Resenha MMA Brasil: UFC On FOX 26

Ainda vamos entrar em 2018, mas o MMA já meteu o pé na próxima década em vários aspectos. O UFC On FOX 26, que aconteceu na noite deste sábado, no Bell MTS Place, em Winnipeg, Canadá, deu algumas mostras.

As novas regras referentes à pesagem estão cada vez mais afetando as divisões. Estrelas consolidadas estão vendo a nova geração passar. A tática e a estratégia de luta vão se tornando cada vez mais um diferencial que separa quem vai longe de quem apenas ficará pelo caminho divertindo as massas. Ah, e foram seis interrupções em 11 lutas, mantendo o padrão de entretenimento da maior plataforma de exibição do UFC nos Estados Unidos.

Acompanhe aí embaixo as minhas reflexões sobre o UFC Winnipeg e vamos ao debate.

Rafael dos Anjos é ainda melhor como meio-médio do que era como leve

A transformação de Rafael dos Anjos de um lutador mediano para um dos melhores do mundo peso por peso já havia sido uma das mais incríveis histórias do MMA. Ele agora vem escrevendo um novo capítulo desta saga, ainda mais impressionante. Acho que o brasileiro virou um meio-médio ainda melhor do que era como leve.

Nos três duelos que fez como meio-médio, Rafael viu seus adversários serem maiores e mais fortes que ele. Para ter sucesso na nova empreitada, o ex-campeão dos leves precisava adaptar alguns aspectos em seu jogo. Dos Anjos o fez com brilhantismo a ponto de, ouso dizer, ter tido a melhor desempenho de sua carreira ontem, contra Robbie Lawler, ex-campeão dos meios-médios e, pelo menos até a próxima atualização do ranking, o número dois da lista.

Caso utilizasse sua conhecida estratégia de fazer pressão na curta distância e mesclar o ataque do muay thai com as quedas, Rafael correria um risco imenso contra Lawler, que tem um queixo feito de algum composto ainda não definido pela ciência e aprendeu a defender quedas, especialmente contra um oponente menor e mais fraco. Pois bem.

Dos Anjos foi brilhante na movimentação defensiva, mas sem deixar que isso o tornasse um lutador acuado. Pelo contrário. Por quase todo o tempo do combate, foi o brasileiro quem teve a iniciativa ofensiva. Fluidez nas pernas, movimentação não linear e constantes trocas de direção para não ficar dentro do raio de ação do demônio. Em paralelo, socos em volume dosado, chutes baixos para minar a base de Lawler. E, quando o americano tentava encurtar, Rafael puxava o thai clinch defensivo. Deste modo, ele abafava qualquer ação de ataque de Robbie e ainda largava joelhadas no corpo. A grande maioria dessas joelhadas foram até bloqueadas por Lawler, mas algumas entraram. As que entraram serviram para Dos Anjos pontuar. As que não entraram deixavam Lawler em posição defensiva – nas novas regras, defesa vale zero. Simplesmente genial o plano traçado. Dos Anjos, que via muito de seus méritos ficarem divididos com Rafael Cordeiro, agora segue mostrando brilhantismo ao lado de Eduardo Pamplona.

A obediência tática e o talento técnico conduziram Rafael dos Anjos a uma vitória larga, triunfando em todos os rounds na contagem oficial dos três juízes laterais – e na minha também. O brasileiro até tentou definir a luta, como na blitz aplicada no segundo assalto. Foram cerca de 35 segundos de um ataque maciço, uma metralhadora de golpes. Só que enquadrado na grade estava um sujeito que não deve ser humano. Lawler absorveu uma quantidade enorme de punição e saiu sorrindo. Socorro.

A vitória gigantesca deve fazer Rafael dos Anjos passar Colby Covington e o próprio Lawler no ranking dos meios-médios. Há um boato que coloca Covington e o atual campeão, Tyron Woodley, como técnicos da próxima edição do TUF. Se isso for verdade, o UFC pode escalar Dos Anjos contra Stephen Thompson numa eliminatória. Porém, vale lembrar que todo o planejamento vai depender do próximo passo de Georges St. Pierre.

