Por Edição MMA Brasil | 01/11/2019 18:02

O Madison Square Garden sempre foi o sonho do UFC, que depois de anos de discussões e lobby intensos, conseguiu chegar a um dos mais emblemáticos palcos americanos. Três anos depois de sua estreia em Nova Iorque, um dos personagens daquele momento volta a capitanear um pay-per-view no UFC 244. O californiano Nate Diaz, que teve seu status de fama alçado às alturas justamente na última vez que esteve no MSG, irá enfrentar Jorge Masvidal pelo famigerado cinturão BMF (baddest motherfucker). Antes deles, entretanto, veremos um excelente card, com casamentos que prometem entregar bons combates.

No evento coprincipal o peso médio Kelvin Gastelum recepcionará o ex-desafiante da categoria até 77 kg, Darren Till, para um combate entre membros da elite que deixará o vencedor muito próximo de uma luta por cinturão.

As três lutas que abrem o card principal do evento terão lutadores que já disputaram algum cinturão da organização recentemente. Stephen Thompson enfrentará o brasileiro Vicente Luque, pelos meios-médios, nos pesados Derrick Lewis enfrentará Blagoy Ivanov e, abrindo o card com promessa de luta da noite, Kevin Lee buscará vida nova nos pesos leves contra o ascendente Gregor Gillespie.

Peso Meio-Médio: #3 Jorge Masvidal (EUA) vs. #7 Nate Diaz (EUA)

Por Diego Tintin

Jorge Masvidal (34-13 no MMA, 11-6 no UFC) finalmente conseguiu engrenar e se colocar entre os melhores de uma divisão no UFC. Desafiante no Strikeforce, com passagem pelo Bellator, tem uma trajetória irregular no octógono, mas as duas últimas vitórias, aliadas a um bom trabalho de imagem, o alçaram a esta luta badalada contra outra estrela da organização. Masvidal era zebra contra Darren Till, mas mandou o inglês para a vala na metade do combate. Na última aparição, uma joelhada voadora relâmpago deu cabo de Ben Askren em apenas cinco segundos. Além destas vitórias, já superou nomes como Donald Cerrone, Jake Ellenberger e Cezar Mutante.

O filho de cubano com peruana cresceu em Miami e chegou a participar das lutas de quintal promovidas por Kimbo Slice. Praticou wrestling no ensino médio e logo passou a treinar MMA, desenvolvendo um boxe muito bem ajustado e uma luta agarrada surpreendentemente sólida. Lutador de boa técnica, costuma pecar pela falta de volume quando precisa tomar a iniciativa e fazer o papel de agressor. Desde que voltou ao meio-médio, apresenta um poder de nocaute intimidador, além de passar a chutar mais e melhor. Muito duro, foi nocauteado apenas uma vez em sua longa carreira e já se passaram mais de dez anos desta situação.

Nate Diaz (20-11 no MMA, 15-9 no UFC) é aquele sujeito que aparece de vez em quando para nos lembrar o quanto é um excelente lutador, mas também é aquele camarada que por vezes nos irrita, ora ficando muito tempo sem lutar, ora se apresentando sem mostrar nenhuma vontade de estar dentro de uma jaula trocando pancada. Nas duas lutas contra Conor McGregor, uma vitória para cada lado e muita fama e dinheiro para os dois atletas. Depois disso, três anos sem lutar e uma volta esbanjando categoria contra Anthony Pettis. O caçula dos Diaz Brothers chegou a disputar o cinturão dos leves e perder para Ben Henderson e está empatado com Joe Lauzon como o segundo atleta a mas conquistar bônus na história do UFC, atrás apenas de Donald Cerrone.

