UFC 20 Anos: Os Lutadores do Ano, parte 2

Segundo capítulo da comemoração dos 20 anos do UFC fecha a contagem dos melhores lutadores ano a ano na organização, com os astros da segunda década de existência do UFC.

UFC-20-Anos

No primeiro artigo da série dos 20 anos do UFC, apresentamos aqueles que seriam apontados pelo MMA Brasil como os lutadores de cada um dos anos da primeira década de existência da organização. Assim, tentamos também contar um pouco da história através de uma linha do tempo, aproveitando para trazer à tona importantes nomes que ficaram esquecidos no tempo.

Na presente matéria, continuamos a lista com os destaques da segunda década que se encerra exatamente hoje, 12 de novembro de 2013, dia que o UFC comemora 20 anos de sua primeira edição. Voltamos a lembrar que vale o mesmo critério de não repetir nomes em anos distintos, não só entre os dez abaixo, mas também entre os dez anteriores. Ou seja, no fim, teremos produzido uma lista com 20 lutadores diferentes.

Exatamente por conta da regra explicada acima, haverá discordância, gente que preferirá lutador A no lugar do B. Isso é normal, já esperamos por isso e inclusive contamos com sua contribuição na caixinha de comentários. Mesmo daqueles que deixarem a torcida falar mais alto que a razão. E como a lista abaixo está fresca na memória da maioria…

2004: BJ Penn

BJ PennO havaiano BJ Penn é um dos atletas com maior talento natural que o MMA já viu – se não for o maior. Por conta disso, o Prodígio arrumou uma leva de fãs ao redor do mundo. Mas há uma outra qualidade que realmente arrebatou uma horda de adoradores: Penn parece que sempre colocou os desafios acima de qualquer coisa, o famoso “luto com quem for, quando for, onde for”.

BJ estreou no MMA diretamente no UFC, em 2001, depois de se tornar o primeiro estrangeiro campeão mundial de jiu-jítsu na faixa preta. Após falhar duas vezes na tentativa de conquistar o cinturão dos leves, ele simplesmente meteu o pé da organização. Assinou com o K-1 e finalizou Takanori Gomi, que viria a ser, nos anos seguintes, sua sombra oriental. Então chegou o ano de 2004.

Naquela temporada, Penn fez três lutas, apenas uma no UFC. Mas não foi uma qualquer. Campeão da categoria de cima, Matt Hughes estava invicto há 13 lutas e havia varrido a divisão dos meios-médios no UFC quando recebeu BJ como novo desafiante. O campeão riu da possibilidade de ser derrotado por um sujeito tão menor e que jamais havia lutado na categoria. Pois, no final do primeiro round, o Prodígio estava nas costas do superastro, fazendo-o desistir num mata-leão. Pronto, em sua nona luta profissional, BJ finalizou o mais dominante campeão que o UFC já vira até então, que tinha quase 40 lutas nas costas. Só fez uma luta no UFC em 2004, mas foi o suficiente para cravar seu nome na história.

Finalmente de posse do cinturão do UFC, o que fez Penn? Colocou a relíquia em jogo, certo? Não. Abriu mão do título, meteu o pé de novo e voltou para o K-1. Venceu o ex-campeão mundial de muay thai Duane Ludwig e – acredite! – encarou Lyoto Machida numa luta em que o havaiano era uma bolota de 85 quilos, quase 20 a menos que o brasileiro.

2005: Chuck Liddell

Pôster de Chuck LiddellOutro caso de fácil escolha. O ano de 2005 marcou a grande virada do UFC rumo a escapar da falência e se tornar a maior organização de MMA do mundo. O responsável foi o sucesso do reality show The Ultimate Fighter, lançado naquele ano.

O UFC escolheu Chuck Liddell e Randy Couture para liderar as duas equipes da primeira temporada do TUF. Eles já haviam se encontrado dois anos antes e desempenharam papel fundamental no começo da exposição do UFC no mainstream. A final do TUF superou todas as expectativas de audiência e fez crescer muito a expectativa para o confronto dos técnicos, que valeria o cinturão de Couture, uma semana depois. O UFC 52 bateu recordes de renda e venda de pay-per-view e testemunhou Liddell fazer mais uma vítima com sua marca registrada, uma direita em contragolpe que fez Randy desabar nocauteado.