Se eu pudesse dar uma sugestão para o superastro canadense, pediria para ele deixar esse cenário dos meios-médios se desenrolar enquanto ele veste novamente a capa do cavaleiro solitário para dar um jeito no peso leve, que nem ele deu nos médios. Vai lá, ganha do Conor McGregor e faz Tony Ferguson definir o cinturão linear de verdade contra o vencedor de Khabib Nurmagomedov e Edson Barboza. Depois você volta pra sua categoria e enfrenta quem sair desse bolo de Woodley-Covington-Thompson-Dos Anjos.

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A troca de guarda no peso pena é implacável

Um a um, a geração de pesos leves que liderou a categoria no UFC vai caindo. Já foram José Aldo, Cub Swanson, Chad Mendes. Faltavam Frankie Edgar e Ricardo Lamas. Agora só resta um.

Lamas estava agendado para tentar vingar a derrota do UFC 169 contra José Aldo neste sábado. Com a lesão de Edgar, Aldo foi remanejado para desafiar o cinturão de Max Holloway e Lamas ficou sem adversário. O matchmaker Sean Shelby então inventou de alimentar Ricardo com Josh Emmett. O resultado foi uma indigestão dos diabos.

Emmett tinha três vitórias sobre concorrência das castas mais baixas e uma derrota para um oponente que tampouco faz parte da lista dos melhores da divisão. Era uma luta para manter Lamas relevante. Porém, quando as portas do octógono foram fechadas, o que se viu foi um Lamas devagar e um Emmett mais ligado. Resultado: depois de mandar umas três bombas sem endereço certo, Josh viu o oponente se abrir com um chute baixo e, por cima da mão do rival, que estava muito baixa, largou um gancho demoníaco que mandou Ricardo para a lama perdão.

Eu nem sei o que falar desse resultado. Emmett ofereceu uma revanche para Lamas, mas acho que não faz sentido. Tampouco acho que Emmett conseguiria vencer uma eventual segunda luta. Seja como for, deixemos a renovação do peso pena seguir seu rumo. Joguem Emmett contra um top 10 para ver do que ele é feito. E joguem Lamas um pouco mais para baixo, para sabermos se foi um desvio de rotina ou a nova ordem da divisão ganhando terreno.

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Santiago Ponzinibbio cada vez mais consolidado como um lutador de ponta

A cada luta, o argentino Santiago Ponzinibbio reforça sua posição de mais um excelente nome no mar de tubarões dos meios-médios. Contra o violento Mike Perry, o ex-TUF Brasil 2 misturou bem momentos de anarquia com inteligência tática para conquistar mais uma vitória.

A mostra que Ponzinibbio é um lutador cada vez mais sólido foi o controle emocional dos momentos em que Perry tentou transformar a luta em pancadaria franca, o que equilibraria as ações. Mais técnico e com mais recursos, Santiago tinha que ser o senhor das ações.

A movimentação do argentino apresentou algumas falhas, especialmente no começo do combate, o que fez com que Perry igualasse as ações. Ponzinibbio acertava a primeira metade da movimentação, quando evadia e contragolpeava, mas errava a segunda, quando deixava o golpe e precisava refazer a movimentação. Ele foi acertado algumas vezes assim. Ponzinibbio tinha mais volume, Perry tinha os golpes mais potentes e venceu o primeiro assalto por causa disso.

Santiago acertou este detalhe e seguiu com o maior volume de golpes, mas fez Perry errar bem mais, o que desgastou o americano. O fim do segundo round chegou a dar a impressão que o americano estava poupando energia e o argentino estava gastando, mas Ponzinibbio foi inteligente ao levar a luta para o chão quando conseguiu, encarar o infighting quando estava equilibrado sobre suas pernas e seguir mantendo o controle com volume de golpes. O terceiro assalto, contra um adversário bem mais cansado, foi o mais tranquilo deles, tirando qualquer margem de dúvida sobre o vencedor.

