Por Edição MMA Brasil | 06/04/2018 10:53

O UFC 223 sofreu um sério golpe no último domingo, quando a luta principal, uma das mais intrigantes da história do MMA, caiu pela quarta vez. No entanto, a organização agiu rapidamente para garantir o gigante potencial de entretenimento do evento que acontecerá neste sábado, no Barclays Center, no Brooklyn, Nova York.

Com a bizarra contusão de Tony Ferguson, agora Khabib Nurmagomedov disputará o cinturão linear dos leves. Para substituir o rival original na luta principal, foi convocado o campeão dos penas, Max Holloway.

Nota da edição (06/04/2018, 13:19h): A Comissão Atlética do Estado de Nova York disse que Max Holloway estava inapto para lutar e vetou o campeão dos penas. O UFC está tentando escalar Anthony Pettis para disputar o cinturão contra Khabib Nurmagomedov.

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Outra disputa de cinturão muito interessante foi escalada como luta coprincipal do UFC 223. A atual campeã do peso palha, Rose Namajunas, tem uma missão dupla: defender o título contra a ex-campeã Joanna Jedrzejczyk e provar que a primeira vitória não foi obra do acaso.

Mais três combates da pesada completam o card principal do UFC 223. Na abertura das ações, os sempre empolgantes Al Iaquinta e Paul Felder medem forças. Em seguida, em luta que entrou de última hora na porção principal depois dos acidentes de quinta-feira, Zabit Magomedsharipov enfrenta Kyle Bochniak. Por fim, Renato Moicano defende seu posto no ranking contra o ascendente Calvin Kattar.

Nota da edição: por conta do ataque promovido por Conor McGregor, Michael Chiesa ficou incapacitado de lutar por ter sido atingido por estilhaços de vidro.

O canal Combate fará a transmissão do UFC 223 ao vivo e na íntegra. A primeira luta das preliminares terá início às 19:15h, enquanto o card principal está marcado para começar às 23:00h, sempre pelo horário oficial de Brasília.

Cinturão Peso Leve: #2 Khabib Nurmagomedov (RUS) vs. C FW Max Holloway (EUA)

Por Alexandre Matos

Khabib Nurmagomedov

Parece que finalmente Nurmagomedov (25-0 no MMA, 9-0 no UFC) se tornou um lutador com calendário de atuações confiável. Depois de passar tanto tempo fora de ação por conta de inúmeras lesões, o combate deste sábado será realizado apenas três meses e uma semana da última aparição, quando o russo dizimou Edson Barboza.

Para chegar até aqui, o russo juntou alguns belos feitos. Ele é um dos cinco a abrir a carreira no UFC com nove vitórias seguidas; é o recordista de quedas aplicadas numa luta (21); tem a quarta maior média de quedas aplicadas por 15 minutos no UFC; é dono da segunda maior sequência de vitórias da história do peso leve do UFC; é quem mais aplicou golpes contundentes no chão na história do peso leve e o sétimo em todos os tempos no UFC.

Nurmagomedov é uma força da natureza. Ir ao chão com ele é um pesadelo cuja única chance de evitar seria nocauteá-lo rapidamente. Porém, estamos falando da quarta melhor defesa de golpes da história dos leves. Para piorar, Khabib bate com potência e, embora apresente, um repertório simples, sabe usar combinações que podem machucar ou encurtar a distância. No clinch e nas quedas, o único a fazer frente com ele foi Gleison Tibau, há longos seis anos, na segunda luta do russo no UFC. Fosse realizada hoje, uma revanche certamente traria contornos bem piores para o brasileiro.

Max Holloway

Se Nurmagomedov é um homão da porra, não se pode dizer nada menos de Holloway (19-3 no MMA, 15-3 no UFC). O atual campeão dos penas aceitou a furada de encarar Khabib com seis dias de antecedência – isso sem levar em consideração que não estava apto a enfrentar Frankie Edgar há um mês. A coragem do havaiano é pautada não só no cinturão e nas duas destruições de José Aldo, mas na incrível sequência de 12 vitórias na maior organização do MMA mundial.

Holloway é empolgante desde que estreou. Corajoso, com mentalidade ofensiva, agressivo, ele tem o clássico estilo que faz a alegria dos fãs. Com os anos, foi ganhando experiência e evoluiu a técnica de striking a um dos níveis mais altos na atualidade, em qualquer categoria de peso. Max ataca com um volume sufocante, que cresce à medida que o tempo passa. Não tem o menor medo de ser golpeado, mas tem melhorado o sistema defensivo, principalmente pelo jogo de pernas, para não ser tão alvejado como já foi antes. Apesar de não apresentar poder de nocaute com um só golpe, ele tem o mais temido dos poderes, o de obliterar paulatinamente seus oponentes de modo a não lhes dar nenhuma brecha para recuperação.

