Por Edição MMA Brasil | 07/12/2018 00:00

A gélida Toronto, que já vive dias de inverno neste final de outono, volta a receber o octógono mais famoso do mundo depois de dois anos. A Scotiabank Arena, casa do atual líder da NBA, Toronto Raptors, será palco do UFC 231, evento com duas disputas de cinturão e card que justifica atravessar a madrugada de olho na TV.

Um dos lutadores mais empolgantes da história do esporte lidera o evento. Max Holloway vai em busca da segunda defesa do cinturão dos penas contra o invicto desafiante Brian Ortega, que igualmente desperta entusiasmo nos fãs. Antes deles, Valentina Shevchenko e Joanna Jedrzejczek dão sequência a uma rivalidade que iniciou há uma década no muay thai. O duelo, também muito aguardado pelos fãs, vale o título vago do peso mosca feminino.

Pelo peso meio-pesado, Thiago Marreta enfrenta Jimi Manuwa, no combate que deveria ter acontecido em São Paulo, em setembro. Outro brasileiro em ação no card principal será Alex Cowboy, que encara o talentoso islandês Gunnar Nelson. Completando a porção de pay-per-view, o importante prospecto local Hakeem Dawodu mede forças com o duro Kyle Bochniak.

O UFC 231 terá transmissão ao vivo e na íntegra pelo canal Combate. O card principal tem início marcado para à 01:00h da madrugada de domingo, pelo horário oficial de Brasília.

Cinturão Peso Pena: C Max Holloway (EUA) vs. #1 Brian Ortega (EUA)

Por Alexandre Matos

Vai longe a última vez que Holloway (19-3 no MMA, 15-3 no UFC) saiu derrotado do octógono. Desde agosto de 2013, quando foi parado por um Conor McGregor ainda em ascensão, já são 12 vitórias consecutivas, nove delas por uma das vias rápidas. Max conta com vitórias sobre integrantes do top 10 desde abril de 2015 – são sete em sequência -, culminando com o par de nocautes sobre José Aldo, que renderam o cinturão e a primeira defesa ao havaiano.

Em toda sua caminhada, Holloway sempre foi conhecido por ser um lutador dinâmico e muito empolgante. Com o passar do tempo, ganhou solidez, melhorou a compostura, fechou alguns buracos defensivos, expandiu o leque ofensivo e conseguiu manter os mesmos dinamismo e empolgação do começo. O boxe de volume absurdamente elevado é sua principal ferramenta, mas ele ainda faz bom uso dos chutes, aplica algumas quedas providenciais e mostra capacidade decisiva no solo. O preparo físico é algo difícil de lidar, pois o “Abençoado” costuma adotar um ritmo crescente, que faz com que paulatinamente vá destruindo a oposição – metade da atual sequência foi obtida no terceiro round. É preciso nadar em águas profundas para quebrar o ritmo de Holloway.

Se Holloway venceu várias no terceiro round, o que falar de Ortega (14-0 no MMA, 6-0 no UFC)? Se um dia escreverem um roteiro de documentário das viradas do MMA, um capítulo deve ser dedicado ao T-City. Até chegar a Cub Swanson, todos os triunfos do californiano começaram em atrasos. Swanson e Frankie Edgar não chegaram a estar vencendo e ainda foram detonados por interrupções brilhantes: uma guilhotina voadora adaptada em pleno voo e um nocaute que nasceu de um uppercut que tirou Edgar do solo.

Chega a ser engraçado dizer que Ortega tem capacidade de capitalização na arte suave. Muita gente deveria pagar imposto para ele ao usar o lema “Só o jiu-jítsu salva”. Especialmente por baixo, especialmente depois de apanhar, Brian tira um triângulo, uma guilhotina ou cata umas costas para fazer sujeito homem batucar. Ele nem precisa aplicar quedas, como Renato Moicano sentiu na pele ao ser contraquedado e finalizado. Até mesmo o antigo defeito de socar de tronco ereto e queixo desprotegido tem sido mitigado. Hoje é possível dizer que, se não é um striker do naipe de Holloway, Ortega já deve ser respeitado também pela sua produção de socos e chutes em combinações tão interessantes que sobra espaço até para cotoveladas em pé.

