UFC 212: Aldo vs. Holloway – Prévia das Lutas Principais

UFC 212: Aldo vs. Holloway – Prévia das Lutas Principais
MMA

De volta ao Rio de Janeiro depois de quase dois anos, o octógono mais famoso do mundo abrigará a primeira unificação de cinturão já vista em nosso país na luta principal do UFC 212, entre os campeões José Aldo e Max Holloway.

Quase dois anos depois, o octógono mais famoso do mundo retorna ao Rio de Janeiro, seu palco preferido em território nacional. A Jeunesse Arena, novo nome para um antigo palco, recebe neste sábado o UFC 212, evento de pouco apelo comercial, mas enorme em capacidade de entretenimento.

O duelo principal traz a primeira luta de unificação do UFC no Brasil. O campeão José Aldo e o interino Max Holloway disputam um duelo em que apenas um sairá com o cinturão.

No combate coprincipal, Claudia Gadelha e Karolina Kowalkiewicz disputam o posto isolado de número dois do mundo no peso palha. Antes delas, Vitor Belfort finalmente tem uma disputa condizente com seu atual momento contra o também veterano Nate Marquardt.

Abrindo o card principal, dois duelos que tendem à anarquia: Paulo Borrachinha encara Oluwale Bamgbose e Erick Silva mede forças com Yancy Medeiros. Puxada das preliminares, a aguardada estreia de Marlon Moraes contra o ex-parceiro de treinos Raphael Assunção também faz parte desta prévia.

O UFC 212 terá transmissão ao vivo e na íntegra pelo canal Combate. A TV Globo vai mostrar as principais lutas do evento após o Altas Horas. A primeira preliminar está agendada para às 19:30h, enquanto o card principal vai ao ar a partir das 23:00h, sempre no horário oficial de Brasília.

Cinturão Peso Pena: (C) José Aldo (BRA) vs. (CI) Max Holloway (EUA)

Por Pedro Carneiro

José Aldo

O campeão José Aldo (26-2 no MMA, 8-1 no UFC) vem tendo uma frequência quase anual no octógono desde que venceu Chad Mendes, no UFC 179, ocorrido também na Cidade Maravilhosa. A partir de então, vimos a derrota acachapante contra Conor McGregor e a reconquista do cinturão, que ficou vago, contra Frankie Edgar, em uma apresentação quase irretocável do brasileiro.

Apesar da montanha-russa (ou seria irlandesa?) que Aldo vive nos últimos anos, falamos aqui de um dos maiores lutadores da história do MMA. Detentor de boxe e muay thai poderosos e velozes, suas combinações são bastante rápidas e sua precisão beira o estado da arte. Aldo esconde os golpes com maestria, atrapalhando a defesa dos adversários, e seus chutes baixos funcionam como um tíquete de viagens ao inferno para a base e a movimentação dos oponentes. O muay thai agudo faz com que seu clinch seja bastante perigoso e ainda pode funcionar como um catalisador para as quedas. O jogo de pernas e quadril, aliado à movimentação da cabeça, estão no mais elevado patamar, e os pêndulos são uma aula grátis para qualquer um que assista. Essa combinação prova duas coisas: mais difícil do que atingir seu rosto é derruba-lo e que Aldo possui tantos recursos ofensivos e defensivos que é quase impossível mapeá-lo.

Max Holloway

Buscando unificar os cinturões, temos Max Holloway (17-3 no MMA, 14-3 no UFC), campeão interino que não vê a cara da derrota há três anos. Numa ascensão meteórica, o havaiano deixou pelo caminho Cub Swanson, Jeremy Stephens, Ricardo Lamas e terminou de faxinar as boas lembranças que ainda existiam de Anthony Pettis. Ninguém mais lembra das derrotas para Conor McGregor, Dustin Poirier ou a absurda contra Dennis Bermudez. São 10 vitórias seguidas.

Com uma excelente movimentação lateral, um volume de socos quase inacreditável e um jogo de chão incansável, o havaiano é uma máquina ofensiva muito difícil de lidar. O calcanhar de Aquiles de Holloway ainda é o wrestling, tanto ofensiva quanto defensivamente, falha que aparentemente vem sendo corrigida. Quando ele conseguir, deixará os adversários ainda mais em dúvida e se tornará um lutador realmente de elite.

