Tony Ferguson vence a nona seguida em guerra contra Rafael dos Anjos no UFC Fight Night 98

Atuação soberba de Tony Ferguson dá a vitória sobre o ex-campeão Rafael dos Anjos. O recorde de nove triunfos seguidos no peso leve é a cartada que o americano precisava para disputar o cinturão.

A luta principal do UFC Fight Night 98 nem pareceu que foi disputada a quase 2.300 metros de altitude. Na Arena Ciudad de México, Tony Ferguson e Rafael dos Anjos fizeram um duelo acirrado, em alta intensidade. A vitória do americano estabeleceu uma senhora marca e o deixou na boca da disputa do cinturão na divisão dos leves.

Aproveitando o costume que Ferguson tem de começar as lutas um pouco devagar, o ex-campeão foi muito bem na estratégia de contragolpear para quebrar a movimentação do rival, colocando dúvidas sobre Ferguson e acertando os melhores golpes, especialmente os chutes baixos.

Quando Ferguson acelerou, tomou o controle da situação e não mais a perdeu. Todo ataque de Rafael era retaliado com combinações de dois ou três socos em meio a uma movimentação sem um padrão que o brasileiro pudesse se antecipar. “El Cucuy” variou o jogo com socos rodados e cotoveladas em pé, deixando Dos Anjos em posição defensiva. O brasileiro chegou a melhorar na segunda metade do terceiro assalto, depois de acertar um belo chute alto, e acabou aquela parcial em ritmo forte. Talvez tenha sido suficiente para reverter a vantagem que Tony tinha até ali, mas foi um breve momento.

A defesa de quedas de Ferguson também funcionou à perfeição, fazendo com que Rafael ficasse sem opção de variação de jogo e fosse obrigado a encarar o desafio do striking. Confiante, o americano encaixou todos os duros golpes lançados pelo oponente e seguiu imprimindo um ritmo forte até o fim do combate.

Na contagem do MMA Brasil, Tony Ferguson venceu por 49-46, mas todos os juízes oficiais marcaram 48-47. Com o resultado, o americano se tornou o primeiro peso leve a vencer nove vezes seguidas e deixou seu nome como a principal opção para o posto de desafiante do vencedor entre o campeão Eddie Alvarez e Conor McGregor, que se enfrentam no próximo sábado.

Diego Sanchez vence Marcin Held em animado combate no chão

Depois de tantas vitórias injustas, Diego Sanchez voltou a triunfar com uma atuação consistente. O estreante Marcin Held deu trabalho, mas sucumbiu ao grappling defensivo do americano e ao seu próprio cansaço.

A conhecida sanha de Held em busca das finalizações, especialmente na perna dos adversários, se fez presente no primeiro round. Mais rápido e mais técnico, ele estabeleceu um bom domínio das ações na troca de golpes em pé para desviar a atenção de Sanchez e disparou uma sequência que começou com uma guilhotina e passou para ataques no pé e joelho. Como é um faixa-preta cascudo, Diego manteve a calma, defendeu as investidas e sossegou o facho do jovem oponente.

Held voltou com a mesma intenção para o segundo assalto, mergulhando com inteligência nas pernas de Sanchez, sem deixar que o americano evitasse o contato. Diego seguiu se defendendo muito bem, mostrando elasticidade e calma. Quando ele conseguiu escapar por cima, passou a golpear o europeu com socos e cotoveladas que minaram o gás de Held. No terceiro assalto, o experiente e incansável Sanchez maltratou o exausto Held, que não tinha mais forças para esboçar reação.

A boa vitória de Sanchez serviu para amenizar o atropelamento sofrido diante de Joe Lauzon, no UFC 200. Somado com a vitória sobre Jim Miller, em março, o resultado fez de 2016 o primeiro ano de Sanchez com duas vitórias sem presentes dos juízes desde 2009.

Ricardo Lamas impõe segunda derrota seguida por guilhotina a Charles do Bronx

Um fim de semana para esquecer foi a experiência mexicana de Charles do Bronx. Depois de bater o peso da categoria de cima, na sexta-feira, o paulista foi finalizado pela segunda vez seguida, agora pelas mãos de Ricardo Lamas.

