Resenha MMA Brasil: UFC 217

A melhor coisa é quando algo que esperamos muito entregue tudo o que foi prometido. Este foi o caso do UFC 217, um dos mais empolgantes eventos dos últimos anos.

Que dia para se estar vivo! São 10 para as 5 da madruga e eu não tenho a menor ideia de quando conseguirei dormir novamente. O insano UFC 217 me deixou num estado de adrenalina tal que vou ter que procurar o que fazer após escrever este texto.

Mais uma vez o Madison Square Garden viveu uma noite apoteótica no MMA. O UFC 217 marcou a primeira vez que três campeões foram destronados na mesma noite – todos antes de três rounds. Teve ainda confusão, lutador desclassificado, uso de replay, nocautes brutais, zebra monumental, recorde de bônus, acertos da comissão atlética de Nova York e o retorno de um gênio.

Acompanhe aí embaixo as minhas reflexões sobre o UFC 217 e vamos ao debate.

Bisping vs. St. Pierre: A discussão do maior de todos os tempos ganha novos contornos

Voltar depois de dois anos é muito difícil. Voltar depois de quatro é coisa para raros. Georges St. Pierre é um dos raros. O maior atleta que o MMA já viu não deixaria a aposentadoria para colocar seu legado em risco se não tivesse certeza de que poderia atuar em alto nível. Porém, muitas dúvidas pairavam sobre o canadense.

O primeiro round tirou quase todas as dúvidas. Parecia que quatro anos eram quatro meses, que St. Pierre jamais havia parado. Foi um clássico GSP: jabs controlando perfeitamente a distância, ganchos e chutes rodados para incomodar um Michael Bisping que mostrava muito respeito pelo wrestling do desafiante, superman punch e, claro, o jogo de quedas. A parte técnica estava em dia, o tempo de reação também – Georges acertou todas as entradas de queda na luta.

Ainda havia outra dúvida, talvez a mais importante: seria o “Rush” capaz de manter o ritmo por cinco rounds contra um lutador reconhecidamente durável? Na parte final do segundo assalto, Bisping finalmente conseguiu desenvolver seu kickboxing. Ele acertou alguns golpes potentes, diminuiu a movimentação de GSP e voltou para o córner empolgado.

O terceiro assalto foi de demonstrações de genialidade. St. Pierre entendeu que teria problemas a longo prazo se o cenário do fim do round anterior se prolongasse, então aplicou uma queda com meio minuto. No entanto, Mike foi tão ativo por baixo quanto Georges era por cima. O “Conde” acertou algumas cotoveladas que abriram um rombo no rosto de GSP. Quando eles se levantaram, exatamente na metade do tempo regulamentar da luta, GSP tinha o seguinte cenário para resolver: precisava poupar energia e lidar com aquela quantidade de sangue que lhe atrapalhava a visão, a respiração e incomodava muito, isso sem deixar que Bisping aumentasse o ritmo e dominasse a luta. O que fazer?

Este é o momento em que separamos os grandes lutadores, como Bisping, dos gênios, como St. Pierre. Em vez de diminuir o ritmo das ações e cozinhar a luta, GSP acionou o senso de urgência. Mas como assim GSP com senso de urgência?, perguntaram os fãs mais recentes. Tirando o quinto round da última luta, contra Johny Hendricks, fazia tempo que não víamos GSP com senso de urgência. E ele lembrou a todos que haviam esquecido – ou que não sabiam – que é um matador de elite.

O desfecho foi sensacional. St. Pierre lançou um gancho que desenhou um arco perfeito e se chocou contra o rosto do campeão. Bisping foi à lona e GSP partiu para o ground and pound. Foram cotoveladas violentas, de direita e de esquerda. Ele não errou uma. Já era para interromper a luta, mas o árbitro “Big” John McCarthy deixou seguir. Quando Bisping tentou virar, Georges definiu. Num único movimento, o canadense pegou as costas do inglês e encaixou um mata-leão tão justo que era óbvio que não havia como se defender. Bisping se recusou a bater e dormiu o sono dos justos. Foi a primeira vitória por interrupção de GSP (tirando desistência) desde a revanche contra Matt Serra, há quase dez anos.

