Por Edição MMA Brasil | 08/06/2018 01:04

No encerramento do primeiro semestre de 2018, o melhor card do ano até o momento. O United Center, casa do Chicago Bulls (NBA) e do Chicago Blackhawks (NHL), será palco do UFC 225, evento que conta com duas bombásticas disputas de cinturão, uma pá de lutas fundamentais e até mesmo uma bizarrice.

Depois da passagem relâmpago de Georges St. Pierre, a divisão dos médios finalmente foi rearrumada e verá seu cinturão ser disputado pelos líderes do ranking. O australiano naturalizado neozelandês Robert Whittaker, empossado campeão linear após a saída do canadense, defende a coroa contra o cubano Yoel Romero, número um da classificação.

O outro cinturão em jogo tem caráter interino, mas pode colocar um nome na história. Rafael dos Anjos tenta ser o primeiro brasileiro e quinto no geral a conquistar o título em duas categorias. Agora no meio-médio, ele terá pela frente o americano Colby Covington, que volta ao octógono pela primeira vez desde os acontecimentos do UFC SP, em outubro passado.

O peso pena feminino terá a primeira luta sem envolver cinturão de sua história quando Holly Holm der as boas-vindas à ex-campeã do Invicta Megan Anderson. Antes, o peso pesado Tai Tuivasa luta pela manutenção da invencibilidade e por uma vaga no top 10 contra o veterano Andrei Arlovski. Abrindo a programação principal, o ator de telecatch CM Punk encara Mike Jackson, no primeiro confronto entre lutadores de cartel negativo e sem vitórias na era moderna do UFC.

O UFC 225 será transmitido ao vivo e na íntegra com exclusividade pelo canal Combate. O card preliminar tem previsão de iniciar às 19:15h, enquanto o principal deve ir ao ar a partir das 23:00h, sempre pelo horário oficial de Brasília.

Cinturão Peso Médio: C Robert Whittaker (NZE) vs. #1 Yoel Romero (CUB)

Por Alexandre Matos

Robert Whittaker

Mudar de categoria muitas vezes é uma fuga para resultados ruins. No caso de Robert Whittaker (20-4 no MMA, 10-2 no UFC), os resultados negativos como meio-médio podem ser creditados ao corte de peso. Como médio, o neozelandês naturalizado australiano venceu todas as sete lutas que disputou e conquistou o cinturão com duas atuações gigantescas, uma sobre Ronaldo Jacaré e a outra exatamente contra o oponente deste sábado. Assim, o antigo prospecto se estabeleceu como um dos melhores lutadores do mundo peso por peso.

De aprendiz de eletricista a campeão do UFC, Whittaker se mantém até hoje sob a tutela do treinador Henrry Perez, que fez a transição do adolescente do hapkido para o MMA. “Bobby Knuckles” mantém a agressividade do começo da carreira, mas adicionou ao versátil kickboxing um senso tático muito apurado e um sistema defensivo que, se não é inexpugnável, é sólido o suficiente para passar ileso ao wrestling e jiu-jítsu dos campeões mundiais Romero e Jacaré. Deste modo, ele permanece agressivo, mas se expõe bem menos e, quando se expõe, tem ferramentas para neutralizar a ofensiva dos adversários. E agora sem cortar tanto peso, seu gás parece interminável.

Yoel Romero

Assim como o campeão, Yoel Romero (13-2 no MMA, 9-1 no UFC) também mudou de categoria, mas seu caso adicionou corte de peso. Entre os médios, o cubano virou uma força da natureza, com uma capacidade ímpar de enviar corpos para as profundezas da vala. Em suas quatro últimas vitórias, três vítimas (Luke Rockhold, Chris Weidman e Lyoto Machida) foram brutalmente nocauteadas e apenas Ronaldo Jacaré sobreviveu ao furacão caribenho. No meio desta sequência, a derrota para Whittaker, na disputa do cinturão interino que virou linear quando GSP saiu de cena.

