TUF 25, Episódio 12: A hora da redenção

A mais bela história de redenção do TUF 25 é coroada no último episódio, com uma vitória por finalização e um diálogo sensacional com Dana White. Quem levou a segunda vaga para a decisão de sexta-feira?

Nem fui e já voltei. Sem enrolar muito, não vou relembrar o que rolou no episódio passado, pois ainda está fresco na memória de todos, vamos logo para a última resenha do TUF 25, o reality show do UFC.

Agradeço a todos que acompanharam, interagiram e comentaram os textos. O feedback de vocês é sempre muito importante, então, começo pedindo para que comentem o que acharam da temporada, das resenhas e fiquem à vontade para criticar e sugerir, para que possamos sempre melhorar e oferecer a vocês uma boa experiência, já que vários declaram que acompanham os TUFs pelas nossas resenhas.

LEIA MAIS: TUF 25, Episódio 11: O domínio das cobras

O último episódio já começa na academia de TJ Dillashaw, que apresenta Tim Elliott, campeão da 24ª temporada do programa. James Krause é um dos técnicos de Tim Elliott e ajudou na preparação do peso mosca na disputa do cinturão contra Demetrious Johnson.

TJ torce para a liberação de James para a luta, pois não acha justo que um lutador do time vermelho retorne. Elliott está empolgado para auxiliar o amigo e técnico em sua preparação. Krause diz que é o antídoto certo para Jesse Taylor, bastante elogiado por TJ por ser uma “rocha” e estar sempre equilibrado. Taylor pretende usar todos os treinos que teve com Krause a seu favor. TJ treina o cara repetindo discursos motivacionais envolvendo família e bufunfa.

Na mansão, os lutadores especulam sobre a liberação de Krause para o combate. Seth Baczynski ainda tem a cara de pau de reclamar que o aviso será em cima da hora e ainda tem esperanças de retornar.

É hora de Krause visitar um oftalmologista e cirurgião. O Dr. Gregory será o responsável pela avaliação. Uma musiquinha de tensão embala os exames, além de vários “piiiiiiii” emitidos por Krause. Acho, só acho, que a situação não está boa. O veredito vem e o doutor libera o atleta para a luta. Diz que seus olhos estão ótimos, que é apenas inchaço. Está embaçada por causa da cicatrização da córnea. TEREMOS UMA EXCELENTE LUTA ENTRE KRAUSE E TAYLOR.

Elliott vai visitar a casa para comemorar a liberação de seu técnico e colega de equipe. Na hidromassagem, Baczynski alfineta, claramente bêbado, o campeão da temporada passada. Tim brada que venceu o programa e ouve de volta: “Eu também teria vencido contra tampinhas”. Pelo visto, o preconceito contra as categorias mais leves está enraizado até mesmo nos próprios lutadores.

A treta começa quando Julian Lane arremessa uma garrafa de água de um litro na direção dos confrades reunidos em volta da lareira. Krause quase foi acertado e se exalta. Lane se justifica dizendo que não mirou nele e gostaria de acertar “o cara do meio” (Elliott). Identifiquei, além de Tim e Krause, Zak Cummings. Não consegui ver quem era a quarta pessoa que ali estava.

Todos decidem entrar e foram seguidos pelos bebuns da banheira. É claro que não daria boa coisa. Baczynski e Lane vão tirar satisfações com Elliott, que diz que bateria nos dois juntos e que eles não ganham de ninguém. Deve ser uma merda ser zoado pelo seu desempenho profissional. Tira para nada.

Lane dá um empurrão. Tim continua avançando, chamando-o de bebê chorão e repetindo seu bordão “Let me bang, bro” com voz de neném chorando. Até Justin Edwards perde a cabeça e o tempo esquenta. Edwards chega de voadora e é contido pelos seus companheiros.

Todos foram embora. Elliott os chama de perdedores e ri na parte de fora da casa. Seth agora vai discutir com Krause e tirar satisfação do “porquê ele trouxe sua equipe”, já que só Krause teve a companhia de sua equipe e o segue por toda a casa.

Enfim tretas decentes nesse programa, a foca até aumentou de tamanho. Krause reage empurrando Seth e toma um tapa na cara. Taylor diz que “na véspera da sua luta, a terceira guerra mundial eclodiu na casa”.

O primeiro a subir à balança foi Jesse Taylor. Ele marcou 77,6 quilos. Krause veio a seguir e anotou 77,1. A encarada foi amena e o olho de Krause já parece ter dado um sossego.

James avisa para esperarem o melhor James Krause que já viram, pois essa é uma das lutas mais importantes da sua carreira. Taylor diz se garantir na mente e no espírito e que a redenção é a história de sua vida.