Principal garoto-propaganda do UFC, Liddell defendeu o cinturão ainda em 2005. O adversário foi Jeremy Horn, o homem que lhe infligiu a primeira derrota. O Iceman teve mais uma de suas atuações características, com forte defesa de quedas e contra-ataques mortais, mandou Horn à lona em algumas ocasiões e venceu por nocaute técnico no quarto round.

2006: Georges St. Pierre

O campeão meio-médio do UFC Georges St. PierreCom a queda do nome que vem a seguir, Georges St-Pierre passou a ser o campeão mais dominante do MMA atual. Invicto desde 2007, GSP conquistou feitos de sobra para classificá-lo como um dos maiores lutadores de todos os tempos. Mas por que ele está listado um ano antes?

St. Pierre estreou no UFC aos 22 anos, com 4-0 no cartel. Ganhou duas lutas e foi jogado aos leões. Ao leão, especificamente. Em sua terceira apresentação na organização, disputou o cinturão contra o então avassalador Matt Hughes. O canadense fez uma luta dura, mas acabou batendo em uma chave de braço no último segundo do primeiro round.

De volta à sala de aula, “Rush” enfileirou quatro oponentes e foi escalado para uma eliminatória para o título. O adversário? O ex-campeão BJ Penn, que retornava ao UFC depois de sua passagem pelo K-1. Em março de 2006, GSP venceu em luta dura e se tornou desafiante número um, recebendo a chance de vingar a única derrota de sua carreira.

Em novembro de 2006, no UFC 65, St. Pierre aplicou uma sonora surra em Hughes. O americano escapou de ser nocauteado no primeiro round, quando foi salvo pelo seu enorme coração. Mas não teve jeito no segundo. GSP gingou para um lado e fez o olhar de Hughes desviar. Assim, largou a canela no pé do escutador do algoz e o mandou a knockdown. O ground and pound parecia largar toda a raiva contida na derrota de dois anos antes. Aos 25 anos, Georges St. Pierre já era um monstro.

2007: Anderson Silva

Anderson SilvaEsqueça sua raiva de um Anderson Silva cheio de marra, desrespeitoso e, agora, sem cinturão. Nem sempre isso foi verdade. Para construir o maior reinado que o octógono já viu, o Spider deitou muita gente. Em 2007, a junção de seriedade, agressividade e precisão fizeram o recém coroado campeão mostrar que o title shot depois de uma luta não fora precipitado.

A primeira defesa de Anderson aconteceu em fevereiro de 2007. Na verdade não aconteceu porque Travis Lutter, que se tornou desafiante por ter vencido o TUF 4, cometeu o papelão de não bater o peso numa disputa de cinturão. Ainda assim o combate aconteceu, mas em três rounds e sem valer a coroa. Foi a primeira vez que o UFC viu o poder da guarda de Anderson. O brasileiro travou o faixa preta de jiu-jítsu num triângulo e enterrou a cabeça do “Serial Killer” com cotoveladas. Lutter desistiu no meio do segundo round.

Anderson voltou ao octógono no fim de semana da comemoração da independência americana para encarar Nate Marquardt, que vinha de seis vitórias seguidas. Muitos achavam que o Spider não daria conta do versátil jogo de chão do experiente oponente. Anderson não deu a mínima e nocauteou Marquardt ainda no round inicial.

Faltava um passo para confirmar o brasileiro como o melhor peso médio do mundo. Era a revanche com o ex-campeão Franklin, que aconteceu em outubro na cidade natal do americano. Para mostrar que a primeira luta não foi obra do acaso, Anderson moeu o nariz do ex-professor de matemática com joelhadas dentro de um thai clinch assombroso. Estava definitivamente coroado o maior gênio do MMA.

2008: Brock Lesnar

Brock-LesnarUm dos mais controversos personagens da história do MMA, Brock Lesnar teve uma carreira curta no MMA, mas marcou seu nome na história, especialmente no ano de sua estreia.

Wrestler de sucesso na carreira universitária, campeão da Divisão I da NCAA, Lesnar estreou no UFC em março de 2008 com apenas uma luta de experiência no MMA. De cara bateu de frente com o talentoso ex-campeão Frank Mir. O gigante deixou uma péssima impressão. Em apenas 90 segundos, Brock conseguiu perder um ponto por golpear a nuca de Mir e ainda viu o americano finalizá-lo com uma chave de joelho. A partir daí, o sujeito chocou o mundo.

