TUF 25, Episódio 7: Eu sou a lenda!

TUF 25, Episódio 7: Eu sou a lenda!
MMA

Na última luta da fase preliminar do TUF 25, Joe Stevenson e Justin Edwards entregam o melhor combate do programa até o momento. A repescagem é definida com mais uma tentativa de rendeção.

Fala, galera! Um grande salve para vocês que estavam esperando o episódio de hoje com o mesmo interesse de um repórter do Ego aguardando para flagrar um ex-BBB. Já chegamos aqui com a sétima resenha do TUF 25, reality show do UFC.

No último episódio, Ramsey Nijem abriu um constrangedor 6-0 para o time de TJ Dillashaw quando derrotou Julian Lane por nocaute ainda no primeiro round, além das tretas malignas entre os Machos Alfas contra o traidor asqueroso, uma espécie de “Coração Gelado” dos Ursinhos Carinhosos, Duane Ludwig. Para hoje, o que temos é a última luta da fase preliminar, quando Joe Stevenson encarar Justin Edwards, no último sopro de honra do time de Cody Garbrandt. Teremos também a escolha da luta de repescagem, já que todos vocês que são ótimos em geografia repararam que só temos 14 lutadores na casa.

Então, sem mais delongas, vamos nessa conferir o que rolou!

LEIA MAIS: TUF 25, Episódio 6: É hora da cacatua piar. Bang and Bang, Bro!

Era uma vez, em um longínquo tempo, quando o Bruce Buffer ainda tinha cabelo preto, existia um lutador de cabelos amarelos chamado Joe Stevenson, que lutou contra tudo e contra todos de forma destemida e valente. Estamos em 2005, na segunda temporada do programa, quando Dana White ainda possuía apenas metade de sua atual massa corporal (antes de existir TRT, LOL). Ele foi a primeira escolha de Matt Hughes e se sagrou campeão por decisão contra Luke Cummo. Joe deslanchou na organização e chegou a desafiar o cinturão de BJ Penn nos leves, numa guerra sangrenta. Porém, como nem tudo são flores na vida deste pequeno barbudo, BJ sugou sua alma e, depois de quatro derrotas, Stevenson foi demitido. Alcoólatra funcional desde aquela época, Joe superou os problemas com a bebida, está sóbrio há quatro anos e agora quer a redenção.

Vamos visitar a preparação do time de Garbrandt, que ainda busca a sua primeira vitória. O treinador diz que confia plenamente em Justin e que ele será o azarão desta temporada. Bom, quando Justin Edwards é sua única esperança de se dar bem em algo, significa fortemente que algo não está certo. Já na preparação do time azul, Dillashaw elogia seu pupilo, sua história e experiência, e diz que adicionou alguns “truques” no jogo de Joe, assim como ele adicionou alguns ao seu.

Momento “mesa redonda na mansão”: alguns lutadores do time azul se reúnem para falar sobre o pior momento de suas vidas. Quem começa é Joe. Aos 6 anos, com pai esquizofrênico e bipolar, morava em um trailer dentro de um camping. Então, em uma bela manhã ensolarada, sua mãe encontrou seu pai na cama com um machado e levou Joe e a irmã para morar com a tia, em uma casa no alto de um penhasco com um declive de 60 metros. Uma noite, ao chegar do trabalho, ele colocou a irmã na cadeirinha dentro do carro quando o freio de mão quebrou e o veículo foi ladeira abaixo. A tia entrou na frente e tentou parar o carro com as mãos, mas foi atropelada e morreu. Sua mãe acabou presa por homicídio culposo, pois tinha ingerido cerveja um pouco antes do acidente e ele foi criado pelos avós. WHAT A FUCKING STORY! Depois dessa, nem precisava continuar. Podiam ir fazer a janta, pois nesse momento todos estavam de cabeça baixa ao redor da mesa.

Videos pessoais de Joe: tem quatro filhos, Joey, Tyler, Frankie e Max. Os filhos gostariam de vê-lo novamente no UFC. Mostra um pouco dos bastidores da série Kingdom, na qual Stevenson trabalha como consultor técnico e coreógrafo das lutas.

Na casa, Joe fala sobre suas lesões. COMO ESSE CARA AINDA ANDA? Discos rompidos, hérnias, torções, fraturas. Melhor assistir aos vídeos de Edwards, que recentemente começou a trabalhar como técnico de mecânica, montando equipamentos de refrigeração industrial. Ele treina na S&G BJJ em Ohio, a 1h20 de distância da sua casa. Chega em na residência por volta de meia-noite e treina de novo até às 02:00h da manhã. Dorme até às 06:00h, quando levanta novamente para o trabalho como técnico de mecânica. Bom, ninguém pode falar que o sujeito não é esforçado.

Justin fez parte do elenco da 13ª temporada, no time de Junior Cigano. Entrou como substituto e perdeu logo na primeira luta para Tony Ferguson numa reviravolta emocionante, com um chute nas ideias ao tentar passar a guarda. Foi aproveitado no UFC, onde fez sete lutas até 2016. Com um cartel de 2-5, foi demitido.