 

Georges St. Pierre agora é a quarta pessoa a conquistar cinturão do UFC em duas categorias na história, juntando-se a Randy Couture, BJ Penn e Conor McGregor. Ele é também o lutador que mais venceu no octógono (empatado com o próprio Bisping). É ainda quem mais venceu lutas por título na história do UFC. Tem a terceira maior sequência de defesas da história.

Se eu não sabia viver num mundo em que Michael Bisping era campeão do UFC, agora ele voltou a ser aquele lugar das nossas memórias afetivas, como se fosse voltar ao bairro onde fomos criados depois de anos. Georges St. Pierre saiu do octógono ontem do mesmo modo em que saiu em sua última luta: com o cinturão preso em seu tronco.

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Garbrandt vs. Dillashaw: O peso galo masculino é maravilhoso

Nós fomos privados de 17 minutos e 19 segundos de Cody Garbrandt contra TJ Dillashaw. Porém, não temos do que reclamar dos 7 minutos e 41 segundos de pura arte que nos foi entregue.

Se havia alguma dúvida sobre Garbrandt ter tido uma noite mágica contra Dominick Cruz ou se ele realmente está naquele nível, ela foi dirimida ontem. Garbrandt definitivamente está naquele nível. Com um excelente domínio do espaço físico, jogo de pernas fluido, boas esquivas e contragolpes punitivos, Cody pertence à elite. O problema (para ele) é que o adversário também pertence.

A primeira metade do primeiro assalto foi equilibrada. Garbrandt dominou o centro do octógono e Dillashaw tentou ser mais agressivo do que Cruz fora contra o rival. Trocas de base, chutes, joelhadas, combinações de cada lado. Já a segunda metade foi dominada por Garbrandt. Seus contra-ataques passaram a encontrar mais o alvo e todo movimento de Dillashaw tinha resposta. O ápice aconteceu nos segundos finais, quando Cody mandou TJ a knockdown e só não completou o nocaute técnico porque a buzina salvou o desafiante.

Garbrandt voltou cheio de si para o segundo e até ensaiou algumas dancinhas e provocações que fizera contra Cruz. Baita erro. A luta não estava sob controle para brincadeiras. Ainda antes da metade da parcial, Dillashaw o mandou à lona com um chute alto que pegou Garbrandt recuando. Quando voltaram em pé, Cody tentou trazer a luta para o tiroteio no infighting e levou a pior. Mal colocado, ele jogou um gancho todo errado no lado direito de Dillashaw. O desafiante devolveu um gancho de esquerda perfeita, anotando outro knockdown. Dessa vez foi definitivo: TJ partiu com fúria para o ground and pound e o árbitro Dan Miragliotta não teve outra alternativa senão interromper o combate.

No fim das contas, Garbrandt provou que, sim, já havia mandado Dillashaw a knockdown num treino. A disputa dos knockdowns acabou empatada em 2 a 2. Dillashaw venceu no desempate ao sair do octógono com o cinturão.

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Jedrzejczyk vs. Namajunas: Que mulherão da porra!

Ainda estou chocado com o desfecho do combate entre Joanna Jedrzejczyk, a campeã mais dominante do MMA atual, e Rose Namajunas, uma talentosa lutadora, mas ainda aparentemente não totalmente desenvolvida. As aparências às vezes enganam.

A “Rainha da Violência” parecia ter entrado na cabeça da desafiante. Joanna fez Rose chorar na véspera e quase provocou o início da luta na encarada dentro do octógono. Mas Namajunas provou o que havia dito após a pesagem: as emoções ficam do lado de fora do octógono. Lá dentro, apenas foco na missão.

