TUF 25, Episódio 6: É hora da cacatua piar. Bang and Bang, Bro!

TUF 25, Episódio 6: É hora da cacatua piar. Bang and Bang, Bro!
MMA

Habemus treta novamente! E habemus polêmica de arbitragem. Afinal de contas, estamos falando do The Ultimate Fighter, não é verdade?

Alô, prezados e prezadas! Já cheguei aqui para o sexto episódio da temporada 25 do The Ultimate Fighter, o TUF 25, reality show do UFC.

No último episódio tivemos a comprovação de que “tapas de amor” doem sim, e muito, quando Dhiego Lima abriu 5-0 para o time de TJ Dillashaw ao despachar Hayder Hassan. No episódio de hoje teremos várias travessuras dessa turminha da pesada /sessãodatardeoff, quando o time dos Machos Alfas confrontar o “traidor asqueroso” Duane Ludwig. Secundariamente, mas sem que ninguém se importe tanto, Ramsey Nijem, vice-campeão do TUF 13, enfrenta a cacatua regenerada Julian Lane, vice-campeão de… de…. de nada.

Então, já que papagaio que dorme cai do puleiro, sem perder tempo, vamos já conferir o que rolou.

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Antes de comentar como começa, acho que nunca elogiei a abertura do programa. Muito bem feita e transmite uma adrenalina incrível. Já fico empolgado toda vez que toca a musiquinha com a apresentação dos lutadores, muito legal.

O episódio começa com a análise precisa de Julian sobre a luta. Uma análise tão boa quanto as piadas do Cacha. Ele pretende acertar uma tijolada e forçar o oponente a buscar a queda e então, BANG!, pegá-lo em uma guilhotina! Belíssimo plano. Se der errado, o plano B é nocauteá-lo na trocação. Estou impressionado. Pra completar, ainda teve análise estatística: 100% dos wrestlers que ele enfrentou foram finalizados no primeiro round. Realmente muito preciso. Essa análise foi tão boa quanto os desarmes do Márcio Araújo.

Os videos caseiros, marca dessa edição, mostram sua rotina de treinos na prestigiosa academia Dante Rivera BJJ, em New Jersey. Julian deixou as duas filhas, Leighana, de 4 anos, e Brookie, 5, um pouco de lado em prol do sonho de vencer o TUF. Para mostrar que amadureceu e virou um rapaz sério, aos 29 anos, até cortou o moicano que o fazia parecer uma cacatua. Não deu muito certo, a cacatua está saindo no queixo, novamente. O vídeo mostrou toda a sua família e seus primos. Lane parece ser um cara bacana e as filhas choraram ao se despedir do pai para o TUF.

Hora de apresentar Ramsey Nijem, membro do elenco da 13ª temporada que jurou que nunca faria isso novamente and here we go again! Foi desnecessário relembrar as cenas do strip tease realizado na casa. Nijem foi finalista do TUF, quando perdeu a decisão para Tony Ferguson. Foi mostrada também a sua trajetória no UFC, com o cartel de 5-5 no octógono até a derrota para Andrew Holbrook, quando decidiu não aceitar a proposta de renovação e que iria se afastar do esporte. Aí a crise veio, o tédio bateu e até roubar comida o cara roubou. Sofreu acidente de carro, viveu o inferno astral e então voltou a se dedicar aos treinos.

Dillashaw analisa o adversário de seu pupilo: enérgico, mas sem muita técnica. Nijem compara o grappling do oponente a se jogar no oceano sem saber nadar. Coitado do cara, estão avacalhando com ele. Nijem aposta na experiência e na maior qualidade para nocautear, finalizar, dizimar, dar fatality ou qualquer outra coisa que encerre o combate.

Lane fala um pouco de sua passagem pelo elenco da 16ª temporada, quando perdeu na primeira luta para Bristol Marunde e chegou a chorar, pois não o deixaram bater com a cabeça na parede, e soltou a pérola que deu título ao primeiro episódio: “Let me bang, bro”. Assistam a esse vídeo, é bem legal.