Dana White aparece nos vestiários para desejar boa sorte (e, é claro, torcer para que, em caso de vitória, Jesse não quebre mais nenhum cassino, limusine ou a cara). Krause está muito confiante em suas próprias habilidades. É a disputa entre o único lutador atualmente contratado na casa, um dos maiores favoritos, contra o cara que tem uma das melhores histórias ali, basicamente o significado da palavra “Redenção” gravado na sua ficha.

Então, vamos decidir logo isso que tá na hora.

Semifinal #2: Jesse Taylor (Team Dillashaw) vs. James Krause (Team Dillashaw)

“Big” John McCarthy é o responsável por conduzir esta excelente luta.

A peleja começa agitada. Taylor avança com ferocidade e Krause aplica um single leg, atirando Jesse no chão. JT consegue se recuperar e inverte o jogo, levantando, derrubando Krause e ficando em posição de vantagem por cima, trabalhando o ground and pound.

James tenta se proteger a qualquer custo e trava os pulsos e cabeça de Jesse, até que Taylor dá um vacilo e Krause consegue raspar e ficar por cima, quase na metade do round. James pesa bem e tenta controlar posição, e faz transições com calma até chegar às costas de Taylor. Sem conseguir estabilizar a posição, vê JT girar e conseguir reverter para trabalhar por cima. É um excelente duelo no solo, porém com muitas falhas técnicas.

Taylor trabalha as cotoveladas no adversário colado à grade. O ground and pound do carequinha é feroz a um minuto do fim. Jesse trava uma das pernas e tenta laçar o pescoço de Krause, mas outra falha faz Krause reverter e pegar o pescoço de Taylor. Afroxou, JT levantou e sentou James no chão com um bonito double leg. E foi ali que JT trabalhou golpes até o fim do assalto, que terminou com ele nas costas de James. Temos 10-9 para Taylor.

Cody assiste frustrado à luta, enquanto o segundo round começa com Taylor se embolando nas pernas de Krause e trabalhando bem por cima. Um minuto passado e James está por baixo segurando Jesse em sua guarda fechada, debaixo de golpes ferozes do destruidor de cassinos. Ainda bem que ele pelo menos está vendo os golpes para se defender.

Metade do round se passou e Krause permanece totalmente dominado. Taylor tenta fazer o que quer por cima. Sai da guarda, tenta a montada, vira para pegar as costas e, numa dessas transições, comete mais um erro e termina com Krause mochilado. Ao virar para encaixar a guilhotina, Krause devolve a gentileza e novamente Jesse trabalha por cima, a dois minutos do fim.

Jesse trabalha bem as cotoveladas da meia guarda, pesando bem contra um James sem resistência para sair dali. O nariz de Krause já sangra e JT continua um bom trabalho por cima, até a buzina apitar o fim do round. Como James não fez nada nessa parcial, marquei 10-8 para JT. A vitória está bem encaminhada com o 20-17 no somatório.

Krause parece extenuado, respirando pela boca. Jesse também está cansado, mas parece mais inteiro.

round final começa com um pisão frontal de Krause. Taylor responde bem com golpes retos e um chute, e em seguida entra nas pernas, derrubando Krause junto à grade. Mais do mesmo? JT trabalha o ground and pound com muitas cotoveladas. James tenta fugir o quadril, mas sem sucesso.

Krause tenta escapar, mesmo sem muita energia, e, ao dar as costas, Taylor já encaixa o gancho. James desiste deste caminho e repõe a guarda. Chegamos à metade do assalto e Krause ainda não viu a cor da bola. Sua energia acaba, ele vira de lado e Taylor encaixa uma guilhotina. Muito mais na força bruta do que na técnica, bota James para dormir em poucos segundos.

Linda vitória de Jesse Taylor, coroando uma trajetória épica dentro da casa. Teremos uma final de TUF com dois caras que já se classificaram para finais em suas temporadas.

Taylor está eufórico no centro do octógono dizendo: “Demorou, mas voltei”. Big John levanta o braço de um dos caras que, independentemente de vitória, já conseguiu sua redenção. Ele vai lutar a final e finalmente vai atuar no UFC.

Krause se desculpa e diz que sentiu o ritmo, pois não estava 100% para a luta. Cansou rápido. Deu para perceber já no primeiro round. Jesse diz que não quer ir embora, pois essa é sua casa. Seu cartel no TUF agora é de 7-0. O bicho está radiante. TJ reforça que sua história é a redenção em pessoa.

Cabe transcrever o diálogo entre Dana White e Jesse Taylor:

Dana: “Como vai, amigo?”
Taylor: “Bem melhor do que na última reunião que tivemos”.
Dana, cauteloso: “Ainda falta esta noite. Foi a noite que você estragou tudo.”
Taylor constata: “Eu seria um enorme imbecil se repetisse o erro”.

EPIC WIN.

Taylor diz que vai se divertir, mas sem excessos. Agora é o “tiozão”, né? Vai tomar conta da garotada. Ele está determinado a provar a todos que há uma possibilidade de alguém que cometeu erros se redimir e se tornar um herói.