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Caso Holloway tivesse tido a oportunidade de fazer um camp de treinamento completo para esta luta, poderíamos ver um combate competitivo, com o campeão dos penas dando um trabalho danado para o demônio russo. Porém, com seis dias de preparação (apenas mental e tática) e com o físico de alguém que estava machucado há um mês, as expectativas são sombrias para o corajoso havaiano.

O que fazer para vencer? Manter Khabib longe por 25 minutos? Vocês vão me desculpar, mas não há a menor possibilidade de isso acontecer. Por incrível que pareça, neste sábado a melhor arma para Holloway seria “a mão entrar” num descuido inicial de Nurmagomedov. Porém, vocês sabem o que eu penso a respeito disso.

Max costuma levar um certo tempo para entrar em modo de aceleração total. Até ele chegar neste ritmo, já terá sido abalroado pelo trem de carga. Sob o punitivo ground and pound de Nurmagomedov, ainda não se viu um antídoto eficaz, embora a guarda ofensiva de Holloway seja uma alternativa. Porém, a expectativa é que Khabib tire a alma (e a capacidade física) de Max no primeiro round e espalhe os restos mortais pelo octógono no terceiro com uma finalização ou um nocaute técnico.

Cinturão Peso Palha: C Rose Namajunas (EUA) vs. #1 Joanna Jedrzejczyk (POL)

Por Pedro Carneiro

Rose Namajunas

É até estranho escrever sobre Joanna Jedrzejczyk (14-1 no MMA, 8-1 no UFC) em um mundo no qual ela não é a campeã, mas esse cenário foi fruto do surpreendente nocaute aplicado por Rose Namajunas (7-3 no MMA, 5-2 no UFC), no apoteótico UFC 217. O UFC nos presenteia então com uma revanche imediata para definirmos quem é a mandachuva da categoria.

Rose desembarcou no UFC após uma passagem no Invicta FC com certa expectativa, porém acabou finalizada por Carla Esparza na final do TUF 20. A derrota e a consequente queda nas esperanças fizeram bem à americana, que despachou Angela Hill, Paige VanZant e Tecia Torres. Após um tropeço contra Karolina Kowalkiewicz, Namajunas finalizou Michelle Waterson e chocou o mundo ao nocautear Jedrzejczyk, quando levou o cinturão.

A atual campeã é dona de um jogo completo. A receita envolve uma combinação de caratê, taekwondo e kickboxing, somada com boas transições para se aproximar mudando de nível e, ainda, variadas finalizações, sejam partindo de posições de superioridade ou até mesmo da guarda.

Joanna Jedrzejczyk

A surpreendente derrota para Namajunas encerrou um ciclo de destruição de Jedrzejczyk. A polonesa vinha de oito vitórias no UFC, sete delas em lutas por cinturão e várias em imensos massacres. Joanna estava a uma luta de se tornar a campeã mais dominante da história do UFC quando foi nocauteada por Rose, em novembro passado.

Dizem que o Tinhoso pode se apresentar das mais variadas formas e com os mais diversos nomes. Às vezes se revela pela alcunha de Rabo de Seta, outras vezes como Macaco Voadouro. Em tempos, pode aparecer como mulher, com o nome de Marcia do Mal. Recentemente, o Suco de Sangue tem surgido no UFC em forma de Joanna Jedrzejczyk, um Coisa-Ruim em miniatura, que traz do fundo do inferno um pacote de jabs, ganchos, joelhadas, cotoveladas e thai clinch em um volume diabólico, acrescentados por uma movimentação excelente, uma grande capacidade de criar ângulos e uma defesa de quedas que segue em evolução nítida.

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A primeira luta deixou todo mundo perplexo, incluindo Joanna. A pergunta de um milhão de dólares agora é se Rose conseguirá repetir o exorcismo realizado no dia 4 de novembro de 2017.

Joanna não deve vacilar a ponto de se permitir ficar muito tempo no chão para ser finalizada, dada a qualidade do jiu-jítsu de Rose. Por outro lado, a campeã pode não resistir caso fique muito tempo no thai clinch de Joanna. A polonesa deve ter estudado centenas de vezes as falhas que permitiram que os cruzados de Namajunas a levassem à lona. Portanto, a agora desafiante deve vir mais ligada, com o plano de controlar a distância, minando Namajunas com golpes na cabeça ou no corpo e tentando capitalizar em alguma brecha aberta pelas suas violentas combinações. A aposta aqui é que Joanna Jedrzejczyk retome o cinturão e restabeleça o seu reinado.

