Resenha MMA Brasil: UFC 219

Último evento do UFC no ano foi bem menos empolgante do que seus antecessores, mas ainda assim trouxe momentos importantes como a maior vitória da carreira de Cris Cyborg e mais uma atuação monstruosa de Khabib Nurmagomedov.

“Weeee are the chaaaampions, my frieeeend”. Se estivesse vivo, certamente o grande Freddie Mercury estaria cantando o bicampeonato da minha pessoa no Palpitão do MMA Brasil. Aliás, a reta final da nossa competição de palpites teve mais emoção do que o próprio UFC 219, que encerrou a temporada 2017 da maior organização do MMA mundial.

O evento, disputado neste sábado, coroou a melhor lutadora peso por peso do mundo e trouxe de volta uma força da natureza. De resto, nada muito empolgante para ficar marcado na história. Ainda assim, acompanhe aí embaixo as minhas reflexões sobre o UFC 219 e vamos ao debate.

Cris Cyborg sai mais humana e mais campeã em seu primeiro teste de verdade

Ninguém questiona a capacidade de Cris Cyborg. Porém, sempre sobraram críticas à qualidade lamentável da competição no peso pena feminino. Finalmente a melhor lutadora do mundo teve um desafio à altura, pela primeira vez na carreira. Holly Holm foi valente, inteligente, mas sucumbiu diante da número um.

O combate teve duas metades diferentes. Na primeira, a americana deu trabalho com uma movimentação incessante e um excelente uso da distância, variando da mais longa possível para o clinch, sem parar no meio do caminho. Com uma mentalidade ofensiva, Holm acertou alguns bons golpes e manteve-se longe de perigo. Foram dois assaltos equilibrados, nos quais foi possível marcar um para cada lado ou até mesmo dois para a desafiante.

O panorama mudou na segunda metade por mérito da campeã. Em momento algum Cyborg se enervou por ter dificuldade de controlar as ações e soube ser paciente para encontrar seu ritmo. Paulatinamente, a pujança física de Cris foi quebrando o ritmo de Holly e a campeã trocou o papel de contragolpeadora pela de atacante, situação em que fica muito mais confortável. Holm mostrou o queixo duro que marca sua carreira desde o boxe, foi corajosa, engoliu vários golpes potentes de Cyborg, mas não conseguiu reverter o quadro.

Cris saiu do octógono com a boca inchada e o nariz sangrando, provavelmente quebrado. Marcas da batalha. E isso foi ótimo. Era uma aparência humana de quem acabara de lutar. Ela saiu ainda mais campeã, provando que vence com técnica, com estratégia, sem deixar a impressão que a brutalidade era a sua única arma, mesmo contra uma oponente do valor de Holly Holm. A Cris humanizada é muito mais lutadora do que a Cyborg brutal.

Com a vitória confirmada pelos juízes (dois placares de 48-47 e um de 49-46), Cyborg agora não tem mais o que fazer numa categoria que sequer deveria ter sido inaugurada. Valeu pela justiça histórica de fazê-la se aposentar tendo conquistado o maior título de seu esporte, mas seguiremos na desagradável rotina de inventar lutas para uma divisão tão rasa que sequer consegue montar um top 5.

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Khabib Nurmagomedov oferece nova sessão de tortura

Os diretores de Black Mirror poderiam se inspirar em Khabib Nurmagomedov para a quinta temporada da série. O russo é tão assustador que até mesmo os telespectadores ficam com uma sensação de sufocamento assistindo às suas apresentações. Imagine o que passou Edson Barboza no octógono da T-Mobile Arena.

Como escapar de uma armadilha como essa? (Foto: MMAFigting.com)

Parece que é preciso incorporar o Aaron Rodgers para vencer Nurmagomedov: ou o cidadão arruma uma hail mary ou será maltratado. Barboza até deu ao público a esperança que a luta teria alguma graça ao conseguir trabalhar chutes baixos no começo. Porém, foi só enquanto Nurmagomedov mapeava o tempo dos golpes do oponente. Quando entendeu como Edson funcionava, o daguestani mandou o equilíbrio às favas.

