Por Edição MMA Brasil | 12/04/2019 00:30

Depois de uma semana de folga, o UFC inicia neste sábado em Atlanta, na Geórgia, uma nova maratona de seis semanas seguidas de eventos. A State Farm Arena, casa do Atlanta Hawks da NBA e do Atlanta Dream da WNBA recebe pela quarta vez o famoso octógono com o UFC 236, um card explosivo para atrair os entusiastas das artes marciais mistas.

Com Khabib Nurmagomedov e Robert Whittaker fora de combate, pela primeira vez dois cinturões interinos serão colocados para jogo em uma mesma noite pela organização.

No peso leve, Dustin Poirier tem sua primeira chance de título após longa e empolgante caminhada, contra o campeão da divisão de baixo Max Holloway, em promessa de duelo eletrizante. Um pouco antes, o peso médio conhecerá o novo campeão interino após um intrigante confronto de estilos entre os jovens Kelvin Gastelum e Israel Adesanya.

O card principal ainda comporta duas pelejas de uma turma que carrega o piano na divisão dos meios-pesados: Eryk Anders mede forças contra Khalil Rountree, enquanto Ovince St. Preux abre os trabalhos no pay-per-view enfrentando Nikita Krylov. Entre esses dois combates, os meios-médios Alan Jouban e Dwight Grant prometem um bom e velho espetáculo de pancadaria desenfreada.

Indo ao ar no canal Combate, a transmissão do card preliminar começará às 19:00, enquanto a fatia principal tem início programado para às 23:00, horários oficiais de Brasília.

Cinturão Interino Peso Leve: C FW Max Holloway (EUA) vs. #3 Dustin Poirier (EUA)

Por Diego Tintin

Para termos uma ideia, desde a última vez que Max Holloway (20-3 no MMA, 16-3 no UFC) saiu derrotado do octógono, já aconteceram duas Copas do Mundo de Futebol – uma delas com o tal do 7 a 1. Os quase seis anos de invencibilidade e as treze vitórias seguidas levaram aquele promissor havaiano ao patamar de estrela da organização e campeão incontestável do peso pena. Nesta caminhada, duas vitórias sobre o outrora inalcançável José Aldo são a cereja de um bolo que inclui ainda nomes como Brian Ortega, Anthony Pettis e Ricardo Lamas, entre outros. As últimas exibições, contra Aldo e Ortega, foram de deixar qualquer analista com a certeza de estar diante de um sujeito realmente especial.

Não é exagero dizer que o “Abençoado” tem um dos mais incríveis arsenais ofensivos que o MMA já viu. Max costuma subir o ritmo de forma impiedosa durantes seus combates, chegando a um clímax difícil demais de ser respondido em igualdade de volume. A movimentação intensa e inteligente, os reflexos apurados e a enorme capacidade técnica de combinar golpes o tornam um adversário indigesto no peso pena e – agora pretende mostrar – também no peso leve. O maior volume está concentrado em suas mãos hábeis e velozes, mas ele ainda usa bem os chutes, pode conseguir algumas quedas e já se mostrou muito oportunista no solo.

À medida que Holloway expandia seu leque ofensivo, também ajustava sua defesa, antes problemática e hoje sólida, embora não intransponível. O preparo físico está no nível da elite neste aspecto e o permite acelerar quando a concorrência começa a economizar energia. Resumindo, se você pretende derrotar o simpático orelhudinho, precisará tirar habilitação para navegar em águas profundas.

Mas “Águas-Profundas” poderia ser o nome do meio de Dustin Poirier (24-5 no MMA, 16-4 no UFC). Há pouco tempo, ele era tratado como um lutador talentoso, mas que engasgava nos momentos-chave para alavancar sua carreira. Contudo, sua sequência mais recente de três vitórias sobre Pettis, Justin Gaethje e Eddie Alvarez desfez qualquer dúvida sobre este sanguinário e incansável rapaz da Louisiana.