Lutador muito versátil, Nate fez fama com um boxe disruptivo, marcante pelo alto volume de golpes em linha. Quando encontra o ritmo ofensivo e encaixa a movimentação, deixa seus oponentes em uma situação complicada de defender ou contragolpear. O jogo de quedas não é o mais desenvolvido, seja na esfera ofensiva ou defensiva, contudo, Diaz compensa com um jogo de solo de alto nível, baseado no jiu-jítsu moldado por Cesar Gracie. A movimentação no chão é fluida e de qualquer posição pode ameaçar com uma tentativa de submissão, ferramenta utilizada com rara precisão e oportunismo. O condicionamento costuma ser de ótimo nível, embora em algumas lutas tenha se apresentado de forma desleixada.

Jorge Masvidal vs Nate Diaz odds - BestFightOdds
 

Promessa de muita provocação, muita técnica e séria candidata a luta da noite. Para apimentar o duelo, o UFC inventou de forma bizarra um tal de cinturão BMF (sigla para algo como “sujeito mais brabo”). Considerando que o irmão de Nick esteja bem preparado fisicamente, o seu alto volume de golpes deve ser um obstáculo difícil para Masvidal. Para lidar com essa diferença, Jorge passou a preparar contragolpes potentes e concentrar mais energia em um número menor de ataques, estratégia que deu certo nos seus últimos combates. Com uma tendência de maior crescimento na segunda metade da luta, e histórico de resistir bem sem ser nocauteado, apostamos no azarão aqui: Nate Diaz, na decisão.

Peso Médio: #4 Kelvin Gastelum (EUA) vs. #10 WW Darren Till (ING)

Por Pedro Lins

Kelvin Gastelum (15-4 no MMA, 10-4 no UFC) é um tanque de guerra. Forte, resistente e ambientado a situações de combate, o americano ficou conhecido através da sua participação e posterior vitória no TUF 17, onde vence sistematicamente todos os adversários que eram apontados como favoritos contra ele. Depois de uma severa briga com a balança na categoria meio-médio, Kelvin parece que se estabeleceu entre um dos melhores médios do planeta. A trajetória no novo peso começou com uma vitória sobre Nate Marquadt e se estendeu com os triunfos contra Tim Kennedy e Vitor Belfort (luta transformada em No Contest, porque Gastelum não se segurou e esqueceu que pra fazer a cabeça tem hora). A dificuldade contra adversários maiores foi revelada na derrota contra Chris Weidman, e demonstrou correções nas vitórias contra Michael Bisping e Ronaldo Jacaré. No seu último compromisso foi vencido em um espetáculo de pancadaria e dor no confronto com o atual campeão Israel Adesanya.

O americano já apresentou um robusto jogo de quedas e imposição física, apoiado por finalizações oportunistas. Contudo, debaixo da tutela do lendário treinador Rafael Cordeiro o americano evoluiu muito o seu jogo de troca de golpes. Ali o ponto forte é a pressão e velocidade dos golpes, que mesmo com combinações simples se revelam com grande eficiência. O queixo de granito é outro destaque, e permite a aproximação contra os adversários mais altos da categoria.

Com a aposentadoria de Michael Bisping, o novo expoente dentre os ingleses no UFC é Darren Till (17-2-1 no MMA, 5-2-1 no UFC). Também vindo de um histórico acelerado, Till conseguiu rapidamente se destacar no MMA através da porradaria e violência. E assim, usando e abusando de golpes fortes e secos, recebeu a oportunidade de enfrentar o também apreciador da pancadaria Donald Cerrone em outubro de 2017. O nocaute brutal aplicado no Cowboy foi tão marcante que garantiu um main event no seu quintal de casa, mais conhecido como Liverpool, onde venceu Stephen Thompson e sucumbiu a dificuldade de bater o peso dos meio-médios. Após ser derrotado por Tyron Woodley na disputa de cinturão da categoria, ter tido mais uma vez dificuldade de bater o peso sido nocauteado por Jorge Masvidal, decidiu então migrar para a categoria dos médios.