O primeiro assalto foi muito animado e cheio de alternativas. O americano começou melhor ao derrubar, cair por cima e bater no ground and pound, mas deu espaço para Oliveira tentar uma chave de calcanhar e abrir espaço para se levantar já pegando as costas. Neste momento, a luta mudou. Charles aplicou uma linda e surpreendente queda. Desta vez por cima, o brasileiro se mostrou mais eficiente e chegou ao triângulo de mão. Lamas se safou no estouro do cronômetro.

Na segunda etapa, Lamas era melhor em pé quando Charles tentou uma queda. Porém, o americano acabou por cima e tentou trabalhar o ground and pound. Do Bronx raspou, mas deixou o pescoço exposto, no mesmo erro cometido algumas vezes no último combate contra Anthony Pettis. Lamas não perdoou: encaixou a guilhotina com uma perna pressionando a coluna do brasileiro e a outra impedindo que Oliveira usasse a grade para arrefecer a pressão. Charles ainda tentou forçar o braço do americano, mas Ricardo sustentou a posição e fez o rival batucar na marca de 2:13.

Depois de falhar várias vezes na pesagem, desta vez por ridículos quatro quilos, Charles do Bronx fica em posição vulnerável no UFC, com risco de ser obrigado a voltar ao peso leve, categoria na qual ele não tem pujança física para dar conta.

Clinch dá vantagem a Beneil Dariush contra Rashid Magomedov

Sem ligar para as vaias do público mexicano, o iraniano Beneil Dariush manteve-se firme em sua estratégia de anular as potencialidades de Rashid Magomedov e impor ao russo a primeira derrota no octógono.

Enquanto o duelo ficou na troca de golpes em pé, Magomedov usou a distância a seu favor e pegou Dariush em vários contragolpes bem mais eficazes do que as ações ofensivas do rival. Contudo, a maior agressividade do iraniano começou a render frutos quando os chutes no corpo e nas pernas permitiram que ele se aproximasse do russo. No clinch, Beneil mesclou joelhadas com dirty boxing e pressão isométrica, deixando o adversário de costas para a grade, aceitando aquela situação que lhe dava prejuízo.

Este foi o cenário dos 10 minutos iniciais. Sentindo necessidade de uma interrupção, Magomedov voltou mais agressivo para o terceiro round, mas não acertou nada de muito contundente. Para piorar sua situação, voltou a passar um tempo de costas para a grade antes de o árbitro Herb Dean mandar voltar para o centro. Magomedov teve seus melhores momentos na reta final, o que só serviu para vencer o terceiro round, ao menos na contagem do MMA Brasil, já que dois juízes anotaram 30-27 para Dariush, enquanto o terceiro ficou com o nosso 29-28.

Alexa Grasso estreia com surra em Heather Jo Clark

Uma das estreias mais aguardadas do UFC terminou como esperado. Alexa Grasso sentiu o terreno, pegou confiança e superou a resistente Heather Jo Clark.

Diante de seus compatriotas, Grasso teve um excelente momento na segunda metade do primeiro assalto, quando mostrou aos fãs do UFC o que os do Invicta já conheciam. Um chute alto abriu caminho para uma artilharia pesada de socos, chutes e joelhadas que destruiu o nariz de Clark.

Mesmo num ritmo menos intenso, Grasso em momento algum olhou para trás. Clark exibiu a conhecida coragem e seguiu avançando mesmo com o rosto prejudicado. Melhor na longa distância e no clinch, Alexa ainda cravou uma queda violenta no terceiro assalto para mostrar que a parada estava decidida. A estrela em formação venceu com dois 30-27 e um 29-28 meio sem sentido.

Outros resultados do UFC Fight Night 98

Ainda no card principal, o mexicano Martín Bravo foi melhor na troca de golpes em pé, negou a luta agarrada e nocauteou o peruano Claudio Puelles no segundo assalto e ficou com o título do TUF América Latina 3.

Na principal preliminar, o local Érik Pérez superou uma lesão no pé contraída no primeiro assalto para vencer Felipe Sertanejo. O duelo, que tinha expectativa de ser uma guerra de muay thai, foi decidida no ground and pound do mexicano, que sobreviveu a uma tentativa de finalização do brasileiro no primeiro round. Pérez chegou à terceira vitória seguida.

Outro brasileiro em ação, Douglas D’Silva conseguiu um bonito nocaute sobre Enrique Briones quando, pressionado contra a grade, acertou uma cotovelada seguida de um soco rodado que surpreendeu o mexicano no terceiro round.

