Por Edição MMA Brasil | 06/04/2017

As homenagens aos 10 Anos Sem PRIDE não acabaram, mas é hora de voltar o foco para a maior organização do MMA na atualidade. No próximo sábado, o octógono mais famoso do mundo será montado em Buffalo, Nova York, pela primeira vez desde o UFC 7. O KeyBank Center será palco do UFC 210, que verá uma revanche pelo cinturão dos meios-pesados e uma disputa essencial no peso médio.

O campeão Daniel Cormier colocará seu título em jogo contra Anthony Johnson, na revanche do combate que lhe rendeu a coroa. Antes, o antigo rei dos médios Chris Weidman tenta voltar ao caminho das vitórias contra o ascendente Gegard Mousasi.

Pela divisão mais leve do UFC, Cynthia Calvillo volta para manter a expectativa elevada, desta vez contra Pearl Gonzalez. Elas sucederão o retorno de Thiago Pitbull ao peso meio-médio, no qual vai enfrentar o ex-médio Patrick Côté. Quem também voltará à antiga divisão é Charles do Bronx, que vai encarar Will Brooks como peso leve. Puxando um combate do card preliminar, o que está virando padrao nas prévias colaborativas do MMA Brasil, também analisaremos o promissor Kamaru Usman contra Sean Strickland.

O canal Combate fará a transmissão ao vivo e na íntegra do UFC 210. A primeira luta do card preliminar está prevista para começar às 19:15h, enquanto a parte principal do evento deve ir ao ar a partir das 23:00h, sempre pelo horário oficial de Brasília.

Cinturão Peso Meio-Pesado: (C) Daniel Cormier (EUA) vs. #1 Anthony Johnson (EUA)

Por Pedro Carneiro

Daniel Cormier

Enquanto Jon Jones não resolve ordenar a própria vida, Daniel Cormier (18-1 no MMA e 7-1 no UFC) vai limpando a categoria e estendendo seu reinado até que ocorra a famigerada revanche. O atual dono do cinturão vem de uma série impressionante de vitórias sobre nomes como o próprio Anthony Johnson, Aexander Gustafsson e Anderson Silva, retrospecto esse que o coloca em uma posição de campeão legitimo.

O ex-capitão da seleção olímpica americana de wrestling é provavelmente o lutador que melhor adaptou o estilo ao MMA – não houve lutador que dividiu o óctogono com DC que não tenha sido arremessado no chão por ele. Forte, dinâmico, com um excelente condicionamento físico, o americano ainda possui um jogo em pé decente, capaz de lutar com adversários maiores e mais fortes com tranquilidade. Sua defesa é sólida em todos os aspectos e é desnecessário falar da sua capacidade de encaixar os golpes do adversário, haja vista o coice que Rumble Johnson acertou no campeão e ele levantou como se fosse mais um dia comum.

Anthony Johnson

Anthony Johnson (22-5 no MMA e 13-5 no UFC) é um cavalo, e é de se impressionar que suas lutas não sejam exibidas no Globo Rural ao invés de no UFC. O Puro-Sangue vinha de uma sequência avassaladora até ser parado por Cormier. Depois de um tempo se recuperando na sua baia, o Equus Caballus massacrou Jimi Manuwa, Ryan Bader e o também equino Glover Teixeira, todos pela via rápida dolorosa.

Temos aqui uma revanche imperdível e um dos melhores confrontos possíveis nos meios-pesados.

O primeiro round será decisivo para o Zaino Negro, que usará o kickboxing para buscar combinações e brechas que o possibilitem acertar um meteoro de pégasos e nocautear o campeão. E assim será enquanto o Equídeo tiver condições físicas de manter um bom ritmo. Apesar de possuir uma ótima defesa de quedas, vimos na primeira luta que não deverá ser suficiente para impedir que Daniel Cormier o dome.

O campeão deverá usar o controle de distância e sua excelente aproximação para minimizar o risco de ser atingido pelo casco do Hackney Horse. DC tem como um grande trunfo seu jogo de quedas, com single-legs, arremessos frontais ou pelas costas, ou usar sua impressionante técnica no go-behind.

