UFC 211: Miocic vs. Dos Santos 2 – Prévia do Card Principal

Dois brasileiros desafiando cinturões, um ex-campeão lendário, um brasileiro em busca de mais uma chance por título e um duelo entre pesos médios ascendentes. Este é o card principal do excelente UFC 211, que será disputado neste sábado.

O UFC 211 foi denominado pela própria organização como o maior card do ano. Pelo menos até aqui, não há dúvida. A American Airlines Center, casa do Dallas Mavericks, da NBA, será palco de duas disputas de cinturão com dois desafiantes brasileiros e outros três duelos muito importantes na porção principal do evento.

LEIA MAIS UFC 211: Prévia do Card Preliminar

Valendo o título dos pesados, Stipe Miocic tenta igualar o recorde de defesas da categoria contra o ex-campeão Junior Cigano, que o venceu há dois anos e meio. Já a polonesa Joanna Jędrzejczyk retorna ao ginásio que lhe rendeu a coroa para defendê-la pela quinta vez, agora contra Jessica Andrade.

Num duelo de gerações no peso pena, o craque Frankie Edgar tem a missão de parar a ascensão de Yair Rodríguez. Pelo peso meio-médio, Demian Maia tem um espinhoso compromisso diante de Jorge Masvidal em busca da chance de lutar pelo título. Abrindo a programação do pay-per-view, Krzysztof Jotko busca a sexta vitória seguida e um posto no top 10 do peso médio contra o ex-duplo campeão do WSOF David Branch, que retorna ao UFC com muito mais moral do que quando foi demitido.

O imenso card de 13 lutas será transmitido ao vivo e na íntegra pelo canal Combate. A primeira luta preliminar está agendada para às 19:15h, enquanto o card principal vai ao ar a partir das 23:00h, sempre no horário oficial de Brasília.

Cinturão Peso Pesado: (C) Stipe Miocic (EUA) vs. #4 Junior “Cigano” dos Santos (BRA)

Por Alexandre Matos

Stipe Miocic

Quanta coisa mudou desde dezembro de 2014, quando Cigano (18-4 no MMA, 12-4 no UFC) venceu Miocic (16-2 no MMA, 10-2 no UFC). O brasileiro estava em plena fase decadente, em seu primeiro combate após a segunda traulitada sofrida por Cain Velasquez, enquanto o americano, que tinha três vitórias seguidas, tentava recuperar a reputação abalada pela surreal derrota por nocaute para Stefan Struve.

Agora, Miocic deixou o revés para Cigano no passado. Desde então, o campeão venceu quatro combates consecutivos, tomou o cinturão de Fabricio Werdum diante de 45 mil brasileiros e seguiu a festa de Cleveland de 2016 com um nocaute contra Alistair Overeem. Já Cigano ainda está na gangorra de resultados, mas a última apresentação, diante de Ben Rothwell, deu uma esperança a seus fãs.

Junior "Cigano" dos Santos

A disputa deste sábado tem alguns ingredientes técnicos muito interessantes. Quando apareceu, Miocic era um boxeador fluido, bem mais móvel que a maioria de seus pares na divisão. Ele completava o pacote com um wrestling de excelente nível, mas que ficou um tempo subutilizado. Era o clássico exemplo do MMA americano. Com o passar do tempo, seu jogo permanece fundamentalmente o mesmo. Porém, a confiança subiu a ponto de torná-lo e mantê-lo campeão, já que talento nunca faltou.

Por outro lado, Cigano era um boxeador com uma fortaleza na defesa de quedas. O boxe era mais fluido que o de Miocic – provavelmente o melhor que o UFC já viu nos pesados, haja vista que ninguém viu James Toney. A defesa de quedas, que usava muito a movimentação do boxe, só era vazada por Velasquez, que ainda assim precisou ralar bastante. O catarinense então adicionou um repertório de chutes desde que começou a treinar na ATT e ficou um pouco menos previsível ofensivamente.

