Resenha MMA Brasil: UFC São Paulo

Do êxtase ao ódio, o público que compareceu na noite deste sábado ao Ginásio do Ibirapuera viveu momentos extremos no UFC Fight Night 119.

O UFC Fight Night 119 fez a torcida que encheu o Ginásio do Ibirapuera mergulhar numa noite de extremos emocionais, do êxtase total ao ódio que cega.

O evento marcou ainda um recorde negativo: pela primeira vez na história, o UFC fecha uma temporada de cards no Brasil com derrotas de lutadores locais em todas as lutas principais. E o pior: foram todos nocauteados em 2017. Começou em março, com Vitor Belfort obliterado por Kelvin Gastelum. Passou por junho, com a queda de José Aldo perante Max Holloway. E terminou ontem, com Lyoto Machida apagando no brutal ground and pound de Derek Brunson.

O antigo Enigma Machida ficou fácil de resolver

Tem horas que eu prefiro ser feliz do que ter razão. Ontem foi um desses dias. Quando eu digo que não torço por ninguém, não é uma verdade literal. Eu torço para alguns atletas em qualquer ocasião e outros em situações específicas. O que eu faço é não deixar a torcida influenciar na minha capacidade de pré e pós-analisar uma luta. Não estou aqui há quase dez anos pra fazer papel de torcedor e enganar meus leitores, fazendo o populismo de dizer o que vocês querem ouvir. Isso provoca uma limitação no crescimento da audiência do site, mas me deixa de consciência tranquila. É o caminho que eu escolhi e que seguirei até o fim.

Lyoto Machida está no primeiro grupo da minha torcida. Até hoje, seja lá contra quem ele lutou, eu torci por ele. Porém, isso não me escureceu a percepção de que dois anos parado para alguém batendo a porta dos 40 seja muita coisa. Também em relação a ele ter se tornado um peso médio um tanto frágil, especialmente diante da nova geração de trogloditas. Ou que ele não tem mais a velocidade e agilidade tão importantes para que seu jogo flua. E eu não tenho o direito de enganar vocês.

Houve um tempo em que o matchup contra Derek Brunson era covardemente favorável a Machida. O “Dragão” daria tanto olé no wrestler bruto, faria o oponente desperdiçar tantos golpes e entradas de queda que Brunson acabaria cometendo o erro de se expor e avançar contra o direto de esquerda de Lyoto. E aí, catapimba!, tá lá um corpo estendido no chão.

Hoje os tempos são outros. Brunson é um tanque de guerra e não é mais tão trouxa como já foi um dia. Ele aprendeu a ter paciência para encontrar a brecha que Machida fatalmente daria. Ele soube manter a compostura de forçar o brasileiro a tomar a iniciativa, aumentando as chances de alguém que não tem mais a agilidade e o timing de antigamente cometer um erro, seja ofensivo ou numa tentativa de esquivar andando para trás. O erro iria acontecer – só que aconteceu cedo demais.

Triste. Muito triste.

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Demian Maia: erros repetidos, resultado repetido

Tem horas que eu prefiro ser feliz do que ter razão – parte 2.

Não espere um resultado diferente se você insiste em cometer os mesmos erros. É simplesmente ilógico. Cometer os mesmos erros da luta contra Tyron Woodley levou Demian Maia a perder para Colby Covington.

Jiu-jiteiros enchem a boca para falar que o chão é onde a luta acaba para a maioria, mas é onde começa para eles. Pois bem, mas como chegar lá? Entra em cena um tal de wrestling, modalidade em que Covington é muito melhor que Maia. Melhor ofensiva e defensivamente. Melhor a ponto de definir onde a luta teria sequência. Exatamente o que ele fez ontem.

Demian surpreendeu Colby (e todo mundo que estava assistindo) no primeiro round. Ele lançou algumas combinações bem dignas, alinhadas, apesar de curtas. O paulista não é, nunca foi e nunca será um striker, mas dava para ser melhor. E ele foi ontem nos primeiros cinco minutos. Equilibrou as ações contra um oponente que troca melhor em pé e até levou o assalto. Porém, no afã de conseguir um nocaute raro, Maia viu a adrenalina consumir seu tanque de combustível.