  • Marcos E

    Uma luta de nível muito elevado. Que queixo e disposição do Ferguson! Acho que esse cara leva o cinturão. Ainda por cima defende as quedas muito bem.

    Alexa Grasso mostrou categoria. Mas na luta feminina deu nervoso quando, no corner, a Clark repetiu para o técnico várias vezes “coach, i can’t see”. Aí o técnico pergunta “qual olho?”. A menina tampa o olho direito, tampa o esquerdo, e fala “direito, não enxergo nada quando eu olho para baixo”. O técnico não tem dúvida “cara, para lutar com ela você tem que olhar para frente, não para baixo. Vai lutar”. A menina levanta com o nariz todo torto e parte para a porrada. Que esporte.

    • Aí a menina fica cega e vão reclamar que o técnico deveria ter poupado a saúde da pupila.

    • Anderson Tomaz

      Eu fiquei com bastante dúvida acerca dessas reclamações da Clark… Rolou dedo no olho por parte da Grasso? Se rolou o pessoal de fez de cego, porque não vi ninguém falando sobre isso na transmissão… Ou foi um soco muito forte mesmo? Kk

      • Marcos E

        Sei lá. No meio de uma luta tanta coisa pode acontecer. O técnico foi tão frio que até fiquei pensando “velho, se bobear o técnico conhece a lutadota e acha que a menina está fingindo”.

  • Rafael Alves

    Não sei se é implicância minha mas acho que a mudança de academia, pelo menos a princípio, não foi boa pro Rafael.
    Acho que faltou uma boa estratégia, faltou um bom corner e faltaram algumas combinações que estávamos habituados no Rafael (dificilmente ele saiu do 1-2 previsível.) Pra quem tava nas montanhas achei ele conservador demais em relação ao ritmo, principalmente no round que foi claramente superior.
    E o corner ficavam 2,3 gritando instruções ao mesmo tempo durante a luta enquanto no Fergunson você ouvia instruções claras que eram atendidas.
    Enfim… Não sei se tem volta a decisão, mas espero que tenha, porque me deu a impressão que o Rafael visceral ta ligado à Kings. E embora o talento esteja lá, o coração esteja lá, nessa categoria, se não tiver um algo mais fica difícil.

    Agora o UFC se pôs numa situação difícil. Se o Khabib ganha alguém vai ficar muito puto em ser passado pra trás. Ainda corre o risco de, caso o Conor perca, ele dê chiliquinho de quem quer porque quer revanche (que o Alvarez concordaria e tendo a achar que o UFC tb) como fez em relação ao Diaz e trave tudo de vez.
    A essa altura me parece que o sonho do UFC é o Conor ganhar e dar a revanche pro Aldo, enquanto Fergunson e Khabib lutariam por um interino e todos ficariam minimamente felizes.

    • Juan Macêdo

      Rafael, não acho que seja implicância (e se for, não é só tua). No intervalo dos rounds ficou evidente a falta de Cordeiro passando instruções e estratégia. O que se ouviu foi ´”tá perfeito” repetidas vezes e mais uma meia dúzia de elogios e frases motivacionais quando o que se fazia necessário era instruções de como atuar na luta.
      Assim como voce, espero que a decisão de sair da Kings tenha volta, pois pra mim, ficou clara a falta que Rafael Cordeiro fez no corner de RDA.
      Abraço!

      • O que o Cordeiro poderia ter feito pra reverter o cenário da luta, mediante a atuação do Ferguson?

        • Vinicius Maia

          Fazer ele poderia não fazer nada, mas te garanto que pelo menos a análise da luta e instruções corretas ele daria. O córner do RDA nessa luta foi pífio. Instruções horríveis, me lembrou o córner do Belfort contra o Mousasi gritando você é Vitor Belfort….
          Nem instruções obvias como o chute do RDA que tava sendo mais efetivo que suas trocações de boxe foi constatada pelo seu córner horrível.

      • Anderson Tomaz

        Concordo… A diferença técnica entre os novos coachs e o Rafael Cordeiro era GRITANTE

    • Marcos E

      Realmente, as instruções do corner do Rafael dos Anjos não foram muito técnicas. Mas nao sei se faria tanta diferença no resultado da luta. Com relação à estratégia do RDA, creio que ele evitou ficar muito tempo trocando na curta distância. Creio que o Rafael imaginou que poderia dar ruim se ele arriscasse combinações longas, como ele está acostumado. Acho que o Ferguson, tendo o queixo muito duro, provavelmente ia se dar melhor no brawling. Então, RDA ficou achando as brechas de maneira pontual. Até que funcionou bem nos primeiros rounds, mas a resistência fenomenal do El cucuy, mais a vantagem da envergadura em uma altitude elevada, mais uma excelente defesa de quedas… bom, dessa vez não deu para o Rafael. Ferguson se mostrou superior.