Lesnar voltou à academia, recrutou treinadores e parceiros de sparring de nível e deu duro por cinco meses. Voltou em agosto e passou como uma locomotiva desgovernada sobre o experiente Heath Herring. Nos primeiros segundos, largou sua mão tamanho 4XL na cara do oponente, que foi a knockdown de cambalhota, rolando quase o octógono inteiro. Dali para diante, quedas e um ground and pound assombroso fizeram o Cavalo Louco do Texas parecer um boneco de trapo.

Por conta da imensa popularidade trazida dos tempos de WWE, Lesnar foi catapultado ao posto de desafiante de Randy Couture, deixando a comunidade do MMA irada pela furada de fila descabida. Em sua quarta luta profissional, Lesnar acabou com a raça do veterano ídolo, usando as armas que fizeram fama do Natural, o clinch e o ground and pound.

No ano seguinte, Lesnar liderou o histórico UFC 100, quando espancou de modo extra-terrestre seu nêmesis Frank Mir, mostrando que já dominava a arte de passar a guarda e travar o mais talentoso faixa preta da divisão dos pesados. Para azar do gorila albino, uma diverticulite reincidente quase tirou sua vida e fez com que sua carreira nunca mais fosse a mesma, chegando ao fim com uma derrota triste para Alistair Overeem, quando parecia um rascunho do tiranossauro que chegou a fazer o mundo pensar que “nanicos” de 1,90m e 110 quilos nunca mais teriam chance na categoria.

2009: Lyoto Machida

Lyoto MachidaPoucos lutadores podem se gabar de um ano inesquecível. Lyoto Machida teve um desses em 2009, quando venceu três oponentes do primeiro time dos meios-pesados e acabou o ano campeão invicto.

No fim de semana do Super Bowl, Machida e Thiago Silva, ambos com 13-0 na carreira, disputaram extra-oficialmente o posto de desafiante número 1. Em uma atuação de gala, Lyoto só faltou dar olé no paulista e o nocauteou no último segundo do primeiro round.

Em maio, no evento do Memorial Day, a sonhada chance pelo cinturão. Em uma performance ainda melhor que a de quatro meses antes, Machida nocauteou violentamente Rashad Evans e fez o americano virar meme na internet caído por cima dos joelhos e os olhos revirados.

Para fechar o ano, o melhor meio-pesado da história até aquele momento. Maurício Shogun foi o primeiro desafiante. Eles lutaram em outubro, no UFC 104. Numa batalha cerebral e altamente equilibrada, Machida tornou-se o primeiro campeão dos meios-pesados a defender o título desde Quinton Jackson, em 2007.

2010: Frankie Edgar

Frankie-EdgarQuando o pequenino Frank Edgar conquistou o posto de desafiante dos leves, no fim de 2009, ninguém deu a mínima. Afinal, não havia nenhuma possibilidade de o pupilo de Renzo Gracie destronar BJ Penn, que aterrorizava a categoria desde 2007. Mas o garoto de Toms River queria mostrar o valor de seu apelido.

“A Resposta” era azarão da ordem de 8 para 1 nas casas de apostas. Eles se enfrentaram em abril de 2010, na luta coprincipal do UFC 112, em Abu Dhabi, no famigerado evento de Anderson contra Demian Maia. Dando mais uma prova de seu boxe de elite, jogo de pernas mais ágil da divisão e coração de leão, Edgar entrou e saiu do raio de ação de BJ por 25 minutos, levando uma controversa decisão unânime e o cinturão para New Jersey. Frank foi o segundo lutador a bater Penn como peso leve (Jens Pulver foi o primeiro).

Por conta da polêmica do resultado e pelo respeito ao reinado de Penn, uma revanche imediata foi concedida ao Prodigy. Então, para não deixar nenhuma dúvida, Edgar inseriu as quedas e o controle posicional no repertório da luta anterior. Em agosto de 2010, no UFC 118, Frankie venceu todos os rounds com imensa autoridade e se tornou o segundo lutador a vencer BJ duas vezes (o primeiro foi GSP).

2011: Jon Jones

2011: O ano dos sonhos de Jon JonesRoyce Gracie, no primeiro ano, não foi a única escolha óbvia desta lista. Em 2011, Jon Jones teve a sequência mais forte que um lutador já viu nos tempos pós-Regras Unificadas de Conduta do MMA.

Já tido como um jovem fenômeno, Jonny Bones começou o ano finalizando Ryan Bader em fevereiro, no UFC 126. Ainda dentro do octógono, ele foi informado que substituiria seu amigo e parceiro de treinos Rashad Evans na disputa do cinturão de Shogun. O problema: a luta seria dali a 40 dias.