Junior Dos Santos vs Stipe Miocic odds - BestFightOdds

Confiança é a chave nesta luta. Em alta, na medida certa, faz um lutador atuar ainda melhor. Em alta exageradamente, pode levar o cidadão a cometer erros impensáveis. Em falta, faz um craque parecer um qualquer. Miocic estava no primeiro nível quando conquistou o cinturão, mas quase foi traído pelo excesso contra Overeem. Cigano estava no terceiro e agora aparenta estar de volta ao primeiro.

Dos Santos é um boxeador melhor que Miocic e o superou na batalha dos punhos quando estava na má fase. Miocic é um ótimo wrestler, mas pode encontrar muita dificuldade para derrubar o brasileiro por não ter a volúpia, a velocidade e a explosão de Velasquez.

É verdade que Rothwell não é um bom parâmetro para comparar com Miocic, mas JDS voltou a mostrar a velocidade e habilidade de seus punhos, além da movimentação de pernas que sempre o caracterizou. Se lutar novamente neste modo, tem tudo para negar o wrestling de Miocic, evitar ser encurralado e controlar as ações num confronto de boxe, variando entre o ataque e o contra-ataque. Lutando neste modo, apenas Velasquez é capaz de pará-lo. Sendo assim, a aposta é que Cigano voltará para casa com o cinturão obtido às custas de um nocaute nos rounds de campeonato ou numa decisão dos juízes.

Cinturão Peso Palha: (C) Joanna Jedrzejczyk (POL) vs. #3 Jessica Andrade (BRA)

Por Anderson Cachapuz

Joanna Jedrzejczyk

Se o Catirso tem um filho e ele se chama Robbie Lawler, este tem uma irmã na Polônia que se chama Joanna Jedrzejczyk (13-0 no MMA e 7-0 no UFC). O estrago realizado pela campeã até aqui só não é maior porque parece que chegou ao limite do que uma atleta com 52 quilos pode causar. Ela estreou tímida na organização, despachando Ju Thai somente na decisão. A seguir, a primeira batalha contra Claudia Gadelha lhe rendeu uma chance para o título contra Carla Esparza para começar seu reinado e seu rastro de destruição.

A seguir, maltratou Jessica Penne (que caiu no 3º round) e Valerie Letourneau (que durou até o final) de maneira sórdida e brutal. Parece que a coisa-ruim tem prazer em castigar pessoas e amassar latarias alheias. Certamente era ela quem aplicava o castigo demoníaco lá na casa do sete-pele. Uma nova batalha contra Gadelha e outra decisão contra a compatriota Karolina Kowalkiewicz e lá está a menina da sopa de letrinhas no nome reinando absoluta com sete vitórias e três bônus na conta, dois de luta da noite e um de desempenho.

Seis vezes campeã mundial de muay thai e quatro vezes campeã europeia, Joanna é uma striker talentosa, explosiva, agressiva e muito, muito violenta. Sua movimentação constante e seus movimentos de cabeça trazem o inferno para as oponentes, que são acertadas por todos os ângulos sem conseguir defender a metade dos golpes. Soma-se a isso a velocidade, apetite e ferocidade e temos uma lutadora muito acima da média da categoria, até mesmo um pouco acima de Gadelha, que também está acima do resto da categoria. Inteligente, a polonesa defende bem as quedas e é preciso muita determinação além de wrestling de elite, para levá-la ao solo. Mantê-la por lá ainda é terra não desbravada. No jogo em pé, tanto volume acaba deixando brechas, mas nenhuma grande o suficiente para ter sido explorada até aqui. Recentemente, Joanna mudou-se para a American Top Team para evoluir ainda mais seu jogo.

Jessica Andrade

Jessica “Bate-Estaca” Andrade (16-5 no MMA e 7-3 no UFC) encontra-se onde provavelmente não imaginou que fosse chegar tão cedo. Aos 25 anos, a menina de Umuarama é aluna de Gilliard Paraná na PRVT. Estreou no UFC ainda sem muitas pretensões de disputar título, nocauteada por Liz Carmouche. Três vitórias contra a aposentada Rosi Sexton, Raquel Pennington e Larissa Pacheco fizeram a concorrência subir levemente de nível, quando encontrou outra derrota para Marion Reneau. Vitória sobre Sarah Moras, nocauteada por Pennington na revanche e então começou a sequência que rendeu uma improvável chance pelo título (agradecendo por Joanna já ter varrido a categoria): nocauteou Jessica Penne, finalizou Joanne Calderwood aproveitando seus lapsos de concentração e suou um pouco para derrotar Angela Hill em uma decisão unânime.