      • É isso. Por mais que as instruções tenham sido abaixo do nível do que o Cordeiro faz, não sei se faria tanta diferença pelo volume de jogo, pelo controle de distância, pela defesa de quedas e queixo duro do Ferguson.

        Além do Ferguson se dar melhor no brawling, ele teria a vantagem do wrestling, de derrubar e cair por cima se a luta ficasse no infighting.

        • Rafael Alves

          Alexandre, como antecipei, pode sim ser implicância minha. Outra coisa, não acho que o Cordeiro faria o dos Anjos ganhar (ontem o lutador pra ganhar do Fergunson precisaria estar no estado da arte), mas acho que poderia ter ajudado a uma luta fantástica se tornar numa luta épica.
          No minuto final (ou nos ultimos 40 segundos) do segundo round o Rafael tava conseguindo quebrar o controle de distância do Fergunson e foi melhor nesse finzinho. Ao invés de dizer que o round tinha sido do Rafael e que tava tudo perfeito, acho que focar no final, tendo um Lutador que ouve e aplica as instruções, poderia ter tornado tudo ainda mais tenso e disputado.
          No primeiro round os chutes baixos entraram bem depois ele meio que deixou de lado…. Acho que podia e devia ter insistido neles. Inclusive uma “queda” foi após um chute baixo.
          Enfim, meu ponto é: o Rafael é um cara absolutamente aplicado, que ouve o treinador e cumpre la. E ontem, perdendo, ele ouviu que tava tudo perfeito do segundo pro terceiro (que não tava) e a luta não teve muita tentativa de alternância a partir do segundo foi uma só luta.

    • Veja como são as coisas. A estratégia do Rafael funcionou à perfeição no primeiro round, especialmente nos contragolpes pra quebrar a movimentação do Ferguson, e começou a ruir quando o Ferguson acelerou e encaixou tudo o que o Rafael mandava. Será que o Cordeiro teria feito tanta diferença taticamente no córner? O que ele poderia ter falado? Mandar o Dos Anjos tentar derrubar? Pois o Dos Anjos tentou e foi anulado facilmente. Cordeiro teria visto alguma brecha no controle de distância e movimentação do Ferguson? Talvez. Ontem não me pareceu que o Cordeiro teria feito diferença a ponto de retomar o controle da luta, o Ferguson simplesmente lutou mais.

  • Marcos Henrique Lira

    E complicado falar alguma coisa em relação a troca de equipe. Com certeza Rafael teve seus motivos. Na minha humilde opinião Rafael foi vencido por um oponente q tá na melhor fase de sua carreira, o orelhudo tá voando e me pareceu mais adaptado a altitude. O brasileiro terá q se reinventar se quiser recuperar a cinta. Quem eu acho q precisa sair da sua zona de conforto se quiser realmente ser campeão é Charles. Defender soco com a cara e faixa preta q toda hora deixa o pescoço pra ser finalizado além de não bater o peso de novo, são mostras que algo precisa ser feito. No mais o evento foi bom, gostei do Douglas q depois de muito tempo parado conseguiu uma ótima vitória e do Sanches que mostrou pro charlinho como funciona um jiu-jitsu defensivo.

    • Eu não achei que a altitude atrapalhou o Rafael, até porque ele se preparou numa montanha na Califórnia. Rafael lutou em ritmo forte, o problema é que o Ferguson é indigesto quando acelera.

      Charles tem um caminho longo demais. Ofensivamente é um lutador excelente, mas defensivamente… sempre lembro da genial frase do Paul “Bear” Bryant: ataque vende ingressos, defesa traz títulos.

      • Marcos Henrique Lira

        Vc pode estar certo Alexandre em relação a altitude. Na verdade eu fiz uma comparação com a disposição física q ele apresentou na luta contra o pettis. Falando nisso Alexandre, vc não acha q o Rafael poderia ter usado a mesma estratégia que ele usou contra o pettis não seria a mesma que ele poderia ter aplicado contra o orelhudo? ?????