Till é um bom boxeador, usando golpes que tem mira laser e ainda assim não abandonam a grande potência que o inglês possui. Outro ponto forte é a capacidade de andar pra frente no meio do tiroteio, acertando golpes enquanto tenta deixar o adversário pressionado com as costas na grade. Till se defende relativamente bem na luta em pé e a luta agarrada é de um bom nível, com destaque ao ground and pound selvagem, principalmente as cotoveladas.

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Temos aqui uma excelente oportunidade para os deuses do MMA nos presentearem com uma belíssima pancadaria. São dois vândalos que gostam de bater e não se acanham quando apanham. O desejo que ambos têm por impor pressão pode fazer com que haja troca de golpes incessante, todavia, a potência que os dois possuem pode fazer com que haja respeito mutuo e a luta seja mais estudada. A probabilidade maior é a de que troquem sopapos e nesse cenário, Kelvin leva ligeira vantagem por ser mais resistente que o inglês. Não é comum Till usar o tamanho para puramente controlar a distância, mas sim para encontrar espaços para usar a precisão de seus golpes.

Gastelum está mais que acostumado a lidar com adversários com envergadura grande e deve evitar a pressão buscando encontrar ângulos para os seus fortes socos. Woodley expos um caminho para o americano, que é o de derrubar Till e impor um castigo no ground and pound. Till tem totais condições de nocautear, mas a aposta aqui é a de que a vitória não escape das mãos de Kelvin Gastelum.

Peso Meio-Médio: #9 Stephen Thompson (EUA) vs. #14 Vicente Luque (BRA)

Por Rodrigo Rojas

Nome consolidado na encardida categoria dos meio-médios, o veterano Stephen “Wonderboy” Thompson (14-4-1 no MMA; 8-4-1 no UFC) atravessa a pior fase da carreira depois de chegar muito perto da maior glória no esporte. Após ser dominado por Matt Brown em 2012, o karateka iniciou uma impressionante campanha até chegar na disputa pelo cinturão, passando por nomes como Robert Whittaker, Johnny Hendricks e Rory MacDonald. Contra o então campeão Tyron Woodley, chegou perto da vitória em duas decisões: um empate e uma derrota em uma luta parelha. Mais recentemente, perdeu uma luta apertada para Darren Till e foi nocauteado brutalmente pelo peso leve Anthony Pettis.

Faixa preta de kickboxing e de karate, Thompson é o que temos de mais próximo de um representante da arte marcial tradicional no UFC hoje. Com a base típica da luta japonesa, conta com uma movimentação fluida, tanto de pés quando de cabeça, que facilitam seus contra golpes e seus chutes, excelentes para manter a distância. Além disso, utiliza blitzes bastante eficientes quando tem o adversário encurralado. Conservador nos movimentos, Wonderboy é avesso à riscos, o que faz com que peque pelo pouco volume de golpes na maioria das lutas. A contrapartida é que o condicionamento cardiorrespiratório acaba sendo mais do que suficiente.

Além do esparso volume de golpes, a baixa capacidade de absorção tem sido uma das preocupações do americano, que levou knockdowns de Woodley, em ambas as lutas, e de Till, além do nocaute brutal contra Pettis.  A defesa de quedas tem se mostrado acima da média, muito por conta da movimentação lateral e dos treinos com o cunhado Chris Weidman.

Na situação oposta a de Thompson, o brasileiro-chileno-americano Vicente Luque (17-6-1 no MMA; 10-2 no UFC) vem galgando espaço na difícil categoria com atuações cada vez mais empolgantes, em uma bela sequência invicta de seis lutas. No último combate, recebeu o bônus de luta da noite após desfigurar Mike Perry em uma batalha em Montevidéu, consolidando-se no top 15 da divisão.

O estilo de Luque não poderia ser mais oposto ao do adversário de sábado. Com base no muay thai e no jiu jitsu, Vicente busca a interrupção a todos os custos, sem se importar muito em receber danos. Em pé, conta com boas combinações de socos e chutes, mas brilha mesmo quando chega ao pocket, onde desfere joelhadas e socos em contragolpe com muita habilidade e com alta capacidade de definição.