Jessica é oportunista e matadora, tem punhos pesados para alguém do seu peso. Não tem uma movimentação muito boa, mas, como normalmente golpeia angulando para cima, tem facilidade em acertar o lugar certo e chegar ao nocaute. Como é baixinha, o centro de gravidade baixo auxilia na defesa de quedas. No chão, a brasileira mostra um jogo ágil e oportunista. Rápida, derruba bem, faz boas transições e pega as costas da oponente com facilidade. Dali para apertar pescoços é um pulo curto, aproveitando bem a faixa roxa de jiu-jítsu. Outro problema sério da brasileira é o gás, que espera-se que tenha sido trabalhado para sua primeira luta de cinco rounds.

Jessica Andrade vs Joanna Jedrzejczyk odds - BestFightOdds

Bate-Estaca declarou em entrevista recente que pretende aproveitar o queixo duro para resistir à polonesa, encurtar e pressionar. Se esta for realmente a escolha da brasileira, o passaporte para o além estará carimbado. Ela falou inclusive em “parar na frente da polonesa” até ela cansar. Lamento informar, mas esse filhotinho do demo parece não cansar nunca e vai bater até o amanhecer – ou até o mais provável, que Jessica caia chamando o médico sem saber onde está.

A estratégia para a brasileira é simples na teoria e uma espinhosa e dura missão na prática: encurtar e levar a polonesa ao solo até conseguir a finalização. É como marcar o Garrincha: todo mundo sabia que ele cortaria para o mesmo lado, mas todos sempre tomavam o “dibre”. Ou seja, todas sabem o que tem que fazer, o problema é conseguir. Gadelha tentou em duas oportunidades, chegou a mandar a polonesa a knockdown, mas foi dominada ao longo do combate e sucumbiu duas vezes. Jessica é menos veloz, não tem o wrestling de Gadelha nem sua velocidade, muito menos o refino no jogo de chão que sua conterrânea também tem.

As odds nas casas de apostas estão mais equilibradas do que deveriam ser, em minha opinião. É claro que nada é impossível, mas se apegar “à mão que pode entrar” é muito pouco. Jedrzejczyk por nocaute no primeiro ou no máximo segundo round. Ficarei bastante surpreso se a brasileira conseguir resistir até o terceiro round, mas espero não ver esta sessão de tortura e espancamento.

Peso Meio-Médio: #3 Demian Maia (BRA) vs. #5 Jorge Masvidal (EUA)

Por Diego Tintin

Demian Maia

Demian Maia é um sujeito simples, sem extravagâncias. Não dá declarações polêmicas, não coleciona inimigos e não é adepto do trash talking contra adversários ou rivais. Não tem nem mesmo um apelido de auto-exaltação espalhafatoso. Este estilo minimalista e meticuloso o acompanha dentro do octógono.

Falamos aqui de um dos competidores de jiu-jítsu mais bem-sucedidos da história do MMA. Ele consegue isso sem movimentos excêntricos como um armlock voador, gogoplatas ou um duplo twist carpado. Devagar e sempre, o paulista impõe seu jogo inteligente e seguro, avançando posições como quem (parafraseando Nelson Rodrigues) come um Chicabom®.

Para conseguir fazer de seu estilo um sucesso, Demian desenvolveu um jogo de quedas muito interessante e efetivo. Ele gruda no adversário como uma sucuri e vai esmagando-o, dizimando sua resistência até conseguir chegar ao solo, quase sempre em posição de domínio. A luta em pé é um terreno pouco explorado, apesar de uma nítida evolução, principalmente no boxe. Na maioria das vezes, essa combinação é suficiente para o brasileiro chegar na sua praia, evitando maiores riscos no caminho.