Dillashaw chega na pesagem rindo e Cody, com um bico enorme. Justin é o primeiro a subir à balança e marca 77,6kg. “Daddy” vem a seguir e pesa 77,1kg. Jesse Taylor revela que seu apelido é “Chupa cabra”. Joe parecia um vovô banguela na encarada pós-pesagem. Não se sabe se ele queria fazer apenas uma tradicional “cara de bunda” ou se a intenção era fazer cosplay de Dan Henderson. Sua barba é inspiradora e encontrou reflexo em nossa própria equipe, quando menino Biel Carvalho se inspirou nele para deixar crescer sua barba moralizadora.

Antes de iniciar a luta, aparecem os cartéis dos lutadores na tela e a diferença é gritante. Ambos com 34 anos, Edwards com cartel de 9-5 e Joe com cartel de 33-16. Tanta experiência a mais já parece cobrar o preço na aparência de Joe, que parece muito mais velho que Justin.

Luta #7: Justin Edwards (Team Garbrandt) vs Joe Stevenson (Team Dillashaw)

A peleja começa com Justin tentando aproximar e Joe mantendo a distância com jabs. Edwards tenta um chute frontal, avança e consegue o clinch. Rapidamente, Joe se desvencilha, mas é acertado por dois bons uppercuts seguidos de alguns chutes e joelhadas de Justin. Joe trava no clinch para respirar, mas o rival ainda o acerta com algum volume.

Dillashaw pede para Joe “entrar na pilha”. Joe parece, além de mais baixo, mais lento que o rival, além de um pouco mais gordinho (já que é peso leve de origem). Dois minutos se passaram e Justin continua golpeando em alto volume. Joe arrasta para a grade e tenta um double leg, quando Edwards laça o pescoço do “Daddy” e vai ao chão. Stevenson se defende bem e agora trabalha por cima na metade do round.

Não demora muito e Justin consegue se levantar. A troca de golpes no centro fica um pouco mais animada, mas Edwards continua com maior volume, maior potência e com maior precisão. A um minuto do fim, Joe se aproxima e tenta aumentar a intensidade, trabalhando golpes no corpo. Stevenson parece cansado e arrisca novamente um double leg. Ele ergue o oponente e o crava no solo. Justin levanta-se e segura na grade para não cair de novo, sendo advertido pelo árbitro. A buzina encerra o primeiro round e eu anoto 10-9 para Edwards.

O segundo assalto começa com a impressão de que estão ambos muito cansados. Os golpes parecem mais lentos. Joe agarra de novo e leva Justin para a grade, de onde tenta outro double leg. Justin já laça o pescoço, mas dessa vez Joe não consegue a queda.

Justin coloca uma dura combinação que atinge em cheio o rosto de Stevenson por várias vezes. No entanto, Stevenson parece nem ter sentido. A cada golpe de Edwards, o time vermelho solta um constrangedor “êêê” na arquibancada. O cenário se repete e mais uma vez Stevenson não consegue derrubar. O troco logo vem quando Edwards entra em um single leg enquanto o ex-desafiante faz o mesmo movimento. Ambos se levantam e Joe entra com outro double leg a um minuto e meio de fim. Justin faz o mesmo movimento de laçar o pescoço, só que desta vez parece mais sério.

Stevenson está em apuros, com o nariz sangrando e com Edwards apertando seu pescoço quase lateralmente, quase escorregando. O bravo veterano resiste, consegue escorregar e tirar o pescoço, se levantando em seguida. Justin avança com boas combinações, mas nem balança Joe. Que guerreiro esse tal de Stevenson.

A buzina chega para encerrar a luta e eu marquei 20-18 para Justin. Há especulações de um terceiro round. Pelo visto, alguém não concordou comigo. Ambos deixaram tudo dentro do octógono e estão mortos. Felizmente, o árbitro central anuncia que a luta acabou. Provavelmente Edwards terá seu braço levantado. Joe deveria ganhar uma medalha de honra ao mérito. Que sujeito fantástico! Justin Edwards é declarado oficialmente a primeira vitória de Garbrandt na competição do TUF 25.

Joe já está de olho em uma vaga na repescagem. Bom, se for escolhido um lutador de cada time (o que parece ser o lógico), acredito que Dana White não terá muitas dúvidas, já que Joe foi o único derrotado do time azul.

Os treinadores entram na sala de vídeo e Dana White frisa que precisa escolher os melhores. Os que têm mais chance de chegar longe no UFC. Mehdi Baghdad e Julian Lane estão suspensos por ordens médicas. Os elegíveis para a escolha são Johnny Nuñez, Seth Baczynski, Eddie Gordon, Joe e Hayder Hassan.