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Talvez escorra um suor hétero do meu olho esquerdo quando esses sujeitos subirem no octógono e as portas sejam fechadas apenas com eles e o homem de preto para mediar um dos combates mais aguardados dos últimos tempos.

Não me lembro a última vez de ter visto uma disputa de cinturão tão equilibrada no UFC. Holloway tem vantagem na altura, mas Ortega compensa na envergadura – será a primeira vez que Max terá tamanha desvantagem. Isso implicará num controle de distância ainda mais baseado na velocidade e na movimentação lateral por parte do campeão. E isso também tornará este duelo lindo, pois o Ortega atual imprime a mesma mobilidade no octógono, embora com menos volume de golpes. Aliás, dadas as durezas de ambos os queixos, é capaz de esses caras trocarem pau por 50 minutos e ninguém sair nocauteado.

Contudo, apesar do maior alcance, Brian, até por ser fisicamente mais forte, pode buscar o corpo a corpo para forçar Holloway a lutar no chão. Ali teremos mais momentos épicos, mas o pescoço de Max estará mais a perigo.

Apesar do enorme equilíbrio, vamos lá: Holloway deve executar combinações na cabeça, no corpo e nas pernas de Ortega para tentar domar o desafiante. Brian vai girar e testar o queixo do campeão. A chinela vai cantar, os momentos de domínio vão se alternar e Holloway voltará para o Havaí com um triunfo por decisão dividida com festival de 48-47 para todos os lados.

Cinturão Peso Mosca: #1 Valentina Shevchenko (KGZ) vs. Joanna Jedrzejczyk (POL)

Por Diego Tintin

Naturalizada peruana, mas nascida na então república soviética do Quirguistão, Valentina Shevchenko (15-3 no MMA, 4-2 no UFC) já é o maior nome da história do MMA dos dois países. Em sua estreia na organização, derrotou a veterana Sarah Kaufman. Já em sua segunda aparição no octógono, anotou uma derrota para Amanda Nunes, em luta que esteve perto de virar após início difícil. Após este revés, a maior vitória da carreira, contra a ex-campeã Holly Holm. Em seguida, barrou o crescimento de Juliana Peña com atuação de gala.

Valentina conquistou nova chance contra a agora campeã peso-galo Amanda. Foi por muito pouco, mas em decisão controversa, voltou a ver a Leoa com as mãos erguidas no fim de cinco duros rounds. A loirinha então desceu uma divisão e destruiu a estreante Priscila Cachoeira em casamento de luta inexplicável, lutando em Belém, próxima ao país que sua família adotou como pátria.

As credenciais da “Bullet” na luta em pé são de impressionar: mestre internacional e campeã mundial de muay thai, faixa preta segundo dan de taekwondo, mais de 60 lutas profissionais entre boxe e kickboxing com apenas duas derrotas e vitórias em várias etapas do K-1. Para completar, tem outra campeã mundial de muay thai na família para fazer sparring, a irmã Antonina, que estreou recentemente no UFC. A especialidade da casa são os contragolpes em alta velocidade e uma resistência acima da média. A luta agarrada ainda não é de elite, mas já não é um ponto fraco e diante de oponentes não especialistas, pode até ser uma ameaça.

Direto do leste europeu vem a já lendária ex-campeã do peso palha Joanna Jedrzejczyk (15-2 no MMA, 9-2 no UFC). Assim como sua oponente, Joanna tem um muay thai de primeira prateleira no MMA mundial. Técnica, veloz e insistente, a polonesa dominou por muito tempo a divisão de baixo impondo um ritmo alucinante na segunda metade de suas lutas, graças a outra ferramenta importante de sua maleta: o preparo físico exemplar. Tal condição lhe permitiu acelerar para virar alguns combates em sua trajetória, situação razoavelmente recorrente em sua carreira. Se precisou de reviravoltas é porque um problema que Jedrzejczyk necessita corrigir é o seu início de luta em baixa voltagem, já aproveitado por algumas oponentes de qualidade.

