Por que poucos estrangeiros relevantes lutam no Brasil?

Por que poucos estrangeiros relevantes lutam no Brasil?
MMA

Há motivos tributários, econômicos e até sociais envolvidos. Será que um dia veremos astros como Jon Jones, Georges St. Pierre ou Conor McGregor atuando em nosso território?

A história tem se repetido há algum tempo: quando o UFC anuncia um card no Brasil, os fãs se entristecem pela baixa possibilidade de assistir de perto a um lutador estrangeiro de elite. Quando falamos dos mais populares, é mais raro ainda. Ronda Rousey foi exceção.

O UFC 212, que acontece neste sábado, no Rio de Janeiro, segue a tendência. Apesar de uma luta principal de nível técnico excelente, o resto do card será composto por estrangeiros em fim de linha, novatos ou de pouco apelo. Mesmo na luta principal, o reconhecimento público de Max Holloway, adversário de José Aldo, é muito baixo fora do círculo de fãs que acompanham o MMA bem de perto.

Neste artigo, tentamos apontar cinco motivos que impedem que os fãs brasileiros vejam Jon Jones, Conor McGregor ou mesmo Dominick Cruz em nosso país.

Lutar no Brasil tem custo extra e mudança na preparação dos lutadores

O UFC normalmente paga pela viagem, pela estadia e pelos vistos do lutador e de um córner no Brasil – lutas de cinturão têm aumento de um córner. Porém, nenhum atleta vai para um evento como o UFC só com um técnico para ajudar na preparação. O dinheiro necessário para vinda dos treinadores restantes costuma sair da bolso do lutador, para abater de pagamentos que não são tão polpudos em muitos casos.

O lutador John Cholish, que enfrentou Gleison Tibau no UFC On FX 8, em Jaraguá do Sul, disse que, naquela oportunidade, teve que pagar por quatro dias de acomodação para dois de seus treinadores, além de bancar os vistos (avaliados pelo próprio em US$ 500 cada) e passagens aéreas (segundo ele, cerca de US$ 1500 para cada um).

“Para mim, como foi feito para o Brasil: eu tinha dois vôos cobertos, para mim e para um técnico, e mais um quarto de hotel. O hotel onde nós ficamos, na verdade, tinha somente duas camas de solteiro e nenhuma cama queen size. Não é que eu quisesse quatro homens adultos dormindo juntos em uma cama.”

Com os valores de Cholish, o custo estimado só para viagem e estadia de dois técnicos no Brasil seria de quase US$ 4.500. Se considerarmos que a bolsa garantida dele (aquela que é paga independentemente do resultado) no combate anterior foi de US$ 8 mil, mais de 50% pode ter sido gasto nesses extras (a comissão atlética do Brasil não divulga os salários dos lutadores, como as entidades americanas fazem).

Um exemplo mais recente que demonstra essa inconveniência aconteceu com Paul Felder, que, para sua luta contra Francisco Massaranduba, em Brasília, decidiu abrir uma campanha de financiamento coletivo para poder arcar com o transporte e estadia de seus córneres. O americano pediu cerca de US$ 7.500, mas conseguiu arrecadar somente US$ 2.900. Pelo menos diminuiu seu prejuízo.

Além disso, lutar no Brasil representa uma mudança na preparação normal que lutadores fazem. A adaptação para o fuso horário e para o clima diferenciado de certas regiões brasileiras sempre é um inconveniente.

Ok, esse problema não é exclusivo para lutas no Brasil, mas demonstra porque é muito mais cômodo atuar perto de casa e porque muitos atletas costumam botar empecilhos para lutar em outros países.

Público médio brasileiro não é atraído por estrangeiros em eventos

O Brasil ainda é um grande mercado de MMA no mundo. Porém, somente responde a lutadores nacionais em seus cards do UFC. Seja José Aldo, Anderson Silva ou Vitor Belfort, os lutadores brasileiros têm que ser, na imensa maioria das vezes, os maiores chamadores de atenção e mídia.

