Por Edição MMA Brasil | 10/05/2019 09:40

Na sua décima visita à capital mundial do jogo do bicho e do aplauso ao pôr do sol, a principal organização do MMA mundial volta a montar seu octógono no centro da Jeunesse Arena para o UFC 237, mais um evento com foco em algumas estrelas do esporte no país.

O UFC 237 será liderado pela campeã do peso palha, Rose Namajunas, que aceitou o desafio da valente brasileira Jéssica Andrade para colocar sua coroa em jogo em ambiente hostil. O veterano ídolo brasileiro Anderson Silva faz a penúltima luta da noite contra o limitado, porém voluntarioso, Jared Cannonier, pelo peso médio. Antes do “Spider”, outro histórico campeão se apresenta em frente ao seu público: José Aldo, em desafio espinhoso contra o ascendente australiano Alexander Volkanovski, com cara de eliminatória para uma disputa de cinturão do peso pena.

Abrindo o card principal, um duelo de atletas brasileiros com carreiras consolidadas no difícil peso leve da organização: Francisco Massaranduba faz uma interessante luta de veteranos contra Carlos Diego Ferreira. Quando eles deixarem a jaula, será a vez de uma sempre popular batalha Brasil x Argentina, entre o experiente Thiago Pitbull e o surpreendente novato Laureano Staropoli, valendo pela divisão dos meios-médios.

O canal Combate transmite o evento ao vivo e na íntegra, com início do card preliminar marcado para às 19:30h e a porção principal começando às 23:00h, sempre no horário oficial de Brasília.

Cinturão Peso Palha: C Rose Namajunas (EUA) vs. #1 Jéssica Andrade (BRA)

Por Alexandre Matos

Anos atrás, parecia que apenas um conto de fadas levaria Rose Namajunas (8-3 no MMA, 6-2 no UFC) ao cinturão do UFC. Então a hipótese se materializou numa bela narrativa. Cada dia mais sólida, sem perder o instinto, Rose foi amadurecendo, evoluindo e conquistando vitórias. O duro revés para Karolina Kowalkiewicz adiou a chance, que veio um ano e meio depois. No histórico UFC 217, ela foi a primeira dos três desafiantes que destronaram os campeões em Nova York com um nocaute espetacular sobre a dita invencível Joanna Jędrzejczyk. Para mostrar que a vitória não foi sorte, Namajunas dominou a polonesa na revanche há 13 meses.

No começo da carreira, “Thug” Rose sofria de hiper agressividade no octógono. Ela era tão impulsiva que parecia não oxigenar o cérebro e, por isso, acabava caindo em situações que a deixavam em perigo. Porém, um excelente trabalho técnico e mental com Trevor Wittman fez de Namajunas uma lutadora mais calma, mais inteligente, agressiva nos momentos certos e, principalmente, menos exposta. O boxe, especialidade do treinador, virou uma arma poderosa, deixando o jiu-jítsu e o ground and pound, antes as ferramentas principais de seu jogo, como complementos. Foi assim que ela nocauteou Joanna e depois fez a polonesa sofrer para encontrar um ritmo.

Se disputar o cinturão parecia uma realidade distante para Namajunas, permanecer no UFC seria uma batalha para Jéssica Bate-Estaca (19-6 no MMA, 10-4 no UFC). Não foram poucos a bradar que a paranaense não tinha nível para lutar na maior organização do mundo. Depois de uma claudicante temporada de 4-3 como peso galo, Jéssica baixou para o palha e virou uma força da natureza. Apenas Jędrzejczyk a venceu em sete combates. No último, precisou de menos de dois minutos para aplicar um nocaute feroz em Kowalkiewicz, logo após espancar Claudinha Gadelha.