Anthony Johnson vs Daniel Cormier odds - BestFightOdds

Apesar da patada do Ungulado ser impressionante e ter potencial pra nocautear qualquer um, já foi visto no primeiro combate que o campeão tem meios de impedir o encontro fatal de seu rosto com o coffin do desafiante. Como não vimos muitas mudanças no jogo de ambos os lutadores, a aposta aqui é a mesma, mudando apenas o método: vitória por decisão de Daniel Cormier.

Peso Médio: #4 Chris Weidman (EUA) vs. #5 Gegard Mousasi (HOL)

Por Alexandre Matos

Chris Weidman

Dois movimentos pessimamente calculados fizeram Weidman (13-2 no MMA, 9-2 no UFC) passar da condição de campeão absoluto e top 5 peso por peso para uma posição de dúvida sobre uma possível recuperação rumo ao topo. Contra Luke Rockhold, um desastrado chute alto o levou ao solo sob selvagem ground and pound e o cinturão foi-se. No duelo seguinte, tudo andava equilibrado quando Chris precipitou uma entrada de pernas e deu com a testa na quina do joelho de Yoel Romero, o que fez imediatamente abrir uma torneira de sangue do rosto do ex-campeão.

Talvez seja o momento de recuar e repensar estratégias. Weidman andou mostrando evolução na troca de golpes, mas ficou na mão nas últimas lutas. Então agora é hora de voltar a confiar no que ele faz melhor, que é a combinação de wrestling com jiu-jítsu, modalidades que renderam dois status de All-American na Divisão I da NCAA e um duelo inesquecível no ADCC contra o craque André Galvão. Contra o oponente deste sábado, não há dúvida que retornar às origens é o caminho mais seguro para voltar a vencer.

Gegard Mousasi

Para chegar até este momento, Mousasi (41-6-2 no MMA, 8-3 no UFC) percorreu um caminho oposto ao de Weidman. Ele foi contratado pelo UFC já com reputação de lutador de elite, mas patinou nos primeiros combates no octógono. A zebraça contra Uriah Hall ligou o sinal de alerta e, desde então, o iraniano naturalizado holandês emendou quatro vitórias, as três mais recentes por nocaute, finalizando com um espancamento na revanche contra Hall.

O cidadão do mundo sempre foi reconhecido pelo vasto arsenal ofensivo, que não para de melhorar. Além do kickboxing, sua principal arma, Mousasi moldou o boxe, desenvolveu o jiu-jítsu a ponto de dar trabalho até da guarda e aprendeu que o wrestling é fundamental quando se luta na grade. O lado defensivo também melhorou, especialmente na defesa de quedas, que já foi lamentável, mas ainda dá margem para eventuais problemas. Este aspecto será testado a fundo neste sábado.

Chris Weidman vs Gegard Mousasi odds - BestFightOdds

Este será um interessante duelo que envolverá o intenso volume de jogo de Mousasi com um provável jogo mais cauteloso e baseado na luta agarrada de Weidman.

O ex-campeão até tem ferramentas para encarar o desafio em pé, mas o momento psicológico não é dos melhores, enquanto Mousasi vem no sentido oposto, cheio de confiança. Além disso, Gegard apresenta riscos maiores do que Lyoto Machida entregou a Weidman no UFC 175 e, pela intensidade e variação de jogo, pode ser até mais perigoso do que Anderson foi no UFC 168.

Isto posto, espera-se um Mousasi ativo, tomando conta do ritmo e se movimentando intensamente para evitar o wrestling de Weidman – variar o ritmo para não se tornar previsível é a chave para o europeu. Porém, evitar as quedas do americano não será tarefa fácil como foi para Romero, então é bem provável que, ainda no primeiro assalto, Weidman tenha o oponente com as costas no chão. A batalha de solo será muito técnica, mas com Chris provavelmente sempre um passo à frente rumo a uma vitória por decisão.

Peso Palha: Cynthia Calvillo (EUA) vs. Pearl Gonzalez (EUA)

Por Diego Tintin

Cynthia Calvillo

Boa parte da crítica estranhou quando este combate foi marcado para o card principal, ainda mais em uma posição de destaque no mesmo. Tal escolha pode ser um indicativo de audaciosas intenções da organização para com a mais nova sensação do Team Alpha Male.