O ritmo que Nurmagomedov imprime é implacável. Ele avança de um modo que deixa os oponentes sem um centímetro de brecha para respirar, que dirá montar alguma ação ofensiva. Para piorar, o demônio russo segue marchando para cima da presa mesmo quando vem fogo do outro lado. Nada parece impedi-lo de chegar ao clinch e derrubar o rival. E quando isso acontece, pode chamar a Defesa Civil, o exército ou o Batman. O ground and pound de Khabib é desesperador até para quem assiste, que dirá para quem sofre.

Cabe aqui dizer que Barboza foi um grande. Eu não imaginava que ele tinha capacidade de suportar tamanha pressão sem sucumbir. E por pressão entenda ground and pound violento, transições esmagadoras, montadas, passagens de guarda e botes para finalização. O cara se defende de um ataque e já vem outro. Cada round parece uma luta inteira de sofrimento. Para se ter uma ideia, Georges St. Pierre lidera a estatística de mais golpes contundentes aplicados no chão, com 461 em 22 lutas (quase 21 por combate). Nurmagomedov é o sétimo, com surreais 289 golpes em nove lutas, uma média superior a 32. À frente do russo, apenas GSP tem média acima de 20 por apresentação.

Neste sábado, Edson perdeu até mesmo em sua especialidade. Exausto, sufocado, espancado, ele tentou dois chutes rodados, a tal da hail mary. O primeiro foi bloqueado com facilidade. O segundo foi esquivado sem susto. Os ganchos do russo entravam por cima dos punhos do brasileiro. Khabib passou a chutar. Chegou a um momento em que o cavalo do cão quase conseguiu o nocaute na troca de golpes em pé. Não bastasse tomar sufoco no chão, tem que tomar em pé também. O resultado ficou exposto no placar: dois 30-25 e um 30-24.

Nurmagomedov luta com pouca frequência. Toda vez que ele volta, muita gente duvida de sua condição atlética. Aí o sujeito vai lá e passa o carro impiedosamente em qualquer um. Se tem alguém capaz de acertar uma hail mary, é Conor McGregor. Mas a janela de oportunidade é estreita. Eu não apostaria nisso. E você?

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Dan Hooker finaliza superestimado Marc Diakiese

O australiano Dan Hooker é daqueles caras que você sabe que vai chegar a lugar algum, mas que pode servir como um porteiro da ultra competitiva divisão dos leves. O superestimado Marc Diakiese não passou no cara-crachá.

A luta era bem aguardada, pelo menos no aspecto do entretenimento. O problema é que, além de superestimado, Diakiese mostrou ontem que não é dos mais inteligentes. Mais uma vez, o congolês gastou mais energia tentando um movimento circense do que produzindo algo de teor ofensivo decente. A falta de ação era tudo o que o australiano queria, a fim de minimizar a capacidade de nocaute do rival.

No segundo assalto, Hooker derrubou com facilidade, explorando as inúmeras falhas defensivas de Diakiese. O australiano chegou a pegar as costas, mas também fez nada além de controlar o adversário. No comecinho do terceiro, Marc tomou uma decisão estúpida com uma execução ainda pior. Como ele era (pelo menos na teoria) o melhor striker, resolveu entrar nas pernas de Hooker para levá-lo ao chão; afinal, por que não? De quebra, o congolês entrou com o pescoção à mostra. O faixa-azul olhou o presente, lembrou do Natal passado com fome e matou a luta na guilhotina. Parabéns aos envolvidos.

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Carla Esparza ganha vitória de presente

No combate escalado para servir como passagem de guarda, a juizada da Comissão Atlética de Nevada bagunçou tudo. Superior em todos os aspectos, Cynthia Calvillo viu Carla Esparza sair com uma vitória um tanto difícil de entender.

O árbitro Chris Tognoni olha incrédulo para Cynthia Calvillo, que também parece não acreditar no resultado oficial

Até mesmo no wrestling, carro-chefe de Esparza, Calvillo teve seus momentos. A representante do Team Alpha Male derrubou a ex-campeã com facilidade e trabalhou o ground and pound sobre a guarda ativa de Esparza. Na segunda etapa, além de nova queda, Cynthia teve nítida, porém curta, vantagem no volume de golpes e na contundência, embora nenhuma das valências tenha sido larga. Carla voltou mais agressiva no terceiro assalto, acertou um gancho de esquerda que foi o melhor golpe da luta e tirou proveito da baixa produtividade da adversária.