Julian também falou um pouco da sua decepção com a condução de sua carreira. Nunca teve um empresário, ele mesmo acertava o contrato de suas lutas. Isso o levou a aceitar lutas em cima da hora, contra caras que não deveria, fora de seu peso, o que explica o cartel irregular. Ao conquistar o cinturão de um evento fuleiro de fundo de quintal, esperou uma ligação do UFC que nunca veio.

Hora de contar os dramas de Ramsey Nijem. Após seu acidente de carro, passou um ano curtindo a vida na maior folga que já tirou em toda sua carreira. Ele mora com a namorada, Whitney, com quem faz ioga, natação e sauna. Segundo ele, é seu principal fator de motivação para seguir em frente. Nijem parece estar bem focado e concentrado, bem preparado e vem forte no programa.

O primeiro a voar para a balança é Julian Lane. Dana White o definiu como um dos personagens inesquecíveis do TUF, mas pelos motivos errados. Lane anota 77,1 quilos cravados. Dana espera que o lado biruta dele tenha ficado na juventude e que ninguém decida reeditar Jesse Taylor, sem quebrar nada dos patrões. Nijem vai a seguir e anota o mesmo peso.

Hora da encarada e Lane peita Nijem, que levanta os braços e o encara, imitando os irmãos Diaz. A cacatua pia bastante.

Como eles sabem que todos estávamos sentindo falta das tretas, que não dava as caras de verdade há quase dois episódios, apareceram com Duane Ludwig, um dos pivôs da treta maligna de TJ com os Machos Alfas.

Justin Buchholz, treinador do time de Cody Garbrandt, provoca dizendo que Duane já pode ir embora, pois acabou a pesagem e ele já foi filmado. Justin pergunta se Duane dá aulas de kickboxing e, mediante a resposta afirmativa, pergunta quantos campeões mundiais ele tem. Ludwig responde “TJ” com um sorriso amarelo e rapidamente os machos alfas apontam para a parede na foto de Cody com o cinturão. Justin diz que tem quatro campeões. Duane levanta, vai até ele e aperta sua mão: “Bom trabalho, cara”.

Aí sim… treta marota, treta moleque, treta de raiz, como as que comumente encontramos no Calçadão de Bangu. A dor de corno da Alpha Male não passa nunca e TJ chega com o gabarito: “Estão pagando mico”. E, como TJ falou, “não demorou para Cody agir como um imbecil”. Mas até que eu gostei da brincadeira. Cody disse: “Duane, não encosta em mim. Você não tem queixo, eu apago você também”. Eu ri. Podem rir também que não carimba o passaporte pro inferno, não. Justin propõe a Ludwig um duelo no card preliminar. Gostamos.

TJ chega distribuindo mais gabaritos: “Vocês são donzelas assustadoras. Estou tremendo de medo”. Mais um pouco de discussão e, quando a galera do abafa já estava certa do sucesso, um empurra-empurra causado por mais um ataque de histeria de Cody na base do “me solta que eu preciso socá-lo”. Pareceu até desenho animado. Cada vez mais ridículo ver cenas assim e saber que Cody derrubou a luta. Justin aparece encarando um calmo Ludwig novamente, querendo os créditos pelo “campeão TJ”. Disse que todos os erros e acertos de Dillashaw estão anotados e passarão para Cody, o melhor lutador já produzido pela Alpha Male.

Duane define a atitude deles como “terceira série” (TM para o Cacha). O técnico dá um abraço em Justin e diz para as câmeras: “Buchholz precisa aparecer, gente. Olhem, a câmera está ali”. Ele se desvencilha do abraço e do aquém do além de onde não vem ninguém surge quem? Sim, Cody Garbrandt. Aparece voando para arrumar outra encrenca. Mais um gabarito de TJ: “Cody arruma tanta briga porque não é inteligente e não aparece tanto. É cômico e constrangedor”. #Soufã

Depois de ler tudo isto, a confusão segue na íntegra abaixo. Vocês não podem deixar de perder.

Bom, já que nem só de treta é feita a vida, é hora da luta, afinal, é teoricamente o foco principal do programa.

