TUF 26 Finale: Prévia das lutas femininas

Após o fim de mais uma temporada feminina do The Ultimate Fighter, o TUF 26, enfim, definiu as finalistas para coroar a primeira campeã peso mosca da história do UFC.

Originalmente, Nicco Montaño Sijara Banks fariam a final e disputariam o cinturão. Entretanto, Banks teve problemas de saúde durante o corte de peso e acabou abandonando o confronto. Para o seu lugar, a organização escolheu a semifinalista Roxanne Modafferi, que fará seu retorno ao UFC para disputar o cinturão inaugural dos moscas com 24 horas de antecedência.

Confira a prévia de todas as lutas femininas do card do TUF Finale 26:

Cinturão Peso Mosca: Nicco Montaño (EUA) vs Roxanne Modafferi (EUA)

Uma das gratas surpresas que o TUF 26 nos proporcionou, Nicco Montaño (3-2) entregou muito mais do que se esperava da 14ª colocada do ranking. Após ser a primeira zebra da temporada ao derrotar Lauren Murphy, Nicco foi literalmente comendo pelas beiradas. Ela despachou Montana Stewart no combate mais sangrento da temporada, e quando todos a notaram, ela já estava garantindo sua vaga na finalíssima do próximo sábado ao derrotar com atuação gigante a veterana ex-campeã do Invicta FC Barb Honckack.

Com background no boxe, que começou a treinar ainda menina, Montaño migrou para o jiu-jítsu, onde ostenta a faixa roxa e daí para o MMA foi um pulo. Dentro da casa do TUF, Nicco foi muito cuidadosa em suas abordagens e mortal quando teve a oportunidade. Foram três decisões, é verdade, mas muito mais por méritos da adversária do que por falta de alguma coisa. Com 28 anos, precisa evoluir como todas as outras, mas já possui um jogo muito mais sólido do que apresentaram suas adversárias. Ofensivamente, abre brechas com uma boa movimentação e angulação nos golpes, além de muita potência. No chão se vira bem e faz bom uso de sua faixa. Defensivamente é segura, tem boa defesa de quedas e um bom movimento de cabeça.

Se existe uma prova que o ser humano pode evoluir com esforço e dedicação, esta prova chama-se Roxanne Modafferi (21-13 no MMA e 0-1 no UFC). Depois que não foi aproveitada no elenco do UFC após o TUF 18, a moça alterna duas vitórias para cada derrota na carreira, vindo em uma decente evolução no Invicta, onde parece ter encontrado sua real categoria: o peso mosca.

Ela ajustou a movimentação de bonecão do posto e não parece mais um robô lutando (um pouco… mas melhorou, vai?). Refinou sua trocação e agora é até capaz de nocautear, seja com boas combinações ou no ground and pound furioso que vem depois de boas entradas de queda. O jiu-jítsu, que sempre foi seu ponto forte, continua encorpando seu jogo, agora com muito mais base e muito mais completo. Não é excepcional em nenhuma área, mas aos 35 anos, provou ser boa o suficiente suficiente para que o UFC possa ranqueá-la como primeira colocada.

Estreou no episódio inaugural proporcionando um banho de chuva (de socos) sobre Shana Dobson e a seguir também nocauteou Emily Whitmire, antes de cair em boa luta para a maior potência da “Sarj” Sijara Eubanks. Ou seja, repetiu o retrospecto de 2-1 dentro da casa, uma lástima.

Nicco Montano vs Roxanne Modafferi odds - BestFightOdds

Uma final surpreendente entre a décima segunda e a décima quarta colocada deveria ter acontecido. Certamente ninguém ganhou dinheiro apostando nisso no início do programa, mas coroou boas trajetórias de superação durante a temporada. Sijara vacilou com o peso mais uma vez e ficou de fora, perdendo a oportunidade de sua vida. De qualquer forma, dificilmente a campeã do programa manterá o cinturão por muito tempo. Ambas devem sucumbir quando a “elite” chegar à nova divisão, porém, quem não gostaria de ter esta valorosa peça de ouro e couro enfeitando a estante da sala, né?

A abordagem mais metódica de Nicco pode ser prejudicial se Roxy “morfar” e entrar como Ranger Azul. Se começar ligada no 220, a novata que surpreendeu a todos dificilmente aguentará a pressão. Modafferi deve estar radiante com a terceira chance que caiu no seu colo e deve controlar as ações no centro do octógono, mas não sem antes esbarrar em mais uma boa e surpreendente atuação de Montaño.

Combate difícil de prever, mas para não ficar em cima do muro e apostar junto com o destino, vou de Modafferi por decisão.