Jose Aldo vs Max Holloway odds - BestFightOdds

Se eu fosse mágico, não existiriam drogas, fome nem a possibilidade dessa luta durar menos que 25 minutos. E é nesse caso que essa luta, assim como a peleja contra Chad Mendes, tem tudo para levar José Aldo ao limite.

O esperado é que o brasileiro use socos fortes e finalize as combinações com pesados chutes nas pernas, visando diminuir a movimentação lateral de Holloway. O “Abençoado” deverá quebrar a fortaleza defensiva de Aldo no volume de socos, tentando controlar a luta abafando o brasileiro. Esse cenário deverá conduzir as ações para uma troca constante de domínio e isso certamente refletirá na conquista de rounds. Caso Aldo não lute no limite, sem permitir que Holloway tome o controle das ações, o brasileiro entrará no olho do furacão de socos do campeão interino.

Contudo, a missão do havaiano é difícil, pois mesmo com a movimentação e volume de golpes, Aldo é muito talentoso no controle de distância e aproximação, além de ser um dos melhores contragolpeadores que o esporte já viu. Essa combinação é um empecilho gigante para Max Holloway, que ainda tem problemas defensivos nítidos, que deverão render brechas para Aldo atuar. Em virtude disso, a aposta aqui é que Aldo consiga a vitória por decisão em uma difícil luta.

Peso Palha: #1 Cláudia Gadelha (BRA) vs. #2 Karolina Kowalkiewicz (POL)

Por Anderson Cachapuz

Claudia Gadelha

Quando o UFC abriu a divisão peso palha, a maioria apostou que a primeira desafiante ao cinturão da campeã do TUF 20 seria Claudia Gadelha (14-2 no MMA e 3-2 no UFC). Porém, havia uma polonesa no meio do caminho. A brasileira perdeu a primeira para Joanna Jedrzejczyk, numa eliminatória, de modo bastante controverso, mas a segunda, já valendo o cinturão, foi um revés claro, apesar do bom início de Gadelha. Uma nova vitória sobre Cortney Casey já parece alçá-la a outra eliminatória.

Dona de um jogo sólido e hídrido, boa em quase tudo o que faz, a potiguar é faixa-preta de jiu-jítsu de Jair Lourenço e possui wrestling acima da média nacional. Ela é explosiva, derruba bem usando fintas e trabalha melhor ainda no solo, com boas passagens de guarda e um jogo justo de abafa, no qual dificilmente perde posições. Em pé, também tem talento suficiente para mandar uma striker de elite como Joanna a knockdown. A brasileira defende bem as quedas, o que ajuda a não chegar ao solo em posição de desvantagem. Em pé, a defesa precisa melhorar, especialmente com low kicks, o que pode causar problemas na luta de sábado. E, conforme os rounds vão se passando e ela se cansa, a defesa tende a ficar um pouco mais esburacada, mas isso não deve ser um problema em lutas de três assaltos.

Karolina Kowalkiewicz

Assim como a adversária, Kowalkiewicz (10-1 no MMA e 3-1 no UFC) não sabia o que era perder antes de enfrentar Joanna pelo cinturão da categoria. Após passar bem pelo KSW e Invicta, chegou ao UFC ainda um pouco tímida, com três vitórias por decisões (mas com autoridade) sobre Randa Markos, Heather Clark e na eliminatória contra Rose Namajunas. Alçada à leoa, fez uma luta boa e muito técnica, mas não resistiu e perdeu sua invencibilidade numa decisão unânime.

A polonesa é uma striker talentosa, ágil e com bom condicionamento físico, que suporta um jogo de pressão mortal no clinch (Namajunas passa a mão nas costelas enquanto lê esta prévia). Potente e precisa, Karolina trabalha bem na longa distância e sua boa movimentação, jogo de pernas e cabeça ajudam a angular e bater forte, criando situações de desespero para as adversárias. Defensivamente, a ex-instrutora de krav magá tem dificuldade na curta, expondo o queixo quando parte para o tiroteio. Na luta agarrada, a defesa de quedas e o jiu-jítsu ainda não foram testados nesse nível de competição, muito menos contra alguém com a facilidade de Gadelha em derrubar.