Peso Pena: #11 Renato Moicano (BRA) vs. #13 Calvin Kattar (EUA)

Por Pedro Carneiro

Renato Moicano

Renato “Moicano” Carneiro (11-1-1 no MMA, 3-1 no UFC) chegou no UFC depois de uma ótima carreira no MMA nacional, vencendo grandes nomes do cenário local e conquistando o cinturão interino do Jungle Fight. Na estreia no UFC, finalizou Tom Niinimaki e, quase dois anos depois, venceu o duro Zubaira Tukhugov. Após as duas vitórias, foi atirado aos leões e passou com segurança pelo violento Jeremy Stephens, mas sucumbiu em um duelo de prospectos contra Brian Ortega, quando vencia a peleja até ser finalizado no terceiro round.

Moicano fez o seu camp na American Top Team, mas construiu e lapidou seu jogo eficiente de muay thai e jiu-jítsu na Constrictor Team, em Brasília. Ele tem ótima movimentação lateral, usa muito bem os contra-ataques e utiliza combinações curtas associadas a um alto volume de golpes. O wrestling defensivo é decente e o brasiliense possui ótimas finalizações, principalmente o mata-leão, que é a sua marca registrada. Numa época em que o MMA brasileiro procura renovação e prospectos, Renato é um dos melhores lutadores da nova geração.

Calvin Kattar

Calvin Kattar (18-2 no MMA, 2-0 no UFC) chegou no UFC vencendo Andre Fili e logo em seguida foi colocado para enfrentar o prospecto, apontado como um top 10 do futuro pelo MMA Brasil, Shane Burgos. Kattar tirou a invencibilidade de Burgos usando jabs que pareciam mais britadeira no rosto do oponente, que foram minando a resistência de Shane até os dois uppercuts capitais.

O “Finalizador de Boston” tem velocidade e potência, características que são valorizadas pelo seu tamanho acima da média da divisão. Kattar também usa os contragolpes com bom aproveitamento, usando com precisão a envergadura e os reflexos apurados. O wrestling é razoável e o jogo de chão deveria ser o foco das atenções, uma vez que Kattar já apresentou problemas ali – ele é faixa-azul de jiu-jítsu.

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Temos aqui uma luta equilibrada, com leve favoritismo para o brasileiro. É difícil não levar Kattar a sério depois do que ele fez com Shane Burgos, enquanto Renato já é uma realidade na categoria.

Moicano deve usar o muay thai e a movimentação lateral para levar a luta na decisão ou esperar uma brecha dada pelo adversário para conduzi-lo ao chão e estrangulá-lo. Enquanto isso, Kattar provavelmente deverá adotar os contragolpes para encontrar o brasileiro na passada exata para acertar seus ataques mais potentes. A aposta aqui é no primeiro cenário, favorável a Renato Moicano, mas não fiquem surpresos caso Kattar consiga derrubar mais um prospecto.

Peso Pena: Zabit Magomedsharipov (RUS) vs. Kyle Bochniak (EUA)

Por Alexandre Matos

Zabit Magomedsharipov

Provavelmente o principal talento elencado no nosso projeto Top 10 do Futuro, Magomedsharipov (14-1 no MMA, 2-0 no UFC) só fez aumentar as expectativas sobre seu futuro nas duas apresentações que fez no principal octógono do mundo. O daguestani estreou em setembro passando o carro em Mike Santiago. Pouco menos de três meses depois, voltou para atropelar Sheymon Moraes. Felizmente o UFC não saiu emendando lutas para o super prospecto, dando pouco mais de quatro meses para seu retorno.

Ex-campeão do ACB, Zabit é um fenômeno nos aspectos técnico, físico e mental. Ele é muito forte na luta agarrada, que mistura o wrestling da maior potência mundial com um jogo de chão sufocante e de muita pressão, seja para buscar uma finalização ou no violento ground and pound. Porém, se engana quem pensa que este é o principal aspecto de seu estilo de luta. Magomedsharipov é um multicampeão de wushu, que também se enveredou pelo boxe e kickboxing. O sujeito produz muita potência nos golpes, apesar do aspecto magrila enganar muita gente, e é criativo e destemido o suficiente para mandar um showtime kick na estreia no UFC.

Kyle Bochniak

Tido certa feita como um bom prospecto na divisão, Bochniak (8-2 no MMA, 2-2 no UFC) não empolgou nas quatro oportunidades que teve no UFC e hoje segue apenas lutando pelo emprego. Ele foi derrotado pelos dois oponentes mais qualificados que enfrentou (Charles Rosa e Jeremy Kennedy) e venceu Enrique Barzola de modo controverso.