Toda prévia do Romero é a mesma ladainha: o cara é multicampeão de wrestling, medalhista olímpico e o escambau, mas o que ele curte mesmo é plantar a mão (ou o joelho) na cara de outro ser humano. Pelo que vimos nos últimos combates, é compreensível. Romero pode ser considerado sem problemas a maior máquina de destruição do peso médio do UFC. E, com o nível estelar do wrestling, ele sempre deixará os rivais preocupados se vão tomar um socão ou um quedão. Era para ser uma combinação explosiva (e é), mas às vezes parece que falta um pouco de, sei lá, seriedade ou mesmo mais senso de responsabilidade.

Robert Whittaker vs Yoel Romero odds - BestFightOdds
 

Romero se notabilizou por, em lutas de três rounds, aplicar nocautes brutais na parte final dos combates. O que surpreendeu no primeiro duelo com Whittaker foi a capacidade do australiano negar as quedas do cubano e, deste modo, desgastá-lo, reduzindo praticamente a pó a chance de acordar com a lanterninha do médico no olho.

Naquela época, ficou a impressão que Romero não acreditava que Whittaker seria capaz de defender tantas quedas. Para esta revanche, o latino tem certeza. Isso certamente implicará num “Soldado de Deus” mais focado, respeitando a capacidade defensiva do campeão. “Bobby Knuckles” é mais rápido e mais versátil para atuar na longa distância, capaz de conduzir as ações até o final. Caberá a Romero otimizar a aproximação para acertar uma bomba ou uma queda indefensável, preferencialmente entrando em diagonal. Capacidade não falta ao cubano, mas Robert está em outro nível. Whittaker por decisão, agora com uma margem um pouco mais larga que 48-47.

Cinturão Interino Peso Meio-Médio: #1 Rafael dos Anjos (BRA) vs. #4 Colby Covington (EUA)

Por Diego Tintin

Rafael dos Anjos

No peso leve, Rafael dos Anjos (28-9 no MMA, 17-7 no UFC) chegou ao mais disputado cinturão do UFC com uma surra antológica na então estrela Anthony Pettis. O brasileiro anotou em sua caderneta nomes como Donald Cerrone (duas vezes), Ben Henderson e Nate Diaz. Após perder o cinturão para Eddie Alvarez, Rafa foi dominado por Tony Ferguson e decidiu migrar para a divisão de cima, evitando o cruel e desgastante processo de corte de peso para 70 quilos. Estreou no méio-médio com uma vitória segura contra o experiente Tarec Saffiedine. Como diminuiu o ritmo no round final, deixou uma dúvida se teve problemas com a resistência física ou se foi apenas uma medida de segurança para garantir o triunfo. Em seguida, atropelou Neil Magny em meio round e a dúvida persistia. Uma aula de MMA contra o indomável Robbie Lawler finalmente bateu o martelo: Rafael dos Anjos é integrante da elite e material para ser campeão também entre os meios-médios.

Dos Anjos nunca teve vida fácil em sua carreira na organização. Depois de um começo instável, quando não conseguia uma série de vitórias, ele foi atrás de lapidar o seu talento e achou o caminho das pedras com os mestres Chatri Sityodtong, na Evolve MMA, e Rafael Cordeiro, na Kings MMA. Eles adicionaram ao jiu-jítsu forjado por Roberto Gordo e Aldo Caveirinha um jogo de muay thai fluido e de muita pressão. Rafael sempre foi perigoso no solo e, com a nova ferramenta, passou a contar com o benefício da dúvida e a chegar mais fácil nas quedas e no ground and pound furioso.

Colby Covington

Colby Covington (13-1 no MMA, 8-1 no UFC) vem se esforçando para ocupar o lugar deixado vago por Chael Sonnen de “lutador inimigo da nação” aqui no Brasil. Com muitas tiradas de mau gosto e outras agressivas, vai ganhando aos poucos seu espaço na mídia, um caminho que já se provou frutífero para quem tem a coragem de trilhá-lo e a manha de fazer direito. No octógono, segue uma trajetória mais linear, com cinco vitórias consecutivas, a última e mais importante delas sobre Demian Maia, em São Paulo.