Como peso palha, Jéssica é um motorzinho de mentalidade ofensiva, que avança sobre as adversárias sem pestanejar ou medir consequências. Ela tem punhos muito pesados, tipo uma versão feminina de John Lineker, mas peca no aspecto técnico, lançando diversas combinações abertas e deixando uma avenida para ser explorada por socos em linha. Deu muito errado contra Joanna e quase babou contra Tecia Torres, contragolpeadoras de elite. Se tem dificuldade contra quem espera e ataca, Andrade se dá muito bem diante de quem tenta disputar força – suas quedas são violentas, assim como o ground and pound. E o pior: como seu gás parece interminável, é preciso sangue frio para lidar com aquela minilocomotiva vindo para cima o tempo inteiro.

Jessica Andrade vs Rose Namajunas odds - BestFightOdds

Taí uma luta difícil de prognosticar. Na teoria, a brasileira é favorita por conta do ímpeto ofensivo da americana, que tenderá levá-la para o olho de um furacão que a campeã não terá força física para lidar.

No entanto, Rose desenvolveu técnica e sangue frio suficientes para entender que não será possível agredir o tempo inteiro. Ao contrário, Namajunas deverá adotar uma movimentação intensa não só lateralmente, mas recuando em diagonal. E não somente recuando, mas andando para trás enquanto golpeia. Praticar tiro ao alvo contra o nariz de Jéssica enquanto a brasileira abre os braços para socar é o melhor caminho para a manutenção do cinturão.

Por outro lado, a principal alternativa da desafiante será avançar para abalroar a campeã. No corpo a corpo, só um milagre – ou um tremendo treino de wrestling defensivo – salvará Namajunas. Na troca de golpes em pé, Bate-Estaca terá que forçar Rose a trocar pau fixe da média para a curta. Se isso acontecer, aumentam as chances de um nocaute ou um quedão seguido de ground and pound para levantar a torcida no Rio de Janeiro.

Sinceramente, acho todos esses cenários possíveis. Desconfio que Wittman tenha montado um jogo de pernas safo para sua pupila não parar diante da desafiante e não se expor. Mas não passa de desconfiança. Namajunas por decisão – sem nenhuma garantia.

Peso Médio: #10 Jared Cannonier (EUA) vs. #14 Anderson Silva (BRA)

Por Diego Tintin

Jared Cannonier (11-4 no MMA, 4-4 no UFC) nasceu no Texas, mas iniciou sua carreira no MMA profissional em pequenos eventos no Alasca. Apesar de não ser um cenário que rende muitos frutos para eventos maiores, o “Gorila Assassino” conseguiu se destacar a ponto de sair de lá diretamente para o UFC, onde acumula uma trajetória irregular. Chegou como peso pesado, fez cinco lutas como meio-pesado — perdendo três delas — e resolveu tentar a sorte no peso médio, mais adequado para suas dimensões. Na estreia nesta divisão, teve o grande dia de sua carreira, nocauteando o sólido David Branch e conquistando o terceiro bônus desta sua caminhada.

Cannonier não é muito veloz, sua técnica é rudimentar, a defesa é problemática e a luta agarrada é quase nula. O que resta para ele? Um poder de nocaute muito acima da média, grande resistência a pancadas e uma valentia de dar gosto. Desde sempre é possível visualizar que o seu teto é baixo, e ele dificilmente romperá uma barreira técnica bem flagrante, mesmo em uma divisão envelhecida e com problemas de renovação. Em sua defesa, compensa algumas deficiências entregando diversão de qualidade para a audiência.

Um dos mais famosos e importantes lutadores da história do MMA, Anderson Silva (34-9 no MMA, 15-5 no UFC) passa por momentos difíceis desde que perdeu a coroa do peso médio para Chris Weidman. A pavorosa lesão na revanche foi seguida de uma luta esquecível contra Nick Diaz em que ambos caíram no antidoping. Após suspensão, uma derrota controversa para Michael Bisping, escalação de última hora para ajudar os patrões no UFC 200, quando voltou a ser derrotado, desta vez por Daniel Cormier. Há dois anos, fez as pazes com a vitória em outra decisão contestada – desta vez a seu favor – contra Derek Brunson. Novo exame positivo para substâncias proibidas em novembro de 2017, nova suspensão e novas desculpas inconsistentes. Na volta, uma atuação digna diante do atual campeão interino Israel Adesanya, mas outra derrota no cartel.