A defesa de golpes pouco apurada é compensada pela excepcional resistência: Luque aguenta castigo como poucos na divisão. Na luta agarrada, aplica um wrestling básico, com quedas simples que funcionam contra a parte de baixo da categoria. Já o jiu jitsu é efetivo e oportunista, com facilidade para apertar pescoços em mata-leões e triângulos de mão, a especialidade da casa.

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A luta é de difícil prognóstico muito por conta das dúvidas em relação ao estado de Wonderboy, que já completou 36 anos. Em condições normais, o americano jantaria Luque controlando a distância e utilizando contragolpes. Porém, a má fase e a possível fragilidade da condição física geram dúvidas.

O jogo de Thompson é dos mais complicados para Vicente, que precisaria arrastar o adversário para o pocket em busca de um golpe bem colocado, ou se embolar no chão em busca de uma finalização para conseguir a vitória. Por isso, confiando que Wonderboy ainda tem alguma lenha para queimar, a aposta é no karateka, usando a movimentação, chutes e golpes em linha para conter o ímpeto do brasileiro até conquistar o triunfo na decisão. Uma vitória por interrupção de Luque não deve ser descartada, no entanto.

Peso Pesado: #5 Derrick Lewis (EUA) vs. #8 Blagoy Ivanov (BUL)

Por Idonaldo Filho

Uma das figuras mais cômicas no UFC, Derrick Lewis (21-7 no MMA, 12-5 no UFC) está vindo de duas derrotas seguidas e busca recuperação nesse fim de semana. Nas ultimas lutas Derrick enfrentou lutadores de elite da categoria e sucumbiu para o eficiente wrestling – convenhamos que o campeão nem precisava usá-lo para vencer – de Daniel Cormier, além de uma luta bizarra contra Junior Cigano, recheada de momentos constrangedores. Resta saber se o texano ainda tem bala na agulha para continuar na parte de cima do ranking dos pesados.

Muito pesado, Lewis é bruto até falar chega. Obviamente a velocidade não é um ponto forte, nem a técnica, mas Lewis conta com alto poder de nocaute e coração de sobra para conseguir viradas nos momentos que ninguém mais espera nada dele. Quando não está jogando mata-cobras ou mostrando seus “novos” chutes altos que de nada servem, Lewis tenta colocar o adversário na grade e derruba-lo. Por cima, Derrick tem um ground and pound muito perigoso e pesa bem por cima. Agora quando é a vez de Lewis estar de costas para o chão não há nada de relevante para falar, uma vez que o americano não tem recurso nenhum nessa posição. Alguns problemas significativos são as dores crônicas nas costas que convive, além do condicionamento porco.

Direto da Bulgária e legítimo representante da dureza dos atletas do leste europeu, Blagoi Ivanov (18-2 no MMA, 2-1 no UFC) foi ex-campeão do WSOF e sempre foi considerado um dos melhores fora do líder do mercado. Com passagem pelo Bellator, tem uma história de superação que já deve ser conhecida por todos todos. O búlgaro sobreviveu a uma facada no coração, tendo voltado a atuar normalmente – e em alto nível – em um esporte que exige tanto como o MMA. São duas vitórias seguidas do búlgaro no momento, sobre Tai Tuivasa e Ben Rothwell.

Ivanov é um cavalo e talvez um dos mais resistentes membros da categoria. O búlgaro não é nada técnico em pé, mas sempre está andando para a frente e pressionando o adversário, seja com golpes curtos ou no clinch, onde é muito forte. O sambo é de altíssimo nível, Ivanov inclusive já venceu a lenda Fedor Emelianenko na modalidade, mas no MMA não utiliza tanto da mesma técnica. O condicionamento físico de Blagoy não é lá muito exemplar também, mas já fez cinco rounds algumas vezes como campeão do WSOF e é mais confiável que o adversário nesse ponto.