Outras semelhanças com Valentina é que Joanna também tem duas derrotas no UFC e ambas com a mesma assinatura. No seu caso, a algoz atende por Rose Namajunas, que lhe tomou a coroa dos palhas e sacramentou a conquista na revanche. Falando em freguesias, ao subir no octógono neste sábado, a ex-campeã vai atrás da sua primeira vitória contra Shevchenko, que triunfou nas três vezes que se enfrentaram no muay thai amador. Durante seu reinado no UFC, a polonesa derrotou muita gente boa, como Claudia Gadelha (duas vezes), Jéssica Andrade e Karolina Kowalkiewicz. Depois de deposta do trono, ainda superou a dura Tecia Torres, antes de ingressar neste sábado no peso-mosca já disputando o ouro.

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Isso aqui é matéria-prima para uma das grandes lutas do ano no MMA. Duas meninas habilidosas, guerreiras, ofensivas, inteligentes e no auge da forma se enfrentando assim na nossa frente é tão bom que parece até mentira. Resta saber o quanto da confiança de Joanna pode estar abalada após perder as duas últimas lutas por título que fez, além de todo o passado com Shevchenko. E esta é uma característica muito marcante de seu domínio nos palhas, ela parecia indestrutível psicologicamente. Um padrão neste duelo é que ele ocorra em pé na maior parte do tempo, mas Vale pode surpreender ao optar pela luta agarrada, área em que se sai cada vez melhor. Estaremos na torcida por um duelo inesquecível entre essas duas belas e violentas damas. Palpite: Shevchenko por decisão.

Peso Meio-Pesado: #7 Jimi Manuwa (ING) vs. #15 Thiago Marreta (BRA)

Por Pedro Carneiro

Jimi Manuwa (17-4 no MMA, 5-4 no UFC) é mais um adepto da explosão para enviar os adversários para vala. Ostentando a marca de 15 nocautes em 17 vitórias, o nigeriano naturalizado inglês tem um ótimo jogo de mãos, chutes fortes e joelhadas no clinch. Todos esses movimentos são capazes de encerrar os combates, dada a potência dos golpes aplicados pelo “Poster Boy”. Na luta agarrada, Manuwa apresenta problemas na defesa de quedas, porém, é capaz de se levantar quando é derrubado. A resistência já foi melhor, mas é normal o decréscimo em virtude da avançada idade de 38 anos.

Jimi vem de duas derrotas consecutivas, para Oezdemir e Jan Blachowicz, logo após seu melhor momento na categoria quando proporcionou o encontro de Ovince St.Preux e Corey Anderson com a lanterninha do médico. Todavia, tudo indica que o momento da carreira é muito mais descendente que ascendente.

Em mais um compromisso na categoria dos meios-pesados, Thiago Marreta (19-6 no MMA, 11-5 no UFC) retoma a oportunidade perdida de enfrentar Jimi Manuwa, após a lesão do nigeriano. Oriundo do TUF Brasil 2, Marreta é um belo caso de evolução pós reality show, principalmente depois da migração para a American Top Team. O brasileiro vem de vitória por nocaute técnico contra Eryk Anders e almeja a vitória para se estabelecer no ranking da divisão.

Thiago é um lutador explosivo, com destaque para os fortes chutes que já fizeram cinco vítimas desde a sua estreia no UFC. O jogo de mãos é razoável, usando com oportunismo ganchos e cruzados, e também capitalizado pela explosão muscular do carioca. A defesa de quedas melhorou bastante desde a derrota para Cézar Mutante no longínquo UFC 163 e no chão possui um agressivo ground and pound. Todavia, Marreta ainda apresenta problemas defensivos, principalmente no tocante a defesa de socos e na reposição da guarda em pé.