Problema nada. Na maior atuação de sua carreira, Jones ofereceu ao curitibano uma surra histórica, que só não bate de frente com as duas traulitadas de Cain Velasquez em Junior Cigano porque Shogun desistiu no terceiro round.

Era hora de descansar e curtir o cinturão. Nem pensar. Jonny tinha um Bentley para pagar e encarou Rampage em setembro. Mesmo mostrando-se na melhor forma física em muito tempo, Jackson não deu jogo para o garoto e foi finalizado no quarto round.

Agora sim, tempo de pegar onda no Taiti. Ainda não. Em dezembro, Bones encarou Machida, chegou a ter algum trabalho, mas colocou seu cotovelo para jogo, abriu uma lanha na testa do brasileiro e o apagou numa guilhotina em pé. A cena de Lyoto caindo como um saco de batatas vazio chocou muita gente e firmou a posição de Jones como o cara a ser batido no MMA mundial.

2012: Cain Velasquez

Cain VelasquezQuando conquistou o cinturão em 2010, aniquilando Lesnar, Cain Velasquez era tido como uma máquina de destruição com tanque de gás infinito. Mas seu mundo caiu em 69 segundos, logo na primeira defesa, ao dividir o octógono contra alguém do naipe de Junior Cigano sem estar totalmente recuperado de uma cirurgia delicada no ombro.

Para recuperar o prestígio, nada como um 2012 redentor. Comendo pelas beiradas, em maio, Velasquez afogou Antonio Pezão em seu próprio sangue em três minutos e pouco de um ground and pound devastador. A vitória valeu o posto de desafiante e a revanche contra o catarinense, que havia dizimado Frank Mir no mesmo dia.

Velasquez e Cigano voltaram a se encontrar em dezembro do ano passado, na luta principal do card de fim de ano, o UFC 155. Depois de um início nervoso, telegrafando tentativas de queda, o americano mudou a luta quando acertou um petardo no campeão e o fez perder o rumo de casa. A partir dali, uma das maiores surras que o UFC já testemunhou numa disputa de cinturão. Velasquez tornou-se o primeiro a aplicar um triple-double (três dígitos de golpes contundentes e dois de quedas) numa única luta, ao cravar 111 golpes e 11 quedas no brasileiro.

Apenas para não deixar dúvida, Velasquez voltou a dizimar Pezão e aplicou uma sova ainda maior em Cigano em 2013. Ele seria o lutador do ano seguinte, não tivesse acontecido algo de proporções bíblicas no último mês de julho.

2013: Chris Weidman

UFC on Fuel TV: Munoz v WeidmanComo ser o lutador do ano com apenas uma luta no ano? Simples, nocauteando o maior de todos os tempos. Ladies and gentlemen, meet Chris Weidman.

Conheça Chris Weidman é engraçado. Até parece que alguém esqueceu do nova-iorquino que chocou o planeta no dia 6 de julho de 2013. Apesar de representar perigo real e imediato a Anderson Silva, poucos levavam o All American a sério. No Brasil, raros – inclusive o Spider, pelo visto.

Numa das lutas mais faladas da história, Weidman derrubou Silva, largou um plantadão no meio da lata do campeão no ground and pound, tentou uma chave de calcanhar e, blasfêmia!, encarou o semideus na troca de golpes. Meio desajeitado, meio raivoso, Weidman completou uma sequência de quatro socos com um gancho de esquerda de manual, encontrando o queixo de Anderson sem escalas. O brasileiro caiu de olho virado e também virou meme.

Acusado de todo tipo de absurdos, desde sorte até ter comprado a luta, Weidman agora se prepara para um desafio ainda maior que o do UFC 162. No dia 28 de dezembro, ele terá pela frente novamente Anderson Silva. Desta vez, sem gracinhas por parte do superastro brasileiro.

  • Daniel Matos

    Acho mais justo esperar o final do ano pra escolher ele como o melhor. Se ele tiver uma derrota contundente acho que fica meio injusto com um lutador como o Aldo ou o Velasquez q ele seja o melhor lutador do mundo em 2013.

    • Daniel Matos

      Quer dizer, poderia ter o GSP tb mas se vc nao pode repetir, então poderia tirar o Cain dessa disputa. Mas de qlq forma continuaria tendo o Aldo.

