TUF 25, Episódio 4: Keep calm and foca na treta

TUF 25, Episódio 4: Keep calm and foca na treta
MMA

A situação do time de Cody Garbrandt continua ruim e, para piorar, o técnico casa um confronto polêmico. Episódio contou com a participação de Miesha Tate para ajudar a equipe de um técnico que ela mal conhecia.

Fala, galera! Para os que, como eu, estavam ansiosos, já chegou a hora do quarto episódio da temporada 25 do The Ultimate Fighter, o TUF 25, reality show do UFC.

No último episódio, vimos o “lokão de linguiça” Jesse Taylor passar por cima do Mehdi Baghdad, abrindo 3 a 0 para o time de TJ Dillashaw. No episódio de hoje, teremos a visita da musa fenomenal Miesha Tate a luta adiada de James Krause contra Johnny Nuñez, que substituiu o gorducho Hector Urbina e terá sua última chance em TUF’s, já que possui duas derrotas no programa, além, é claro, de mais treta pra vocês.

Então vamos nessa para conferir o que rolou.

LEIA MAIS TUF 25, Episódio 3: A volta dos que não foram.

A contenda de hoje começa na mansão em Vegas. Mehdi Baghdad levou mais pontos na testa do que o Gabriel Carvalho na prova de matemática. Krause fala de sua primeira passagem, quando perdeu para Justin Lawrance ainda na eliminatória do TUF 15. Reclamou bastante da condução da arbitragem na luta, pois tomou uma cabeçada acidental e uma joelhada ilegal, sendo nocauteado e eliminado. Dana avisa que suas vitórias após isso o credenciaram uma nova chance. A estreia com uma finalização contra Sam Stout impressionou o patrão.

É hora do momento “Faz Merdinha” de hoje. Os lutadores seguem uma ideia brilhante (ou não) de Tom Gallicchio de dar um cartão de aniversário para Dillashaw. Como todos estão duros (palavras do próprio), decidiram dar a ele uma parte de cada um, fazendo um cartão no qual um simpático ursinho é carinhosamente preenchido com pelos de seus corpos (se pegassem só o de Tom, daria para fazer um cartão em tamanho real, hein?). Todos doaram seus cabelos, menos Krause, que tem nojinho.

Música de suspense, pois chega a hora da entrega do presente. Tom frisa que não são pentelhos, mas TJ gostou e disse que vai pendurar na sua geladeira. Eu ainda acho que ele vai dar um jeito de pendurar na geladeira da Alpha Male.

Na esteira, Dillashaw confabula sobre o adversário de Krause, com uma pequena análise. Krause elogia seu técnico e diz que está focando bastante na trocação. TJ elogia a versatilidade de James, justificando sua primeira escolha.

Eis que chegamos ao momento mais aguardado do programa. Os lutadores estão na sala vendo o UFC e Cody Garbrandt entra com sua namorada, com Urijah Faber e com a ex-campeã do peso galo Miesha Tate. Keep calm and “foca na Tate”. Minha musa explica que não conhece muito bem Cody (que constrangedor risos), mas que conhece Danny Castillo (moral é outra coisa, né?) e que já treinou na Alpha Male, então foi lá dar um rolé (não “rolê”) e assistir ao card com a galera da casa.

Enquanto isso, a cacatua invertida Julian Lane faz drinks para o pessoal. MELDELS! Tudo que eu queria era estar trancado com a Tate em uma casa regada a bebidas. Mesmo sem beber. Cody começa a dar PT (perda total, antes que reclamem de política) e a pagar um gorila de tão bêbado.

Vamos voltar às lutas, com as lamúrias de Johnny Nuñez e suas duas derrotas no TUF 22. O americano sabe que é sua última chance e ele quer aproveitá-la, mas tem uma missão espinhosa pela frente. Cody ainda deve estar bêbado e diz que Johnny é melhor que Krause em várias áreas.

