Por Edição MMA Brasil | 26/07/2019 13:08

Depois do lamentável evento da semana passada, nada como um card numerado para levantar a moral e os ânimos dos fãs de MMA. Neste sábado, o Rogers Place, casa do Edmonton Oilers (NHL) no estado de Alberta, no Canadá, será palco do UFC 240, evento capitaneado por uma sensacional disputa de cinturão que puxará alguns outros duelos muito interessantes.

Na luta principal, Max Holloway retorna ao peso pena para defender sua coroa pela terceira vez. O desafiante será o interminável ícone Frankie Edgar, em sua terceira tentativa de conquistar um título por outra categoria.

Também no peso pena, mas entre as mulheres, a ex-campeã Cris Cyborg sobe ao octógono para a última luta de seu contrato e na primeira vez após ser violentamente nocauteada. A oponente será a local Felicia Spencer, também ex-campeã do Invicta e que teve ótima estreia no octógono.

Uma bela pancadaria é aguardada no encontro entre Geoff Neal e Niko Price, pelo peso meio-médio. Antes deles, o talentoso prospecto Arman Tsarukyan encara o canadense Olivier Aubin-Mercier, no peso leve. Abrindo o card principal, Marc-André Barriault bate de frente com Krzysztof Jotko.

O UFC 240 terá transmissão ao vivo e na íntegra pelo canal Combate. A primeira luta das preliminares deve ir ao ar às 20:00h, enquanto o card principal tem começo previsto para às 23:00h, sempre no horário oficial de Brasília.

Cinturão Peso Pena: C Max Holloway (EUA) vs. #4 Frankie Edgar (EUA)

Por Rodrigo Rojas

Um dos maiores pesos penas de todos os tempos, Max Holloway (20-4 no MMA, 16-4 no UFC) volta à sua categoria de origem depois de uma empreitada frustrada na divisão de cima, de onde saiu derrotado de uma disputa pelo cinturão interino contra Dustin Poirier. Antes da aventura entre os leves, Holloway vinha de seis anos e uma sequência de 13 lutas invicto. O kickboxer havaiano praticamente limpou a categoria, passando por cima tanto de lendas estabelecidas, como José Aldo, quanto de jovens prospectos, como Brian Ortega.

Contratado pelo UFC aos 20 anos de idade, Holloway evoluiu a olhos vistos na organização. Em 2016, conquistou o cinturão interino dos penas ao massacrar Anthony Pettis. Na luta seguinte, unificou o título quando veio ao Rio de Janeiro e dominou José Aldo. Parar sanar quaisquer dúvidas, superou Aldo uma segunda vez. Então, protagonizou um dos maiores passeios já vistos, para cima do então invicto Ortega. Só foi parado pela maior potência e pressão de Poirier, que já o havia vencido em sua estreia no octógono.

Treinando kickboxing desde a adolescência, Max desenvolveu um dos arsenais ofensivos mais impressionantes do esporte. Capaz de imprimir uma pressão sufocante, ele luta sempre andando para a frente, soltando toda sorte de golpes, desde os jabs e diretos impecáveis até chutes rodados. Sua capacidade de combinar golpes é ímpar, com um volume de jogo que engole a grande maioria dos oponentes. Além disso, a defesa de quedas, que já foi defasada, melhorou exponencialmente e hoje é de alto nível.

O condicionamento é no estado da arte: Holloway geralmente faz um primeiro round estudado, até que consegue ler seu adversário e se torna uma força da natureza, virtualmente impossível de ser parado. O queixo também mostrou-se muito confiável, apesar do extenuante corte de peso.

Frankie Edgar

Quem não gosta de Frankie Edgar (23-6-1 no MMA; 17-6-1 no UFC), boa gente não é. Um dos maiores overachievers da história do MMA, “The Answer” busca a imortalidade ao tentar conquistar o cinturão de uma categoria diferente da sua de origem. Com o tamanho de um peso galo, Edgar foi campeão indiscutível da categoria mais difícil do UFC – a dos leves – defendendo o título por duas vezes. Quase uma década atrás, ele superou odds de quase 6 para 1 ao vencer o lendário BJ Penn, quando o havaiano ainda estava no auge. Sacramentou seu posto ao dominar Penn novamente, numa revanche no UFC 118. Nas lutas seguintes, dois dos confrontos mais marcantes da história contra Gray Maynard – um empate e uma vitória.