      • Guilherme Ribeiro

        GSP não vai ser melhor lutador do ano nunca mais… largou a fase atleta dele faz uns anos já… de lá pra cá é média de 1 luta por ano, e sempre luta amarrada, sem graça e vencida por pontos.
        Mas de sábado agora ele não passa… Hendrix vai deitar ele..

        • GSP só fez uma luta num ano quando se machucou. Já lutou em 2013 e vai no sábado de novo.
          .
          “GSP largou a fase atleta dele”. Bem, se isso fosse verdade, não existiria nenhum atleta no MMA mundial.

        • E eu queria mesmo entender qual o problema que o povo tem com luta vencida por pontos se a grande maioria das melhores lutas da história acabaram assim.

          • Guilherme Ribeiro

            O problema com os pontos é que o resultado da luta fica a mercê dos arbitros, e invariavelmente todo evento tem pelo menos uma luta por evento com resultado controverso.
            Além disso existe uma diferença gigantesca entre uma luta como griffin x bonnar que terminou por pontos e foi uma luta espetacular e as lutas do gsp que são todas amarradas, um porre…
            Quanto ao “atleta gsp” de jan de 2009 até hoje foram 6 lutas em 6 anos… ta bom pra vc ?

            • Essa questão de ser um porre é muito relativa. Eu nunca vou achar chato uma demonstração de técnica avançada. O cara faz oponentes de elite parecerem medianos. A luta contra o Nick Diaz e contra o Jake Shields realmente tiveram pouca ação, ele poderia ter feito mais. Já o resto, discordo totalmente de você. Luta boa nem sempre é pancadaria como briga de bar. GSP-Condit foi uma das melhores lutas do ano, por exemplo.
              .
              Cara, falar que o GSP não é um atleta é simplesmente absurdo. Se ele não é atleta, não existe atleta de MMA na face da Terra. E você não precisa perguntar se tá bom pra mim porque eu sei exatamente o que aconteceu com ele. St. Pierre lutou duas vezes em 2009 e 2010, assim como é o padrão dos campeões do UFC (duas lutas por ano). Em 2011 e 2012, imagino que qualquer pessoa que acompanhe MMA sabe que ele foi operado e teve uma recuperação de um problema sério de joelho. E em 2013 fará sua segunda luta, já que venceu Nick Diaz no primeiro semestre.
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              Não deixe seu “haterismo” sobre o cara turvar sua visão.

            • TK

              Desculpe mas há um claro erro de matemática na sua conta. São OITO lutas em CINCO anos, considerando uma parada de UM ANO E MEIO de lesão, do tipo que já terminou com a carreira de muita gente aí…
              Tudo bem não gostar do estilo do cara, mas existem questões objetivas inegáveis.

              Apenas para refrescar a memória:
              2009 –
              BJ Janeiro / Thiago Pitbull Julho
              2010 –
              Dan Hardy Março / KOS Dezembro
              2011 –
              Shields abril
              2012
              Condit Novembro
              2013
              Nick Dias Março / Hendricks Novembro

              • Haters gonna hate, não tem jeito. Não há lógica que explique.
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                E uma lesão como aquela acabou com a carreira de muita gente. Mas como ele é um atleta de elite, voltou que nem um tanque contra o Carlos Condit.

          • Bravin

            Por isso eu gostava da torcida do Pride, os japoneses sabiam reconhecer uma luta boa mesmo que os lutadores estivessem amarrados no chão e vibravam a cada troca de posição bem feita. Já a torcida brasileira e americana, em sua maioria, só vibra quando tem sangue jorrando!

            • Exatamente! Nego quer ver corpo estirado no chão em convulsão, não importa se foram lançados 750 mata-cobras no vento antes do golpe derradeiro. Assim como tem gente que acha que nocaute relâmpago é lutão. Como assim? hahahahaha

              • Paulo Josué

                Se eu estou torcendo pra um lutador, vou querer que ele ganhe o mais rápido possível. Que nem no futebol, prefiro que meu time saia já ganhando de dois a zero no início do jogo e leve tranquilo o resto da partida, do que fique sofrendo até o final. Já se não estou na torcida por ninguém, daí sim pode ter luta até o 5º round.
                “Nego gosta de corpo estendido no chão”, tudo bem até concordo, mas não achei ruim a torcida vaiar as quedas do Mutante no Serafian e a amarração que fazia em baixo, quando a luta subia de novo, até eu vibrei junto com a torcida, a luta estava muito melhor em cima. Tudo é relativo, não dá pra julgar todos os casos iguais.