Além das habilidades técnicas e atléticas, Dustin também se consolida como um dos maiores caçadores de bônus do plantel atual da organização. As cerejas deste bolo são as lutas consideradas melhores do ano contra Chan Sung Jung e Gaethje. De fato, é impossível colar o dorso no encosto do sofá enquanto Poirier está no octógono.

O “Diamante” também costuma imprimir um ritmo forte em seus combates, lançando combinações longas de socos e chutes, além de um volume sufocante até para conhecidos cascas-grossas como Gaethje e Alvarez. Tem um nível muito decente na luta olímpica e traz a ameaça de capitalizar um descuido com finalizações eficientes. O condicionamento físico também é dos melhores, fundamental para sustentar este alto ritmo por longos períodos.

Já pelo lado defensivo, apesar de alguma evolução após se juntar à American Top Team, não é um enigma indecifrável para oponentes de alto nível. Dustin costuma se expor além do recomendado contra adversários de mãos velozes, o que leva os fãs à loucura, mas pode custar lutas importantes e é um tremendo perigo contra um sujeito como Holloway. Isso já aconteceu, por exemplo, contra Michael Johnson e Cub Swanson, embora Poirier tenha melhorado significativamente este aspecto nas últimas apresentações.

Dustin Poirier vs Max Holloway odds - BestFightOdds

Alguns fãs nem lembram que estes dois queridos já se enfrentaram no card preliminar do longínquo UFC 143, na estreia de Holloway no UFC. Em nada aquela vitória por finalização de Poirier serve para uma análise deste duelo, de tanto que os dois atletas evoluíram desde fevereiro de 2012. Como pudemos ver nos parágrafos acima, são dois caras brilhantes ofensivamente, incansáveis e que não têm nenhum pudor de sair descaradamente na mão para alegria da massa trabalhadora mundial.

Qualquer coisa aqui que não seja uma candidata a luta do ano já seria, em algum ponto, uma decepção. E eles não vão decepcionar, não nasceram pra isso. Vão sair no sopapo até que Holloway consiga uma interrupção em um dos rounds de campeonato, somando mais um cinturão à coleção.

Cinturão Interino Peso Médio: #4 Kelvin Gastelum (EUA) vs. #5 Israel Adesanya (NIG)

Por Bruno Costa

Kelvin Gastelum (15-3 no MMA, 10-3 no UFC) apareceu como vencedor do TUF 17, aparentando estar uma faixa de peso acima da ideal pelo porte arredondado que exibia à época. Desceu ao peso meio-médio e foi demonstrando grande evolução na troca de golpes, além de demonstrar oportunismo para finalizar adversários, mas tinha muita dificuldade em atingir o limite da categoria.

Definitivamente firmado como peso médio, Gastelum colecionou vitórias sobre nomes importantes da categoria, porém em momento claro de descendente na carreira, como contra Vitor Belfort, Tim Kennedy e Michael Bisping. Chegou a demonstrar problemas contra um grappler de ótimo wrestling e muita vantagem de força física, mas dificilmente terá tão duro confronto de estilos como foi contra Chris Weidman. No confronto com Ronaldo Jacaré, que garantiu a posição de desafiante ao cinturão, demonstrou capacidade em sobreviver aos botes de um dos mais perigosos finalizadores da história do esporte e se impôs física e tecnicamente na troca de golpes.

Muito embora tenha demonstrado em momento anterior da carreira capacidade em utilizar do jogo de quedas e rapidez para aproveitar oportunidades de finalização, Gastelum tem se apresentado cada vez mais como um trocador que tenta impor pressão aos adversários e que aposta basicamente na velocidade das mãos com limpíssimas sequências de jab-direto (A/C Luiz Dórea). O fôlego e a capacidade de absorção de golpes são de elite, e parecem potencializadas sem tentativas de corte de peso desgastantes.

Israel Adesanya (16-0 no MMA, 5-0 no UFC) chegou ao UFC causando impacto em curto espaço de tempo na categoria dos pesos médios, que tem dificuldades em renovar o talento no topo da divisão. O nigeriano radicado na Nova Zelândia tem estilo de luta muito atraente aos fãs, além de personalidade marcante, o que acabou por acelerar o processo de evolução do atleta no octógono.

