Por Edição MMA Brasil | 11/05/2018

O octógono mais famoso do mundo será montado pela nona vez na capital brasileira do MMA neste sábado. A Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro, será palco do UFC 224, evento com atrações para todos os gostos, desde disputa de cinturão até confronto de lendas, passando por importantes prospectos e combates decisivos em várias categorias.

A campeão do peso galo Amanda Nunes lidera a noite. Em sua terceira defesa, a “Leoa” vai encarar a ascendente Raquel Pennington, que ostenta surpreendente série invicta que inclui a última campeã.

No segundo duelo mais importante do evento, Ronaldo Jacaré, número dois do ranking do peso médio, e Kelvin Gastelum, quinto da classificação, se chocam em confronto de gerações que deixará o vencedor mais próximo de desafiar o vencedor da unificação do cinturão do peso médio.

Num muito raro confronto entre estrangeiros no Brasil, a americana filha de brasileiro Mackenzie Dern, já com status de estrela no país de seu pai, bate de frente com a compatriota Amanda Cooper. Antes delas, John Lineker, sexto colocado do ranking do peso galo, segue no caminho da recuperação contra o encardido Brian Kelleher. Abrindo o card principal, o encontro dos ex-campeões dos meios-pesados Vitor Belfort, nono do ranking, e Lyoto Machida, 12º, pelo peso médio.

O UFC 224 terá transmissão ao vivo e na íntegra pelo canal Combate, além de exibição posterior na Rede Globo. A primeira luta preliminar está marcada para começar às 19:15h, enquanto o card principal vai ao ar a partir de 23:00h, sempre pelo horário oficial de Brasília.

Cinturão Peso Galo Feminino: C Amanda Nunes (BRA) vs. Raquel Pennington (EUA)

Por Diego Tintin

Amanda Nunes

Em sua terceira apresentação pelo UFC no Rio de Janeiro, Amanda Nunes (15-4 no MMA, 8-1 no UFC) colocará pela primeira vez seu cinturão em disputa no seu país natal.

Amanda teve um início de carreira fulminante nos eventos nacionais, porém, sofreu um baque com o aumento de nível quando migrou para o extinto Strikeforce e posteriormente para o Invicta, tendo uma sequência irregular de duas vitórias e duas derrotas. Mas, ao chegar no octógono, a “Leoa” se consolidou como uma das melhores lutadoras do mundo, com oito vitórias em nove lutas, quase todas contra a nata do MMA feminino.

O cinturão veio após uma surra aplicada em Miesha Tate na luta principal do UFC 200. Com outro massacre, dessa vez sobre Ronda Rousey, Amanda somou vitórias contra as duas maiores estrelas femininas da história da organização. Além da derrota para Cat Zingano, após uma queda de rendimento brusca durante o combate, sua maior rival foi Valentina Shevchenko. A quirguiz entregou duas guerras contra a baiana, trazendo inclusive controvérsia quanto à vencedora do segundo duelo entre as duas.

Adepta da luta em pé, Amanda não nega a tradição baiana de bons boxeadores, com punhos pesados e precisos. Os chutes, principalmente nas pernas, também são motivos de preocupação para as oponentes. Na luta agarrada, sabe finalizar e tem capacidade para se defender sem passar muito sufoco, mas esta não não é uma prioridade em suas estratégias. Seu apelido vem do estilo aguerrido e da entrega completa nos combates, o que algumas vezes causou problemas na dosagem das suas energias e a esgotou fisicamente antes do fim da luta. Após sair do Brasil, Nunes passou a treinar na AMA Fight Club com os veteranos Jim Miller e Jamie Varner e migrou posteriormente para a prestigiada American Top Team.

Raquel Pennington

Não muito tempo atrás, Raquel Pennington (9-5 no MMA, 6-2 no UFC) era uma lutadora irregular, de meio de pelotão, praticamente uma carta fora do baralho quando se debatia sobre possíveis futuras desafiantes.