Namajunas mostrou muita velocidade para capitalizar no conhecido começo mais lento da polonesa. Quando a americana deu um passinho para o lado esquerdo, avançou numa sequência violenta e mandou Joanna à lona. A campeã se levantou, mas foi novamente atingida por um combo de três socos. Namajunas viu a porteira aberta e largou um gancho de esquerda tão violento que fez Jedrzejczyk desabar como um tronco de árvore abatido. Aí foi hora de despejar toda a raiva acumulada no ground and pound. Rose bateu tanto que Joanna batucou no momento em que o árbitro “Big” John McCarthy se aproximava para interromper.

No anúncio oficial do resultado, Namajunas chorou novamente, mas agora eram lágrimas da vitória e do alívio, com Dana White colocando o cinturão em seu corpo. Do lado de fora, o marido Pat Barry pulava alucinado. Que momento!

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Thompson vs. Masvidal: O Karate Kid está de volta

Depois de fazer talvez a luta de cinturão mais safada de todos os tempos, Stephen Thompson tinha que limpar sua barra perante os fãs. Ontem ele foi magistral contra Jorge Masvidal.

O multicampeão de caratê e kickboxing foi perfeito no controle da distância. Com movimentação lateral intensa, trocas de base e muitos chutes, o “Wonderboy” prendeu Masvidal na longa distância e fez o adversário trocar o boxe pelo muay thai – até a postura de Masvidal lembrava os clássicos lutadores tailandeses. Sabe qual é a chance de Jorge vencer Stephen numa batalha dessas? Praticamente nenhuma.

Sem conseguir entrar no raio de ação e incapaz de mudar de nível com uma queda, Masvidal virou um alvo móvel. Para piorar sua situação, Thompson apareceu com o melhor boxe que apresentou até hoje. A movimentação lateral criou ângulos para as combinações curtas explodirem na cabeça do adversário. Masvidal não tinha resposta e levou um passeio até o fim dos 15 minutos regulamentares.

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Hendricks vs. Borrachinha: A pá de cal

Uma das decisões mais estúpidas tomadas por um lutador nos últimos tempos foi a de Johny Hendricks subir para o peso médio. Muito pequeno, ele nunca conseguiu juntar a massa magra suficiente para encarar os trogloditas da divisão. Ontem, a comparação física com Paulo Borrachinha foi ridícula.

O jovem brasileiro parecia um adulto marombeiro caçando uma criança. Todos os golpes de Borrachinha machucaram o americano. Não precisou de muito mais que um minuto para saber que Hendricks estava encrencado. A certeza chegou quando o ex-campeão dos meios-médios tentou derrubar, expondo a diferença física brutal. Sem explosão, velocidade ou força física, Hendricks sequer tirou Borrachinha do centro de equilíbrio.

Hendricks passou praticamente todo o tempo com as costas próximas à grade levando bordoada. Como ele é um sujeito duro, aguentou por um tempo. Mas Borrachinha foi implacável e, muito mais forte e mais explosivo, foi desmantelando o astro até o árbitro John McCarthy acabar com o sofrimento do americano e dos fãs de MMA, que acompanham a queda triste de um (ex-)lutador de elite.

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Reflexões do card preliminar do UFC 217

James Vick está numa situação complicada: ele é bom o suficiente para incomodar lutadores mais bem colocados na divisão, mas não tem nome para justificar que um top aceite enfrentá-lo. É um risco bem maior que o retorno. Ontem, ele se complicou com a pressão inicial de Joseph Duffy, mas acertou o controle da distância com suas dimensões absurdas para um peso leve e chegou a sete vitórias em oito lutas no UFC. Olho nele.

– O UFC 217 foi tão sensacional que até luta de barangas empolgou. Apesar do nível técnico sofrível, Walt Harris e Mark Godbeer fizeram uma luta animada. No entanto, Harris mandou uma joelhada na região genital do adversário e, mesmo com o árbitro Blake Grice gritando e encostando nele para parar, Walt ainda acertou um chute alto no rosto do Zeca Pagodinho do MMA. Godbeer ficou obviamente tonto e não teve condições de voltar. Não cabia outra decisão a Grice senão desclassificar Harris.