Dana pergunta primeiro a Cody quem seriam os escolhidos dele e o técnico destaca Gordon e Baczynski (curiosamente os dois maiores), além de uma menção honrosa para Hassan, sem esquecer, é claro, de Johnny Nuñez, que fez uma excelente luta. Não por acaso, citou os quatro do seu time. QUE MISERÁVEL!

Hora de TJ responder e ele se apóia no conceito de “redenção”, dizendo que a ideia da repescagem é incentivar para que os lutadores deixem tudo no octógono, que e isso aconteceu na última luta, quando Joe e Justin entregaram tudo na melhor luta da temporada. Cody balança a cabeça concordando e vê TJ elogiar seus lutadores. O rival destaca Hayder Hassan.

Dana White diz que vai escolher Joe Daddy e Hayder Hassan (não mais que por acaso o que TJ sugeriu). Cody balança a cabeça, dessa vez negativamente, provavelmente por ter sido a sugestão de TJ. Antes de Dana terminar de falar, Garbrandt vai embora beeeem puto, entra no vestiário com pressa e anuncia para Hassan que ele foi escolhido, cuspindo marimbondos por conta da decisão. Gordon também está bem chateado achando que TJ “manda no programa” e vai se machucar. Dispara até contra seu companheiro de equipe. Já TJ entra pulando animadamente para dar a notícia a Joe, enquanto todo o time comemora “Singing a Happy Song”.

Cody não cansa de ser ridículo e critica TJ por “não estar cuidando de seus lutadores”. “Seis dias para se recuperar de uma luta daquelas” parece um absurdo. Joe rebate dizendo que estava pronto para mais um round e ouve como resposta um “não foi o que eu vi”. Gordon mostra que a doença de Cody é contagiosa e pergunta: “Por que TJ tem que escolher quem volta do nosso time?”. TJ responde que só deu sua opinião. Ora, porra! Se o cara dá opiniões mais sensatas, elas serão aceitas, ué! Houve um bate-boca ridículo de Eddie com TJ.

TJ anuncia a conversa que tiveram com Dana e que o primeiro escolhido é o “exemplo de redenção”, Joe Stevenson. Ele enfrentará Hayder Hassan. O presidente do UFC diz que ambos perderam na decisão, mas lutaram com o coração e é isso o que ele procura para o UFC. O dirigente elogia o poder de nocaute de Hayder e a história de Joe. Quem vai aproveitar a segunda chance?

Cody sai da academia falando com Joe, contando que já teve problemas de concussão, que Hassan bate pesado e blá blá blá, contando o quão assustador é o bicho-papão iraquiano.

É claro que vocês estão livres para responder essa pergunta e dar suas opiniões logo ali na caixinha de comentários. E vejo vocês na próxima semana, quando teremos a última luta da primeira fase – a de repescagem, a primeira luta da segunda fase e o desafio dos técnicos. Até lá!

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  • Vicente Fernandes

    Sem querer dar spoiler,a maior sensatez do TJ fez um bem danado ao Cody.

    • Anderson Cachapuz

      Obrigado pelo spoiler da vitória do Hassan!!! :P

      Mas não faça isso da próxima vez, miserávi! kkkk

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Eddie Gordon dos 5 que dava pra escolher foi o que mais passou vergonha, o que menos merecia, e ficou chorando, um palhaço isso sim. E caramba… tomara que o TJ arranje um trampo pro Stevenson pra ser treinador na Elevation, o bicho tá acabadão mesmo, Stevenson tem 34 anos, Soukodjou 33 anos e o Wonderboy (de feveireiro) tem 34 e é mais velho que os dois.

    • Rafael Oreiro

      Stevenson passou por muita merda, tá parecendo o Minotauro versão mini. Chance dele ter sucesso lutando é zero, mas valeu participar dessa temporada pra se redimir do final de passagem dele no UFC. Também acho que o futuro dele como técnico é bom, ainda mais depois da experiência de coreografar lutas em Kingdom. Ele até poderia continuar nesse ramo, se pintarem outras propostas..

      • Anderson Cachapuz

        Maluco…. a quantidade de lesão que ele disse que teve foi de cair o cu da bunda!!! kkkk

    • James sousa

      o head coach da Elevation e o Leister Bowling

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        Não pra ser head coach, e sim pra ajudar nos treinamentos lá mesmo, no camp dos lutadores

    • Anderson Cachapuz

      É verdade… o Gordon é o maior de todos ali na casa, devia ter por obrigação se impor na força física e ganhar saporra.. rs

      • Rodrigo Rojas

        Era o maior e conseguiu perder pro menor da casa, que fase

  • James sousa

    finalmente em Cody . acho que o Hayder Hassan passa pelo Stevenson

    • Anderson Cachapuz

      Também acho… a função do Stevenson lá é só honra… e gerar mídia pro cara que merece!!! :)
      Não dá mais pra ele como lutador não…

  • Rodrigo Rojas

    Esse “ora, porra” pareceu o Olavo hahaha excelente texto. Esse TUF é o melhor dos últimos tempos

    • Anderson Cachapuz

      Quem é Olavo? kkkk