O início no UFC, via TUF 18, foi hesitante, com duas vitórias sobre concorrência limitada e duas derrotas para as sólidas Jessica Andrade, antes de baixar duas categorias, e Holly Holm. No entanto, num alinhamento astral perfeito, Raquel conquistou quatro vitórias seguidas, a última delas sobre a ex-campeã Miesha Tate e o peso galo perdeu muita gente da elite para as novas divisões de moscas (Shevchenko) e de penas (Holm), além das aposentadorias de Tate e Rousey. Com os seguidos problemas particulares, de lesões e de desempenho de Zingano e Julianna Peña, o caminho se abriu para Pennington e sua imprevisível chance de desafiar Amanda pelo cinturão.

Raquel é bem forte fisicamente, tem versatilidade no clinch, onde faz uso dos punhos, busca quedas e impõe pressão. Na média para a longa distância, o boxe tem problemas, já que a movimentação deficiente impede que os golpes, que até são bem executados, sejam combinados de forma mais fluida. Mas o grande ponto forte desta moça do Colorado é o seu coração: sua coragem acima da média e vontade quase imparável, o que a torna uma adversária difícil e indesejada, inclusive para gente mais talentosa que ela, como Tate e Holm. Apesar de ter começado no boxe, o apelido de “Rocky” veio da dificuldade que os americanos têm de pronunciar seu nome.

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Pennington conseguiu mostrar que tem muito valor, após um início de desconfiança. Isto posto, ainda não aparenta ter nível técnico para atrasar a vida da campeã. A diferença de potência e velocidade na luta em pé deve ser suficiente para deixar a americana em maus lençóis desde o início da luta. Apesar da garra e resistência de Raquel, nosso palpite é que Amanda consegue uma interrupção nos primeiros dez minutos de batalha.

Peso Médio: #2 Ronaldo Jacaré (BRA) vs. #5 Kelvin Gastelum (EUA)

Por Alexandre Matos

Ronaldo Jacaré

A controversa derrota para Yoel Romero, em dezembro de 2015, atrasou o lado de Jacaré (25-5 no MMA, 8-2 no UFC) na meta de disputar o cinturão dos médios. O capixaba teve que dar passos para trás e enfrentar dois veteranos em fim de linha. Com as vitórias bonificadas sobre Vitor Belfort e Tim Boetsch, Ronaldo foi escalado contra Robert Whittaker. Após ser massacrado pelo agora campeão, novamente o astro se recuperou com um bônus no nocaute brutal sobre Derek Brunson.

Desde que apresentou uma grande evolução técnica na época do Strikeforce, melhorando o wrestling e o boxe, Jacaré tem se mantido estável. Isso acaba não sendo tão positivo, visto que ele já está com 38 anos e mais lento, embora ainda com bastante potência nos golpes. Devido ao nível estratosférico de seu jiu-jítsu, o brasileiro deveria apostar mais nos chutes, visto que não é qualquer oponente que terá coragem de bloquear para derrubá-lo. Deu certo contra Brunson e pode ser uma boa estratégia para sábado, especialmente se mirar a linha de cintura de Gastelum.

Kelvin Gastelum

Diz o poeta que a língua é o chicote do cu. Depois de prometer que nunca mais lutaria no Brasil por causa da CABMMA, Gastelum (14-3 no MMA, 9-3 no UFC) está de volta ao país de seu técnico. A trajetória recente do vencedor do TUF 17 guarda semelhanças com a do rival de sábado. Kelvin também venceu dois veteranos, mas apenas Tim Kennedy entrou no cartel, porque Gastelum foi pego no antidoping por maconha após brutalizar Belfort. Em seguida, o Whittaker de Gastelum foi Chris Weidman, que o maltratou em julho. A recuperação aconteceu do outro lado do planeta, com um nocaute monstruoso sobre Michael Bisping, na China.

