UFC 219: Cyborg vs. Holm – Prévia do Card Principal

Para fechar o ano, o UFC 219 traz um card principal repleto de combates relevantes e muita promessa de ação, liderado pela disputa do cinturão do peso pena feminino.

Mais um ano chega ao fim e o UFC prepara novamente um grande desfecho. A T-Mobile Arena, em Las Vegas, será palco do UFC 219, evento cujo card principal traz a mais intrigante luta do MMA feminino na atualidade, além de outros combates muito relevantes em suas categorias.

No confronto principal da noite, Cris Cyborg faz a primeira defesa do cinturão da contestável categoria peso pena feminino. A brasileira terá pela frente a americana Holly Holm, ex-campeã da categoria de baixo e que foi derrotada na disputa inaugural do peso pena.

O vencedor do duelo coprincipal deverá ser catapultado à disputa do cinturão do peso leve, seja ele o linear ou o interino. O russo Khabib Nurmagomedov coloca sua enorme invencibilidade em jogo contra o nocauteador brasileiro Edson Barboza.

Pela divisão mais leve da organização, a ascendente Cynthia Calvillo e a ex-campeã Carla Esparza lutam para pleitear o posto de desafiante no peso palha. Abrindo o card principal, o rei da violência Carlos Condit busca recuperação no peso meio-médio contra Neil Magny.

Todas as lutas do UFC 219 serão exibidas ao vivo e na íntegra pelo canal Combate. A primeira luta preliminar está prevista para às 22:00h, enquanto a porção principal do card deve ir ao ar a partir da 01:00h, sempre pelo horário oficial de verão de Brasília.

Cinturão Peso Pena: (C) Cris Cyborg (BRA) vs. Holly Holm (EUA)

Por Alexandre Matos

Cris Cyborg

A campeã não-coroada finalmente exibe seu troféu pelo mundo. Pode-se até achar que o peso pena feminino não deveria existir no UFC, mas já que existe, nada mais justo que o cinturão pertencer a Cyborg. A campeã ostenta invejável cartel profissional de 18-1, com a derrota solitária na primeira luta. No octógono, Cris venceu as três coitadas que se arriscaram a enfrentá-la. Na mais recente aparição, bateu a ex-campeã do pelo galo do Invicta FC Tonya Evinger, no UFC 214, quando conquistou o cinturão vago por Germaine de Randamie.

Cris fez fama de predadora insaciável. Com um muay thai agressivo e força física que nunca encontrou par no MMA feminino, ela normalmente dá contornos finais ao combate no momento em que a primeira bomba atinge em cheio a adversária. Nesta hora, a coragem das rivais vai embora. Como dizia Mike Tyson, todo mundo tem um plano até levar a primeira porrada na cara. Isso logicamente não é uma regra, mas funciona que é uma beleza com Cyborg. De quebra, a brasileira é perigosa no chão, boa nas transições, nos botes e, claro, no ground and pound dos infernos. A grande interrogação de sua carreira é: como ela lidará quando alguém a fizer errar golpes, a cansar de correr atrás da vítimae armar um sistema de movimentação e contragolpes mais técnico que seus avanços? Teremos a resposta neste sábado, para o bem ou para o mal.

Holly Holm

Há quem critique a escolha de Holm (11-3 no MMA, 4-3 no UFC) como primeira desafiante de Cyborg. É aquele negócio: numa categoria que mal existe, se não tem tu, vai tu mesmo. Mas não é bem assim. O copo meio vazio diz que Holm tem três derrotas nas últimas quatro lutas. O copo meio cheio diz que ela vencia Miesha Tate com facilidade quando foi pega no quinto assalto e que foi vítima de julgamento controverso contra De Randamie.