– Parece que Corey Anderson nunca vai dar o passo além para deixar de ser um prospecto e se tornar realidade. Ele deu um salto de qualidade depois de vencer o péssimo TUF 19, mas parou de evoluir. E o pior: não mostra capacidade de encaixe de golpes numa categoria de gente enorme. Anderson tinha wrestling para abafar e anular Ovince St. Preux. Por um tempo, ele até conseguiu. Porém, quando encontrou uma brecha, o cavalo descendente de haitianos largou um canelaço que mandou o rival para as profundezas da vala.

– Em seu primeiro desafio de verdade, contra um lutador consolidado, Mickey Gall mostrou que sua caminhada ainda será longa. O jovem grappler teve muita dificuldade em pé contra Randy Brown e não foi capaz de sair da pressão quando o jamaicano caiu por cima. De costas para o chão, Gall não tem 10% do talento que mostrou quando tem o controle posicional. Ele apanhou como mala velha no ground and pound numa daquelas derrotas que ensinam. Perto de completar 26 anos, a hora é essa.

– O outro duelo de pesos pesados do UFC 217 teve igualmente momentos toscos no aspecto técnico, mas também foi uma luta divertida e que acabou de modo polêmico. Quatorze anos mais jovem e fisicamente mais forte, Curtis Blaydes usou o wrestling para definir onde a luta contra Oleksiy Oliynyk iria transcorrer. O americano mandou alguns golpes duros e fez o russo trocar atabalhoadamente. Oliynik quase foi para a vala no primeiro round, mas sobreviveu para voltar ao segundo. Blaydes continuou mandando mão dura e o russo caiu de joelhos. Quando Curtis mandou um chute no oponente em quatro apoios, acertou de raspão a orelha do europeu. Oliynyk tentou ludibriar a arbitragem dizendo que havia sido golpeado ilegalmente e que não tinha condições de voltar. O árbitro Blake Grice recorreu ao replay e descobriu a armação do russo, decretando nocaute técnico a favor de Curtis Blaydes.

– Para surpresa de ninguém, Ricardo Carcacinha e Aiemann Zahabi fizeram um duelo sensacional. O brasileiro foi melhor no primeiro assalto com muita movimentação e variação nos golpes, deixando o canadense em posição defensiva. Zahabi voltou muito melhor para o segundo assalto depois de mapear a movimentação de Carcacinha e descobrir um padrão nela. No terceiro foi a hora de Aiemann ser mais agressivo. Quando parecia que ele chegaria ao nocaute encurralando o rival na grade, Carcacinha meteu a mão lá no fundo da cartola e tirou uma cotovelada rodada que explodiu contra o queixo de Zahabi e o mandou em colapso ao solo. Candidatíssimo a nocaute do ano.

– A Comissão Atlética do Estado de Nova York (NYSAC, na sigla em inglês) andou estudando. Depois de protagonizarem vários erros patéticos nos eventos anteriores no estado, os oficiais novaiorquinos acertaram ontem em momentos cruciais. Usaram o replay para corretamente desfazer o migué de Olyinyk e desclassificaram Harris acertadamente. Alguns reclamaram da interrupção contra Duffy, mas eu não achei nada grave.

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  • Marcio Lennon

    vamos ver se o st pierre é homem de unificar o cinturao contra o verdadeiro campeao ate 84, ROBERT WHITTAKER, NO mais parabens ao canadense e espero nunca mais ver um plebeu como campeao do UFC(bisping), o erro cometido por luke foi corrigido. Que se aposente Michael Bisping.

    • Jamile Kenia Santos

      GSP só aceitou essa luta pq era o bisping. se fosse romero, weidman, AS, rockhold eu duvido que iria aceitar essa luta.

      • Malk Suruhito

        Todos que vc citou poderiam ser Meio-Pesados sem prejuízo algum, enquanto o Bisping não era dos maiores Meio-Pesados quando lutava no peso, logo acho bem justo. E como o Idonaldo citou, Whitakker era meio-médio. Dá para fazer a luta tranquilo e ainda o campeão desta disputa desafiar o campeão do 77 depois.