A questão aqui é que o público médio brasileiro, aquele que dá mais lucros para organização, conhece apenas os nomes que são sempre passados pela mídia brasileira. Nosso público em geral desconhece lutadores como Frankie Edgar, Cain Velasquez ou Yoel Romero, por exemplo, para citar alguns que fariam a felicidade extrema dos fãs que acompanham o esporte verdadeiramente de perto.

Como exemplo, vejamos o card do UFC 198, que é tido como o melhor evento de MMA já realizado no Brasil. Tirando Stipe Miocic, vemos que o restante de grandes nomes puxando o card era formado por lutadores nacionais, como Belfort, Ronaldo Jacaré, Cris Cyborg e Maurício Shogun. Enquanto isso, a leva de estrangeiros era formada por Corey Anderson, Matt Brown, Nate Marquardt e Patrick Cummins, por exemplo. Quem quer que fosse enfrentar os brasileiros neste card, não faria diferença para a empolgação da massa de torcedores de MMA no Brasil.

Carlos Condit vence Thiago Pitbull com atuação primorosa no segundo round no UFC Goiânia

Outro exemplo que podemos usar é o card liderado por Thiago Pitbull e Carlos Condit, realizado há dois anos, em Goiás. A luta principal era claramente puxada pela presença de Condit, ex-campeão interino e lutador muito empolgante, enquanto Pitbull era um nome não tão reconhecido no Brasil e tido como o azarão para a luta. O resultado foi uma arena praticamente vazia, com um público de 3.500 em um ginásio com capacidade para 15.000 pessoas, o comparecimento mais baixo dentre todos os eventos já realizados no Brasil.

Em resumo, não é interessante economicamente para o UFC fazer com que alguns de seus principais lutadores voem para o Brasil, já que eles não chamariam tanta atenção por aqui como chamariam em outras localidades.

A torcida brasileira é conhecidamente mal educada

Esse é um fato comum nos comentários de lutadores estrangeiros durante eventos no Brasil. O clima de guerra criado pelos gritos de “Uh, vai morrer!” e a pressão colocada sobre atletas que enfrentam brasileiros, que são vistos como normais para a maioria dos torcedores, nem sempre são bem aceitos pelos lutadores gringos. No ambiente das artes marciais, que normalmente pregam respeito e calma, as vaias direcionadas para os estrangeiros são estranhas.

Não faltam casos que demonstram essa falta de educação. É só lembrar do UFC 198, quando Matt Brown chegou a ser agredido no caminho do octógono. Tudo bem que as atitudes do americano com a torcida em Curitiba foram erradas, mas nada justifica o que foi feito com ele, e as consequências desse ato poderiam ser até piores do que foram.

Conor McGregor, que esteve no Rio somente para uma sessão de perguntas e respostas no Maracanãzinho, foi alvo de uma enorme quantidade de desaforos pelos torcedores presentes – e olha que o irlandês nunca chegou a ser desrespeitoso com o público brasileiro especificamente. Isso até nem foi um problema para Conor, que é brilhante em situações de provocação, mas outros lutadores do UFC assistindo à coletiva devem ter tido uma péssima impressão da torcida brasileira.

Não são só os estrangeiros que sofrem com a torcida brasileira. Podemos lembrar que inclusive Anderson Silva foi alvo dessa falta de educação no UFC 134, o primeiro evento da fase moderna do UFC no Brasil. Naquela noite, durante sua entrada, um torcedor conseguiu roubar seu boné, mesmo com vários seguranças em volta.

Infelizmente, a torcida brasileira é conhecida internacionalmente por ser incrivelmente mal educada, e não só no MMA. Casos de falta de respeito acontecidos em outros esportes, inclusive nos Jogos Olímpicos, são bastante comuns e estão longe de acabar no país que acha que todo esporte tem que ser torcido como o futebol.

Comissão atlética brasileira é conhecida por polêmicas

A Comissão Atlética Brasileira de MMA (CABMMA) já foi alvo de diversas polêmicas. A entidade teve sua seriedade questionada em várias oportunidades e ficou com má fama internacionalmente. Sem entrar no mérito do julgamento das lutas, polêmica que acontece no mundo todo, podemos lembrar de algumas ocasiões em que a CABMMA foi muito contestada.