Cynthia Calvillo (4-0 no MMA, 1-0 no UFC) estreou no MMA profissional há apenas sete meses e, desde então, tem um crescimento meteórico. Após duas vitórias no pequeno evento Global Knockout, fez um teste no ascendente e promissor LFA contra Montana Stewart, a quem nocauteou no terceiro round após atuação segura.

O UFC achou que já era suficiente e a casou contra a vice-campeã do TUF 23 Amanda Cooper. O que vimos foi a grande qualidade de Cynthia em seu estado mais prolífico: o grappling inteligente e agressivo. Depois de levar a luta para o chão com facilidade, a descendente de mexicanos catou o pescoço de Amanda depois de uma terceira tentativa de mata-leão em tempo reduzido. Naquele combate, Cynthia mostrou ainda um jogo simples de trocação, suficiente para não passar aperto e ainda facilitar a aproximação para estabelecer sua luta agarrada. O resultado foi seguido de um voto de confiança na bonita moça da Califórnia, que está acima de alguns veteranos históricos no card.

Pearl Gonzalez (6-1 no MMA) é uma atleta com boas qualidades técnicas, que utiliza de forma inteligente os jabs como manutenção de distância e movimenta-se de maneira interessante. É ainda uma faixa roxa de jiu-jítsu, formada na 10th Planet de Eddie Bravo, que está sempre buscando finalizações quando a luta está no solo, com especial precisão nos botes aos braços de suas oponentes.

No entanto, a grande característica da estreante é sua total dedicação e entrega nos combates. A astuta Pearl jamais desiste de buscar a vitória, por pior que esteja sua situação dentro da jaula. Foi assim que chegou ao concorrido cinturão do peso mosca do XFC, vencendo inclusive a veterana do UFC Cortney Casey em uma das mais belas viradas de 2013. Gonzalez é uma ótima adição à divisão no UFC, já chegando ao evento com a experiência suficiente para fazer seu trabalho sem o peso da mudança de nível.

Cynthia Calvillo vs Pearl Gonzalez odds - BestFightOdds

Provavelmente teremos uma luta muito boa, mesmo que a pouca fama das atletas não desperte tanto assim a curiosidade das massas. Em uma comparação direta – que nem sempre funciona –, imagino que Pearl passe contra Calvillo um sufoco parecido com o que passou contra Casey, quando deu muitas brechas na luta agarrada antes de estabelecer sua virada. Por ser muito durável, tem chances de levar até a decisão ou, algo improvável, mas não impossível, arrancar uma finalização em contra-ataque, mas a aposta mais segura é em nova finalização de Calvillo na metade final da luta.

Peso Meio-Médio: Patrick Côté (CAN) vs. Thiago “Pitbull” Alves (BRA)

Por Anderson Cachapuz

Thiago "Pitbull" Alves

Outrora considerado um promissor prospecto dos meios-médios, Thiago Pitbull (21-11 no MMA e 13-8 no UFC) virou “terra devastada” depois de perder para Georges St. Pierre no longínquo UFC 100. Uma derrota a seguir para Jon Fitch o lançou em uma gangorra que só deu uma pausa quando ficou dois anos lutando contra lesões. Em sua volta, parecia querer retomar o tempo perdido e emendou duas vitórias, embora com mais dificuldade do que se esperava – a esperança era que o ritmo de luta estivesse fazendo a diferença. Porém, derrotas para Carlos Condit e Jim Miller o lançaram de novo na areia movediça que ainda o traga rumo ao limbo e à aposentadoria de certa forma precoce, aos 33 anos.

Trocador de elite, agressivo, violento, impetuoso, com uma boa defesa de quedas, Pitbull tem todos os predicados de um membro da elite. Aquele que foi considerado em outros tempos como o melhor muay thai da divisão, hoje luta para frear os efeitos do tempo e das lesões. Thiago avança bem em linha reta, controlando a distância e com um sistema defensivo bastante sólido, usando como poucos esquivas e pêndulos. O jiu-jítsu ofensivo praticamente não é utilizado e o defensivo normalmente o deixa na mão.

