Por Edição MMA Brasil | 05/07/2018 02:22

Encoberto pelo grandioso UFC 226, caberá ao TUF 27 Finale a tarefa de abrir de verdade os trabalhos na International Fight Week. Acontecendo também em Las Vegas, mas no menor e mais acolhedor Pearl at the Palms, no Palms Casino Resort, o card será composto por nomes que chamam menos atenção, mas terá a presença de diversos prospectos nos quais os fãs de lutas deveriam prestar bastante atenção na noite de sexta-feira.

Um dos nomes com ascensão mais meteórica na história do UFC, Israel Adesanya protagonizará a luta principal da noite. O kickboxer ex-desafiante do GLORY terá pela frente o oitavo colocado do ranking do peso médio, o havaiano Brad Tavares, no teste definitivo que mostrará se o neozelandês de origens nigerianas está preparado para competir contra o alto escalão da categoria.

Ainda no card principal, veremos as duas finais da vigésima sétima temporada do The Ultimate Fighter, que emplacou uma série de lutadores no evento. Em dois confrontos entre integrantes dos times de Stipe Miocic e Daniel Cormier (em ordem), Mike Trinzano enfrentará Joe Giannetti no peso leve, enquanto Jay Cucciniello e Brad Katona duelarão pelo título da competição na categoria dos penas.

No duelo com maiores implicações de ranking da noite, escondido no meio da porção principal, a atual sétima colocada nos rankings do peso mosca, Barb Honchak, fará sua segunda luta no UFC duelando contra Roxanne Modafferi, oitava ranqueada. Enquanto isso, espalhados pelo card, dois prospectos do peso médio desfilarão pelo octógono, com Julian Marquez e Alessio Di Chirico prometendo uma luta movimentada, enquanto o polonês Oskar Piechota recebe um bom teste ao enfrentar Gerald Meerschaert na abertura do evento.

O TUF 27 Finale será transmitido ao vivo e na íntegra com exclusividade pelo canal Combate. O card preliminar tem previsão de iniciar às 19:55h, enquanto o principal deve ir ao ar a partir das 23:00h, sempre pelo horário oficial de Brasília.

Peso Médio: #8 Brad Tavares (EUA) vs. Israel Adesanya (NZE)

Por Bruno Costa

Brad Tavares

Brad Tavares (17-4 no MMA, 12-4 no UFC) tenta encontrar sua quinta vitória seguida no octógono protagonizando, pela primeira vez em sua extensa carreira no UFC, um evento principal.

A boa condição cardiorrespiratória, durabilidade e regularidade de Tavares permitem que esteja há muito tempo beirando o top 10 da divisão dos médios. As poucas variações entre jab, jab-direto e chutes baixos costumam ser exaustivamente repetidas em suas lutas, mixadas eventualmente com utilização de um competente wrestling ofensivo, baseado no ótimo timing do havaiano. Em seus dois últimos compromissos, contra Thales Leites e Krzysztof Jotko, o havaiano apresentou surpreendente agressividade (que não devemos esperar que se repita no seu próximo combate), uma vez que é um lutador reconhecidamente pouco ousado.

Em algumas das oportunidades que teve para escalar com força o ranking, Tavares pareceu muito acanhado e sem capacidade de encontrar soluções contra Robert Whittaker e Yoel Romero, algo justificável por se tratarem dos melhores lutadores da divisão, e acabou pagando mico pela afobação contra um veterano de poucas ferramentas técnicas, mas excelente poder de nocaute, contra Tim Boetsch.

Israel Adesanya

Israel Adesanya (13-0 no MMA, 2-0 no UFC) é um interessante valor para a categoria dos médios do UFC. Dono de uma extensa carreira no kickboxing, o nigeriano radicado na Nova Zelândia é um preciso trocador que esconde muito bem seus golpes, variando a região alvo dos ataques. Utiliza sua boa altura e envergadura para controlar com competência a distância dos seus adversários, que normalmente tentam a tática pressioná-lo com o fim de tirar a efetividade de seu jogo.

O wrestling defensivo ainda deve ser uma preocupação para Adesanya no momento atual da carreira, embora tenha resistido à maioria das investidas de seus adversários – de baixo nível, diga-se – em tentativas de mudança de nível, muito com base em seu atleticismo diferenciado.