Copo meio cheio ou meio vazio na vitória de Glover Teixeira sobre Misha Cirkunov?

Glover Teixeira precisava vencer depois de tombar em duas das últimas três vitórias. Misha Cirkunov também precisava da vitória depois de ver sua invencibilidade no octógono ruir na última apresentação. Glover conseguiu, mas olha…

Cirkunov é conhecido pelo alto nível na luta agarrada, mas estava levando vantagem com boa tranquilidade na troca de golpes em pé no início da luta, muito pela velocidade que abandonou o veterano brasileiro. Quando viu que o negócio ficaria complicado ali, Glover abriu a caixa de ferramentas. Botou o letão-canadense para baixo, pegou as costas, encaixou o mata-leão, montou, passou para a montada pelas costas e desceu o sarrafo no ground and pound até fazer Cirkunov desistir. Muito bem.

Apesar da vitória, Glover deixou mais motivos de preocupação do que de empolgação para a sequência de sua carreira. Do jeito que lutou ontem, periga ser nocauteado por Jimi Manuwa, que não é mais derrubado com tanta facilidade como antes. Corre riscos severos contra Volkan Oezdemir, ainda que o suíço tenha que mostrar mais – mas o que já mostrou é suficiente para capitalizar nas chances que Cirkunov teve. Contra Alexander Gustafsson ou Daniel Cormier, acho que não há a menor chance para o simpaticíssimo mineiro em sua atual fase.

E Cirkunov? O sujeito tem talento de se consolidar no top 10 e até chegar ao top 5, mas corre o risco de repetir Jake Matthews no pesos leve/meio-médio. Cirkunov treina basicamente sozinho em Toronto, com quase nenhum parceiro. Vai jogar talento na lata do lixo se continuar assim. Uma viagem até Montreal para a Tristar Gym deveria ser pensado com carinho. Ou para várias outras academias de ponta nos Estados Unidos.

Preliminares do UFC On FOX 26

Jan Blachowicz, antes tarde do que nunca, finalmente aprendeu a lutar com a cabeça. Depois da boa vitória sobre o prospecto Devin Clark, o polonês mostrou que não é apenas um kickboxer-chutador-de-abdômen e que também joga nas outras áreas. Boa vitória sobre Jared Cannonier, que ainda não conseguiu fechar alguns buracos no grappling.

– Pessoal se amarra em ser enganado por malabaristas. Galore Bofando estreou cheio de movimentos circenses e um nocaute bruto. Aí pegou um lutador mais consolidado e deixou claro que tem buracos demais para fechar aos 35 anos. Chad Laprise até levou um knockdown, mas é muito mais lutador que o congolês. O canadense sobreviveu, reverteu o cenário com uma queda e chegou ao nocaute técnico ainda na primeira etapa.

– Que homem é Nordine Taleb. O francês era um lutador chatíssimo, mas agora resolveu aplicar uns nocautes brutais vez ou outra. Depois de vitimar Erick Silva, ontem foi a vez de Danny Roberts levar uma bica no escutador de bolero em um minuto de luta.

– Falando em Erick Silva, deixem o rapaz em paz. A cada resultado ruim, o capixaba sofre um ataque cruel de xingamentos e críticas totalmente exageradas. Se você achou um dia que ele seria campeão do UFC, você foi vítima do ufanismo que impera nas transmissões da Globo/SporTV/Combate, que faz mais mal do que bem para a audiência. O próprio Erick foi vítima disso, do papo de “fenômeno capixaba” e tal. Jordan Mein é um lutador mais consistente que Erick e tão talentoso quanto o brasileiro. O resultado foi normal. Deixem Erick em paz. Aprendam a filtrar torcidas de análises.