      • Marco antônio

        Se fosse o Anderson ele aceitaria com uma mão amarrada nas costas.

      • Marcio Lennon

        discordo em respeito a esse resto de anderson que sobra hoje, de resto to de acordo

    • Idonaldo Gomes Assis Filho

      Na entrevista pós luta ele já foi falando que era pequeno demais pros médios, que queria descer… o Whitakker não é maior que o Bisping, e batia 77kg, se fizerem essa e não inventarem de dar o Anderson em caso de vitória ou arranjarem uma luta entre ele e GSP nos 77kg vai ser uma das lutas mais fodas a se fazer GSP x Whittaker.

      • Marcio Lennon

        pois é, so notei ele ja se esquivando, mas se a historia do contrato for verdadeira ele vai ter que unificar, nao peço nada demais ao st pierre, so que ele unifique.
        Torço pro gastelum vencer, pois ja vi noticias que se o anderson(oportunista) vencer ele vai querer forçar a barra para enfrentar o canadense.
        GSP x whittaker, esse GSP que se apresentou ontem nao leva nem a pau, o australiano é muito mais novo, muito melhor que o bisping, ta no auge e com fome de vencer.

      • Beto Magnun

        Mas não é jogo pra ele ficar nos médios. Ele tava grande, mas toda aquela massa já deixou ele meio morto na luta de sábado.

  • Rafael Alves

    Do meu lado eram 10 para as 4 e eu atualizando a página esperando pelo texto que melhor traduz momentos como o que tive a alegria de assistir. Só não precisei procurar o que fazer porque minha filha acordou logo depois pra não mais dormir.
    Lendo agora, mais uma vez a certeza que o craque não desaponta, obrigado!
    GSP é gênio, sem mais.
    A Joana me deu impressão parecida com a que o Rockhold havia dado. Ela não acreditou que havia maneira de perder, e a Rose com um foco absoluto, fantástica.

  • Alan F

    Seria a luta do TJ Dillashaw e do Garbrandt o nascimento de uma bela trilogia?

  • James sousa

    No segundo round com o crescimento do Bisping achei que o inglês caminhava para controlar a luta , mas GSP mostrou que é Gênio, impressionante ele não erra nenhuma cotovelada.
    E que momento sensacional da Rose Namajunas, acho que possa ser a maior surpresa do MMA feminino mais até que Ronda x Holm

  • Weslei Alvarenga

    Antes de mais nada: QUE EVENTO, MAS QUE EVENTO !!!!! Não basta ter só 2 lutas que chegaram a decisão, foi tudo divertido. Esse evento não tinha o mesmo impacto que a estréia no MSG, o card no todo era obviamente menos qualificado, mas esse entregou MUITO MAIS, nossa, QUE EVENTO ! Merece até um podcast das antigas.

    GSP LENDÁRIO, todo solto na luta, forma que não víamos desde contra o Fitch. Se ele for maluco em continuar na categoria, deverá manter muita atenção na manutenção do ritmo em 25 min. nesse shape.
    Concordo com sua sugestão na live de ontem, o canadense se destitui do cinturão e deixa mesmo com o Whitaker, merecimento pelo que ele está fazendo e ser melhor peso médio da atualidade. Mas a questão é, se ele for linear, quem ele defenderá o título em Fevereiro ?
    E pra mim, GSP tem que ir direto pros leves, essa é a maior curiosidade que tenho sobre a carreira dele, o Blockbuster contra o Irlanda será interesaante, mas sou louco pra ver o que seria de GSP x Nurmagumedov.

    Sobre os galos masculinos: Eu não tenho palavras pra proferir, apenas sentir ! Essa era de ouro dos galos, só palmas pra eles.
    Ps: Vi na entevista no backstage que o TJ manterá o plano de querer descer pra enfrentar o DJ, o careca adora a idéia, só espero ser marcado pra ONTEM essa luta !