Uma pausa para declarações de amor entre Dhiego Lima e Hayder Hassan, colegas de equipe na American Top Team e que querem evitar o confronto até onde seja necessário. Hassan pede isso para seus técnicos. Cody pergunta o que ele acha e Hassan diz que, honestamente, seria uma luta fácil para ele.

Treino do time vermelho e a estratégia de Cody para Nuñez é transformar a luta em briga de rua. Brilhante! Muito bom técnico esse tal de Garbrandt. Espero que tenha um trailer parado em sua garagem para vender pipoca quando se aposentar. Ainda bem que Miesha Tate apareceu para salvar o dia. Nuñez responde quando Tate pergunta qual sua estratégia, repetindo o que Cody lhe falou. É claro que a sempre excelente Miesha corrige esse absurdo e dá uma réstia de esperança para o garoto.

Cody arquiteta o plano maquiavélico: quer casar Hassan contra Dhiego e que se dane se Hayder não quer enfrentá-lo agora. Cody chamou para comunicar; Hayder não ficou muito satisfeito, mas foi convencido pela convicção dos técnicos. Respondeu com uma falsa confiança que pode colocar tudo a perder. Quem acompanhou o TUF ATT vs. Blackzilians sabe que esse é um dos problemas principais de Hassan.

Momento Krause: ele perdeu o pai ainda garoto, foi criado pelo padrastro. A mãe está presa e o padrasto o chamou para uma conversa dura, mas necessária. Perguntou se ele estava pronto para cuidar de suas irmãs, de 11 e 21 anos. O padrasto faleceu com câncer recentemente. Desde então, ele cuida da irmã menor e de sua filha de 8 meses. Mostrou também um vídeo caseiro com uma bela esposa. Krause tem duas academias no Kansas, onde treinam figurinhas como Tim Elliott, Zak Cummings e outros.

Hora da pesagem oficial e Johnny é o primeiro a subir à balança, cravando 77,1 kg. James vai a seguir e anota o mesmo peso. A encarada é fria e intensa, mostrando a diferença grande de altura que existe entre ambos.

A falta do que fazer domina a galera na casa. Na piscina, fazem poemas. Começou com Jesse Taylor cachapando recitando um poema culinário cheio de comidas. Os outros foram deploráveis, melhor pular esta parte. Aí, quando você pensa que nada pode ser pior do que aquilo, vem James Krause e prova que você estava enganado: ELE PINTOU SUAS UNHAS DO PÉ DE LILÁS-BEBÊ e ainda disse ser um hábito dele. Puta mau gosto! Eu teria pintado de preto para combinar com as luvas.

Dia da luta e Krause chega de terno. Segundo ele, é para acharem que ele é um playboy que não sabe lutar. Nuñez acha que James só veio para o programa para aparecer na TV. James disse que veio para fazer o público ter vontade de vê-lo lutar, que não precisa do dinheiro. ENTÃO DÁ PRA MIM, MISERAVI!

Vamos à luta.

Luta #4: James Krause (Team Dillashaw) vs. Johnny Nuñez (Team Garbrandt)

Herb Dean é o árbitro da peleja e é ele mesmo quem autoriza o início do combate.

Johnny começa avançando com golpes retos e afobados, sem maiores danos. Krause já parte para controlar o centro e tentar o clinch, mas Johnny avança e consegue a queda. James consegue se levantar e assumir posição de controla na grade, alternando domínio com Nuñez, até que voltam ao centro.

Krause tenta chutes e é atingido por um cruzado de esquerda que o surpreendeu e o fez dobrar os joelhos. Ainda um pouco atordoado, James tenta avançar e devolve com uma joelhada que entrou limpa, mas fraca, por causa da distância. Chegamos à metade do round e a luta está parelha, com leve vantagem para Nuñez, que trabalha bem as combinações, coisa que Krause deveria estar fazendo e não consegue.