O americano baseia seu jogo na luta olímpica, modalidade que começou a praticar no ensino médio e alcançou o status de All-American pela Universidade do Oregon. Forte e atlético, concentra sua estratégia em derrubar e punir seus oponentes no chão, tentando submissões quando aparece uma oportunidade. Costuma obter sucesso graças a um ótimo controle posicional, atitude confiante e persistente, além do preparo físico que nunca o deixou na mão. O boxe é simplório, com combinações curtas e exagero no uso de mata-cobras, além de deixar brechas defensivas que vêm diminuindo nas últimas apresentações, porém, ainda existem. Dificilmente combinas ataques de mãos com chutes, uma ferramenta pouco utilizada pelo californiano, exceto em situações de finta.

Colby Covington vs Rafael Dos Anjos odds - BestFightOdds
 

Não tenho dúvida que Rafael é o lutador mais completo e pronto neste duelo, mas nem por isso devemos esperar que a noite do brasileiro seja tranquila. Nas últimas 11 lutas que fez, ele enfrentou quatro wrestlers de grande qualidade: Alvarez, Ferguson, Henderson e Khabib Nurmagomedov. Perdeu para três deles – suas três derrotas no período – vencendo apenas Benson.

Colby tem técnica, força e disciplina tática suficientes para levar o niteroiense a águas profundas, mas, para isso, necessita quebrar a diferença de talento na luta em pé, seja apresentando alguma evolução no aspecto ou conseguindo quedas rápidas e explosivas. Uma vez no solo, fazer com Rafael o que Nurmagomedov fez: bater, sufocar, desgastar, sem dar espaço para ataques da guarda. Como podemos ver, um duelo intrigante e com possibilidades variadas.

Acredito que Rafael seguirá a estratégia de se movimentar lateralmente, mudando seu conhecido jogo de pressão, buscando castigar as pernas do americano. Ele deverá estar afiado em levantar rapidamente caso seja jogado ao chão. Se conseguir desgastar o oponente, aí, sim, volta ao seu famoso jogo sufocante. Não deve ser nem um pouco fácil, mas o palpite aqui vai em decisão a favor daquele que será o primeiro brasileiro campeão do UFC em duas divisões diferentes.

Peso Pena: Holly Holm (EUA) vs. Megan Anderson (AUS)

Por Idonaldo Filho

Holly Holm

Única atleta que tem cinturões no boxe e no UFC, Holly Holm (11-4 no MMA, 4-4 no UFC) já era uma lutadora mais do que consagrada antes de chegar à organização atual, multicampeã e uma das melhores de todos os tempos na nobre arte. Além disso, Holm também tem base no kickboxing, sob a tutela de Mike Winkeljohn, com quem já treina há 20 anos. Vindo como campeã do antigo Legacy FC,  Holm venceu duas lutas em cinco meses e se transformou na desafiante da até então imbatível Ronda Rousey. O resultado todos sabem e Holm chegava no mais alto posto do MMA. Durou pouco: foi finalizada por Miesha Tate quatro meses depois,  e entrou na pior fase da carreira, derrotada pelas também ótimas strikers Valentina Shevchenko e Germaine de Randamie, esta em disputa do cinturão no peso pena. Holm se recuperou ao acertar outro chute alto, dessa vez em Bethe Correia, em Singapura, e, em outra chance de disputar o cinturão, foi a oponente mais dura de Cris Cyborg no UFC.

O jogo de Holm é a cara da Jackson-Wink MMA: uma excelente striker de boa defesa de quedas e muita movimentação. Holly é cautelosa e tática, entra com socos rápidos e sequenciais, embora de pouco volume e sem muito poder de nocaute. Possui ainda fintas excelentes, que mascaram sua principal arma, que é o chute alto muito potente. Outros aspectos positivos são o condicionamento físico exemplar e muita resiliência. Também devemos ressaltar os controversos pisões no joelho típicos dos atletas da academia. Embora não seja adepta do grappling, tem um clinche bom, de cotoveladas e pisões no pé. Já o chão não é dos melhores, mas não deve ser preocupação para este confronto em específico.

Megan Anderson

Embora todos imaginassem que a australiana Megan Anderson (7-2 no MMA) fosse estrear contra a campeã Cris Cyborg, não será o caso. A ex-campeã interina do Invicta FC é uma atleta gigante, com 1,83m, e poder de nocaute, com apenas uma ida à decisão do juízes. Ela iniciou a carreira com três vitórias e uma derrota no circuito regional australiano, até chamar a atenção do Invicta. Na estreia, tomou um passeio constrangedor no chão, cortesia de Cindy Dandois, mas se recuperou com quatro nocautes seguidos, conseguindo o título interino dos penas contra Charmaine Tweet.

