Por Edição MMA Brasil | 29/11/2018 10:20

A maratona de fim de ano do UFC faz o octógono mais famoso do mundo voltar para casa. O Pearl Theatre, no Palms Casino Resort, em Las Vegas, será palco do The Ultimate Fighter: Heavy Hitters Finale, também conhecido como TUF 28 Finale, liderado por um combate muito valioso na divisão dos meios-médios.

O ex-campeão dos leves Rafael dos Anjos tenta nova chance de disputar o cinturão dos meios-médios. Porém, a missão será espinhosa contra Kamaru Usman, o principal prospecto transformado em realidade na categoria.

Antes deles, os fãs conhecerão os vencedores do TUF 28 no peso pesado e pena feminino. Nossa prévia ainda traz o duelo no peso galo entre Pedro Munhoz e Bryan Caraway, além da estreia de Antonina Shevchenko, irmã da estrela Valentina. A quirguiz terá pela frente a sul-coreana Ji Yeon Kim, pelo peso palha.

O TUF 28 Finale terá transmissão ao vivo e na íntegra pelo canal Combate.

Peso Meio-Médio: #3 Rafael dos Anjos vs. #5 Kamaru Usman (NIG)

Por Alexandre Matos

Foi por pouco que Dos Anjos (28-10 no MMA, 17-8 no UFC) não entrou para a história como o primeiro brasileiro a conquistar cinturão do UFC em duas categorias. Após o título dos leves, o niteroiense desistiu de sofrer na balança e foi tentar a vida na divisão acima. A despeito de ser menor que a maioria dos novos rivais, Rafael conquistou três belas vitórias sobre Robbie Lawler, Tarec Saffiedine e Neil Magny, que o levaram a nova chance pelo título. No entanto, foi freado por Colby Covington, que ficou com o cinturão interino.

Quem lembra que Rafael é um faixa-preta de jiu-jítsu dos bons? Faz tempo que ele não precisa da arte suave. Seu desenvolvimento no muay thai foi tão extenso que passou a impressão que o lutador sempre teve a modalidade tailandesa como base. Isso foi fruto do excelente trabalho conduzido pelo técnico Rafael Cordeiro quando Dos Anjos esteve na Kings MMA. O preparador físico Nick Curson e o treinador de wrestling Jacob Harman também tiveram papéis preponderantes para tornar Rafael num legítimo lutador de elite, um sujeito de forte pressão em pé, jogo sólido de quedas e ground and pound incessante.

Dos Anjos será um enorme teste para saber se Usman (13-1 no MMA, 8-0 no UFC) vai concretizar as expectativas criadas desde que venceu o TUF 21. O nigeriano soma oito vitórias em igual número de lutas no UFC, sem contar as obtidas no reality show. Em sua última aparição, Kamarudeen negou as investidas de Demian Maia e navegou rumo a uma vitória tranquila e um tanto monótona por decisão. Demian foi um salto e tanto no nível de competição de Usman, que vinha de triunfos brutais sobre Serginho Moraes, Warlley Alves. Neste meio, teve mais trabalho que o imaginado contra o esforçado Emil Weber Meek.

A metamorfose de Usman não foi gritante como a do adversário de sábado, mas ainda assim é de se elogiar. Ele chegou no MMA como um wrestler muito competente, campeão da Divisão II da NCAA pela Universidade de Nebraska em Kearney, mas com um jogo unidimensional. Atualmente ele adicionou um boxe dinâmico e de alta potência, além de ter aprendido alguns chutes sob a tutela de Henri Hooft. O conjunto, aliado à força física e o condicionamento físico exemplar fazem dele um lutador muito difícil de ser batido.

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Numa análise inicial, pode-se dizer que Rafael tende a sofrer num cenário parecido com o da derrota para Covington, visto que Usman tem defesa de quedas tão ou mais sólida que a do americano. Até mesmo por este motivo, a estratégia de pressionar o nigeriano deve ser feita com cautela, pois o combate corpo a corpo favorecerá Kamaru.

A vitória de Dos Anjos passa por controlar a distância e manter o rival longe. Para tanto, o brasileiro deverá fazer forte movimentação lateral e aplicar chutes baixos potentes, mas sempre dentro de combinações que impeçam Usman de bloquear e cair por cima. Gás para imprimir este procedimento não falta a Rafael. A questão será lutar contra a sua natureza de pressionador.

