Os leitores perguntam, Vitor Miranda responde: “Vou me aposentar no UFC depois dos 40 anos”

Os leitores perguntam, Vitor Miranda responde: “Vou me aposentar no UFC depois dos 40 anos”
MMA

Como boa parte do que acontece no TUF Brasil não é mostrado nos compactos semanais, muitas dúvidas e curiosidades acabam resistindo. Vitor Miranda respondeu a algumas delas.

Com o fim do TUF Brasil 3, Vitor Miranda fez um apanhado do que aconteceu no episódio final, onde ele e Marcio Lyoto garantiram suas vagas na decisão.

Agora é a vez dos leitores do MMA Brasil fazerem o papel de entrevistador. Como boa parte do que acontece no reality show não é mostrado nos compactos semanais, muitas dúvidas e curiosidades acabam resistindo. Vitor Miranda respondeu a algumas delas.

Vitor-Miranda-TUF-Brasil-3

Qual foi sua maior fonte de desgaste emocional lá dentro?

No meu caso, especificamente, foi ter que lutar com meus amigos, cara. Eu precisava fazer isso, uma por opção do treinador Wanderlei e outra por opção minha mesmo. Tive que tomar essa decisão muito difícil, mas tomei baseado na minha experiência, no que poderia ser melhor pra mim. Então o maior desgaste emocional pra mim foi lutar com meus amigos e os desabafos depois.

O que o Time Sonnen gritava quando levantava as mãos?

O que o Time Sonnen gritava quando levantava as mãos era: “One, two, three, Bad Guys! (‘caras maaaaaus’)”

Com quem você mais aprendeu na casa?

Na casa, aprendi com todo mundo. No meu time eram oito atletas, todos eles com estilos diferentes. Por mais que tivessem strikers, grapplers, cada um tinha seu estilo de luta. Aprendi muito com eles.

Aprendi também muito com os treinadores, com o Vinny Magalhães – eu já sabia que ele era um monstro no chão, aprendi muita coisa com ele. Com o próprio Chael Sonnen também, muito bom treinador de wrestling. Os outros assistentes americanos, dois eram treinadores de boxe e um de kickboxing, todos excelentes, muito experientes. Aprendi com todo mundo.

Sua experiência como assistente do Rodrigo Minotauro no TUF Brasil 2 o ajudou agora no TUF Brasil 3?

A experiência que eu tive no TUF Brasil 2 como assistente técnico me ajudou demais, demais, demais. Não tem como mensurar isso, mas acredito que foi um fator determinante para me dar bem no programa. Eu já estava acostumado com a rotina de treinamento, com a rotina de depoimentos, entrevistas, a correria que acontece dentro da casa. Não especificamente dentro da casa, mas é um programa, um reality show com câmera em cima de você o tempo todo. Voltar no TUF Brasil 3 foi como voltar para casa, eu já estava acostumado, foi muito mais fácil para me adaptar.

O que você levou do TUF Brasil para sua carreira e sua vida pessoal?

Eu levei do TUF Brasil para a minha vida uma coisa que eu não era acostumado a fazer: tomar decisões difíceis. Sei que já tomei muitas decisões. Quando meu filho faleceu, tomei a decisão muito difícil de continuar tentando o meu sonho. Mas a questão de lutar com o Rick foi uma decisão muito difícil, que me desgastou demais.

Toda pessoa de sucesso tem que tomar decisões difíceis e estas decisões não agradam a 100% das pessoas. Eu aprendi isso: para eu ser bem sucedido, às vezes preciso tomar decisões muito difíceis e que não agradam a todo mundo.

Houve alguma mudança ou empecilho na sua relação com o Rick Monstro?

Dentro da casa, nossa situação ficou um pouco abalada, a gente dormia no mesmo quarto. Por mais que ele estivesse no time adversário, toda noite a gente conversava, trocava ideia, dormia com uma cama do lado da outra. Quando eu tomei a decisão de lutar com ele, tive que mudar de quarto porque o clima ficou bem tenso, ele ficou muito magoado. A gente virou adversário lá dentro, mas depois, um pouco antes da luta e depois dela, a gente se acertou, graças a Deus. Acredito que ele não carrega mais mágoa nenhuma.

Como você acha que vai se desenrolar a final contra o Cara de Sapato?

A final vai ser mais uma luta com briga de estilos. Não vai ser uma luta que nós vamos trocar chão e não vai ser uma luta que nós vamos ficar trocando em pé a luta toda. Vai ser uma briga de estilos. Ele vai querer impor o estilo dele e eu vou querer impor o meu. Vai ganhar quem conseguir fazer seu jogo.

Qual o impacto dessa final na sua vida?

O impacto da final na minha vida é que eu sinto que atingi a minha meta. Não que isso seja o máximo que eu vou chegar. É a minha meta de conseguir lutar no maior evento do mundo. Agora tenho que traçar uma meta ainda mais acima, mais ousada. Eu vou buscar. Mas a primeira foi atingida, entrar no UFC com 35 anos.

Anotem minha meta para vocês me cobrarem mais tarde: vou me aposentar dentro do UFC depois dos 40 anos.

  • Pedro Lins

    Vitor, eu tenho 4 perguntas;

    1 – Como foi a relação dos times com o Sonnen? Mudou durante o programa?

    2 – Como foi o Sonnen como treinador, no aspecto técnico?

    3 – Depois da briga entre os técnicos no inicio do programa, como ficou o ambiente entre os trenadores, equipes e participantes do programa?

    4 – Qual foi o aspecto do seu jogo em que houve a maior evolução durante os treinamentos?

  • Guga Trigueiro

    Vitor, depois do último episódio, eu fiquei curioso pra saber, se na viagem pra Las Vegas deu tempo de estreitar os laços de amizade com Cara de Sapato, uma vez q ele era do outro time. Transpareceu pelo programa, que o paraibano é bem emotivo e gente boa. Abraço Vitor.

  • Celso

    Você se expressa muito bem Vitor, dá para entender perfeitamente o seu ponto de vista. Cara de Sapato é um ótimo lutador, apesar de ter poucas lutas de MMA mas boto fé em você e no Warlley nas finais. Boa sorte na sua carreira dentro do UFC, só está começando e com certeza tem um ótimo futuro dentro do evento.