Depois de perder o cinturão para Ben Henderson, Edgar tomou a correta decisão de baixar para a categoria dos penas, na qual havia perdido apenas para José Aldo, até encontrar Ortega, no ano passado. Entre as derrotas em disputas de cinturão para Aldo, Frankie enfileirou boa parte da categoria, superando nomes como Chad Mendes, Cub Swanson, Urijah Faber e Jeremy Stephens.

Wrestler de origem, Edgar tornou-se um lutador completo, capaz de misturar as ações como poucos. O boxe, treinado por Mark Henry, é muito técnico e conta com uma movimentação magistral, com muita habilidade para entrar e sair do raio de ação dos oponentes, além de mãos muito rápidas. As quedas, que quase sempre são mescladas com o jogo de punhos, são muito efetivas e, por cima, Frankie é um tratorzinho. O ground and pound é muito eficiente (Yair Rodríguez que o diga) e o jiu-jítsu, trabalhado com Ricardo Cachorrão e Renzo Gracie, é de muito alto nível.

O ritmo de jogo do lutador de New Jersey é dos mais difíceis de serem igualados. O condicionamento e a resistência de Edgar são quase indescritíveis. Assistam à trilogia contra Maynard para entender. Porém, é inegável que a idade vem chegando para o veterano: a derrota para Ortega foi a primeira vez em que foi nocauteado ou finalizado numa luta profissional.

Frankie Edgar vs Max Holloway odds - BestFightOdds
 

A luta principal deste sábado é um prato cheio para os fãs hardcore de MMA. Dois lutadores com habilidades técnicas muito acima da média e afeitos à porradaria, além de muito resistentes. Temos todos os elementos para um duelo muito interessante.

O jogo de Edgar pode ser muito problemático para Holloway: ele tem a movimentação para entrar batendo e sair e ainda pode mesclar as quedas para confundir o campeão. Porém, o americano de 37 anos já está longe do auge e sua resistência parece diminuir a cada luta. Assim, depois de um começo equilibrado, Holloway deve usar o volume superior para tomar o controle da luta, provavelmente conquistando uma interrupção na segunda metade do combate.

Peso Pena: Cris Cyborg (BRA) vs. Felicia Spencer (CAN)

Por Pedro Carneiro

Era uma vez um império devastador, longínquo e imponente. A sua ascensão data do ano de 2009 d.C, quando Gina Carano foi saqueada, no antigo Strikeforce. A partir daí, vimos um período de glórias jamais visto no MMA feminino, com 12 inimigas vitimadas de forma implacável por uma onda de violência e potência também inédita. A maior coroa veio em duelo contra Tonya Evinger, que seguiu a sina de obliterações, e logo depois com mais vitórias sobre Holly Holm e Yana Kunitskaya. Até que um novo império surgiu, pois Amanda Nunes também enfileirava conquistas na categoria debaixo. Dana White, inspirado na frase dita por Alexandre Magno a Dario da Pérsia: “O céu não tem dois sóis, e a Ásia não terá dois reis.”, marcou o embate dos dois reinados e Cris Cyborg (20-2 no MMA e 5-1 no UFC) ruiu em um devastador nocaute no UFC 232. O próximo sábado será a primeira etapa da tentativa de reconstrução da brasileira que só havia conhecido a derrota na sua estreia, em 2005.

O império de Cyborg era alicerçado por três pilastras: domínio físico, potência com velocidade e domínio de todas as valências básicas do MMA. Cristiane é maior e mais forte que qualquer lutadora do plantel do UFC, vantagem que também possibilita uma abordagem intimidante contra as adversárias. O muay thai foi forjado na lendária Chute Boxe em Curitiba. Ali foram desenvolvidas combinações que sabem findar sempre com golpes muito fortes e um arsenal técnico de alto nível que finalmente foi revelado na luta contra Holm, a primeira que exigiu tempo e técnica para a vitória. A luta agarrada também é de ótimo nível e tem como destaque o ground and pound quase impossível de ser resistido. Outro destaque está no condicionamento físico, que mesmo para alguém com tanta massa muscular, está em ótimo nível e persistiu muito bem em um embate de cinco rounds.

