TUF 25, Episódio 3: A volta dos que não foram

Mais uma luta desigual, mais uma volta por cima, mais uma vitória do time azul, mais tentativa de Cody Garbrandt levar vantagem sobre TJ Dillashaw (ao menos nas tretas) no terceiro episódio do TUF 25: Redemption.

Olá, amiguinhos. Cacha está de volta com a esperada resenha do terceiro episódio do TUF 25, o reality show do UFC.

No episódio passado, Cody Garbrandt continuou fazendo um papelão com seus ataques de histeria; porém, ainda menor do que o que fez Eddie Gordon, um dos fisicamente maiores da casa, perdendo para o limitado peso leve Tom Gallicchio. No episódio desta semana, teremos a luta do invicto em TUF’s Jesse Taylor, que quer desbancar o reinado de Jon Jones como quem faz mais besteira – trabalho duro e dedicação ele tem – contra Mehdi Baghdad.

Então vamos nessa conferir o que rolou? É pra já!

LEIA MAIS TUF 25, Episódio 2: Trabalho duro e Dedicação!

A história começa diretamente com a apresentação de Baghdad. O francês treina na Team Quest há três anos e fez parte do elenco do TUF 22, integrando o time de Conor McGregor, mas caiu na primeira luta. Querendo se reinventar, ele recebe as primeiras instruções de Cody: “Chega pro lado, desvia e BANG! Gira assim, vai pra lá e POW”. Tive sérias dúvidas se estava vendo o TUF ou lendo o gibi da Turma da Mônica.

Agora sim vamos para a casa, onde o piadista Jesse Taylor dá seu show de stand up comedy ao relembrar sua passagem pelo TUF 7 (hahahaha). Teve porta quebrada, grades e outras coisas mais, danças estranhas e até xixi na calça (dele mesmo, bêbado, frise-se). Infelizmente nesta época eu ainda não assistia aos TUF’s, mas já estou pensando seriamente em procurar na internet.

É claro que Jesse colocou a culpa na imaturidade e no impulso juvenil. Imagens dele depredando uma limusine antes do cassino dos irmãos Fertitta apareceram juntamente com o esporro colossal de Dana White. Alguns flashes de suas lutas, incluindo os títulos do Cage Warrios, em 2012, e do K-OZ. Agora o “mitão” que quebrou o trabalho do patrão está de volta.

Na casa, Mehdi disse que treinou com Jesse por três anos na Team Quest. Disse que ele é muito grande, pois lutava no meio-pesado e ele no peso leve, mas que não era tão bom assim. Baghdad está certo da vitória. Sua retrospectiva no TUF 22 passou na telinha em preto e branco. McGregor disse em sua derrota que ele é um lutador muito habilidoso. Mas CORRE, BINO! Ele mente! Baghdad treina em Los Angeles, numa equipe pequena, mas limpinha. Deixou toda a família e amigos há 10 anos para ser um lutador do UFC.

Um pouco da preparação de Jesse e TJ Dillashaw dá suas dicas. Taylor pretende usar muito o wrestling para vencer. O caboclo parece que treina forte. Taylor quer explorar as combinações e amassar no chão, finalizando a luta no primeiro round.

Um pouco da vida pessoal de Taylor ao redor de uma mesa (sem cerveja): dois filhos, uma ex-mulher e várias histórias tristes para ouvir tocando um “modão” (sem os 10%). Num vídeo caseiro, mostra seus filhos, incluindo o pequeno Nicolas Taylor, atleta polivalente com preferências pela bola oval. Muito bom gosto para a escolha do nome, por sinal (é o nome do meu filho Cachapinha). Taylor parece estar com bastante gana de ganhar o programa e tentar, de certa forma, desfazer a cagada feita há 11 anos.

Comemorações na casa porque Jesse está 230 gramas abaixo do peso da luta. E não podia ter sido pior: o bicho doido sai do jeito que estava (sem o calção) correndo pelo quintal peladão. Até sentou-se na grama. Sorte a dele que a casa do TUF não é a Quinta da Boa Vista, senão uma urtiga ou um formigueiro lhe causariam problemas sérios. Ele quer canalizar a energia acumulada em todos esses anos “e se soltar”. Vai saber se o que ele vai soltar. Por sorte, ainda existe o “granulado” na TV. Lamento por quem teve que conferir isso ao vivo. Como eu achei que fosse vital que vocês também vissem isto, consegui o gif. De nada!

Na pesagem oficial, o primeiro a subir na balança é Baghdad, que marca 77,1kg. Dana reforça que o lutador quer provar que a derrota no TUF 22 (e as duas no UFC) foram apenas um acidente. Taylor sobe e pesa 77,5kg. Recebe elogios do patrão por nunca ter desistido de voltar ao UFC. “Se é para falar uma historia de redenção, Jesse Taylor é o cara do exemplo perfeito”.

Dia da luta e as tradicionais entrevistas. Mehdi diz que agora luta de maneira mais inteligente e que está ansioso por mostrar o “novo” Mehdi Baghdad. Taylor lamenta (de novo) pela besteira que fez. Cody, como sempre, arrebenta no conselho: “Se você sofrer a queda, levante e o nocauteie”.

Vamos para a luta.

Luta #3: Mehdi Baghdad (Team Garbrandt) vs. Jesse Taylor (Team Dillashaw)

Aqueles closes super esperados no início do round até que o homem de preto autoriza o início da peleja.

Taylor não perde nem um segundo e já manda uma finta, entra com um double leg e, pronto, o “novo” Baghdad está no chão. Jesse ajusta para estabelecer a posição enquanto trabalha o ground and pound. Mehdi tenta escalar a guarda para dar um bote nos braços, mas o adversário faz a defesa corretamente e evita o ataque.