Peso Mosca: Barb Honchak (EUA) vs Lauren Murphy (EUA)

Barb Honchak (10-2) chegou à casa do TUF como a franca favorita da edição. Pelo menos na prática, já que na teoria ela foi a segunda ranqueada ostentando o cinturão do Invicta, mas sem lutar há dois anos, o que provavelmente fez a diferença na hora das escolhas. Na casa, despachou com facilidade a novata Gillian Robertson, teve um pouco mais de dificuldade contra Rachael Ostovich até finalmente tropeçar e ser mais uma vítima da super zebra Nicco Montaño nas semifinais.

A moça é formada em biologia molecular e pós graduada em ciência ecológica. Foi a primeira campeã peso mosca do Invicta e defendeu com sucesso seu título por duas vezes. Já lutou contra nomes conhecidos como Cat Zingano, Leslie Smith, Vanessa Porto e a própria Roxanne, quando a finalizou no terceiro round em 2011.

A idade já começa a cobrar o preço para Barb. Bem conservada aos 38 anos, a “Pequena Guerreira” tem um jogo sólido e completo. Com abordagem metódica, não costuma fazer combates muito emocionantes, uma vez que se arrisca pouco e prefere jogar mais na segurança. É competente em pé, derruba bem e trabalha bem no solo, martelando no ground and pound. Defensivamente se vira bem em todos os aspectos, mas falta um pouco de senso de urgência e talvez até um pouco mais de coração.

A palavra decente pode definir todas as qualidades de Lauren Murphy (9-3 no MMA e 1-3 no UFC) de uma forma geral. Ex-campeã peso galo do Invicta FC, a norte-americana chegou ao TUF como a única lutadora que já estava sob contrato com a organização, tornando-se a terceira escolhida. Mas assim como suas más atuações dentro do UFC, onde soma apenas um triunfo em quatro lutas, Murphy decepcionou novamente ao ser dominada pela finalista Nicco Montaño logo na primeira fase.

Ela estava com luta marcada contra a brasileira estreante Priscilla Pedrita, mas decidiu enfrentar Honchak após a baixa de Roxanne. Sua principal qualidade é a luta em pé, mas mostra constantemente que não possui uma defesa muito confiável, além de um jogo de chão limitado. Caso saia derrotada novamente, a probabilidade dela ser convocada ao departamento de RH do UFC é alta. Diria que quase certa.

Barb Honchak vs Lauren Murphy odds - BestFightOdds

De fato, não será um combate muito animador para os fãs, pois são lutadoras que não gostam de se expôr tanto. Entretanto, creio que a experiência de Honchak será um fator importante, já que a veterana é basicamente superior em todas as áreas. Honchak por decisão unânime.

Peso Mosca: DeAnna Bennett (EUA) vs. Melinda Fabian (HUN)

Profissional há 5 anos e uma das figuras com maior expectativa no programa, DeAnna Bennett (8-3) começou a carreira de forma espetacular. Foram oito vitórias em sequência que lhe credenciaram a disputar o cinturão do peso palha do Invicta. O nocaute de Livia Renata parece ter sugado sua alma, pois duas derrotas contra Roxanne Modafferi e Jodie Esquibel coroaram a péssima fase de sua carreira. Na casa, estreou batendo facilmente a armênia Karine Gergovyan com um nocaute técnico e caiu na rodada seguinte, literalmente, quando o pé da finalista Sijara Eubanks estalou no meio da sua fuça e a mandou à lona desacordada.

Quem sabe esse choque não trouxe sua alma, enterrada nas profundezas do submundo, novamente? O fato é que o jogo de Bennett é forte e consistente. A moça é habilidosa, inteligente e luta com a mesma alegria e bom humor que apresentou na casa. Aos 33 anos, ainda tem lenha para queimar. Começou no wrestling ainda na High School e depois começou a treinar kickboxing e muay thai, onde chegou a competir de forma amadora.

Sua movimentação é boa, possui um bom contragolpe bastante preciso e se vira bem em todas as áreas, mesmo sem ser excepcional em nenhuma. Em jogo, lutará para espantar a má fase e mostrar que ainda pode habitar a elite de sua categoria (que deve ser a de baixo muito em breve).

A húngara Melinda Fabian (4-3-1) vendeu seu carro e atravessou o continente para deixar de ser uma reles desconhecida do público não-europeu. Se não conseguiu seu intento, já que foi eliminada ainda na rodada inicial por Rachael Ostovich quando lutou com uma lesão no posterior da coxa, pelo menos apareceu no mainstream americano e vai lutar no card de sábado sob os holofotes do mundo inteiro, conquista que chegou aos 30 anos de idade.