Com um cartel invicto, Felicia Spencer (7-0 no MMA, 1-0 no UFC) estreou com o pé direito no UFC finalizando Megan Anderson já no primeiro round do conflito. A canadense era campeã dos penas no Invicta FC, evento no qual havia feito toda a sua carreira, vencendo por finalização ou nocaute a maior parte dos combates. Antes de vencer Pam Sorenson com um mata-leão, Felicia já havia finalizado Helena Kolesnyk e Amy Coleman da mesma maneira e vencido por nocaute técnico Rachel Wiley na sua estreia no esporte. Uma curiosidade é que Spencer já se aventurou no peso meio-médio, quando ainda estava no MMA amador.

Com um passado no taekwondo – a canadense começou a praticar o esporte aos 4 anos de idade -, Felicia chuta muito bem, unindo técnica e ritmo como o esperado de uma faixa-preta da arte marcial coreana. O problema está no jogo de mãos, que é de nível baixo e deixa muitas brechas defensivas, principalmente para boas contragolpeadoras. O jogo de quedas ainda precisa melhorar, muito apoiado na boa força-física da canadense. O jiu-jitsu construído desde a adolescência é o seu ponto forte, com um ótimo domínio de posições e transições. Felicia é faixa-preta da nobre arte e costuma usar os estrangulamentos para vencer as lutas, mas também possui um bom ground and pound o que impede que seu jogo possua apenas uma nota. Em uma categoria tão rasa que se questiona até a sua existência, Felicia Spencer é um bom nome para a categoria, mesmo fazendo ainda a sua segunda luta no UFC.

Cristiane Justino vs Felicia Spencer odds - BestFightOdds
 

A grande interrogação é como Cristiane Justino irá lidar com a derrota acachapante do final do ano passado. Em condições normais, Cyborg é uma lutadora muito mais experimentada que a canadense. As brechas deixadas por Felicia na troca de golpes são um prato cheio para que Cris solte seus golpes explosivos e consiga uma interrupção dos juízes. Spencer tem chances no chão, mas terá a difícil missão de conseguir derrubar um colosso físico como Cyborg, que também tem um jiu-jitsu que a possibilite se defender bem. Impossível não é, só será difícil. Uma oportunidade a ser explorada é se a brasileira iniciar o combate buscando encerrar a peleja de modo afoito, abrindo brechas para uma queda e finalização. Todavia, a aposta aqui é a de que Cris Cyborg virá com desejo de se reerguer e sairá com a vitória após uma violenta sequencia de sopapos.

Peso Meio-Médio: Geoff Neal (EUA) vs. Niko Price (EUA)

Por Bruno Costa

O texano Geoff Neal (11-2 no MMA, 3-0 no UFC) chegou à organização com bons resultados e desempenhos, nocauteando duros oponentes nas duas primeiras lutas e batendo um resistente Belal Muhammad na decisão dos juízes no último compromisso.

Ótimo trocador e cada vez mais inteligente no octógono, Neal melhorou também o condicionamento físico para se tornar um dos mais interessantes prospectos da categoria. Com combinações curtas, muita explosão e variação de golpes, domina com muita competência a distância, entrando para golpear e saindo com maestria do raio de ação dos adversários. O jogo de chão é uma incógnita, haja vista o wrestling defensivo efetivo e a pouca procura por quedas ou sequer luta no clinch.

O violentíssimo Niko Price (13-2,1NC no MMA, 5-2, 1NC no UFC) é garantia de diversão quando entra no octógono. Com vitórias sobre alguns bons lutadores de ação na divisão, sofreu duas derrotas contra trocadores superiores. Na última vitória, contra Tim Means, chegou a ficar próximo de uma derrota, mas retornou de uma situação caótica para conseguir um nocaute dos mais assombrosos do ano e mandar o adversário para a mesa de cirurgia com fraturas na fíbula e tornozelo.