    Na moral, fico muito feliz quando acerto uma zebra, essa situação da carreira Rose, é EXATAMENTE IGUAL da do TJ na primeira luta contra o Barão ( tinha até esquecido de comentar isso nas prévias ), ambos vinham de apenas uma vitoria pra disputar o TS, mas vinham das melhores atuações da carreira até então e tinham potencial para serem campeões e eram maiores zebras. E não deu outra, uma atuação soberba e um couro de ouro na cintura.
    Méritos totais pra carecinha, e me deu muita felicidade dela ganhar, por acreditar no talento dela de ganhar a luta e foi justamente onde falei, controlando a distância !
    Eu não faria revanche imediata, já mandava a polonesa pros moscas e faria um TE da Bate-Estaca x KK, a categoria tem que rodar agora.

    Thompsom atuação CLÁSSICA e bem feliz ter adicionado mais boxe no jogo dele, e agora só esperae o dia do encontro dele contra o Lawler ( coisa que me deixa puto com T-Wood até hoje, por adiar isso ).

    NYSAC até que enfim parou de passar vergonha, pela primeira vez vi as novas regras serem empregas muito eficientes no UFC, eles só devem ser um pouco mais dinâmicos na hora de conferir no replay, mas isso é algo que melhorará com o tempo.

  • Carlos Ximenes

    Sobre a discussão de maior de todos os tempos, para mim a lista é essa:
    1 – Fedor Emelianenko
    2 – GSP
    3 – Spider

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Muito boa análise, só discordo do ponto do Oleinik que não pegou mesmo, mas ele por mais que treina na ATT mal deve saber inglês direito e pelo que eu vi, eu acho que o médico parou a luta por decisão mais própria do que do russo, enfim ele tava zonzo de tanto apanhar do Blaydes e o “tiro de meta” foi só a pá de cala pra pararem.

    Se não fosse o Woodley o campeão eu acho que Thompson o seria, me interessa ver alguns anos pra frente se ele vai adaptar o jogo melhor do que o Machida adaptou com a idade chegando.

    E essa Namajunas é foda, surpresa mais do que grata, nunca nem imaginava que ela faria isso que ela fez, todo mundo sabe que a Joanna começa lenta, mas só ela conseguiu capitalizar, mulherão da porra mesmo.

    • Malk Suruhito

      Cara, eu tive exatamente a mesma impressão. Que o médico viu que ele não tinha mais condições (ele já tava semi-nocauteado no fim do primeiro round e caindo sozinho no segundo) e falou que ele não tinha mais condições de continuar. Pra mim o lance do replay foi só para confirmar se seria desclassificação ou TKO mesmo.

  • Diego Florentino

    Pra mim, TJ, Cruz e Garbrandt podiam ficar lutando entre si nos próximos anos que eu não ia me incomodar.

  • Isabella Kida

    Como não amar o peso galo masculino? 😍
    Obrigada pelo convite mais uma vez, outra noite aprendendo com vcs!

    • Renan Oliveira

      Vdd. Uma das melhores categorias.

  • Petrus Radamés

    Ainda estou tentando entender o erro da Joanna ex-campeã, ainda bem que no podcast vcs podem explicotar melhor o assunto

  • Juan Macêdo

    Mermão, tô adrenalizado até agora, 24h após o início do card principal!
    Mais um ótimo texto, Alexandre. E mais uma vez, muito obrigado por nos brindar com este site e toda a cobertura feita pelo mesmo.
    P.S: Não cabe ao Oleinik o título de migué do ano e tbm o de #MimAcher do ano no Barangão?

  • Gabriel Fareli

    Só consegui assistir ao card principal desse evento, mas valeu muito a pena ter ido dormir mais de 3 horas da manhã, mesmo tendo que acordar cedo no domingo.