A expectativa para o combate é que Tavares, muito mais experiente que seu adversário e com técnicas mais diversificadas, se utilize de curtas combinações com objetivo de fintar entradas de quedas e consiga testar Adesanya no wrestling defensivo com double-legs explosivos. Caso o havaiano não seja consciente o suficiente e se exponha em excesso na luta em pé, sofrerá com contragolpes de Adesanya capazes de frustrar seu plano de jogo, causando exaustão e decisões precipitadas (conhecidas popularmente como burrice), o que seria a receita para um final de luta via rápida dolorosa a favor do nigeriano.

Brad Tavares vs Israel Adesanya odds - BestFightOdds

O UFC parece cauteloso o suficiente com Adesanya ao não lhe entregar um wrestler de origem competente o suficiente para pressioná-lo e expor seus defeitos, entregando como adversário um top 10 com estilo menos desfavorável, que poderia facilitar mais rápida ascensão ao seu produto de maior entretenimento. Contudo, a aposta é que Tavares seja hábil e tenaz para explorar os claros buracos defensivos no jogo de Adesanya, conseguindo quedas seguidas de competente trabalho posicional que venham a desgastar o adversário, saindo vitorioso numa decisão ao final dos cinco rounds.

Final do TUF 27, Peso Leve: Mike Trizano (EUA) vs. Joe Giannetti (EUA)

Por Idonaldo Filho

Mike Trinzano

Parceiro de treinos de Jimmie Rivera e Shane Burgos na Tiger Schulmann MMA, Mike Trizano (6-0 no MMA) era campeão do tradicional evento regional Ring of Combat na categoria dos penas e já chegou a fazer uma luta no card preliminar do Bellator (quem nunca?). Na casa, Trizano finalizou Thailand Clark mesmo sofrendo um knockdown no round inicial, e na semifinal foi mais dominante que John Gunther, que apenas se contentava em quedar.

Trizano se mostrou um lutador versátil, nota 7 em todos os atributos da luta, mas que ainda pode se aperfeiçoar mais. Ele é um atleta paciente de bom condicionamento, que gosta usar chutes na perna e socos em linha reta mesmo não possuindo muito volume. Algo que preocupa bastante é sua defesa, já que ele engole muitos socos. No grappling ele é dono de um bom controle posicional e tem bom ground and pound, além de tirar finalizações na cartola, não sendo afobado e buscando a oportunidade correta para terminar o combate. Não é dos lutadores mais empolgantes, mas ainda há margem de evolução para que se torne mais consistente defensivamente.

Joe Giannetti

Joe “Skeletor” Giannetti (6-0 no MMA), de apenas 22 anos, é cria do Cage Titan FC, onde fez todas as suas lutas profissionais e boa parte das amadoras – onde também saiu invicto em sete lutas. Faixa roxa de jiu-jítsu, Joe pegou oposição bem ruim durante sua carreira, porém no The Ultimate Fighter mostrou seu valor, levando dois pescoços para casa: uma guilhotina apagou John Gunther e um estrangulamento D’arce fez Allan Zuñiga batucar.

Giannetti treinou wrestling durante o colégio, e embora seja alto e tenha uma movimentação decente com bom jab, ele prefere grudar no oponente e buscar finalizações, mas ainda deixa brechas no chão e já teve posições boas invertidas contra oposição bem ruim. Embora possua técnica, sua trocação não carrega tanta potência, e geralmente seus golpes não aparentam ser utilizados para causar muito dano ao adversário, e sim para fintas e controle de distância. Outro problema é que Giannetti tenta mais golpes plásticos do que realmente contundentes. No chão, porém, é onde Joe é extremamente astuto ofensivamente, tendo uma guarda muito boa e perigosa – embora saibamos que guarda no MMA é algo quase suicida – e é ótimo principalmente com estrangulamentos, conseguindo encaixar eles tanto no chão quanto no clinch.

Joe Giannetti vs Mike Trizano odds - BestFightOdds
 

A verdade é que ambos estão verdes ainda na minha opinião. Acho Giannetti o lutador mais talentoso, porém Trizano me parece mais preparado para o UFC. Também devemos atentar a diferença de tamanho, já que Mike fez carreira predominantemente no peso pena enquanto Joe já fez lutas como meio-médio.

O equilíbrio deverá ser grande no combate. Giannetti pode tirar um estrangulamento a qualquer momento, mas inegavelmente Trizano é mais habilidoso no chão do que os oponentes que Joe finalizou na casa. Vou arriscar um pouco, acredito que Trizano possa conseguir frustrar Giannetti em pé e mixar com quedas, levando a luta na decisão dos juízes e consequentemente virando campeão do TUF 27.