  • James sousa

    Além da maior atuação do Rafael dos anjos na minha opinião , o Lawler depois da perca do Cinturão não voltou bem ; já tinha tido essa impressão na luta contra o Cerrone .acho que o Rafael tem jogo pra incomodar o Woodley apesar de acha o Americano favorito

  • Diego

    Incrível como o RDA conseguiu se transformar num atleta moderno e de elite vindo de um país em que muitos ainda acham que o jiu jit su salva ou que só o spraw é sinônimo de defesa de queda.
    Ele deveria servir de escola pra muitos outros talentos brasileiros, no sentido de aprender o MMA moderno de um jeito “brasileiro” de ser.
    Virou um monstrinho, alguém terrível de se enfrentar e um dos melhores pesos por pesos da atualidade, sem sombra de dúvidas.

  • Gabriel Carvalho

    Apesar de achar que o Lamas vence 9 de 10 lutas contra o Emmett, acredito que é ladeira abaixo pra ele. São 35 anos já e uma porrada dessas pode mudar bruscamente a carreira nesse ponto.

    • Também acho que o Lamas venceria 9 de 10 contra o Emmett. Mas a derrota de ontem pode ter um efeito devastador sobre ele.

      • Malk Suruhito

        E o segundo nocaute monstro que o Lamas sofre para um Alpha Male. Aquele do Chad Mendez com um socão na testa dói até hoje em mim…

  • Marcos Henrique Lira

    Erick Silva meu conterrâneo conheço ele pessoalmente. Ele tá em outra agora. Aqui no ES ele é o cara tem sua própria academia, filial da teem Nogueira e etc…perdeu o foco. E creio q será demitido.
    Dos anjos foi impecável hoje. Só como essa categoria tá um bololo doido. Creio q ele deva fazer mais uma luta. Talvez o Thompson ou colby seriam boa lutas pra ele apesar de o casamento desses 2 não seriam bons para o brasileiro.
    Pra mim gsp disputa esta cinta.

  • Fernando Cruz

    Depois daquela blitz que o Lawler sobreviveu, fiquei pensando que tipo de objeto não identificado atingiu o queixo do Ruthless naquela luta contra o Tyron Woodley. Dizem que só adamantium amassa adamantium. ¯_(ツ)_/¯

  • Danilo

    Rapaz, como gostei de ser surpreendido pelo Dos Anjos ontem. A luta começou e automaticamente entrei num estado de tensão que não terminou até o fim do terceiro round; eu rezava pro Rafael apenas manter o endemoniado ocupado em pé, buscando mais o chão. Daí veio o R4 e dali pra frente já estava apenas curtindo aquela performance do brasileiro de boca aberta. Dos Anjos tem tudo pra cravar seu nome entre os maiores da história.

    Sobre a passada de bastão dos penas, acho que é o que está rolando de verdade. Apesar dos grandes nomes já conhecidos ainda terem lenha pra queimar, acho que a renovação já dá sinais.
    Sobre Lamas especificamente, concordo com o Gabriel, apesar de ainda ter potencial pra se manter relevante, acho que o Bully já alcançou o ponto máximo da curva e agora já começa a entrar na descendente.

    E por fim, sobre Erick, acho que falta pra ele mais foco e melhores táticas quando está em desvantagem. Em dois momentos, quando em desvantagem em pé sendo acertado com muita frequência pelo canadense, ele demorou pra buscar uma forma de mudar o rumo da luta. No outro, quando de costas pro chão, ele montou full guard e simplesmente ficou deitado engolindo socos e cotoveladas.
    Enfim, o que quero dizer é: Ele pode não ser o fenômeno que a mídia tentou vender, mas também está longe de ser horrível como muita gente maldosa diz. Ele só precisa se reinventar e trabalhar melhor as táticas durante as lutas.

    • Malk Suruhito

      Cara, eu fiquei tenso até o fim. Ainda lembrava da luta do Lawler vs McDonald (e pior ainda, lembrei dele contra o Manhoef) e sabia que só precisava de 1 segundo para entrar com a mão abençoada pelo capeta.
      E olha que no R4 o Lawler ficou socando vento umas 2x.