Claudia Gadelha vs Karolina Kowalkiewicz odds - BestFightOdds

Uma pena que esta luta terá apenas três rounds. Num combate que promete nível técnico bastante alto, Claudia e Karolina verão quem consegue impor seu estilo com maior acurácia. A polonesa terá uma missão talvez ainda mais espinhosa do que contra a campeã. Contra Joanna, Neste combate, já se desenhava um duelo de strikers e Karolina não teve tanta preocupação em ser derrubada. Contra Claudinha, isso será uma preocupação constante. Suponho que Kowalkiewicz também tenha dificuldade para encontrar a brasileira, mais rápida e mais ágil. Terá que se apoiar na boa movimentação e ser precisa na longa distância, sua área de conforto.

O confronto de estilos favorece a brasileira. Claudinha é simplesmente mortal nos pontos fracos da polonesa e ainda pode expor deficiências ainda maiores na defesa de quedas e nas habilidades de grappling da adversária. Gadelha deve encurtar rapidamente e jogar no pocket, dali para o solo, em busca de uma rápida finalização. Treinando agora definitivamente nos Estados Unidos, não sabemos como a brasileira virá, mas espera-se que esteja ainda melhor.

Como a polonesa é dura na queda, tem brio, garra e talento, aposto que a tarefa de Gadelha não será fácil e a vitória virá apenas na decisão, em um difícil triunfo pelo posto oficial de “chapa da Joanna”.

Peso Médio: #11 Vitor Belfort (BRA) vs. Nate Marquardt (EUA)

Por Alexandre Matos

Vitor Belfort

Desde que baniram o TRT, a situação de Belfort ficou tensa no UFC. O velho leão tombou quatro vezes nas últimas cinco lutas, vencendo apenas alguém ainda mais velho que ele e igualmente ex-paciente de TRT. Enquanto o UFC foi cruel, colocando gente como Chris Weidman, Ronaldo Jacaré, Gegard Mousasi e Kelvin Gastelum na frente de Belfort, o fim foi sempre igualmente trágico – todas acabaram em nocautes e ele só viu o segundo round contra Mousasi.

Atualmente é complicado fazer uma avaliação técnica do carioca. Provavelmente ele é um dos lutadores mais empolgantes que eu já vi em ação na história do MMA. Porém, isso ficou na história. Mais lento, sem a explosão absurda que o caracterizou, Vitor tem dificuldade de montar um ataque ostensivo. Pior, seus raros momentos de explosão duram pouco e passaram a ser facilmente contornados pelos oponentes.

Nate Marquardt

A situação de Marquardt, pelo menos nos resultados, é menos dura do que a de Belfort desde que ele desistiu de cortar para meio-médio. Ele perdeu quatro dos últimos sete compromissos (ou sete em dez, para ser mais duro) e vem em gangorra de resultados nas últimas quatro lutas. Porém, a concorrência era de nível muito menor do que a de Vitor. Gastelum, oponente similar, passou o carro sem piedade no veterano ex-campeão do Strikeforce.

Houve um tempo em que Nate The Great fazia valer o apelido. Lutador completo, perigoso ofensivamente em todas as fases do jogo, Marquardt também foi vítima da ação voraz do tempo. Ficou lento, sem explosão e viu seu imenso talento ser rebaixado ao patamar de Sam Alvey ou Brad Tavares, oponentes que teriam sido abatidos em sua grande fase. Desde que voltou a trabalhar com Trevor Wittman, Marquardt tentou compensar a insuficiência física com uma abordagem inteligente e cautelosa para poupar o queixo que ficou muito vulnerável.

Nate Marquardt vs Vitor Belfort odds - BestFightOdds

Finalmente o UFC oferece um confronto para Belfort condizente com seu atual momento. Marquardt ainda pode ser perigoso, mas Vitor mostrou contra Gastelum um coração que estava afastado há tempos. Neste sábado, como Nate trará menos perigo que Kelvin, as chances do “Fenômeno” disparar uma sequência mortal, seja com um combo de socos ou um chute venenoso no pé da orelha, são consideráveis. A aposta é em nocaute no primeiro assalto a favor de Belfort.

Peso Médio: Paulo Borrachinha (BRA) vs. Oluwale Bamgbose (NIG)

Por Gabriel Carvalho

Paulo Borrachinha

Em uma ousada iniciativa, o UFC escalou um duelo na divisão dos médios entre o mineiro Paulo “Borrachinha” da Costa contra o nigeriano Oluwale “Holy War Angel” Bamgbose para o card principal.

