TUF 25, Episódio 5: Love you, bro!

TUF 25, Episódio 5: Love you, bro!
MMA

Cody Garbrandt dá novas mostras de ser um técnico atrapalhando. Melhor para TJ Dillashaw, que auxilia na recuperação de um brasileiro.

E aí, povo! Como vão? Já estou aqui para a resenha do quinto episódio da temporada 25 do The Ultimate Fighter, o TUF 25, reality show do UFC.

No último episódio, finalmente houve a estreia de James Krause, em uma ótima luta na última chance de Johnny Nuñez em TUFs, que acabou por sucumbir à maior experiência e qualidade técnica do oponente. E também, é claro, a visita mais do que especial da queridíssima Miesha Tate. Para hoje, o prato principal é a luta entre os brothers Dhiego Lima e Hayder Hassan, carimbando a equivocada estratégia do time de Cody Garbrandt, que encontra-se mais perdido que o Márcio Araújo na entrada da grande área do Flamengo.

Então, sem mais delongas, vamos conferir o que rolou?

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Começamos com uma tentativa de DR na casa entre Lima e Hassan. O americano foi justificar ao brasileiro que pediu para enfrentar Joe, mas Lima disse já imaginar que Cody faria isso. Hayder aproveitou para frisar que teve caganeira por causa disso. Sim, eu poderia ter deixado passar essa informação, mas achei importante que vocês soubessem.

Na preparação, assim que eu consegui parar de olhar para o “nariz de neon” de Dhiego, pudemos ver a atenção que TJ Dillashaw dá a seus lutadores. Dhiego trabalha a trocação e tem seus chutes elogiados pelo técnico. O brasileiro quer aprender o jogo de pernas com o americano, melhorando sua movimentação para angular melhor ao bater. Dillashaw aposta que Dhiego vencerá a luta onde quer que ela se desenrole. Lima faz uma sensata autocrítica: sabe que manda bem nos treinos, mas não consegue aplicar todo seu melhor desempenho na luta.

No treino do time vermelho, Garbrandt convida o Dr. Petrick para um procedimento em seu time: uma pequena bombinha é acoplada com um balão de plástico (aquelas bolas de festa, sacam?) e será inserida dentro das narinas da galera (pensaram besteira, foi?) para desobstruir as vias nasais e melhorar a oxigenação nos pulmões. A cara do time de Cody é parecida com a cara de amadores que estão indo pela primeira vez à guerra e começarão justamente na batalha das Termópilas, tamanho o pavor.

O primeiro a demonstrar o procedimento é o super cagão Urijah Faber. Assim que termina, ele avisa: “Eu não quero fazer isso de novo”, para delírio de Danny Castillo, que não consegue rolar, mas não para de rir. O único simpatizante foi Hassan, que tem sinusite e gostou da ideia. Imagino se fossem fazer isso no time de Dillashaw. Para o nariz de Dhiego, teria que ser um balão de gás maior.

Bom, melhor do que eu falar é vocês conferirem.

Hayder fala um pouco da sua trajetória no TUF. A participação decisiva, com três vitórias em três lutas no duelo entre Blackzilians e ATT, a derrota na final para Kamaru Usman e a demissão após ser finalizado por Vicente Luque. Dhiego conta um pouco da sua em conversa com Krause no quintal. Desta vez, luta por ele mesmo, pois sabe que precisa fazer acontecer. Sua derrota na final para Eddie Gordon apagou o bom desempenho no programa e, mesmo assim, ganhou um contrato. Após mandar Jorge Blade para casa, derrotas para Tim Means e Li Jingliang o fizeram ser dispensado.

Lima é um dos donos da ATT de Gwinnet, junto com seu irmão Douglas Lima e dois amigos. Tem três filhos, de 11, 7 e 3 anos, e se define como uma criança junto com eles. Um vídeo caseiro divertido passa na telinha, incluindo um parabéns para a filha de 3 anos, com direito a muitas cuspidas babadas no bolo.

Hora de passar a limpo a vida do iraquiano Hayder Hassan. Seu pai era médico no Iraque e seu tio foi executado por Saddam Hussein. Foi enforcado, enquanto o pai conseguiu escapar fugindo na fronteira dando carteirada de médico. Diz ele que a família Hassan é feita de lutadores. Hassan é um solteirão convicto que gosta de passar seu tempo brincando com o sobrinho de três anos, Kaiten. Mora a poucos metros da ATT onde treina e está disposto a aproveitar sua segunda chance.

Urijah viu lutas de ambos e, quando foi analisar com Hassan, se deparou com uma estratégia pronta e foi acuado pela autoconfiança de Hayder. Ao falar com Cody, disse que pensou que Dhiego fosse o mais fraco, maaaaas…

Como sempre, Cody acha que são necessárias apenas algumas poucas arestas a aparar. Como nada é tão ruim que não possa piorar, fique com essa brilhante frase do técnico do time vermelho: “Eu cresci brigando com meu irmão e ele é meu melhor amigo”.

O primeiro na balança no momento da pesagem oficial é Hassan, que anota 77,3kg. Lima sobe a seguir e marca 77,5kg. A encarada tem sorrisos, abraços e corações pairando no ar.

TJ trabalha a confiança de Lima com palavras de incentivo. Cody trabalha… é… trabalha… bem, Cody trabalha bastante, mas a edição não mostra. Então, vamos para a luta, porque se depender da vontade de ambos, será a luta da temporada.

Dhiego Lima (Team Dillashaw) vs Hayder Hassan (Team Garbrandt)

Como não poderia deixar de ser, a luta começa com Hassan avançando como uma besta raivosa. Dhiego se movimenta bem lateralmente e segue atentamente as instruções de seu córner. Quando Hassan avança e encurrala Dhiego na grade, o brasileiro aplica um double leg sensacional e deixa Hassan com o popô no chão.