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Por possuírem características parecidas, o desejo de todos os fãs é de que sejamos contemplados com uma pancadaria que dure até o limite da resistência do queixo humano, o que certamente ocorreria se Manuwa ainda estivesse no auge da carreira. Porém, as chances de que a desejada sangria ocorra ainda são grandes, mas não com a duração que teríamos em uma situação ideal.

Marreta provavelmente apostará na sua explosão no momento inicial e pode conseguir um nocaute ainda nos primeiros minutos de luta. Porém, precisará tomar cuidado com as brechas que deixa, pois, um contragolpe de Manuwa pode nocauteá-lo. Um outro recurso disponível para o brasileiro é investir nas quedas para usar o ground and pound. O nosso palpite é de que o brasileiro conseguirá um nocaute e finalmente entrará no ranking da categoria dos meios-pesados.

Peso Meio-Médio: #13 Alex Cowboy (BRA) vs. #14 Gunnar Nelson (ISL)

Por Diego Tintin

Alex Oliveira (19-5-1 no MMA, 9-3 no UFC) tem o que se chama de “espírito de lutador”, o que o faz ser um dos mais queridos pelos fãs. Aceita lutas em cima da hora, contra qualquer um e em qualquer lugar, mesmo que atrapalhe o gerenciamento de carreira de vez em quando. Mas quem se importa? O natural de Três Rios curte mesmo é trocar pancadas com outro cidadão dentro de uma jaula. Um raro arranhão em sua imagem veio quando ficou longe de bater o peso contra Will Brooks, o que foi solucionado com a subida em definitiva para o peso meio-médio.

Kickboxer de habilidade e boa potência, Cowboy aprendeu a se virar bem também na luta agarrada. Já anotou nocautes contundentes, como contra Brooks e Ryan LaFlare, e finalizações de oportunismo, como sobre KJ Noons e Carlos Condit. Após as derrotas contra o “xará” americano Donald Cerrone e Yancy Medeiros, Alex já parece dosar melhor as energias e adotar uma postura menos suicida, dando uma atenção maior ao seu jogo defensivo. Resta saber se conseguirá o salto de qualidade, que é passar de um showman para um atleta completo e integrante da elite.

Gunnar Nelson (16-3-1 no MMA, 7-3 no UFC) é mais um exemplo de atleta talentoso, que não consegue avançar nesta divisão de gargalo estreito. O início no UFC foi promissor, com quatro vitórias, três delas em submissões. O problema é que o islandês já teve algumas evidências contra Demian Maia e Santiago Ponzinibbio que o meio-médio é uma divisão inadequada para seu tamanho. Em resumo, o habilidoso nórdico alterna este tipo de derrota com vitórias animadoras como as que obteve contra Alan Jouban e Albert Tumenov, ambas premiadas com bônus de desempenho.

Gunni é um faixa-preta legítimo de Renzo Gracie, medalhista no ADCC com 11 de 16 vitórias por finalização. Costuma dominar os oponentes assim que a luta fica na horizontal, com facilidade para transições e eficiência para abreviar seus combates. A exceção da regra foi o duelo contra Demian, muito mais forte e ainda mais gabaritado na luta agarrada. Completando o pacote, Nelson é parceiro de longa data de Conor McGregor na SBG, sob a liderança de John Kavanagh. Absorveu uma interessante desenvoltura no caratê, com uma movimentação inteligente que lembra a do fanfarrão e competente colega de firma.

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O brasileiro já mostrou valor na luta de solo, mas o nível de Gunnar aqui já é uma outra conversa. Logo, será vital para Alex evitar as tentativas de aproximação e quedas por parte do europeu, cultivando a longa distância, como uma criança com seu feijãozinho no algodão. Nelson, por sua vez, precisa estar mais afiado que nunca no seu caratê, para evitar as violentas investidas do oponente enquanto busca o clinch, a luta na grade sem espaços e uma queda que lhe proporcione a possibilidade de encerrar o papo com seu jiu-jítsu superior. Em resumo, um bom e velho duelo de estilos de difícil previsão, com leve favoritismo para o islandês.