Calvillo poderia ter sido mais agressiva no segundo assalto e ter aumentado o volume de golpes no terceiro para ter confirmada uma vitória clara. Não fez nenhum dos dois e deu brecha para o azar. Que a derrota sirva de lição. Já Esparza, com três triunfos nos últimos quatro compromissos, deve ficar bem próxima da disputa do cinturão, ainda mais porque ela já venceu a atual campeã, Rose Namajunas.

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Neil Magny explora velha deficiência de Carlos Condit

Para quem se acostumou com o hiper agressivo Carlos Condit, a noite do UFC 219 não foi das mais agradáveis. Parecendo um tanto desinteressado, o ex-campeão interino dos meios-médios não deteve o jogo de quedas (!) de Neil Magny (!!!).

Condit demorou muito para entrar na luta e deu espaço para que Magny furasse sua fortaleza de areia defensiva. Não lembro de ter visto Carlos conseguir impedir uma abordagem completa do adversário rumo ao chão. Mesmo com a velha conhecida guarda ativa, Condit se enrolou para evitar que o oponente abrisse vantagem.

A partir do segundo assalto, Condit melhorou na questão do striking defensivo, fazendo com que Magny errasse muitos golpes enquanto ele próprio acertava os contragolpes dentro de uma movimentação correta para quebrar a longa envergadura do oponente. Porém, o ritmo de Condit voltou a cair no terceiro, o “Assassino por Natureza” nunca deu as caras no octógono e Magny voltou à luta agarrada para garantir uma vitória sem sustos.

Talvez agora os fãs não escapem do triste fim. Parado havia um ano e meio, Condit deixou toda a pinta que vai anunciar sua aposentadoria definitiva, mesmo com ainda 33 anos, mas 15 de carreira no MMA profissional.

Se você resolver parar mesmo, obrigado por tudo, Carlos Joseph Condit.

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Foto de destaque: Gary A. Vasquez/USA TODAY Sports

  • Beto Magnun

    Card sofrível hein? As duas últimas lutas compensaram. Pergunta Khabib já enfrentou algum grappler forte além do Tibau? Foi o único oponente que ele não quedou. Ok que tem muitos anos, mas sei lá. Perdi meu raciocínio hahaha
    Não prestei muita atenção na luta das Esparza, mas no MMA decisions só dois sites deram vitória pra Calvillo.
    E o Condit? Jogo manjado + Desmotivação? Desgaste de veterano? Ou a categoria andou e ele ficou pra trás como outros da época dele?

    • Eu ajudo a retomar seu raciocínio. Um grappler grande e forte pode anular ou minimizar a pressão do Khabib Nurmagomedov. É uma linha de raciocínio válida. Seguem alguns pontos sobre isso:

      – Faz muito tempo. Acho que se houvesse condição de a luta se repetir nos dias de hoje, Tibau sseria atropelado em pé. Acho inclusive que isso poderia ter acontecido naquela luta mesmo. Uma orientação melhor de córner talvez evitasse que o Khabib perdesse tanto tempo numa estratégia que não tava rendendo frutos.

      – Tibau era, digamos, forte demais. Depois foi pego no antidoping.

      – Quem seria o grappler forte pra fazer isso? Dos Anjos não foi páreo. Seria hoje em dia? Teria que mudar o jogo, porque pressionar o Nurmagomedov pode ser uma faca de dois gumes.

      Sobre a luta da esparza, com todo o respeito, mas dá uma olhada em quem estava pontuando. Pareceu que os principais sites deram folga pros titulares e botaram um monte de estagiários/iniciantes pra trabalhar.

      Sobre o Condit, é um pouco de tudo. Ainda assim, era pra ganhar do Magny.

      • Lero

        Nos leves, acho que só o Chandler pode ter alguma coisa para o Khabib. De repente o Gaethe também, por conta do background no Wrestling e por ambos ter melhor striking que o russo

    • William Oliveira

      Alguns adendos a argumentação do Alexandre:

      – Tibau pega na próxima rodada um cara não somente muito similar ao Khabib mas também parceiro de treino dele, com o Makhachev. Pode ser um bom indicador do que aconteceria hoje, com a USADA presente. Claro que Tibau vai estar com um certo ring rust e que Makhachev não é tão bom quanto o Nurmagumedov, mas deve sim servir pra análise.