No primeiro desafio em mais alto nível, contra Brad Tavares, uma atuação consistente que demonstrou a capacidade técnica e tática do “Stylebender”. Contra Derek Brunson, que representava um duro teste a seu wrestling defensivo, soube se defender com competência e embaraçou o adversário até conquistar o nocaute técnico ao final do primeiro round. A luta que garantiu a oportunidade de lutar pelo cinturão interino foi um domínio completo sobre o envelhecido, mas ainda tecnicamente muito capacitado e experiente Anderson Silva, já na reta final da carreira.

Um preciso trocador que utiliza fintas com maestria pouco vista no MMA, Adesanya utiliza sua boa altura e envergadura para controlar com competência a distância dos seus adversários, variando a região dos golpes desferidos. Para conter os oponentes, que normalmente tentam pressioná-lo com o fim de tirar a efetividade de seu jogo, se utiliza de movimentação inteligente e demonstra reflexos muito apurados. O jiu-jítsu defensivo foi pouco testado até o momento, mas é importante que tenha trabalhado muito a saída de scrambles para este confronto.

Israel Adesanya vs Kelvin Gastelum odds - BestFightOdds

O duelo de sábado deve ocorrer em pé na maior parte do tempo caso se estenda, e esse cenário favorece a Adesanya. O nigeriano é mais habilidoso na troca de golpes, com excelente vantagem de envergadura, além de disciplina e capacidade atlética para levar a luta por cinco rounds, caso necessário, evitando ser encontrado pelo perigoso adversário. Contudo, Gastelum precisa de pouco tempo para finalizar o combate e tem arsenal o suficiente para entrar no raio de ação do nigeriano e trabalhar no clinch em busca de quedas, ou um petardo para cima na direção do queixo do oponente. Conseguindo queda ou knockdown, Kelvin tem muita facilidade e agilidade para buscar o pescoço do adversário e criar oportunidades de finalização no mata leão, especialidade da casa.

Esperando por um duelo cheio de ações, a aposta é que Israel Adesanya seja capaz de impor seu ritmo e controlar a distância para buscar uma vitória na decisão dos juízes laterais.

Peso Meio-Pesado: Eryk Anders (EUA) vs. Khalil Rountree (EUA)

Por Idonaldo Filho

Ex-jogador de futebol americano contratado pelo UFC após conquistar o título da LFA, Eryk Anders (11-3 no MMA, 3-3 no UFC) fez boa parte da carreira no peso médio. Porém, aparenta estar mudando definitivamente para os meios-pesados nesta luta, o que pode ser um movimento inteligente tendo em vista o árduo corte de peso que sempre teve que fazer, muitas vezes necessitando da toalha para se pesar. A fase do “Ya Boy” é ruim, vindo de duas derrotas seguidas que o atormentam: uma contra Thiago Marreta – em um quebra pau que ele acabou entrando de última hora – e outra contra Elias Theodorou, em uma luta vergonhosa – como de costume quando o canadense está envolvido.

Anders é um lutador extremamente grosseiro e que tem um bom atleticismo. Nos médios, ele também tinha vantagem de força, já que que seu background no futebol americano, por mais que não dê base para a luta em si, auxilia muito na questão física para o esporte. Seu striking é rudimentar e lento, mas ele ataca com frequência e mostra potência nos golpes que aplica, além de possuir uma capacidade defensiva ruim. Seu jogo de wrestling é muito baseado na força, com quase nenhuma técnica, e a movimentação é constante para a frente,  sem muita variedade. Eryk certamente quer ser mais um dos pesos médios que vem tendo sucesso na categoria de cima, como aconteceu com Anthony Smith e Thiago Marreta e, com um corte de peso mais tranquilo, pode ser interessante ver a diferença em seu desempenho.