Para Usman, o melhor é atrair o ex-campeão para seus domínios. Seja atuando como contragolpeador, socando sempre que sair um chute de Rafael, ou buscando o clinch, o melhor para o africano é fazer com que Rafael não fique à vontade na distância e seja obrigado a encurtar. O brasileiro até deve ter bons momentos no começo, mas a tendência é que Usman consiga se impor fisicamente, bloqueie as investidas do oponente e vença na decisão.

Final do TUF 28, Peso Pesado: Juan Espino (ESP) vs. Justin Frazier (EUA)

Por Idonaldo Filho

Mesmo aos 38 anos de idade, o espanhol Juan Espino (8-1 no MMA, 0-0 no UFC) se manteve confiante no objetivo de adentrar no UFC, e viu o TUF como melhor opção, sendo escolhido para fazer parte da vigésima oitava temporada. O “Trota” é simplesmente um dos lutadores mais curiosos que já pude presenciar no esporte. Nascido nas Ilhas Canárias na Espanha, começou a treinar luta canária (um tipo de wrestling disputado no terreiro mesmo) para autodefesa, mas não se contentou só com isso. Espino rodou o mundo se especializando em diversas lutas locais e se tornou medalhista inúmeras vezes em várias outras artes marciais ligadas ao grappling.

O espanhol veio ao Brasil para aprender jiu-jítsu, treinou luta greco-romana, disputou campeonatos de sambo e algumas mais exóticas, como o Ssirum coreano, onde representou a seleção das Canárias entre os 16 melhores do mundo, o tradicional e curioso Gouren britânico, sendo campeão europeu, participou de torneios de Kabbadi na Índia, também se especializando na luta leonesa e participando do festival de luta tártara Sabantuy. Entretanto, é no wrestling senegalês onde ele fez fama, sendo que é o esporte mais importante do país africano, onde Espino se consagrou lenda, e virou uma celebridade local e conquistou o título, ganhando a alcunha de o Leão Branco, por ser o único estrangeiro a ser campeão.

No MMA, Espino mostra toda sua vasta experiência no grappling, e misturando com muita força, consegue boas quedas, tanto no corpo quanto no single leg. Ele tem bom domínio de solo, mantendo atividade com um ground and pound constante, e que dá brechas para conseguir finalizações, como contra Maurice Greene na casa. O seu striking ainda não é lá muito conhecido, mas ele é um lutador que se movimenta bastante, o que é raro no peso pesado. Além disso, ele também mostrou habilidade com o jab, mesmo este servindo muitas vezes para entrar em queda, sendo o artifício de derrubar geralmente feito contrapondo alguma ação do oponente. Como Espino é um dos parceiros de treino de Junior Cigano e diversos outros bons lutadores na ATT, onde treina desde 2013, ele pode mostrar algumas ferramentas ainda desconhecidas em suas lutas. Sua única derrota foi contra o ex-campeão do Bellator, Vitaly Minakov, na terceiro luta de sua carreira, quando caiu pro primeiro soco soltado pelo russo.

Um dos azarões quando a temporada iniciou, Justin Frazier (10-2 no MMA, 0-0 no UFC) veio ao TUF apontado por muitos como um comum peso pesado dentro do cenário regional americano, no qual geralmente se enquadram brawlers acima do peso que cansam com 30 segundos de luta. Dentro da casa, ele superou – ou na verdade ressaltou – isso e venceu dois lutadores de muito respeito fora do MMA, o extremamente gabaritado kickboxer Anderson Silva – que não é o “Spider” e sim o Braddock- e o wrestler olímpico Michel Batista, o último em um rápido e surpreendente nocaute, já que Batista era o favorito da grande maioria do público para sair vencedor do reality show. Antes de entrar na casa, Frazier vinha de três vitórias seguidas no primeiro round, e no seu cartel, temos uma derrota para Derrick Lewis em 2012.

