalhou o jogo de pernas e utilizou a agilidade para moldar o boxe de muita movimentação para entrar no raio de ação das adversárias, golpeando sem ser tocada.

Além de estar confortável tanto em pé quanto na luta agarrada, Amanda tem demonstrado ótimo QI de luta para explorar o caminho de menos resistência para conseguir suas vitórias, como no combate contra Mackenzie Dern.

Seis anos atrás, Paige VanZant (8-4 no MMA, 6-3 no UFC) chegava ao UFC como a atleta mais jovem do plantel e como ótimo prospecto a ser desenvolvido.

Três vitórias consecutivas, sendo a mais impressionante (pelo nível de competição enfrentado) contra Felice Herrig, aliadas à beleza física de VanZant acabaram por alçá-la muito antes da hora a duelos contra algumas das melhores lutadoras do peso palha. Ainda muito crua, com jogo baseado na potência e ótima resistência física para forçar um ritmo sufocante em busca do grappling, “12 Gauge” ainda necessitava de muitos ajustes defensivos e refinamento técnico na trocação para desenvolver todo seu potencial.

Acabou surrada por Rose Namajunas e a partir dali modificou um pouco a abordagem, buscando menos a luta no solo e trocando golpes da longa distância. Após um lindo nocaute aplicado contra Bec Rawlings, voltou a ser dominada contra Michelle Waterson e subiu ao peso mosca em busca de novos ares. Contra Jessica-Rose Clark, sofreu uma lesão que tem complicado a carreira desde então: uma fratura no braço que não parece ter cicatrizado como deveria, uma vez que foram necessários diversos procedimentos e permitiram que VanZant tivesse apenas uma aparição no octógono nos últimos 30 meses.

Amanda Ribas vs Paige Vanzant odds - BestFightOdds
 

O combate de sábado não parece de prognóstico tão difícil. Paige VanZant fará a última luta de seu contrato e parece bastante próxima de Scott Coker e do Bellator, organização que já tem sob contrato seu marido. O UFC parece escalar Amanda Ribas em plena ascensão contra um nome reconhecido para catapultar o nome da brasileira entre os fãs e ainda desvalorizar sua oponente, que já se pronunciou questões salariais, o que tende a atrair muito menos empatia dos executivos da organização.

No octógono, VanZant não será a melhor atleta em termos de força, velocidade e resistência, o que tende a ser seu diferencial, e dependerá de alguma excepcionalidade para encaixar um golpe que leve à interrupção do combate. Do contrário, Amanda tem condições de vencer o duelo em pé com jabs limpos e muitos golpes no corpo, além de conseguir quedas em todos os rounds para sair vitoriosa em uma tranquila decisão.