      • Danilo

        Sim, esse fato também ficou na minha cabeça durante boa parte da luta. Mas perdi um pouco da preocupação quando vi, acho que na volta pro R4, o córner dizendo pro Dos Anjos: “Rafa, presta atenção, não quero briga não, hein?” e o que ele foi apresentando mostrou que ele tinha consciência do perigo e tava atuando com cautela. Por isso não fiquei tão tenso, mesmo sabendo da possibilidade de rolar um hail mary como aquele contra o Manhoef.

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Glover se quiser continuar a ser competitivo deve virar grappler mesmo, em pé ele tá lento demais da conta mais do que já era, não vence o Cormier mas acho que consegue fazer umas gracinhas contra alguns prospectos.
    Levei o dibre do Galore Bofando, mas pelo menos acertei que o Laprise ia partir pro grappling, o que tem de interessante em pé tem de leigaço no chão o congolês.
    Só teve uma coisa que não foi tão significante, mas que briga de bar foi Stewart x Marquez, esse Julian não deve chegar na elite, mas só de fazer essas lutas bacanas ganhou um fã, nocautaço pra entrar no UFC e na estreia ele só conseguiu fazer a luta da noite em um evento com Perry x Ponzinibio, Lawler x Rafael entre outras lutaças, eventaço valeu demais assistir e terminou cedo.

  • Beto Magnun

    Excelente performance do RDA, mas também fico com o pé atrás pois o Lawler parece desmotivado desde que perdeu o titulo (teve um breve momento contra o Cerrone e só). Enfim, pra mim o BR já deveria encarar o campeão. Casar um eliminatória com o Thompson, é arriscado pois vejo o americano como favorito e caso ele vença vai ser difícil casarem mais uma revanche com o Woodley.

  • Lero

    No foros gringos, galera está criticando forte o Ponzinibio porque parece que nas tres últimas lutas ele sempre tem enfiado o dedo no olho dos adversarios.

    Estou com pregica de rever a luta (que foi muito boa), mas o Platinum tinha sim um ferimento foda no olho.

    O negocio é chato pra porra. Praticamente todo lutador de MMA tem uma enfiada de dedo no olho e um chute baixo de graca permitido por luta. A unica solucao é o afetado dar uma cutucada no olho de volta para o agressor. Galera vai ter que comecar fazer isso mesmo.

    Eu ainda acho que o RDA tivesse ganho do Ferguson se nao fosse pela dedada aquela.

    • Binho Vianna

      Verdade, acho que o argentino dessa vez merecia perder um ponto por reincidência.

      • Lero

        dedo no olho, Perde ponto. Tem que ser assim sempre. Nego vai aprender a fechar a porra da mao

  • Marcos E

    “Se você achou um dia que ele seria campeão do UFC, você foi vítima do ufanismo que impera nas transmissões da Globo/SporTV/Combate, que faz mais mal do que bem para a audiência.” – Tanta verdade escrita num espaço tão curto! Resume muito do que está atrapalhando a cultura de MMA no Brasil. MMA não é futebol e as estratégias de transmissão deveriam ser diferentes. Analisar as qualidades técnicas e dar um acompanhamento amplo de todos os lutadores, independente de sua nacionalidade, fortalecerá o acompanhamento do esporte. Os torcedores brasileiros SEMPRE vão dar preferência em acompanhar os lutadores brasileiros. Não precisa tentar dar uma dimensão irreal aos lutadores. Isso mais atrapalha do que ajuda, porque quando o resultado não é positivo, isso afasta o fã médio.

  • Marcos E

    “Se você achou um dia que ele seria campeão do UFC, você foi vítima do ufanismo que impera nas transmissões da Globo/SporTV/Combate, que faz mais mal do que bem para a audiência.” – Tanta verdade escrita num espaço tão curto! Resume muito do que está atrapalhando a cultura de MMA no Brasil. MMA não é futebol e as estratégias de transmissão deveriam ser diferentes. Analisar as qualidades técnicas e dar um acompanhamento amplo de todos os lutadores, independente de sua nacionalidade, fortalecerá o acompanhamento do esporte. Os torcedores brasileiros SEMPRE vão dar preferência em acompanhar os lutadores brasileiros. Não precisa tentar dar uma dimensão irreal aos lutadores. Isso mais atrapalha do que ajuda, porque quando o resultado não é positivo, isso afasta o fã médio.