Uma das maiores campeãs da história do boxe profissional feminino, Holm desenvolveu um jogo sólido em sua migração para o MMA. O striking, obviamente, é de alto nível, não só no aspecto ofensivo, com combinações técnicas de socos e chutes, mas especialmente no âmbito defensivo, com movimentação lateral, ótimo uso do pivô e capacidade de evasão. Para ser uma lutadora ainda mais perigosa, Holm precisa aumentar o volume ofensivo sem comprometer o sistema defensivo – este lapso deixa brechas que Cyborg pode capitalizar com veemência. Na luta agarrada, atletas com base de muay thai e judô encontram mais dificuldades em se aproximar e grudar do que as wrestlers.

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Este duelo é o mais intrigante que o MMA feminino pode promover na atualidade. Cyborg parece invencível e imparável, mas, se há um antídoto para sua fúria, o jogo de Holm se encaixa perfeitamente. Por outro lado, a americana nunca enfrentou uma oponente tão grande, tão forte e tão feroz em sua carreira, nem mesmo no boxe – a história seria diferente se a “Filha do Pastor” tivesse encarado Cecilia Brækhus na nobre arte.

Cyborg tem uma mentalidade ofensiva que a faz caçar as adversárias como um predador atrás da refeição. Já Holm foi fabricada para conter esse tipo de ímpeto e arrefecer mentes agressivas. A americana tem o jogo de pernas mais fluido do MMA feminino mundial e uma capacidade ímpar de se afastar do perigo, de evitar o clinch e o confronto no infighting.

Cyborg terá que ter muita paciência para lidar com a desafiante. A campeã provavelmente será obrigada a atuar na longa distância e verá alguns golpes passarem no vazio. Fosse uma luta de três rounds e eu faria uma ousadia. Porém, 25 minutos é muito tempo e Cyborg precisa de pouco para dar cabo de uma adversária, ainda que Holm tenha um queixo e coração dos infernos, vide derrota para Anne Sophie Mathis, no boxe. Assim, a aposta é na manutenção do cinturão com um nocaute técnico tardio.

Peso Leve: #2 Khabib Nurmagomedov (RUS) vs. #4 Edson Barbosa (BRA)

Por Pedro Carneiro

Khabib Nurmagomedov

O grande representante da invasão e conquista dos russos no MMA americano, Nurmagomedov (24-0 no MMA, 8-0 no UFC), é uma prova de que o ditado russo Аппети́т прихо́дит во вре́мя еды́ (o apetite vem com o comer) não é bem assim, já que ele fez apenas uma luta em 2014, nenhuma luta em 2015, duas no ano passado e vai para a segunda de 2017 já no apagar das luzes do ano.

Inatividades à parte, quando os planetas se alinham e Nurmagomedov pisa no octógono, as coisas tendem a ficar feias para os adversários. Com o melhor wrestling da categoria, talvez o melhor jogo de quedas do UFC e um controle posicional no estado da arte, o russo despachou os oito adversários na organização sem muitas dificuldades. Dentre eles, tivemos lutadores do calibre de Rafael dos Anjos (que estava no início do seu processo de transformação em demônio que está ocorrendo a olhos vistos) e Michael Johnson. Oriundo do sambô, Nurmagomedov tem um jogo em pé razoável, muita resistência física e um wrestling tão envolvente que fez com que todos os que ousaram se colocar no seu caminho fossem arremessados como brinquedos e somassem as estatísticas do cartel perfeito do russo.

Edson Barboza

Depois de um período de instabilidade, é razoável afirmar que Edson Barboza (19-4 no MMA, 13-4 no UFC) está no melhor momento da sua carreira. Após entregar uma ótima exibição contra Tony Ferguson até o momento em que foi finalizado, o friburguense presenteou os anais da história do MMA com uma pintura em forma de joelhada voadora de encontro contra Beneil Dariush, depois de controlar os antigos campeões do UFC, WEC e Strikeforce Anthony Pettis e Gilbert Melendez.

Barboza é fruto da escola clássica do muay thai, com golpes potentes, rápidos e certeiros, que fizeram a alegria da indústria de analgésicos em todas as oportunidades em que os chutes do brasileiro encontraram o corpo de algum incauto – Edson tem nocautes com chutes baixo, no corpo e alto. Houve uma visível melhora no boxe defensivo e na defesa de quedas, o que possibilitou um aumento de confiança para que o botafoguense soltasse seus golpes sem medo de ser feliz.