Mantendo o foco apenas no UFC, pode-se lembrar da memorável falha de Eduardo Herdy na luta entre Leandro Buscapé e Drew Dober, na qual o árbitro interrompeu e declarou Buscapé vencedor por finalização sem que qualquer posição estivesse encaixada. Logo em seguida ao acontecido, a CABMMA soltou o seguinte comunicado:

“Como determinado, neste momento, a CABMMA não irá mudar a decisão tomada ao final de nenhum resultado ou exibição sem que (i) se prove que houve alguma armação afetando o resultado da luta, (ii) o somatório dos placares dos juízes revele um erro mostrando que a decisão foi dada ao atleta errado, ou (iii) o resultado de um erro de interpretação de uma disposição de nossas regras e regulamentos fizesse com que o juiz tomasse uma decisão incorreta.

A paralização de Silva-Dober não se enquadra em (i) ou (ii) e, além disso, não está dentro do escopo de (iii), uma vez que não se baseia em uma interpretação incorreta das regras e regulamentos que conduziu o resultado da luta, mas sim por um julgamento de um árbitro treinado e experiente baseado na finalização do Sr. Leandro ‘Buscapé’ Silva, confirmada pelo Sr. Eduardo Herdy. Consequentemente, não há nenhuma ação que a CABMMA possa tomar neste momento e o resultado será mantido.”

Só depois da repercussão amplamente negativa da declaração, de Dober entrar com recurso e de Herdy assumir o erro publicamente, a CABMMA acabou por mudar o resultado da luta para no contest, quase deixando um dos maiores erros de arbitragem do MMA acontecer sem consequências.

Outro caso no qual podemos ver a falta de critério da CABMMA é na mudança do resultado da luta entre Francimar Bodão e Darren Stewart, que aconteceu no final de 2016, em São Paulo. Na ocasião, Bodão alegou que um choque de cabeças com Stewart o abalou e, como o árbitro não interveio, o brasileiro acabou sendo nocauteado por causa disso. Considerando que é difícil medir a força de uma cabeçada pelo olhar, não é absurdo que Bodão apele à comissão atlética. O pior, neste caso, foi que o diretor de arbitragem da CABMMA disse, logo após o combate, que viu o replay e julgou o lance não intencional.

A CABMMA teve outro julgamento com polêmica similar na luta entre Jussier Formiga e Scott Jorgensen. Após um choque de cabeças muito mais claro do que o da luta de Bodão, Jorgensen foi finalizado. Na ocasião, a comissão julgou que a cabeçada não pôde ser julgada por não ter sido observada no momento da luta e que esta não teve influência no resultado final da disputa, negando o recurso impetrado por Jorgensen. Naquela época, o uso do replay era proibido pela CABMMA.

Analisando os dois casos e sabendo que a luta entre Formiga e Jorgensen aconteceu em 2014, é difícil entender qual foi a diferença de critério usada nos julgamentos dos casos e fica a dúvida do que aconteceria caso tivesse sido Formiga o finalizado após a cabeçada. Tanto no caso de Formiga quanto de Bodão, os brasileiros foram favorecidos pelas decisões da CABMMA.

Enquanto isso, no mesmo evento no qual aconteceu Bodão-Stewart, a brasileira Claudia Gadelha acertou um chute ilegal na cabeça de Cortney Casey quando esta estava deitada no chão. Depois da luta, um membro da CABMMA foi questionado sobre a razão pela qual não tinha sido deduzido nenhum ponto de Gadelha. Ele respondeu que Casey tinha fingido que o golpe tinha acertado e usado o tempo para descansar, e que sua conduta tinha sido antidesportiva e errada.

De novo a CABMMA demonstrou falta de critério de julgamento, declarando que o golpe sobre Casey não tinha surtido efeito nenhum enquanto declarava que a força da cabeçada entre Bodão e Stewart não podia ser medida pelo olhar. Mais uma vez um atleta estrangeiro foi prejudicado.

