Stipe Miocic arranca o cinturão de Fabricio Werdum com um nocaute brutal no primeiro round do UFC 198

Com um nocaute brutal, Stipe Miocic silencia a Arena da Baixada e toma o cinturão dos pesados de Fabricio Werdum na luta principal do UFC 198. Antes, Ronaldo Jacaré atropelou Vitor Belfort.

Depois de um card preliminar sem derrotas de lutadores brasileiros, o UFC 198 terminou com 45 mil pessoas num silêncio sepulcral no Estádio Atlético Paranaense. Isso graças ao boxe de Stipe Miocic, que nocauteou Fabricio Werdum de modo espetacular.

Conforme esperado, o combate começou equilibrado entre o muay thai do brasileiro e o boxe do americano. Werdum tentou desequilibrar o americano com chutes baixos e arriscou um estranho single-leg, que foi facilmente negado pelo wrestler de Cleveland. Fabricio começou a acertar alguns bons socos e ganhou confiança, passando a avançar mais. Numa dessas, o gaúcho lançou três golpes desalinhados e se abriu. Miocic recuou e, com um movimento parecido com o de Conor McGregor sobre José Aldo, mandou Werdum a nocaute na marca de 2:47 de combate.

Com o resultado, Stipe Miocic torna-se o 15º campeão linear da história dos pesos pesados do UFC. De quebra, ainda cumpriu a promessa de levar o primeiro título para Cleveland antes de LeBron James, astro do Cleveland Cavaliers, da NBA.

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Ronaldo Jacaré passa o carro em Vitor Belfort e busca disputa do título

Junte uma atuação inspirada de Ronaldo Jacaré com uma péssima de Vitor Belfort. O resultado foi um verdadeiro atropelamento do capixaba.

Na longa distância, no começo do combate, Belfort é sempre um perigo por poder explodir a qualquer momento. Jacaré andando para o lado esquerdo do oponente parecia um perigo. Então Vitor saltou para uma horrorosa joelhada voadora de muito longe. Foi a moral que Jacaré precisava para encurtar.

Quando o multicampeão de jiu-jítsu chegou no corpo a corpo, a luta acabou. Primeiro, Jacaré desgastou Belfort no clinch em pé, fazendo o carioca forçar os braços. Dali, Ronaldo derrubou, caiu por cima e começou a pesar, desgastando ainda mais. O ground and pound abriu um corte em Belfort e o fraco árbitro Osiris Maia mandou parar a ação para o médico tratar do corte. Quando a luta voltou, o “Fenômeno” teve a ideia de puxar um sujeito como Jacaré para a guarda. Obviamente que a ideia estúpida custou caro. Souza montou com facilidade sobre uma guarda inexistente e desceu o sarrafo, forçando a interrupção na marca de 4:38.

Cris Cyborg estreia no UFC com nocaute em 81 segundos sobre Leslie Smith

Leslie Smith abriu 10-9 quando entrou com The Doors. Abriu 20-18 quando resistiu ao primeiro minuto. Então Cristiane Cyborg resolveu dar cabo dela.

Com uma movimentação muito mais inteligente, Cyborg normalmente conseguia se postar em posição de ataque. Os primeiros foram modestos, para marcar território. De repente, uma bomba explode em Smith. A segunda a manda ao solo. O ground and pound faz o árbitro Eduardo Herdy encerrar na marca de 1:21 de luta. Quando viu o replay da interrupção, Smith gritou um “Fuck that!” para o árbitro, sem concordar com a interrupção.

Maurício Shogun vence Corey Anderson em controversa decisão dividida

Desde 2009 que Maurício Shogun não vencia duas lutas seguidas. Neste sábado, o curitibano venceu a segunda consecutiva, agora diante de Corey Anderson. Porém, não foi exatamente justo.

Anderson resolveu brincar com fogo no começo do combate. O americano esqueceu do wrestling e trocou pancadas com um striker de elite, que, mesmo em má fase, ainda é Shogun. Corey até foi melhor por curta margem, mas levou uma bomba a 10 segundos do fim da parcial. Maurício disparou um intenso ground and pound e quase conseguiu a interrupção.

Atrás por 10-9, de virada, Anderson jogou seguro no assalto seguinte, quando aplicou três quedas e deu pressão no clinch contra a grade. Porém, mais uma vez voltou a nadar em rio de piranha e, de novo, levou um knockdown faltando 10 segundos. Para sorte do americano, o ground and pound não foi intenso e Shogun não conseguiu virar outro round.

No terceiro round, um cenário parecido com o assalto anterior, com a diferença de Anderson ter grudado nas pernas de Shogun quando ouviu o sinal de 10 segundos, evitando o terceiro knockdown. Na contagem do MMA Brasil e da maioria dos analistas, Anderson venceu por 29-28. Porém, como estamos no Brasil, o lutador da casa saiu com a vitória por decisão dividida, quando dois juízes marcaram 29-28 para Shogun.

Bryan Barberena derruba mais um prospecto com vitória sobre Warlley Alves

Em sua segunda luta como meio-médio, Bryan Barberena vai se especializando em parar trens do hype. Primeiro foi Sage Northcutt. Agora foi a vez de Warlley Alves.

Depois de Warlley quase encerrar o combate nos segundos iniciais com uma guilhotina, o primeiro round teve dois cenários diferentes, um no clinch e outro na distância. Como a primeira situação é especialidade de ambos, houve equilíbrio na troca de posições na grade e no trabalho do dirty boxing. Porém, Warlley foi claramente superior quando o combate ficou na troca de golpes na distância. Mesclando fortes socos com chutes, ele garantiu o assalto a seu favor.

No segundo, um velho problema do brasileiro voltou a dar as caras: a falta de gás. Mais bem condicionado, Barberena cresceu na luta, equilibrou as ações em pé, venceu os duelos no clinch e empatou o combate, mesmo recebendo um forte chute baixo no fim da parcial.

Barberena dominou o terceiro perante um adversário com muito coração, mas pouco gás. O brasileiro tentou responder fogo, mas seus golpes não tinham a mesma pressão, tampouco a mesma quantidade. Bryan havia sido orientado pelo técnico: “Preciso de mais pressão, nós estamos no Brasil, você precisa decidir a luta” e respondeu conforme John Crouch pediu. Melhor na distância e no clinch, o descendente de colombianos navegou até o fim para garantir um triplo 29-28, mesmo placar dado pelo MMA Brasil.