Cansado, Demian perdeu explosão, força e ficou previsível demais. Para piorar, ele errou em todas as tentativas de queda. Insistir em entrar no single ou double leg frontais contra um wrestler do nível de Covington é tipo se chocar contra a parede – e eu sei do que estou falando, por já ter sentido na pele entrar em queda contra um wrestler da seleção brasileira e parecer que meti a cara na parede.

O resultado é que Demian agora tem a infame marca de 0-33 nas tentativas de queda nas duas últimas lutas. E seria 0-50 se tivesse mais tempo. Daquele jeito ele simplesmente não derrubaria Covington ou Woodley jamais. A melhor abordagem seria uma entrada lateral ou se embolar no clinch da greco e arrastar para o chão na base da força. Maia teve a chance de fazer essa abordagem no primeiro assalto, mas se empolgou para nocautear e pagou o preço. Não nocauteou e entregou a luta de bandeja para o adversário.

Sobre a postura de Covington: perdeu a mão e mereceu as estrondosas vaias que levou. Chamar o povo brasileiro de “animais imundos” foi toscão, embora eu não me sinta ofendido com babaquice de trash talking – assim como eu sei que não sou analfabeto molambento, como chamam preconceituosamente os flamenguistas, também sei que tomo banho todos os dias. O problema é que o brasileiro, melindrado que só, deu razão a ele ao se comportar exatamente como animais imundos tacando tudo o que tinham à mão em direção ao lutador que saía para o intervalo. Babaca provocando babaca só pode resultar em babaquice. De ambos os lados.

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Bela virada na consolidação de Pedro Munhoz

Diferentemente do que o próprio falou na coletiva de imprensa, Pedro Munhoz estava entrando num buraco contra Rob Font. O americano estava jantando o brasileiro na troca de golpes, com um boxe bem mais efetivo do que o do rival. Porém, Pedrinho é um lutador de ótimo nível e muito oportunista.

Font estava sempre um passo à frente do brasileiro, mas cometeu um erro grave. Munhoz encontrou uma brecha e largou a mão no americano, que balançou e reagiu sem pensar, agarrando as pernas do brasileiro para ir ao chão ainda grogue. Aí foi a vez do faixa-preta jantar o adversário. Pedrinho prendeu a guilhotina, raspou com o estrangulamento armado, saiu na montada e finalizou a posição com um só braço.

Na coletiva, Munhoz disse que a luta estava parelha e que ele não tinha sofrido nenhum golpe mais forte. Logo depois, ele passa do meu lado. Deu pra ver o nariz em forma de S. Imagine se tivesse entrado algum golpe mais forte.

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Massaranduba para presidente!

Derrubem todos os políticos ladrões até que a linha sucessória da presidência da república chegue a Francisco Trinaldo Massaranduba.

Foi com essa frase genial que Diego Tintin comemorou a maior vitória da carreira de um dos mais sensacionais seres humanos do MMA. O poço de carisma Francisco Massaranduba venceu o igualmente maneiro Jim Miller com uma atuação sólida, mostrando que o fim da linha ainda está alguns quilômetros distante.

É verdade que essa luta não daria graça contra um Miller de anos atrás. Porém, o americano virou um rascunho de si próprio. Miller abriu 10-1 na chegada ao UFC. Desde então, amarga retrospecto de 7-8 e 0-3 no recente. E o mais curioso: ele é cinco anos mais novo que Massaranduba, mas parece ser cinco mais velho.

Trinaldo conseguiu ajustar o kickboxing e foi brutal no ground and pound para minar a resistência do americano. Miller mostrou alguns lampejos da categoria que exibiu em seu auge, mas não dá mais para ele, infelizmente.

Melhor momento da noite aconteceu na entrevista a Daniel Cormier (aliás, uma reunião de dois baita sujeitos). Massaranduba disse: “Agora eu vou descansar, vou curtir a minha casa, vou curtir a minha esposa. Vocês sabem como. Entendeu?”

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Thiago Marreta vai abrindo caminho na base da marretada perdão

Reconheço que não tenho a habilidade de Rafael Oreiro na infâmia, portanto perdoem-me. Mas quem diria que Thiago Marreta teria essa vida longa no UFC? Ontem ele tratorizou Jack Hermansson, que ignorou o passado de discórdia da Guerra Sueco-Norueguesa de 1814 e entrou no octógono com a bandeira dos dois países, o que ele nasceu e o que ele representa atualmente.