No peso médio, Demian conseguiu sua primeira chance de conquistar o cinturão do UFC, mas parou no compatriota Anderson Silva. Com 9-2 nos meios-médios e seis vitórias consecutivas, está novamente próximo de desafiar o campeão e parece restar poucas dúvidas que será escalado em caso de vitória neste sábado.

Jorge Masvidal

Aos 32 anos, Jorge Masvidal parece ter finalmente alcançado a estabilidade na carreira, com atuações sólidas que traduzem o grande lutador que é. O filho de cubano com peruana cresceu em Miami e chegou a participar das lutas de quintal promovidas por Kimbo Slice. Praticou wrestling no ensino médio e logo passou a treinar MMA, desenvolvendo um boxe muito bem ajustado e uma luta agarrada muito subestimada.

Masvidal disputou o torneio inaugural do Bellator, que coroou Eddie Alvarez campeão do peso leve, mas conquistou o reconhecimento mesmo no Strikeforce. Com a vitória contra KJ Noons, desafiou o cinturão de Gilbert Melendez e vendeu caro uma derrota por decisão. Chegou ao UFC com boas apresentações e rumou ao peso meio-médio após uma injusta derrota para Al Iaquinta. Depois de um começo instável, já emenda três vitórias consecutivas, a última sobre o sempre bem ranqueado Donald Cerrone, que o alçou a esta importante peleja contra o principal candidato a desafiante da divisão.

Demian Maia vs Jorge Masvidal odds - BestFightOdds

Para o filme de Demian Maia ter final feliz, o roteiro precisa seguir o padrão preestabelecido de clinch, queda, domínio e talvez uma finalização que poupe a ansiedade de um anúncio da contagem de pontos. Para Masvidal, evitar este roteiro lhe garante uma grande possibilidade de conseguir um domínio na luta em pé, com boas chances de nocaute – o americano conta com um grappling defensivo mais eficiente do que Carlos Condit e Matt Brown, as duas últimas vítimas do brasileiro.

A luta ter apenas três assaltos é um fator a favor de Demian, que já apresenta justificáveis quedas de rendimento a partir do segundo round. Diante deste quadro, o duelo tem caminhos limitados, o que não a torna previsível. Arriscamos aqui um palpite que Demian consegue sua vitória mais difícil em uma decisão após segurar a onda com valentia no último assalto.

Peso Pena: #2 Frankie Edgar (EUA) vs. #7 Yair Rodriguez (MEX)

Por Diego Tintin

Frankie Edgar

Uma das grandes histórias dentro do MMA é a de Frankie Edgar, que pode ser resumido com o inesgotável clichê de “pequeno no tamanho e enorme no coração”. Em suas primeiras lutas no UFC, ninguém levava muita fé naquele franzino peso leve que não trazia o admirado instinto nocauteador em seus combates. Acumulando vitórias sem chamar muita atenção, chegou para desafiar o cinturão da super estrela BJ Penn. Pois ele não só tirou o cinturão de Penn como o venceu na revanche e defendeu por mais duas vezes (um empate e uma vitória) contra Gray Maynard, após visitar duas vezes o inferno em cada round inicial das duas lutas.

“The Answer” perdeu duas lutas de cinturão para Ben Henderson (pelo menos uma delas, injustamente), desceu ao peso pena e perdeu outras duas disputas de título para José Aldo, mas nunca mais deixou de ser um dos lutadores mais queridos do MMA atual. Muito disso por conta de sua resistência descomunal: ele jamais sofreu nenhum tipo de interrupção, mesmo tendo 26 lutas, quase todas contra atletas de elite e maiores que ele.

Além da durabilidade, Edgar oferece um ótimo nível no boxe aliado a uma excelente movimentação. O preparo físico, que era um dos melhores da história do MMA, começa a apresentar uma queda, embora ainda seja acima da média. Quando necessário, também traz à mesa o ótimo wrestling desenvolvido nos tempos estudantis e a faixa preta no jiu-jítsu aprimorado pelo mestre Ricardo Cachorrão.