Participante do TUF Brasil 3, Paulo (9-0 no MMA, 1-0 no UFC) se superou após a participação no reality show e conquistou os cinturões do Face To Face e do Jungle Fight, duas das principais organizações do MMA nacional. Contratado pelo UFC, estreou espancando o fraco sul-africano Garreth McLellan no evento de Fortaleza, em março.

O UFC parece novamente colocar as fichas em um jovem, bonito e nocauteador, numa aposta semelhante à que fez com Erick Silva. Borrachinha é um atleta com um certo talento em pé. Mesmo não sendo o mais veloz executando golpes, sempre é poderoso trabalhando punhos e chutes na linha de cintura. Outra característica interessante é a pressão constante sobre os oponentes e a confiança acima do normal. Não tivemos oportunidade ainda de ver a sua preparação física, já que normalmente Paulo recebe o seu pagamento com menos de cinco minutos de trabalho.

Oluwale Bamgbose

Ex-campeão dos médios do Ring Of Combat, um dos principais eventos do MMA de Nova Jérsei e que revelou Chris Weidman, o nigeriano radicado nos Estados Unidos Oluwale Bamgbose (6-2 no MMA, 1-2 no UFC) não vive uma fase tão boa no UFC. Ele estreou pegando Uriah Hall com pouco tempo de preparação e acabou atropelado. Precisou de um minuto para demitir Daniel Sarafian do UFC, mas foi derrotado por Cezar Mutante quando passou do primeiro round pela primeira vez na carreira.

Aluno da Chute Boxe, Bamgbose é um atleta com poder de fogo grande, algo que o ajudou em sua trajetória para chegar ao octógono mais famoso do mundo. Seu estilo é um tanto incomum, soltando alguns chutes com a postura travada e utilizando bastante algumas fintas para tentar enganar o oponente. O trabalho de chão e o gás não são dos melhores, o que fazem dele um dos lutadores que pode resolver a parada em uma mãozada, mas que fica definitivamente perdido quando não consegue acertar.

Oluwale Bamgbose vs Paulo Borrachinha odds - BestFightOdds

Apesar de ver alguns comentários sobre uma possível luta da noite, acredito que o duelo não vai durar muito. Bamgbose deve apostar na confiança de Borrachinha para tomar a ação do combate no início e até pode se dar bem, já que o brasileiro ainda não encarou um nível de competição alto e nunca pegou um poder de fogo parecido. Mais técnico, Borrachinha pode tentar se aproveitar de uma frustração de Oluwale para pontuar com jabs e chutes na costela até soltar uma blitz que deve levar o nigeriano ao solo. Os dois cenários são possíveis, mas minha aposta é no segundo.

Peso Meio-Médio: Erick Silva (BRA) vs. Yancy Medeiros (EUA)

Por Diego Tintin

Erick Silva

Em um passado não muito distante, Erick Silva era uma das grandes esperanças da torcida brasileira para manter a tradição do país na elite do MMA mundial. Com qualidades que saltavam aos olhos, o Tigre chegou empolgando na dificílima divisão dos meios-médios. Apesar de revezar vitórias e derrotas, teve algumas grandes atuações, deu calor tremendo em Jon Fitch, quando este ainda era integrante da nata do peso. Ainda deu um trabalho miserável a Matt Brown, antes de sofrer o nocaute ao ficar sem energia para manter o ritmo insano. Depois disso, teve uma queda de produção preocupante, ganhando de lutadores sem destaque e perdendo para lutadores valorosos, mas limitados, como Neil Magny e Nordine Taleb.

O Erick dos bons tempos apresentava um muay thai criativo e oportunista, característica que também mantinha na luta de chão, conforme suas sete interrupções (oito se contarmos a injusta desclassificação contra Carlo Prater) no UFC atestam. Mas os problemas que pareciam ir pouco além do condicionamento físico, aumentaram nos últimos tempos, com a diminuição da velocidade e dos reflexos, defesa menos efetiva e drástica queda no ritmo de luta. Ainda pode ser questionada a sua condição psicológica, aparentando dificuldades em lidar com a pressão que lhe foi imposta por público e imprensa. Porém, a experiência parece ter dado conta desta situação.