Blagoy Ivanov vs Derrick Lewis odds - BestFightOdds
 

Uma luta muito difícil de se apostar, tendo em vista que são dois lutadores que lutam de forma similar. Entretanto Ivanov possuí grande vantagem se considerarmos o lastro em um esporte importante e também na resiliência. O problema é que Lewis é mais perigoso quando falamos de poder de nocaute, além de ser maior que o búlgaro. Aposta complicada, mas vamos de Lewis em uma decisão feia após vencer os rounds iniciais e sofrer no último, já cansado.

Peso Leve: #10 Kevin Lee (EUA) vs. #11 Gregor Gillespie (EUA)

Por Thiago Kühl

Kevin Lee (17-5 no MMA, 10-5 no UFC) viu que a coisa é “mais embaixo” na categoria até 77kgs. Após falhar na missão fundamental de bater o peso leve, decidiu subir um degrau na balança e, de cara, enfrentou Rafael dos Anjos. O brasileiro, que tinha a vantagem de força, eventualmente conseguiu chegar ao solo e finalizar Lee. Antes, ainda nos leves, teve duas derrotas em três lutas, sendo uma atuação apática na revanche contra Al Iquinta e outra oferecida pelo contender de tanto tempo, Tony Ferguson. De volta ao seu peso de origem, Lee tem no combate deste final de semana a chance de estabelecer uma nova corrida no topo da divisão.

Lee é um dos grandes casos de evoluções de lutadores que em um prazo relativamente pequenos foram do patamar de “lutador meio de tabela” até contender. Isso se deu a cada dia mais melhora no jogo de boxe do americano, que já podia solida base no wrestling. Com o jogo padrão americano do boxe-wrestling consegue realizar um jogo de pressão excelente, conseguindo ficar os adversários e imprimir um ground and pound feroz. A grave evolução de Lee, no entranto, parecer ter estagnado, chegando ao teto do seu talento. Outro ponto a se considerar é o gás. Antes de súber de categoria de peso Kevin sofria com a balança e consequentemente com a capacidade cardiorrespiratória no final da luta, é importante que tudo o processo de corte tinha sido repensado para evitar reflexos na luta.

Gregor Gillespie (14-0 no MMA, 6-0 no UFC) é outro que vai tendo uma ascensão meteórica nos rankings da categoria mais difícil do mundo no MMA. Ex-campeão do ring of combat, estreou com vitória por decisão contra Glaico França, desde então, cinco vitórias com cinco interrupções o colocaram na 11ª posição do ranking, podendo invadir o top 10 de uma vez em caso de vitória. Em sua última aparição no octógono, venceu o bom Yancy Medeiros por nocaute técnico no segundo round.

O pano de fundo do jogo de Gillespie é um wrestling de alto nível moldado na Divisão I da NCAA, em que foi campeão pela Edinboro University, com forte jogo de quedas e grande capacidade de defendê-las, mostra que adaptou muito bem a modalidade ao MMA, entretanto Gregor tem se mostrado muito mais completo em seu jogo. Com um ótimo arsenal de finalizações, um jogo de transições bem justo e um boxe rápido e potente, o amigo de Josh Koscheck se mostra um embate complicado para qualquer um no peso.

Gregor Gillespie vs Kevin Lee odds - BestFightOdds
 

Os estilos relativamente parecidos de ambos tornam esse combate bem interessante. O wrestling de Gillespie é certamente melhor que o de Lee, porém não acredito que vejamos uma troca de forças no grappling, acho que a vontade de sair na mão de ambos vai prevalecer e teremos um combate bem animado.

O fator da volta de Kevin ao peso leve, não pode ser deixado de lado, o lutador de Detroit está num limbo de peso e deve rezar todo dia para criarem a categoria dos superleves. Enquanto suas preces não são atendidas, vai ter que aguentar o ritmo insano de Gregor, o que imaginamos que não irá acontecer. Portanto apostaremos em vitória de Gillespie antes da buzina final soar.