Por Gabriel Carvalho | 23/12/2017 16:55

Depois de um longo hiato causado pela sequência absurda de eventos do UFC, a coluna Top 10 do Futuro está de volta para o aquecimento das festas de fim de ano. A missão agora fica um pouco mais fácil, já que analisaremos as três categorias mais rasas do MMA e temos mais facilidade para achar talentos.

Nomes como Anderson Silva, Vitor Belfort, Yoel Romero e Ronaldo Jacaré já estão envelhecidos. Assim, selecionamos cinco nomes que podem se juntar aos mais jovens da elite da divisão, como o campeão Robert Whittaker e os ex Luke Rockhold e Chris Weidman. Confira:

Ramazan Emeev

Quem é: Nascido no Azerbaijão e com a carreira inteira feita na Rússia, Ramazan Emeev se destacou ao se tornar campeão dos médios do M-1 Global, um dos principais eventos do MMA russo. Lá, acumulou vitórias sobre nomes como Maiquel Falcão, Anatoly Tokov, Vyacheslav Vasilevsky, Mario Miranda e Luigi Fioravanti. Seu cartel antes de chegar ao UFC era de 15 vitórias e 3 derrotas.

O que fez no UFC: A estreia de Emeev na maior organização do MMA mundial foi no UFC Fight Night 118, enfrentando o já veterano e ex-top 15 Sam Alvey, que aceitou a luta com pouco tempo de preparação e estava bem gordinho. Emeev não teve muitas dificuldades, se portou muito bem no combate e garantiu uma vitória por larga decisão unânime, o que já o coloca num bom status na divisão.

Ramazan Emeev chuta Sam Alvey (Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC)

Porque será um top 10: Campeão mundial de sambô de combate, Emeev tem um estilo interessante, com boas aproximações usando jab e direto, boas abordagens no clinch, iniciando com joelhada, e um jiu-jítsu de nível digno. Apesar de ser um cara que promete bastante na divisão, Ramazan ainda tem alguns problemas defensivos, mas se sobressaí em algumas lutas por conta do queixo duro.

Eryk Anders

Quem é: O “Ya Boy” era linebacker no time de futebol americano da Universidade do Alabama, mas abandonou a carreira para se dedicar ao MMA, esporte no qual iniciou em 2015. Com algumas vitórias em seu estado natal, chamou atenção e inclusive lutou pelo Bellator, onde mandou um sujeito para a vala em 23 segundos. Assinou com a LFA e conquistou o cinturão dos médios da organização na sua segunda luta.

O que fez no UFC: A estreia foi em Nova Iorque contra o veterano Rafael Sapo, quando mostrou o seu cartão de visitas e deu fim à carreira do brasileiro ainda no primeiro round. Em seguida, foi marcado contra o também brasileiro Markus Maluko, quando usou novamente o seu jogo de pressão para garantir uma boa vitória sobre o talentoso paulista. Após seu pedido, foi confirmado contra o ex-campeão Lyoto Machida, na luta principal do UFC Belém, em fevereiro.

Eryk Anders amassa Markus Maluko (Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC)

Porque será um top 10: Canhoto, Anders costuma manter as lutas em pé. Ele não é o mais técnico, porém, é muito forte e aplica bastante pressão, algo que aprendeu no futebol americano. Seu poder de fogo é elevado. No chão, mostra explosão na hora de aplicar quedas, consegue manter boas posições e gosta muito de atingir seus oponentes no ground and pound. Não chega a ser uma aposta para se tornar campeão do UFC, mas é um nome que dará muito trabalho ainda.

Oskar Piechota

Quem é: O polonês Oskar Piechota é conhecido no mundo do jiu-jítsu por suas boas participações em campeonatos na Europa e no ADCC, o principal torneio de grappling do mundo., No MMA, iniciou sua carreira em 2011 e conquistou o cinturão dos médios do Cage Warriors em abril, com uma vitória sobre o badalado Jason Radcliffe.

O que fez no UFC: Piechota estreou em seu país natal, em outubro, quando enfrentou o grosseiro Jonathan Wilson. Muito mais técnico em pé e no chão, Piechota não teve maiores dificuldades para vencer a luta, agora acumulando dez vitórias e um empate em 11 lutas profissionais. Não tem data para retornar ao octógono.

Oskar Piechota estrangulando Jonathan Wilson (Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC)

Porque será um top 10: Aos 27 anos, Piechota é um nome novo para uma categoria meio envelhecida. O jiu-jítsu de muito alto nível é um diferencial – ele é bem oportunista, tem ótimas entradas de queda e apresenta excelente controle posicional, pontos que serão bem trabalhados contra diversos nomes da categoria que apresentam falhas no chão. Além disso, Oskar é um atleta agressivo e técnico em pé, com golpes bem coordenados, sem precisar se expor defensivamente.

Menção Honrosa: Karl Roberson

Quem é: Ex-kickboxer com passagem pelo GLORY, Roberson manteve carreira paralela no kickboxing e no MMA por um tempo, até receber uma chance de lutar no Dana White’s Tuesday Night Contender Series. Ele brilhou nocauteando o experiente Ryan Spann com apenas 15 segundos, assegurando assim um contrato com o UFC depois de apenas cinco lutas como profissional de MMA.

O que fez no UFC: Apesar de ter feito lutas como meio-pesado, Roberson baixou para o peso médio e fez sua estreia contra Darren Stewart, no UFC Fight Night 120. Com calma e mostrando bastante maturidade, conseguiu finalizar ainda no primeiro assalto com um mata-leão. Também está sem luta marcada até o momento.

Karl Roberson chuta Darren Stewart (Foto: Brandon Magnus/Zuffa LLC)

Porque será um top 10: Na troca de golpes, Karl mostra um arsenal bastante variado, utilizando muito as cotoveladas e joelhadas, variando os golpes entre tronco e cabeça, além de aplicar muita potência. Já mostrou que é bom no jiu-jítsu também, um atleta bem oportunista, mas ainda tenho dúvidas em relação ao nível de competição que encontrou na carreira.

Editor do MMA Brasil. Fã de esportes em geral, apaixonado pela arte de punhos em rostos alheios. Amante de filmes e música.