O “híbrido” é um lutador de mãos muito pesadas para a categoria, além de ter boas finalizações e senso apurado de oportunismo para encerrar os combates. Um sujeito de muita força, tem dificuldades em lidar com a velocidade de adversários com maior atleticismo ou com capacidade técnica de trocar golpes sem descambar para a pancadaria. Wrestling ofensivo não é utilizado como arma apesar das boas finalizações, uma vez que o jogo se baseia em chamar para o olho do furacão os oponentes em busca de um contragolpe mortal.

Geoff Neal vs Niko Price odds - BestFightOdds
 

Embora ambos os lutadores tenham predileção pela trocação, o plano de jogo e execução diferem muito. Enquanto Price se caracteriza pela capacidade em acabar com a luta com um só golpe, Neal aposta no volume de golpes e bom controle de distância para controlar os oponentes em busca de nocautes. A vantagem técnica do combate é inteira de Neal, e o seu estilo favorece para não cair em eventuais armadilhas do alucinado Price. Com provável domínio desde o início da luta, a aposta é que Neal saia vitorioso com um nocaute conquistado ainda no primeiro round.

Peso Leve: Olivier Aubin-Mercier (CAN) vs. Arman Tsarukyan (ARM)

Por Alexandre Matos

Integrante do plantel da maior organização do MMA mundial desde 2014, quando foi vice-campeão dos meios-médios do TUF Nations, Aubin-Mercier (11-4 no MMA, 7-4 no UFC) conquistou alguns bons resultados no octógono e se estabeleceu como um lutador confiável de volta ao peso leve natural. Ele chegou a ter sete vitórias em oito lutas, mas tombou nas duas mais recentes, ao perder para Alexander Hernandez e Gilbert Durinho.

Multimedalhista de judô em seu país, Olivier carregou a arte nipônica para o MMA e desenvolveu seu jogo ao redor dela. Seu arsenal de quedas é de ótimo nível, assim como a pressão que impõe no chão, especialmente nas transições para as costas. Se ele conseguisse garantir chegar ao solo sempre, seria um lutador para bater de frente com a maioria. O problema é que sua aproximação é muito vulnerável. Aubin-Mercier desenvolveu decentemente o boxe ofensivo e aprendeu a dar uns chutes. Porém, o striking defensivo é uma peneira. Por ser altamente acertável, ele encontra dificuldade especialmente contra oponentes que imprimem volume de golpes.

Depois de protagonizar excelentes momentos nos circuitos menores na Rússia e na Coreia do Sul, Tsarukyan (13-2 no MMA, 0-1 no UFC) foi escalado de última hora para estrear no UFC. E os patrões não aliviaram para o lado dele: Arman foi escalado contra Islam Makhachev, integrante do ranking da categoria mais forte do MMA. O jovem saiu derrotado, mas deu trabalho para o daguestanês e mostrou aos fãs de MMA que ali reside talento de verdade.

O armênio é um wrestler do estilo clássico das ex-repúblicas soviéticas, com muita força no core e agilidade para aplicar quedas de qualquer posição – ele se tornou o primeiro lutador a botar Makhachev para baixo no UFC. O muay thai, que é desenvolvido junto às irmãs Valentina e Antonina Shevchenko, é plástico, versátil e imprevisível. Uma característica típica dos jovens, a insanidade, vem sendo domada no jogo de Arman, o que o coloca no caminho rumo o estrelato. Aos 22 anos, é hora de ver como o UFC vai desenvolvê-lo para não queimar etapas e não perder um prospecto tão promissor.

Arman Tsarukyan vs Olivier Aubin-Mercier odds - BestFightOdds
 

Como a carreira pré-UFC de Tsarukyan não foi disputada nas melhores organizações regionais, pode-se considerar que o garoto ainda tem estrada para percorrer em relação à experiência e maturidade. Os sinais contra Makhachev foram ótimos, mas a luta deste sábado reserva algumas situações para ficar de olho.