Quando comandava soberano a divisão, o Spider era o mais criativo e habilidoso striker que o UFC já tinha visto. O estupendo domínio corporal, os reflexos apurados e uma noção de distância inigualável faziam de suas lutas um espetáculo parecido com uma tourada. Em diversas oportunidades, Anderson traçava um plano de levar seus oponentes a atacarem com tudo, apenas para decidir a conversa com contragolpes brilhantes. No chão, consegue se defender de forma funcional, além de ser perigoso na guarda e oportunista em botes nos pescoços alheios. O ponto mais inconsistente de seu jogo sempre foi a defesa de quedas, eficiente perante a turma dentro da média, mas acessível contra derrubadores do porte de Chael Sonnen, Dan Henderson e Weidman. Mas, atualmente, o maior problema é que Silva já conta com 44 aniversários, o que enfraqueceu pontos fundamentais de seu jogo, como o reflexo, velocidade e resistência.

Anderson Silva vs Jared Cannonier odds - BestFightOdds

Vamos deixar claro um ponto: Anderson é um veterano que pode, de uma hora para outra, ficar sem condições físicas de disputar uma luta profissional com um mínimo de competitividade. Feita essa ressalva e destacada esta condição, é totalmente factível uma vitória do ex-campeão neste duelo. Mesmo com os seus problemas de velocidade, Anderson não tem em Cannonier alguém impossível de encontrar pelo octógono. O americano tem dificuldades de movimentação, problemas defensivos e falhas estratégicas suficientes para cair na teia do velho Aranha, para delírio da torcida brasileira, que talvez veja o último triunfo de um antigo ídolo.

Peso Médio: #1 José Aldo (BRA) vs. #4 Alexander Volkanovski (AUS)

Por Bruno Costa

José Aldo (28-4 no MMA, 10-3 no UFC) foi por longo tempo um campeão dominante da divisão dos penas. À época, exibia agilidade e potência em nível muito acima dos adversários, jabs precisos, chutes baixos utilizados à exaustão com muita potência, defesa de quedas das mais sólidas já vistas no MMA mundial e controle total defensivo que faziam com que quase não fosse tocado pelos oponentes.

O brasileiro continua sendo um lutador espetacular, mas tem mudado suas características com a quilometragem extra adquirida nos últimos anos, incluindo aí derrotas em disputas do cinturão da categoria contra Conor McGregor e em duas ocasiões diferentes contra Max Holloway. Muito mais direto e agressivo na busca pela interrupção dos combates, Aldo não parece economizar energia e potência em quase todos os golpes tentados. Se cada vez menos coloca em ação os chutes de outrora, tem variado muito mais as ações entre cabeça e corpo dos adversários.

Defensivamente, sofreu com o forte ritmo e resistência sobre-humana de Holloway, e também já demonstrou problemas em lidar com adversários que tenham vantagem de envergadura mas, no último combate contra Renato Moicano, teve plena capacidade para fazer ajustes em meio à luta para buscar mais uma vitória. A defesa de quedas não foi testada nos últimos combates, mas não há motivos (ainda) para duvidar que um dos melhores lutadores da história nesse quesito não seja mais capaz de apresentar bom rendimento na área.

Alexander Volkanovski (19-1 no MMA, 6-0 no UFC) teve sólida e bem trabalhada evolução técnica e no nível de adversários em sua carreira. Uma eventual vitória contra José Aldo pode ser o último passo a fim de garantir a posição de desafiante ao título de Max Holloway.

Muito forte e resistente, o que parecia ser um grinder de capacidade física diferenciada tem se tornado um lutador de muitas habilidades que possibilitam a variação das ações, colocando para jogo wrestling de ótimo nível aliado ao boxe cada vez mais refinado e explosivo. A principal característica de Volkanovski é a pressão constante que parece ser capaz de impor ao adversário.

Em que pese a ótima capacidade de machucar os oponentes na luta em pé e o ground and pound aterrorizante que já demonstrou, o australiano ainda carece de melhoras defensivas na trocação. Na luta que valeu a posição de destaque no ranking da categoria, sofreu em demasia quando Chad Mendes aproveitava a exposição com contragolpes em sequências curtas e explosivas.