Rapidamente, Lima chega às costas do oponente e começa a trabalhar a posição de olho em um objetivo: apertar o “percoço” do iraquiano. Hassan parece sem saber o que fazer, estático e sem muita mobilidade. As instruções de seu córner ajudam bastante: “Boa, Hayder. Continue”. Continuar O QUE, criatura?

Em um raro momento de lucidez, Hassan aproveitou um vacilo de Dhiego ao trocar as pernas que fechavam o cadeado, esperneou que nem siri na lata e se levantou. Parecendo cansado, avançou sem muito ímpeto a pouco mais de um minuto do fim. Dhiego gruda novamente querendo gastar os últimos 30 segundos ali, mas Hassan consegue se livrar e a buzina apita o fim do round, com 10-9 para Dhiego Lima.

Cody grita à beira do octógono que Lima está cansado. Aí você olha para a cara de Hassan e ele está lá, bufando e ofegante.

O segundo round começa com Dhiego avançando e aplicando outro double leg, botando Hassan no chão. Rapidamente, passa às costas novamente e tenta estabilizar a posição. Enquanto isso, Cody grita loucamente do lado de fora: “Você precisa sair na mão, Hayder”. Que homenzinho!

Hassan consegue se livrar e retorna ao centro do octógono, buscando golpear até encurralar Dhiego na grade. Lima mostra que a derrota na final do TUF para Gordon lhe ensinou que essa não é uma boa ideia. Neste momento, o brasileiro mostra um pouco de cansaço. Hassan tenta combos simples e Dhiego escapa se movimentando lateralmente. Ambos parecem cansados.

Hayder avança e Dhiego tenta outro double leg. Mantém os 100% de aproveitamento, bota Hassan no chão novamente e, em menos de dez segundos, já está nas costas trabalhando o estrangulamento. Trinta segundos para o fim e, já que não estava indo na técnica, tentou na grosseria. Acabando a luta, saiu em um armlock que, se tivesse tentado 5 segundos antes, teria obtido êxito.

A buzina anuncia o fim do round e os juízes anunciam o fim da luta. Outro 10-9 para Dhiego deve decretar a vitória por decisão.

É o que acontece e Lima é decretado vencedor.

Dhiego diz que ninguém vai pará-lo e Hassan confessa que ficou com dificuldade para se livrar do triângulo de pernas. Agora temos 5-0 para Dillashaw e Cody já não tem mais o que falar.

Hora de anunciar a próxima luta e Dillashaw aparece com um sorriso sacana de canto de boca para anunciar Ramsey Nijem contra Julian Lane. Na encarada, Julian tenta provocar o adversário e Nijem responde: “Lets bang, bro”.

A treta infelizmente não deu as caras dessa vez, mas a boa notícia é que parece que está acumulada para o próximo episódio. Então é lá que verei vocês novamente. Por ora, fiquem com a caixinha de comentários e me digam o que acharam das orientações de Cody no córner de Hassan e se ele poderia ter tido melhor sorte se tivesse no time azul.

Até mais, pessoal!

  • Cacha em ótima fase.

  • James sousa

    Hassan era o melhor do time do Cody estratégia bem equivocada do Garbrandt

    • Anderson Cachapuz

      Que estratégia? Tem que botar esse caboclo pra ver Tropa de Elite pra ele aprender o que é isso.. .rs

  • Sexto Empírico

    Cody nao orienta, fica gritando, torcendo, enquanto os tecnicos da Alpha Male fazem o trabalho. Ja TJ, surpreendentemente, incorporou o tecnico e esta ali na bota dos seus comandados e mandando muito bem ate agora.
    Foi constragedor e desnecessario. Momento vergonha alheia a encarada dos dois enquanto o Hassan ficava sussurrando “I love u, bro”. Q piegas! Me embrulhou o estomago. Po, um cara q entra numa competicao de lutas tem q estar com o espirito preparado para enfrentar QUALQUER UM! Sempre essa choradeira, querendo jogar nas costas dos tecnicos, q tem q bancar a baba psicologa, como se esses tivessem a obrigacao de ser conivente e nao perturbar a amizade amorosa dos marmanjos. Triste…

    • Chatíssima essa questão de amigos. Porra, se inscrevem num torneio eliminatório que só um vai ganhar, a chance de se enfrentarem é grande. Isso é tão ridiculo quanto companheiros de equipe no jiu-jítsu entrarem na mesma chave e não lutarem.

      • Anderson Cachapuz

        Mas a questão do Hassan foi de enfrentar o Dhiego logo na primeira rodada…
        tanto que ele falou pro Cody “Eu esperava enfrentar o Dhiego mais a frente, não na primeira luta logo”

        • Não fode. Tá lá, pode enfrentar em qualquer momento. Que diferença faz, se no fim das contas o contrato garantido é só pro vencedor?

  • Lucas Santana

    “Para o nariz de Dhiego, teria que ser um balão de gás maior.”

    “TJ trabalha a confiança de Lima com palavras de incentivo. Cody trabalha… é… trabalha… bem, Cody trabalha bastante, mas a edição não mostra”

    “Cody grita à beira do octógono que Lima está cansado. Aí você olha para a cara de Hassan e ele está lá, bufando e ofegante.”
    Cachapa mandando bem demais nesses resumos, bem melhor que assistir.

    • Anderson Cachapuz

      o/

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Pode colocar o Khabib no time do Garbrandt que ele vai perder, é algum problema só pode… mas LET ME BANG BRO na próxima resenha!