      – Khabib já lutou e venceu o russo Ali Bagov, um cara sem striking algum, que depende sempre somente do seu grappling. Um Toquinho russo e menor, veterano especialista em finalizações que pegou até msm o Ramazan Emeev, dentre outros 23 lutadores. Cedo na carreira de ambos, entretanto.

      • Eu acho o Makhachev até mais versátil que o Khabib (e quando eram garotos, até o pai do Khabib achava o Islam mais lutador). O problema é que o Khabib é bom em tudo e ainda levou uma das valências a um patamar muito acima do resto. Mas, pro cenário atual do Tibau,o Makhachev é um baita teste. E eu acho que o brasileiro nem passa.

        • William Oliveira

          Também acho que ele não passe. Ainda sim, essa é pra mim uma das lutas mais intrigantes do próximo card numerado, vamos ver se o Tibau continua um monstrinho no peso leve ou se seus melhores dias vão ficar pra trás..

      • João Gabriel Gelli

        Bagov é um baita finalizador de lutas. Um dos caras mais legais de assistir na Rússia.

  • Alex Jesus

    É rapaz… me lembro muito bem de um certo comentarista de mma dizendo que a Ronda era melhor que a Cyborg e que a Holm era muito melhor em pé, que aquela surra que a ex judoca acabara de levar não indicava nada em relação a um possível embate com a Cris. É meu caro comentarista, o tempo é o senhor da razão… eu sei o que você escreveu no verão passado…

    • Bruno Coelho

      Dá o papo reto, irmão. Ficar nessa de “certo comentarista ” é coisa de frouxo!

      • Pois é. Aqui a gente sempre prezou pelo debate franco e educado.

      • William Oliveira

        Tbm não concordo com esse tipo de argumentação, mas já vi vcs fazendo o msm, então acho que é um pouco hipócrita da sua parte, com todo o respeito. Me refiro a alguns comentários ácidos desnecessários ao 6R onde ninguém foi nomeado..

        • Pois é, tudo bobagem. Você é a prova viva que estamos aqui abertos aos debates sadios e que discordância, desde que exposta com educação, é fundamental para todos evoluírem.

    • Aqui não é preciso adotar indiretas arrogantes com tom passivo-agressivo. Prezamos o debate sadio, com críticas bem estruturadas e o bom debate. Mesmo se for pra criticar um certo comentarista.

      Feliz ano novo pra você também! Muita paz no coração

  • James sousa

    Me surpreendeu a parte física da Cyborg imaginava que ela fosse ter uma queda na medida que os rounds fossem passado , como a divisão e lamentável e nem tem desafiantes acho que vão fazer Cyborg x Amanda quem sabe no ppv do Brasil .

  • Bruno Coelho

    Eu achei um evento bem “mehhhhh”, com exceção das duas últimas lutas (Hooker vs Diakiese no card principal do evento que deveria ser o maior do ano é “pra acabar com a Bahia!”).

    – Que delícia ver a Cyba dosando gás, recuando estrategicamente, largando golpes certeiros, enfim lutando MMA. Desde a última luta dela noto uma diferença de postura, ela já não age como se quisesse arrancar a cabeça da outra infeliz com só golpe. O MMA agradece!

    – Tenho que dar o braço à torcer. Nunca gostei muito desse russo, mas o cara é um monstro. E que raça a do Edson! Na metade do segundo round eu cheguei a ir no roupeiro pegar uma toalha para jogar na televisão pra terminar aquela matança! Credo em Cruz!

    – O Condit disse numa entrevista que voltou pra levantar uma grana pra investir num negócio de cafés… Isso explica muita coisa.

    • William Oliveira

      O card ficou fraco mas nem foi apenas má vontade do UFC, o azar de Lineker, Cruz e Saki todos caírem certamente não contribuiu..
      Faz parte do esporte infelizmente.

      • Sem dúvida. Teria sido monstro com Cruz-Rivera, Rivera-Lineker ou mesmo Rivera-Moraes. Saki também fez muita falta.

    • Hooker-Diakiese foi alçada de última hora pro card principal pra substituir todas as lutas do Jimmie Rivera que caíram. E foi uma boa escolha, porque era uma promessa de luta agressiva e franca. Infelizmente eles fizeram uma luta muito da sem-vergonha.