Bolsas de lutadores sofrem com impostos pesados

Talvez o motivo mais forte para afastar lutadores de peso em eventos no Brasil são os impostos deduzidos das bolsas dos atletas, o que não afasta somente lutadores estrangeiros, mas também muitos brasileiros que residem fora do país.

Em 2013, logo após sua vitória sobre Massaranduba, no UFC 153, no Rio de Janeiro, Gleison Tibau declarou:

“Profissionalmente, eu gosto de lutar no Brasil, mas, financeiramente, acho absurdo. O Brasil cobra muitos impostos sobre nossas bolsas e eu me sinto desmotivado em lutar lá por isso. É uma taxa de impostos muito pesada, eu e outros amigos que lutamos no Brasil reclamamos… nós perdemos 30% de nossas bolsas.”

O valor deduzido é o mesmo para lutadores brasileiros com residência no país, mas estes podem pedir a restituição parcial em sua declaração anual do Imposto de Renda, enquanto atletas residentes em outros países não têm essa opção. A situação piora ainda mais visto que, após a bolsa ser taxada no Brasil, o valor que sobra será taxado novamente no país de moradia do lutador, diminuindo ainda mais o montante recebido.

Para um estudo de caso, podemos usar uma luta que chegou a ser cogitada para o UFC 212, entre Eddie Alvarez e Dustin Poirier. O duelo acabou acontecendo no UFC 211 e terminou sem resultado. Com isso, nenhum dos dois ganhou bônus de vitória, recebendo somente suas bolsas garantidas, que foram declaradas após o evento como sendo de US$ 150 mil para Alvarez e de US$ 59 mil para Poirier. Com o valor declarado por Tibau, de 30% de taxa, Eddie Alvarez deixaria US$ 45 mil no Brasil, enquanto Poirier deixaria US$ 18 mil.

Com quase um terço da bolsa cortada em impostos e o dinheiro restante sendo taxado novamente no retorno para seu país, além das despesas extras detalhadas no primeiro tópico, os lutadores sofrem muito prejuízo vindo lutar no Brasil.

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  • Caio Andrade

    Muito bom texto! Parabéns, Oreiro!

    Quanto à questão tributária, por mais que a carga do Brasil seja realmente muito alta (mais em tributação sobre o consumo do que propriamente na renda), acho que o maior problema para os lutadores estrangeiros, especialmente americanos, é a incidência do imposto de renda também dos EUA, que tributa renda obtida em qualquer lugar do mundo pelos cidadãos de lá. Não é por acaso que várias pessoas, a exemplo de Eduardo Saverin, renunciam à cidadania americana por motivos tributários.

    • Rafael Oreiro

      Isso aí, já que a maioria ali não consegue fugir dos impostos nos EUA, é muito mais jogo não ser taxado também no Brasil. Imagina ter que pagar imposto de renda para dois países, com seu salário que, dependendo da sua disponibilidade, só entra umas 3 vezes ao ano. Complicado..

    • Raphael Augusto

      A ideia de tributação muito alta no Brasil é meio complicada, mas esse detalhe da incidência do imposto na renda quebra bem as pernas porque permite uma dupla tributação.
      Mas isso ainda é bem passível de discussão por conta que dificilmente o UFC paga apenas a bolsa declarada para os lutadores. Os outros fatores parecem mais decisivos do que a questão dos tributos…

      • Caio Andrade

        Que a tributação no Brasil é absurdamente alta não há dúvida. Não estou falando necessariamente da renda, veja.

        Essa questão de pagar bolsa por fora da declarada eu acho um pouco complicado.. Se nós sabemos (ou achamos) que acontece, não tenha dúvida de que a IRS dos EUA também vai correr atrás disso. Sem falar que não sabemos se todos os lutadores são beneficiados com isso, quais seriam os valores..

        É difícil precisar isso, mas a questão dos tributos, na minha visão, deve ser a mais decisiva de todas, afinal, não apenas os lutadores são afetados: o UFC também, e os custos acabam sendo bem maiores do que os dispendidos para instalação de lutadores e treinadores aqui no Brasil (outro motivo ligado diretamente a dinheiro).