Peso Pena: Hakeem Dawodu (CAN) vs. Kyle Bochniak (EUA)

Por Idonaldo Filho

Filho de uma nigeriana com um jamaicano, mas nascido no Canadá, Hakeem Dawodu (8-1-1 no MMA, 1-1 no UFC) é um prospecto que veio do WSOF, onde conseguiu grandes vitórias, lutando sempre com estilo, contra boa oposição no finalista do torneio da PFL deste ano, Steven Siler, além de nocautear o russo Marat Magomedov.

Chegando no UFC com certo hype, Dawodu aparentou subestimar Danny Henry, protagonizando um papelão ao ir todo aberto, tomar um golpe forte e depois dormir em uma guilhotina. Ele se recuperou contra o fraco Austin Arnett, e agora tenta emendar a segunda vitória consecutiva para tentar deixar a estreia ruim para trás.

A trocação é o ganha pão de Dawodu. Ele teve carreira no kickboxing e no muay thai, e adapta decentemente o jogo ao MMA, auxiliado pelo bom atleticismo e por suas rápidas e poderosas mãos, que geralmente lhe garantem vantagem no combate, principalmente quando atua no contra-ataque, onde se dá muito bem. Ele escolhe bastante seus golpes e é um lutador de pouco volume, mas quando golpeia, costuma se expor demais a contragolpes, já acontecendo de ser atingido, como contra Danny Henry.

Um ponto que também devemos destacar é o trabalho no corpo. Dawodu desfere chutes na região do abdômen e também bons socos, o que mina a energia do adversário e que já lhe rendeu alguns nocautes. O jogo no solo não inspira muita confiança, pois já foi quedado algumas vezes na carreira, e dá brechas no chão, utilizando da explosão para tentar sair de lá.

No UFC existem inúmeros lutadores que vivem no meio de tabela, ganhando uma e perdendo outra, vivendo da irregularidade, participando de cards preliminares e assegurando o emprego assim. Kyle Bochniak (8-3 no MMA, 2-3 no UFC) é um deles, mas poderia muito bem não estar mais no UFC, tendo em vista que sua vitória contra Enrique Barzola foi extremamente controversa. Mas não dá pra negar que ele é um homem de coragem, pois foi o único que topou enfrentar Zabit Magomedsharipov em sua terceira luta no UFC, e aguentou até o fim, mas obviamente passou vergonha tecnicamente contra o russo.

Kyle se movimenta bastante pelo octógono, principalmente em círculos, embora quase nunca com o domínio do centro do cage. Seu boxe é ok, com sequências rápidas, mas não tem tanto poder nem tanta plasticidade como o adversário que irá enfrentar. Ele também gosta de levar os adversários para a grade quando se tem a oportunidade em seus combates, onde descansa um pouco. Enfim, eu acho que o jogo dele não é lá o dos mais efetivos que existem. Sua movimentação excessiva pode até ajudar um pouco defensivamente acrescentada de sua dureza, mas ele acaba gastando energia que poderia ser usada ofensivamente. Por fim, acaba que Bochniak não produz tantas lutas boas se o oponente não colaborar, como Zabit colaborou, e não oferece tanto perigo para os seus oponentes.

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Dawodu não mostrou a que veio ainda no UFC. No WSOF, era conhecido pelos nocautes, mas estes aconteceram em grande parte no início de sua carreira, onde enfrentou oposição de nível baixo, condizente com a pouca experiência na época. Não sei se apostaria em um nocaute por aqui, pois Bochniak é arisco, se movimenta muito e em sua última luta mostrou dureza ao engolir bons golpes e ousadia por tentar entrar na curta distância para trocar porrada com Zabit Magomedsharipov. Eu acho que o americano vai se movimentar muito, e dificultará a missão de Dawodu, mas ainda sim o canadense deve conquistar a vitória, na decisão dos juízes.

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