      Sim, a Cris mudou a postura desde a última luta e tem sido lindo vê-la lutar MMA de verdade.

      Eu achei que a luta do Barboza pararia ainda antes da metade do R2…

      Condit tá no direito dele, apesar de eu achar que isso não se faz.

  • Marcos Henrique Lira

    O evento não foi o melhor do ano. Porém teve alguns combates interessantes. Destaque para Matheus Nicolau q voltou muito bem, depois de 1 ano parado. Cyborg lutou de forma muito inteligente provando q realmente e a melhor. Agora fica uma pergunta: tem como neutralizar o jogo desse russo?????? Na minha opinião Tony fergunson não vai conseguir parar o russo, apesar do americano ter um excelente jiu-jitsu, não será o suficiente para manter seu cinturão interino.

    • Matheus Nicolau tirou onda mesmo.

      Sobre parar o russo: alguém que imponha um wrestling defensivo muito forte ou um striker absolutamente preciso e letal.

      • Marcos Henrique Lira

        Alguém no peso leve com essas características? ??

      • Idonaldo Gomes Assis Filho

        Esse cara pra mim se chama Tyron Woodley, o único que eu penso que seria favorito contra o Khabib, e nem peso leve é.

    • marcio

      Tibau já conseguiu parar as quedas do russo, mas o pobre brasileiro é tao ruim na trocação que perdeu a luta por causa do trabalho ofensivo do russo em tentar quedas, mesmo que falhado em todas.

  • William Oliveira

    Ué, até o MMABrasil deu pra Esparza no mmadecision kkk
    Também vi vitória dela, 29-28, 2º round foi apertado dms pra dizer que fica difícil de entender.

    • Marcos E

      Achei que a contundência e o volume da Calvillo ao longo do segundo round garantiram o round. Talvez a Esparza tenha acertado até mais golpes, com mais velocidade… mas não achei que foram com tanta contundência, nem com tanto controle ao longo do round. Teve uma vantagem pequena talvez no começo do segundo round… mas foi só. As quedas da Esparza não geraram muitos danos…

      • Isso.

      • William Oliveira

        Típica luta que eu teria que rever pra ter certeza, mas eu lembro de estar torcendo pra Calvillo e ter dado pra Esparza no fim do segundo round.

        Pra mim ela teve mais volume de golpes, e ninguém teve entrou com algo realmente limpo, então fica tudo igual nesse critério. Msm sem considerar as quedas, acho que a Esparza foi superior. Com então, não tive muito receio em dar a luta empatada indo pro terceiro.

    • Pois é, eu respeito a individualidade de cada um que passa a noite cobrindo, então nada mais justo de valer a opinião dele e não a minha. No nosso caso não foi um estagiário, mas um enferrujado hahaha

      • Fernando Cruz
        • No caso dele, sim. Dessa outra galera, olha a quantidade de novatos nos sites grandes.

          • William Oliveira

            FanSided tbm n é a mais sólida dessas fontes..

            Shaheen Al-Shatti e Luke Thomas do MMAFighting tiveram o msm, pelo que vi no twitter. Kevin Iole do Yahoo, um cara que manja muito também (na minha opinião), teve o msm.

            Esse é o típico caso de o que vc prioriza, controle? Volume? Golpes mais limpos? Enfim, n acho que seja o caso de uma resposta mais certa do que outra. Mas que a maioria da mídia, novatos ou veteranos, deram a vitória pra Esparza, é irrefutável.

      • William Oliveira

        Entendo, ainda sim vou concordar com ele kk

  • marcio

    Dariamos para chamar o khabib de um cain velasquez dos leves?
    nao vi a luta ainda, vou ver, mas pelos numeros vi que foi monologo.
    O jogo de quedas e cardio lembra muito o chicano, alem do ground and pound.
    Khabib tem mais grappling e na trocação seria inferior ao chicano, mas…………………dá para chamar o khabib de uma versao maos leve do velasquez?

  • nelson alves domingos

    Sei lá mas acho a Marloes Coenen uma luta dura

    • Gabriel Carvalho

      Marloes Coenen já não lutava bem faz tempo e agora aposentou. Sem contar que tomou duas piabas da Cyborg