Mais detalhes sobre essa excelente final você vai ver na prévia que vai ao ar em breve. Dana anuncia que a luta entre TJ Dillashaw e Cody Garbrandt vai acontecer, mas no meio do ano (e já foi adiada).

E aí, o que acharam desta temporada? A final você vai conferir nesta sexta feira, 7 de julho, em Las Vegas. Vejo vocês na prévia.

A caixinha de comentários agora é de vocês.

apoia-se-logo-180-100

Quer se tornar um COLABORADOR do MMA Brasil e concorrer a prêmios, participar do podcast e ajudar a fazer um site cada vez melhor? Conheça todos os BENEFÍCIOS do nosso projeto no APOIA.SE!

  • Gabriel Carvalho

    Que homem, o Cacha! Duas resenhas no mesmo dia.

    • Anderson Cachapuz

      Aqui é trabalho, amigo! :D

  • Gabriel Carvalho
    • Anderson Cachapuz

      Concordo… Gostamos… Tate <3

      • Gabriel Carvalho

        Ela tá com uma puta cara de “olha o estado desse otário”. Muito bom!

  • Rafael Alves

    Já que vai ter o programa dublado pelo SnoopDog com 5 lutas, nas terças, o UFC deveria trazer pro Brasil com o Cacha nos comentários.
    Como acompanhei via coluna algumas duvidas:
    1 – Quem é o favorito pra final?
    2 – A impressão é que mesmo os melhores combates foram melhores mais pelo coração que pela técnica. Alguem apresentou uma evolução técnica decente para ficarmos de olho.
    3 – Como ninguem acertou o nariz do Dhiego?!
    4 – Agora é a vez de um TUF redmption pra treinadores. Wand, Cody, Ronda…. seria páreo duro.

    • Binho Vianna

      ac

    • Anderson Cachapuz

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Eu topo… pagando bem, q mal tem?
      1) Taylor – Leia a prévia e entenda porque :D
      2) Sim, você está correto… acho que o Dhiego evoluiu um pouco, mas não sai daquele lenga lenga tradicional… O Tom tb aproveitou bastante os treinos e colheu os frutos dentro da própria casa…
      3) Mistérios da humanidade. Tem até letreiro luminoso em neon… impossível errar!!!
      4) Deus me livre!! Que mais ninguém além de mim esteja atento a esta sugestão…. kkkk

  • James sousa

    melhor luta da temporada

    • Anderson Cachapuz

      Muito boa mesmo…. só não sei se foi a melhor… mas foi boa….

  • Beto Magnun

    Nossa… Deve ser triste saber que você é um lutador menos que mediocre.

    • Anderson Cachapuz

      No caso você tá falando do Cody, do Julian, do Gordon, do Baczynski ou de algum outro? kkkkkk

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Upset louca essa aí, Krause foi anulado pelo Taylor, ele morreu feio no gás, enfim eu não tava torcendo pro Krause pois ele tava lá basicamente pela grana e não pra ter vaga no UFC… e fiquei feliz de saber que o Gallichio também terá a chance de lutar no UFC, o cara merece muito!

    E kkkkk, esse Julian Lane é comédia, tava torcendo pro Elliot meter a mão nele, o cara é um pé no saco, e Baczinsky tá junto nessa, Edwards também, parece que o Garbrandt em vez de escolher os melhores escolheu os mais malas, um mala conhece os outros… Aliás o TUF foi bacana, a grande surpresa foi o vendedor de máquina de doces, que acho que é unanimidade como melhor pessoa do TUF 25 hahahahah. E nenhuma sugestão pras resenhas, são ótimas!

    • Anderson Cachapuz

      É a lei da afinidade, amigo.. :D
      Também achei a edição mto legal….
      E obrigado pelo feedback!

  • Carlos Felix

    Jesse Taylor e Gallicchio foram as surpresas da casa. Ótimos lutadores, muito carismáticos. Têm boas chances de sucesso no UFC. Não chegarão ao topo da categoria, mas poderão fazer um bom dinheiro.

    • Anderson Cachapuz

      Boas chances de sucesso eu nem digo… Taylor já tem 34… Tom é limitado, bom faixa preta e só… mas podem lutar e fazer um dinheirinho… depende da boa vontade dos matchmakers….se até Natan Coy ganhou chances, é possível que eles ganhem tb.. :D

  • Diego Tintin

    Mais uma boa temporada de TUF, mas uma excelente temporada de resenhas do Cacha! A história do Jesse Taylor é incrível, muito difícil não torcer para ele na final. E devemos destacar que teve uma postura muito profissional e madura nas lutas e no programa. E o Elliott é um louco muito do engraçado.

    • Anderson Cachapuz

      Obrigado Tintinho!!
      Adorei o programa mesmo… Elliot é uma figura…. parece um hobbit….