        • Raphael Augusto

          Então… O Brasil tem carga tributária menor que quase toda união europeia, cerca de 34% do PIB, ou seja, se lutarem em países europeus a carga é praticamente a mesma. Austrália e Canadá tem carga em torno de 29% do PIB e tributa quase exclusivamente na renda. A ideia de carga tributária pesada no Brasil é mais do senso comum do que qualquer outra coisa.

  • James sousa

    os principais fatores são imposto alto, cabmma e a falta de interesse do público por lutadores de fora exemplo no Canadá tivemos Jon Jones x Gustafsson nunca que uma luta dessas aconteceria no Brasil

    • Rafael Oreiro

      E o Canadá também impõe taxas sobre as bolsas dos atletas, assim como o Brasil, mas estas são menores. É um lugar mais próximo e mais fácil de se viajar para, além de ter um grande público que se empolga com esse tipo de luta.

  • Vinicius Maia

    Excelente texto. Concordo com tudo o que você explanou e ainda digo mais. Qualquer lutador que preze seu dinheiro, seja estrangeiro ou brasileiro, deveria correr do Brasil. CABMMA é o órgão mais ridículo que eu já vi. A cena com a Casey era passível a desclassificação da Claudinha. Sem condições. Fora os árbitros centrais totalmente desqualificados. Osiris Maia (acho que é esse o nome) é ridículo .

    • Rafael Oreiro

      Problema é demonstrar total fora de critério para acontecimentos que rolaram no mesmo card, como Bodão-Stewart e Gadelha-Casey. A declaração do Cristiano Sampaio falando que não dá pra julgar a força da cabeçada no Bodão, depois falando que a Casey só fez migué e foi antidesportiva, foi totalmente ridícula.

      • Vinicius Maia

        Exato, Concordo plenamente. A falta de critério é a pior coisa do mundo. Não que as comissões atléticas de outros países sejam o crème de la crème do MMA mas essa falta de critério no Brasil mata. Qualquer lutador pensará duas vezes antes de vir lutar no Brasil pois além de enfrentar o adversário pode ter problemas com essa comissão tendenciosa.

      • Sexto Empírico

        Fora a Cyborg, q não bateu o peso na última luta, mas tudo bem…

    • Te falar que o Osiris melhorou. Eu o achava do nível do Gagazatti ou até pior, mas ele deu uma melhorada.

  • Idonaldo Gomes Assis Filho

    Cacete eu não tinha visto esse vídeo aí do McGregor, que loucura aheuhaseuhes, brasileiro é foda mesmo, se fosse perguntar cara a cara com ele queria ver se ia chamar ele de franguinho… E eu não sabia que o lutador que tinha que pagar pra trazer os corners, isso é bem tenso mesmo pra arrumar lutas em lugares distantes da academia onde treina… fico imaginando por exemplo pra lutar numa Singapura da vida…

    • Rafael Oreiro

      Esse video ainda é antigo, foi de um evento pré UFC 179. Se o pessoal soubesse o que aconteceria depois…

      Pior que teve um cara que foi fazer pergunta e falou que, mesmo sendo faixa azul, finalizava o McGregor rapidinho. Pessoal é muito sem vergonha.

    • Pois é, cara. O UFC paga um córner, mas ninguém vai lutar com menos de três.

  • Sexto Empírico

    Texto esclarecedor. Mas essa história chorosa do Cholie e outros, q querem trazer todos os parças pra ca na conta do UFC… sei não.

    • Você já viu lutador ir pra alguma luta com um córner só?

      • Sexto Empírico

        Ja e ate sem nenhum. Mas essas nao passam na televisao. E outra, vc precisa do seu tecnico (um!) pra te dar instruções e passar confiança. Gente pra trazer água e gelo, vc encontra no lugar q for lutar, nao precisa pagar hotel e nem passagem de aviao. Agora, se for uma estrela, traz toda a entourage, pai, mae, filho, namorada, puxadores de saco e ate o cachorro.

        • Tá bom.

        • Ricardo Sedano

          Você traz mais gente para te ajudar no treinamento do dia da luta e você não vai botar uma pessoa aleatória que você não sabe quem é no seu corner… Se o cara faz qualquer merda que possa te prejudicar vc esta ferrado.