        • Pettis é uma luta muito diferente do Ferguson. Pettis é um adversário que te deixa ligado o tempo inteiro pela possibilidade de tirar um coelho da cartola a qualquer momento, mas ele não é um cara conhecido por imprimir pressão como o Ferguson. É mais fácil se impor em intensidade contra o Pettis do que contra o Ferguson.

          Não acho que poderia ter acontecido a mesma tática exatamente por serem duas lutas muito diferentes. Se você reparar, o Rafael tentou mudar de nível pelo menos umas duas vezes, mas o Ferguson evitou as quedas com muita facilidade. Ferguson é bem melhor wrestler do que o Pettis.

  • Malk Suruhito
  • Weslei Alvarenga

    Por um FN como esse, com mais regularidade aqui no país….. AMÉM!!! Já to cansado desses cards de “pra BR ver” ( esse tbm tinha, mas o card principal deu gosto de ver ).

    E q lutaço !!!!! Eu já tava em pé quando começou o R2, o primeiro ( e principal ) mérito do Tony foi “frear” a locomotiva do RDA utilizando seu próprio ímpeto, q resultou nessa guerra com uma situação de luta bem interessante.
    Os dois lutaram mto bem, foi um absurdo o ritmo deles a 2.500m.
    E como”estilos fazem lutas” e trocar adversário em cima da hr fode tudo, Ferguson q tomou sufoco e definiu a ultima luta ( meritos do adversário, e tbm dele q lutou pra krl ) pra dominar um ex-campeão recente, a gente tem repensar no imediatismo desse esporte.

    Obs : E TS pra ele…… QUE HOMEM ! #ChupaKhabib

    • Se o Nurmagomedov passar o carro no Michael Johnson, isso ainda vai dar discussão… se o Khabib vencer por atropelamentos, terá vencido o mesmo Rafael e o cara que venceu o Ferguson.

      • Weslei Alvarenga

        Concordo, os principais resultados do russo ( se concretizar ) serão melhores do q o Ferguson, mas ele tem aquela ressalva das lesões ( 2 lutas em 2 anos e meio é foda ) e pra mim o americano pelo conjunto da obra mereça….. É complicado. Vai ser do msm naipe do UFC 195, quando o Miocic deu um noucautao, qm mereceria mais naquela época, Miocic ou Overeem ( o resto foi história ).

        • Marcos E

          Tomara que o Khabib ganhe continuidade nas lutas e deixe para trás logo esse status de super lutador de prateleira. Aquele tipo de lutador que todo mundo reconhece como monstro, mas fica lá na estante, mais para demonstração do que para qualquer outra coisa.

      • ErCoelhoBruno

        Ahh, mas esse é um grande SE… O Johnson não é nenhum frango e nessa categoria qualquer atleta pode vencer num dia bom.

    • Marcos E

      Os mexicanos também devem estar pedindo por mais Fight Nights como esse, porque eles também sofrem com cards ruins! Ahahaha

      • Weslei Alvarenga

        Pelo menos em todas as edições tiverem ME’s iradas, mas eles sofreram ate chegar la kkkkkk

  • IMPERADOR

    Ferguson foi superior, sem duvidas.
    Mas, aquele dedo no olho, no segundo round, fez muita diferença na postura do RDA. Foi fragrante a queda de rendimento. Não arrisco falar que o resultado da luta seria outro, caso isso não acontecesse. Mas, que impactou no rendimento do RDA, não tenho duvida.
    Ninguém me convence que não foi proposital… Depois, o Ferguson continuou lutando com o braço esquerdo esticado e a mão aberta. O arbitro nem sequer advertiu!
    Quando os árbitros terão coragem de tirar pontos quando acontecer esse tipo de infração?

    • Danilo

      Concordo quanto ao lance de dedo no olho. Deveria ser punido já na primeira ocorrência, com o desconto de ponto. Ia diminuir bastante esse lance de medir a distância com o braço esticado e a mão aberta.
      Sobre o resultado da luta, também acho que não mudaria, uma vez que o que ferrou o Rafael de verdade foi o Fergunson ter controlado bem a distância com a envergadura e negando quedas.

    • Marcos E

      Isso aconteceu mesmo. O dedo no olho deve ter afetado no mínimo o segundo round. Como não foi nenhum absurdo pontuar o primeiro e o terceiro round para o RDA, se no segundo round o dedo no olho não acontecesse, a luta poderia ter sido facilmente pontuada com os três primeiros rounds para o brasileiro e os dois últimos para Tony Ferguson.