Baixinho, gordinho, barbudo, e que gosta de um mata cobra. Essas características lembram muito um tal de Roy Nelson, mas são características também de Justin Frazier, que mostrou mãos pesadas durante toda sua carreira e enfrentando quase que sempre lutadores mais altos, com envergadura superior a sua. Frazier tem nítida preferência pela curta distância, gostando de colocar o adversário contra a grade, e sabe aplicar sequências razoáveis e tem um bom direto, mas sua ferramenta principal é o overhand, no qual muitas vezes é utilizado para disfarçar uma tentativa de queda.

Seu wrestling se mostrou útil contra os oponentes que enfrentou, onde conseguiu dominar os seus adversários, aplicando bons socos quase sempre na montada. Só que a sua única grande vitória é contra Batista praticamente, e a oposição que enfrentou nos Estados Unidos é deplorável. Outro ponto que pesa a favor de Frazier é que ele sabe muito bem quando aplicar o jogo independentemente de seu oponente, enfrentando um striker temido em Braddock Silva, ele insistiu no grappling e foi muito feliz, já contra Batista que é um wrestler, se manteve cauteloso em suas abordagens, e após cercar o adversário, o nocauteou com uma sequência de socos.

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Essa temporada teve alguns bons momentos, mas não asseguro que nenhum dos lutadores envolvidos na categoria dos pesado terá bom futuro no UFC, nem mesmo o campeão que sairá deste duelo. Espino é um submission grappler muito respeitado e que tem especialidade em um monte de lutas que eu nunca ouvi falar na vida, mas que tem como objetivo derrubar o oponente no solo, e isso é muito importante.

Eu espero uma luta estudada em um primeiro momento, o que pode parecer até chato, mas Juan deve conseguir grudar o adversário na grade e levar ele ao solo. Após um tempo de domínio, Frazier deve cansar mais, e acho que o espanhol da American Top Team conquista o título do The Ultimate Fighter 28, com uma finalização no terceiro round.

Final do TUF 28, Peso Pena: Pannie Kianzad (SUE) vs. Macy Chiasson (EUA)

Por Matheus Costa

A final feminina do TUF 28, válida pela categoria praticamente inexistente dos penas no UFC, terá uma peso galo que deve voltar para a sua categoria de origem após a final. E ironicamente, ela será a favorita.

Um dos nomes mais relevantes da temporada, Pannie Kianzad tem passagem pelo Invicta, onde já disputou o cinturão dos galos. A atleta é especialista na luta em pé, sendo bem leve e rápida. Seu boxe é bem alinhado, onde usa e abusa de jabs para controlar a distância.

Além disso, Kianzad sabe utilizar muito bem chutes, que culminam em ótimas combinações. A atleta evoluiu na luta agarrada, exibindo uma evolução no jogo de quedas. No chão, há de se destacar seu controle posicional, mas também a defesa de finalizações também ganha um ponto positivo.

Macy Chiasson é inexperiente, mas bastante talentosa. Dona de um ótimo striking, Chiasson usa bastantes chutes variados, sempre golpeando na longa distância usando sua boa envergadura. A atleta é bastante técnica, e principalmente, criativa na hora de moldar ângulos e oportunidades para golpear. Seu jogo de chão ainda não foi testado, mas aparentemente é uma área a ser evitada.

Contra Chiasson, Kianzad não deve hesitar em colocá-la de costas na lona, onde pode controlar a luta por cima e conter o ímpeto e a técnica de sua adversária. Já Macy deve manter a luta em pé à qualquer custo, onde é melhor e deve ditar o ritmo com pressão e boas combinações.

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Nossa aposta é na vitória de Pannie, que é uma lutadora mais experiente e não deve encontrar grandes dificuldades para levar a luta para o chão, onde é superior. Kianzad por decisão unânime.

Peso Galo: #9 Pedro Munhoz (BRA) vs. #14 Bryan Caraway (EUA)

Por Diego Tintin

Pedro Munhoz (16-3 no MMA, 6-3 no UFC) chegou à organização com moral, com o então importante cinturão da RFA e nenhuma derrota. Estreou contra o excelente Raphael Assunção e conheceu sua primeira derrota, mas com atuação muito digna. Em seguida, foram mais nove lutas e apenas duas derrotas – ambas por decisão dividida – para gente da elite: Jimmy Rivera e John Dodson. Foram sete vitórias, uma delas transformada em luta sem resultado por conta de um resultado positivo no antidoping, que lhe custou um ano de suspensão. Entre as vitórias, três bônus de desempenho contra nomes importantes: Justin Scoggins, Rob Font e Russell Doane, que foram vítimas de sua perigosa guilhotina.