Yancy Medeiros

Yancy Medeiros começou lutando MMA como meio-pesado, mas, com dieta e método de trabalho que lhe foram passados pelos irmãos Nick e Nate Diaz, chegou a descer três divisões de peso e ser um peso leve. Conseguiu algumas vitórias pontuais que o mantiveram no emprego, mas levou passeios de Rustam Khabilov, Dustin Poirier e Francisco Massaranduba, que o levaram a optar pelo peso meio-médio. Nascido no Havaí, descendente de filipinos e portugueses, Medeiros partiu dos pequenos eventos no arquipélago dos surfistas direto para o Strikeforce, onde sofreu com uma série de lesões e aproveitou a migração para o UFC.

O havaiano tem o típico estilo brigão que os fãs gostam muito. Como um bom adepto desse estilo, demonstra em vários momentos falhas no sistema defensivo, tanto na trocação quanto no jogo de solo. É perigoso no boxe, seja ele travado na distância ou no clinch. Neste último cenário, também faz bom uso de joelhadas ferozes no corpo. Evoluiu na luta agarrada a ponto de levar algum perigo também no chão, bastante traiçoeiro principalmente quando faz uso da guilhotina.

Erick Silva vs Yancy Medeiros odds - BestFightOdds

Temos aqui um combate que segue a tônica presente em vários duelos neste evento: lutadores que começam ferozes no round inicial. É provável que este combate não resista até o primeiro soar da buzina, visto que são dois especialistas tanto em liquidar rapidamente a fatura quanto em espalhar a farofa em caso de dificuldade. O palpite aqui não é nada simples, conforme o cenário exposto, mas em Bangu não gostamos de ficar em cima do muro. Vai dar Erick via submissão no round inicial.

Peso Galo: #3 Raphael Assunção (BRA) vs. Marlon Moraes (BRA)

Por Alexandre Matos

Raphael Assunção

Uma das mais longas invencibilidades do UFC nos últimos tempos, a maior da história do peso galo (empatada com a de Renan Barão), caiu no UFC 200. Assunção vinha de sete vitórias seguidas quando caiu perante TJ Dillashaw, a quem havia vencido na série invicta. No entanto, o pernambucano vendeu caro a derrota para um dos melhores lutadores do mundo e mostrou que seu lugar no top 5 era muito merecido. Em seguida, Raphael venceu o eterno prospecto Aljamain Sterling, com uma atuação sem empolgação, mas com segurança.

Faixa-preta de jiu-jítsu que evoluiu muito na área do striking, Assunção se tornou um contragolpeador perigoso graças ao jogo de pernas fluido e punhos ágeis. A boa movimentação não só o tornou um striker bem melhor, mas também ajudou no wrestling, que se mostrou eficiente até contra especialistas como Bryan Caraway. Com a evolução do jogo de quedas, o jiu-jítsu aparece mais, especialmente na área de controle posicional, sua especialidade.

Marlon Moraes

Um dos melhores lutadores peso por peso que estavam fora do UFC finalmente fará sua estreia na maior organização do MMA mundial. Marlon chega como o mais dominante campeão da curta história do WSOF, trazendo também uma série invicta de 13 vitórias, as três últimas por nocaute – desta sequência, oito triunfos aconteceram por algum tipo de interrupção.

Marlon não para de evoluir o seu jogo, especialmente depois que passou a treinar no time de Frankie Edgar. O muay thai continua sendo de elite, com mortais chutes baixos e combinações muito velozes. O boxe, sob o comando do excelente Mark Henry, também está melhor, assim como o jogo de solo, apurado por Ricardo Cachorrão e a defesa de quedas, fundamental para um striker como ele. Aliás, o sistema defensivo do friburguense como um todo se tornou bastante sólido.

Marlon Moraes vs Raphael Assuncao odds - BestFightOdds

Se é possível dizer que Moraes era o melhor peso galo do mundo fora do UFC, agora chegou o momento de provar que pode fazer parte da elite dentro do octógono. E a prova não poderia ser melhor, contra um oponente com qualidades para lhe oferecer muito perigo.