Nuñez tenta, em vão, segurar Krause na grade. No centro, James está se expondo muito na troca de golpes, com a defesa mais aberta do que o Flamengo sendo contra-atacado. Faltando pouco mais de um minuto para o fim, Krause consegue grudar e acerta uma boa joelhada que pega em cheio e faz Nuñez cair de joelhos no chão. Rapidamente ele pega as costas do adversário e tenta encaixar o mata-leão. Johnny tenta resistir, mas Krause “espalha o frango” e golpeia sem dó. A vinte segundos do fim, aperta o pescoço do adversário, decretando o fim do combate, para desespero de Cody.

Apesar do resultado, foi uma boa luta de Johnny, deu mais trabalho para Krause do que qualquer um de nós estávamos imaginando que daria.

O placar mostra 4 a 0 para o Team Dillashaw. Uma cena que eu fiquei constrangido: despindo as luvas, a médica pergunta para Krause se as unhas roxas estão bem e se alguma delas havia sido danificada. Lamentável.

Tate vai consolar Nuñez e diz que está orgulhosa do amigo, que justifica ter sido acertado no fígado. É um amor mesmo, essa fofa.

Cody então casa a próxima luta: Dhiego Lima contra Hayder Hassan. Na encarada, ao invés de animosidade, declarações de amor com vários corações flutuando na tela. Hassan está visivelmente desconfortável, muito mais do que Dhiego. Será que o tiro pode sair pela culatra? Um beijinho de Hassan encerra o episódio.

É isso aí, vejo vocês na semana que vem, pessoal! Um abraço e comentem o episódio aqui conosco.

apoia-se-logo-180-100

Quer se tornar um COLABORADOR do MMA Brasil e concorrer a prêmios, participar do podcast e ajudar a fazer um site cada vez melhor? Conheça todos os BENEFÍCIOS do nosso projeto no APOIA.SE!

  • Rafael Oreiro

    Bizarro a forçação que o Garbrandt fez pra casar companheiros de equipe logo na primeira rodada, o rapaz tá mesmo pouco se fudendo pra tudo e só querendo ganhar.

    • Anderson Cachapuz

      E nem isso está acontecendo, né… rs
      tá tomando uma senhora sova!!

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Garbrandt é bem lesado…ainda bem que é bom lutador, por que teria dificuldades em qualquer outro emprego que dependesse um pouco de senso e inteligência.

    • Anderson Cachapuz

      Seria Cody Garbrandt um Wanderlei Silva americano no peso mosca? rs

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        kkkk, wand ainda me parece mais decente quanto a treinamento dos atletas, dá pra ver o TJ ajudando os caras pra caramba, enquanto no time do Cody parece que ele só tá lá de espectador

    • Sexto Empírico

      Gardbrant tem uma inteligência instintiva, aquela que faz uma espécie sobreviver. É super competiivo e dá a vida pela “matilha” que o agrega. Nunca entenderia como o sol queima ou como funciona uma bomba atômica. Mas poderia ser chefe, ou mesmo gerente em um emprego comum com esse perfil.

      • Eu não gostaria de ser comandado por um sujeito com esse perfil, mas realmente existem muitos por aí.

        • Anderson Cachapuz

          E como tem…

        • Sexto Empírico

          Não tenho sua sorte. Já fui “comandado” por cada jagunço…

  • Sexto Empírico

    Eu gosto do tuf. Gosto pq consigo ver qual a verdadeira intenção por trás desse show. E não é buscar talentos para o UFC, mostrar como é o dia a dia de um atleta de MMA bla bla bla… Não! É o entretenimento (e audiência, dinheiro, consequentemente). Tirando os melodramas pessoais, que enchem o saco mas o povo adora, estou gostando de ver essa reunião de malucos na casa. Só espero que saia mais merda, fique mais competitivo e o amarrão do Taylor perca. Afinal, quem leva novela a sério?

    • Anderson Cachapuz

      Exatamente!! Objetivo do TUF é e sempre foi entretenimento….

      • Como qualquer reality show.

        • Anderson Cachapuz

          Difícil é fazer o povo entender isso… rs

  • James sousa

    Johnny Nuñez deu mais trabalho do que o imaginado