            • Guilherme Ribeiro

              Lá vem os “cagaregrinha” querer ditar como nós devemos ou não torcer…
              Cara, torcida não tem que ter regra, torcida tem que gritar e apoiar quando está empolgada, e isso acontece involuntariamente.
              Se a maioria das pessoas não gosta de luta amarrada, é porque gosta de ver show, gosta de trocação ou de uma luta com bastante habilidade no solo.
              O problema do GSP é que ele perdeu a ambição de dar show, ele entra no octogono só pra derrubar o cara de costas no chão e ficar marcando pontinhos até o fim da luta, que sempre termina com decisão unanime.
              Ele é um baita lutador, mas hoje em dia parece que só se preocupa em ganhar, e esqueceu que o esporte precisa de emoção.
              E o Hendrix é exatamente o oposto disso, vai pra cima e é porradeiro. Vou torcer como nunca nesse sábado, e se tudo der certo, mais um campeão vai pra lona esse ano..

              • Você realmente pode torcer como quiser, isso é problema de cada um. Você só não deveria dizer que o St. Pierre não é mais atleta.

              • Suruhito

                Na sua descrição, o Melvin Mmanhoef é um atleta perfeito (muito mais porradeiro que Hendricks e o Wand juntos). Ele tem quantos títulos como campeão mesmo? Em quais associações?

                • Guilherme Ribeiro

                  Nossa que merda de comparação em?
                  Aonde você me viu dizer que os porradeiros são mais eficientes? Falei 30x já, o jogo do GSP é totalmente eficiente, dificilmente ele perde uma luta, justamente porque é um monstro no wrestlin, amarra qualquer luta que quiser, joga os caras de costas no chão e fica pontuando.
                  Agora, na MINHA OPINIÃO, isso é um lixo de luta… eu gosto dos caras que vão pra cima, agressividade, só que nem sempre o cara mais agressivo é melhor, só é mais corajoso.
                  Casos como Wand, Fedor, Anderson, Aldo, Ortiz, etc, etc… infelizmente são exceção, de lutadores eficientes e agressivos. Existem também os lutadores agressivos no chão, e são vários também.
                  Só que EU não gosto de retranca, passividade, lutinha de segurança. (exemplo da luta Mutante x Sarafian semana passada).
                  E o Hendrix é mais um cara que consegue aliar agressividade, show, vontade, com eficiência… e vai ser desse jeito que ele vai mandar o GSP pra lona…

                • Cara, cuidado com suas palavras, por favor. Não ofenda as pessoas sem necessidade.

                • Guilherme Ribeiro

                  Oloco, serio ? Po não tive a inteção de ofender ninguem, falei da comparação dele e não dele pessoalmente.
                  Mas se soou ofensivo, foi mal…

                • Sim, você falou da comparação, mas ele pode ter se sentido ofendido. Por via das dúvidas, talvez seja melhor não falar assim.

        • Eu também não morro de amores pelo GSP, mas dizer que ele não é atleta, muita calma nessa hora. O treinamento do cara é nível olímpico. Faz ginástica de solo, corre no inverno, puxa até trenó.

          • Pablo

            Eu também não morro de amores pelo GSP, mas tenho a impressão de que se ele “quisesse” e se arriscasse mais, faria lutas mais empolgantes, mas mesmo com o freio de mão puxado ele passa o carro em cima de qualquer um que bata 77Kg, está muito acima da média e é ctz um atleta completo, poucos são tão esforçados como ele.

    • A escolha acabou em 12 de novembro de 2013, o dia que o UFC fex 20 anos. Daqui pra frente já tá no 21º ano.

      • Clint

        Mas Alexandre, por este critério a primeira vitória do Velasquez sobre o Cigano também não deveria entrar em 2012, já que só ocorreu em dezembro, não? Estou sem paciência para ficar vendo caso por caso, mas a impressão que fiquei foi a de que foi usado o ano normal (de 1º de janeiro a 31 de dezembro).

        • Não, todos os anos foram computados de modo completo, menos o primeiro e o último, pra poder dar 20. Ficaria uma parada ridícula definir o lutador de um ano que só teve um evento.

  • Leonel

    José Aldo nenhuma vez ? D:

    • Não. Queríamos muito colocá-lo, mas não vi como. Impossível tirar o Jon Jones de 2011 e o Velasquez fez mais em 2012.

