Por Rafael Oreiro | 15/09/2016 01:22

Fala, galera! Mais um semestre chegou e desta vez serei eu, Rafael Oreiro, que acompanharei com vocês o reality show The Ultimate Fighter. Nosso querido Anderson Cachapuz acabou de ser papai e não poderá estar junto conosco desta vez (abraço, Cacha e Cachapinha!), mas farei o possível para vocês não sentirem falta dele nas resenhas do TUF 24: Tournament Of Champions.

Então, vamos ao que interessa. Esta temporada do TUF traz um novo atrativo: o elenco de lutadores é composto somente por campeões de organizações espalhadas pelo mundo e o vencedor terá a oportunidade de apanhar enfrentar o campeão do UFC, Demetrious Johnson. Nessa jornada, eles serão treinados por dois lutadores que já apanharam enfrentaram Demetrious, os americanos Joseph Benavidez e Henry Cejudo.

LEIA MAIS Vem aí o TUF 24: novo formato pode salvar fórmula desgastada?

tuf-24-elenco-cast

Dana White entra na academia do TUF, onde todos os lutadores já estão reunidos, cada qual com seu cinturão. Ele faz seu clássico discurso de motivação “blá blá blá essa é a melhor ideia que já tivemos blá blá blá estou realmente animado pra essa temporada”. Após as grandes palavras de sabedoria, ele chama o campeão Demetrious Johnson para meter medo incentivar os lutadores a aprenderem com seus técnicos e falar que espera o vencedor no dia 3 de dezembro, em Las Vegas.

Chega o momento de os treinadores selecionarem seus times. O sistema de torneio é explicado, é similar ao que foi usado no TUF 20, quando tivemos o torneio do peso palha feminino. Todos os lutadores foram previamente ranqueados pelos matchmakers do UFC e os confrontos preliminares foram definidos, com o primeiro do ranking enfrentando o último, o segundo pegando o penúltimo e assim por diante. Quando um treinador escolhe um lutador, o oponente casado para ele vai automaticamente para o outro time.

Dana White joga a moedinha para cima e é Benavidez que terá o direito de escolher o primeiro lutador. O destaque da seleção foi quando Cejudo, ao escolher Alexandre Pantoja, fez com que Brandon Moreno fosse para o Team Benavidez. Moreno é parceiro de treinos e amigo pessoal de Cejudo, eles se decepcionaram bastante por não estarem no mesmo time.

Após as seleções, os times ficaram assim:

Team Benavidez: #3 Tim Elliot, #4 Damacio Page, #5 Hiromasa Ogikubo, #7 Ronaldo Cândido, #8 Terrence Mitchell, #11 Matt Rizzo, #15 Eric Shelton e #16 Brandon Moreno.

Team Cejudo: #1 Alexandre Pantoja, #2 Yoni Sherbatov, #6 Matt Schnell, #9 Kai Kara-France, #10 Jamie Alvarez, #12 Nkazimulo Zulu, #13 Adam Antolin e #14 Charlie Arnaiz.

tuf-24-poster

Chegando à casa, os lutadores comentam como pode ser interessante estar com pessoas de diversas nacionalidades na casa (temos dois brasileiros, um mexicano, um japonês e um sul-africano, além dos americanos) e que a comunicação não vai ser um problema. Corta a cena para o pessoal do Team Benavidez tendo que recorrer à antiga linguagem da gesticulação para discutir com o japonês Ogikubo qual seria a sua cama. Realmente, a comunicação parece estar indo bem. Outro destaque foi durante a conversa entre os adversários Pantoja e Moreno, em que um falava português e o outro, espanhol. Quando Moreno falou que seu pai é vendedor de piñatas, Pantoja entendeu que ele era vendedor de pinheiros de Natal. É, comunicação realmente não será um problema.

Já tendo os times formados, as lutas casadas e os lutadores acomodados em suas camas, está tudo pronto pra começar a bagaça. O duelo que vai abrir os trabalhos será entre o brasileiro Alexandre Pantoja e o mexicano Brandon Moreno. Pantoja é o atual campeão da RFA e antigo campeão do Shooto Brasil – inclusive, em sua ultima luta, venceu o compenheiro de elenco Damacio Page, no confronto dos campeões da RFA e do Legacy FC. Já Moreno é um campeão de menos expressão, tendo o título do WFF, um evento regional do Arizona.