Não menos cavalo, Khalil Rountree (7-3, 1NC no MMA, 3-3, 1NC no UFC) tem até um apelido sugestivo de “Cavalo de Guerra”. Lembrado por muitos por ter sido pupilo de Anderson Silva, Rountree entrou no UFC após participar do fraco TUF 23, no qual virou finalista após ter a vaga na semifinal recebida de última hora devido a uma lesão de Cory Hendricks. No UFC, ele perdeu em suas duas primeiras aparições, mas venceu três lutas dentre as quatro posteriores, até acabar nocauteado pelo atual queridinho dos fãs, Johnny Walker. Sua carreira anterior ao líder do mercado foi toda feita na atualmente extinta RFA.

Rountree é um lutador de bastante força e potência, mas que peca em diversos outros aspectos do jogo. Ele é um trocador perigoso por conter um poder de nocaute muito acima da média, só que não é nada refinado tecnicamente. Além disso, sua defesa é muito aberta, baseada muito talvez na intimidação e medo de entrar na curta distância que causa no adversário, onde ele é fatal.

Além disso, não sobra muita coisa. Khalil não é conhecido pelo QI de luta, mostrou um condicionamento ruim nas lutas em que passou do primeiro assalto e é absolutamente leigo no chão, mostrando que pode facilmente ser quedado e dominado no solo, sem ter o mínimo de noção defensiva no assunto. A receita para sair vitorioso contra Rountree é até previsível: basta aguentar toda sua explosão no primeiro round e provavelmente você terá grandes chances de obter sucesso.

Eryk Anders vs Khalil Rountree odds - BestFightOdds

Duas carretas que geralmente trocam sopapos até o primeiro cair babando ou morrer no gás? Excelente! Mas vou acreditar em uma opção bastante arriscada. Esta luta é muito equilibrada, porém, Anders possui mais ferramentas que Rountree, mesmo que não sejam muitas. Com o risco de ser demitido após acumular três derrotas seguidas, Eryk deve adotar uma estratégia conservadora, grudar Khalil na grade e tentar derrubar. Assim, a luta que em tese seria boa, deve terminar em uma decisão meia boca para Anders.

Peso Meio-Médio: Alan Jouban (EUA) vs. Dwight Grant (EUA)

Por Thiago Kühl

Alan Jouban (16-6 no MMA, 7-4 no UFC) é um sujeito e tanto. Ele chegou no UFC em 2014 e já ostenta 11 lutas na organização, sempre entretendo o máximo possível os espectadores. É verdade que no decorrer de sua carreira dentro do evento, o americano parou de sair na porrada de forma inconsequente e chegou a fazer um 3-0 atuando de forma mais inteligente – batendo Brendan O’Reilly, Belal Muhammad e Mike Perry. Em suas últimas duas lutas, dois nocautes, um sofrido para Niko Price e um aplicado contra Ben Saunders.

O estilo de jogo de Jouban, no alto de seus 36 anos, sempre foi baseado em um muay thai de muita potência e boa movimentação, com técnica para criar ângulos e trabalhar combinações. Quando passou fazer um jogo mais tático e racional, Alan conseguiu melhores resultados, já que seu queixo já se encontra bem defasado e a defesa nunca foi das melhores. No grappling, ostenta faixa-marrom de Eddie Bravo no jiu-jítsu, que lhe serve para dar conta dos lutadores que não são especialistas na área.

Dwight Grant (9-2 no MMA, 1-1 no UFC) chegou no maior evento do mundo por meio da segunda temporada do Contender Series, após vencer Tyler Hill com um nocaute violento no meio de 2018. Desde então, fez duas lutas na organização, tendo sofrido uma derrota para Zak Ottow em uma decisão bem questionável e conseguido um belo nocaute contra Carlo Pedersoli. Em que pese o cartel de 11 lutas, Grant luta MMA profissionalmente desde 2011, tendo sido pouco ativo muito por causa de seis cancelamentos de lutas seguidos entre 2012 e 2014.