Doze anos mais jovem que Jacaré, Kelvin está em plena fase de evolução técnica e maturidade estratégica. O lutador que parecia um grinder no começo da carreira, agora usa o muay thai com muita pressão e elevado poder de nocaute. Esta capacidade de variação será importante no combate de sábado, no qual será vital se manter longe do multicampeão da arte suave, principalmente depois do vareio que levou de Weidman nas quedas e no chão.

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Weidman mostrou um caminho fundamental a Jacaré. Embora não seja uma máquina de derrubar como o ex-campeão, Ronaldo é ainda melhor que Chris no solo, com uma capacidade quase sem par de capitalizar qualquer situação, até mesmo aquelas que a maioria de nós nem vê. Jacaré tem 15 minutos para ter Gastelum por baixo pelo menos uma vez e o combate estará definido. Parece fácil, mas não é.

Velocidade mata. Se Weidman mostrou um caminho para Jacaré, Whittaker apresentou um a Gastelum. Controle de distância num cenário de alto volume de golpes lançados é uma situação que traz sérios problemas a um Jacaré de movimentação mais estática, plantada. Se conseguir impor este jogo desde o princípio, o descendente de mexicanos reduzirá o tempo de risco de 15 minutos para uns dez.

Dentre os cenários expostos, a aposta fica no segundo, com Gastelum chegando ao nocaute no terceiro round.

Peso Palha: Mackenzie Dern (EUA) vs. Amanda Cooper (EUA)

Por Thiago Kühl

Mackenzie Dern

A transição de Mackenzie Dern (6-0 no MMA, 1-0 no UFC) para o MMA foi acompanhado de perto pelos fãs do esporte. Multicampeã de jiu-jitsu, com medalhas de ouro em Mundiais e no ADCC, a filha de Wellington Megaton é uma estrela da luta agarrada e com potencial para alcançar o mesmo nível no MMA, possuidora de todos os atributos necessários para tanto. A prova disso é que, em sua segunda luta na maior organização da MMA do mundo, já foi colocada na terceira posição mais importante de um card numerado, na frente de nomes do tamanho de Vitor Belfort e Lyoto Machida.

Chega a ser bobo apontar a qualidade de chão de Mackenzie, as credenciais acima falam por si. A questão é que, no MMA, já ficou provado que ter um jiu-jítsu de alto nível, mesmo que seja do mais alto escalão, precisa de um bom jogo de quedas para ser eficiente – Dern ainda precisa apurar seu wrestling para que possa levar as lutas para o solo em posição dominante. O fato é que o nível no qual se encontra hoje ainda não dá conta do top 10 da divisão, mas esse não é o caso da sua adversária de sábado.

Amanda Cooper

Amanda Cooper (3-3 no MMA, 2-2 no UFC) chegou no UFC por meio do TUF 23, quando foi vice-campeã da edição, perdendo a final para a companheira de time e principal favorita Tatiana Suarez. Ela tem como arte de base um boxe muito bem alinhado, além da faixa roxa no jiu-jítsu, o que, para a luta deste sábado, vale menos que nada. Striker de maior qualidade que sua oponente, “ABC” tem na luta em pé um ótimo caminho para conseguir vantagem; entretanto, é importante lembrar que ela tem o péssimo hábito de se embolar e levar as ações para o chão praticamente de modo mecanizado – esta estratégia deve ser posta fora de cogitação no sábado.

O jogo para Amanda é claro: evitar o jogo de grade ou qualquer tentativa de aproximação da adversária, aplicando seu boxe e fazer uma movimentação que deixe Mackenzie fora de seu alcance. Porém, mais que isso tudo, não ter a estúpida ideia de levar a luta para o chão é fundamental.