Yair Rodriguez

Desde que conquistou o TUF Latino, em novembro de 2014, o mexicano Yair Rodríguez apresenta uma evolução flagrante, com seis vitórias no octógono, onde ainda segue invicto. O “Pantera” conquista a cada dia mais fãs com seus chutes circenses, sua valentia e um inegável carisma.

Seu ponto forte é a troca de golpes na longa distância, uma vez que tem experiência em taekwondo, muay thai e caratê, passeando com desenvoltura entre estas artes marciais. Rodríguez vem buscando maior versatilidade, treinando wrestling na Universidade de Illinois e em Albuquerque, na Jackson-Wink. Ainda é possível ver um espaço para evolução na sua movimentação e no sistema defensivo, mas o garoto parece muito obstinado em unir uma técnica sólida ao seu talento natural e criatividade, que atingiu seu auge no lindo nocaute com um “sem-pulo” sobre Andre Fili, em 2016, um dos mais bonitos do ano passado.

Frankie Edgar vs Yair Rodriguez odds - BestFightOdds

Levando em conta o histórico dos dois, é bem provável que em algum momento o Pantera tire algo parecido com um chute meta-high-circular-garapa-silviosantos da cartola e mande Frankie Edgar a knockdown. Dando mais uma mostra de que não pode ser considerado um simples mortal, Edgar retorna e finaliza o mexicano no terceiro round, após intenso ground and pound.

Peso médio: #9 Krzysztof Jotko (POL) vs. David Branch (EUA)

Por João Gabriel Gelli

Krzysztof Jotko

Talvez um dos lutadores mais subestimados no plantel do UFC, Krzysztof Jotko (19-1 no MMA, 6-1 no UFC) chega ao octógono no sábado defendendo uma sequência de cinco vitórias. Em seu compromisso mais recente, superou o ex-desafiante Thales Leites sem maiores dificuldades em São Paulo e mostrou que brigaria para chegar até a elite da categoria.

Portador de uma movimentação constante e eficaz, Jotko tem o kickboxing na longa distância como principal arma, com uma abordagem bastante metódica e paciente de contragolpeador combinada a um volume decente de golpes. O fato de nunca se tornar um alvo fixo lhe ajuda bastante na defesa de quedas, que evoluiu consideravelmente desde que chegou ao UFC. Além disso, é um wrestler ofensivo com um bom timing de quedas, principalmente do clinch, e aplica um forte ground and pound quando o combate atinge o solo.

David Branch

Após quase cinco anos muito bem sucedidos no WSOF, David Branch (20-3 no MMA, 2-2 no UFC) retorna ao UFC, organização na qual teve uma passagem de menos de quatro lutas. Nelas, foi nocauteado violentamente por um slam de Gerald Harris, finalizado pela tradicional chave de joelho de Toquinho e venceu duas por decisão. Ressuscitando sua carreira no WSOF, Branch chega neste sábado com 10 triunfos consecutivos e com a moral de ter sido campeão simultaneamente do peso médio e do meio-pesado, tendo realizado duas defesas do primeiro cinturão e uma do segundo.

Sem perder desde meados de 2012, Branch está com a confiança em alta. Acostumado a fazer lutas de cinco rounds ao longo dos últimos anos, o condicionamento físico não deve ser um problema e poderá impor um ritmo forte no duelo. Isto deve ser importante para aplicar um jogo de pressão, com constante busca pelo clinch, de onde poderá trabalhar suas quedas de bom nível técnico, auxiliadas pela vantagem física que terá.

David Branch vs Krzysztof Jotko odds - BestFightOdds

Apesar dessa ser uma luta bem casada pela situação atual da carreira de ambos, pode acabar se tornando um concurso de encaradas, sem que nenhum dos dois tome iniciativa. Nesse cenário, a maior técnica de Jotko na luta em pé deve possibilitar uma vitória monótona.

Contudo, a expectativa é de que Branch procure ditar o ritmo do combate e encontre os contragolpes do polonês para chegar até o clinch. Como os dois são fortes na área, devem alternar momentos de sucesso, com o americano se aproveitando da potência física para conseguir quedas, que não deverão ser suficientes para manter Jotko no solo por tempo prolongado. Dessa forma, o palpite é um triunfo do polonês nas papeletas dos juízes em um duelo muito parelho.