O ex-PQD mostrou mais uma vez a fúria do muay thai com duas blitzes monstruosas. Na primeira, Hermansson sobreviveu. Na segunda, mandou o sueco-noruguês para as profundezas da vala.

Marreta também fez história: agora ele é o segundo peso médio com mais nocautes no UFC (7) em todos os tempos, com apenas um a menos que Anderson Silva. E agora é hora de encarar um desafio dentro do top 10, uma vez que ele já se provou contra a casta média da divisão. E é hora de provar que a empreitada contra Gegard Mousasi pode ser revertida. Uriah Hall, David Branch e o próprio Brunson são bons candidatos.

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Lineker no limbo do peso galo

Na teoria, a luta mais fácil da noite seria a de John Lineker contra Marlon Vera. Porém, a prática se mostrou diferente não só com a nítida evolução do equatoriano, mas também com a queda de rendimento do brasileiro, que sentiu a inatividade.

O “Mãos de Pedra” não conseguiu transformar o duelo em pancadaria franca no pocket, mostrando alguma dificuldade de invadir o raio de ação de Vera, que conseguiu em vários momentos usar a vantagem na envergadura. Ainda assim, Lineker conseguiu aproximar para lançar pedradas na linha de cintura e na cabeça, com suas conhecidas combinações que são uma das armas mais letais do MMA atual.

Lineker agora parece estar numa espécie de limbo na divisão. Não o vejo vencendo um top 5 (Cody Garbrandt, TJ Dillashaw, Dominick Cruz, Jimmie Rivera ou Raphael Assunção), mas ele já provou ser demais para quem está fora do top 10. Um confronto com Aljamain Sterling seria interessante para jogar o vencedor aos leões, enquanto o UFC não nos faz o favor de confrontar o pequeno paranaense com Thomas Almeida.

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Destaques das preliminares do UFC São Paulo

– Atuação sólida e inteligente de Vicente Luque. Ele não caiu na armadilha da pancadaria de Niko Price e soube ser agressivo na hora certa.

– Surpreendeu ninguém o resultado de Antonio Carlos Cara de Sapato. Jack Marshman não é um striker tão bom para manter o 752 da Vulcabras distante e não tem o menor cacoete de impedir a evolução do brasileiro no chão. Finalização óbvia.

– Ontem pode ter sido o canto do cisne de Hacran Dias no UFC. Três derrotas seguidas, com um estilo impopular e uma mudança de categoria que não surtiu efeito. Cortando menos peso para lutar de leve, Hacran acreditou que teria mais agilidade e mais gás. Porém, o que se viu contra Jared Gordon foi um lutador pesadão, com uma estrutura corporal incompatível com um esporte como o MMA. De quebra, foi mais um sinal que a Nova União precisa se reinventar com urgência.

– Que homões da porra são Elizeu Capoeira e Max Griffin. O brasileiro não será demitido nunca se continuar a fazer lutas empolgantes. E o americano… como assim ele não foi nocauteado no fim do primeiro round? Deu pena de vê-lo precisar ser amparado pelo córner para chegar ao banquinho. Ele voltou com as pernas bambas para o segundo, mas se reencontrou e equilibrou as ações na melhor luta da noite.

– Eu não dei vitória para Deiveson Figueiredo contra Jarred Brooks. Tampouco achei que o resultado foi absurdo. Alguém precisa falar para o americano que, no MMA, entrar num double leg com a cabeça na lateral do tronco do oponente, sem fintar, é um convite para a guilhotina. Se bem que acho que ele aprendeu essa lição ontem.

– Carlos Boi deve ter ficado triste ao ver das cadeiras especiais do Ibirapuera Marcelo Golm nocautear Christian Colombo. Outro resultado óbvio. E, para tristeza do MMA, Colombo diz que não vai se aposentar. Que pena.

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  • Ricardo Vieira

    O UFC tb é sacana hein, colocar o Lyoto voltando sem ritmo há 2 anos pra encarar um negão cabuloso mãos de concreto assim, não dava msm né…apostei no betboo e acabei ganhando, sabia q era ruim pro Dragão, infelizmente! Agora o Maia, foi pra mão e cansou, concordo, tinha q ir pra catar e finalizar. Brilhante comentário Alexandre, babaca provocando babacas, só pode dar babaquices. Deu razão pro gringo, mais um vez seremos chamados não só de porcos mas tb de macacos.

