Por Edição MMA Brasil | 06/07/2018

O segundo semestre de 2018 na maior organização do MMA mundial começa cheio de atrativos, num fim de semana com eventos em dose dupla. No sábado, o enorme UFC 226, que será disputado na T-Mobile Arena, em Las Vegas, será liderado por um combate histórico e diversos outros de importâncias imensas em suas respectivas categorias.

O duelo principal marca um raro confronto de campeões quando Stipe Miocic tentará aumentar o recorde de defesas do cinturão dos pesados contra o dono do título da categoria de baixo, Daniel Cormier.

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O muito aguardado duelo entre o campeão dos penas Max Holloway e o desafiante Brian Ortega caiu, mas não faltam atrações no UFC 226. O peso pesado Francis Ngannou tenta se recuperar do revés da disputa do cinturão contra o também nocauteador Derrick Lewis.

Promessas de pancadarias alucinadas são esperadas para o encontro dos meios-médios Mike Perry e Paul Felder, além dos meios-pesados Gokhan Saki e Khalil Rountree. No peso leve, completa o card principal o duelo de estilos entre o ex-campeão Anthony Pettis e Michael Chiesa.

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O UFC 226 será transmitido ao vivo e na íntegra pelo canal Combate. A primeira luta do card preliminar está marcada para iniciar às 20:00h, enquanto a porção principal deve ir ao ar a partir das 23:00h, sempre pelo horário oficial de Brasília.

Cinturão Peso Pesado: C Stipe Miocic (EUA) vs. C LHW Daniel Cormier (EUA)

Por Alexandre Matos

Stipe Miocic

Demorou mais de 20 anos, mas finalmente o cinturão dos pesados do UFC, o mais antigo do MMA no formato que conhecemos hoje, foi defendido três vezes consecutivamente. O responsável pelo feito foi Stipe Miocic (18-2 no MMA, 12-2 no UFC), que enfileirou Alistair Overeem, Junior Cigano e Francis Ngannou desde que tirou o título de Fabricio Werdum, em maio de 2016, naquele fatídico UFC 198, na Arena da Baixada.

Miocic também demorou a enfim ser reconhecido pelo talento que prometeu exibir desde sempre. Lutador de contornos econômicos, porém altamente eficazes, o descendente de croatas confia no wrestling e no boxe prioritariamente, misturando um excelente controle de distância com movimentação e transições bem executadas. Quando consegue cair por cima, ele aplica um ground and pound feroz, que dificilmente cede posição e que normalmente dura até o árbitro mandar separar, seja pelo fim do round ou por interrupção por nocaute técnico.

LEIA MAIS sobre as características técnicas de Stipe Miocic no Raio-X publicado na coluna Choque de Titãs.

Daniel Cormier

É uma pena que um gênio do porte de Cormier (20-1 no MMA, 9-1 no UFC) tenha seu legado posto em cheque por uma rivalidade contra outro gênio que não consegue se meter fora de apuros. Tirando as duas derrotas para Jon Jones (uma delas inclusive ficou sem resultado oficial por causa do doping do ex-campeão), nenhum meio-pesado da face da Terra conseguiu detê-lo. Somando todo o tempo em que ostenta o cinturão, Cormier tem quatro vitórias (três defesas) do principal título de sua categoria. Agora chegou a vez de tentar entrar para a história.

Cormier também tem o wrestling como seu porto seguro, depois de ter sido semifinalista olímpico e capitão da seleção americana. O campeão dos meios-pesados tem um jogo sufocante no clinch e no controle posicional de rara eficiência na história do esporte. Ele desenvolveu ainda um kickboxing habilidoso, muito perigoso na curta distância, de onde dispara uppercuts e joelhadas sempre a um movimento de chegar à luta agarrada.

LEIA MAIS sobre as características técnicas de Daniel Cormier no Raio-X publicado na coluna Choque de Titãs.

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Com a queda da disputa do cinturão dos penas, o duelo campeão vs. campeão toma proporções ainda maiores neste UFC 226.

Tecnicamente falando, Cormier é mais lutador que Miocic. Seu wrestling, além de melhor na origem, foi ainda mais bem adaptado ao MMA. No striking, DC é mais versátil que o bombeiro de Ohio. No solo, Daniel não fica restrito ao ground and pound, mas é tão ou mais perigoso nas transições em busca de uma finalização. Isso faria do desafiante o favorito, certo? Não é bem assim.

Estamos falando aqui de uma categoria em que tamanho é documento. Cormier já deu conta de pesos pesados talentosos, inclusive já os ergueu no ombro e arremessou no solo. Porém, nenhum deles misturava leveza nos movimentos com força física e potência como Miocic.