Raphael tem movimentação, capacidade de contra-atacar, de gerar ângulos e de derrubar e trabalhar por cima, um combo que pode atrapalhar o ex-campeão do WSOF. Por outro lado, o pernambucano é vulnerável no movimento de ataque mais valioso de Marlon, os chutes baixos que tiram bases e cortam movimentações.

Como se vê, dizer que a luta pode ir para qualquer lado não é nenhum absurdo. No entanto, a maior volúpia ofensiva de Moraes, liderada pelas chicotadas nas coxas e por trás dos joelhos devem conduzir o estreante a uma muito difícil vitória por decisão.

  • Gabriel Fareli

    Não tá um card estrelado, mas tá prometendo lutas animadas. Depois de Aldo x Holloway, a luta que mais quero ver é Raphael x Marlon. Finalmente vamos ver o Friburguense estrear no octógono, e já pegando um legítimo top 5 da categoria e osso duríssimo.

  • Sexto Empírico

    Pra quem eu vou torcer:

    Holloway
    A renovação q a categoria precisa. Aldo, após sua triunfal vitória por Ko sobre Mendes no Rio, virou uma Diva deslumbrada. Chato, melador de pay per view (tô surpreso ele não ter tido nenhuma lesão até agora), trash talk de pivete, mimizento, ainda não se recuperou do “golpe de sorte” de Conor q o destruiu em 13 segundos. Entretanto, o brasileiro ainda é o melhor peso pena q já aconteceu até aqui e será muito difícil alguém bater sua marca. Porém, já deu e o havaino é aquele sopro de brisa fresca que areja o ambiente e faz a gente pintar a parede e colocar as relíquias e troféus da estante empoeirada dentro do baú.

    Gadelha
    É a segunda melhor da categoria e única q pode fazer frente à Joanna. Karolina também é boa, mas está no andar de baixo.

    Belfort
    Merece.

    Borrachinha x Bamgbose
    Tanto faz. Vou aposta uma doleta no negão.

    Erick Silva
    Minha torcida, na verdade, é para q ele não seja mandado embora. Perdendo ou ganhando sempre dá show.

    Marlon
    Pela renovação e pq o Assunção é um água com açúcar, lanterna sem pilha. Apesar do talento, tá sempre apagado. Se fizer uma pesquisa dos últimos anos, meu nome aparece mais vezes no serasa do o q o dele em notícias de MMA.

    • Marllon

      HHAHAHAHAHAHAHAH

    • Holloway seria melhor mesmo pra categoria, mas a missão dele é espinhosa.

      Gadelha é isso mesmo. Erick também. Duvido que o UFC demita.

  • James sousa

    Holloway e a Kowalkiewicz deveriam buscar treinos melhores ,
    tendo a apostar no Marlon mais tem o fato estreia e o adversário e bem complicado

  • Cássio Rafael Guimarães Nascim

    Pessoal, uma dúvida, a envergadura do Aldo realmente é maior do que a do Holloway? Vi no Wiki que Aldo tem 1,78 e Holloway 1,75. Mas em encaradas, Holloway parece ter braços mais largos.
    Alguém sabe me informar?

    • Sexto Empírico

      É maior sim e o Aldo usa muito bem isso em sua tática de deixar a luta monótona e ganhar por pontos. Essa pode até ser a chave da vitória pra ele, até pq parece q o Holloway já amansou o discurso e deu uma afinada. Se o americano entrar pra quebrar o pau, tem QUASE 50% de chances. Agora, se entrar respeitando, como fez o Edgar nas 2 vezes q enfrentou Aldo, perde por pontos de chute na perna.

      • Anderson Cachapuz

        kkkkkkkkkkkkkkk
        Como você é leviano.. chega até a ser engraçado!!! hduaehudhaue

        Aldo tem 14 KO´s e 2 finalizações 26 vitórias. “Só” 10 decisões, contra gente do estirpe de Edgar. Tu acha que é mole finalizar geral? dhaeuhduaeh

        Brincalhão… kkk

        • Sexto Empírico

          Leviano, ok.
          Faz cinco anos q o Aldo não nocuteia ninguém. E eu não acho é “mole finalizar geral” e nem ele por sinal.

          • Anderson Cachapuz

            Não, não faz. Último nocaute do Aldo foi em cima do Zumbi Coreano em agosto de 2013.