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Aldo parece ter vencido essa luta em diversas ocasiões da carreira. Um adversário mais baixo, que utiliza o jogo de wrestling preferencialmente, com mãos pesadas e muita potência física, sempre foi um cenário no qual o brasileiro teve capacidade de se impor utilizando com competência o jab e violentos contragolpes para repelir as ações ofensivas do oponente. Contudo, o esporte tem evoluído e Volkanovski possui vantagem evidente no nível de resistência. Para sair vitorioso, o australiano precisa de muito cuidado defensivo ao tentar pressionar José Aldo, acostumado a esse tipo de tentativas de aproximação. Talvez, o cenário ideal envolva até mesmo algumas tentativas de queda, para fazer com que o adversário vá esvaziando o tanque de combustível com mais velocidade ao longo do combate, podendo a partir do terceiro round tentar se aproveitar do estado físico e buscar uma interrupção.

Como não se pode comprovar a queda livre no nível de defesa de quedas e controle de distância de Aldo – muito embora seja plenamente possível – a aposta é que o brasileiro consiga mais uma vez controlar o jogo de pressão do adversário, defendendo eventuais tentativas de quedas e contragolpeando com violência para sair vitorioso na decisão dos juízes.

Peso Meio-Médio: Thiago Pitbull (BRA) vs. Laureano Staropoli (ARG)

Por Diego Tintin

O veterano Thiago Alves (23-13 no MMA, 15-10 no UFC) tem uma carreira respeitável e figurou por algum tempo como um dos meios-médios mais perigosos do mundo. Entretanto, para ilustrar quanto tempo passou, os sete lutadores que o cearense derrotou em sequência até conquistar o posto de desafiante já estão todos aposentados. Hoje, o Pitbull ainda é um lutador que pode oferecer lutas empolgantes, mas em um nível competitivo muito abaixo da elite da divisão. Seu cartel atualmente é irregular, com uma vitória na sua última apresentação, contra o limitado Max Griffin.

Lá pelos idos da década passada, Thiago era um trocador de alto calibre, tão agressivo quanto habilidoso. As joelhadas voadoras eram poderosas e os chutes atingiam com potência os três níveis de altura. A defesa de quedas era eficiente contra todo mundo que não se chamasse Jon Fitch ou George St-Pierre, e ele fazia ótimo uso da movimentação de tronco e cabeça para se defender. O problema é que as duras batalhas, o histórico de lesões e até mesmo o passar dos anos tiraram muito do condicionamento, reflexo e resistência do brasileiro.

Laureano Staropoli (8-1 no MMA, 1-0 no UFC) começou sua carreira profissional no evento do veterano Thiago Tavares, em Florianópolis, e rodou por pequenos eventos da Argentina e da Bolívia. No fim de 2018, recebeu uma chance de ouro, quando o UFC desembarcou pela primeira vez na capital de seu país natal, e não a desperdiçou. Poli fez uma grande apresentação contra o mexicano Hector Aldana, levou o bônus de luta da noite e despertou grande expectativa para a sua próxima apresentação. Este dia foi adiado por uma contusão leve no cotovelo, mas chegou a hora de matar a curiosidade de ver de novo o argentino em ação.

“El Matador” tem bom arsenal ofensivo, com mãos velozes, razoável potência e bom volume de golpes. Também trabalha bem com os chutes baixos, sabendo combiná-los com as mãos em alguns ataques mais longos. Na estreia pelo UFC, mostrou brechas defensivas que podem ser exploradas por concorrência mais encardida, porém é de se esperar um avanço neste aspecto, agora que faz parte da Chute Boxe com Diego Lima. O condicionamento é outro ponto que pode ser mais trabalhado, para sustentar um ritmo mais alto por mais tempo. A luta agarrada ainda não passou por nenhum teste mais profundo, portanto é uma grande incógnita.