O campeão é capaz de controlar a distância e impedir a aproximação de Cormier. Mesmo se o desafiante cortar em ângulos e chegar no corpo a corpo, Miocic é forte o suficiente para impedir a queda. Isso tudo aumenta sensivelmente a tarefa que Cormier terá que superar. Ele é capaz? Sem dúvida alguma. Porém, acho que não vai conseguir. Miocic por decisão é a aposta.

Peso Pesado: #1 Francis Ngannou (FRA) vs. #5 Derrick Lewis (EUA)

Por Idonaldo Filho

Francis Ngannou

Indivíduo de porte físico assustador, Ngannou (11-2 no MMA, 6-1 no UFC) apareceu como um raio no UFC. Um dos diversos imigrantes da África que buscam melhor qualidade de vida na França, Francis não muito tempo atrás mal sabia o que era MMA. Ele chegou ao líder do mercado com um uppercut devastador, que destruiu Luis Henrique KLB. Depois disso, foram mais cinco vitórias consecutivas, contra nomes como Andrei Arlovski, Alistair Overeem –ganhando o nocaute do ano do World MMA Awards – e um Curtis Blaydes ainda no início da carreira no UFC.

A aura intimidadora de Ngannou foi reforçada pelos desempenhos anteriores à luta contra Miocic. Com um poder de nocaute absurdo, Francis deixou de ser um brigador sem tanta velocidade nos golpes para aprimorar as combinações, sempre dotadas de poder, que foram ficando mais rápidas, mais técnicas e mais precisas. A grosseria também naturalmente o acompanha, vide a kimura contra Anthony Hamilton. Contra oponentes mais leigos de chão – como Lewis – há a possibilidade desse elemento surpresa. O queixo de Ngannou, que sobreviveu a bons golpes de Miocic sem ir à lona, também mostrou ser bom.

Contudo, o camaronês deixou uma má impressão. Sua elevada massa muscular, que demanda mais oxigênio, cobra o preço no condicionamento cardiorrespiratório. Ou seja, se não conseguir o nocaute no máximo no segundo round, Ngannou fica sem muito o que fazer, extremamente passivo e mal conseguindo se suportar de pé. Felizmente (para ele), o adversário do UFC 226 vive o mesmo drama. Outro ponto negativo da derrota para Miocic foi o wrestling, especialmente o defensivo, que não ofereceu nenhuma resistência ao ser quedado.

Derrick Lewis

Do outro lado do octógono, uma das figuras caricatas do MMA. Lewis (19-5 no MMA, 10-3 no UFC) é um poço de patifaria, seja falando ou lutando. O brigador texano já é veterano no UFC, mas sua ascensão ao top 10 foi mais recente, após as surpreendentes seis vitórias seguidas, intercaladas entre lutas divertidas como contra Travis Browne e Gabriel Napão, e curas para a insônia, nos casos da contra Roy Nelson e principalmente na inexplicável luta principal que fez contra Shamil Abdurakhimov, no UFC Fight Night 102.

A “Fera Negra”, como já foi dito, se importa mais em trocar pancadão ou botar o adversário no chão e descer a marreta. Em pé é um brawler que honra a distinção, com punhos pesados e mais recentemente adicionando alguns chutes estranhos (deve ter aprendido com Shawn Jordan). Porém, ele é eficiente mesmo no ground and pound, aplicado com muita força desde as quedas – como um indivíduo de 120 quilos, é muito difícil de ser mudado de posição quando está por cima, conseguindo boa parte de suas vitórias desse modo. Quanto a finalizações, não espere nada dele.

Há, entretanto, diversos problemas que podem ser explorados por aqui. Lewis já assumiu em entrevistas que acha jab algo inútil – isso é nítido quando só vemos diretos e mata-cobras estranhíssimos em suas lutas. De costas para o chão, mostrou ser uma tartaruga, sendo vítima fácil. Sua durabilidade é questionada, já que foi nocauteado algumas vezes e dá brechas para ser golpeado. O cárdio se mostrou abominável, embora tenha conseguido vitórias nos últimos rounds contra Marcin Tybura e Abdurakhimov. Contra Mark Hunt, Derrick só faltou pedir o penico para que a luta acabasse, de tão exausto.

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Este duelo não deve passar do segundo round, correndo risco de ser algo nocivo à saúde dos atletas e dos fãs que estarão assistindo. Acredito que há a possibilidade de um respeitar o poder do outro e tornar a luta num concurso de encaradas. Porém, acho que a agressividade e a velocidade de Ngannou farão diferença. Ele deverá adicionar mais um violento nocaute para seu álbum, no primeiro assalto.