Agressiva, Anderson tem um striking não muito técnico, mas muito potente em todos os golpes, seja socos, chutes ou cotoveladas, com propensão de entrar em brigas. Defensivamente, tem muitos buracos, engole muitos golpes. Como geralmente tem vantagem física, ela faz o uso do clinche, onde não é muito efetiva, mas tem força suficiente para manter a oponente de costas para a grade e desferir golpes curtos quando a posição se quebra. Megan mostrou pouco no grappling e não empolgou ninguém, sendo quedada facilmente por Dandois. Naquela luta, até conseguiu sair do chão em algumas oportunidades, em grande parte devido ao seu tamanho, mas não é boa nesse fundamento. O bom é que pareceu evoluir considerando o tempo no Invicta.

Holly Holm vs Megan Anderson odds - BestFightOdds
 

Se fosse contra Cyborg, acredito que Megan estaria perdida. Sua defesa não impõe nenhum respeito e não se sabe se ela aguentaria engolir vários golpes da campeã. Contra Holly, Anderson também deve ser dominada tecnicamente. Acredito que as chances da australiana aqui se consistem no famoso “se a mão entrar“, mas não porque ela é uma lutadora ruim, e sim porque Holm é bem melhor na área em que a australiana luta.

O duelo deve passar com Megan tentando ser agressiva, porém sendo frustrada pela movimentação de Holm e por sequências de golpes. Não acredito em nocaute da ex-campeã do peso galo, a não ser que outro chute mágico apareça. Holm deverá vencer todos os rounds e levar na decisão unânime dos juízes.

Peso Pesado: #9 Andrei Arlovski (BIE) vs. #12 Tai Tuivasa (AUS)

Por Bruno Costa

Andrei Arlovski

O interminável “Pitbull” Andrei Arlovski (27-15 no MMA, 16-8 no UFC) surpreendentemente ostenta uma sequência de duas vitórias em suas últimas aparições no octógono. Antes disso, como pode acontecer apenas com um peso pesado, havia resistido a uma ótima série de cinco derrotas, com direito a uma bela coleção de nocautes sofridos.

O bielorrusso, campeão na organização na metade da década passada (apenas 13 anos atrás), teve nos últimos embates adversários de nível inferior ao que vinha recebendo em sua pior sequencia, além da mudança na estrutura de treinamentos, rumando da Jackson-Wink para a American Top Team. O “Pitbull” tem utilizado com mais competência o jab, além de potentes chutes baixos e um decente trabalho de clinch e até mesmo quedas pontuais com um bem-sucedido trabalho posicional. Em sua nova sequência de vitórias, contou com a passividade excessiva de Junior Albini e de Stefan Struve, mas teve méritos pela capacidade de demonstrar paciência e consciência das suas limitações. Defensivamente não é necessário alongada análise de seu maior problema atualmente: o corpo do sujeito foi abandonado pelo seu queixo há tempos.

Tai Tuivasa

Tai Tuivasa (9-0 no MMA, 2-0 no UFC) desponta como a maior e mais tosca esperança de uma quase impossível renovação de pesos pesados do UFC. Invicto na carreira, venceu os dois compromissos no UFC contra oposição de nível lamentável. Pelo menos ele fez a sua parte aplicando nocautes no primeiro round, resultado de todos os nove combates profissionais que realizou.

A principal característica do australiano é a de ser um vândalo que gosta de imprimir pressão em seus adversários, conseguindo sucesso na troca de golpes bastante pesada, além de momentos de domínio no clinch. Tecnicamente, não se trata de uma jóia, mas Tuivasa conseguiu até agora compensar com grosseria braba qualquer obstáculo que apareceu em sua frente. Parceiro de Mark Hunt, “Bam Bam” ainda é jovem e muito atrapalhado no seu jogo defensivo, que carece de evolução, principalmente na luta agarrada. O queixo segura a barra, mas passará a ser testado com mais intensidade pela natural evolução no nível dos adversários que enfrentará, diante de sua ascensão no ranking.