Laureano Staropoli vs Thiago Alves odds - BestFightOdds

Aqui temos um combate curioso de se analisar. Enquanto o desenho do duelo tem uma tendência forte de sair como o previsto, acertar o resultado é praticamente acertar o vencedor de uma disputa de par ou ímpar. O veterano brasileiro costuma adotar a postura de agressor, mas pode ser que, nesta luta, o papel fique com o novato argentino. Mais experiente, Alves precisará dosar suas energias e fazer prevalecer sua técnica mais apurada, frente à vitalidade de Poli. Em uma candidata a luta da noite, o nosso palpite é que a arena brasileira verá o argentino ter a mão levantada ao final de três bons rounds.

Peso Leve: #15 Francisco Massaranduba (BRA) vs. Carlos Diego Ferreira (BRA)

Por Matheus Costa

Eu costumo sempre dizer que quem não gosta de Francisco Massaranduba (23-6 no MMA, 13-5 no UFC), bom sujeito não é. O caricato lutador não se destaca somente pelo carisma que remete a sua simplicidade, mas também pela garra e entrega total que apresenta em suas lutas. O atleta de 41 anos sempre teve uma legião de admiradores, muito mais pela pessoa que ele é do que pelo que mostra dentro do octógono, o que não é pouco. O “homem que nasceu para bater em outro homem” (melhor definição da história da humanidade por enorme margem) chegou a emendar sete vitórias consecutivas nos leves, derrotando nomes como Paul Felder, Yancy Medeiros e Jim Miller. Porém, quando provou do nível dos melhores da categoria, o caldo entornou e o choque de realidade chegou. Derrotas para Kevin Lee e James Vick mostraram que Massaranduba chegou ao seu teto técnico na divisão, mas ainda proporcionando ótimas lutas ao público.

A principal qualidade do lutador natural de Amarante, no Piauí, é o boxe, que evoluiu bastante sob a tutela do treinador André Dida, que tem bastante crédito na evolução técnica do lutador. Se antes Massaranduba era um brigador de rua que batia sem inteligência, hoje, o lutador criou uma paciência para utilizar de forma calma e pensada a sua trocação, principalmente dosando a energia gastada em seus golpes. Outro ponto que evoluiu no jogo de Massaranduba é o wrestling que, embora não seja um primor técnico, virou uma forte arma no jogo do brasileiro. Entretanto, seu calcanhar de aquiles continua sendo o preparo físico, que costuma lhe deixar na mão a partir do segundo round e acaba sendo um problema na hora de apertar o ritmo contra lutadores de maior vigor físico.

Em plena ascensão na divisão dos leves, Carlos Diego Ferreira (15-2 no MMA, 6-2 no UFC) vive grande fase na carreira e carrega o fardo do favoritismo perante ao confronto da noite de sábado. O atleta de 34 anos vivencia uma sequência de quatro triunfos, com vitórias sobre Olivier Aubin-Mercier e, por último, Rustam Khabilov. O lutador sempre mostrou certa dificuldade em lidar com o nível qualificado da divisão mas, com a atual fase, parece que a hora do real teste chegou.

Diego não é um lutador muito qualificado em pé, já não possuindo muita técnica na hora de trocar golpes, embora se destaque por sua boa movimentação que acaba lhe rendendo boas oportunidades. Mas claro, sua especialidade é o jiu-jítsu, com o faixa-preta de terceiro dan tendo dominado a maioria de seus adversários no chão com certa facilidade, incluindo os grapplers. A superioridade do atleta perante aos adversários na luta do chão vem sendo tão grande que chega a ser inegável que este será um ponto a ser explorado no sábado.

Diego Ferreira vs Francisco Trinaldo odds - BestFightOdds

Minha aposta fica para Carlos Diego Ferreira, que deve dominar mais um adversário usando seu grappling acima da média, podendo cansar Massaranduba até mais rápido do que o normal. Vai ser importante observar como a defesa de quedas de Trinaldo estará alinhada mas, pelos problemas físicos, aposto numa vitória por decisão unânime e o quinto triunfo seguido de Diego Ferreira.