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Temos aqui mais um claro confronto de estilos. O mais legal dessa luta é que os dois são tão excelentes em suas respectivas áreas que nenhum dos lutadores poderá se distrair durante os 15 minutos de ação.

Khabib já deu declarações de que resolveu o seu problema no corte de peso e deve aparecer em ótima condição para a peleja. Edson deve apostar na velocidade dos seus chutes para evitar ser bloqueado e derrubado e aproveitar o início lento do russo para nocauteá-lo. Já Nurmagomedov deve vir com seu jogo de carrapato para grudar Barboza no chão e partir para sua trinca de quedas, ground and pound e finalizações.

Em confronto de estilos assim, é comum que a vitória fique com quem consegue impor o seu modo de luta sobre o outro. A ideia de Barboza de tentar nocautear no começo é o plano da maioria dos adversários de Nurmagomedov e até hoje nunca deu certo. Khabib nunca teve frustrado o seu desejo de derrubar pessoas e dificilmente será o brasileiro o pioneiro em impedi-lo. A aposta aqui é que Nurmagomedov imponha a sua vontade para vencer na decisão ou se aproveitar do cansaço de Barboza para obter uma finalização.

Peso Leve: Dan Hooker (NZL) vs. Marc Diakiese (COD)

Por Gabriel Carvalho

Dan Hooker

Dan Hooker (14-7 no MMA, 4-3 no UFC) jamais emplacou duas vitórias em sequência no octógono, mas eu duvido que alguém ligue, pois o ex-porteiro é um dos lutadores mais legais de se assistir hoje no UFC. Na última vez que lutou, aplicou um nocautão no veterano Ross Pearson. Um dos maiores atletas do peso leve – são 1,82 de altura e 1,92 de envergadura – Hooker trabalha golpes longos, como chutes frontais, jabs e se aproxima bem com chutes baixos. Ele tem uma característica muito legal de quase sempre responder os golpes que é atingido, o que acontece de forma frequente, já que ele é um “queijo suíço” no aspecto defensivo.

Marc Diakiese

Já conversei com Din Thomas e Mike Brown, e os dois técnicos da American Top Team confirmaram que Marc Diakiese (12-1 no MMA, 3-1 no UFC) é o principal prospecto da academia, pelo menos na opinião deles. Será a primeira luta de Marc após perder sua invencibilidade, tendo perdido para Drakkar Klose. Um atleta moldado para o MMA, Diakiese tem um arsenal bem interessante em pé, com muitos chutes na linha de cintura, apostas em socos cruzados e certa criatividade na produção de seus golpes. No chão, normalmente consegue prevalecer em alguns casos pela força física, mas já foi mostrado que tem muita dificuldade no wrestling, o que pode limitar os objetivos do africano no octógono.

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Klose já mostrou como é o caminho para bater Diakiese: não deixe ele começar a imprimir ritmo e o pregue no chão. Pode parecer fácil na teoria, mas não me recordo de Hooker agindo como wrestler, o que facilitaria o caminho dele. Por ter a vantagem em altura e envergadura, o neozelandês pode apostar em diversos chutes baixos e na linha de cintura de Marc, que mais talentoso, tentará se aproximar do raio de ação de Hooker diversas vezes, e provavelmente atingirá Daniel com seus potentes socos de direita. A aposta é que Hooker abrirá o bico em algum momento e Diakiese anotará mais um nocaute, ou controlará a luta até vencer em uma animada decisão.