Ainda que seja um wrestler de bom nível, a defesa de quedas de Arman teve que contar com alguns malabarismos para não ser mais vazada que o desejável. A abordagem de Aubin-Mercier a partir do clinch vai facilitar o trabalho do europeu, que tem mais força de tronco. Porém, é um caminho interessante para o canadense seguir e ter o armênio de costas para o chão. Por outro lado, Tsarukyan terá que mostrar calma para capitalizar as inúmeras brechas que Olivier deixa ao se aproximar.

A expectativa é de uma luta dura e muito disputada, com os atletas variando os momentos de domínio. Por fim, a aposta é na primeira vitória de Tsarukyan no octógono, por decisão.

Peso Mosca: #3 Alexandre Pantoja (BRA) vs. #4 Deiveson Figueiredo (BRA)

Por Gustavo Lima

Alexandre Pantoja (21-3, 5-1 UFC) vive grande momento dentro do UFC, especialmente agora que a organização parece ter desistido oficialmente de encerrar a categoria. Com três vitórias consecutivas – duas delas por interrupção -, o semi-finalista do TUF 24 já ocupa a terceira posição do ranking. Por mais que o timing da divisão deixe o ex-campeão do RFA um pouco mais distante de uma chance pelo cinturão, anotar essa vitória o colocaria, teoricamente, de imediato atrás de Joseph Benavidez.

Empolgando cada vez mais em seus desempenhos recentes, Alexandre é um dos atletas que mais se beneficiou do desmanche sofrido pela divisão nos últimos tempos. Com bom striking e jiu-jitsu muito competente, a maior virtude do atleta da Nova União seja talvez mesclar as características do seu jogo e ampliar suas valências em meio ao casamento de características.

Em seu caminho estará Deiveson Figueiredo (15-1, 4-1 UFC), que tinha a maior sequência invicta da categoria atrás de Henry Cejudo, até perder para Jussier Formiga no começo deste ano. O “Deus da Guerra” trilhou seu caminho até o topo dos rankings de maneira impactante ao entregar belos nocautes, sendo o mais notável contra John Moraga, despachado com um belo upper no tronco.

Deiveson tem um estilo de striking agressivo, com alto volume e mãos pesadas. Na medida em que progrediu dentro do UFC, tornou-se um dos trocadores mais temidos da divisão, mas mostrou ter brechas grandes em seu jogo, com as defesas de queda sendo talvez a maior vulnerabilidade. Contra Jarred Brooks, por exemplo, o paraense conseguiu levar a vitória via decisão dividida mas não antes de ser derrubado um punhado de vezes.

As expectativas para o duelo são majoritariamente de trocação agitada e empolgante, principalmente pelo estilo de Deiveson. Ainda que Pantoja seja por vezes mais contido e burocrático na luta em pé, a intensidade do oponente deve fazê-lo igualar o ritmo. Pantoja também tem bom faro para contragolpear e pode se aproveitar para capitalizar sobre erros pontuais do adversário.

Mesmo que Alexandre não seja um wrestler de ofício, a rota mais segura seria derrubar Deiveson e cansá-lo ao máximo, pontuando aos poucos e jogando com o regulamento debaixo do braço. Figueiredo definitivamente não é o cara com quem você vai querer brincar de trocar socos com o tanque de combustível cheio, especialmente por conta da velocidade e força dos golpes mostrados no começo dos duelos. Reduzir o risco seria coerente e qualidade técnica para fazê-lo, Pantoja mostrou em outras ocasiões que tem. .

Alexandre Pantoja vs Deiveson Figueiredo odds - BestFightOdds
 

A variedade de cenários possíveis e a competência de ambos os lutadores tornam esse combate não só muito aguardado, como também difícil de apontar um vencedor. Pontuando critérios objetivos, a “caixa de ferramentas” de Pantoja é maior, mas esses recursos precisam ser usados de maneira inteligente e parcimoniosa, já que Figueiredo é perigosíssimo.

Veredito: Favoritismo mínimo para Pantoja, todavia, com chances consideráveis de um fim abrupto para ambos os lados