Peso Meio-Médio: Mike Perry vs. Paul Felder (EUA)

Por Matheus Costa

Mike Perry

Ultimamente eu tenho feito, na maioria das vezes, prévias de lutas divertidas e que prometem sangue para os fãs. Posso garantir que não fugirei dessa regra. Mike Perry e Paul Felder têm tudo para protagonizar belos momentos de agressividade gratuita durante 15 minutos

Perry (11-3 no MMA, 4-3 no UFC) é o típico lutador que está na divisão certa, no momento certo e com o estilo certo. Um belo nocauteador, com estilo agressivo em níveis extremos, ele faz parte de uma nova geração que faz dos meios-médios uma das melhores categorias na organização. Ainda que o momento de Perry não seja dos melhores, acumulando derrotas consecutivas para Santiago Ponzinibbio e Max Griffin, uma vitória sobre Felder pode colocá-lo novamente na briga pelo top 15 de maneira imediata.

Com um muay thai bastante ofensivo, Mike simplesmente não para de avançar, mesmo que esteja tomando contínuas combinações limpas. Ele não para. Apesar de imprimir bastante pressão, Mike não é um primor técnico na trocação, pois ainda encontra problemas com combinações mais complexas e não tão previsíveis. Todavia, possui habilidade muito boa na hora de encurtar a distância, o que facilita seu trabalho.

Paul Felder

É muito difícil ver uma luta ruim ou chata quando Felder (15-3 no MMA, 7-3 no UFC)  está envolvido. Sua habilidade em pé é muito admirável, levando em conta o arsenal técnico e o instinto assassino. E, ao que tudo indica, ele conseguiu acertar os principais defeitos de seu jogo e pode provar no sábado que realmente deve deslanchar na carreira, o que fica indicado na boa sequência de três vitórias com três nocautes contra Alessandro Ricci, Stevie Ray e Charles do Bronx.

Faixa-preta de segundo dan no taekwondo e com experiência no caratê, Felder é a personificação da expressão “artista do nocaute”. Sua técnica refinada em pé produz uma ótima diversidade de chutes, aliados a uma movimentação de alto nível e a um jogo de mãos cada vez melhor, tornando o “Dragão Irlandês” dono de um ótimo sistema de contragolpes. Por mais que seu desempenho na luta agarrada não seja muito bom, esta provavelmente não será uma grande preocupação para o duelo deste sábado.

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Imagino que o combate não seja muito difícil de prever, mesmo se tratando do esporte mais imprevisível de todos. Perry tentará impor sua pressão incessante, mas acabará encontrando dificuldades com as combinações de Felder, principalmente com os contragolpes. O peso leve sabe manter muito bem a distância com os chutes, além da movimentação e agilidade, que são melhores que a do meio-médio.

Eu não diria que o combate terminará num nocaute, pois ambos possuem bons queixos, mas o momento e a técnica de Felder me fazem apostar em vitória por decisão unânime dos juízes.

Peso Leve: #9 Michael Chiesa (EUA) vs. #12 Anthony Pettis (EUA)

Por Thiago Kühl

Michael Chiesa

Uma das lutas impactadas pelo ataque de nervos despropositado de Conor McGregor durante o UFC 223 caiu em razão dos cortes sofridos por Chiesa (14-3 no MMA, 7-3 no UFC) no momento em que um carrinho de carga foi lançado pelo irlandês e estourou o vidro do veículo que levava os lutadores para a pesagem. O ocorrido não deve ter sido nada agradável, mas pode ser que tenha servido para que o campeão do TUF 15 esquecesse o momento ruim.

Chiesa vinha de uma boa série de três vitórias quando viu a sequência interrompida por uma ação precoce de Mario Yamasaki, que encerrou sua luta contra Kevin Lee, em junho passado, enquanto se defendia de uma tentativa de mata-leão. Ainda que tivesse passando por maus bocados até o momento fatídico, Chiesa sempre demonstrou coração o suficiente para que ninguém duvidasse da sua capacidade de virar lutas. Além disso, tem mostrado evolução técnica para ser considerado um top 10 da categoria mais difícil do UFC.

Dono de um chão de ótimo nível e de uma trocação bastante grosseira, Mike utiliza-se da vantagem de tamanho para arrastar os adversários para o chão, onde normalmente consegue fazer boas transições e chegar em posições de finalização com fluidez. O problema para o “Maverick” é que o jogo unidimensional acabou cobrando o preço quando foi colocado de frente com concorrência de elite. Talvez a boa notícia neste fim de semana seja que seu adversário pode não estar mais nesse nível.

Anthony Pettis

Virou lugar-comum dizer que “Showtime” Pettis (20-7 no MMA e 7-6 no UFC) se perdeu na carreira e foi do patamar de um dos mais animadores e geniais lutadores da história, como era o que se imaginava em 2014, para um andar bem mais modesto dentro do imaginário do fã de MMA. As condições que levaram a tal derrocada são inúmeras e até certo ponto incertas. Há quem diga que a necessidade de tirar um coelho da cartola e terminar lutas de maneira fantástica subiu à cabeça do ex-campeão, reputando a queda de desempenho no psicológico. Outros, mais pessimistas, vão na linha de que ele nunca foi tudo aquilo, que os highlights eram supervalorizados e que não deveriam ser suficientes para considerá-lo um dos grandes do esporte.