  • Danilo

    Como sempre, vamos por partes.

    Vi uma galera dizendo que o Dos Anjos não entrou com sede de vitória. É incrível como essa gente vê a luta que quer. Ficou muito claro que o Ferguson lutou pra caralho, absorveu golpes potentes do Rafael, negou quedas com tranquilidade e ainda encaixou praticamente 100% das combinações muito duras que lançou . Quando o cara ta atuando assim, é difícil de bater, como foi, e o Rafael perdeu.

    Como disse no twitter, tava torcendo por uma vitória do Lamas só pro Charles aprender a levar o corte de peso mais a sério, ser mais responsável e principalmente, mais profissional. Bater o peso é a principal obrigação do lutador, não dá pra ser tão relaxado como ele demonstrou várias vezes.

    Quando a luta começou fiquei só esperando o momento onde o Sanchez ia ligar o foda-se e o ventilador e tentar fazer a luta descambar pra briga de bar. Mas fiquei contente quando vi ele lutar com inteligência e voltando a mostrar a qualidade de outros aspectos de seu jogo.
    Já Marcin Held foi mais um a chegar no UFC e sentir o choque de realidade. Mas sabemos que ele tem tudo pra se recuperar bem dessa derrota e ser mais um grande nome na categoria.

    Quero deixar aqui uma pequena observação sobre o mexicano Martin Bravo. O cara é uma espécie de Diaz mexicano, que vai pra cima jogando um boxe de pressão enquanto provoca o adversário. O peruano não conseguiu sair da armadilha e acabou vítima de um nocaute bem maneiro por ganchos no corpo.

    E sobre a mexicana Alexa Grasso… que mulher! Foi só o tempo de encontrar a distância pra mostrar todo seu talento e precisão, deixando a Jo Clark, que é dura, toda bagunçada e sem confiança. Teve um intervalo, acho que do R2 pro 3, onde ela disse pro córner que algo como “ela continua me batendo muito forte”. O psicológico já tinha ido embora.
    E destaque pro intervalo do R1 pro 2 onde ela disse pro córner que não tava enxergando direito quando olhava pra baixo e ele apenas disse “Bom, não olhe pra baixo, olhe pra ela!”… “Vamos ficar de olho, qualquer coisa tomamos uma atitude” e ela levantou e foi pro pau. Foi bem maneiro.

    • Marcos E

      Não sei se eu diria “maneiro” com relação ao olho da Jo Clark. Ehehehe. Aquilo me deu um frio na espinha do caramba, mostrando como a cultura desse esporte é brutal.

      • Danilo

        Verdade, o maneiro é só a situação da luta naquele momento. Ela ter superado as adversidades e seguido lutando até o final.
        Mas sim, ela saiu bastante machucada daquele primeiro round mesmo. E isso só mostra o tamanho da responsabilidade do córner pra analisar e ver se o(a) lutador(a) tem ou não condições de continuar.
        Não sei se deixaria ela voltar se tivesse lá em pé na frente dela vendo o estado dela.

  • Anderson Tomaz

    Estreando no ufc, com a hype nas alturas em virtude do invicta, lutando EM CASA, com apenas 23 anos de idade? Olha, não sei se o fato de eu ser viciado em wmma vai influenciar o que eu vou dizer agora, mas quem me impressionou mesmo foi a Alexa Graso ein! Que mulher amigos, que mulher! Além de tudo é linda! Se continuar evoluindo vejo como um fenômeno pra divisão, aliás, a Mackenzie Dern também eh peso palha certo? Categoria voando… Tudo pra ter os dois próximos fenômenos de venda da organização.

    Vi bastante gente casando ela com a Moroz, o que particularmente eu acho muito precoce… Qual o próximo casamento pra essa linda na sua opinião Alexandre? Kk

    • Marcos E

      A Mackenzie Dern lutou de 115 lbs duas vezes, mas na última nao bateu peso. Imagino que ela seria uma boa 125 lbs se essa categoria existisse.

    • Outra fora do ranking, de preferência que já tenha vencido no UFC.

  • James sousa

    vi que tá tendo uma polemica que o Ferguson cresceu na luta depois de enfiar os dedos no olho do Rafael
    enquanto o Charles não levar a carreira a serio não vai deixar de ser promessa

    • Ferguson já tava melhor antes disso.