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O problema aqui é que, mesmo com alguma vantagem em pé, não vejo Amanda conseguindo evitar que a luta vá para o chão pelo menos uma vez em 15 minutos. Para tanto, seria necessária uma atuação muito acima da média daquilo que já foi mostrado por ela no octógono. Pior, não duvidaria que a própria acabe buscando a luta de solo. Além disso, do outro lado, ela terá uma adversária que, se ainda não tem um jogo completo, possui um arsenal de finalizações dos mais vastos, que não terá a ansiedade da estreia e com a torcida totalmente ao seu lado.

Assim sendo, Mackenzie deve conseguir impor o grappling e chegar à finalização sem muita dificuldade, por volta da metade da luta.

Peso Galo: #6 John Lineker (BRA) vs. Brian Kelleher (EUA)

Por Alexandre Matos

John Lineker

Caso tivesse apostado em permanecer no peso mosca, Lineker (30-8 no MMA, 11-3 no UFC) certamente já teria disputado um cinturão do UFC. Por não conseguir bater 57 quilos, preferiu ficar na selva dos galos. Depois de parar em TJ Dillashaw e ver sua sequência de seis vitórias ruir, o paranaense se recuperou com uma vitória segura sobre Marlon Vera, em outubro. De qualquer maneira, Lineker tem cinco vitórias nas últimas seis apresentações como peso galo.

Um ano mais velho que Gastelum, Lineker também mostra evolução visível. Os punhos continuam de pedra e raros homens conseguem encará-lo na pancadaria franca na curta distância sem sair severamente machucado, quiçá nocauteado. E o que Lineker fez para maximizar sua capacidade de destruição? Melhorou muito a defesa de quedas, possibilitando ficar mais tempo de pé. Passou a usar mais os chutes, confundindo o sistema defensivo dos oponentes. E passou a se movimentar mais, especialmente nas passadas laterais, para poder cercar as vítimas. Para ficar ainda mais mortal, Lineker deveria ser mais rápido, especialmente porque corta menos peso, mas ainda é um ponto que ele precisa trabalhar.

Brian Kelleher

Desde que equilibrou a carreira nos últimos três anos, Kelleher (19-8 no MMA, 3-1 no UFC) conseguiu algumas vitórias importantes que o colocaram no radar. Ainda fora do UFC, venceu o forte prospecto Julio Arce duas vezes. Na estreia no octógono, precisou de menos de dois minutos para finalizar Iuri Marajó na última edição do UFC Rio. Por este motivo, a derrota para Chito Vera foi tão decepcionante. Porém, a recuperação veio rápida, com triunfos dominantes sobre Damian Stasiak e o ex-campeão Renan Barão.

Até o último combate, havia um retrato do que era Kelleher em ação: um lutador que encurtava em linha reta, que perdia muito tempo com tentativas de golpes plásticos que nem sempre rendiam resultado, alguns bons chutes baixos e uma bela capacidade de decidir lutas no chão. Os problemas – início lento, troca de golpes desprotegida e um wrestling não mais que razoável – viraram pó com a ótima atuação diante de Barão. Brian foi agressivo o tempo inteiro, se movimentou com precisão, soube a hora de travar no clinch e conseguiu superar a sólida defesa de quedas do potiguar. A vitória por decisão larga colocou “Boom” em outro patamar.

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Uma estratégia parecida com a da última apresentação é um bom caminho para Kelleher. No entanto, será importante estar com as transições ainda mais afiadas, já que, se errar uma aproximação, pode acabar na armadilha dos infernos de Lineker.

O americano é capaz de executar a missão? É. Ele vai conseguir? Acho que não. Abaixo da elite da divisão, formada por Dillashaw, Cody Garbrandt, Dominick Cruz, Jimmie Rivera e Raphael Assunção, talvez apenas Marlon Moraes seja capaz de passar 15 minutos sem ser atraído para o olho do furacão contra Lineker. Kelleher pode até ter um bom primeiro round, mas a excelente capacidade de adaptação do “Mãos de Pedra” deverá mudar o percurso e garantir uma vitória por decisão ou nocaute no terceiro assalto.