Conjecturas à parte, o Pettis mais velho é um lutador muito talentoso, com um jogo ofensivo vasto, principalmente de chutes e finalizações, mas que se perde sob pressão e parece nunca ter dedicado treinos o suficiente para ter um wrestling de nível, já que se vale de uma guarda ativa quando está de costas para o chão. Deu muito certo na primeira vez, quando conseguiu levar o braço do superestimado ex-campeão Ben Henderson para casa junto com o cinturão dos leves. Entretanto, se mostrou pouco eficiente por baixo do ground and pound feroz de Dustin Poirier.

Chega a ser chato repetir que Anthony tem sempre boas possibilidades de finalizar uma luta, mas parece que o pote da magia do ex-campeão já está bem mais vazio neste UFC 226 do que no passado.

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Os dois lutadores tiveram o lado mais fraco dos respectivos jogos bastante expostos em suas últimas derrotas, a unidimensionalidade de Chiesa e a incapacidade de Pettis em lidar com todos que lhe fizeram pressão com competência, o que acaba por deixar o caminho da vitória para ambos os lados bastante aberto.

Para Michael, o melhor é fazer pressão e evitar os contra-ataques do kickboxing mais talentoso de Pettis, encurralando-o na grade para conseguir levar a luta para o solo, de onde poderá ter alguma vantagem. Me parece uma tarefa bem possível se Anthony não estiver num bom dia. Caso contrário, o garoto de Milwaukee poderá se valer do maior talento para levar a luta, seja por uma finalização no bololô do chão ou num contra-ataque mortal. Acreditando nesse último ponto, vou de Pettis por interrupção, fazendo-o voltar ao top 10 da categoria.

Peso Meio-Pesado: Gokhan Saki (TUR) vs. Khalil Rountree (EUA)

Por Thiago Kühl

Gokhan Saki

Striker condecorado, Saki (1-1 no MMA, 1-0 no UFC) fez quase 100 lutas no kickboxing, o que demonstra que a escolha de sair na mão com o holandês naturalizado turco não é uma ideia nada inteligente. Henrique Frankenstein quis colocar em prática a ideia e desafiar a lógica, sofrendo golpes que foram lançados de todas as formas possíveis – o brasileiro acabou nocauteado ainda no primeiro round.

Contra Frankenstein, Saki mostrou de forma condensada o seu vasto arsenal ofensivo, bom tanto nos chutes, quanto nos golpes de mão. O turco deixou claro que vai levar o inferno para quem decidir sair na mão com ele. Capaz de derrubar qualquer um, em qualquer categoria do UFC, Saki não será parado facilmente por quem não apresentar ferramentas, principalmente na luta agarrada, para tirá-lo da sua zona de conforto. Porém, aos 34 anos, resta a dúvida de como ele reagirá à necessidade de evolução nas outras áreas do MMA.

Khalil Rountree

Rountree (6-2 no MMA e 2-1 no UFC, com um no contest), apareceu para o público no TUF 23, com um nocaute fantástico na luta de entrada na casa e com o papo que um dia nocauteara Anderson Silva em um treino. Dono de um jogo unidimensional, ele se mostrou um striker perigoso e um grappler de muito baixo nível. Sempre que enfrentou lutadores versados na luta agarrada, Khalil sofreu. Levou passeio de Andrew Sanches na final do TUF (quando substituiu o finalista Cory Hendricks) e foi finalizado por Tyson Pedro.

Se por um lado Rountree tem “sorte” do seu adversário no UFC 226 não ser um grappler e que tem todo interesse em manter a luta em pé, ele vai enfrentar um striker de muito mais técnica e com experiencia muito superior à sua. O poder de nocaute do “Cavalo de Guerra” é muito digno, mas ele vai precisar primeiro achar seu adversário no octógono, missão que será bastante difícil.

Gokhan Saki vs Khalil Rountree odds - BestFightOdds
 

A diferença de experiência entre ambos os lutadores é absurda. Saki lutou com os trocadores mais especiais do seu tempo, gente do nível de Tyrone Spong, Badr Hari e Peter Aerts e conquistou um cinturão do Glory. Por outro lado, apenas nove lutas profissionais de Rountree. A não ser que Saki escolha justamente a luta de sábado para mostrar que virou o fio e está na descendente de sua carreira, veremos o turco-holandês chegar à sua segunda vitória na carreira e no UFC com mais um nocaute na conta.