Patrick Côté

Depois de perder todas as fichas sobre si com sua demissão do UFC, em 2010, um inferno astral que começou com a derrota na disputa de cinturão contra o “Spider” Anderson Silva, Patrick Coté (23-10 no MMA e 16-5 no UFC) retornou ao maior evento do mundo com cara de “mais do mesmo”, com uma derrota para o “vovô-maromba” Cung Le. Mas seis vitórias em duas sequências, permeadas por choques de realidade em alta voltagem contra Stephen Thompson e Donald Cerrone mostraram que Coté pode ser um bom nome para o plantel (ou não). Ou seja, depois de pegar todas as barangas de Bangu (feat. Diego Tintin), quando foi para a Zona Sul do UFC, o “Predador” não arrumou nada.

O tradicional estilo americano de lutar MMA, com o boxe bem alinhado e um wrestling decente de quem já treinou com a seleção canadense embasam o jogo de Côté, que é razoável em todos os pontos, mas sem passar disso. Aos 37 anos, o gás já não é mais o mesmo e a potência, que já nunca foi seu forte, também o deixa na mão. O “Predador” trabalha bem os chutes e tem tendência a atuar na longa distância, mas sua defesa é esburacada tanto em pé quanto no chão.

Patrick Cote vs Thiago Alves odds - BestFightOdds

O cenário que vejo para esta luta é a chinela cantando suave. Acho pouco provável que Côté tente levar o combate ao chão para explorar as deficiências defensivas do brasileiro, até por não ser um exímio grappler. Pitbull deve tentar controlar a distância e explorar o fato de o canadense normalmente se embananar com quem faz isso bem. O brasileiro deve trabalhar os golpes em volume, chutando as pernas, o corpo e a cabeça de Côté até uma vitória por decisão.

O problema é não sabermos qual Thiago entrará para a luta. Como será um duelo de três rounds, as chances de Côté tentar emparelhar no boxe ou até buscar a queda e só pesar por cima me parecem o plano de jogo adequado para ele. Como vejo o primeiro cenário acontecendo mais que o segundo, aposto na volta do Thiago matador, mas não ainda por nocaute. Thiago Pitbull por decisão.

Peso leve: Will Brooks (EUA) vs. #9 FW Charles “do Bronx” Oliveira (BRA)

Por Gabriel Carvalho

Will Brooks

Abrindo as ações do card principal, o ex-campeão dos leves do Bellator “Ill” Will Brooks encara o brasileiro Charles “do Bronx” Oliveira em combate que promete bastante grappling e deve colocar o vencedor dentro do top 15 do maior tanque de tubarões do UFC.

Brooks (18-2 no MMA, 1-1 no UFC) foi apresentado ao mundo quando surpreendeu Michael Chandler em uma decisão controversa, no Bellator 120. Ele venceu a revanche já como campeão dos leves e concluiu mais duas defesas ao bater Dave Jansen e Marcin Held. Após entrar em disputa contratual com o Bellator, foi liberado e assinou com a organização rival, vencendo Ross Pearson na estreia e perdendo para Alex Cowboy.

Oriundo do wrestling, Will usa a modalidade muito bem para ajustar o seu jogo, derrubar os oponentes e controlar o combate no solo. Outro aspecto interessante do estilo do americano é o nível constante unido com o excelente condicionamento físico, permitindo que lute em alta intensidade por 15, 20 ou até 25 minutos. Apesar de ter sido surpreendido por um atleta bem mais pesado no combate recente, Brooks tem totais condições de ser um top 5 da divisão no futuro.

Charles do Bronx

Do outro lado estará Charles Oliveira (21-7 no MMA, 9-7 no UFC). Apesar de talentoso, o brasileiro corre um certo risco de demissão, já que não bateu o peso em seus combates contra Myles Jury e Ricardo Lamas. Nas últimas quatro lutas, foram três derrotas para Max Holloway, Anthony Pettis e o próprio Lamas, retrospecto que não o ajuda em nada na guerra para manter o emprego.