            De lá pra cá, 4 lutas: Edgar, Mendes, Lamas e a derrota pro McGregor. Perfeitamente compreensível.

            Ele vai nocautear amanhã e eu vou mandar um abraço pra você no twitter. Não deixe de perder! :D

            • Sexto Empírico

              Quis dizer nocaute, nocaute! Não igual aquele do Zumbi. Mas espero q vc esteja certo. Q o Aldo mostre o espírito agressivo e ousado do guerreiro q já foi um dia e nocauteie. Antes de tudo, torço para ser uma q agrade a todos, não apenas os fãs dele. Mas acho q o lado cauteloso e pragmático do lutador q se tornou não vai deixar.

              • Beto Magnun

                Acho que o Max consegue pressionar ele como o Mendes fez em 2014.

                • Sexto Empírico

                  Holloway consegue fazê-lo até com mais volume de golpes, apesar de não ter o punch do Mendes aditivado com creme pra pele. O problema, como já disse, é q ele está em terreno hostil e parece já ter dado uma sentida na pressão ao acalmar o discurso. Se o havaino entrar com personalidade, pra dançar sua música, consegue equilibrar as forças e talvez dar a Aldo uma vida ruim, como fez Mendes. Caso contrário, se respeitar muito, como fez Edgar 2x, encontrará uma máquina de bater praticamente impenetrável, que contra-golpeara e dará chutes em suas pernas por quase meia hora. Roteiro conhecido, filme repetido q temos visto desde 2010.

    • Lucas Santana

      eu acho que o Holloway tem a envergadura menor por causa da largura do seu corpo, ele é bem esguio.

    • É sim.

  • Saulo Henrique

    Assunção vs Marlon. Já comprei a pipoca.

  • Binho Vianna

    Minha opinião: Momento e absorção melhor do Marquadt o fará vencedor, arrisco até no round 2. Não creio que o Holloway consiga resistir as machadadas do Aldo nos seus gambitos, mas tem 50% de ir pra decisão. Yancy deve vencer, tem uma absorção de golpes anos luz do Erick, melhor striker e tem bom TDD.

    • Não dá pra comparar absorção porque os adversários do Marquardt e do Belfort são de qualidades muito diferentes.

      • Binho Vianna

        Levo em consideração isso também, mas o que pesou mais foi a perda de massa muscular do Belfort, incluindo da musculatura em volta do pescoço responsável pela boa absorção de golpes. Marquadt é contra golpeador e pode fazer uso do wrestling a partir do round 2 para anular completamente o Belfort.

  • Biro

    Vai rolar prévia do card preliminar pessoal?

    • Anderson Cachapuz

      Er…. não! :)

      • biro

        Vlw irmão ;)

        • Vai rolar pro 213. Estamos nos organizando pra voltar a fazer em todos.

          • kg

            Dessa vez passa! heheh

  • Weslei Alvarenga

    Assunção x Moraes tava com maior cara de title eliminator, mas com a contusão do campeão, faço a menor idéia do que irá rolar no futuro do peso galo.

  • Rafael Maia

    Não tinha um espaço para um “Choque de titans” na agenda,não?
    Acho q vcs já fizeram para duelos menos empolgantes do q Aldo vs Holloway!

  • Beto Magnun

    Vou ser polêmico. Acho que o Aldo desde que entrou no UFC entrou numa vibe burocrática. Joga fechado pra garantir os 3 pontos. Isso é ruim? Claro que não. É difícil finalizar adversários de alto nível? Sim. Mas o Aldo raramente chega a balançar os adversários. Edgar mesmo nas duas vezes que se enfretaram não chegou a correr perigo de ser nocauteado. Claro que só de subir ali contra o Aldo, ele corre esse risco, mas estamos falando de um cara que é famoso por sempre dar uma balançada nos seus combates. Aldo tá que nem GSP. GSP precisou do Condit e Hendricks pra entregar algo mais nas suas lutas. Tipo aquela sensação real de que ele podia perder. Aldo teve o Mendes pra fazer retornar o matador do WEC.
    Torcida Max fazer o mesmo. Aliás eu não via a evolução que todo mundo falava do Max até a luta com o Lamas. De um cara dominado no chão por um McGregor lesionado a um maluco que quase finalizou um grappler do nível do Lamas. Isso sim me surpreendeu.