Peso Médio: #9 Vitor Belfort (BRA) vs. #12 Lyoto Machida (BRA)

Por Alexandre Matos

Vitor Belfort

É difícil acreditar nas posições do ranking de Belfort e Machida em pleno 2018 e com a fase que ambos andam, sinal dos tempos da antes muito competitiva categoria dos médios.

Desde que nocauteou pela segunda vez o quase mumificado Dan Henderson, Belfort (26-13 no MMA) sofreu horrores no octógono. Devido à elevada reputação, ele se meteu em lutas contra oponentes de renome. Nas três seguintes de Hendo, foi brutalizado em todas, primeiro por Ronaldo Jacaré, em Curitiba, depois por Gegard Mousasi e, por último, por Gastelum, em luta que ficou sem resultado quando a CABMMA pegou o americano no antidoping com maconha. Enfim, o UFC pegou leve com o Velho Leão e lhe entregou o decrépito Nate Marquardt, na última edição do UFC no Rio, em junho passado. Ainda assim Belfort venceu com dificuldade e uma certa controvérsia.

Belfort demorou tanto a variar seu jogo que, quando adicionou chutes venenosos, mal pôde usar, pois o TRT foi banido e ele murchou incrivelmente em relação ao cavalo que era em 2013. Na atual condição física, sua maior virtude, a explosão, praticamente se extinguiu. Sem ter o fator surpresa e estando bem mais lento, Vitor ficou mais previsível do que nunca e mais fácil de marcar sua sempre perigosa mão esquerda.

Lyoto Machida

Machida (23-8 no MMA) é outro que andou numa fase de lascar. Depois de quatro atuações excelentes, todas bonificadas, no início de sua corrida como peso médio, o Dragão desabou do nada. Quatro meses depois de nocautear CB Dolloway em menos de um minuto, Lyoto foi brutalizado por Luke Rockhold, Yoel Romero e Derek Brunson sem sequer mostrar resistência. Pior, ainda amargou uma suspensão de dois anos por doping entre Romero e Brunson. Pelo menos a recuperação do baiano radicado no Pará foi melhor que a do oponente deste sábado, visto que Eryk Anders trazia muito mais perigo do que Marquardt – em que pese a decisão também ter sido um tanto controversa.

Assim como Belfort, a idade levou a principal característica do jogo de Lyoto, a velocidade. Com menor capacidade de evadir e contra-atacar, o ex-campeão ficou com o queixo, que não é dos mais resistentes, mais exposto. Contra Anders, Machida conseguiu pelo menos relembrar os velhos tempos, amparado pelo excesso de respeito que o americano demonstrou. Se ele conseguir repetir a atuação de Belém, em fevereiro, ainda dá para acreditar em mais algumas lutas pela frente.

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Por mais que não tenha a popularidade e a moral de Vitor, Lyoto sempre foi o mais completo entre os dois. Além do caratê que lhe deu fama, Machida tem um jogo de quedas bastante digno e habilidade para trabalhar no chão em qualquer posição. Para azar dele, a condição atlética não tem lhe permitido atuações virtuosas. Para sorte dele, o oponente de sábado não vai exigir muito.

Tenho ouvido vários dizendo que esta luta seria diferente se fosse disputada há uns cinco anos. Na verdade, acho que a única diferença é a redução de velocidade e explosão. No quesito estratégico, não vejo Belfort conseguindo usar seus chutes contra um chutador de elite. No entanto, se ele ainda conseguir juntar forças para uma explosão, tem toda a capacidade de encontrar o queixo de Lyoto com seu punho esquerdo e conseguir o nocaute. No entanto, não é essa a minha expectativa. A aposta é que o Dragão consiga impor seu jogo de movimentação lateral, pontuando eventualmente até chegar à vitória na decisão dos juízes.