Dono de um jogo em pé cheio de pressão, a principal característica de Charles é o seu jiu-jítsu agressivo e bem criativo, capaz de conseguir ótimas posições sobre atletas experientes no solo e algumas belas finalizações, como por exemplo a chave de panturrilha que aplicou em Eric Wisely ou o triângulo de mão executado em Hatsu Hioki. O problema de “Do Bronx” é que o seu sistema defensivo, até mesmo no jiu-jítsu, não é tão eficiente quanto o aspecto ofensivo, deixando o lutador na mão em algumas oportunidades em que poderia aproveitar melhor – foi assim que Pettis se aproveitou para finalizá-lo.

Charles Oliveira vs Will Brooks odds - BestFightOdds

Will é um cara inteligente e que sabe muito bem variar o seu jogo entre volume e potência. O jogo de clinch deve ser o carro-chefe para o americano, que deve pressionar o brasileiro na grade e no solo desde o início. O problema de usar o forte jogo de clinch é por encontrar um coringa no solo, um atleta que consegue tirar finalizações e raspagens de qualquer posição. Em pé, acredito que os dois se equivalem, com uma leve vantagem para Brooks. Minha aposta é que o ex-campeão do Bellator vencerá por decisão unânime. Minha persuasão? Pouca.

Peso meio-médio: #11 Kamaru Usman (NIG) vs. Sean Strickland (EUA)

Por Rafael Oreiro

Kamaru Usman

Pouco antes do início do card principal, veremos o confronto entre dois meios-médios que vêm se mostrando promissores desde que chegaram ao UFC.

Quatro vitórias seguidas foram o bastante para botar o nigeriano Kamaru Usman (9-1 no MMA, 4-0 no UFC) como 11º ranqueado, já na porta do top 10. Depois de ganhar o TUF 21 para a já finada Blackzilians com uma finalização sobre Hayder Hassan, o lutador emendou decisões sobre bons nomes como Leon Edwards, Alexander Yakovlev e Warlley Alves para chegar em seu estágio atual na categoria.

A ascensão rápida de Usman é bastante devida à sua evolução técnica neste periodo, deixando de ser o lutador unidimensional que se apresentou no The Ultimate Fighter – ele agora é bastante capaz na troca de golpes, ainda mais com a ameaça de queda sempre presente, o que normalmente abre mais brechas na luta em pé. De resto, sua especialidade continua sendo o jogo de quedas e ground and pound muito fortes, catalisados por um excelente condicionamento físico.

Sean Strickland

O californiano Sean Strickland (18-1 no MMA, 5-1 no UFC) ainda não entrou no ranking da categoria, mas está por perto. Ele chegou no UFC em 2014 como campeão do King of the Cage e ganhou duas lutas no peso médio antes de baixar para 170 libras, categoria na qual perdeu a primeira luta em sua carreira para Santiago Ponzinibbio, mas se recuperou com três vitórias, batendo nomes como Alex Garcia e Tom Breese. Apesar do bom retrospecto, Strickland ainda não entrou no radar dos fãs de MMA por causa de lutas como a que fez contra Luke Barnett, quando pouco toma a inciativa do combate.

O “Tarzan” faz parte da nova geração de lutadores “híbridos”, que lutam bem em todas as áreas sem ter uma base vinda de alguma arte marcial específica. Ele hoje é mais técnico na troca de golpes, gostando muito de manter a distância e usar sua envergadura para contragolpear, mas também é bastante capaz na luta de solo, sabendo se defender decentemente quando acaba por baixo, o que pode ser vantajoso no confronto deste sábado.

Kamaru Usman vs Sean Strickland odds - BestFightOdds

Provavelmente teremos uma luta equilibrada no começo, com Usman procurando pressionar na trocação e não deixando Strickland confortável para fazer seu jogo. Caso sinta dificuldade na luta em pé, o “Pesadelo Nigeriano” tem toda a capacidade de levar a luta para a grade, fazendo seu oponente cansar até ser possível mandá-lo ao solo com uma queda. A previsão então é que Kamaru Usman leve a vitória na decisão com dois rounds a seu favor.