  • Fernando

    Que alegria deve ser, vc se preparar tanto p enfrentar o cara mais perigoso da categoria, então, na hora h, vc vê que o cara está desanimadão, não quer luta, tá com preguiça. Concordo com vários dos comentários daqui, o Lawler não entrou com foco p essa luta. Por mais que o RDA tenha evoluído tanto, em condições normais, a vantagem era toda do Lawler. Enfim…

    Se um dia eu encontrar o Glover na rua eu vou falar ele estudar bem a luta dele contra o st preux, o caminho p ele é aquele ali. Detalhe que ele fez mais grana na luta do que o RDA

  • Felipe Chaves

    Erick “Butigás” Silva x Demissão

  • Malk Suruhito
  • Binho Vianna

    Tanto Cirkunov quanto Eric Silva são vítimas de camps pessoais. Não tem jeito, pra ser vencedor o sujeito tem que se submeter a um capataz duro.

    • Malk Suruhito

      A diferença é que o Cirkunov é bem égolatra.

  • Ricardo Sedano

    Depois dessa atuação sensacional do Rafael, não consigo achar que o Colby seja o maior merecedor de uma disputa de cinturão… A cada luta no novo peso o Rafael parece um lutador ainda melhor, realmente parece que não cortar mais tanto peso esta fazendo bem para ele.

    Sobre o Rafael Cordeiro, de maneira geral sempre damos muito crédito a ele pela melhora da parte em pé do dos Anjos, mas será que o Cordeiro não foi só o primeiro a colocar tudo junto na verdade? Lembro de alguém (talvez até mesmo o Alexandre) ter comentado do tempo que o Rafael passou na Evolve para melhorar o muay thai. Será que o não super valorizamos a participação do lider da Kings nessa evolução do Rafael? Ele tem sim sua importância, mas será que colocamos mais do que o normal?

  • Paulo Zanchet

    O Rafael dos Anjos teve uma atuação irretocável. Entrou com um game plan bem montado e soube executá-lo com maestria, fazendo o que talvez ninguém ainda tivesse feito com o Lawler, que é um baita lutador, durante 5 rounds seguidos. Acho que o mérito foi todo dele. Vi muita gente comentado que o Lawler não é mais o mesmo e tals… Talvez seja um pouco de pachequismo da minha parte, mas vi muito mais um RDA que minou o adversário, deixando-o cansado, machucado e sem saber o que fazer, do que uma Lawler que entrou desmotivado. Da mesma forma, fazendo uma analogia, não acho que o Aldo estivesse desmotivado, acho que o Holloway foi mais lutador que ele.
    Sempre maneiro assistir às lutas do RDA, o cara entra com o coração, sem contar que evoluiu demais tecnicamente. Aliás, vem sempre evoluindo e aperfeiçoando seu jogo. Excelente técnica em todas as áreas (sem ser fora de série em nenhuma delas), sabe variar bastante o jogo (e dosar também), low kicks muito fortes, movimentação boa, gás absurdo e orelhas que mostram o tanto que esse cara deve trabalhar para estar naquele nível. Fora as joelhadas e cotoveladas. Gostaria muito que ele fosse direto ao cinturão. Pegando o Thompson, pode ser que o casamento de estilos complique, pois este aí é um fora de série na trocação. Também gostaria de vê-lo numa hipotética luta com o McGregor – claro que totalmente descabida na atual conjuntura.

    Acho muito foda quando ele sobe no octógono e pede o cinturão!

  • Vinicius Maia

    Eu gosto demais do Erick Silva. Fico triste com sua atuação. Capixaba aqui de Vila Velha, é fácil de esbarrar com ele por aqui. Trabalhei anos com um amigo de infância dele. Na época que ele tava estreando no UFC.
    Os amigos dele faziam um churrasco em todo evento que ele lutava. Triste ver ele amargando esse sequência de derrotas.