Preliminares do UFC 200: Julianna Peña, Kelvin Gastelum e TJ Dillashaw conseguem importantes vitórias

Um dos indicativos que mostram o quão especial foi o UFC 200 é o card preliminar do evento, melhor do que muito card principal de evento numerado e do que provavelmente todos os UFC Fight Nights. Dos quatro bônus da noite, dois saíram da porção inicial da programação, que viu ainda dois jovens prospectos se firmarem como realidade e um astro mostrar força.

No combate que fechou o card preliminar, Julianna Peña começou tendo problemas com o wrestling de Cat Zingano, mas se recuperou com o mesmo jogo de quedas e controle posicional por cima que deu a vantagem inicial para a adversária. Os três juízes marcaram 29-28, mesmo placar apontado pelo MMA Brasil, para a vencedora do TUF 18, que deve aparecer no top 5 na próxima atualização do ranking.

Quem também deve escalar o ranking é Kelvin Gastelum. Mostrando notável evolução na área do striking, graças aos treinos com Rafael Cordeiro, na Kings MMA, o filho de mexicanos usou uma abordagem agressiva, totalmente voltada ao ataque, para deixar o ex-campeão Johny Hendricks em situação defensiva por quase todo o combate. As combinações de socos potentes do vencedor do TUF 17 foram preponderantes para a vitória. Mesmo quando o “Bigg Rigg” viveu seus melhores momentos no segundo round, Gastelum o puniu no contragolpe. Com dois 30-27 e um 29-28, Gastelum fez Hendricks amargar a quarta derrota nas últimas seis lutas.

Na melhor luta do card preliminar, TJ Dillashaw vingou sua derrota para Raphael Assunção. No entanto, pode-se dizer que os dois saíram maiores do octógono. Dillashaw voltou a mostrar sua movimentação não-ortodoxa e jogo de pernas fluido para punir o brasileiro com socos e chutes de variados ângulos. Porém, mesmo com falta de ritmo devido à inatividade por várias lesões, Assunção equilibrou algumas trocas de socos, especialmente no pocket, mas sofreu com a diferença de velocidade a favor do californiano. Mesmo derrotado por 30-27 e acabando com o rosto coberto de sangue, Raphael provou seu posto na elite da divisão, atrás apenas de Dillashaw e do campeão Dominick Cruz.

O prospecto Sage Northcutt voltou a encontrar problemas, mas conseguiu dar a volta por cima e vencer Enrique Marin. Em momento algum o combate foi fácil como previsto, graças à inteligente e bem executada tática do espanhol em tirar os espaços do americano. No segundo assalto, Marin quase encerrou o combate com uma chave de braço e uma kimura, mas desta vez Northcutt não se desesperou e se safou. No terceiro, com a luta na mão, o espanhol errou ao tentar uma queda, levou cotoveladas por baixo, foi revertido e engoliu golpes no ground and pound que garantiram a vitória a Sage com um triplo 29-28.

Três nocautes no primeiro round abriram o UFC 200. No primeiro combate da noite, Jim Miller não encontrou problemas para ter Takanori Gomi em posição fetal depois de um jab firme e dali cobrir o japonês de socos até a interrupção na marca de 2:18 de luta.

Em seguida, Gegard Mousasi começou o combate contra Thiago Marreta de modo cauteloso, mas logo acelerou o ritmo e mostrou o esplendor de seu sistema ofensivo: uppercuts pesados foram seguidos de uma queda e ground and pound na riding position. Marreta tentou se levantar, mas, antes de ficar ereto, foi recebido por mais um potente uppercut que mandou o brasileiro em definitivo para o solo.

No terceiro combate, Joe Lauzon aplicou uma blitz no desgastado Diego Sanchez e o mandou à lona com um direto de esquerda. Antes que o vencedor do TUF 1 pudesse se posicionar para tentar se levantar, J-Lau seguiu no ataque e se tornou o segundo a nocautear Sanchez (BJ Penn, no UFC 107, foi o outro) com apenas 86 segundos de combate.