O americano de Gloucester, Massachussets, tem no jogo de quedas e transições o seu ponto mais forte. O clinch algumas vezes é confiável, pelo menos contra oposição de menor talento, o que não é o caso deste próximo compromisso. Na troca de pancadas em pé, ele costuma mostrar potência no começo dos combates e um bom volume de golpes, mas isso tudo desaba conforme o tempo passa. Os chutes baixos são úteis e talvez represente a melhor ferramenta para encarar a furada em que se meteu.

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Eu duvido que Bochniak consiga botar Magomedsharipov para baixo. Se tentar lutar no clinch, deve levar cotovelada e joelhada até o raiar do sol, além de tomar quedas e ficar por baixo de um ground and pound desagradável. Se resolver transformar a luta em pancadaria, deve levar um atraso fenomenal. Então não tem jeito para o americano? Bom, ele pode contar com a sorte ou mostrar um talento que eu ainda não vi. Os chutes baixos, para quebrar a movimentação do russo e enfraquecer sua base, devem ser utilizados sem parcimônia. No entanto, a aposta é que Bochniak será varrido.

Peso Leve: #11 Al Iaquinta (EUA) vs. Paul Felder (EUA)

Por Diego Tintin

Al Iaquinta (13-3-1 no MMA, 8-2 no UFC) foi revelado como uma grande promessa, ao ser vice-campeão da 15ª edição do TUF americano. Depois de perder o programa para Michael Chiesa, conquistou oito vitórias no octógono, algumas delas contra gente de muito bom nível, como Kevin Lee, Joe Lauzon, Diego Sanchez e uma decisão polêmica contra Jorge Masvidal. No caminho, apenas uma derrota surpreendente para o limitado – porém oportunista – Mitch Clarke.

Enrolado em diversas discordâncias contratuais com os patrões, Alexander fez apenas uma luta após o duelo com Masvidal que aconteceu há exatos três anos. Como a peleja solitária deste intervalo durou menos de dois minutos, não sabemos o quanto a inatividade pode atrapalhar seu rendimento em uma luta mais longa.

O antigo pupilo de Pat Miletich foi recrutado por Matt Serra e Ray Longo ainda bem jovem. Com o muay thai bem afiado por Longo e a faixa roxa de jiu-jítsu calibrada por Serra e Renzo Gracie, Iaquinta é um atleta muito versátil e talentoso. Sua produção ofensiva é de alto volume, incluindo combinações criativas e muita tenacidade para pressionar seus oponentes. Mas o seu jogo defensivo ainda não está no mesmo patamar, deixando espaço para ser derrubado algumas vezes e até mesmo cedendo posições fundamentais no solo, de maneira que Chiesa e Clarke conseguiram derrotá-lo mesmo sendo naturalmente menos talentosos. Ao menos seu oponente não parece muito interessado em levar o combate para o solo.

No início de sua jornada no octógono, Paul Felder (15-3 no MMA, 7-3 no UFC) era visto como um nocauteador criativo, mas ainda gerava desconfiança por trazer uma instabilidade típica dos jovens. Um lindo nocaute via soco rodado sobre Danny Castillo e uma troca de chumbo pesado com Edson Barboza (apesar da derrota) foram suficientes para colocá-lo no radar do densamente povoado peso leve. Quando se encontrava em ascensão, derrotas para os experientes Ross Pearson e Francisco Massaranduba fizeram com que precisasse reconstruir o pavimento para lutar por um lugar no ranking. De fato, as cinco vitórias nas últimas seis lutas, incluindo lutadores de valor como Charles Oliveira e Steve Ray, o trouxeram a esta oportunidade de finalmente aparecer entre os quinze melhores desta selva.

Felder é um striker mais habituado a contra-ataques, que abusa da criatividade em chutes e socos inesperados e eficientes. Ostenta faixa preta de taekwondo e caratê e, baseado na movimentação destas artes, confunde os oponentes e semeia oportunidades de contragolpes. Esta postura ainda é uma eficiente forma de escapar de ataques e tentativas de quedas quando necessário. Porque o wrestling defensivo ainda necessita de evolução, mas não é fácil derrubá-lo simplesmente por ser difícil pressioná-lo. O “Dragão Irlandês” é graduado ainda com a faixa roxa de jiu-jítsu e apresenta uma perceptível evolução para se defender e retornar à luta em pé, após passar alguns sufocos no início da carreira.

Al Iaquinta vs Paul Felder odds - BestFightOdds
 

Um lutador valente e agressivo, como Iaquinta, costuma dar luta empolgante quando enfrenta um porradeiro especialista em revidar pancadaria, como Felder. Portanto, temos aqui uma contenda promissora neste evento confuso e interessante. A inatividade de Iaquinta pode ser um fator contra um dos mais ativos atletas do plantel. Após muita troca de sopapos, apostamos aqui em vitória de Felder por decisão.

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