      • Marcos E

        Mais ou menos, porque o dedo no olho foi no começo do segundo round. Se no primeiro round o RDA ganhou, é bem plausível que o dedo no olho do começo do segundo round interferiu no resto do round.

        O que eu acho é que talvez o RDA pudesse ter ganhado a luta, não porque o dedo interferiu na luta inteira, mas pode ter atrapalhado especificamente no meio para o final do segundo round. Então, sem o dedo no olho, a luta poderia ter facilmente terminado com 1, 2 e 3 rounds para RDA e 4 e 5 rounds para Ferguson.

        Por isso, em caso de dedo no olho, os juízes poderiam usar o replay para tirar ponto na hora. Se Ferguson fosse punido, talvez a luta terminasse em empate. Enfim… é especulação, mas é uma reflexão que vale a pena.

        • O dedo no olho foi com 1:05 de round e o Ferguson já estava ganhando o round. Isso pode ter atrapalhado o resto do round? Pode, mas você teria que partir do princípio que teria que rolar uma virada que só aconteceu no R3. E que, pra mim, não aconteceu nem no R3.

          Se o Ferguson tivesse perdido um ponto, talvez ele tivesse acelerado ainda mais no R3 pra não deixar brecha, ganhando R3, R4 e R5 e vencendo assim a luta com o 9-9 do R2 e o 9-10 no R1. Não rola de fazer matemática assim.

  • ErCoelhoBruno

    Majestosa. Essa é a palavra que define a atuação do El Cucuy.
    Impossível não tentar buscar uma explicação e a mais lógica seria atribuir a derrota à troca de equipe. Contudo, o RDA poderia ter no córner, ao mesmo tempo, o Cordeiro, o Pederneiras, o Greg Jackson, o Ray Longo, o Mourinho, o Guardiola, o Mestre Kame, o Pai Mei e o próprio capeta que ainda assim a derrota viria: a noite era do El Cucuy.

    • IMPERADOR

      Voce esqueceu do Walter Mercado.

    • Eu concordo com você. No nível que o Ferguson lutou ontem, ficou foda pro Rafael.

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Não vi a luta do RDA… mas creio que o TS seja do Khabib, e fica a mesma situação da WW, Thompson x Woodley e o Demian (no caso da LW o Ferguson), esperando de camarote para o vencedor dela. Mas eu achei foda o Sanchez, aquela saída da guilhotina usando a grade foi sensacional, não botava fé no cabra de jeito nenhum, e o Held tem fome de pernas, só no 2º round eu vi um festival de agarradas. Eu vi mais o preliminar, e gostei das atuações do Douglas e do Soto, enquanto o Sam Alvey me pareceu lerdo, como na luta contra o Kevin Casey, não mostrou o mesmo impeto contra o Spicely.

    • ErCoelhoBruno

      Como ainda não viu a luta, Idonaldo? Tá sem bandoleira, 23? Porra, vinte anos de curso! Kkkkkk

      Rapaz, vê logo essa luta! Foi muito boa!

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        Preguiça mesmo kkkk, talvez veja amanhã, mas dá até agonia de ver o RDA apanhando pro Tony Ferguson, sinceramente eu não esperava isso nem a pau… achei que o Rafael ia amassar e acabar com a moral do orelha, mas é o que é.

        • Vitória do Ferguson era bastante possível.

          • Idonaldo Gomes Assis Filho

            Sim, mas eu tava meio iludido mesmo haha.

      • Vai fazer o que com esse fuzil na mão? Vai enfiar no cu? Grande Roberto Nascimento!

    • Jiu-jítsu defensivo do Sanchez tava maneiro.

    • Malk Suruhito

      A luta do Douglas foi foda mesmo.

  • Cláudio Guimarães

    Sou super fã do Rafael dos Anjos e não quero desculpar a derrota dele, ate porque que ele é um grande atleta e vai se recuperar dessa.
    Tenho esperança que depois de umas duas lutas dele se vencer com relevância ainda pode voltar a disputar a cinta.
    Mas que o dedo no olho atrapalhou isso eu não tenho duvida.

    • Atrapalhou, mas não foi o fiel da balança. Ele já estava perdendo o R2 antes do dedo no olho e ganhou o R3 na visão de muita gente depois do dedo no olho.