Cejudo decidiu não ajudar na preparação de Pantoja nesta luta, pois Brandon Moreno é seu amigo e o técnico não se sentiria confortável treinando seu rival para esta luta.

Vamos então para a pesagem. Ambos bateram o peso, confirmando a luta. Enquanto isso, Dana White faz uma aparição para exaltar as qualidades dos dois atletas e falar que, apesar de Moreno ser o último ranqueado, ele ainda é um perigo para Pantoja. Dana sempre genial em seus comentários. Então, sem mais perda de tempo, vamos à primeira luta.

Luta 1: Alexandre Pantoja (Team Cejudo) vs Brandon Moreno (Team Benavidez)

Os lutadores entraram no octógono mais do que dispostos a trocar porrada, proporcionando ótimos momentos de trocação, como uma bonita joelhada voadora de Moreno. Pantoja não se intimidou nem por um segundo e continuou a perseguir o mexicano por todo o cage, disparando socos e chutes baixos. Eles acabaram o excelente round ensanguentados, levando Dana White ao delírio.

O segundo assalto começou com mais do mesmo, só que com os lutadores bem mais desgastados. Após ser derrubado e levantar duas vezes, Pantoja decidiu mostrar para o mexicano qual é o peso de um faixa preta de jiu-jítsu. O brasileiro pegou as costas do oponente após uma queda estranha e só saiu dali após fazer o mexicano batucar num mata-leão, na marca de 3:43 do segundo round.

O pós-luta é de muita emoção para Cejudo, que vai consolar seu amigo após a derrota. Moreno não tem nada do que se envergonhar, pois fez uma grande apresentação, na qual o maior golpe foi nas pessoas que insistem em falar que a divisão dos moscas só produz lutas chatas.

No segundo combate do episódio, temos o neozelandês Kai Kara-France enfrentando o enorme Terrence Mitchell. Kara-France é campeão do evento K-OZ Entertainment Braggin Rights, na Austrália, e atualmente mora na Tailândia para desenvolver melhor seu muay thai na Tiger Muay Thai, em Phuket. Já Mitchell é campeão do AFC, uma organização regional do Alasca. Ele possui incrível 1,71m de altura, bastante alto para a divisão. Também é dono de uma arcada dentária extraordinária, seu protetor bucal deve ser até feito sob medida. Dana White aparece para falar que se tem alguém para atordoar Johnson, este é Kara-France, e que a altura de Mitchell realmente pode levar problemas para o campeão. Dana novamente preciso.

Durante a preparação, Cejudo se preocupa bastante com o nervosismo por parte de Kara, achando que sua confiança pode afetar seu desempenho. Enquanto isso, no Team Benavidez, Danny Castillo é o responsável por demonstrar para Mitchell como usar seu alcance. Castillo faz seu atleta esticar o braço e demonstra como é dificil para quem está no outro lado acertar um golpe por cima de sua envergadura. Acho que Mitchell já deveria ter percebido isso neste ponto de sua carreira.

Vamos então novamente para a pesagem, em que ambos batem o peso e confirmam a luta. Em seguida, se sucedeu uma encarada parcialmente nervosa, com Mitchell esticando o braço, sem deixar Kara-France se aproximar. Aprendeu direitinho com o Castillo, hein? Vamos então sem mais delongas para a segunda luta.

Luta 2: Kai Kara-France (Team Cejudo) vs Terrence Mitchell (Team Benavidez)

Em menos de dez sgundos, Kara-France soltou um forte chute baixo e um overhand que fez Mitchell balançar. O neozolandês continuou pressionando com golpes muito fortes e, após Mitchell levantar de um knockdown, soltou outro overhand, que entrou limpo no queixo de Terrence, que desabou que nem uma árvore, de cara no chão. Kai Kara-France foi declarado vencedor por nocaute aos 30 segundos do primeiro round.

Cejudo comemora após as duas primeiras vitórias de seu time. Com isso, o confronto entre Alexandre Pantoja e Kai Kara-France está definido para a próxima etapa da competição. No próximo episódio, teremos o confronto entre o japonês Hiromasa Ogikubo e o sul-africano Nkazimulo Zulu.

E aí, empolgado para a sequência do TUF 24? O que achou deste episódio inicial? Deixe suas opiniões ou sugestões nos comentários!

Editor do MMA Brasil. Carioca, flamenguista, projeto de músico que nunca deu certo e estudante de engenharia nas horas vagas. Orgulhosamente parte da "geração TUF Brasil".