Luta #6: Julian Lane (Team Garbrandt) vs. Ramsey Nijem (Team Dillashaw)

Julian promete um nocaute. É aniversário de sua filha e papai quer dar um show de presente. Nijem está empolgado por lutar depois de tanto tempo. Então, olhando a ficha técnica é que reparamos que o cartel de Lane é melhor do que o de Nijem (11-6 a 9-6 – ressalvando que Nijem tem 10 lutas pelo UFC). JE-SUS. Aí sim, fomos surpreendidos novamente. Depois dessa, só nos resta uma coisa: Let’s Bang, Bro!

Quando o homem de preto autoriza, a luta já começa agitada com avanços de Ramsey e respostas de Lane. Não demora muito para Nijem entrar com a queda e rapidamente Julian já encaixa uma guilhotina, sua principal arma. Cody vai ao delírio dizendo que ele vai desistir, mas Ramsey defende bem o golpe, que já estava quase escapulindo depois das roladas no chão. Lane tenta manter a pegada enquanto seu córner insiste em dizer que “ele está machucado, está sentindo”.

Ramsey se levanta e domina Julian na grade. No córner vermelho, o disco não vira “ele está machucado”. Agora quem está machucado é Julian, que tomou um chute “nozovo”. O juiz separa, deixa o garoto respirar e voltamos ao combate. Ramsey entra com a queda novamente e Julian repete o movimento, com nova guilhotina. Podemos reparar que o nariz de Nijem sangra e dessa vez o córner vermelho finalmente parece ter razão. Eles insistem que Nijem apagou, mas logo o cara se levanta e tenta a queda novamente. Consegue derrubar, bota Julian de costas no chão e trabalha o ground and pound na montada. O árbitro pede para Julian reagir a 20 segundos do fim. Lane olha pra ele e toma um soco na boca em que o protetor voa longe. É a chave para o árbitro interromper o combate e iniciar os protestos, primeiramente de Julian, depois de Cody.

Eu também achei que o árbitro se precipitou e encerrou o combate de forma equivocada. Ainda mais porque faltavam apenas 20 segundos para o fim do round e Julian estava até melhor. TJ analisa a luta e diz que Julian foi tentar falar com o árbitro e cuspiu o protetor bucal, fazendo parecer uma desistência verbal. Eu juro que tinha visto um soco ali, mas no replay não vi. Que mágica é essa?

Nijem está feliz por ter passado e principalmente pelos 5 mil trumps que ganhou pela finalização do combate. Julian diz que o protetor bucal caiu, provando que não houve soco mesmo.

Hora de anunciar a próxima luta (a última) e as honras ficam a cargo de Cody, que anuncia Joe Stevenson contra Justin Edwards. A encarada foi calma, sem tretas e com uma magnífica “cara de bunda” de “Daddy” Stevenson.

No próximo episódio teremos também a decisão da luta de repescagem, antes da próxima fase. Então é lá que nos veremos novamente. Por hora, a caixinha de comentários é serventia da casa. Fiquem à vontade e me digam o que acharam da interrupção do árbitro. Até mais, pessoal!

  • James sousa

    na luta do TJ contra o Cruz o Justin Buchholz, ainda estava no córner do TJ mesmo ele já tendo deixado a alpha male imaginava que ele tinha uma relação mais amistosa com o TJ e o Dwane

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Primeiro nocaute da temporada… eu esperava que com um monte de tralha sairiam mais nocautes, mas tudo bem. Aliás ninguém esperava algo do Julian Lane né?

  • Rafael Oreiro

    Atitude do Bucholz e do Garbrandt com o Duane Ludwig foi completamente lamentável, é muita dor de cotovelo.

    Garbrandt a cada episódio vai parecendo cada vez mais uma mistura de galinho Chicken Little e JulIan Lane “Let me Bang, Bro”. Não esperava sair com uma opinião tão negativa sobre ele dessa temporada, parece que toda a história com o garoto Maddox é uma outra pessoa, não pode ser esse Garbrandt..