      • Leonel

        Eu entendo… Mas com ctza 2014 vai ser dele , conquistando o cinturão dos Leves tbm!! Sou fãzasso desse cara e da história dele… Sou fã número um do Lyoto , e número dois do Aldo!

        • Acredite que a gente ficou triste por não ter colocado o Aldo. Ele foi o lutador do ano de 2010, mas não estava no UFC.

  • Suruhito

    Alexandre, você que é um multi-tarefa acompanhando esportes, mesmo este que vou citar sendo pseudo, acha que dentro do WWE existe alguém que possa repetir o fenômeno Lesnar?

  • Lucas Wernke

    O Lesnar chegou mesmo foi pra botar fogo, a força e potência que ele mostrava era foda.
    E quando se olha pra trás assim, fica até engraçado como se encontrava pessoas invencíveis com o tempo.
    Lesnar já foi imparável, Cain foi lá e surrou ele. Cain ficou invencível, Cigano nocauteou.
    Anderson knows, Weidman sabe mais.
    Lyoto ninguém acerta, Shogun nocauteou no primeiro round.
    Agora é o Jon Jones, que o Alex já quase chegou lá.

    E quanto ao Aldo, acho que esse próximo é o ano dele, principalmente se ele subir e ganhar o cinturão, ai não tem como.

    • Essa é a grande graça do esporte. Aconteceu um dia com Matt Hughes, com Georges St. Pierre, com Fedor Emelianenko, Maurício Shogun…

  • Tudo bem que o Weidman deixou o planeta perplexo, com o grito de gol preso na garganta e em estado de plena confusão mental por longos minutos, mas será que não cabia melhor o Pettis em 2013? Ele vinha numa crescente, já tinha quebradop o Cerrone no mesmo ano e derrubou um campeão que dava sinais de que não ia largar osso tão já (embora, admito, cujo domínio era bem menos longevo que o do Anderson).

    • Não cabia. Não tem comparação entre nocautear Anderson Silva e qualquer outra coisa que alguém tenha feito em 2013. E acho que eu ainda teria colocado o Aldo antes do Pettis.

  • Pedro Lins

    Ótimo texto Alexandre!
    Só não sabia que além de nocautear o Anderson Siva, o Weidman também tinha nocauteado o Fedor. Não sei se li errado mas no texto diz que ele nocauteou o maior de todos os tempos… tem video da luta dele com o Fedor?

    Acho que 2011 do Jon Jones provavelmente é o maior ano que um lutador já fez no UFC. Tem muito mito que não tem tantos adversários desse calibre na carreira, quem dirá em apenas um ano.

    • HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
      .
      Eu tava me referindo ao maior de todos os tempos do UFC. Tomei até um susto. Pensei: “Onde eu escrevi que o Weidman nocauteou o Fedor?” Ainda não fiquei maluco (só idiota).
      .
      Eu acho que o ano de 2011 do Jones foi o maior de qualquer lutador na história de qualquer organização. Nem o Fedor, Wand ou Shogun tiveram um ano daquele no PRIDE. Até falei isso num artigo passado: http://www.mmabrasil.com.br/2011-o-ano-dos-sonhos-de-jon-jones

  • Arthur

    Penso que apesar de ter tido lutas meio discutíveis no ano de 2012 o Ben Henderson foi o grande lutador daquele ano.
    O Velásquez seria de 2013,mas entendo que o que Chris Weidman fez é mito e vai ser uma luta lembrada para todos os campões dominantes de qualquer categoria do MMA, a prova maior de que ninguém é invencivel.

    • Eu também preferi o Velasquez de 2013, mas o Weidman fez algo sem precedentes. E pensamos no Henderson pra 2012, mas foram duas lutas polêmicas, uma sinistra. Aí foi foda. Chegamos à conclusão que escalá-lo seria praticamente usar o critério Wikipedia.

  • Parabéns por mais este ótimo artigo! Eu curto (ou curtia, no caso das que acabaram) outras organizações como Pride, Strikeforce, WEC, Bellator,… mas infelizmente, é difícil ter “tempo” para acompanhar tudo, mas o UFC é foda demais, sempre tem material novo, coisa antiga, histórias velhas que não conhecemos. Nessas últimas semanas, tanto aqui no MMA Brasil, quanto no site e Youtube do próprio UFC, estão disponibilizando muitos materiais legais. Um que vale destacar é a luta GSP x Condit, vale a pena ver de novo:

    • Foda demais essa luta, mas o GSP é apenas um miserável não-atleta amarrão de luta, que só faz luta escrota e monótona.