    -Garbrandt x TJ não foi 25 min como eu esperava, mas valeu a pena cada segundo da luta. Que categoria maravilhosa é essa do peso Galo…
    -GSP ficou 4 anos ou 4 meses sem lutar ? Nem parecia um ex aposentado,achei ele tão bem quanto a época que ele voltou da lesão no joelho.
    – Que mulherao da porra essa Namajunas ! Aguentou calada todas as babaquices feitas e ditas pela Joanna e respondeu como se deve : no octógono. Foi lindo demais ver o choro dela no octogono quando recebeu o cinturão.
    -Como diz aquele samba antigo da Bete Carvalho : “Esse é o Thompson que eu gosto, esse é o Thompson que eu conheço”… Como é lindo ver ele lutar, e como foi lindo ver ele voltar a lutar bem do jeito que fez ele conquistar o tittle shot. Belíssima e tranquila vitória.
    -Gostemos ou não do jeito ou dos gostos pessoais do Borrachinha, precisamos admitir que ele é um lutador pra se observar de perto. O muleke tem talento e tem futuro.

  • Marcos Henrique Lira

    Que evento! Lutas excelentes, nível técnico altíssimo. Gostei muito do desempenho da Rose, aproveitou muito bem as brechas deixadas pela Joana ; provou que estudou muito bem o jogo da polonesa. Agora vi que o Dana e a galera se empolgou com o borrachinha: na minha humilde opinião é um bom lutador com um grande potencial, mas se não diminuir essa massa muscular, o gás vai tirar vitórias importantes dele. E nítido q se ele pegar uma luta dura q cobre resistência física, o mesmo não vai aguentar.
    Oq dizer de gsp? Depois de 4 anos voltou muito bem. Apesar do bisping se o campeão mais vencíveil da organização , fez uma ótima luta, provando q é um lutador diferenciado. Mas não creio q ele vá unificar o cinturão. Vai disputar a cinta na categoria de baixo.

    • Marcio Rodrigues

      O que foi aquela narração do combate? Ta certo que a linha dos caras é fazer o público comprar os lutadores brasileiros, mas o Rhodes esporrou o estudio inteiro. Tem que manerar.

      • Bruno Coelho

        Bróder, não leve a mal, mas você já enviou algum e-mail ao SAC do Combate reclamando? Se não, enquanto você não fizer isso a coisa vai continuar igual… Vejo um monte de gente reclamando e reclamando do Combate em tudo quanto é site e rede social, menos no Combate.com, que seria o local para isso.
        Os caras estão trabalhando e seguindo a “linha editorial” que resolveram seguir… Então acho meio desagradável, e sem sentido esse tipo de reclamação que não chega aonde deveria chegar – à equipe do Combate. Me entende?

        O que me incomodava na transmissão do Combate eram os silêncios constrangedores e o clima merda. A impressão que dá é que os caras se odeiam! E eu, como telespectador, percebia isso. Escrevi para o SAC, a coisa continuou igual e sabe o que eu fiz? Comecei a ver com áudio em inglês. Problema resolvido.

        • Marcio Rodrigues

          Não ligo pro SAC por que não me importo nem um pouco com a qualidade de qualquer narração. Na verdade, pouco a escuto e exatamente por isso essa me chamou a atenção.

          Não fiz uma reclamação, apenas um comentário ligado a empolgação pelo Borrachinha citado no comentário acima.

          Tem que saber diferenciar um e outro ou quando você criticar a atuação de um atleta, vou dizer pra ir na rede social ou academia dele, ao invés de postar em um site que ele talvez não acesse.

    • William Oliveira

      Vejo esse físico como uma aposta anti wrestling, como o Vitor Belfort no começo, era matar ou morrer. É um estilo arriscado, porém efetivo até certo ponto, se bem utilizado.

  • Leandro Coco

    A Borracha apaga o Lápis, com o Lápis se faz o rascunho. Borrachinha apagou apenas um rascunho do Johny Hendricks.

    Carvalho, Gabriel (madrugada de 05/11/2017)

    • Bruno Fares

      Idolo!

    • Gabriel Carvalho

      Obrigado por reconhecer um talento nato.

  • Malk Suruhito

    Numa hipotética situação em quem o GSP permanecesse nos médios, se ele melhora a condição física, seria uma versão melhorada do Cormier?