“The Young Punisher” é um especialista na luta de solo. Faixa-preta de jiu-jítsu, campeão nacional sem pano, o paulista aplica boas quedas, tem movimentos explosivos e costuma punir oponentes que cometem erros de transição. Sua especialidade é a já citada guilhotina, que encaixa com muita facilidade. O tempo que passou treinando com Rafael Cordeiro na Kings MMA o ajudou a aprimorar o muay thai. Hoje em dia, bate ponto em outra academia de elite, a American Top Team. Se não chegou a se tornar um nocauteador mortal, aprendeu a lidar de forma satisfatória com adversários mais experientes na luta em pé.

Bryan Caraway (21-8 no MMA, 6-3 no UFC) esteve por um momento entre a nata dos pesos galos do UFC, quando venceu o então candidato a estrela Aljamain Sterling. Mas uma série de lesões o tirou do cenário por tanto tempo que, ao voltar, recebeu um adversário da periferia da divisão. Teve uma apresentação razoável contra Cody Stamann, em luta que poderia ter vencido, mas saiu derrotado em decisão contestada dos juízes. Neste momento, Bryan está atrás de refazer seu caminho de volta à posição de um possível desafiante, após tanta dificuldade de estar apto a subir no octógono. O problema para ele é que, hoje, a divisão é um ambiente muito mais hostil que aquele de dois ou três anos atrás.

O “Kid Lightning” tem um jogo sólido, porém de pouca variação. Faz do jogo de busca incessante pelas quedas o seu manual de sobrevivência. Uma vez no chão, tem competência para exercer controle posicional e chegar em situações de finalização. É muito perigoso em mata-leões e guilhotinas, uma vez que tem facilidade em posições de domínio, e não lida tão bem quando precisa fazer uso da guarda. Na luta em pé, não chega a ser uma presa fácil, mas faz pouco além do básico de golpes solitários e combinações muito simples.

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Caraway é viciado em arrastar os oponentes para a grade, buscar quedas e desgastá-los com um ritmo sufocante no solo. Contra Munhoz, não me parece uma ideia tão tranquila, uma vez que o brasileiro tem uma desenvoltura na luta agarrada acima da média. Na luta em pé, Pedrinho parece mais polido e melhor defensivamente, mas nada tão claro e uma surpresa pode acontecer neste aspecto. O duelo deve ser muito equilibrado, apostamos aqui por muito pouco na consolidação de Munhoz como uma verdadeira ameaça nesta divisão, levando em uma decisão difícil.

Peso Mosca: Antonina Shevchenko (KGZ) vs. Ji Yeon Kim (KOR)

Por Bruno Costa

Antonina Shevchenko (6-0 no MMA, 0-0 no UFC) chega ao UFC para formar com Valentina o primeiro par de irmãs contratado peça organização após uma ótima atuação aparição no Contender Series, em que conseguiu um nocaute técnico com segura atuação contra Jaimee Nievera.

O peso mosca feminino ainda em desenvolvimento recebe um interessante valor com condições de frequentar o top 15 da categoria em curto prazo. Antonina é excelente striker de combinações muito limpas, que utiliza com competência a boa envergadura e movimentação constante, mas falha por imprimir baixo volume de golpes. Tem o trabalho no clinch como uma de suas principais ferramentas, de onde saem joelhadas e cotoveladas de potência incomum ao que se costuma ver nessa faixa de peso.

Embora lembre a irmã em diversas características, a defesa de quedas e oportunismo no jogo de chão não foram incorporados às habilidades demonstradas até agora.

Ji Yeon Kim (8-1-2 no MMA, 2-1 no UFC) tem a oportunidade de ser a primeira lutadora a alcançar três vitórias no peso mosca feminino no UFC. Após sair derrotada em sua estreia no peso galo, emendou duas decisões divididas contra Justine Kish e Melinda Fabian.