  • Clint

    Os anos que eu mudaria nesta lista são os dois últimos. Velasquez teve um ótimo em 2012, mas não fez nada diferente, por exemplo do que Cigano havia feito no ano anterior. Meu impulso inicial foi colocar Henderson, mas, como lembrado pelo Alexandre aí em cima, das três vitórias que ele conquistou no ano, as duas primeiras foram controversas (a segunda muito controversa). Depois de pensar melhor, colocaria na lista o potiguar Renan Barão, que, vindo de uma invencibilidade incrível, e de uma luta fantástica contra Brad Picket no final de 2011, passou por outro perigoso desafio (Jogensen) antes de chegar ao cinturão interino contra Faber. Já em relação a 2013, se o critério for o do ano inteiro (01/01 a 31/12), como me parece que foi em relação aos demais, acho que ainda é precipitado escolher o Weidman (se ele ganhar a revanche não restará a menor dúvida), ainda mais pela forma como ele chegou ao nocaute (sem retirar nenhum mérito do americano, que teve a técnica e o preparo psicológico para aproveitar a oportunidade, mas o fato é que o Spider claramente passou do ponto nas brincadeiras). Uma boa opção seria o Vitor, mas pra isso teria que mudar anos anteriores da lista (colocar o Couture em 97 e algum outro lutador no ano em que o Natural foi indicado, o que não sei se seria viável). Outra opção é o próprio José Aldo, principalmente pela primeira das duas vitórias que ele teve no ano, quando derrotou com autoridade o incrível Edgar. Se bem que vitória sobre o KZ, pelas circunstâncias da luta, também foi muito significativa.

    • Velasquez fez muito diferente. Ele aplicou uma surra inquestionável e gigantesca no Cigano, bem diferente da vitória do Cigano sobre o próprio Velasquez. Nocautes em um golpe não são sinônimos de massacre. Massacre é o que o Velasquez fez no Cigano duas vezes.
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      Sobre 2013, obviamente eu não poderia usar o ano todo porque não tenho poderes de adivinhação hehehehehe. Mas falando sério, os 20 anos do UFC acabam em 12/11/2013. A partir de 13/11, entramos no 21º ano. Por isso (e por o primeiro ano só ter tido um evento), 2013 e 1993 ficaram diferentes do resto.
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      Weidman já tem a maior vitória da história do UFC. Se ele fizer de novo, só vai aumentar o mito. Não há precipitação alguma em apontar o maior feito da história do UFC. A vitória do Weidman sobre o Anderson vale mais que as três do Belfort somadas (e ainda sobra um troco pro americano). O mesmo vale pro Aldo. Ninguém fez na história do UFC o que o Weidman fez neste ano. Não há precedentes em acabar daquele jeito o maior reinado do maior campeão da história do UFC. Podem questionar tudo, menos o Chris Weidman em 2013.

  • Clint

    Ah, sobre a polêmica com Guilherme aí acima, embora não concorde com alguns exageros da parte dele (GSP, se não for o maior, é um dos maiores atletas do mma e ponto final), entendo perfeitamente seu ponto de vista; o canadense, principalmente depois de última luta do Jon Jones, definitivamente é o campeão que, em tese, tem menos chances de perder o cinturão, e esbanja técnica em suas lutas… mas há muito tempo não empolga e atua de forma burocrática, com o regulamento debaixo do braço; como não tenho nenhum motivo particular para torce especificamente por ele, também me dou o direito de não ficar maravilhado com aulas de jab, quedas e controle posicional. Vou torcer pelo Hendricks, mas acho remotas as chances do barbudo.

    • GSP é o maior atleta do MMA.
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      Cara, por favor, não use essa expressão “com o regulamento embaixo do braço”, até porque, além de ser uma expressão tosca e simplória, importada de comentaristas rudimentares de futebol, isso tá longe de ser verdade, principalmente quando a penúltima luta do St. Pierre foi aquela contra o Carlos Condit. Aquilo foi tudo, menos “lutar com o regulamento debaixo do braço”. Você é um dos melhores comentaristas aqui do site, não fique repetindo as bobagens que falam nas transmissões. Sério mesmo, você é bem melhor que isso e seus vários comentários por aqui provam.