Aos poucos, Taylor faz a transição da montada para as costas. Tenta encaixar os ganchos, vai pra lá, vem pra cá e, pronto, o “novo” Baghdad está com Jesse grampeado em suas costas tentando estabilizar a posição. Taylor não consegue, desiste da posição e volta para a montada. JT Money controla bem no chão e deixa Baghdad sem reação. Ao tentar sair da posição, o francês dá novamente as costas para JT, que dá mole e deixa o adversário virar e levantar.

Uma rápida aproximação e lá está o francês novamente batendo com a bunda no chão (aka funk carioca) em um double leg. Achei que a luta estivesse entrando em looping acelerado com o mesmo roteiro descrito acima. A buzina soa para anunciar o fim do round com JT montado. Temos um 10-8 claro para o americano.

Estou ansioso para ver as orientações de Cody. Se ele seguir o modus operandi da famosa academia brasileira como parece que segue, irá culpar Mehdi por não ter levantado e nocauteado. Fácil assim.

No entanto, os comentários são ainda mais surpreendentes: “Ele está cansado”, diz Cody para o francês. Como se o francês também não estivesse, depois de tomar chumbo grosso por cinco minutos.

O segundo round começa com a mesma tônica do primeiro, a única diferença foi que, dessa vez, Mehdi conseguiu acertar UM golpe que pareceu atordoar o americano. Porém, com sua defesa “queijo suíço”, foi parar novamente no chão. JT trabalha as cotoveladas, mas faz tudo em ritmo muito acelerado. Já chega às costas, mas essa afobação o faz perder muitas posições. Perdeu mais uma quando Baghdad levantou-se. É claro que não demorou muito e JT derrubou novamente.

Meio round já se foi e novamente o francês não vê a cor da bola. Cody começa a ficar endoidecido do lado de fora, pedindo para seu “aluno” colocar os pés no quadril do americano e levantar. Taylor acerta boas cotoveladas no solo, jogando justo e trabalhando bem o ground and pound. A luta termina com Jesse exausto, mas com 10-9 a seu favor (até poderia ser um 10-8 também, mas achei que faltou mais efetividade) e 20-17 na luta. JT vai avançar e TJ vai abrir 3-0 para o time azul.

Cody sai falando que “quem acertar o queixo de JT vai nocauteá-lo”. Ooooh, quanta surpresa! Se pegar direitinho, até o Roy Nelson já caiu, quanto mais o JT. Taylor agradece a Dillashaw, elogiando o técnico atencioso que ele é, mas lamentando por não ter finalizado a luta.

O time azul comemora bastante a vitória.

O discurso de Cody não poderia exemplificar melhor seus pensamentos: “Quando alguém derrubar vocês, levantem! Teria sido assim em uma briga de rua?” EEEEEEEEIIII. “É isso que vamos fazer nas próximas: lutar, sair na mão e fazer da luta uma briga suja, violenta e dura”. Porra, perfeito! Caiu até uma lágrima de emoção no canto do meu olho esquerdo.

Vocês não estão sentindo falta de nada? NADA? AS TRETA! KEDÊ AS TRETA?

Fila para entrar pela portinha para anunciar as lutas e começa uma treta de leve para ninguém reclamar que faltou.

Garbrandt diz que quer se acostumar a vencer e Dillashaw diz para ele que vencer é muito bom, que ele tem feito isso.

QUE ISSO CÔDI? AUTO-BÚLLI?

“Mas não em Julho”. Ok, ok. “Você se faz de vítima, mas já dei muita surra em você quando me tornei profissional”.

RIZZOS e vamos anunciar a próxima luta, sob acusações de “vendido”, “dedo-duro”, “falso”, entre outros.

TJ aproveita para anunciar a estréia de James Krause no programa contra o substituto do Urbina, Johnny Nuñez.

Dana aparece para dar emoção dizendo que Krause melhorou muito desde que passou pelo TUF, mas nunca esqueceu aquela derrota e entrou no programa para vingá-la. No próximo episódio teremos a perfeita Miesha Tate e eu já estou mega ansioso por isso.

Então vejo vocês aqui na próxima semana. Espero que tenham gostado e que continuem comentando, bastardos.

apoia-se-logo-180-100

Quer se tornar um COLABORADOR do MMA Brasil e concorrer a prêmios, participar do podcast e ajudar a fazer um site cada vez melhor? Conheça todos os BENEFÍCIOS do nosso projeto no APOIA.SE!

  • Rafael Oreiro

    Mais um que nunca mais deve passar pelo UFC, ridicula a defesa de quedas do Mehdi Baghdad. O Garbrandt tá perdido como técnico no TUF, tá gerindo muito mal os lutadores dele.

  • Saulo Henrique

    Foca na teeeeta, digo, tretaaaaaa. Hahaha

    • Hahahaha se acalme!

    • Anderson Cachapuz

      Foco na teta vai ser o título do próximo episódio, se o Alexandre não editar!!

      Se aparecer com outro título vocês já sabem que foi ele quem mudou!! kkkk

  • James sousa

    prevejo 7 x 1 por TJ Garbrandt tá perdido como técnico esta bem pilhado

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Garbrandt quando se aposentar pode arrumar alguma coisa pra fazer, por que coach com certeza ele não vai ser…

  • Diego Tintin

    Só consegui ver o episódio hj. E que resenha foda hahhaha.
    Só gostaria de acrescentar um momento muito legal: o JT agradecendo ao Dillashaw e dizendo que ele é um treinador muito atencioso. Muito bacana.
    Taylor tem uma gana admirável. Pode ir longe em um tipo de competição desgastante e que costuma diminuir as diferenças técnicas como é o TUF.
    E que diferença realmente entre os treinadores! Cody nem fica no corner para dar instruções no intervalo de tão inexperiente e limitado que é para a função.