  • Gabriel Fareli

    Card principal monstruoso !!
    Esse evento merece umas cervejinhas e uns petiscos pra se desfrutar dessa noite que promete lutas boas e porradaria insana 🙏🏾

    • Evento assim não rola com álcool pra mim, preciso prestar atenção.

  • Beto Magnun

    Foda desse estilo do Pantera é que ele pode surpreender a qualquer segundo. Mas não consigo imaginar alguém que precisou de 5 rounds pra vencer o Bruce Leeroy, possa peitar o Edgar.
    Vai ser choque de realidade.
    Jotko tem uma baita tatuagem do Vegeta. Não sei se ele entra no time Darren Elkins de tatuagem escrota ou no do Frank Mir de tatu loka das preda.

    • Também acho que Edgar-Pantera vai ser choque de realidade, mas o MMA é pródigo em passagens de bastão.

      • Beto Magnun

        O que surpreendeu foi a surra maior do que esperado.

  • James sousa

    não acho que a luta contra o Rothwell mostre que a boa fase do Cigano voltou
    acho que essa luta no peso palha vai ser um replay de Joanna x Penne ,pra mim a bate estaca não é nem top 5 da divisão

    • A luta contra o Rothwell com certeza mostra. O que ela pode não mostrar é o fato de ser ou não suficiente para vencer o Miocic. Mas que a atuação foi típica da ótima fase, bem parecida com a vitória sobre o Shane Carwin, isso eu não tenho nenhuma dúvida.

  • Diego Florentino

    Pessoal, a prévia está brilhante, vamos ver se a profecia do Alexandre sobre o Cigano vai realmente acontecer.

    Me impressionou também a Joanna não ter odds mais elásticas contra a Bate Estaca. Por que será?

    Abs

    • Gabriel Carvalho II

      Famosa impressão errada por atleta de primeiro round. Mesma coisa com Cormier-Johnson

  • Rafael Maia

    O card está excelente e eu não vou poder ver ao vivo…

    :/

  • Binho Vianna

    Jessica tem uma absorção de golpes grande, não acredito que Joanna vença nos rounds iniciais e sim nos finais quando a Jessica estiver morta de cansaço. Vou sugerir round 5 que está pagando nas casas de apostas 34!!

  • Alan Freire

    Eddie Alvarez e Porier no card preliminar e Branch e Jotko no principal……isso faz sentido?

  • Tonny Varela

    Ansioso pela luta do Demian 😅

  • bruno carrer

    Cigano x Miocic pra mim tem dois cenários
    Primeiro: ciganos luta cm inteligência e QI, ataca na hora certa e desacelera na hora certa. Sem contar as defesas de quedas, tem q estar em dia pra nao ser derrubado caso Miocic tente.
    Segundo: Cigano apaga no final do 1 round ou começo do 2 round.
    Eu apostei dinheiro no Cigano pela cota boa, mas n tenho confiança de qual cenário vai acontecer…..

    Pra mim Yair vai fazer história, a idade cobra, acho q vai cobrar nessa luta qd levar aquele chute na cabeça meu caro Edgar.

    Bate Estaca falou q vai virar saco de pancada pra “cansar” a Joanna….. Boa sorte

    Acho que muita gnt ta cm receio dessa luta do Demiam por causa da derrota que Jacere levou, mas ao meu ver, Demian é frio e calmo. Não vai querer trocar porrada como Jacare fez, até pq nunca foi tao bom qt jaca aprimorou ao longo dos anos. Demian. vai se aproximar com cautela, ate cola na grade, mochila, enroscar, enfim. Demian vai cansar, mas vai cansar Masvidal tbm. Prevejo uma sub no ultimo round.

    • Gabriel Carvalho II

      Acho que o único cenário que o Cigano é nocauteado pelo Miocic é se começar a correr de costas com guarda baixa no estilo da luta contra o Overeem.

      E acho que Edgar-Rodriguez pode terminar com o Frankie jogado no chão sem se levantar. Se esse combate fosse em 2018, não teria dúvidas disso.