Peso Palha: #6 Cynthia Calvillo (EUA) vs. #9 Carla Esparza (EUA)

Por Rafael Oreiro

Cynthia Calvillo

Uma das maiores revelações do ano de 2017, Cynthia Calvillo (6-0 no MMA, 3-0 no UFC) chegou totalmente desconhecida já sendo alocada no card principal do UFC 209, depois do cancelamento da luta entre Tony Ferguson e Khabib Nurmagomedov. Tendo pouco trabalho para finalizar Amanda Cooper, ela foi novamente posta na porção principal de um pay-per-view, dominando completamente Pearl Gonzalez antes de conseguir um mata-leão no terceiro round. Recebendo uma adversária de nível mais elevado já em sua terceira luta no UFC, Calvillo novamente não teve grandes dificuldades em vencer Joanne Calderwood na Escócia, conquistando sua segunda vitória na carreira pela decisão dos juízes.

Produto da Team Alpha Male, Calvillo é primeiramente uma grappler. Com boas entradas de queda e uma bela desenvoltura no chão, ela é bastante agressiva na busca por finalizações, o que por vezes a faz perder posições de dominância no solo. Porém, em sua luta contra Calderwood, ela demonstrou que vem melhorando outros aspectos de seu jogo. Em pé, Calvillo mostrou ter combinações rápidas, variando muito bem entre o corpo e a cabeça para confundir a oponente.

Carla Esparza

Três anos atrás, era quase indiscutível que Carla Esparza (12-4 no MMA, 3-2 no UFC) era uma das melhores pesos palha do mundo, com muitos ainda a considerando a melhor. Conquistando o cinturão do UFC depois de vencer a vigésima temporada do The Ultimate Fighter, com vitória sobre a atual campeã Rose Namajunas, seu reinado foi o segundo mais curto da história da organização. Praticamente três meses após conquistar o título, Esparza foi completamente surrada e desmoralizada por Joanna Jedrzejczyk. Depois de passar um ano sem lutar, ela emendou uma sequência de apresentações bem decepcionantes, com vitórias sobre Juliana Lima e Maryna Moroz e uma derrota para Randa Markos.

Em seus tempos de campeã, Esparza era uma lutadora com jogo totalmente sufocante, grudando em sua adversária na primeira oportunidade possível e só soltando no final do round. Para isso, ela usava as habilidades que adquiriu no circuito universitário de wrestling, onde inclusive foi All-American, e uma boa habilidade adquirida no jiu-jítsu, apesar de não ser grande finalizadora. Em pé, ela sempre fez somente o necessário antes de conseguir se aproximar para buscar quedas, e acabou tendo todas as suas falhas evidenciadas depois que não conseguiu impor seu jogo sobre Jedrzejczyk.

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Esse combate tem todo o potencial para posicionar Cynthia Calvillo como uma das próximas desafiantes da categoria. Mas para isso, ela precisará provar ser capaz de lidar com o jogo de pressão de Esparza, que tem maior capacidade no wrestling e tem o centro de gravidade bastante baixo, o que dificultará qualquer tipo de tentativa de queda da Alpha (fe)Male.

O provável é que Esparza leve vantagem no primeiro round, não tendo facilidade de controlar sua adversária no chão, mas fazendo o suficiente para levar a parcial. Porém, o jogo que a ex-campeã busca impor sempre acaba causando muito desgaste, e conforme ela for cansando, Calvillo crescerá na luta e passará a controlar a luta na troca de golpes, levando a vitória na decisão dos juízes.

Peso Meio-Médio: #8 Carlos Condit (EUA) vs. #12 Neil Magny (EUA)

Por Pedro Carneiro

Carlos Condit

Carlos Condit (30-10 no MMA e 7-6 no UFC) é um dos lutadores mais agressivos e versáteis que o MMA já viu. Com uma caixa de ferramentas lotada de socos e chutes dos mais diversos ângulos, cotoveladas que saem do mais profundo abismo do inferno e uma guarda bastante agressiva, Condit é uma máquina de machucar pessoas. Ex-campeão do WEC e interino do UFC, a cada ameaça de se aposentar, Carlos deixa os fãs tristes. Felizmente não será dessa vez.

Apesar de tudo, o “Assassino por Natureza” vem de resultados irregulares nos últimos combates. Após uma atuação magistral no espancamento aplicado em Thiago Pitbull, em Goiânia, há dois anos e meio, ele foi superado pelo ex-campeão Robbie Lawler numa luta apertada e acabou completamente anulado por Demian Maia no ano passado, que expôs as dificuldades do americano quando pressionado nas costas.