    • Bruno Fares

      Teria que ganhar muita massa pra isso, acho dificil. E mesmo no estilo nao é igual.

    • Eu acho inviável pro St. Pierre ficar como peso médio. Ele é pequeno e endomorfo. É mais fácil ele ter um desempenho melhor como leve do que como médio.

  • Bruno Coelho

    – Primeiramente: PQP, mas que merda, tchê! Perdi a transimissão ao vivo… Isso que dá não ter Facebook. :(

    – Talvez essa derrota tenha sido a melhor coisa que tenha acontecido ao Gabrandt. Me explico. O cara tem uma velocidade supersônica, um boxe plástico, bom punch e um wrestling tão bom que até hoje ninguém sabe como é o jogo de chão dele.
    Tenho a impressão que ele entra sempre pra nocautear e, na minha opinião, existe uma diferença grande entre “entrar numa luta para nocautear” e “entrar numa luta para ganhar”. Não que ele precise virar um Woodley da vida, mas se ele fosse um pouco mais comedido e menos impetuoso, talvez o resultado seria outro. Espero que ele aprenda que nem sempre dá pra tentar arrancar a cabeça do outro cara a todo momento.
    Não quero tirar os méritos do TJ, afinal ele ganhou a luta com maestria, mas se eles lutarem 10 vezes o Cody pode muito bem ganhar umas 6 ou 7 lutas.

    – Eu nunca tive o menor interesse por futebol e sempre achava meio ridículo quando meus amigos, uns homens feitos com barba na cara, se emocionavam e vibravam com os títulos da dupla Gre-Nal. Mas nesse sábado eu chorei, gritei, sapeteei a ponto de o porteiro ligar para meu apto. para perguntar o que estava acontecendo, pois um vizinho ligou pra portaria assustado. HAHAHAHAHAHA. Melhor que ver um azarão vencendo é quando esse azarão vence de forma inesperada uma bully, uma menina irritante e soberba. E o discurso dela então? “Essa cinta não significa nada, o que importa é ser legal com as pessoas”. Que mulher! Que mulher! Que o reinado da Rose seja longo!

    • Bruno Fares

      Te entendo mas acho o TJ favorito em outras lutas, acho mais completo.

    • William Oliveira

      N acho que ele entre pra nocautear não, pois ele teve várias oportunidades contra o Cruz e se contentou com a vitória, com humilhar ele pouco a pouco.

    • Cria um fake no Facebook (Caçador de Empíricos, por exemplo), não adiciona ninguém e ouve as transmissões e os podcasts ao vivo :)

      Sobre o Garbrandt, pode ser isso também, mas a parada é que ele cometeu um erro na luta.

      Que mulher, essa tal de Namajunas!

  • Rafael Maia

    Comentários:
    Eu achava que a Rose tinha alguma chance de vencer, mas não esperava ela nem lutando de igual para igual em pé com a Joana, quanto mais nocauteando! Ainda não sei se ela melhorou absurdamente em pouco tempo ou se a Joana que tava distraída…

    Eu ainda acho o Cody melhor que o TJ, mas é legal ver um cara meio babaca levando um nocaute!

    Por fim, acho que o Big John está esperando alguém morrer lutando! A Joana teve que desistir pra parar de Apanhar e o bisping já tava sonhando qdo ele interrompeu!

    • Bruno Fares

      Acho que o arbitro sempre dá um tempo a mais em lutas de cinturão antes de paralisar por TKO. (nao estou dizendo que isso é certo)

    • Rose leu muito bem uma característica da Joanna. Fica de ouvido no podcast daqui a pouco que eu comentarei sobre isso.

      Eu acho o TJ melhor que o Cody, mas o Cody tem jogo pra vencer.

      Também acho que o Big John exagerou, mas como disse o Bruno aí embaixo, normalmente os árbitros deixam o campeão tentar sobreviver por mais tempo. Eu não gosto disso, mas fazer o que, né?