Não se tem muito material de estudo sobre Melinda. No programa, Alvarez definiu seu jiu-jítsu como “horroroso” e queria manter a luta em pé de qualquer forma. Ocorre que suas quatro vitórias foram por finalização, mostrando que a moça, pelo menos ofensivamente, tem boas posições. Defensivamente deixa buracos, pois também foi finalizada em duas de suas três derrotas. Em pé é decente, mas seu jogo também apresenta muitos buracos, que aliados à defesa de quedas quase inexistente, torna-se mortal para lutadoras um pouco mais técnicas.

Deanna Bennett vs Melinda Fabian odds - BestFightOdds
Acredito que DeAnna seja um degrau muito alto para Melinda iniciar sua escalada e sua trajetória no maior evento do mundo. Muito mais técnica e experimentada do que sua oponente, que só lutou no cenário regional/europeu, DeAnna não deve ter dificuldades em colocar a luta para baixo e trabalhar o ground and pound até abrir uma brecha para uma finalização. Minha aposta é que isso aconteça ainda no primeiro round.

Peso Mosca: Christina Marks (EUA) vs. Montana de la Rosa (EUA)

Christina Marks (8-8) passou como um relâmpago pela casa do TUF. Seu combate, que foi o último da fase preliminar, durou menos de um minuto, ao ser finalizada num armlock quase infantil por Emily Whitmire. Surpreendida, acabou eliminada e agora vai ter a oportunidade de construir sua trajetória dentro do UFC, aos 32 anos.

Quase ninguém teve tempo de conferir por causa dessa bobeada, mas Christina tem boas credenciais esportivas. Praticou atletismo desde a adolescência, tem um bom background no muay thai e é faixa roxa de jiu-jítsu (se eu sou o sensei dela, daria três tapas de cada lado da cara para aprender a não cair mais nessas chaves mal encaixadas). Tem um bom sistema cardiorrespiratório, mas deve adorar uma cama, pois sempre começa seus combates meio sonolenta. Não sei onde ela pegou a faixa roxa, mas o jiu-jítsu defensivo é uma água e foi responsável por seis de suas oito derrotas.

Pouca gente lembra, mas Montana de la Rosa (7-4) foi a lutadora finalizada por Mackenzie Dern em seu segundo combate profissional. Aos 22 anos, a moça já é bastante experimentada e muito gabaritada no mundo da luta. Em suas quatro derrotas, duas foram nas primeiras lutas profissionais e duas contra pedreiras (além de Mackenzie, foi nocauteada por Cynthia Calvillo). Na casa, a sexta colocada no ranking estreou finalizando com facilidade Ariel Beck. No combate seguinte, fez a luta mais sangrenta da temporada quando foi atingida na testa por Nicco Montaño e acabou caindo na decisão, mas mostrando um coração imenso.

Montana também é faixa roxa de jiu-jítsu, assim como sua adversária. Ela adiciona ao seu jogo o wrestling que por três vezes lhe deu o título de All American. Ousadia e alegria, misturados com oportunismo e muita habilidade e flexibilidade. Em pé, sua trocação é pouco refinada, mas decente o suficiente para se aproximar e aplicar seu jogo com calma. Defensivamente, deixa buracos que certamente serão corrigidos com o tempo e a experiência, já que a moça ainda tem muito tempo para evoluir sem pressa. Depois do programa, entrou para o “Team Takedown”, onde passou a treinar com Miesha Tate.

Christina Marks vs Montana De La Rosa odds - BestFightOdds
 

Os combates foram casados pensando em cartéis, mas falando em nível técnico, este deve ser um dos mais desequilibrados da noite. Se Christina entrar dormindo como entrou na casa do TUF, com direito a chapéu de soneca e tudo, Montana vai aplicar uma passada de carro como Emily fez. Se entrar ligada, trabalhando a distância e jogando na longa, atingindo e saindo do raio de ação de sua oponente, Marks tem chances.

Mas não vejo este cenário acontecendo. Montana já é uma lutadora muito melhor, mais completa e mais evoluída. É claro que eu espero que Christina dê um pouco mais de trabalho do que deu a Emily, mas certamente não vai demorar muito para Stewart (ou de la Rosa) se aproximar com todo o seu coração de guerreira, entrar no olho do furacão, quedar e conseguir a finalização. A aposta é que isso ocorra ainda no primeiro round.