    • Gabriel Carvalho

      Que bom que você entendeu que a situação Covington-Torcida, um dos poucos provavelmente.

      • Vinicius Maia

        Faça isso em Las Vegas e veja como a torcida reage. A torcida brasileira pode ser sem educação mas Colby foi um completo imbecil.
        Quero ver um lutador, seja qual for a nacionalidade fazer isso no Madison Square Garden, na MGM em Las Vegas.
        Chama os americanos de animais imundos dentro do cage.

        • Bruno Coelho

          Não pisa nos EUA nunca mais…

        • Gui Castro

          o que tem de gente passando pano pro Covington não ta no mapa

        • Gabriel Carvalho

          E em que momento eu falei que ele não foi imbecil? A questão é que ele chamou brasileiro de animal imundo e brasileiro foi lá cometer animalice e imundice. Clássico.

          • Bruno Coelho

            O que você esperava? Que condecorassem o cara com uma medalha?

            • Gabriel Carvalho

              Não se comportassem feito retardados. A vaia sinistra já era mais do que merecida.

              • Marllon

                Obrigado

          • Marcio Rodrigues

            Questao de ter sangue na veia. Se eu chegar na tua casa e disser que vc vive em chiqueiro e que sua familia é um bando de porcos vc faz o que? Me da uma vaia?
            Torcida brasileira é retardada muitas vezes, mas nesse caso apenas reagiu e achei foi pouco.

            • William Oliveira

              Cara, até iria concordar contigo, mas a questão é que eu pelo menos da arena n consegui ouvir absolutamente nada que ele estava dizendo, as vaias estavam absurdas, nunca ouvi nada parecido. Duvido mt que a glr tenha ouvido tbm. Jogou coisas por jogar, infelizmente.

              • Ninguém ouviu nada. Eu tava do lado do octógono e não ouvi. Nego só percebeu que ele tava gritando, mas ninguém ouviu nada.

    • Marllon

      Concordo com você aliás achei que poderiam ter casado O Lyoto com o Branch e o Rockhold contra o Brunson, estaria muito mais coerente.

      • Sei lá se o Lyoto daria conta do Branch. A que ponto chegamos.

      • Ricardo Vieira

        Eu concordo. Seria melhor pra voltar né

    • Pois é. Machida parece que ficou frágil.

      • Ricardo Vieira

        Sem dúvidas, depois do primeiro Ko pro Shogun ele perdeu aquela confiança de sempre e tb segundo estudos o cérebro aprende a “desligar” com as futuras pancadas, né? Torcendo aqui pra ele fechar a carreira c ao menos umas 3 vitórias seguidas pq o cartel tá vermelho e feio no topo.

  • James sousa

    O UFC poderia colocar o Lyoto em Belém em uma possível despedida dele ele merece fazer uma luta na cidade dele

    • Gabriel Carvalho

      É uma boa mesmo, só não pode ser luta principal.

    • William Oliveira

      Só n sei se ele estará elegível, tem que ver quanto tempo off pegou por ser nocauteado.

    • Marco antônio

      Acho muito perto. Se ele tivesse ganhado sem muitos danos tudo bem, mas do jeito que foi eu acho perigoso voltar 4 meses depois.

      • Três meses só. O evento vai ser no dia 3 de fevereiro. Só tem novembro, dezembro e janeiro.

    • Ele merecia muito, só não sei se vai dar tempo.

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Marreta luta muito, no chão ainda pode ser meio boçal como vimos com o Spicely, mas ele defendeu bem no clinche quando o Hermansson tentou quedar, e em pé é muito explosivo, quero ver ele novamente contra um ranqueado, tá merecendo.

  • William Oliveira

    O Brunson que lutou com o Whittaker acho que perderia pro Lyoto de hoje, mas o cara é muito bom e aprendeu daquilo. Também aprendeu a lidar com a pressão de lutar com uma lenda, através do combate com o Spider, pelo visto. Se respeitou demais o Spider, respeitou de menos o Dragão.