Neil Magny

Se o assunto é irregularidade, Neil Magny (19-6 no MMA e 12-5 no UFC) está numa montanha russa de resultados desde o ano passado, após ter ostentado a maior série invicta da divisão, com sete triunfos seguidos entre 2014 e 2015. Após a vitória sobre Hector Lombard, Magny foi superado por Lorenz Larkin, venceu Johny Hendricks e retomou o flerte com a derrota contra Rafael dos Anjos.

Magny é um lutador de braços muito compridos, que usa os jabs alongados e uma grande quantidade de socos na longa distância para manter o oponente sempre se defendendo. Ele possui um jogo de pernas razoável, sabe usar o clinch como ferramenta para um wrestling ofensivo mediano e um jiu-jítsu Lulu Santos (não vou dizer que é ruim, também não é tão bom assim). Defensivamente, no entanto, Magny tem tantos problemas que acaba ficando pelo caminho na corrida rumo à elite da categoria.

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Magny deve tentar manter Condit no seu jogo de controle de distância. Contudo, nessa estrada que ele está percorrendo, Condit já foi e voltou duas vezes, comprou a pista e cobra pedágio. Outra perspectiva é tentar colocar o wrestling na conversa, mas Condit tem competência para usar a guarda ofensiva e se levantar. E quando o combate ficar na troca de golpes, Carlos é uma força da natureza. Seja na longa distância ou no furacão de golpes que Condit faz na média e curta distância, é provável que o ex-campeão mostre que está num nível acima do rival e consiga a interrupção lá pelo segundo round.

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Eu acho que a Esparza frustra a Calvillo e gruda ela na grade o suficiente pra ganhar a luta, e o Magny é tão engraçado que qualquer cara do top 15 parece que o jogo nunca casa pra ele, mas ele ainda dava um jeitinho de ganhar, até do Gastelum, mas parece que essa fase deu uma diminuida, espero que o Condit não mostre desinteresse na luta.

    • Gabriel Carvalho

      A Esparza vem se arrastando há um tempo. Vai ser um pouco mais difícil pra ela tentar controlar alguém mais forte fisicamente e com um grappling bem mais perigoso que da Maryna Moroz, por exemplo.

      O Magny provavelmente é um dos piores top 15 do UFC se contar o meio-médio pra baixo.

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        Eu acho que vai ser a luta pra gente realmente dar o veredito se Calvillo tá pronta pra uma disputa, Cooper e Gonzalez não são do melhor nível e Calderwood é striker, vai ser bacana quero ver como ela se comporta.

        • Gabriel Carvalho

          Acho precipitado tirar veredito disso. Se estiver pronta pra lutar pelo cinturão, tem que pegar o grupo Joanna-Claudia-Jessica-Tecia. Mas acho que ela pega atalho e disputa a cinta mesmo sem lutar com alguma das citadas.

    • Magny ganhou do Gastelum quase por acidente.

      • marcio

        não.

  • Binho Vianna

    Hooker tem um cardio melhor que Diakiese. Sobre a Cyborg, acho que ela vai ousar, clinchar e tentar submeter, se eu tiver certo, lá pelo terceiro ou quarto round pagando 101@ nas casas de apostas $$$$

    • Hooker pode levar um nocautaço do Diakiese e mandar o cárdio pra lanternagem.

  • James sousa

    Acho que a Holm tem condições de aproveitar umas brechas que a Cyborg dar (vale ressaltar que no UFC 214, a Cristiane melhorou muito) para conseguir mais uma vez surpreender o Mundo

    • Gabriel Carvalho

      Eu só acho que a Holly tem um pouco de dificuldade em lidar com pressão e com gente tão boa quanto ela na trocação. Não era pra ter perdido pra Valentina ou pra Germaine. Acho que isso vai pesar e a Cyborg ganha depois de 5 rounds.