Peso Mosca: Karine Gervogyan (ARM) vs Rachael Ostovich (EUA)

Primeira e única mulher da Armênia no MMA, Karine Gervogyan (3-2) teve uma trajetória bem difícil dentro da casa do TUF. A lutadora conseguiu empolgar Dana White com seu desempenho nas seletivas, porém, sem falar inglês, Karine passou momentos difíceis sem conseguir entender as colegas da casa e principalmente as orientações dos treinadores. Décima terceira do ranking, ela lutou no segundo episódio e perdeu para uma das favoritas DeAnna Bennet por “chuva de pancadas”.

Vindo de uma família de lutadores, a “Princesa” de 28 anos dá aulas de jiu-jítsu em sua terra natal. Profissional há apenas três anos, a moça ainda precisa evoluir muito, é verdade, mas não está muito atrás da maioria, visto que o nível técnico do TUF e da categoria como um todo ainda é muito “iniciante”. Ofensivamente, a moça possui um jogo de solo bem liso e oportunista, na base da ousadia e alegria. Suas três vitórias vieram apertando pescoços. A trocação é não muito mais que decente e útil para se aproximar. Não derruba bem e nem defende bem as quedas. Em contrapartida, todos os quesitos no aspecto defensivo tem mais buracos que um queijo suíço. Se expõe demais e isso ficou claro na casa, quando foi facilmente derrubada e não conseguiu se defender debaixo de chumbo grosso.

A passagem de Rachael Ostovich (3-3) pela casa foi mais notória e notada em todos os sentidos em relação à sua adversária. A moça sempre chamou a atenção pelos modelitos inusitados nas pesagens do Invicta (pesquisem no YouTube) e essa tendência se manteve durante o programa, quando a moça virou alvo de comentários e arrancou olhares até de seu treinador. Mas, esportivamente, o desempenho de Rachael também foi muito superior. Décima ranqueada, ela venceu seu primeiro combate contra Melinda Fabian antes de sucumbir ao maior poder de fogo da franca favorita Barb Honchak, ex-campeã do Invicta.

Grappler e campeã estadual de judô, a americana natural do Hawaii de 26 anos gosta muito de usar o wrestling em suas lutas, derrubando e trabalhando bem o ground and pound. Defensivamente, a moça é meio tresloucada e frequentemente faz o que não deve dentro do octógono, seja saindo na mão ou deixando buracos no solo, o que já a levou a três derrotas, todas por interrupção. Treina em uma academia de bairro chamada “Jesus é o Senhor” e neste nível de competição, uma preparação mais adequada faz-se necessária.

Karine Gevorgyan vs Rachael Ostovich odds - BestFightOdds
Karine e Rachael possuem estilos de certa forma parecidos, cartéis irregulares, algum potencial e muito a evoluir. Karine leva pequena vantagem na trocação e Rachael compensa essa vantagem com um pouco de loucura e até irresponsabilidade. No chão, Rachael é mais habilidosa e experimentada que a armena, além de ter um wrestling muito superior. Em um confronto equilibrado, o que se sugere é que o combate vá para a decisão dos juízes, mas dado o nível técnico abaixo da média, acredito que em algum momento uma das lutadores aproveite uma das várias brechas deixadas pela adversária para finalizar o combate. E minha aposta é que isso seja feito por Rachael, que deve decidir onde o combate vai transcorrer e conseguir uma interrupção no segundo round.

Peso Mosca: Ariel Beck (EUA) vs Shana Dobson (EUA)

Com um cartel bem irregular de quatro vitórias e igual número de derrotas, Ariel Beck certamente não vai deixar saudades pela sua passagem no TUF. Eliminada ainda na primeira rodada quando caiu bestamente em um triângulo de mão de Montana Stewart, a moça teve ataques de pânico e ansiedade nos vestiários antes de sua luta, mostrando um psicológico preocupante que não soube lidar com a pressão que o programa oferece.

O jogo da loirinha americana de 27 anos se baseia na tradicional escola de lá. Chegou a se profissionalizar no boxe e tenta usar o wrestling para manter a luta em sua zona de conforto, por mais que seja tão confortável quanto sofá de madeira. O jogo de Ariel possui muito mais defeitos que qualidades. A trocação é decente, porém não é precisa o suficiente para garantir as poucas oportunidades que cria. No chão, se expõe muito e não tem qualidade para se virar quando cai por baixo, virando presa fácil para uma grappler mais competente, o que não deve ser o caso neste sábado.