Final do TUF 27, Peso Pena: Jay Cucciniello (ENG) vs. Brad Katona (CAN)

Por Rafael Oreiro

Jay Cucciniello

A vida de Jay Cucciniello (8-0 no MMA) foi literalmente do inferno para o céu durante sua passagem pelo TUF 27. Vendo suas chances de conquistar a competição escorrerem pelo ralo após ser completamente dominado por Bryce Mitchell na luta agarrada. Porém, se beneficiando de uma lesão de Ricky Steele, ele teve a chance de retornar para o torneio para enfrentar o completo favorito e primeira escolha geral, Tyler Diamond.

Contra o wrestler da Team Alpha Male, o inglês surpreendeu e conseguiu sua redenção. Em uma das melhores lutas da história do reality show, onde Diamond inexplicavelmente aceitou a troca de golpes franca, ambos trocaram socos sem praticamente nenhuma preocupação com a defesa, com Cucciniello mostrando maior variação e técnica, e carimbando a passagem para a final com um nocaute no terceiro round.

Cucciniello é um lutador de excelente kickboxing, com boas combinações de socos retos, que podem mirar tanto a cabeça quanto o tronco. Ele troca constantemente de base, buscando também surpreender seus oponentes com rápidos chutes baixos ou joelhadas na curta distância. Porém, apesar da potência ofensiva, o inglês possui muita pouca habilidade ao se defender de golpes, se expondo completamente ao atacar e se complicando na troca de socos no pocket.

Ainda assim, sua principal deficiência defensiva é a luta agarrada. Como exposto por Mitchell na competição, Cuccianello tem uma defesa de quedas bastante vazada e, apesar de demonstrar resistência e tentar se levantar quando posto no chão, o inglês acaba entregando posições ao tentar voltar a luta de pé rápido demais. De olho nessa deficiência, ele alternou seu camp de treinamentos para esta luta entre sua academia normal, com companheiros de treino de baixo nível na Espanha, viajando para os Estados Unidos para treinar com alguns de seus parceiros no The Ultimate Fighter. Ainda assim, duvido que o curto espaço de tempo tenha sido o suficiente para corrigir tamanho defeito.

Brad Katona

Azarão dentro da casa do TUF 27, Brad Katona (6-0 no MMA) teve o caminho mais espinhento de qualquer lutador dessa temporada até a final. Um dos últimos selecionados no geral, o canadense foi colocado logo de cara contra um dos dois maiores favoritos para vencer a temporada na categoria, Kyler Phillips, lutador que inclusive já havia tido uma passagem vitoriosa pelo Contender Series. Surpreendendo todos, Katona dominou o combate, mostrando ótima adaptabilidade e inteligência durante o duelo, usando chutes baixos para quebrar totalmente o estilo de jogo de seu oponente.

Passando para as semifinais, ele entrou novamente como azarão para enfrentar o ex-WSOF Bryce Mitchell. Sendo peso galo de origem, somente subindo para a categoria de cima pela oportunidade no programa, sua diferença física contra Mitchell era bem acentuada, visto que o americano é um peso pena bem grande. Ainda assim, Katona quebrou novamente a banca, finalizando no terceiro round em uma luta muito disputada.

Engenheiro mecânico de formação, Brad largou sua formação e seu país, se mudando para a Irlanda para perseguir o sonho de virar lutador, se juntando a Straight Blast Gym, na companhia de outros jovens talentos como James Gallagher e Richie Smullen. Katona é um lutador bastante completo para o seu estado atual de desenvolvimento, tendo como sua principal especialidade o jiu-jítsu, com bom controle posicional e transições rápidas.

Não satisfeito com sua experiência na luta agarrada, ele entrou para o time de wrestling no colegial e se focou bem nos treinos de boxe, virando campeão do Golden Gloves no Canadá e chegando perto de fazer parte do time nacional da modalidade. Katona é um lutador de movimentação interessante em pé, com ótimas combinações no pocket e com bom uso de chutes, mas tem o defeito de por vezes soltar golpes abertos demais, abrindo um grande espaço para ser acertado.

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Analisando os lutadores, Katona é o atleta mais completo entre os dois. O canadense tem habilidade para trocar com Cuccianello, podendo até levar vantagem com sua rapidez na troca de golpes na curta distância, e sua superioridade na luta agarrada é clara. O único fator que pode impedir o canadense de impor o jogo de luta agarrada é sua menor potência física diante de Jay mas, como Brad conseguiu transpassar a vantagem de tamanho de Mitchell, não deve ter tanto problema aqui.