Grant, assim como seu adversário, é mais versado na luta em pé. Dessa maneira, deixou um belo rastro de destruição, com poder de nocaute e oportunismo para aproveitar as brechas dos adversários ao impor a grande vantagem física para alcançar as interrupções. Contra Ottow, ele se mostrou bem travado e receoso com os riscos de deixar a luta se desenrolar no solo, o que pode ser explicado por sua menor habilidade no grappling, mas também pode ter sido um efeito da estreia. Seja qual for o motivo, naquela oportunidade Dwight acabou arrefecendo durante a luta e mostrou menor capacidade cardiorrespiratória na metade final da luta.

Alan Jouban vs Dwight Grant odds - BestFightOdds

Em uma luta com dois trocadores com poder de nocaute, sendo um deles um maníaco como Jouban, é bem possível que tenhamos uma pancadaria. Esse cenário pode ser uma boa para Dwight, que tem maior envergadura e carrega menos danos sofridos na carreira, mas convenhamos que entrar dentro do pocket com Jouban não deveria ser considerada uma opção inteligente.

De toda forma, o ideal para Alan é que volte a fazer uma luta inteligente e coloque à prova o jogo de chão de Grant, seja para desgastá-lo ou para encontrar uma finalização. Dentre os dois cenários torcemos para que o primeiro se estabeleça, apenas para alegria de todos e festa geral da nação.

Peso Meio-Pesado: #12 Ovince St. Preux (HAI) vs. Nikita Krylov (UCR)

Por Rodrigo Rojas

O termo que melhor define Ovince St. Preux (23-12 no MMA, 10-7 no UFC) é “não-ortodoxo”. Sem nenhuma base em artes marciais, o descendente de haitianos destaca-se principalmente por sua capacidade atlética. Sua força física, explosão e agilidade incomuns para a divisão são traduzidas em chutes, socos, quedas e, principalmente, finalizações pouco tradicionais – ele é conhecido por sua von flue choke, que já vitimou o adversário neste sábado no primeiro encontro entre eles – acompanhadas de pouca habilidade na movimentação e um sistema defensivo muito vazado.

A grosseria e criatividade de St. Preux são suficientes para passar por cima da casta mais baixa da divisão, mas ele acaba superado sempre que enfrenta lutadores mais técnicos, como Jon Jones, Ryan Bader e Glover Teixeira. No ano passado, OSP teve uma sequência de três vitórias interrompida por uma guilhotina assustadora de Ilir Latifi. Recuperou-se finalizando Tyson Pedro, mas acabou derrotado novamente ao enfrentar o prospecto Dominick Reyes, na sua aparição mais recente no octógono.

Nikita Krylov (24-6 no MMA, 6-4 no UFC) tenta a primeira vitória em sua segunda passagem pelo UFC. O ucraniano deixou a organização após ser finalizado por Misha Cirkunov em 2016, passando a lutar mais próximo de casa, na Rússia. Lá, obteve quatro vitórias seguidas, todas pela via rápida, chegando a conquistar o cinturão do Fight Nights Global com um nocaute sobre Fábio Maldonado. Em 2018, foi recontratado e voltou ao UFC, acabando finalizado novamente, desta vez por Jan Blachowicz.

Krylov, que estreou na maior organização do mundo como peso pesado, aos 21 anos, utiliza sua privilegiada envergadura para suprir um vistoso arsenal ofensivo advindo de sua base no karatê, contando com chutes na longa distância, joelhadas, socos em linha e um violento trabalho no clinch, além de finalizações oportunistas quando o combate chega ao solo. O problema é que seu sistema defensivo não está nem próximo da qualidade do ofensivo, mostrando muitas brechas tanto pé quanto no grappling, agravadas pela fraca defesa de quedas. Este conjunto fez com que todas as lutas do ucraniano acabassem pela via rápida, sejam vitórias ou derrotas.

Nikita Krylov vs Ovince Saint Preux odds - BestFightOdds

O aparente declínio de St. Preux – que já tem 35 anos e acumula bastante dano – poderá facilitar a vida do ucraniano, que deve liderar as ações em pé. Porém, a expectativa é que o descendente de haitianos mais uma vez consiga explorar o defasado sistema defensivo do adversário e, após uma luta equilibrada na troca de golpes, consiga derrubar e trabalhar mais uma finalização sobre Krylov.