Andrei Arlovski vs Tai Tuivasa odds - BestFightOdds
 

Arlovski sobrevive no UFC por ser dos poucos valores com boa dose de talento (mesmo velho e deteriorado) e tem enfrentado nos últimos compromissos pesos pesados mais jovens para testar o nível que podem alcançar, um trabalho conhecido popularmente como “porteiro” da categoria. Tuivasa precisará de cuidados defensivos extras no combate de sábado, uma vez que nunca lidou com mãos rápidas como as do velhinho, e pode ser travado no clinch e no solo, onde possui técnicas muito inferiores às do rival.

No entanto, em que pese a sequência de vitórias do bielorrusso, convém lembrar uma diferença de características crucial ao desenvolvimento do embate: ao contrário de Baby e Struve, Tuivasa não economiza no volume de golpes e tem zero dúvidas sobre o momento de atacar as seus rivais, além de ser um peso pesado gigantesco. Como Arlovski parece inapto para segurar bombas que certamente virão em sua direção na luta, a aposta é que Tuvasa consiga um nocaute ainda na primeira metade do combate.

Peso Meio-Médio: Phil “CM Punk” Brooks (EUA) vs. Mike Jackson (EUA)

Por Alexandre Matos

CM Punk

Ele está de volta, senhoras e senhores. Depois de ter tido a coragem (ou petulância?) de dar a cara a tapa na maior organização do MMA mundial sem nunca ter sido lutador de nada na vida, CM Punk (0-1 no MMA, 0-1 no UFC risos) tenta mais uma vez pelo menos não passar vergonha no octógono quase dois anos após a malfadada estreia. E agora terá a pressão de atuar em sua cidade natal.

Treinando há uns três anos na Roufusport, espera-se que Punk mostre pelo menos alguma coisa liderado pelo excelente treinador Duke Roufus, sob pena de embaraçar ainda mais o técnico. Já se vão 21 meses de treinos desde a estreia, no UFC 203, tempo suficiente para alguém conseguir coordenar algumas combinações de jab-direto-chute baixo. Se ele conseguir fazer isso na luta, já me darei por satisfeito. Se aplicar uma queda e passar uma guarda, visto que Brooks treina com Ben Askren e Tyron Woodley, levo até troféu NUNCA CRITIQUEI pra ele e o tiro do Barangão pra sempre.

Mike Jackson

Olha quem está de volta para a disputa do Prêmio de Consolação Mickey Gall! Há pouco mais de dois anos, o UFC recrutou (não sei de onde) Jackson (0-1 no MMA, 0-1 no UFC risos) para enfrentar Gall num combate que valeria o prêmio de encarar Punk (risos) na sequência. Jackson foi atropelado, assim como Punk, e foi cuidar da vida. Eis que o UFC chama de volta para buscar o prêmio perdido. Pelo menos desistiram de chamá-lo de Michael Jackson, porque né? Melhor não.

Diz o perfil oficial de Mike no site do UFC que trata-se de um lutador “com poder de nocaute em ambas as mãos”. Não sei de onde o pessoal conseguiu descobrir isso. Talvez seja pela afirmação do mesmo de ser 4-0 no boxe profissional, com quatro nocautes, e de ter sido campeão do Golden Gloves de Houston, em 2011 (nunca ouvi falar de Golden Gloves municipal, mas enfim). Fui procurar o perfil do elemento no BoxRec e não é que eu achei? Pelo menos é o mesmo nome, com a mesma idade e residência. Só faltava uma foto no BoxRec para fazer o cara-crachá. No cartel dos oponentes, soma-se 0-8 (7 KOs). Poi zé.

Cm Punk vs Mike Jackson odds - BestFightOdds
 

Na luta entre um ator e um fotógrafo, não faço ideia do que possa acontecer. Acredito que as odds favoreçam Jackson pela maior experiência em lutas de verdade. A aposta é que Mike vai meter a mão na cara do Phil e vencer por nocaute. Qualquer coisa diferente disso também é possível, incluindo Punk ser desclassificado por dar uma cadeirada no oponente.

O MMA Brasil é um site com artigos opinativos e analíticos sobre esportes de combate em geral, especialmente sobre MMA (Mixed Martial Arts).