Ao final, Brad Katona deve alternar momentos de movimentação e combinações rápidas com transições para o chão, onde dominará a luta, podendo até finalizar na metade final do combate para se tornar o mais novo The Ultimate Fighter.

Peso Mosca: #8 Roxanne Modafferi (EUA) vs. #7 Barb Honchak (EUA)

Por Anderson Cachapuz

Roxanne Moddafferi

Fazendo pela primeira vez um segundo combate no UFC, Roxanne Modafferi (21-14 no MMA e 0-2 no UFC) busca finalmente construir uma história no maior palco do MMA. Em sua primeira tentativa em 2013, ela foi derrotada por Raquel Pennington no TUF 18 Finale e não seguiu na organização. Roxy retornou com uma bela trajetória no TUF 26, onde caiu nas semifinais para Sijara Eubanks, mas recebeu do destino uma oportunidade de disputar a finalíssima, uma chance de ouro contra a inexperiente Nicco Montaño. Perdeu por decisão unânime, e agora recebeu uma nova oportunidade de iniciar uma nova trajetória pelo título em sua categoria natural.

Em mais um TUF Finale, Modafferi terá uma dura oponente para colocar em xeque toda a sua evolução até aqui, e garantir a continuidade de sua história. Prestes a completar 36 anos de idade, a “Happy Warrior” não é mais nenhuma garotinha, mas isso não a impediu de evoluir seu jogo e deixar de parecer um bonecão do posto lutando. O boxe não a faz mais passar tanta vergonha e o jogo de quedas melhorou, abrindo espaço para um ground and pound que se não é destruidor é bem eficaz e rendeu vitórias nas últimas lutas – inclusive dentro da casa do TUF. Se não é excepcional em nenhuma área, ela é pelo menos uma lutadora decente para encorpar o plantel.

Barb Honchak

Franca favorita para o posto de campeã do TUF 26 e inaugural dos moscas mesmo parada há 2 anos, Barb Honchak (10-3 no MMA e 0-1 no UFC) decepcionou. Após duas vitórias mornas sobre Gillian Robertson e Rachael Ostovich, Barb tombou nas semifinais diante da futura campeã Nicco Montaño em atuação bem distante daquilo que se esperava dela. No card da final, mais uma decepção: a derrota por decisão dividida para Lauren Murphy, que a colocou muito mais distante do sonho de ser campeã do UFC. Aos 38 anos, Honchak não tem muito mais tempo do que mais uma corrida à cinta, e uma nova derrota pode acelerar sua aposentadoria.

Primeira campeã peso mosca do Invicta, onde defendeu seu título por duas vezes, a “Little Warrior” tem um jogo completo e bem desenvolvido. Boa em pé e no solo, com um trabalho cauteloso de aproximação, Honchak é capaz de adaptar seu jogo para explorar os pontos fracos das adversárias. Por vezes, falta à moça senso de urgência e até um pouco mais de coração. Não sei se isso é por conta da idade ou sua característica mesmo, mas se quiser obter êxito em uma nova corrida pelo cinturão, Barb precisa de um gás nestes aspectos de seu jogo, já que uma nova vitória sobre Modafferi a coloca em posição de subida rumo ao cinturão. Pode ser sua última chance!

Barb Honchak vs Roxanne Modafferi odds - BestFightOdds
 

No primeiro combate de ambas em 2011, Honchak finalizou no terceiro round. De lá para cá muita coisa mudou: Roxy evoluiu bastante e Barb já mostra que a idade começa a pesar. Em condições normais, a diferença técnica entre ambas é gritante. Honchak é muito mais completa e evoluída em qualquer área de comparação dentro do jogo. Mas o maior coração e motivação de Modafferi pode fazer a diferença neste combate.

A aposta é em um combate morno, sem muitas emoções. Roxy deve tomar a iniciativa da aproximação e Barb deve circular pela periferia do octógono, buscando o melhor momento para aproximar e aplicar seu jogo adaptado ao ponto fraco de Modafferi: explorar o clinch e golpear, pontuar e vencer por decisão, uma vez que no chão a coisa fica um pouco mais perigosa.