          E geralmente quando vai com um corner é exatamente por falta de grana para levar mais alguém e não por pensar “só preciso de um”…

  • Danielsson

    U$1500 dolares pra vir pro Brasil por pessoa? kkkkkkkkkk
    Nem de primeira classe ele paga esse valor.

    • Rafael Oreiro

      1500 dólares seria em passagem de ida e volta, mas também acho esse e o valor de 500 dólares do visto meio exagerado, mas foi o que o Cholish falou na entrevista.

      • Danielsson

        Eu nao duvidei de vc nao, duvidei dele mesmo hahaha
        Mesmo comprando em cima da hora é muito alto esse valor. Na cotação atual da 4800 Reais. Na epoca do UFC Jaragua tava bem mais baixo. Mesmo assim a tarifa é cotada em dolar. Nao varia mto o preço. So acho surreal rs
        Achei q o maluco miguezou pra dizer q é mto caro.

        • Rafael Oreiro

          Tive essa impressão também hahahaha

      • Danielsson

        O visto se nao me engano é acordo de reciprocidade. Acho q o Brasil cobra pra eles o mesmo valor que eles cobram pra gente aqui. Deve ser pouco mais da metade desse valor.

    • Bruno Fares

      Ele deve chutar o valor lá pra cima, assim se consegue um pouco a menos está OK.

      mas uma passagem comprada com menos de 2 meses de antecedencia, ida e volta, dependendo do local dos EUA, não fica longe disso.

    • Ricardo Sedano

      Depende de para onde você esta voando… por exemplo, acabei de fazer uma simulação aqui Sacramento – Curitiba que o valor ficou 2 mil dólares… e coloquei comprando hoje para dia 31 de julho, que é o prazo que um lutador deve ter até a luta.
      O preço depende muito das cidades que se está indo.

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      • Danielsson

        Isso é verdade. Provavelmente ele veio de uma cidade dessas menos frequentadas.

  • Danielsson

    Só um adendo. A justificativa do custo-benefício só é aplicada justamente para os atletas menos relevantes que ganham menos. Se esses gastos são fixos, um atleta que ganha muito nem coça o bolso pagar pra mais algum membro do staff vir pra cá.

    • Rafael Oreiro

      De qualquer jeito mostra que é bem mais cômodo lutar perto de casa ao invés de viajar para outro país como o Brasil

      • Danielsson

        Ah sim. Nesse caso os caras preferem so lutar nos EUA. Pra qlq outro país eles terão gastos semelhantes. Mas os outros pontos eu concordo com vc.

    • Sim, nem coça o bolso, mas acho que esse custo deveria ser da organização pra pelo menos dois córneres.

  • Danielsson

    E uma dúvida em relação ao último item. Um estrangeiro que é tributado aqui não pode reaver o valor quando for embarcar de volta?

    • Rafael Oreiro

      Acredito que não, os únicos que conseguem restituir parte do valor são os brasileiros que incluem esses ganhos no IR.

      • Danielsson

        Tem países que vc pode pedir restituição dos impostos pagos pq vc teoricamente nao vai usufruir pq nao é cidadão desse país. O Brasil eu sinceramente nao sei como funciona. Duvido nada mesmo nao devolverem. rs

  • Bruno Fares

    Belo texto Oreiro! Parabens.

    • Rafael Oreiro

      s2

    • Quase coloquei no TUB. Só não foi pra não ficar duas próximas.

  • Ricardo Sedano

    Excelente texto, @rafaeloreiro:disqus.

    E sobre a questão dos impostos, não tenho certeza, mas lembro de alguém comentando que os lutadores ainda tem que pagar imposto quando retornam para os EUA (no caso dos que vão para os EUA, não sei na europa ou Asia). Ou seja, o cara pode ainda ter que pagar imposto duas vezes, o que reduziria bastante a sua bolsa, que na maioria dos casos não é grande…

    • Rafael Oreiro

      Tem isso sim, comentei ali no último parágrafo do texto levemente. Nos EUA eles são taxados novamente quando o dinheiro entra no país.