Shana Dobson (2-1) praticamente não foi notada no programa. Ainda no episódio inicial, não foi páreo para a evolução da “Super Roxy” e sucumbiu ao ground and pound furioso da velha nerd de guerra no ritmo de Dragon Ball. Daí para a frente só apareceu em alguns flashes de treinos. Quase uma participação especial da última do ranking. Aos 28 anos, a moça ainda inicia sua carreira no MMA e tem uma longa estrada pela frente.

Shana se destaca das demais por conta de sua movimentação estranha e ímpar, mas bem fluída e habilidosa. A moça consegue criar cenários favoráveis para golpes bem encaixados, porém não os aproveita pelo excesso de conservadorismo. Sem se arriscar muito, acaba por “cozinhar” suas lutas até ver o que os juízes tem a dizer (suas três lutas foram para a decisão).

Ariel Beck vs Shana Dobson odds - BestFightOdds
Essa luta tem todos os ingredientes necessários para ser agitada e fazer a chinela cantar em alguns momentos. São duas lutadores com muitos buracos e pouca experiência, e se contagiadas pelo público, certamente tenderão a trocar golpes até o sol raiar (oremos). Vejo Ariel correndo atrás e Dobson circulando ao redor do cage e contragolpeando. Não esperem um ritmo frenético e nem tanta emoção assim, mas o fato é que Shana deve levar em mais uma decisão, deixando o cartel de Beck negativo.

Peso Mosca: Gillian Robertson (EUA) vs. Emily Whitmire (EUA)

Ao lado de Montana como as mais novas da casa do TUF, a canadense Gillian Robertson (3-2) possui bem menos experiência que a colega de Team Gaethje. Profissional há apenas um ano, a moça já tem uma excelente oportunidade de se desenvolver já no alto nível de competição. Penúltima ranqueada, foi nocauteada com dignidade pela experimentada Barb Honchack, até então franca favorita ao título.

Gillian é uma valorosa lutadora, faixa roxa de jiu-jítsu, muito lisa e habilidosa. Faz bem as transições no solo e é também muito ligada nas oportunidades que surgem. Adora uma chave de braço ou apertar um pescoço. Não teve muito tempo na casa para mostrar do que é capaz, mas agora certamente poderá evoluir em um nível de concorrência mais adequado. Defensivamente, a idade também faz com que seu jogo deixe a desejar. Ainda é derrubada com muita facilidade e fica meio perdida de costas para o solo. A trocação só serve para se aproximar, sem ser muito utilizada.

Emily Whitmire (2-1) possui experiências e carreira parecidas com sua adversária. Com apenas três combates em dois anos de profissional, ela largou tudo que tinha para entrar na casa do TUF. Deixou suas coisas em um depósito e foi em busca do seu sonho. Se saiu um pouco melhor, por conta do ranqueamento, ficou em oitavo (sabe-se lá explicar isso…) e enfrentou concorrência menos experimentada quando finalizou rapidamente Christina Marks em 40 segundos. Ainda com uma lesão na costela, foi nocauteada por Roxy na luta seguinte e eliminada da competição.

Parceira de treinos de Miesha Tate, a moça de 26 anos também é adepta do jogo de solo, mas muito menos ousada do que sua adversária desta sexta. Ainda com muitos ajustes a fazer em seu jogo, suas principais qualidades serão a determinação e o coração, uma vez que terá a chance de sua vida e precisa se firmar com a vitória.

Certamente não poderemos esperar um nível técnico muito alto neste combate e nem na maioria dos outros, já que a categoria está em estágio inicial. Mas o que iremos presenciar abrindo o card do TUF Finale com certeza é um combate animado, com duas jovens aguerridas buscando um lugar ao sol.  Há pouco material de estudo e na casa do TUF não pudemos conferir muito de nenhuma das duas, mas com ambas preferindo a luta de solo, devemos ver alguns momentos animados de trocação e tentativas de quedas frustradas.

Emily Whitmire vs Gillian Robertson odds - BestFightOdds
Ambas tem muito potencial a desenvolver e possuem o coração que os guerreiros precisam. Gillian está treinando na American Top Team, ou seja, muito bem assessorada. Emily não deve ficar muito pra trás, pois o Team Takedown é menos conhecido, mas também competente. Parece clichê, mas quem conseguir aplicar seu jogo primeiro deve sair com a vitória, uma vez que as duas devem buscar traçar caminhos parecidos para chegar à vitória. Minha aposta é que Gillian consiga esse intento, vencendo por finalização no segundo round.

  • James sousa

    Não acredito em reinado logo para a vencedora do TUF 26 acredito que vai chegar ou a Valentina ou outra menina que já esteja no UFC lutando em outra categoria e irá pegar o cinturão nos próximos meses

    • Ricardo Xavier

      joanna