Roxy deve aproximar buscando uma queda para trabalhar o ground and pound ou até buscar uma finalização. Como nenhuma das duas é capaz de pisar fundo no acelerador a esta altura do campeonato, a minha aposta é que uma decisão dividida ocorra a favor de Honchak.

Peso Médio: Alessio Di Chirico (ITA) vs. Julian Marquez (NZE)

Por Bruno Costa

Alessio Di Chirico

Alessio Di Chirico (11-2 no MMA, 2-2 no UFC) volta ao octógono depois de salvar seu emprego com um belo nocaute conquistado contra Oluwale Bamgbose. Antes disso, ele vinha de derrotas para Eric Spicely e Bojan Velickovic, intercaladas por uma vitória sobre o fraco Gareth McLellan.

O italiano prima pela força e resistência em detrimento da técnica na troca de golpes, embora seja dono de um bom direto e parece estar se habituando às joelhadas de encontro. A defesa de quedas de Alessio não é das melhores, e o desenvolvimento dos combates a seu favor depende muito disso, porque o jiu-jitsu defensivo o deixou na mão quando teve o nível de competição aumentado, como no combate contra Spicely por exemplo.

O cenário ideal de seus combates é uma batalha para que consiga persistir a eventuais tentativas de quedas dos adversários e esticar os momentos de troca de golpes na curta distância, área da luta onde se sai melhor e onde tem capacidade para causar bom dano a seu adversário.Julian Marquez

Julian Marquez (7-1 no MMA, 1-0 no UFC) chegou ao UFC cercado de expectativas por um nocaute devastador aplicado sobre Phil Hawes no Contender Series, que lhe rendeu o contrato com a maior organização de MMA no mundo.

Um peso médio de grandes dimensões físicas, Marquez é um lutador que têm se demonstrado cada vez mais oportunista. Wrestler de origem, o dono do singular apelido “A Crise de Mísseis Cubana” utiliza dessa ferramenta basicamente para manter seus combates disputados na trocação, onde trabalha com menos volume e muita potência em ganchos, cruzados e swings. Em seu último combate, demonstrou algumas boas tentativas de finalização e conseguiu a primeira vitória da carreira por este método.

Alessio Di Chirico vs Julian Marquez odds - BestFightOdds
 

Marquez é um lutador mais completo do que Di Chirico e possui mais ferramentas para finalizar o combate do que seu oponente, mas sua tendência a conseguir fazer apenas metade da luta em boas condições físicas representam grande perigo contra um adversário de estilo agressivo e bem munido de resistência.

Esperemos um embate de muita agressividade de parte a parte, com boa dose de chinela cantando e os sujeitos se locomovendo como zumbis em algum momento da luta. Embora num cenário perigoso, a aposta é que Marquez consiga, não sem algum tipo de drama, uma finalização saída de posição no clinch na primeira metade do combate.

Peso Médio: Gerald Meerschaert (EUA) vs. Oskar Piechota (POL)

Por Gabriel Carvalho

Oskar Piechota

Um dos últimos campeões da RFA, Gerald Meerschaert (27-9 no MMA, 3-1 no UFC) se tornou um interessante nome pra rabeira de top 15 no peso médio, servindo como um teste interessante para quem quiser subir na divisão. No octógono, venceu os fracos Brian Camozzi, Ryan Janes e Eric Spicely, sendo apenas parado pelo brasileiro Thiago Marreta, que foi seu principal teste. Meerschaert é faixa-marrom de jiu-jítsu e tem uma base decente no kickboxing, apostando em pouca movimentação e mais objetividade nos golpes.

Ex-campeão do Cage Warriors e participante do ADCC, Oskar Piechota (11-0-1 no MMA, 2-0 no UFC) impressionou muita gente com as sólidas vitórias sobre os limitados Jonathan Wilson e Tim Williams. Para o seu próximo combate, o UFC decidiu aumentar o nível do sarrafo. Além do grappling de altíssimo nível, Piechota vem provando bem o seu nível em pé, principalmente em suas quatro lutas recentes.

Gerald Meerschaert vs Oskar Piechota odds - BestFightOdds
 

Os dois atletas são de estilos bem parecidos, portanto, podemos ter um combate bem legal de ser aqui. Piechota deve utilizar uma abordagem com foco na longa distância e buscando aproximações com golpes cruzados. Meerschaert deve apostar em encurralar o europeu para trabalhar golpes retos e buscando o nocaute. Caso a luta vá para o chão, temos a vantagem de Oskar, e apostaremos nele por finalização na segunda metade da luta.

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