A coreana é básica e muito agressiva na troca de golpes, com boa potência na mão direita e jab competente para armar ganchos e diretos que incomodam as rivais. Apresenta problemas pra lidar com oponentes mais técnicas do que agressivas por ainda não ter sincronizados movimentos defensivos. Embora não tenha demonstrado contra nível de competição mais alto, Kim tem capacidade de mesclar a agressividade da luta e pé com boas quedas e pressão na luta de solo.

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O caminho para uma boa estreia de Antonina parece claro: dominar o ritmo da luta em pé para demonstrar a superioridade técnica, utilizando do jab alongado para manter distância e eventualmente buscar o clinch para trabalhar sua especialidade, além de ser uma área em que a rival não foi propriamente testada na carreira. Para Kim, aumentar o número de ações na luta com agressividade e pressão que incomodem Shevchenko e quedas pontuais são a receita.

A aposta é que Antonina consiga demonstrar sua superioridade física e técnica, machucando Kim principalmente com cotoveladas no cinch, levando o combate em uma decisão unicamente pela dureza demonstrada pela coreana.

Peso Mosca: #3 Joseph Benavidez (EUA) vs. #12 Alex Perez (EUA)

Por Thiago Kühl

Antigo conhecido do público, Joseph Benavidez (25-5 no MMA, 12-3 no UFC) não tem tido bons tempos no UFC nos últimos dois anos, após ter perdido apenas 4 vezes na carreira e somente para gênios do esporte – duas para Demetrious Johnson e duas para Dominick Cruz – vinha de seis vitórias, sendo a última contra o atual campeão do peso mosca Henry Cejudo, quando rompeu o ligamento cruzado anterior e ficou 18 meses fora do octógono. Ele só voltou em junho deste ano, quando foi derrotado por Sergio Pettis, mostrando que os 34 anos começaram a pesar.

Um dos melhores lutadores que não chegaram a ostentar um cinturão no UFC, Joe-Jitsu tem um wrestling de elite, ótimo jogo de chão, evoluiu absurdamente no striking na passagem de Duane Ludwig pela Team Alpha Male e, como se tudo isso não bastasse, tem uma grande capacidade de trocar a luta de nível. Enfim, Benavidez sempre será reconhecido como um dos grandes integrantes da elite do peso mosca, inclusive, com o provável fim da categoria até 57 kgs, Joe deve subir um degrau na escala de peso no futuro, voltando para a categoria em que passou grande parte de sua carreira, relembrando os tempos de WEC.

Uma das ótimas adições ao plantel do UFC por meio do Contender Series foi Alex Perez (21-4 no MMA, 3-0 no UFC), um jovem de 26 anos com experiencia de veterano, vem surpreendendo desde a primeira luta na organização. Vitórias contra John de Thomas, Eric Shelton e o também prospecto José Torres, marcam a ótima caminhada do ex-campeão peso galo do Taichi Palace. Tendo feito a maior parte da carreira na categoria até 62 kgs, desceu de peso no Contender Series e fez suas duas últimas lutas também no peso mosca, com o iminente fim da categoria até 57 kgs, Alex também parece estar nos planos do evento para a categoria onde T.J. Dillashaw reina.

O americano tem um jogo muito bom de se assistir e muito completo: striker de bom nível, principalmente pelo boxe bem alinhado, consegue manter a distância e pendular bem, imprimindo bastante pressão em entradas rápidas e combinações de chutes baixos e golpes de mão, método muito bem implementado em sua última vitória contra Torres. Na luta agarrada, as credenciais de Perez podem até ser consideradas melhores, Wrestler desde os seis anos de idade, foi All-American na faculdade e consegue variar bem tentativas de entradas de queda com as combinações de golpes. Para finalizar o bom arsenal, tem um ótimo faro para finalizações.

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Por mais que Benavidez não passe pelo melhor momento da carreira e que Perez seja um ótimo ativo para o evento, com um jogo agressivo e bem completo, o ex-desafiante do peso mosca ainda não caiu de nível o suficiente para ser uma escada para prospectos ascendentes. Talvez se essa luta acontecesse daqui um ou dois anos, Perez já seria um favorito mais claro.

Além da diferença clara de experiência entre ambos, Alex chega para a luta com pouco mais de duas semanas de aviso, substituindo Ray Borg, que teve problemas de saúde. Neste cenário, apostamos em uma ótima luta, mas que acabe com um Joe vitorioso após 15 minutos.

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