    Sobre o Demian, realmente, aquelas tentativas todas de single e double leg ao invés de clinchar na grade e tentar mochilar, estavam me doendo na alma. Estratégia errada e desesperada. Você não poderia estar mais certo sobre toda baabaquice ocorrida.

    29-28 Figueiredo, 2 e 3 pra mim. O Brooks simplesmente aplicou a estratégia Sonnen de derrubar e fazer nada disfarçando com esses socos patéticos afim de não ser erguido, se isso não é estratégia anti jogo, não sei o que é.
    Felizmente as regras mudaram e takedowns que não são seguidos por efetividade no chão, já não pontuam tanto. N vejo efetividade alguma naqueles socos, o Deiveson msm por baixo estava fazendo até mais com cotoveladas e tentativas de finalização.

    • O Brunson do Whittaker perderia pro Lyoto de 2014. Talvez aquela blitz nocauteasse o Machida de hoje. Mas, sim, ele aprendeu.

  • Luis Coppola

    Excelente card, uma pena o Demian perder pro mala sem alça do Colby. Tragam o Warlley Alves pra colocar esse mala no devido lugar, mas falando sério espero que o Wonderboy coloque esse infeliz pra dormir com um chute na tampa do coco..

    • Marllon

      O que é mais bizarro? O Colby ter sido finalizado pelo Warlley ou o Kevin lee ter sido nocauteado pelo Léo Santos? Bom lembrar que as situações aconteceram no mesmo dia.

      • Luis Coppola

        Pra mim Kevin Lee ter sido nocauteado pelo Léo Santos, ele é bem limitado na trocação.
        Mas mais bizarro do que isso só o artem lobov com cartel quase zerado e um metro de envergadura, fazer um main event contra um top 5..

      • Páreo duro. Imagina as duas revanches hoje em dia?

    • Gabriel Carvalho

      Eu acho que o Colby derruba o Warlley e fica tranquilão por cima. Uma luta com o Wonderboy seria interessante, até pra ver como seria o sucesso dele pra derrubar.

      • Luis Coppola

        Sim, hj em dia o Colby derruba o Warlley e finaliza ou nocauteia até o segundo round.
        Wonderboy tem que colocar ele pra dormir com um rodado..

    • Thompson pode nocautear ou, com a morosidade dele, pode passar 15 minutos com as costas no chão. Seria uma luta interessante.

  • Marllon

    Gostei muito do card, só lembrando que também teriamos Glover x Cirkunov.
    • Brunson é um monstro, com o QI de lutar no lugar pode ir longe,mas apesar de tudo não daria o Rockhold(prefiro meu mini GP Rockhold vs Romero e Jacaré vs Weidman com o vencedor pegando o dono da cinta), para mim caso o Gastelum passe pelo Anderson seria a luta certa.
    • Me surpreendeu muito a luta do Demian, achei que ele utilizou uma estratégia errada,tivesse ele andando para frente e tentando queda após queda ,além de ter mais chances de fazer o scrambling,poderia contar com uma decisão amiga
    • Bela luta do Munhoz,mas para mim segurou demais a finalização,merece uma chamada.
    • Massaranduba x Michael Johson make it happen

    • William Oliveira

      MJ está descendo pra peso pena. Pedrinho falou sobre isso na conf, disse que n percebeu que ele estava batendo, achou que estava lutando contra a finalização e pediu desculpas.

      • Isso. O Pedro nunca foi disso, ele merecia o benefício da dúvida.

      • Marllon

        Benefício da dúvida para ele então.
        Quanto ao Johnson acho que ele desceria apenas para pegar o Aldo.

        • William Oliveira

          Acho que não. Ele tá descendo de categoria msm, pediu pelo Aldo mas não qr só ele não.

    • Munhoz segurou demais mesmo. Mas como ele não é disso, prefiro dar o benefício da dúvida.

      Demian tinha que mudar a abordagem das quedas. Do jeito que ele fez, teria errado 50.

  • Julio Vitor

    PQP Alexandre…. suas resenhas são f* viu!!! Estou priorizando outros projetos, por isso estou acompanhando pouco MMA, mas um dos poucos sites que ainda dou uma fugidinha é aqui… por causa de resenhas como essa!!! Parabéns velho!!!